Filed under: Sem categoria
“E que os mortos hão de ressuscitar, Moisés o indicou no trecho referente à sarça, quando chama ao Senhor, o Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó” (v.37).
Ensinar e evangelizar um povo cujas raízes estavam firmes em tradições humanas não era tarefa fácil. Jesus era constantemente arguido pelos líderes judeus, “para verem se O apanhavam em alguma palavra” (v.20). Três questões foram levantadas neste capítulo: a origem da autoridade de Cristo, a questão do tributo e a descrença dos saduceus que diziam “não haver ressurreição” (v.27). Os principais grupos religiosos da época se uniram num mesmo objetivo: eliminar Aquele que ameaçava sua religião legalista e fria.
Israel teve a oportunidade de ser neste mundo luz em meio às trevas espirituais; de promover o evangelho da salvação em Cristo, alcançando os quatro cantos deste planeta. Mas, sorrateiramente, deu as costas ao Senhor ao rejeitar os apelos do Espírito Santo, maltratando e ignorando os profetas, um após o outro. Uma religião orgulhosa e ritualística tomou o lugar da “religião pura e sem mácula” (Tg.1:27), tornando a maioria insensível à essência do verdadeiro evangelho do reino, alargando as fileiras para os “que se fingiam de justos” (v.20).
A palavra “saduceus” significa, literalmente, “justos”. Aquela classe religiosa era composta por homens que diziam “não haver ressurreição” (v.27), o que implicaria em um grande entrave na fé de muitos se esta mesma ideia se estendesse para a ressurreição de Cristo. “E se Cristo não ressuscitou, é vã a vossa fé, e ainda permaneceis nos vossos pecados” (1Co.15:17). Como uma vinha bem plantada, Jerusalém tinha tudo para ser a capital da verdade. Entretanto, seus “lavradores” (v.9) se acharam no direito de agir conforme a vontade de seus obstinados corações. Como iriam dar ouvidos às mensagens proféticas se negavam-se a ouvi-las? Como reconheceriam a Jesus e aceitariam as Suas palavras se mantinham seus olhos cerrados na escuridão de sua dura cerviz? E ao ouvirem do destino final de sua apostasia, simplesmente desdenharam: “Tal não aconteça!” (v.16).
Sabem, amados, a realidade de Israel infelizmente não ficou no passado. Temos hoje uma grande parcela do mundo afirmando ser cristã, enquanto faz de Cristo um “gênio da lâmpada”. Querendo apenas ouvir o que é agradável, fazem da Bíblia um livro de autoajuda e não a Palavra de Deus viva e eficaz (Hb.4:12). E quando é proferida alguma palavra de advertência, esta é considerada dura demais de ser ouvida, cauterizando ainda mais o coração. “No devido tempo” (v.10), Cristo foi enviado à Terra a fim de tomar sobre Si o nosso castigo para que possamos receber a recompensa de que só Ele é digno. Já estamos longe da casa do nosso Pai “por prazo considerável” (v.9) e precisamos permanecer firmes em Cristo “como quem vê Aquele que é invisível” (Hb.11:27).
Ser cristão não é ser um “pacote” de tradições, mas uma testemunha da verdade. Fingir-se de justo (v.20) pode até enganar os homens, mas jamais poderá enganar Aquele que sonda os corações. Jesus ensinou “o caminho de Deus segundo a verdade” (v.21) e Ele mesmo afirmou: “e conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará” (Jo.8:32). Jesus é a verdade (Jo.14:6). A Sua Palavra é a verdade (Jo.17:17). Porque é a respeito dEle que a Palavra testifica (Jo.5:39). Liberdade, portanto, amados, não é viver conforme a nossa própria vontade. Isso é escravidão. Liberdade é experimentar Jesus Cristo, a verdade que liberta! É apreciar a Sua Palavra tal qual ela é e aceitá-la como oráculo de Deus para nossa vida.
Um dia, Jesus irá olhar para os lavradores infiéis de todos os tempos e terá de dizer: “Apartai-vos de Mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos” (Mt.25:41). E dizer “Tal não aconteça!”, ou “Deus me livre!”, de nada vai adiantar. Mas, “os que são havidos por dignos de alcançar a era vindoura e a ressurreição dentre os mortos” (v.35), ouvirão o terno convite de Jesus: “Vinde, benditos de Meu Pai! Entrai na posse do reino que vos está preparado desde a fundação do mundo” (Mt.25:34). “Pois não podem mais morrer, porque são iguais aos anjos e são filhos de Deus, sendo filhos da ressurreição” (v.36). “Porquanto o Senhor mesmo, dada a Sua palavra de ordem, ouvida a voz do arcanjo, e ressoada a trombeta de Deus, descerá dos céus, e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro, depois, nós, os vivos, os que ficarmos, seremos arrebatados juntamente com eles, entre nuvens, para o encontro do Senhor nos ares, e, assim, estaremos para sempre com o Senhor” (1Ts.4:16-17). Oh, preciosa promessa, bendita esperança!
Logo, “o Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó” (v.37) voltará! “Guardai-vos” (v.46), pois, de exercer justiça própria! Mas que a nossa vida seja simplesmente a manifestação de quem foi salvo pela justiça de Cristo. Eis a verdade que liberta!
Nosso bondoso Deus, nós Te louvamos por Teu inefável amor, que rompeu os grilhões da morte e nos garantiu a vitória final por meio do sangue de Jesus! Abre os nossos olhos, Pai, para que vejamos a Tua glória, o Teu caráter de bondade e amor a cada dia. Abre os nossos ouvidos para que ouçamos a voz do Espírito Santo através da Tua Palavra. Afasta de nossa vida todo ensino mentiroso, e firma nossos pés na Rocha inabalável da verdade. Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, libertos pela Verdade!
* Oremos pelo batismo do Espírito Santo. Oremos uns pelos outros.
Rosana Garcia Barros
#Lucas20 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
Filed under: Sem categoria
LUCAS 20 – Os ensinamentos de Lucas 20 são de grande importância para o aristocrata Teófilo, a quem o doutor Lucas escreve, devido a vários fatores teológicos e contextuais que tornam o relato relevante para sua fé e compreensão da obra de Jesus Cristo.
Um dos temas centrais de Lucas 20 é a autoridade de Jesus, que é questionada repetidamente pelos líderes religiosos de Jerusalém. Para Teófilo, entender a verdadeira autoridade de Jesus era crucial para sua fé.
• Lucas mostra que Jesus não apenas tinha autoridade divina, mas também era capaz de desarmar Seus opositores com sabedoria.
• Isso reforça a pessoas de requinte como Teófilo que seguir a Cristo não era apenas uma escolha moral, mas um conhecimento da soberania e autoridade superior do Messias.
O fato de Jesus de ter sido questionado sobre Sua autoridade por líderes religiosos e políticos e, ainda assim, responder de maneira magistral, revelava ao aristocrata que a autoridade de Jesus estava enraizada em algo maior do que as estruturas humanas de poder (Lucas 20:1-18).
A habilidade de Jesus em desviar armadilhas lógicas e políticas, seja ao responder sobre imposto a César ou sobre a ressurreição (Lucas 20:19-40), revela a sabedoria de Cristo que transcende as disputas humanas. Para Teófilo, isso seria uma prova da superioridade da mensagem de Jesus em relação aos debates filosóficos ou religiosos de Sua época. Lucas cuidadosamente destaca que Jesus não apenas responde a perguntas difíceis, mas também utiliza esses momentos para ensinar verdades profundas sobre o Reino de Deus (Lucas 20:41-44).
• Para um aristocrata familiarizado com a retórica e a filosofia greco-romana, observar a forma como Jesus expôs a hipocrisia dos líderes religiosos e como lidou com questões complexas de maneira calma e perspicaz seria inspirador e convincente – para nós também!
A advertência de Jesus contra os escribas, que gostavam de grandeza e status – mas exploravam aos vulneráveis (Lucas 20:45-47) –, seria um lembrete valioso para Teófilo sobre perigos da hipocrisia religiosa. Como membro da elite, ele poderia ser tentado a seguir um cristianismo superficial, mais preocupado com aparências e prestígio social do que com verdadeira piedade.
• Desta forma, Lucas alertava Teófilo e a outros cristãos de que o cristianismo exige autenticidade e uma vida moldada pela justiça, misericórdia e humildade!
Por isso, reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
Filed under: Sem categoria
665 palavras
Todos os acontecimentos de 20.1-21.36 ocorreram na terça-feira da Semana da Paixão – um longo dia de controvérsia. Bíblia de Estudo NVI Vida.
1 estando Jesus a ensinar o povo no templo e a evangelizar. Jesus estava trazendo as boas novas de Deus e, ao mesmo tempo, seus inimigos estavam conspirando contra Ele. Bíblia de Genebra.
principais sacerdotes … escribas … anciãos. Parece ser uma delegação do Sinédrio. Bíblia de Genebra.
2 com que autoridade fazes estas coisas? Especialmente a purificação do templo (19.45ss), que era um desafio violento às autoridades judaicas. Só o Messias teria tal autoridade, mas é impossível reconhecer a autoridade divina, se não estivermos dispostos a nos submetermos a ela.Bíblia Shedd.
5-6 Notar que eles não estavam preocupados com a verdade, mas com as consequências de suas possíveis respostas. Bíblia de Genebra.
16 Tal não aconteça! Ou seja, “nem pense nisso!”. Esta forte exclamação foi proferida quando os fariseus reconheceram na parábola um retrato do próprio destino (ver PJ, 295). CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 5, p. 948.
O povo reconhece as implicações da parábola e rejeita a possibilidade de que Deus, o proprietário da vinha, os destruiria. Andrews Study Bible.
17 A pedra que os construtores rejeitaram. O Salmo 118 foi cantado ao se completarem os muros de Jerusalém em 444 a.C. O v 22 desse salmo citado aqui referia à volta de Israel à Palestina e seu restabelecimento como nação. Bíblia Shedd.
principal pedra. O judaísmo esperava uma renovação gloriosa do templo, nos dias do Messias. 1Pe 2.4-9 mostra que esta esperança se cumpriu na edificação espiritual do templo que é a Igreja, o Corpo de Cristo (cf Jo 2.19-22; Ef 2.20-22). Bíblia Shedd.
22 é lícito … ? Isto significa ”está de acordo com a lei de Deus?” Bíblia de Genebra.
24 Jesus … tornou claro que há deveres próprios para com Deus, mas também deveres para com o estado. Bíblia de Genebra.
25 Dai. Gr apodote, “pagai de volta”. Não é somente lícito, mas também um dever. Bíblia Shedd.
27 saduceus. Lucas menciona os saduceus somente aqui. Nenhum dos escritos deles permaneceu, por isso só os conhecemos através de seus oponentes. Eles eram conservadores e aristocratas e contavam os sumos sacerdotes entre os de sua classe. Rejeitavam a tradição oral dos fariseus e não encontravam base para a doutrina da ressurreição no Pentateuco [cinco livros de Moisés, a Torá]. Bíblia de Genebra.
34-36 Os saduceus achavam que se houvesse uma vida após a morte, seria algo semelhante a uma repetição desta vida. Jesus nega isto. O casamento é uma parte essencial desta vida, mas não da vida futura; portanto, a pergunta dos saduceus era inválida. Bíblia de Genebra.
35 O casamento, como nós conhecemos, será substituído por algo melhor, o que ainda não sabemos. Andrews Study Bible.
34 filhos deste mundo. Lit “século”, significa aqueles que, como os saduceus materialistas, adotam este mundo como seu alvo e exemplo. Bíblia Shedd.
36 filhos da ressurreição. …indica simplesmente os que ressuscitaram dos mortos. Eles receberam vida novamente pelo mesmo poder que lhes dera vida a princípio. Todo seu ser foi reconstituído para a vida em um mundo novo. CBASD, vol. 5, p. 949.
37 no trecho referente à sarça (Êx 3.2). Antes da divisão em capítulos e versículos, as passagens nas Escrituras eram mencionadas por seu conteúdo. Bíblia de Genebra.
As divisões em capítulos foram feitas em 1244 d.C. e em versículos entre os séculos VI e X. Bíblia Shedd.
39 alguns dos escribas … respondeste bem! Na sua grande maioria eram fariseus, os quais aceitavam a ressurreição (At 23.6-8), e portanto aprovaram a resposta de Jesus. Bíblia Shedd.
44 Na ordem patriarcal, o mais velho não podia honrar o mais novo assim. É uma referência à preexistência e deidade de Cristo, o Messias (cf Mt 22.41ss; Mc 12.35ssn). Sendo eterno, Ele é antes de Davi, como também de Abraão (cf Jo 8.58). Bíblia Shedd.
A inevitável resposta é que o Cristo [Messias] é mais do que somente um filho de Davi. Jesus, portanto, responde indiretamente à pergunta: “Com que autoridade fazes estas coisas?”. Andrews Study Bible.
45 Ouvindo-O todo o povo. Em outras palavras, enquanto os escribas e fariseus estavam ouvindo Jesus. CBASD, vol. 5, p. 949.
Filed under: Sem categoria
Texto bíblico: LUCAS 19 – Primeiro leia a Bíblia
LUCAS 19 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
Acesse os comentários em vídeo em nosso canal no Youtube (pastores Adolfo, Valdeci, Weverton, Ronaldo e Michelson)
Filed under: Sem categoria
Texto bíblico: https://www.bibliaonline.com.br/nvi/lc/19
Assim como Zaqueu, quando você aceita a Jesus como seu Salvador, também é preciso corrigir alguns aspectos de sua vida. Não se preocupe com o que a multidão irá dizer ou pensar. É a aprovação de Jesus que conta. Você pode perder a sua reputação ou os seus bens, mas Deus pode abrir as comportas do céu e dar-lhe enormes riquezas espirituais, ainda maiores do que as recebidas até agora. O que Zaqueu recebeu naquele dia foi a inestimável garantia de Jesus: “Hoje houve salvação nesta casa! Porque este homem também é filho de Abraão.” (Lucas 19:9).
A salvação não é apenas uma mudança nos registros do céu. A salvação se processa dentro de nós e vem na pessoa de Jesus. Ele Se convida à nossa casa, para comer e viver conosco. Ele quer realizar em nós o que disse ser a Sua missão: “Pois o Filho do homem veio buscar e salvar o que estava perdido.” (v. 10 NVI). Como Zaqueu, receba Jesus com alegria e conceda a Ele o controle da sua vida e do que você tem.
Douglas Jacob
Seminário, Southern Adventist University
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/luk/19
Tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli/Luís Uehara
Filed under: Sem categoria
3045 palavras (com destaques, em azul)
2 Zaqueu. Do gr. Zakchaios, do heb. Zakkai, que significa “puro”. … Zaqueu seria hoje um funcionário do Ministério da Fazenda. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 5, p. 938, 939.
maioral dos publicanos. Jericó, na fronteira com a Transjordânia (Pereia) facilitava a arrecadação de impostos. Zaqueu, sendo chefe, recebia uma porcentagem de todos os impostos coletados. Bíblia Shedd.
O vau a leste de Jericó era um dos três pontos mais importantes entre o Mar da Galileia e o Mar Morto, nos quais o rio poderia ser atravessado mesmo na primavera. CBASD, vol. 5, p. 939.
e rico. Apoiados por Roma, os publicanos costumavam recolher mais impostos do povo do que a lei exigia (ver p. 53, 54; ver com. de Lc 3:12). CBASD, vol. 5, p. 939.
Zaqueu é um tipo de pessoa tida por “impossível aos homens” (cf 18.24-27). Bíblia Shedd.
3 procurava ver quem era Jesus. Não como o curioso Herodes (9.9), nem como as multidões incrédulas (cf 11.16, 24ss), mas com a insistência do cego (cf 18.41n). Bíblia Shedd.
É possível que ele já esperasse uma oportunidade de ver Jesus havia algum tempo. O início da obra de João Batista se deu em Betânia [não a aldeia de Maria, Marta e Lázaro], do outro lado do Jordão, local não identificado, mas que talvez ficasse perto de Jericó (ver com. de Mt 3:2; Jo 1:28), e Zaqueu se unira às multidões que o ouviam pregar (DTN, 553). Talvez ele estivesse entre os publicanos que perguntaram a João: “Mestre, que havemos de fazer?” (Lc 3:12). Zaqueu ficou impressionado com a mensagem de João e, embora não tenha passado por uma conversão verdadeira na época, as palavras do Batista começaram a crescer como fermento em seu coração (DTN, 553). Antes dessa ocasião, Zaqueu ouvira de Jesus e começara a obra de confissão e restituição (DTN, 553). Cheio de expectativa, ele ansiava ver a Cristo e aprender dEle o estilo de vida mais perfeito. CBASD, vol. 5, p. 939.
mas não podia, por causa da multidão. As ruas estreitas das cidades antigas, em geral pouco mais amplas do que os braços abertos de uma pessoa, de uma parede a outra, dificultavam ainda mais o problema de Zaqueu. CBASD, vol. 5, p. 939.
4 correndo adiante. Zaqueu ouviu a notícia de que o Mestre havia entrado em Jericó. (ver DTN, 553). Sem dúvida, com as multidões que passavam pela cidade a caminho da Páscoa [em Jerusalém], o chefe dos cobradores de impostos … estaria mais ocupado que de costume. Mas ele pôs tudo em ordem a fim de ter um vislumbre de Cristo. CBASD, vol. 5, p. 939.
subiu a um sicômoro. Um procedimento indecoroso para um homem como Zaqueu. Ele estava disposto a ser excêntrico para não perder a oportunidade de um vislumbre do Mestre. CBASD, vol. 5, p. 939.
sicômoro. Trata-se de uma árvore baixa, de galhos espalhados, que proporciona boa sombra. Dificilmente uma árvore como esta seria encontrada nas ruas das cidades antigas. Elas geralmente ficavam à beira da estrada, fora da cidade. CBASD, vol. 5, p. 939.
6 Me convém ficar hoje em tua casa. Esta é a única ocasião registrada em que Jesus Se convida para ficar na casa de alguém. Um homem da posição de Zaqueu certamente teria cômodos amplos para receber convidados, e Cristo sabia que o publicano não passaria vergonha mesmo que as visitas fossem inesperadas. Não se diz como Jesus reconheceu Zaqueu a ponto de chamá-lo pelo nome. É possível que alguns dentre a multidão tenham contado ao Mestre, mas é bem provável que seja um exemplo de conhecimento sobrenatural (ver Jo 1:47). CBASD, vol. 5, p. 940.
7 Todos … murmuravam. Para o “povo” era mais fácil louvar a Deus pelo milagre da cura de Bartimeu (cf 18.24), do que pelo milagre maior da conversão de um grande pecador (cf 15.28, 30). Bíblia Shedd.
8 resolvo dar aos pobres a metade de meus bens. Para os judeus, cuidar dos pobres era o mais importante ato de piedade e de aplicação prática da religião. Deus deixou instruções específicas quanto ao cuidado desse grupo (ver Lv 19:10, 15; 25:35-42; Et 9:22; Rm 15:26; ver com. de Mt 5:3). CBASD, vol. 5, p. 940.
A disposição voluntária de distribuir livremente a riqueza que ele havia adquirido de forma injusta era uma evidência da conversão de Zaqueu. “Não é genuíno nenhum arrependimento que não opere a reforma” (DTN, 555). A iniciativa voluntária de Zaqueu foi o oposto da recusa do jovem rico de abrir mão de suas riquezas quando Jesus o chamou a fazê-lo (ver com. de Mr 19:21, 22). A experiência de Zaqueu evidencia que um rico pode entrar no reino dos céus (ver com. de Mt 19:23-26). CBASD, vol. 5, p. 940.
Zaqueu demonstra a realidade da sua conversão pela profunda gratidão que sente ao ver em Cristo o único valor real. Bíblia Shedd.
quatro vezes mais. Quando a restauração era voluntária, a lei de Moisés exigia apenas o acréscimo de um quinto do valor tomado (ver Lv 6:5; Nm 5:7). A restauração quatro vezes mais era uma das penalidades extremas por roubo deliberado com perda dos bens (ver Êx 22:1; ver com. de 2Sm 12:6). … O montante que Zaqueu prometeu restaurar era a melhor evidência de que ele havia passado por uma sincera mudança. CBASD, vol. 5, p. 940.
9 salvação. Jesus tinha dito precisamente que é difícil um rico ser salvo (18:24-25); a salvação de Zaqueu mostra que isso não é impossível (18.27). Bíblia de Genebra.
filho de Abraão. Judeu verdadeiro – não somente por ser da linhagem de Abraão, mas também por andar “nos passos da fé” de Abraão (Rm 4.12). Jesus reconheceu o publicano como tal, embora a sociedade judaica o tivesse excluído. Bíblia de Estudo NVI Vida.
o Filho do Homem veio buscar e salvar o perdido. Ou, “o que estava perdido” (NVI). Ver com. de Mt 1:21. O termo da ARA sugere todos os pecadores. No entanto, Jesus veio restaurar não só as pessoas, mas também tudo aquilo que se perdeu por causa do pecado do ser humano. O mundo em si será conduzido novamente à beleza edênica, habitado por uma raça sem pecado e “o que estava perdido” será transformado nos “tempos da restauração de todas as coisas” (At 3:21). CBASD, vol. 5, p. 941.
11 propôs. O texto grego diz, literalmente, “acrescentou e disse”, o que seria uma redundância. Trata-se de uma expressão idiomática hebraica usada em outras partes do NT e que evidencia uma influência do hebraico no texto dos evangelhos (Lc 20:11, 12; At 12:3; etc.; ver também Gn 4:2; 8:12; 25:1; Jó 29:1). CBASD, vol. 5, p. 941.
A parábola das minas tem o propósito de combater a ideia de que Jesus estabeleceria Seu reino terrestre ao chegar a Jerusalém. Bíblia Shedd.
…os discípulos ainda acreditavam que Ele seria aclamado rei de Israel e que aceitaria o trono de Davi. … A base para essa concepção errônea sobre os objetivos de Cristo era a expectativa messiânica disseminada pelos rabinos, que se baseava numa interpretação equivocada das profecias messiânicas do AT(… cf. Rm 11:25; 2Co 3:14-16). CBASD, vol. 5, p. 941.
o Reino de Deus ia se manifestar. Esperavam que o Messias aparecesse em poder e em glória para estabelecer seu reino terrestre, derrotando todos os inimigos políticos e militares dos judeus. Bíblia de Estudo NVI Vida.
12 A parábola dos talentos (Mt 25.14-29) parece-se com esta, mas naquela as quantidades são maiores e variam de tamanho, testando os servos em sua competência para tarefas maiores. Aqui, as quantidades são menores e as mesmas para todos (v. 13). A parábola ensina que cada um tem uma tarefa básica – servir a Deus fielmente. Bíblia de Genebra.
Certo homem nobre. Fica claro que Jesus está representando a Si próprio. Há uma semelhança notável entre esta parábola, comumente conhecida como a parábola das minas, e a dos talentos (Mt 25:14-30). Há também diferenças notáveis. CBASD, vol. 5, p. 942.
partiu para uma terra distante. É possível que Jesus tenha baseado esta parábola em fatos históricos com que Seus ouvintes estivessem familiarizados (ver com. de Lc 15:4). CBASD, vol. 5, p. 942.
13 Chamou dez servos seus, confiou-lhes dez minas. Cada servo recebeu uma mina, o equivalente a cem dracmas (15.8, nota), ou o pagamento de vários meses de trabalho. Bíblia de Genebra.
Do gr. mnai, palavra derivada do heb maneh (ver vol. 1, p. 142, 145). Nos tempos de Cristo, a mna, “mina”, era equivalente a 356,4g, 1/60 de um talento e prata, equivalente a cem dracmas. … uma mina equivalia ao salário de cem dias de trabalho. CBASD, vol. 5, p. 942. [Ver tb o com. de Dn 5:25, 26, “mina, mina, sheckel”].
Negociai até que eu volte. Ver Lc 19:15; cd Ez 27:9, 16, 19, 21, 22. A quantidade de 385 g de prata parece ser pouca para o “homem nobre” dar a um de seus “servos” como capital. … Entretanto esta era uma forma de testar as habilidades de cada servo, com a expectativa de atribuir responsabilidades mais importantes no futuro. As palavras “até que eu volte” sugerem que o nobre planejava ficar fora durante um período indeterminado. Por meio dessas palavras, Cristo também subentende que Ele também ficaria fora por um período considerável antes de voltar para dar a recompensa aos fiéis. CBASD, vol. 5, p. 942.
14 seus concidadãos o odiavam e enviaram após ele uma embaixada. Quando Arquelau, filho de Herodes, foi a Roma procurando por seu reino, seus súditos judeus enviaram uma delegação para pedir que ele não fosse feito rei sobre eles. Bíblia de Genebra.
Não queremos. Os judeus não queriam aceitar a Cristo como seu rei. Perante Pilatos, declararam: “não temos rei, senão César!” (Jo 19:15), rejeitando a Jesus por completo. CBASD, vol. 5, p. 942, 943.
15 Quando ele voltou, … mandou chamar os servos. O nobre queria saber como os seus servos haviam se saído na administração de seus bens e planejava lhes atribuir responsabilidades como oficiais em seu reino, a cada um segundo a habilidade demonstrada. CBASD, vol. 5, p. 943.
16 o primeiro. São relatadas só as experiências de três dos dez servos, como exemplos de variados graus de desempenho. CBASD, vol. 5, p. 943.
rendeu dez. O lucro foi de mil por cento do capital investido. … O primeiro servo servo demonstrou habilidade incomum em sua iniciativa de negócios. Isso refletia sua devoção ao senhor, além de diligência e fidelidade no cumprimento de seus deveres. CBASD, vol. 5, p. 943.
16-19 Dois servos trabalharam bem e foram recompensados com posteriores oportunidades de serviço, proporcionais ao seu sucesso. Notar a modéstia deles (“tua mina rendeu”). Bíblia de Genebra.
20 lenço. Do gr soudarion, do latim sudarium, derivada do radical sudor, “suor”. O “lenço” era um pedaço de pano usado como peça de vestuário. Papiros mencionam o soudarion como parte do dote da noiva. CBASD, vol. 5, p. 943.
21 tive medo de ti. O principal motivo do temor deste servo era sua atitude errada em relação ao mestre, que parecia esperar que cada um fizesse seu melhor absoluto e nada menos. Fica óbvio que este servo era preguiçoso. O teste que o “nobre” lhe dera, se bem aproveitado, teria sido útil para ajudá-lo a superar essas características. CBASD, vol. 5, p. 943.
o que não semeaste. O que o servo disse, na verdade, foi: “De qualquer maneira, você pegaria o que eu ganhei e eu não teria recompensa por meus esforços. Qual é, então, o sentido de me preocupar tanto?” A recompensa recebida pelo primeiro e segundo servo é prova de que a falha se encontrava no terceiro servo, não no senhor. CBASD, vol. 5, p. 944.
22-26 A punição por não usar o que recebeu foi perder o que tinha recebido, um princípio de ampla aplicação. Os que usam suas oportunidades espirituais encontram mais, enquanto os que nada fazem com elas perdem a habilidade que tinham recebido. Bíblia de Genebra.
22 por tua boca. Os que sempre culpam os outros pela falta de sucesso acabam denunciando os próprios defeitos de caráter. Deixam claro que não podem ser encarregados de maiores responsabilidades. CBASD, vol. 5, p. 944.
23 banco. Do gr trapeza, “mesa”; refere-se à mesa de um cambista, daí, “banco” (ver Mt 21:12; Mc 11:15; Jo 2:15). CBASD, vol. 5, p. 944.
24 Tirai-lhe. O servo não parece receber castigo, a não ser a punição de devolver sem juros o capital que lhe fora confiado. CBASD, vol. 5, p. 944.
26 mais será dado. Os que buscarem no evangelho lucros espirituais para si e para o próximo ficarão espiritualmente mais ricos, mas os que negligenciarem ou esbanjarem o que lhes for dado ficarão empobrecidos, perdendo até mesmo o que já possuem. Bíblia de Estudo NVI Vida.
27 Quanto a esses meus inimigos … executai-os. Isto é, aqueles que se rebelaram na ausência do nobre e tentaram impedi-lo de receber seu reino. … Ao que tudo indica, os opositores do nobre não mudaram a conduta. Continuavam a ser contrários a seu governo, e a única forma de resguardar a paz e a segurança do reino era eliminá-los de uma vez por todas. CBASD, vol. 5, p. 945.
Jesus, também, retornará para estabelecer Seu reino, mas Seu julgamento será fundamentado na justiça, em contraste com o desejo de ganho pessoal e poder evidenciado pelos reis seculares. (Sl 9:8). Andrews Study Bible.
28 subindo para Jerusalém. Ou seja, de Jericó, no vale do Jordão. Em cerca de 25 km, eles subiram 1,5 mil metros de altitude. CBASD, vol. 5, p. 945.
29 aconteceu. Somente Lucas narra o clímax da entrada triunfal, que ocorreu no cume do monte das Oliveiras (v. 41-44). CBASD, vol. 5, p. 945.
Betfagé. Aldeia próxima à estrada que vai de Jericó a Jerusalém. Bíblia de Estudo NVI Vida.
Betânia. Outra aldeia, cerca a 4 km a sudeste de Jerusalém (Jo 11.18). Nela moravam Maria, Marta e Lázaro. Bíblia de Estudo NVI Vida.
30 um jumentinho. Foi profetizado que um rei entraria em Jerusalém em um jumento, trazendo salvação e paz a toda a terra (Zc 9.9-10). Andrews Study Bible.
no qual ninguém montou. O qual não tinha sido submetido a uso secular (Nm 19.2; 1Sm 6.7). Bíblia de Estudo NVI Vida.
33 Apenas Lucas observa que os donos da jumenta e do jumentinho (ver Mt 21;2) questionaram os dois discípulos enviados para procurá-los. CBASD, vol. 5, p. 945.
31-34 o Senhor precisa dele. Este é o padrão de mordomia no NT. Bíblia Shedd.
32 acharam segundo lhes dissera Jesus. Profecia cumprida era a credencial de um profeta [Esta foi a razão do desespero de Jonas: porque Nínive não foi destruída; e a razão de sua fuga]. Jesus tem o dom da profecia (cf 22.13, 21, 34) e conhece os segredos dos homens (7.30s; cd Jo 1.47ss). Bíblia Shedd.
35-36 pondo suas vestes sobre ele. As vestes, evidentemente, serviam de sela; as roupas pelo caminho formavam um tapete virtual. Bíblia de Genebra.
37 Esta entrada em Jerusalém cumpriu a profecia (Zc 9.9) e foi uma proclamação pública da messianidade, porém messianidade de uma espécie distintiva, uma vez que o jumentinho era o animal de um homem de paz. Um rei conquistador estaria montado num cavalo. O povo parece ter reconhecido a realeza, mas não viu a ênfase sobre a paz. Bíblia de Genebra.
Tradicionalmente, os líderes de uma cidade sairiam para saudar uma autoridade com grande aclamação. Isto foi deixado para os seguidores de Jesus, que celebravam Sua chegada com alegria. Andrews Study Bible.
38 Uma citação do Sl 118.26, porém com uma referência explícita ao Rei. Apenas Lucas tem as palavras “paz” e “glória”. Ele não inclui “Hosana”, que os leitores gentílicos podiam não entender. Bíblia de Genebra.
repreende os teus discípulos. Ao invés de dar as boas vindas ao Rei, estes fariseus O repreendiam. Andrews Study Bible.
39 alguns dos fariseus. Na noite anterior, os líderes de Israel haviam decidido matar Jesus. … O fato de as multidões deixarem de lado os cultos no templo a fim de ter um vislumbre de Jesus (DTN, 571), especialmente com a temporada pascal se aproximando, era um presságio do declínio do poder dos líderes religiosos da nação, que temiam que Cristo permitisse que as pessoas O coroassem (DTN, 572). CBASD, vol. 5, p. 945.
40 se eles se calarem, as próprias pedras clamarão. Quem é Jesus não será mais segredo. Mesmo que os discípulos deixem de anunciá-lO, as pedras darão testemunho, como fizeram na destruição de Jerusalém (21.6), em cumprimento da palavra de Cristo (v 44). Cf Josefo, Guerras, 6, 5, 3. Bíblia Shedd.
41 vendo a cidade, chorou. Nesta ocasião, … Jesus chorou audivelmente, pois Ele era capaz de ver aquilo que a multidão não conseguia enxergar: o terrível destino de Jerusalém nas mãos do exército romano, menos de 40 anos depois. CBASD, vol. 5, p. 945.
41-42 Só Lucas registra o lamento de Jesus quando chegou perto da cidade. Jesus sabia que a emoção das multidões não correspondia à genuína percepção espiritual e que as ações levadas a efeito trariam inevitavelmente a guerra e não a paz. Bíblia de Genebra.
42 Ah! Se conheceras … o que é devido à paz! Isto é, as coisas que os líderes e o povo necessitavam saber a fim de impedir a calamidade e assegurar prosperidade e paz. Eram os requisitos que Deus esperava dos judeus, a fim de poder honrá-los plenamente como nação e transformá-los em Seus representantes para as nações da terra. CBASD, vol. 5, p. 945, 946.
44 a oportunidade que Deus lhe concedeu (NVI). Deus veio até os judeus na pessoa de Jesus, o Messias, mas não O reconheceram, e o rejeitaram (v. Jo 1.10, 11; cf. Lc 20.13-16). Bíblia de Estudo NVI Vida.
não reconheceste o tempo da tua visitação (NKJV). Um termo [visitação] usado para a vinda de Deus, para o bem (Gn 50.24), como aqui, na pessoa de Jesus, o Messias, mas também, quando não atendido, para julgamento (Êx 32:33-34). Andrews Study Bible.
43 sobre ti virão dias. Com visão profética do futuro, os olhos de Jesus captam o que viria e visualizam o exército de Roma cercando Jerusalém e deixando-a desolada. CBASD, vol. 5, p. 946.
os teus inimigos te cercarão de trincheiras. Do gr charax, “estaca”, “fortificação” ou “plataforma de proteção”. Josefo (Guerra dos Judeus, vi.2; ix.2; xi.4 a xii.2) descreve o cumprimento desta profecia. Ao cercar Jerusalém, a princípio os romanos construíram fortificações de madeira e terra. Quando os judeus as destruíram, os romanos as substituíram por um muro. CBASD, vol. 5, p. 946.
e, por todos os lados, te apertarão o cerco. os romanos cercaram Jerusalém e fizeram seus habitantes passar fome até se renderem. Quando a escassez de alimentos levou ao pânico, as legiões romanas atacaram a cidade e a tomaram. CBASD, vol. 5, p. 946.
44 não deixarão em ti pedra sobre pedra. …indica completa destruição. CBASD, vol. 5, p. 946.
45 Marcos (11.11-17) deixa claro que essa purificação ocorreu após a entrada triunfal, na segunda-feira da Semana da Paixão. Bíblia de Estudo NVI Vida.
no templo. Especificamente, no átrio exterior (dos gentios), onde animais para os sacrifícios eram vendidos a preços injustos. Bíblia de Estudo NVI Vida.
45-46 Casa de oração transforma-se em covil de Ladrões, quando: 1) O Senhor da casa não é reconhecido (v 42; cf Ml 3.1); 2) A avareza (cf Jr 7.11) substitui a adoração e o amor (cf 1Co 13); 3) A casa do Senhor (“minha”) é tratada como “nossa” (cf 1Co 6.19); 4) Palavras e petições egoístas suplantam a intercessão (Tg 4.2, 3). Bíblia Shedd.
47-48 O templo era um lugar normal para o ensino. A oposição a Jesus agora inclui um novo grupo – “os maiorais do povo”. Os leigos proeminentes tinham agora se juntado aos sacerdotes e escribas. Bíblia de Genebra.
Filed under: Sem categoria
“Porque o Filho do Homem veio buscar e salvar o perdido” (v.10).
Os publicanos eram os responsáveis por recolher os impostos e prestar contas ao Império Romano. Sua função, portanto, não era benquista pelos judeus, principalmente pelo fato de muitos deles serem corruptos. Aproveitando-se de seu cargo e do apoio do exército de Roma, cobravam além do que lhes havia sido ordenado receber. Era dentro deste contexto que se encontrava Zaqueu, odiado por seus patrícios e dono de uma riqueza que não lhe era devida. Mas ele ouviu falar de Jesus, o Homem que pregava e curava sem nada cobrar. O único judeu que não se esquivava em sentar para comer com publicanos e pecadores.
A Bíblia diz que Zaqueu “procurava ver quem era Jesus” (v.3). Ansiava por avistar Aquele em quem depositou a sua última esperança de sentir-se verdadeiramente amado ao menos uma única vez. Mas devido à sua baixa estatura e “por causa da multidão” (v.3), seu objetivo estava comprometido. O seu coração, porém, não poderia suportar a ideia de ter chegado tão perto e deixar escapar a oportunidade de sua vida. Deixando a multidão para trás, ele correu e “subiu a um sicômoro” (v.4) para ver Jesus. De forma inconsciente, Zaqueu exerceu uma fé tão grande quanto a da mulher do fluxo de sangue. Aquela mulher lutou contra uma multidão para apenas tocar nas vestes de Cristo. Zaqueu saiu do meio da multidão e subiu em uma árvore “a fim de vê-Lo” (v.4).
O que ele não esperava era que o seu olhar seria correspondido. Pensando ter subido para ver Jesus, na verdade, Jesus já o tinha avistado em meio à multidão assim como, em meio à agitação das massas, parou para olhar para a mulher que O havia tocado. A mulher desejava apenas Lhe tocar, mas Ele olhou para ela e falou com ela. Zaqueu desejava apenas vê-Lo, mas Ele olhou para ele, falou com ele e comeu com ele em sua casa. Esta é a prova incontestável de que não somos nós que encontramos a Jesus, mas é Ele quem nos busca. Porque Ele “veio buscar e salvar o perdido” (v.10). Seu amor não tem limites e rompe qualquer barreira, provando que “os impossíveis dos homens são possíveis para Deus” (Lc.18:27).
Os judeus não esperavam um Rei que andasse na companhia de prostitutas e cobradores de impostos; que tocasse em leprosos e colocasse crianças no colo; que expulsasse os cambistas do templo e vivesse um estilo de vida simples; que lhes advertisse ao invés de elogiá-los. Eles realmente não esperavam um Messias que lhes revelasse a impureza de seus corações e a necessidade de se tornarem servos bons e fiéis. Imagino Jesus olhando para o alto daquele sicômoro e revelando um largo sorriso que comoveu o coração de Zaqueu a descer daquela árvore como de um salto e recebê-Lo com alegria (v.6). Mas ao avistar Jerusalém, Jesus “chorou” (v.41). Enquanto o povo a contemplava como lugar sagrado, Jesus viu a sua ruína por não reconhecerem a oportunidade da sua visitação (v.44).
Quando Jesus olha para nós, como será que tem sido a reação dEle? Um dia Ele terá que realizar “a Sua estranha obra” (Is.28:21). Na Sua presença serão destruídos todos que não O aceitaram como Senhor e Salvador de suas vidas (v.27) e que se deixaram levar pelo murmúrio das multidões (v.7), arrancando profusas lágrimas dos olhos do Eterno. Mas o profeta Isaías também declara que “Ele verá o fruto do penoso trabalho de Sua alma e ficará satisfeito” (Is.53:11). Quando cada um de nós, de forma individual, entender que Jesus não para com o intuito de olhar multidões, e sim cada um individualmente, também iremos entender que a “casa de oração” (v.46) deve ser um sicômoro e não um palácio.
Então, como um só povo que reconhece a sua miserável condição e completa dependência do Senhor Jesus Cristo, dentro em breve, contemplaremos o Seu sorriso, enquanto declaramos: “Bendito é o Rei que vem em nome do Senhor! Paz no Céu e glória nas maiores alturas!” (v.38).
Pai nosso, clamamos pela Tua presença em nossa casa! Almejamos Te ver, Te conhecer e tê-Lo em nosso lar todos os dias. Que as boas-novas do evangelho que o Senhor nos confiou sejam convertidas em bênçãos sem medida na vida de muitas outras famílias. Que não sejamos ignorantes acerca do tempo em que vivemos, mas que o Teu Espírito nos revele mediante a Tua Palavra e nos purifique para sermos o Seu templo. Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, motivo do sorriso de Jesus!
Rosana Garcia Barros
#Lucas19 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
Filed under: Sem categoria
LUCAS 19 – O Comentário Bíblico Adventista sintetiza este capítulo da seguinte forma:
• O publicano Zaqueu (Lucas 19:1-10).
• As dez minas (Lucas 19:11-27).
• A entrada triunfal de Cristo em Jerusalém (Lucas 19:28-40).
• Jesus chora pela cidade (Lucas 19:41-44), expulsa do templo vendedores e compradores e ensina ali todos os dias. Os líderes judeus desejam matá-lO (Lucas 19:43-48).
Lucas 19 apresenta uma progressão dramática que revela o contraste entre a graça oferecida por Cristo e a rejeição endurecida de Israel.
O texto apresenta um contraste entre aqueles que reconhecem sua necessidade de salvação e aqueles que, cheios de justiça própria, rejeitam o convite divino. A história de Zaqueu mostra um homem que, apesar de sua posição como cobrador de impostos, busca arrependimento e transformação, simbolizando a abertura de coração necessária para receber a Cristo. Na parábola das dez minas, Jesus enfatiza a responsabilidade dos servos em administrar fielmente o que lhes foi confiado até Seu retorno. A entrada triunfal em Jerusalém reflete a aceitação pública de Jesus como Rei, ainda que momentânea, enquanto Seu lamento sobre a cidade e a purificação do Templo expõem a rejeição generalizada dos líderes judeus.
No templo Jesus revelou tristeza e frustração. Ao chorar por Jerusalém, Jesus lamentou a cegueira espiritual dos religiosos, que, devido ao seu orgulho e justiça própria, distanciaram-se irreversivelmente de Deus. Isso arrancou lágrimas de Cristo, que fizera de tudo, mas não teve chances.
“Orgulhosos, cheios de justiça própria e independentes, haviam se separado cada vez mais do Céu, até que se tornaram súditos de Satanás. A nação judaica estivera durante séculos a forjar as cadeias com as quais aquela geração estava irrevogavelmente aprisionando a si mesma” (Ellen White).
• Já dizia o sábio que “o caminho do insensato parece-lhe justo” (Provérbios 12:15) e ainda revela que “o orgulho vem antes da destruição; o espírito altivo, antes da queda” (Provérbios 16:18). “Há caminho que ao homem parece direito, mas o fim dele são os caminhos de morte” (Provérbios 14:12).
• Jesus não determinou o destino de Jerusalém, apenas sabia que a atitude dela traria um fim indesejado (Lucas 19:41-44); pois, “quem insiste no erro depois de muita repreensão, será destruído, sem aviso e irremediavelmente” (Provérbios 29:1). Graciosamente, Jesus ainda avisou – mas, não adiantou!
E nós, aprenderemos a lição? Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
Filed under: Sem categoria
Texto bíblico: LUCAS 18 – Primeiro leia a Bíblia
LUCAS 18 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
Acesse os comentários em vídeo em nosso canal no Youtube (pastores Adolfo, Valdeci, Weverton, Ronaldo e Michelson)
Filed under: Sem categoria
Texto bíblico: https://www.bibliaonline.com.br/nvi/lc/18
Se não se entra no céu por causa de realizações e status pessoais, e não se entra no céu por causa de riqueza, como alguém pode ser salvo? Qual foi a resposta de Jesus? O odiado publicano e qualquer um que busque entrar no céu reconhecendo a necessidade de um Salvador será honrado; por causa de sua confiança simples, até mesmo crianças serão salvas diante dos orgulhosos e realizados.
Lucas conclui o registro desses ensinamentos de Jesus com a história de um cego reunido com outros mendigos ao longo da Estrada de Jericó. Podemos ouvi-lo gritando: “Por que toda essa comoção? O que está acontecendo? A multidão composta de curiosos, ricos, pobres, os odiados romanos e, talvez até mesmo Zaqueu, responde: “Jesus de Nazaré”. Mas leia o que Lucas registra a seguir — que é facilmente ignorado. O cego não repete o grito da multidão. Em vez disso, ele irrompe com um título associado ao Messias, “Jesus, Filho de Davi”. Seu grito reconhece seu relacionamento com Seu Redentor. Esse clamor por reconciliação, por restauração da cegueira do pecado e degradação sem esperança não pode ser ignorado por Jesus. Hoje, esse é o clamor que Ele anseia ouvir para que possa nos reconciliar com Ele.
Verlyne Starr
Professora aposentada da Faculdade de Administração da Southern Adventist University, Tennessee, EUA
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/luk/18
Tradução: Luís Uehara/Jeferson Quimelli