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“E acontecerá, depois, que derramarei o Meu Espírito sobre toda a carne; vossos filhos e vossas filhas profetizarão, vossos velhos sonharão, e vossos jovens terão visões” (v.28).
Certa vez, fui questionada acerca da condição espiritual do mundo cristão atual. E, ao ponderar sobre a nossa realidade, me deparei com um quadro caótico e degradante. Percebam que não fui questionada acerca da condição espiritual do mundo inteiro, mas apenas no contexto cristão. A verdade é que perdemos a noção de que existe diferença entre o santo e o profano. Entre doutrinas e tradições, vivemos em uma geração que vem perdendo a essência do evangelho devido a falta de contato com a Palavra de Deus. Há uma luta entre relativismo e legalismo que tem, paulatinamente, dividido a igreja e a afastado do relacionamento com o Criador, desviando o foco da verdadeira adoração, conforme o “assim diz o Senhor”, para uma falsa adoração, conforme o assim diz o homem.
Envolvidos em uma guerra de teorias humanas, muitos se posicionam em suas trincheiras pensando estar sob a bandeira de Deus. Seus “gritos” em defesa de uma guerra já fadada à derrota, abafam a “voz de rebate” (v.1) e o som da trombeta, que já anunciam “o Dia do Senhor” que “vem, já está próximo” (v.1). E enquanto se preocupam com suas ideias equivocadas, Satanás avança em destruir suas famílias e qualquer possibilidade de salvação, afastando-os da verdade que liberta e do Céu que lhes foi preparado. São famílias e igrejas que lutam entre si, esquecendo-se do que disse Jesus: “Todo reino dividido contra si mesmo ficará deserto, e toda cidade ou casa dividida contra si mesma não subsistirá” (Mt.12:25).
O último chamado de Deus a cada ser humano tem sido feito pelo Espírito Santo, e isto, “com gemidos inexprimíveis” (Rm.8:26). A Sua voz não pode ser ouvida por aqueles que se digladiam entre si, mas por aqueles que “não empurram uns aos outros” (v.8) e que rasgam o coração perante Deus (v.12) em atitude de profundo e genuíno arrependimento. “O Senhor levanta a voz diante do Seu exército” (v.11) de oração, e não de murmuração. Um exército que entende que Deus não aceita nada menos do que a entrega de todo o coração, “e isso com jejuns, com choro e com pranto” (v.12). Sobre isso, certa vez, tive um sonho. E foi assim:
Eu estava dentro de um barracão de armamentos. Ao sair dali, percebi que estava em um grande acampamento de guerra. Tinham muitas barracas, todas iguais e organizadas em fileiras. Estávamos todos em um grande vale e eu via escadas ao redor, nas subidas dos montes, e homens subindo e descendo. E eu pensava: “Se o inimigo nos atacar, estamos perdidos, pois estamos encurralados”. De repente, chegavam muitos ônibus e eu perguntei se não eram inimigos, mas uma voz falava à minha mente: “Não são inimigos. São reforços”. Então, via homens e mulheres descendo dos ônibus vestidos para batalha. Fui ao centro do acampamento e pensei: “Se é guerra, tem que ter oração. Onde será o barracão de oração?” E a mesma voz me falava: “Não há um lugar só de oração, mas todos estão espalhados orando para que o inimigo não venha e os fira de uma vez”. Fim do sonho.
O cumprimento da promessa do derramamento do Espírito Santo, de forma completa e real, consiste em uma busca pessoal, constante e baseada em renúncias. É algo que se dará do individual para o coletivo. E nem todo aquele que busca está necessariamente disposto a responder a essa promessa. Como na parábola das dez virgens, em que todas estavam juntas no mesmo propósito de adentrar às bodas do Noivo. Contudo, apenas metade delas estava realmente pronta para o casamento; apenas metade entendeu a importância de possuir o azeite reserva. Necessitamos de uma vida de oração; de clamor diário pelo batismo do Espírito Santo. Necessitamos de uma comunhão tal com Cristo de forma que tenhamos sempre em mente que Ele está ao nosso lado, caminha conosco, e que isso nos desperte alegria e ao mesmo tempo um senso constante de temor e reverência.
O derramamento do Espírito não é uma promessa exclusiva para alguns, mas para “toda a carne”, como está escrito; inclusive, para os servos e as servas (v.28-29). No entanto, o que definirá quem estará salvo e quem estará perdido será a resposta de cada ser humano ao último chamado de Deus: “E acontecerá que todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo” (v.32). Eis a porção dobrada do azeite e a solução para o verdadeiro reavivamento: a união entre o poder do Espírito Santo e o instrumento humano cooperando com Ele.
Dias antes do Pentecostes, os discípulos estavam vivendo um momento de grande fragilidade. A morte de Jesus havia destruído toda a esperança e expectativa de um reino superior. Contudo, ao contemplarem o seu Salvador ressuscitado e ouvir-Lhe a voz de conforto por quarenta dias até a Sua ascensão, receberam o ânimo que precisavam para perseverarem “unânimes em oração” (At.1:14), na certeza de que receberiam o poder do Espírito Santo (At.1:8). A partir do momento em que os discípulos reconheceram as suas limitações e fragilidades e sua completa dependência da graça de Cristo, invocando o nome do Senhor em oração, a promessa se cumpriu. Da mesma forma, quando aceitamos a Cristo como nosso Salvador pessoal, passamos a fazer parte do corpo de Cristo e, como membros deste corpo, precisamos buscar a mesma comunhão que levou os discípulos a receber a promessa, através de uma vida de oração, perseverança e obediência à Palavra de Deus.
Deus tem Seus escolhidos em todos os cantos da terra, amados. Há muita gente ainda em Babilônia que, no devido tempo, aceitará o convite: “Sai dela, povo Meu” (Ap.18:4). São pessoas que invocam ao Senhor e O amam conforme a luz que receberam. Creio que a obra do Espírito Santo já está quase a ser concluída e que igrejas inteiras hão de aceitar a verdade presente, como já tem acontecido. A promessa do reavivamento pelo Espírito Santo não corresponde a um diploma de doutorado em Bíblia, mas a um chamado do Pai de amor aos Seus filhos “pobres de espírito” (Mt.5:3). A salvação em Cristo não se limita aos mestres das Escrituras, mas é para os que a vivem ainda que na ignorância do incompleto até que o Espírito as guie “a toda a verdade” (Jo.16:13). Para Jesus, não há diferença entre atiradores de pedras religiosos e uma prostituta arrependida, Ele os ama de igual forma, mas a nossa decisão diante de Seu amor é o que definirá o nosso destino eterno (Jo.8:9).
Deus tem uma igreja pura na Terra, “coluna e baluarte da verdade” (1Tm.3:15), que não é convidada a viver um cristianismo de aparências, mas que reflita a imagem do seu Salvador. Muitos há que, guiados pelo Espírito Santo, estão se unindo a esta igreja sem nem mesmo se dar conta. O evangelho eterno é uma mensagem para todos, “a cada nação, e tribo, e língua, e povo” (Ap.14:6) e o Espírito Santo tem feito esta obra com primazia e grande pressa. Infelizmente, nem todos aceitam o convite divino. Mas não temos o que temer se o Espírito do Senhor é o nosso guia. Jamais seremos envergonhados (v.19, 26 e 27) se temos um relacionamento pessoal e diário com Cristo e buscamos seguir os Seus passos.
Que aceitemos, hoje, a provisão divina (v.19), tomando posse, pela fé, da chuva temporã, que rega o nosso coração num trabalhar diário, preparando-nos para a chuva final. Então, estaremos “entre os sobreviventes, aqueles que o Senhor chamar” (v.32).
Pai de amor e misericórdia, para que haja um reavivamento da verdadeira piedade em nós, para que o Espírito Santo seja derramado em nossa vida com poder jamais visto, existem condições. Rasgar o coração e se converter ao Senhor, reconhecendo a Tua misericórdia, a Tua compaixão, a Tua longanimidade e a Tua bondade revelam a entrega de um coração verdadeiramente transformado. Mas esta obra não é de um dia ou de um momento apenas, e sim pelo trabalhar contínuo do Teu Espírito. Oh, Senhor, realiza esse milagre em nossa vida! Derrama sobre nós o Espírito Santo e nos conserva “entre os sobreviventes” dos últimos dias: “os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus”. Em nome de Cristo Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Feliz semana, sobreviventes dos últimos dias!
Rosana Garcia Barros
#Joel2 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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JOEL 2 – Considerando o contexto teológico de Joel, podemos extrair as seguintes aplicações:
• Os males deste mundo são sinais claros de que precisamos urgentemente alinhar nossa vida com a vontade divina.
• Neste mundo caótico, nossa verdadeira segurança não está na ausência de calamidades, mas na essência de um coração arrependido diante de Deus.
• O sofrimento ao nosso redor deve nos despertar para a fragilidade da vida e a urgência do arrependimento.
O sincretismo religioso da época do profeta Joel envolvia uma mistura de práticas e crenças pagãs com a adoração a Deus. Os religiosos da época não via mal nenhum nisso. Para eles, estava tudo certo. Esse fenômeno pode ser observado na cultura contemporânea de várias maneiras, onde a fé cristã frequentemente se mistura com influências culturais, tradições seculares e outras religiões. As pessoas muitas vezes incorporam práticas que não estão alinhadas com os verdadeiros ensinamentos bíblicos, resultando numa forma de adoração diluída e comprometida. Assim…
• Muitos cristãos atualmente misturam rituais pagãos com adoração, combinam práticas seculares com liderança eclesiástica e tradições culturais com sua fé. Isso pode incluir desde superstições até a adoção de filosofias que não se alinham com a Bíblia.
• A influência do materialismo e do secularismo tende a levar aos cristãos a priorizarem bens materiais e sucesso mundano sobre os valores espirituais, comprometendo o relacionamento deles com Deus.
• A sociedade contemporânea muitas vezes promove o relativismo moral, onde os padrões bíblicos de certo e errado são vistos como subjetivos e ajustáveis a preferências individuais, seja em casa, no trabalho e também na igreja – inclusive na adoração a Deus.
Joel 2 oferece uma mensagem poderosa de arrependimento e restauração que é extremamente relevante para os dias atuais:
• Deus promete restaurar aquilo que nosso afastamento da fé nos tirou; apesar das consequências de nossos erros, há esperança de renovação e restauração através da reconciliação com Deus (Joel 2:1-27).
• Deus convida Seu povo a experimentar um arrependimento genuíno e sincero. Isso equivale a reconhecer falhas e afastar-se das influências de grupos que diluíram as doutrinas bíblicas, e então retornar a um relacionamento autêntico com Deus (Joel 2:12-13).
• Deus promete enviar profusamente Seu Espírito Santo àqueles que viverem em plena dependência dEle, durante os eventos cataclísmicos dos últimos dias (Joel 2:28-32).
Portanto, vamos reavivarmo-nos! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: JOEL 1 – Primeiro leia a Bíblia
JOEL 1 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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Texto bíblico: https://www.bibliaonline.com.br/nvi/jl/1
Joel 1 descreve uma calamidade tão terrível que não há como pará-la, nem há saída. Tudo o que você pode fazer é orar, esperar e chorar. É um capítulo sombrio e assustador de ler. A maioria de nós nunca terá nossas vidas destruídas por hordas de gafanhotos como em Joel 1, mas outras coisas acontecem conosco: mortes, acidentes, doenças. Muitas vezes tudo o que você pode fazer é assistir impotente.
Minha mãe morreu de câncer em novembro de 2021. Não havia nada que eu pudesse fazer para impedir e fiquei presa em outra parte do mundo e não consegui chegar até ela enquanto ela estava morrendo.
Uma coisa que ajudou a mim e a minha mãe foi lembrar que Jesus nos ama e que a Bíblia ensina que Deus não apenas observa o que estamos passando, mas passa por nosso sofrimento conosco. O Salmo 23 diz que Ele está conosco no Vale da Sombra da Morte. Em Daniel ele estava no fogo com Seus seguidores.
Não podemos vê-Lo, mas Deus nunca nos deixa sozinhos, mesmo durante os piores problemas.
Laura Muse
Coordenadora de Luto e Capelã, Indiana, EUA
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/joe/1
Tradução: Luís Uehara/Jeferson Quimelli
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924 palavras
Contexto histórico. Joel não diz nada sobre o tempo de sua escrita. Ele não faz como muito de outros profetas (ver Is 1:1; Os 1:1; Am 1:1; etc.), que mencionam os reis sob os quais profetizaram. … Embora nenhuma data possa ser comprovada de forma conclusiva, este Comentário adotou o 7º século … . CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4, p. 1035.
Como as antigas palavras de Joel contém uma mensagem divina atemporal, essa incerteza não diminui a importância de seu estudo e aplicação para a vida dos intérpretes atuais. … A mensagem de Joel, assim como a do profeta Sofonias, é dominada por um único tema: o dia do Senhor, ocasião da retribuição divina. Bíblia de Estudo Andrews.
1 Palavra do SENHOR. Joel garante ao leitor que sua mensagem não se originou de si mesmo. Suas palavras foram ditas pelo Senhor. Ele assegura ter a inspiração divina, assim como outros profetas (Os 1:1; Mq 1:1; etc.; cf. 2Tm 3:16; 2Pe 1:20, 21). CBASD, vol. 4, p. 1037.
Joel. O nome provavelmente significa “o Senhor é Deus”. … Nada se sabe sobre Petuel. CBASD, vol. 4, p. 1037.
Aconteceu isto … ? A calamidade era algo novo na memória das pessoas. … Por esse dispositivo eficaz Joel sublinha a importância incomum de sua mensagem. CBASD, vol. 4, p. 1037.
2 Velhos. Ou, anciãos. Membros proeminentes da sociedade que desempenhavam uma importante função de liderança nos tempos de Joel (2:16). Eles também são mencionados em outros livros da Bíblia (2Rs 23:1; Jr 26:17). Bíblia de Estudo Andrews.
terra. O reino do sul, Judá (3:1, 20). Bíblia de Estudo Andrews.
4 São usadas quatro palavras hebraicas diferentes para se referir aos gafanhotos. No entanto, não se sabe se estas palavras denotam quatro espécies diferentes de gafanhotos, quatro etapas diferentes do desenvolvimento de um só gafanhoto (isto é, da pupa até a maturidade) ou se são sinônimos usados simplesmente para acrescentar variedade ao texto. De todo modo, a imagem é a mesma: destruição total do suprimento de comida. Bíblia de Estudo Andrews.
Cortador. Do heb. gazam, que vem de uma raiz que significa “cortar”, portanto, empregada para representar um gafanhoto cortador. CBASD, vol. 4, p. 1037.
Migrador. Do heb. ‘arbeh, usado para representar o enxame ou os gafanhotos migradores. Os gafanhotos que assolaram os egípcios são identificados como ‘arbeh (Êx 10:4-19). CBASD, vol. 4, p. 1037.
Devorador. Do heb. yelek, que se considera ser um rastejante, um estágio não alado do gafanhoto. CBASD, vol. 4, p. 1037.
5 Ébrios. De modo poético, os bebedores de vinho são chamados a lamentar seu destino. Privados de seu meio favorito de indulgência, eles são convidados a despertar de sua letargia para derramar as lágrimas de desilusão. CBASD, vol. 4, p. 1038.
6, 7 O “povo … inumerável” é uma referência ao enxame incontável de gafanhotos invasores. Por meio de uma linguagem metafórica, comparando gafanhotos a leÕes, o profeta se refere à habilidade deste inseto de devorar a vegetação e desfolhar as árvores. Bíblia de Estudo Andrews.
7 Tirou-lhe a casca. Depois que os gafanhotos devoram tudo que é verde e suculento, atacam a casca das árvores. CBASD, vol. 4, p. 1038.
8 Marido da sua mocidade. Sem dúvida, se trata daquele com quem a moça estava comprometida e a quem ela amava sinceramente, mas que morreu antes de se casarem. Em vez de um vestido de noiva, ela coloca uma roupa de luto feita com pano áspero de saco. Sob a lei mosaica, um compromisso de noivado, em seus aspectos gerais, era considerado como um casamento (ver com. [CBASD] de Dt 22:23; Mt 1:18-20). CBASD, vol. 4, p. 1038.
pano de saco. Tecido rústico e escuro usado para expressar penitência (Jn 3:5-8) ou luto (Lm 2:10, ARC). Bíblia de Estudo Andrews.
9 Oferta de manjares. Ou, “oferta de cereais”(sobre a natureza desta oferta, ver Lev 2:1). Uma parte destas ofertas era para o sustento dos sacerdotes (Lv 2:3; 6:16; 10:12-15). CBASD, vol. 4, p. 1038.
10 E a terra, de luto. Mediante uma personificação simbólica, a terra é representada como estando de luto em sua improdutividade. CBASD, vol. 4, p. 1038.
12 A vide … a figueira … a romeira … a palmeira e a macieira. A enumeração dos efeitos da seca … em várias plantas e árvores é, sem dúvida, para enfatizar a sua gravidade. Os v. 10 a 12 também descrevem adequadamente os efeitos da quarta das sete últimas pragas (Ap. 16:8, 9; cf. GC, 628). CBASD, vol. 4, p. 1038.
13, 14 Este “desastre natural”da praga de gafanhotos era, na verdade, uma crise espiritual. Os sacerdotes são chamados a exercer liderança espiritual, humilhando-se diante do Senhor em autonegação e arrependimento, e também convocando o povo para ir ao templo clamar ao Senhor. Bíblia de Estudo Andrews.
14 Assembleia solene. Do heb. ‘atsarah, do radical ‘atsar, “deter”, “restringir”, no sentido de interromper todo o trabalho com o propósito de convocar uma assembleia. CBASD, vol. 4, p. 1039.
15 O Dia do SENHOR. Uma expressão comum entre os profetas (Is 2:12; 13:6; Ez 30:3; Am 5:18; Sf 1:14; etc.; sobre o significado da expressão, ver Is 13:6). Primeiramente, Joel está se referindo aos julgamentos iminentes sobre Judá. Em princípio, suas previsões se aplicam também ao dia do julgamento final que virá sobre o mundo (ver p. 24, 25 [CBASD]). CBASD, vol. 4, p. 1039.
Como Joel e outros profetas revelam (Am 5:18-20; Sf 3:8-13), será um tempo de destruição para todos que recusarem o arrependimento e um momento de salvação para quem “invocar o nome do SENHOR”(2:32). Bíblia de Estudo Andrews.
Todo-Poderoso. Do heb. Shadai (ver vol. 1 [CBASD], p. 149). CBASD, vol. 4, p. 1039.
16 Destruído o mantimento … da casa do nosso Deus, a alegria e o regozijo? Quando os hebreus da Antiguidade traziam essas e outras ofertas ao Senhor, era uma ocasião de alegria (ver Dt 12:5-7). A praga pôs fim a essa alegria. CBASD, vol. 4, p. 1039.
18 Geme o gado. Este versículo mostra o efeito da infestação de insetos e da seca sobre o reino animal. CBASD, vol. 4, p. 1039.
19 Fogo. O fogo e as chamas provavelmente simbolizam o calor abrasador do sol. CBASD, vol. 4, p. 1039.
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“Promulgai um santo jejum, convocai uma assembleia solene, congregai os anciãos, todos os moradores desta terra, para a Casa do Senhor, vosso Deus, e clamai ao Senhor “ (v.14).
Apesar da incerteza quanto à época exata das profecias de Joel e de terem sido dirigidas mais especificamente para o povo de Judá, suas palavras têm propósitos escatológicos e globais, a serem transmitidas de geração em geração (v.3). O cancelamento dos rituais sagrados e a destruição dos produtos do campo representavam uma grande tragédia para o povo de Deus; sinais de que a bênção e a presença de Deus haviam se retirado do meio deles; uma época em que Jerusalém precisava ser sacudida a fim de despertar para a necessidade de um reavivamento espiritual.
Com mensagem semelhante a que vimos ontem, em Deuteronômio 6:4-9, Joel iniciou seu livro enfatizando a importância de darmos ouvidos às palavras do Senhor e transmiti-las a nossos filhos, e estes replicá-las a seus filhos, “e os filhos destes, à outra geração” (v.3). Um apelo que precisava avançar do círculo familiar para o mundo. Notem que existe uma ordem na convocação: primeiro os sacerdotes, depois os anciãos, e só então todos os moradores da terra (v.13-14). Se vestir “de pano de saco” (v.13) era um símbolo de arrependimento e humilhação. O Senhor esperava que os líderes espirituais da nação fossem os primeiros a dar esse passo na Sua direção, preparando o caminho para que todos passassem pela mesma experiência.
Assim aconteceu no Pentecostes. De homens ambiciosos por posições no reino de Cristo, os discípulos foram convertidos em homens cheios do Espírito Santo a fim de liderar a igreja primitiva sob o estandarte do evangelho. Com a promessa de um poder ainda mais expansivo, o remanescente dos últimos dias aguarda e anseia pelo cumprimento desta profecia. Não podemos, porém, aguardar o cumprimento da promessa enquanto não tivermos a mesma atitude dos discípulos de Jesus: “Todos estes perseveravam unânimes em oração” (At.1:14). Foram dias de profundo arrependimento e confissão de pecados. Seus corações foram enternecidos pela cruz do Calvário. A cena do amor sem comparação de Seu Mestre, era-lhes uma constante lembrança de que seus pecados O haviam pendurado no madeiro.
Quão maior e mais intensa deve ser a manifestação do Espírito Santo no Seu último povo! Não pela importância de quem a recebe, mas pela solenidade e proximidade do maior evento de todos os tempos: “Ah! Que dia! Porque o Dia do Senhor está perto e vem como assolação do Todo-Poderoso” (v.15). “Ébrios, despertai-vos e chorai” (v.5)! Aos que ainda estão bebendo do vinho de Babilônia (Ap.14:8), há um chamado a fim de que acordem e se arrependam de seus pecados. Amados, o mundo está caminhando para um colapso jamais visto e muitos têm despertado para isso e buscado a orientação divina para estar preparado para este tempo. E o Senhor deixou bem claro em Sua Palavra que o fator determinante da preparação é a comunhão com Ele.
Abra o seu coração ao “Maravilhoso Conselheiro” (Is.9:6). Ele está disposto, através do estudo de Sua Palavra, a nos fazer vislumbrar a cruz com a mesma profundidade daqueles que foram testemunhas oculares do precioso sacrifício. Não é tempo de aperfeiçoar rituais e ajuntar tesouros. É tempo de clamar “ao Senhor” (v.14) pela plenitude do Espírito Santo como preparação para o “ressoar da última trombeta” (1Co.15:52).
“A Ti, ó Senhor, clamo” (v.19): Dá-nos Teu Espírito! Levanta uma liderança forte e ativa, que promova um reavivamento da verdadeira piedade no meio do Teu povo. Converte o coração dos pais aos filhos, e dos filhos a seus pais. Levanta uma geração que Te conheça e ilumine o mundo com a Tua glória. Quebra, Senhor, a hipnose que Satanás tem usado a fim de que muitos permaneçam dormindo enquanto ele não para de trabalhar para destruir-lhes a vida. Oh, Senhor, até quando? Desperta o Teu povo! Desperta os Teus pastores! Porque nós cremos, que Aquele que há de vir virá, e não tardará. Volta logo, Senhor! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Feliz sábado, cheios do Espírito Santo!
Rosana Garcia Barros
#Joel1 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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JOEL 1 – O profeta Joel relaciona a crise nacional de Israel em sua época com a situação da terra, sugerindo que os desastres físicos podem ser sintomas de uma doença espiritual mais profunda. Desta forma, seu primeiro capítulo desafia-nos a ver além das aparências das calamidades naturais e a buscar um entendimento mais profundo do papel dessas experiências em nossa vida espiritual.
Através da exortação à oração, ao jejum e ao arrependimento, Joel lembra-nos que as crises podem ser oportunidades para aproximar-nos de Deus e a renovarmos nossa fé. Assim, mesmo em meio à devastação, podemos encontrar caminhos para a cura espiritual e a esperança pode ser renovada!
O profeta vê a calamidade como uma oportunidade para despertar a humanidade para uma revitalização da fé e do compromisso com Deus. Assim como a terra precisa ser restaurada após a passagem dos gafanhotos, o espírito do povo deve ser reavivado após um período de afastamento de Deus.
• Cada tragédia, desastre e catástrofe é um convite de Deus para refletir sobre nossa própria vida e buscar a reconciliação com Ele.
• A situação ao nosso redor é um espelho refletindo a nossa real necessidade de redenção; certamente Deus não está buscando nossa condenação, mas nosso arrependimento e transformação que nos levará à salvação.
• O sofrimento ao nosso redor deve despertar-nos para a fragilidade da vida e a urgência do arrependimento (Lucas 13:1-5).
Complementando, Joel mostra a importância dos líderes tomarem a dianteira no processo de reavivamento (Joel 1:13-20). Ele pede que proclamem um dia de oração e jejum, convocando o povo a voltar-se para Deus. A liderança espiritual precisa ser proativa em tempos de crise. Os verdadeiros líderes do povo de Deus precisam inspirar as pessoas a buscarem uma renovação sincera de seu relacionamento com Deus.
Passos no processo de reavivamento:
1. Reconhecimento sincero das falhas (pecados); necessidade profunda de examinar a própria vida e atitudes, reconhecendo a urgência de mudança.
2. Arrependimento sincero é essencial para que haja reavivamento.
3. Jejum e oração; o jejum simboliza a abstinência das distrações mundanas, a oração é o meio de comunicação e reconexão com Deus.
4. Renovação do compromisso com Deus; isso equivale à obediência e ao serviço a Deus, vivendo de acordo com Seus preceitos.
Então, vamos reavivar-nos? – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: OSEIAS 14 – Primeiro leia a Bíblia
OSEIAS 14 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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Texto bíblico: https://www.bibliaonline.com.br/nvi/os/14
O que torna um sacrifício aceitável? Caim ofereceu frutas e seu sacrifício foi rejeitado, enquanto Abel ofereceu um cordeiro que foi aceito. (ver Gênesis 4:3-7). Aparentemente, a resposta está no fato de que oferecer frutas não é um verdadeiro sacrifício: nenhuma delas precisa morrer, nenhuma delas pode doar sangue vital a fim de fazer expiação pelo pecado. Colher frutas realmente não faz mal à árvore ou planta de forma alguma. É um sacrifício que não custa nada.
É por isso que a escolha de palavras de Oséias 14:2 é tão interessante, “Tomai convosco palavras, e convertei-vos ao SENHOR; dizei-lhe: Tira toda a iniqüidade, e aceita o que é bom; e ofereceremos como novilhos os sacrifícios dos nossos lábios.” (ACF)
Aqui, a alusão é que há um sacrifício de palavras que o Senhor considera aceitável. Não quer dizer que as palavras tenham o poder de expiar pecados. Em vez disso, está dizendo que quando nos voltamos para o Senhor, devemos fazer uma confissão que nos custe algo. Precisamos pronunciar as palavras de arrependimento que mudarão tudo. Um “sinto muito” dito de coração, é um bom lugar para começar, junto com um “seja feita a Tua vontade”. Esta é uma oração que o Senhor considera aceitável.
Karen D. Lifshay
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/hos/14
Tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli/Luís Uehara