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“A minha alma suspira e desfalece pelos átrios do Senhor; o meu coração e a minha carne exultam pelo Deus vivo!” (v.2).
As peregrinações que os judeus realizavam para ir ao templo em Jerusalém eram feitas com muitos cânticos espirituais. Movidos pela ansiedade por estar na Casa de Deus, as viagens, mesmo longas, eram alegres e, ao mesmo tempo, provocavam um profundo senso de reverência e autoexame da consciência. Ou, pelo menos, deveriam ser assim; jornadas que revelassem, de maneira inconfundível, qual era o destino final.
Este Salmo compartilhado, atribuído aos filhos de Corá, apresenta a singular peregrinação de um verdadeiro adorador. De quem não ia a Jerusalém simplesmente pelo templo, mas por causa do Senhor do templo. A presença do “Deus vivo” (v.2) era o motivo de sua jornada. Ele admirava a função privilegiada dos cantores levitas, que louvavam a Deus no tabernáculo continuamente (v.4). Fortalecido em Deus e íntegro em fazer a Sua vontade (v.5), fazia do “vale árido” “um manancial” (v.6), do sofrimento uma oportunidade de crescimento. E sob a bênção da “primeira chuva” (v.6), chuva temporã, seguia “de força em força”, até aparecer “diante de Deus em Sião” (v.7).
A exortação a seguir do apóstolo Pedro, aponta para a nossa responsabilidade e missão durante o tempo de nossa peregrinação na Terra: “Amados, exorto-vos, como peregrinos e forasteiros que sois, a vos absterdes das paixões carnais, que fazem guerra contra a alma, mantendo exemplar o vosso procedimento no meio dos gentios” (1Pe.2:11-12). Para que isso aconteça e fique muito claro diante do mundo para onde estamos caminhando, precisamos andar como os “que andam retamente” (v.11). Não com presunção, mas com confiança no Senhor (v.12), “escudo nosso” (v.9), que promete nos dar o Espírito Santo.
O Senhor dos Exércitos está preparando um povo que prefere estar à porta de Sua casa do que “permanecer nas tendas da perversidade” (v.10). Ele está cobrindo um remanescente com as bênçãos diárias do Espírito Santo e conduzindo-o “de força em força” (v.7), até que do alto receba a poderosa chuva serôdia. Filhos que não se vangloriam por conquistas pessoais, mas que “exultam pelo Deus vivo” (v.2), e “em cujo coração se encontram os caminhos aplanados” (v.5). Um povo que rejeitou os tesouros corruptíveis e adquiriu os tesouros dos celeiros eternos: “ouro refinado pelo fogo, vestiduras brancas e colírio” (Ap.3:18).
Perto do fim de Seu ministério terrestre, Jesus foi impedido de entrar em aldeia de samaritanos, pois “manifestou, no semblante, a intrépida resolução de ir para Jerusalém” (Lc.9:51). Sua fisionomia revelava para onde estava indo. De modo que “não o receberam, porque o aspecto dele era de quem, decisivamente, ia para Jerusalém” (Lc.9:53). Da mesma forma, nos últimos instantes deste mundo, os fiéis de Deus terão de experimentar o desprezo de muitos. Tendo o caráter de Cristo impresso na face e no coração, ficará claro a que reino pertencem e seu anelo de lá chegar.
Como tem sido a nossa peregrinação nos últimos instantes deste mundo, amados? Encare o Salmo de hoje como um chamado do Senhor à verdadeira adoração. Tão perto como estamos de chegar em casa, de aparecer “diante de Deus em Sião” (v.7), que possamos permitir que o Espírito Santo continue guiando os nossos passos, então, “quando te desviares para a direita e quando te desviares para a esquerda, os teus ouvidos ouvirão atrás de ti uma palavra, dizendo: Este é o caminho, andai por ele” (Is.30:21). E o caminho é Jesus Cristo (Jo.14:6)!
Pai nosso, ilumina a nossa face com o brilho celestial de quem resolutamente está caminhando ao Teu encontro. Sentimos saudades do Deus que nunca vimos e do lugar que nunca fomos! Derrama sobre nós a chuva do Teu Espírito e volta logo Jesus! Queremos ir para casa! Oramos em nome de Jesus, Amém! Vigiemos e oremos!
Feliz sábado, peregrinos a caminho de Sião!
Rosana Garcia Barros
#Salmos84 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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SALMO 84 – Tem gente passando fome espiritualmente. Tem muito fast food espiritual nos diversos mercados da fé. Há muitas sopas ralas de “miojo” desnutrindo a espiritualidade de muitos crentes iludidos com comidas que mais prejudicam do que alimentam.
Vamos aprofundar mais na mensagem de Deus do que na mensagem das novelas, filmes, desenhos animados e seriados? Vamos valorizar o que realmente importa? Aprofundando no Salmo em apreço destacamos os seguintes pontos:
1. Primeiramente, há três bem-aventuranças ou bênçãos neste Salmo:
• A primeira bem-aventurança ou bênção (Salmo 84:4) “refere-se àqueles que habitam no templo. São felizes porque sempre podem louvar a Deus” (Bíblia Andrews).
• A segunda bem-aventurança ou bênção “se dirige às pessoas que encontram forças no Senhor. Como Ele é o Deus Todo-Poderoso, pode fortalecer os seres humanos a ir ‘de força em força’ (v. 7; ver Is 40:31)” (Bíblia Andrews).
• “A terceira bem-aventurança ou bênção é pronunciada sobre a pessoa que confia no Senhor; isso significa que sua vida inteira é ordenada em torno de Deus e da vontade divina” (Bíblia Andrews).
2. Em segundo lugar, os crentes são peregrinos neste mundo indo com destino à Casa de Deus no Céu, os quais podem fazer “estas três declarações” conforme lista Warren Wiersbe:
• Meu prazer está no Senhor (Salmo 84:1-4);
• Minha força está no Senhor (Salmo 84:5-8);
• Minha confiança está no Senhor (Salmo 84:9-12).
3. Em terceiro lugar, aos fieis e submissos a Deus, a santa presença é uma bênção. “Ao mesmo tempo em que Deus é para os ímpios um fogo consumidor, é para Seu povo tanto Sol como Escudo (Sal. 84:11)” (Ellen G. White). Deus luta por Seu povo, Ele é o Deus vivo que age pelo bem e felicidade dos que O buscam genuinamente.
Após considerar estes pontos, meditemos neste versículo: “Prefiro esfregar o chão da casa do meu Deus a ser honrado no palácio do pecado” (v. 10):
• Será que somos humildes diante das atividades que precisam ser realizadas para Deus ou estamos buscando glórias para massagear nosso ego?
• Será que estamos dispostos a qualquer coisa para estarmos na presença divina ou preferimos o glamour dos prazeres do pecado?
• Será que poderíamos fazer das palavras do salmista as nossas palavras diante de Deus?
Compensa estar sempre na presença de Deus! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: SALMO 83 – Primeiro leia a Bíblia
SALMO 83 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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Texto bíblico: https://www.bibliaonline.com.br/nvi/sl/83
O Salmo 83 descreve o pedido do rei Davi para que Deus lide com seus inimigos que estão tentando destruir Israel. Davi ora para que Deus dê aos inimigos de Israel o mesmo tratamento que deu a Midiã e aos príncipes Zeba e Zalmuna. Davi perguntou isso para que eles pudessem saber que o Senhor é o Altíssimo sobre toda a terra.
Esse pedido para que Deus execute julgamento e justiça para que as pessoas aprendam quem é Deus se encaixa em um padrão visto em todo o Antigo Testamento, onde os julgamentos de Deus fazem parte da educação de Israel e das outras nações. Durante o Êxodo de Israel do Egito, por exemplo, Deus declarou que “os egípcios saberão que eu sou o Senhor, quando eu estender minha mão sobre o Egito e tirar de lá os israelitas.” (Ex 7:5).
Parece que esse aspecto de educar Israel e as outras nações sobre o verdadeiro Deus e Seu caráter é central para os julgamentos que ocorrem em todo o Antigo Testamento.
Laura Hamilton
Engenheira química aposentada, Colorado, EUA
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/psa/83
Tradução: Luís Uehara / Jeferson Quimelli
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716 palavras
A mensagem se aplica a qualquer período em que os filhos de Deus fossem assediados por uma coalizão de inimigos e precisassem do auxílio divino. CBASD, vol. 3, p. 927.
1 Não Te cales. Ver Sl. 28:1; cf. Is 62:7. O salmista sabe que, se o povo de Deus deve ser salvo na crise, Deus não deve manter silêncio. A impetuosa sucessão de frases curtas é a linguagem de súplica em tempo de necessidade extrema. CBASD, vol. 3, p. 927.
4 Risquemo-los. Este verso indica a presença de uma trama bem elaborada por parte das nações vizinhas para riscar a Israel dentre as nações, possivelmente com a intenção de repartir a terra entre eles mesmos (ver 2Cr 20:11; Sl 138:7). CBASD, vol. 3, p. 927.
Não haja mais memória. Comparar com Dt 32:26; Sl 34:16; 109:13. Sempre foi desejo de Satanás destruir a igreja de Deus. CBASD, vol. 3, p. 927.
5-8 O autor do salmo é chamado Asafe, mas isso pode significar o próprio Asafe ou um de seus descendentes. Um descendente de Asafe, chamado Jaaziel, profetizou a vitória de Judá na batalha contra Jeosafá (2Cr 20:13-17). O salmista diz que a aliança contra Judá é realmente aliança contra Deus. Life Application Study Bible Kingsway.
6-8 Os v. 6 a 8 mencionam a conspiração das nações. … Cercado por nações inimigas, o único recurso de Israel era Deus. Às vezes, Ele tira todos os auxílios materiais dos seres humanos para que aprendam a confiar nEle. CBASD, vol. 3, p. 927.
6 Tendas. Neste verso, esta palavra tem o sentido de “habitantes de tendas” (figura de metonímia). CBASD, vol. 3, p. 927.
Hagarenos. Um povo nômade que viveu a leste de Gileade e lutou com os israelitas na época de Saul (ver 1Cr 5:10, 19-22). Israel os derrotou e ocupou a terra. CBASD, vol. 3, p. 927.
7 Amaleque. Povo que viveu ao sul da Palestina… Era um povo antigo, inimigo inveterado de Israel. Contrariando a ordem de Deus para destruir completamente os amalequitas, Saul poupou o rei deles, Agague (ver 1Sm 15:8-23), e foi rejeitado como rei. CBASD, vol. 3, p. 927.
8 Filhos de Ló. Moabe e Amom (ver Gn 19:37, 38; Dt 2:9, 19). CBASD, vol. 3, p. 927.
9 Faze-lhes como fizeste a Midiã. Alusão à vitória de Gideão sobre os midianitas (ver Jz 7-8), que foi considerada como uma das mais gloriosas vitórias da história de Israel (ver Is 9:4; 10:26). CBASD, vol. 3, p. 927.
Sísera. A história da derrota do exército de Jabim e da morte de Sísera pelas mãos de Débora está relatada em Juízes 4 e é celebrada numa sublime poesia em Juízes 5 [Juízes 4 e 5 relatam que foi Jael quem matou Sísera. Os exércitos de Débora derrotaram os exércitos de Sísera]. CBASD, vol. 3, p. 927.
10 Adubo. Seus cadáveres fertilizaram o solo (ver 2Rs 9:37). CBASD, vol. 3, p. 928.
11 Orebe e Zeebe. Orebe e Zeebe foram príncipes de Midiã mortos pelos efraimitas subordinados a Gideão (ver Jz 7:25). CBASD, vol. 3, p. 928.
Zeba e … Zalmuna. Zeba e Zalmuna foram reis de Midiã, mortos por Gideão (ver Jz 8:5, 21). CBASD, vol. 3, p. 928.
12 Habitações (ARA; NVI: “pastagens”). Do heb. ne’oth… As nações inimigas conspiraram para anexar a terra onde Deus habitava entre Seu povo. CBASD, vol. 3, p. 928.
13-18 Judá era circundada por nações pagãs que buscavam sua ruína. O salmista orou para que Deus expelisse estas nações como a palha diante do vento até que eles reconhecessem que o Senhor está acima de todos os governantes da terra. Às vezes devemos ser humilhados pela adversidade antes de olhar para cima e ver o Senhor; Devemos ser derrotados antes que possamos ter a vitória final. Não seria melhor procurar o Senhor em tempos de prosperidade do que esperar até que seu julgamento esteja sobre nós? Life Application Study Bible Kingsway.
13 como folhas impelidas por um redemoinho. A oração é para que o inimigo seja expulso e completamente destruído, como a bola de capim seco é impulsionada pelo vento. CBASD, vol. 3, p. 928.
16 Enche-lhes o rosto de ignomínia para que busquem o Teu nome, SENHOR. Ver com. de Sl 5:11; 7:17. A oração do salmista não é para que os inimigos de Israel sofram, mas para que, por meio dos acontecimentos que Deus permite que lhes sobrevenham, eles O reconheçam e se voltem para Ele como seu Deus. O salmista compreendia que a humilhação deles resultaria em submissão à vontade de Deus. CBASD, vol. 3, p. 928.
18 E reconhecerão que só Tu… és o Altíssimo sobre toda a terra. O salmista ora pela iminente destruição dos inimigos de Israel, não com espírito de vingança, mas para deixar evidente que Yahweh é o supremo governante do mundo. O propósito do julgamento é que as pessoas conheçam a Deus. CBASD, vol. 3, p. 928.
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“E reconhecerão que só Tu, cujo nome é Senhor, és Altíssimo sobre toda terra” (v.18).
O pedido do salmista foi expresso em um clamor pela atuação da justiça divina sobre as nações inimigas. Todos os prodígios de Deus realizados no Egito em favor dos hebreus e todos os milagres e livramentos no êxodo, tornaram Israel uma nação temida e também muito perseguida. Apesar de ser a menina dos olhos de Deus (Sl.17:8), não poucas vezes, caía em suas próprias ciladas. Deixava de buscar a Deus e de seguir os Seus mandamentos, e o resultado era desastroso.
O verso nove faz menção a Sísera. Este comandante do exército do rei de Canaã foi derrotado, junto com todo o seu forte exército, pela mão poderosa do Senhor. Israel padecia sob jugo de Jabim, rei de Canaã, justamente por ter dado as costas a Deus. Após vinte anos de sofrimento, resolveram clamar ao Senhor. Deus os ouviu e libertou, concedendo-lhes quarenta anos de paz (Jz.5:31). Percebem, amados? Vinte anos de sofrimento, mas o dobro de tempo de paz. Deus tem maior desejo de nos oferecer o Seu melhor do que nós temos de receber. Pois assim diz o Senhor: “Eu é que sei que pensamentos tenho a vosso respeito, diz o Senhor; pensamentos de paz e não de mal, para vos dar o fim que desejais” (Jr.29:11).
A justiça de Deus é plena de misericórdia. E enquanto há alguma chance de arrependimento, Ele usa a Sua justiça como instrumento de salvação, para que busquem o Seu nome (v.16); para que reconheçam que só Ele é Deus (v.18). Na experiência de Elias no Carmelo podemos vislumbrar um tipo do desfecho do conflito final, denominado pelo Apocalipse de: Armagedon (Ap.16:16), quando a intervenção divina será manifestada em resposta às orações de Seus servos, e todo o mundo terá de reconhecer que só o Senhor é Deus.
O Senhor nos tem chamado para buscá-Lo tanto em tempos de crise quanto em tempos de paz. “Buscai ao Senhor enquanto se pode achar, invocai-O enquanto está perto” (Is.55:6). “Buscar-Me-eis e Me achareis quando Me buscardes de todo o vosso coração” (Jr.29:13). Cristo em breve voltará para vingar “o sangue dos Seus servos” (Ap.19:2). Que sejamos encontrados por Jesus como Elias e os sete mil fiéis, e Ele nos salvará!
Senhor, sabemos que vivemos em um mundo de injustiças e que as profecias apontam para dias ainda mais difíceis à nossa frente. Clamamos a Ti para que a nossa vida seja, pelo poder do Teu Espírito, uma fiel declaração de que só “O Senhor é Deus” (1Rs.18:39). Em nome de Jesus, Amém! Vigiemos e oremos!
Bom dia da preparação, fiéis servos de Cristo!
Rosana Garcia Barros
#Salmos83 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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SALMO 83 – Por que os fieis sofrem? Por que há tantas coisas que acontecem com aqueles que são tão piedosos? Por que angústia e aflição assolam aos cristãos consagrados?
O Salmo em apreço parece responder objetivamente a estas questões:
1. Os que servem a Deus e representam Seu nome são alvos dos inimigos de Deus que iniciaram uma guerra no Céu e continuam provocando e instigando-a aqui na Terra (Salmo 83:1-3).
2. Os amantes do pecado e da iniquidade almejam insistentemente a destruição do povo de Deus, isso foi desde o início, com a morte de Abel pelas mãos assassinas de Caim, passou por Cristo que representa o povo de Deus de todas as eras, e vai terminar com a segunda vinda de Cristo. Inimigos querem exterminar aos que amam a verdade (Salmo 83:4).
3. Todas as nações se voltam contra o povo de Deus no tempo do fim como aconteceu em outros períodos da história (Salmo 83:5-8), porém, Deus vencerá e Jesus reinará vitoriosamente (Apocalipse 17 e 18).
4. Nossa expectativa deve ser a vitória divina sobre os impérios humanos que se opõem contra o reino de eterna paz (Salmo 83:13-18). Um dia não haverá nenhum outro reino que interferirá ao reino de Deus, pois todos os reinos do mundo se tornarão num turbilhão de pó, serão incendiados, envergonhados e destruídos para sempre pela presença divina (Apocalipse 19 e 20).
Nunca foi fácil ser povo de Deus, pior ainda será não pertencer a Deus no dia do juízo. A história de Israel não foi fácil simplesmente porque eles se desviavam de Deus; eles se desviavam de Deus facilmente porque as investidas satânicas eram ferrenhas e titânicas contra o povo do qual viria o Messias.
Contudo, Jesus nasceu em Israel. Esse judeu (que é Deus e Se fez carne) garantiu a destruição do império do pecado e a salvação de todos os que se apegam a Ele. Por meio dEle o nome de Deus será reconhecido em todo o Universo (Salmo 83:18; ver Filipenses 2:10; João 3:14-15).
Portanto, se você…
• …sofre por ser fiel, clame a Deus que é mais poderoso que todos os exércitos. Jesus já venceu para te dar a vitória! Sem demora, aceite-a!
• …quer vitórias sobre inimigos, ore agora intensamente!
Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí
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Texto bíblico: SALMO 82 – Primeiro leia a Bíblia
SALMO 82 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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Texto bíblico: https://www.bibliaonline.com.br/nvi/sl/82
O primeiro verso deste salmo evoca a imagem de um tribunal. Deus preside a grande assembléia e profere o veredito. Curiosamente, são os juízes de Israel, que estão sendo acusados. O Justo Juiz repreende os juízes por favorecer os ímpios, e implora a eles para que protejam as necessidades e os direitos daqueles que são indefesos.
Ao ler a advertência divina para que se defendam os órfãos e os fracos e para que se resgatem os necessitados, meus pensamentos são levados até o tempo da vida de Jesus e Seus ensinamentos. Lucas nos diz: “Ele foi a Nazaré, onde havia sido criado, e no dia de sábado entrou na sinagoga, como era seu costume. E levantou-se para ler. Foi-Lhe entregue o livro do profeta Isaías. Abriu-o e encontrou o lugar onde está escrito: ‘O Espírito do Senhor está sobre mim, porque Ele me ungiu para pregar boas novas aos pobres. Ele Me enviou para proclamar liberdade aos presos e recuperação da vista aos cegos, para libertar os oprimidos e proclamar o ano da graça do Senhor’” (Lucas 4:16-19 NVI).
Este mesmo Jesus que aconselhou seu povo nas Escrituras do Antigo Testamento agora mostra através do exemplo de Sua vida sem pecado como tratar os indefesos, as viúvas e os órfãos, e os pobres.
Eu vejo Jesus carinhosamente defender a viúva que deu somente duas moedinhas de oferta. Eu vejo Jesus acenando para as crianças enquanto ordena aos discípulos: “Deixem vir a Mim as crianças.” Eu vejo Jesus olhando para baixo, para Sua mãe de coração partido e confiando-a aos cuidados de João.
Que belas demonstrações de amor! Exemplos de como Jesus tratava as pessoas e como Ele quer que as tratemos.
Kimberly Bobenhausen
Southern Adventist University, Tennessee USA
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/psa/82
Tradução: Jobson Santos, Jeferson e Gisele Quimelli
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516 palavras
O Salmo 82 é a acusação de Deus aos juízes injustos que dominavam sobre Israel. Possivelmente foi composto num período em que havia muita deslealdade e corrupção na administração da justiça. O salmo é dividido em três partes: 1) Deus é introduzido como Supremo Juiz (v. 1); 2) Deus denuncia os juízes injustos e os julgamentos corruptos (v. 2-7); e 3) o salmista implora que Deus se levante para julgar (v. 8). O salmo tem lições para todos os filhos de Deus com referência às relações mútuas (CBASD – Comentário Bíblico Adventista do 7º Dia, vol. 3, p. 925).
1-8 A justiça divina envergonha os juízes corruptos da terra (Bíblia Shedd).
1 deuses. Do heb. ‘elohim, possivelmente “juízes” neste verso, assim como na tradução de ‘elohim” em Êxodo 21:6; 22:8 e 9. Os juízes podem ser chamados de ‘elohim no sentido de que são representantes da soberania de Deus (ver Êx 7:1) (CBASD, vol. 3, p. 925).
Na lei de Moisés, a palavra assim traduzida se refere aos juízes do povo (Bíblia Shedd).
Na linguagem do AT – e de acordo com o mundo conceptual do antigo Oriente Médio – os governantes e os juízes, como procuradores do Rei celestial, podiam receber o título emérito de “deus” (Bíblia de Estudo NVI,Vida).
O termo designa governantes, líderes, pessoas de poder, juízes e/ou príncipes terrenos (v.7). que eram representantes de Deus, e cujo trabalho era divinamente designado (Êx 22:28; Deut 1:17; 16:18; 2Cr 19:6; comparar com Heb 13:7). Eles perverteram a justiça, agiam cegamente como pessoas andando na escuridão (Sl 82:5). O salmista os vê reunidos perante Deus, o Rei do Universo, sendo julgados, porque eles são responsáveis perante Ele por sua administração de justiça (Andrews Study Bible).
2 Até quando … tomareis partido? Em Israel era proibido mostrar parcialidade por causa de circunstâncias ou posição (ver Lev 19:15; Dt 1:17; At 10:34) (CBASD, vol. 3, p. 925).
5 vacilam todos os fundamentos da terra. Quando juízes injustos administram a lei, os fundamentos do governo moral cambaleiam e caem. O governo terreno, que deveria refletir o governo de Deus, se torna em anarquia (CBASD, vol. 3, p. 926).
6 Eu disse: “sois deuses”. Do heb. ‘elohim (CBASD, vol. 3, p. 926). Jesus explica que aqueles que recebem a Palavra de Deus estão revestidos de autoridade divina (cf Jo 10.34-36) (Bíblia Shedd).
Os que governam (ou julgam) fazem-no por nomeação divina (v. 2,7; Is 44.28) e, portanto, são representantes de Deus – que O conheçam quer não (ver Êx 9.16; Jr 27.6; Dn 2.21; 4.17,32; 5.18; Jo 19.11; Rm 13.1) (Bíblia de Estudo NVI, Vida).
Não deuses no sentido absoluto da palavra, mas apenas “filhos do Altíssimo”, como a sentença paralela afirma. Eles eram apenas governantes e juízes humanos cujos cargos foram concedidos por Deus (Andrews Study Bible).
7 príncipes. Pessoas de posição elevada. Embora fossem chamados ‘elohim (ver com. dos v. 1, 6), eles morreriam por causa de sua infidelidade (CBASD, vol. 3, p. 926).
Se os juízes quisessem tripudiar sobre os direitos dos pobres, poderiam aguardar um fim violento reservado para os déspotas, como seu galardão normal (Bíblia Shedd).
Por mais exaltada que fosse a sua posição, esses “deuses” corruptos serão abatidos pelo mesmo julgamento que os demais homens (Bíblia de Estudo NVI, Vida).
8 herança de todas as nações. Nas palavras de João: “O reino do mundo se tornou de nosso Senhor e do Seu Cristo” (Ap 11:15; cf Dn 2:11, 45) (CBASD, vol. 3, p. 926).