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ZACARIAS 10 – O livro de Zacarias é composto de duas partes distintas em termos de estilo e conteúdo. A partir do capítulo 9, a narrativa muda drasticamente. A restauração do templo – tema central da primeira parte –, desaparece, assim como visões e anjos. Em vez disso, a segunda parte de Zacarias adota uma ênfase messiânica, delineando uma visão de esperança e do estabelecimento de um reino eterno.
Os primeiros oito capítulos são denominados por visões simbólicas e oráculos que visam a restauração do templo de Jerusalém, no contexto do retorno dos exilados da Babilônia. As visões apocalípticas e as mensagens angelicais servem para inspirar e motivar o povo de Deus a reconstruir o templo e reestabelecer a adoração correta.
No entanto, a partir do capítulo 9, há uma transição notável. O texto adota um tom mais direto e profético, com menos ênfase em visões e mais em declarações sobre o futuro de Israel e das nações circunvizinhas. Este novo estilo reflete uma mudança na situação histórica e nas necessidades espirituais do povo de Deus.
Assim, com a conclusão do templo, a atenção volta para o futuro messiânico e escatológico. Esta transição também pode ser vista como uma resposta às crescentes expectativas messiânicas e ao desejo de um reino duradouro que transcenda as limitações humanas e temporais. A segunda parte de Zacarias, portanto, serve para reformar a fé do povo de Deus em um futuro prometido, que será realizado através do Messias.
A mudança de estilo e ênfase não é apenas literária, mas profundamente teológica e espiritual, refletindo a evolução das necessidades e expectativas do povo de Deus. As profecias contidas nesses capítulos oferecem uma visão inspiradora do futuro, ancorada na promessa de Deus de enviar um Salvador e estabelecer um reino de justiça e paz.
Deus é o Pastor divino que responde orações, reprova a falsa religião, condena falsos pastores, cuida de Suas ovelhas, salva Seu povo e concede-lhe vitórias (Zacarias 10:1-5). Como Salvador, revela a causa, o método e o modelo da salvação (Zacarias 10:6-12).
O nome Zacarias significa “Jeová Se lembrou” – uma garantia para o povo de Deus de que, mesmo em tempos de aparentemente esquecimento ou abandono, Deus lembra-Se de Suas promessas e está trabalhando para cumprir Seus propósitos redentores!
Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: ZACARIAS 9 – Primeiro leia a Bíblia
ZACARIAS 9 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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Texto bíblico: https://www.bibliaonline.com.br/nvi/zc/9
Israel não gostou das nações. Israel queria exclusividade quando se tratava do Deus Criador. Eles queriam ser os únicos que Deus abençoaria. No entanto, o profeta lembrou-lhes que “os olhos de todos os povos E de todas as tribos de Israel estão no Senhor”. Outra tradução diz “os olhos do Senhor estão sobre toda a humanidade e sobre todas as tribos de Israel”.
O relacionamento de Deus com TODAS as pessoas, independentemente de etnia ou raça, é evidente. Ele envia profecias contra as nações E contra Israel, mas também chama Israel, Egito e Assíria de “meus filhos”. Nas palavras do profeta, “aquele que restar pertencerá ao nosso Deus e se tornará chefe em Judá”. Pois o Messias trará a salvação, “humilde e montado num jumento” para “proclamar a paz às nações. Seu governo se estenderá de mar a mar… até os confins da terra.”
E a aliança de sangue com Israel? É um serviço à aliança das nações, um convite para abençoar os outros como alguém é abençoado. “Quando eu curvar Judá como se curva um arco e usar Efraim como flecha. … Ah! Como serão belos! Como serão formosos!”
Quem você abençoou hoje?
Cristian Dumitrescu
Professor e pastor que compartilha o amor de Deus entre moradores de rua nas ruas de Bucareste, Romênia
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/zec/9
Tradução: Luís Uehara/Jeferson Quimelli
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511 palavras
1 Sentença. Do heb. massa, “uma fala “profética”, “um oráculo” (ver com. de Is 13:1).
7 O sangue. Uma referência à prática pagã de beber o sangue dos sacrifícios ou de comer os sacrifícios com o sangue. Os israelitas eram estritamente proibidos de comer sangue (Lv 17:10, 12).
Jebuseu. Os jebuseus foram os antigos moradores da fortaleza de Sião. Eles não foram destruídos por completo e passaram a servir como escravos (1Rs 9:20, 21). … Talvez ele [o profeta] estivesse predizendo a absorção dos filisteus ao estado de Israel.
8 Acampar-Me-ei. Deus defenderia Israel de seus inimigos.
Para que ninguém passe. Uma referência às invasões de um inimigo ou aos ataques das forças inimigas em vários lugares.
Porque, agora, vejo. Deus observa com atenção a condição de Israel e Se propõe a ajudá-lo (ver Êx 3:7, 9).
9 Alegra-te muito. Sião é convidada a alegrar-se porque a salvação prometida será realizada por meio da vinda de seu rei, o Messias.
Justo. Justiça moral é o principal atributo do Messias. Em Sua humanidade, Cristo desenvolveu um caráter perfeito, e isto Ele oferece a todos que O aceitam pela fé. São “todas as nossas justiças, como trapos de imundícia” (Is 64:6). Mas Jesus foi feito por nós “sabedoria, e justiça, e santificação, e redenção” (1Co 1:30).
Salvador. Do heb. yasha, “salvar”. Yasha’ é o radical do nome “Jesus” (ver com. de Mt 1:1, 21).
Humilde. Sobre este atributo do Messias, ver Mt 11:29; Fp 2:5-8.
Num jumentinho. Sobre o cumprimento desta profecia, ver com. de Mt 21:1-11.
10 Destruirei. Uma profecia da abolição definitiva da guerra. Efraim e Jerusalém representam, respectivamente, as 1o tribos do reino do norte de Israel e as duas tribos do reino do sul de Judá, ambas abrangendo toda a nação judaica.
Paz às nações. Toda oposição inimiga ao povo de Israel seria derrubada (Jl 3:1-17; Zc 14:1-9; ver p. 17).
11 Quanto a Ti. Deus se dirige ao povo da aliança.
Aliança. Numa visão ampla, uma referência à aliança feita com o ser humano no Éden (Gn 3:15) e renovada com Abraão (Gn 22:18). Esta aliança se tornou conhecida como a nova aliança (Hb 8:8-12; PP, 370, 371).
Tirei. Ou, “tirarei”. Uma referência aos israelitas que ainda estavam cativos em terras estrangeiras.
12 Voltai. O apelo divino aos prisioneiros dispersos para aceitarem o livramento. A fortaleza é Sião, defendida por Deus e símbolo da salvação (ver Mq 4:8).
Presos de esperança. Os exilados que retornaram se viam como prisioneiros das circunstâncias, mas Deus lhes assegura que há esperança de livramento, caso eles diligentemente obedeçam à Sua voz (Zc 6:15; ver com. de Mt 7:24-27).
13 Curvei Judá. Deus, como um guerreiro pronto para a batalha, utiliza Judá como Seu arco e Efraim (Israel) como Sua flecha.
15 Protegerá. A imagem é intensamente dramática. A morte dos inimigos é comparada ao sacrifício, e os executores são descritos como embriagados com o sangue de suas vítimas.
fundibulários (ARA). NVI: “pedras de atiradeira [funda]”.
16 Salvará. Os papéis foram invertidos. Os que foram humilhados e oprimidos brilhariam como as pedras preciosas de uma coroa.
17 Cereal. Grãos e vinho novo representam abundância de produção. As necessidades da vida seriam supridas fartamente quando Deus restaurasse Seu povo à sua herança.
Referência: Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4, p. 1216, 1217.
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“Alegra-te muito, ó filha de Sião; exulta, ó filha de Jerusalém: eis aí te vem o teu Rei, justo e salvador, humilde, montado em jumento, num jumentinho, cria de jumenta” (v.9).
A ira divina que antes havia servido de disciplina para o povo de Israel, foi então revertida para os povos pagãos que, aproveitando-se da fragilidade do povo de Deus, o oprimiu, zombou de sua desgraça e saqueou os seus tesouros. Os olhos do Onipresente estavam “sobre os homens” para puni-los conforme as suas más obras, e “sobre todas as tribos de Israel” (v.1) para lhes devolver a honra e a glória do lugar que se chamava pelo Seu nome. Contudo, se os impenitentes se arrependessem, ficariam “como um restante para o nosso Deus” (v.7). Eles passariam a fazer parte de Seu povo e seriam “como chefes em Judá” (v.7).
A oportunidade de restauração e de salvação da humanidade foi encarnada nAquele que, mesmo sendo o Rei da Glória, despiu-Se das vestes reais para pisar no solo enegrecido pelo pecado. E “o povo que andava em trevas viu grande luz, e aos que viviam na região da sombra da morte, resplandeceu-lhes a luz” (Is.9:2). Jesus veio exatamente no tempo em que a escuridão prevalecia até no coração dos mestres da lei. Seu estilo de vida era considerado uma ofensa às tradições judaicas e era como uma afronta àqueles que aparentavam santidade, mas que não dispensavam a oportunidade de agir como “fundibulários” de seus irmãos (v.15; “aqueles que atiram pedras com fundas”; leia Jo.8:5).
A profecia messiânica aponta para um Cristo “humilde” (v.9) e que viria anunciar “paz às nações” (v.10), e não somente à nação judaica. Os exilados que ainda se encontravam em território babilônico deveriam voltar “à fortaleza” (v.12), à Jerusalém, e aquela cidade seria um raio de luz entre os povos. Deus seria “visto sobre os filhos de Sião” (v.14) e faria soar a Sua trombeta. Ninguém ficaria sem ouvir falar na paz que ali repousava. Se Israel houvesse reconhecido a Jesus Cristo como o Filho de Deus, e dEle tivesse aprendido a mansidão e a humildade, não teria sofrido a ruína e o opróbrio de uma nação que dizia esperar pelo Rei, mas que não soube reconhecê-Lo quando Ele veio.
Hoje, somos desafiados a abraçar esta missão que Israel recusou. Assim como o Senhor do Universo Se importa comigo e com você de forma individual; se Ele Se interessa por nós a ponto de ouvir as nossas orações particulares, muito mais devemos considerar cada vida como preciosas “pedras de uma coroa” (v.16). A vida de Jesus foi o cumprimento não só das profecias, mas da intensidade do amor de Deus por toda a raça caída: “Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o Seu Filho unigênito, para que todo o que nEle crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo.3:16).
O Senhor nos convida a fazer parte do restante que aclamará o seu Rei não mais com “ramos de palmeiras” (Jo.12:13), mas com a oferta de um coração governado pelo Espírito Santo. Como a Sua primeira vinda, o Seu segundo advento é uma certeza absoluta: “Eis que vem com as nuvens, e todo olho O verá […] Certamente. Amém!” (Ap.1:7). E diante do tempo onde a bondade de Deus tem sido tão questionada, devemos, semelhante às multidões em festa (Jo.12:12), exultar e erguer a nossa cabeça, porque a nossa “redenção se aproxima” (Lc.21:28).
Seja a nossa vida, pela graça e poder de Deus, um reflexo da vida do humilde Salvador. Veja o mundo em nós a mensagem de um Deus que ama a todos e que a todos deseja perdoar. Ellen White escreveu o seguinte: “Quem quer que, sob a reprovação de Deus, humilhe a alma com confissão e arrependimento, como fez Davi, pode estar certo de que há esperança para ele. Quem quer que com fé aceite as promessas de Deus, encontrará perdão. O Senhor nunca lançará fora uma alma verdadeiramente arrependida. Ele fez esta promessa: ‘Apodere-se da Minha força, e faça paz Comigo; sim, que faça paz Comigo’ (Is.27:5). ‘Deixe o ímpio o seu caminho, e o homem maligno os seus pensamentos, e se converta ao Senhor, que Se compadecerá dele; torne para o nosso Deus, porque grandioso é em perdoar’ (Is.55:7)” (Patriarcas e Profetas, CPB, p. 537).
Nosso Deus e Pai, quando Jesus veio primeira vez, os Seus não O receberam nem reconheceram o Rei da Glória. Ó, Pai, que coisa mais triste! E nós, hoje, não estamos livres de cair no mesmo engano. Satanás continua usando a falsa piedade como um meio de cegar o Teu povo. Não permite, Senhor, que o nosso coração seja tomado pela incredulidade e pela hipocrisia! Enche-nos do Espírito Santo até que não reste mais nada de nós! Que nossos olhos estejam sempre postos no Céu, em nosso Salvador pessoal. Cria em nós, ó Deus, um coração puro, e renova dentro de nós um espírito inabalável! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Feliz semana, mensageiros da esperança!
Rosana Garcia Barros
#Zacarias9 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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ZACARIAS 9 – Este não é apenas um relato antigo; é uma carta de amor à humanidade, oferecendo esperança e direção em tempos de incerteza. Este capítulo é um verdadeiro tesouro àqueles que buscam entender mais profundamente a soberania de Deus, Sua justiça, e a promessa de um futuro glorioso.
Imagine-se vivendo num tempo de grande expectativa e esperança. O povo de Israel, após anos de exílio e sofrimento, começa a vislumbrar a possibilidade de restauração e renovação. O profeta Zacarias emerge com uma mensagem de esperança e libertação, dirigida a um povo ansioso por redenção. A narrativa do capítulo se desdobra como um drama divino, onde Deus não apenas promete a libertação de Seu povo, mas também revela o advento de um rei justo e humilde, trazendo paz não apenas para Israel, mas para todas as nações.
A profecia de Zacarias 9 é fascinante devido à sua rica simbologia e seu impacto tanto histórico quanto escatológico. As palavras do profeta conduzem-nos a uma jornada de eventos que culminam na vida do Messias, Aquele que viria montado num jumento, um símbolo de paz e humildade. Este retrato messiânico não é apenas um eco do passado, mas uma promessa vida para o futuro.
• Em Zacarias 9:1-8, Zacarias pronuncia julgamentos contra várias nações vizinhas de Israel, como Tiro, Sidom, e os filisteus. Esta seção destaca a justiça de Deus em lidar com os inimigos do Seu povo e estabelece o cenário para a chegada de um novo reino de paz e justiça.
• Zacarias 9:9 é talvez o texto mais famoso do capítulo em análise; pois profetiza a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém. Tal profecia realizou-se em Mateus 21:1-11. A imagem de Jesus como Rei humilde contrasta fortemente com os governantes terrenos e aponta para o caráter pacífico e servil de Cristo.
• Zacarias 9:10-12 trata da paz universal e da libertação dos exilados. O sacrifício de Cristo liberta os exilados do pecado e aponta para um reino de paz entre as nações. Esta visão de paz universal reflete a missão global do evangelho e a esperança adventista, quando Cristo estabelecerá Seu reino de paz duradoura.
• No grande conflito entre o bem e o mal, Jesus salva Seu povo, oferecendo proteção e prosperidade (Zacarias 9:13-17).
Portanto, podemos reavivarmo-nos! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: ZACARIAS 8 – Primeiro leia a Bíblia
ZACARIAS 8 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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Texto bíblico: https://www.bibliaonline.com.br/nvi/zc/8
Zacarias pinta um retrato poderoso da paciência e persistência de Deus em face da rebelião obstinada dos israelitas. Vez após vez, Ele enviou profetas para advertir e encorajar Seu povo ao arrependimento. Mas os líderes perseguiram e até mataram alguns desses mensageiros especiais. Ele então retirou com relutância Sua proteção, permitindo que lamentavelmente sofressem as terríveis consequências de rejeitá-Lo.
Ele agora estava prometendo abundante provisão, paz e preservação se eles evitassem os traços pecaminosos que Deus odeia – corações maus e juramentos falsos.
Eles deveriam ser verdadeiros, honestos, justos e pacíficos. Então, os propósitos de Deus para que Seu povo fosse a luz do mundo teriam se concretizado. As nações vizinhas teriam migrado para Jerusalém buscando ao Senhor para aprender os segredos de sua paz e prosperidade.
Deus estava trabalhando, como havia feito em todos os tempos, para preservar a linhagem por meio da qual enviaria Seu Filho para redimir o mundo. Satanás trabalhou continuamente para frustrar esses propósitos, mas embora pudesse causar muita dor angustiante, ele jamais poderia cancelar os planos de Deus para Seu povo.
Hoje, Deus ainda anseia que Seu povo reflita Seu amor pelo mundo.
Eileen VanTassel
Anciã, Igreja Adventista do Sétimo Dia de Riverside, Washougal, Washington, EUA
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/zec/8
Tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli/Luís Uehara
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548 palavras
1 A palavra do SENHOR. Os v. 1 a 8 descrevem a promessa de Deus de estar com Seu povo numa Jerusalém completamente restaurada e habitada.
3 Monte santo. Usado neste versículo como sinônimo para Jerusalém (ver Is 27:13; 66:20).
4 Ainda. Os v. 4 a 15 descrevem como Jerusalém teria sido ao longo dos séculos (ver p. 14-17). Era desígnio de Deus que o Israel restaurado aceitasse o glorioso destino planejado para ela havia muito tempo. Se eles estivessem dispostos a trabalhar em harmonia com os propósitos celestiais, a prosperidade temporal e o poder espiritual, descritos neste versículo, teriam sido para eles uma realidade. Jerusalém “teria permanecido de pé no orgulho de sua prosperidade, rainha dos reinos, livre na força do poder dado por seu Deus” (DTN, 577). No entanto, as promessas estavam “condicionadas à obediência” (PR, 704), e Israel falhou em cumprir o propósito divino (ver p. 17-20).
Por causa da sua muita idade. Literalmente, “com uma infinidade de dias”. A longevidade teria sido a recompensa pela obediência (ver Gn 15:15; Êx 20:12; Dt 4:40; Sl 91:16; ver com. de Is 65:20; ver também p. 14). A morte prematura era considerada um castigo pelo pecado (ver Sl 55:23).
5 Meninos e meninas. Um sinal de crescimento populacional saudável e do restabelecimento da segurança (ver Os 1:10).
7 Salvarei. Deus salvaria Seu povo disperso e o levaria (v. 8) novamente à sua própria terra. Uma vez mais eles habitariam em paz e segurança e seriam “Meu [do Senhor] povo”(v. 8).
Da terra do Oriente e da terra do Ocidente. As duas direções mencionadas neste versículo simbolizam extensão universal (ver Sl 50:1; Ml 1:11; Mt 8:11).
8 Meu povo. Uma garantia de que a aliança seria renovada (ver Jr 31:33).
9 Sejam fortes as mãos. Uma ordem para serem corajosos (ver Jz 7:11; Is 35:3).
Nestes dias. Aquele tempo contrastava com o tempo dos “profetas que nos precederam” (Zc 7:7). Os profetas mencionados neste versículo, Ageu e Zacarias, exortaram os exilados que haviam retornado a lançar a “fundação” do templo e reconstruí-lo (Ed 6:14; PR, 573-578, 596).
10 Antes daqueles dias. Uma alusão ao tempo de inação (ver Ed 4) que se seguiu ao lançamento da primeira fundação do templo, depois do retorno do cativeiro. Não havia “aluguel” (ARC), isto é, não havia “salário” (ARA), porque a terra não produzia e prevalecia a pobreza extrema (ver Ag 1:11; 2:17).
11 Não serei. Devido ao novo empenho na obra de restauração, a atitude de Deus com respeito ao “restante” mudou (ver Ag 2:18, 19). “Como nos primeiros dias”se refere ao período de inatividade mencionado no v. 10.
12 Haverá sementeira. As colheitas estariam a salvo da apropriação do inimigo (ver Lv 26:16) e prosperariam (ver ARC; ver Lv 26:4-6).
13 Casa de Judá. O fato de tanto a casa de Judá quanto a de Israel serem mencionadas mostra que a nação restaurada seria composta de descendentes das 12 tribos (ver Jr 50:17-20, 33, 34). Parece claro que retornaram alguns de cada uma das 12 tribos (ver com. de Ed 6:17).
Maldição. Ver Jr 24:9.
19 Jejum. Referindo-se novamente à questão original (ver Zc 7:3, 5), Deus declara que estes jejuns em memória das calamidades passadas seriam transformados em ocasiões jubilosas. Os jejuns do “quarto” e do “quinto” mês (tamuz e abibe) seriam [provavelmente eram] memoriais da tomada e destruição de Jerusalém pelos babilônios (ver 2Rs 25:1-9; Jr 52:12-16); o do “sétimo” mês (tisri) talvez fosse do assassinato de Gedalias e da fuga para o Egito (ver 2Rs 25:22-26; Jr 41:1, 2; cf. Zc 7:5); e o do “décimo”mês (tebete), possivelmente, seria memorial do tempo quando Nabucodonosor iniciou o cerco a Jerusalém (ver 2Rs 25:1, 2; Jr 52:4).
20 Povos. A excelente condição de Israel seria uma demonstração a todas as nações dos benefícios e resultados da adoração sincera a Yahweh. Em consequência da demonstração, muitas dessas nações seriam levadas a adorar ao Senhor.
22 Buscar … ao SENHOR. Maravilhosos teriam sido os resultados caso os israelitas, em seu retorno do exílio, tivessem cumprido seu glorioso destino. Toda a terra teria sido preparada para o primeiro advento de Cristo (ver p. 16, 17; PR, 704).
23 Todas as línguas das nações. Representando um movimento universal.
Pegarão. Uma ilustração adicional enfatizando a extensão do movimento missionário. É trágico que os israelitas tenham desistido de seu “glorioso destino e que, de modo egoísta, tenham conservado para si aquilo que teria levado cura e vida espiritual a incontáveis multidões” (PR, 705).
A lição é para o “Israel de Deus” (Gl 6:16). Deus agora cumpre Seus propósitos por meio do novo Israel (ver p. 21, 23). Seus filhos disseminarão a luz da verdade a todas as nações (Ap 14:6). Eles devem tornar a religião de Jesus Cristo tão atrativa na vida pessoal que outros sejam atraídos a render a vida ao Salvador. A igreja de Deus deve agora ser uma bênção ao mundo (Zc 8:13).
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“Assim diz o Senhor dos Exércitos: Eis que salvarei o Meu povo…” (v.7).
Após uma dura e necessária repreensão, Zacarias declarou uma mensagem de restauração e de salvação à nação teimosa. Os “grandes zelos” (v.2) do Senhor por Seu povo fariam de Jerusalém “a cidade fiel” (v.3), morada do Senhor dos Exércitos. Então, há uma descrição sobre as praças da cidade, que seriam tanto de repouso para “velhos e velhas” (v.4), como lugares de brincadeiras cheios de “meninos e meninas” (v.5). Ou seja, seria um lugar abundante de paz e de alegria, um lugar seguro e “maravilhoso” (v.6) de se viver.
Por várias vezes o sonoro e poderoso “Assim diz o Senhor”, foi dito pela boca do profeta como um sinal indicativo de que cada promessa de restauração continha a inconfundível assinatura do Deus de Israel. E em Seu profundo amor por Seu povo, o bom Pastor prometeu salvá-lo e trazer de volta todas as Suas ovelhas, “da terra do Oriente e da terra do Ocidente” (v.7), reunindo um só povo sobre o qual reinaria “em verdade e em justiça” (v.8).
A bênção e a provisão de Deus na reconstrução do templo deveria ser motivo para lhes fortalecer a fé. A força das mãos era uma referência ao trabalho. O labor penoso e escravo de antes (v.10) daria lugar à abundante colheita “de paz” (v.12). A maldição se tornaria em bênção (v.13). O exílio acabaria de uma vez por todas. Não haveria mais o que temer (v.15). Entretanto, após estas notícias sobremodo maravilhosas e a promessa de uma terra restaurada, segue-se uma pequena lista de condições. Vejamos:
1. “Falai a verdade cada um com o seu próximo” (v.16);
2. “Executai juízo nas vossas portas, segundo a verdade, em favor da paz” (v.16);
3. “Nenhum de vós pense mal no seu coração contra o seu próximo” (v.17);
4. Não “ame o juramento falso” (v.17);
5. “Amai, pois, a verdade e a paz” (v.19).
Que listinha mais intrigante, não é mesmo? Dá para notar qual era o principal pecado entre o povo de Deus: a maledicência. E só para não restar dúvida alguma acerca do que Deus pensa sobre este pecado, ainda terminou, dizendo: “porque a todas estas coisas Eu aborreço, diz o Senhor” (v.17). Ou seja, são atitudes que Ele abomina e que não admite no meio do Seu povo. O Senhor estabeleceu critérios de comportamento para que, por meio de relacionamentos saudáveis e pacíficos, Jerusalém fosse uma bênção não somente para seus habitantes, mas para outros “povos e habitantes de muitas cidades” (v.20), que, tomando conhecimento do amor que dali transbordaria, fossem buscar a Deus e “suplicar o favor do Senhor” (v.22).
Sobre o pecado da língua, Tiago escreveu: “Ora, a língua é fogo; é mundo de iniquidade […] e contamina o corpo inteiro” (Tg.3:6). Se lermos a lista de pecados que Paulo elencou como a causa dos “tempos difíceis”, “nos últimos dias” (2Tm.3:1), veremos que praticamente todos, senão todos eles, estão relacionados com a forma com a qual lidamos uns com os outros. Foi por meio deste instrumento diabólico que Satanás causou divisão entre os seres celestiais e fez cair terça parte dos anjos com ele (Ap.12:4 e 9). E tem sido através desta mesma estratégia que ele tem destruído casamentos, famílias e até mesmo igrejas.
O chamado do Senhor para o Seu povo continua sendo o mesmo, amados. Se Israel tão somente cumprisse com o dever do amor mútuo, o dever se tornaria em prazer e, onde houvesse um judeu, haveria “dez homens, de todas as línguas das nações”, lhe dizendo: “Iremos convosco, porque temos ouvido que Deus está convosco” (v.23). Nestes últimos dias, Deus têm preparado um povo peculiar que, despertado do sono e cheio do Espírito Santo, têm compreendido que, de nada vale uma vida religiosa se esta não for o modelo estabelecido por Seu Mestre e supremo Exemplo: “Nisto conhecerão todos que sois Meus discípulos: se tiverdes amor uns aos outros” (Jo.13:35). Fora disto, não há restauração e muito menos salvação.
Não é fácil refrear o que Bíblia chama de “mal incontido” (Tg.3:8). E quão difícil é dominar os nossos pensamentos críticos e a nossa mente repleta de julgamentos e desconfianças. Por isso a importância da oração e do contato diário com as Escrituras Sagradas. O íntimo relacionamento constante com Deus resulta em um amor pelo próximo, “sem hipocrisia” (Rm.12:9). Precisamos pedir sempre, em atitude de vigilância, que o Espírito Santo derrame em nosso coração “o amor de Deus” (Rm.5:5), e faremos parte de um povo que não pode ser confundido.
Como Daniel, oremos amados: “Ó Senhor, ouve; ó Senhor, perdoa, ó Senhor, atende-nos e age. Não Te retardes, por amor de Ti mesmo, ó Deus meu. Porque a Tua [igreja] e o Teu povo são chamados pelo Teu nome” (Dn.9:19). Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Feliz sábado, discípulos de Jesus!
Rosana Garcia Barros
#Zacarias8 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100