Reavivados por Sua Palavra


II CORÍNTIOS 3 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS by Maria Eduarda
29 de dezembro de 2024, 0:50
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501 palavras

em nosso coração. Os crentes de Corinto tinham um lugar cativo nos afetos do apóstolo. … Paulo está dizendo aos coríntios que, como igreja, eles são uma eficaz carta de recomendação para ele (2.17; 1Co 9.2). Bíblia de Genebra.

Em contraste com os mestres de fora que se apresentam à igreja com cartas de recomendação. Paulo tem um laço de amor tão profundo que todo o mundo pode perceber. Bíblia Shedd.

carta de Cristo. Sua carta de recomendação ao mundo. Bíblia de Estudo Andrews.

Nós não nos tornamos crentes por seguirmos algum manual ou usar alguma técnica. Nossa conversão é o resultado de Deus implantar o Seu Espírito em nossos corações, dando-nos novo poder para viver por Ele. Bíblia Shedd.

3.4 – 6.13 Depois de haver explicado sua mudança de planos sobre a visita aos crentes coríntios, Paulo descreve o que é um verdadeiro ministério cristão. Significa ser ministro de uma gloriosa nova aliança (3.4-4.6), confiando em Deus em meio a tribulações (4.7-5.10) e falando a mensagem da reconciliação (5.11-6.13). Pulo insiste, pelo resto da carta, que a fidelidade a essas tarefas – e não a eloquência, profundos pensamentos filosóficos ou padrões mundanos de excelência pessoal – é a base de um ministério válido. Bíblia de Genebra.

a nossa suficiência. Paulo responde aqui à pergunta de 2.16: (“Quem, porém, é suficiente para estas coisas?”). Antes, Paulo já havia desistido de qualquer dependência de meras habilidades humanas (1Co 2.1-5). Infelizmente, seus oponentes avaliavam as habilidades mundanas como mais valiosas que aquelas que vêm exclusivamente de Deus. Bíblia de Genebra.

não da letra. A lei escrita, por si mesma, que requer obediência perfeita mas não dá poder para isso. Bíblia de Genebra.

a letra mata. Meramente o guardar a lei não salvará ninguém. A decepção no juízo será horrenda. Bíblia Shedd.

Espírito vivifica. Doador de vida e liberdade (v. 17, 18). Quando o povo perverte a lei, usando-a de maneira legalista, ela pode se tornar um ministério de morte. Levando em conta que uma das principais funções da lei é identificar o pecado (Rm 3:20), ela nunca foi dada como meio para obter a salvação. Bíblia de Estudo Andrews.

em pedras. Referência ao decálogo, que não é capaz de dar vida. Bíblia de Estudo Andrews.

de maior glória. Porque comunica perdão e vida. Bíblia de Estudo Andrews.

o ministério da justiça. A santificação tem lugar mediante a graça, através da fé, mas também requer estudo, oração e esforço consciente. Bíblia de Genebra.

11 o que se desvanecia. O sistema mosaico (ver Êx 34:29, 35). o que é permanente. O ministério de Cristo por intermédio do Espírito. Bíblia de Estudo Andrews.

13 punha véu. Moisés colocou um véu para que os israelitas não vissem que a claridade (ou a “glória”) de seu rosto estava acabando (v. 7; Êx 34:29-35). Bíblia de Estudo Andrews.

14 embotaram. A fim de evitar ver a condenação que os humilharia diante de Deus. Bíblia de Estudo Andrews.

15 Moisés. São os primeiros cinco livros da Bíblia. Bíblia Shedd.

véu. Neste caso, cegueira (4:3, 4). Bíblia de Estudo Andrews.

17 Liberdade. A presença pessoal do Espírito Santo influencia a própria vontade do crente (Rm 8.14). Bíblia Shedd.



2Coríntios 03 – Comentado por Rosana Barros by Ivan Barros
29 de dezembro de 2024, 0:45
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Consagrado para um ministério santo e de grande responsabilidade, Moisés tornou-se o maior líder que Israel já teve. Sua missão desafiadora incluía, além de liderar milhões de hebreus doutrinados pela cultura egípcia, estar perante Deus a fim de receber os estatutos e as leis que regeriam aquela nova nação. Para um povo que era escravo, sob um governo injusto imposto por Faraó, o Senhor fez questão de introduzir, o que seria a “Constituição Federal” de Israel, da seguinte forma: “Eu sou o Senhor, teu Deus, que te tirei da terra do Egito, da casa da servidão” (Êx.20:2). Os dez mandamentos deveriam ser obedecidos como lembrança da liberdade obtida pelas mãos de um Senhor justo, e não como uma nova forma de escravidão.

Porém, ainda que Moisés tivesse sido um grande líder e um homem de Deus, mesmo a glória manifestada em sua face com o tempo se apagou, mostrando que o temporário “ministério da condenação” (v.9) nunca seria suficiente para salvar o homem de seus pecados. A antiga aliança, mediante o sacrifício de animais e leis ritualísticas, era apenas uma ilustração acerca do verdadeiro e suficiente sacrifício de Cristo (Hb.9:12), e os mandamentos gravados em pedras pelo dedo de Deus (Êx.31:18), uma representação do que deve ser escrito em nosso coração. Tiago chamou os dez mandamentos de “lei da liberdade”, pela qual todos serão julgados, e, logo após, enfatizou que “a misericórdia triunfa sobre o juízo” (Tg.2:12 e 13). Ou seja, há uma saída para o pecador. Há uma oportunidade de remissão, “uma nova aliança” (v.6) estabelecida por Jesus Cristo, a qual retira o véu e revela a glória do Pai.

Como bem expressou Tiago, a lei do Senhor é uma expressão de liberdade. Porque “onde está o Espírito do Senhor, aí há liberdade” (v.17). O pecado nos escraviza e a lei de Deus nos faz lembrar disso. Mas, ainda que buscássemos obedecê-la com perfeição, jamais conseguiríamos. O único que obteve êxito na perfeita obediência foi Jesus, que foi morto pelas nossas transgressões. E é justamente a Sua vitória que garante a nossa vitória sobre o pecado. Somente por Cristo somos salvos da condenação da lei, e aí está a misericórdia que triunfa sobre o juízo. Como “ministros de uma nova aliança” (v.6), não nos recomendamos a nós mesmos como se a nossa obediência fosse suficiente, mas, endereçados por Cristo, como Sua carta, somos chamados para revelar o Seu caráter através de um coração submisso ao “Espírito do Deus vivente” (v.3).

Oh, amados, não confundam liberdade com libertinagem! Se Cristo morreu por causa de nossos pecados que são “a transgressão da lei” (1.Jo.3:4), deveríamos nós ignorá-la? Absolutamente! Se matar, roubar, adulterar, ter outros deuses além de Deus, não observar o sábado tornou-se uma possibilidade a partir do sacrifício de Jesus, o que estamos fazendo pregando o evangelho do amor a Deus e ao próximo? Percebem, meus irmãos? Quando o véu do santuário terrestre se rasgou “de alto a baixo” (Mt.27:51), o Santíssimo passou a ser um lugar acessível para mim e para você. O “ministério da morte, gravado com letras em pedras” (v.7) que antes apenas nos revelava o tipo, tornou-se em antítipo, o ministério da redenção gravado “em tábuas de carne, isto é, nos corações” (v.3), revestido de glória permanente (v.11), apontando para o Único que foi “obediente até à morte e morte de cruz” (Fp.2:8).

Deus deseja gravar em nosso coração a Sua santa Lei. Não mais em pedras, mas “nos corações” (v.3), através do Seu Espírito. Então, o que o mundo julga ser uma escravidão, para nós será sempre liberdade. Assim como a glória de Deus era manifestada no lugar Santíssimo do santuário terrestre acima da arca da aliança onde estavam os mandamentos de Deus, o Senhor deseja manifestar a Sua glória em nós, que somos “santuário do Espírito Santo” (1Co 6:19), gravando a Sua lei, manifestação do caráter de Cristo, em nossos corações. A obediência à lei de Deus, portanto, não é a causa da nossa salvação, mas, definitivamente, é a consequência da salvação. Pois ninguém que é verdadeiramente salvo por Cristo, anda em rebelião contra Deus e Seus mandamentos.

Assim diz o Senhor: “Dar-vos-ei coração novo e porei dentro de vós espírito novo; tirarei de vós o coração de pedra e vos darei coração de carne. Porei dentro de vós o Meu Espírito e farei que andeis nos Meus estatutos, guardeis os Meus juízos e os observeis” (Ez.36:26-27). Jesus está voltando para buscar “os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus” (Ap.14:12). Aqueles que verdadeiramente têm sido “transformados, de glória em glória, na Sua própria imagem, como pelo Senhor, o Espírito” (v.18). A harmonia entre a lei de Deus e a justiça de Cristo é o evangelho eterno que iluminará o mundo com a glória de Deus.

Que Jesus nos encontre não como legalistas, “porque a letra mata” (v.6), mas como livres por Seu intermédio (v.4), obedecendo porque escolhemos amá-Lo. Como escreveu o próprio apóstolo Paulo: “o cumprimento da lei é o amor” (Rm.13:10).

Pai de amor eterno, como todos os dias temos orado, hoje pedimos mais uma vez pelo batismo do Espírito Santo, pois onde há o Teu Espírito, aí há liberdade. Livra-nos, Senhor, de interpretações humanas e falíveis acerca da Tua Palavra! A Tua lei é um espelho que precisamos a fim de ser revelado o nosso coração enganoso e buscarmos em Cristo o perdão e nEle encontrarmos a salvação. Ó, Senhor, somos tão gratos pela salvação em Cristo Jesus, que morreu por causa da nossa transgressão à Tua lei! Ajuda-nos a compreender que a graça e a verdade se encontraram e a justiça e a paz se beijaram na cruz do Calvário. Esse é o evangelho eterno, é a harmonia que precisa ser testemunhada em nossa vida apontando para o juízo, mas também para a esperança na breve volta do Senhor. Grava a Tua lei em nosso coração, concedendo-nos o caráter de Cristo. Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Feliz semana, carta de Cristo!

Rosana Garcia Barros

#2Coríntios3 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



II CORÍNTIOS 3 – COMENTÁRIO PR HEBER TOTH ARMÍ  by Maria Eduarda
29 de dezembro de 2024, 0:40
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II CORÍNTIOS 3 – Este capítulo é uma rica oportunidade de aprofundar nossa compreensão sobre a relação entre a Lei e o ministério do Espírito Santo.

A nova aliança é caracterizada por uma glória que não se desvanece (II Coríntios 3:9-11). Isso remete-nos ao ministério de Cristo como nosso Sumo Sacerdote no Santuário Celestial. Ele ministra em nosso favor, intercedendo por nós (Hebreus 8:1-2).

II Coríntios 3:17 diz: “Onde está o Espírito do Senhor ali há liberdade”. Essa liberdade não é libertinagem, mas libertação do poder do pecado e da condenação da Lei. Cristo liberta-nos do domínio das trevas e convida-nos a andar na luz de Sua verdade.

O objetivo final da nova aliança é ter a Lei escrita no coração (Jeremias 31:31-33); o que implica refletir o caráter de Deus. Essa transformação não é instantânea, é um processo contínuo operado pelo Espírito Santo. Esse é o tipo de evangelho que a Bíblia apresenta, e recomenda o pregador.

Por isso, Paulo começou abordando a ideia de cartas de recomendação de seu ministério, mas fez uma transição para um conceito mais profundo: Os crentes são “cartas vivas” escritas pelo Espírito de Deus.

• A transformação do pecador é que deve recomendar o ministério do pregador!

II Coríntios 3:7-13, Paulo contrasta a glória da antiga aliança com a glória ainda maior da nova aliança. Ele fala de Moisés, cujo rosto brilhava ao descer do Monte Sinai com as taboas da lei, mas cobria seu rosto com um véu. “Moisés colocou um véu para que os israelitas não vissem que a claridade (ou ‘glória’) de seu rosto estava acabando (v. 7; Êx 34:29-35). Assim como a face de Moisés, a glória do sistema mosaico havia desvanecido (2Co 3:7). Paulo e seus coobreiros, que atuavam no ‘ministério’ de maior glória ‘do Espírito’ (v. 8) não necessitavam desse tipo de estratégia. Em vez disso, apresentavam-se abertamente com ‘muita ousadia no falar’ (v. 12)” (Bíblia Andrews).

• O pastor do verdadeiro evangelho é um canal pelo qual o Espírito Santo escreve a Lei de Deus no coração dos crentes, conduzindo-os à liberdade em Cristo (Apocalipse 14:12).

• A obra pastoral sob a nova aliança consiste em guiar pessoas num processo contínuo de transformação, tornando-as “cartas vivas” que testemunham do caráter de Deus!

Enfim, reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.



II CORÍNTIOS 2 by Luís Uehara
28 de dezembro de 2024, 1:00
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Texto bíblico: https://pesquisa.biblia.com.br/pt-BR/NVI/2co/2

A Bíblia está cheia de conselhos práticos sobre como restaurar relacionamentos. II Coríntios 2 começa assim e revela a motivação de Paulo.

Você já surpreendeu seus amigos ou familiares com uma carga de queixas que você deixou acumular até que pudesse entregá-las pessoalmente? Embora o desejo de olhar alguém nos olhos enquanto você resolve seus problemas seja admirável, isso pode sair pela culatra se o destinatário não estava esperando seu bombardeio.

Paulo evita essa armadilha escrevendo uma carta e declara suas motivações primeiro: “ Por isso resolvi não fazer outra visita que causasse tristeza a vocês.” II Cor. 2:1. Ele prossegue dizendo que está escrevendo para eles agora para que possam resolver seus problemas quando ele vier pessoalmente. Claro, sua esperança é que eles aproveitem a oportunidade para esclarecer essas questões antes que ele chegue, para que possam se alegrar juntos (versículo 3).

Esta é uma boa maneira de consertar relacionamentos: declare seu cuidado com os envolvidos, diga a eles qual problema precisa ser resolvido, dê a eles uma oportunidade de fazer o que puderem para resolver sozinhos, converse quando necessário e se alegre quando for consertado.

Karen D. Lifshay
Hermiston, Oregon, EUA

Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/2co/2
Tradução: Luís Uehara/Jeferson Quimelli



II CORÍNTIOS 2 – ACESSE AQUI O POST DESEJADO by Maria Eduarda
28 de dezembro de 2024, 1:00
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Texto bíblico: 2CORÍNTIOS 2– Primeiro leia a Bíblia

2CORÍNTIOS 2 – BLOG MUNDIAL

2CORÍNTIOS 2 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS

COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS

COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ

Acesse os comentários em vídeo em nosso canal no Youtube (pastores Adolfo, Valdeci, Weverton e Michelson)



II CORINTIOS 2 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS by Maria Eduarda
28 de dezembro de 2024, 0:50
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792 palavras

1 Voltar. De acordo com esta interpretação, Paulo não esteve em Corinto desde a primeira visita. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 6, p. 918.

2 Se eu vos entristeço. Do gr. lupeõ, .”deixar triste”, “causar sofrimento”. Paulo estava entristecido pelas maldades desenfreadas na igreja, e a carta anterior de reprovação entristeceu os membros sinceros da igreja, bem como enfureceu outros (2Co 10:9, 10). Em tais circunstâncias, uma segunda visita teria sido dolorosa tanto a Paulo como aos coríntios. Essa situação agravaria a tristeza para todos os envolvidos. No entanto, se a carta alcançasse o resultado esperado, outra visita demonstraria alegria recíproca. CBASD, vol. 6, p. 919.

4 Muitas lágrimas. Paulo aplicou severa reprovação e disciplina, não com ira, mas com tristeza. Cristo chorou devido ao anelo que mantinha por Seu povo (Mt 23:37, 38). A reprovação que deveria reconquistar o errante nunca deveria ser feita em aspereza ou com atitude dominadora, mas com ternura e compaixão. Paulo dispunha de coragem ilimitada diante do perigo, da perseguição e da morte, mas ele chorou quando forçado a censurar seu irmão em Cristo. CBASD, vol. 6, p. 919.

7 Pelo contrário. Feita a incisão e alcançado o objetivo, o cirurgião sutura a ferida e tenta restaurar a saúde do paciente. O transgressor em Corinto foi privado do relacionamento cristão com a maioria dos membros da igreja. No entanto, após ter se arrependido, qualquer disciplina adicional seria vingativa e punitiva e o desencorajaria a ser leal a sua nova resolução. CBASD, vol. 6, p. 921.

9 Ter prova. Outro motivo para a instrução de Paulo a respeito do transgressor da igreja na epístola anterior era o desejo de verificar a obediência e lealdade deles. Os fatos confirmaram a lealdade deles. Os coríntios corresponderam à análise ao lidar fielmente com o pecado na igreja. CBASD, vol. 6, p. 921.

10 A quem perdoais. Porque a igreja de Corinto deu prova cabal de lealdade ao princípio, Paulo se une aos membros no sugerido voto de confiança. Ele reconhece a autoridade da igreja, sob Cristo, para lidar com seus problemas. Cristo delegou autoridade à igreja como uma corporação, agindo sob a direção e presidência do Espírito Santo. Vários eruditos observaram que este foi o único caso específico no registro neotestamentário do exercício da autoridade eclesiástica para reter e transferir pecados, e que, neste caso, foi exercido por Paulo, e não por Pedro. Este poder foi dado por Cristo aos apóstolos coletivamente e como representantes da igreja cristã. CBASD, vol. 6, p. 922.

13 Não tive […] tranquilidade. A ansiedade de Paulo perdurou até que finalmente encontrou Tito na Macedônia. A ansiedade era tamanha, que ele não conseguiu permanecer em Trôade, ainda que as perspectivas fossem favoráveis. Este versículo evidencia o intenso interesse pessoal de Paulo em seus conversos. Não há outro relato de Paulo se afastando de uma “porta aberta”. O obreiro de Deus mais bem-sucedido nem sempre está acima de fortes emoções que o abalam e o impedem de continuar a obra por um período. Enquanto a crise confrontou a obra de Cristo em Corinto, Paulo não teve tranquilidade nem concentrou seus talentos em outras atividades. CBASD, vol. 6, p. 923.

14 A fragrância. Isto é, a fragrância espalhada pelos portadores de incenso ao longo da procissão. Nuvens de incenso se erguiam dos altares à beira do caminho e eram sopradas dos incensários e dos templos abertos. Toda a cidade estava repleta com a fumaça dos sacrifícios e a fragrância de flores e incenso. Paulo pensa em si como um portador de incenso na procissão triunfal de Cristo. CBASD, vol. 6, p. 924.

15 Bom perfume. O termo euõdia é originado de duas palavras que significam “bom” e “perfume”. A palavra euõdia é aplicada a pessoas ou coisas agradáveis a Deus. CBASD, vol. 6, p. 925.

16 Para estes. Cristo é vida ou morte para as pessoas conforme elas O aceitam ou rejeitam. Isso é inevitável, porque Ele é a única fonte de vida. Uma vez confrontada pela verdade como ela é em Cristo, nenhuma pessoa pode evitar tomar uma decisão. CBASD, vol. 6, p. 925.

17 Mercadejando. Literalmente, “vendedores”, “mascates”, “mercenários”, “negociantes”. A palavra assim traduzida sempre é usada no sentido pouco lisonjeiro. Foi utilizada, por exemplo, para o distribuidor de vinho, ou vinicultor, que adulterava o vinho, adicionando água ou outra mistura inferior, para lucrar mais. Também era usada no sentido intelectual. Platão assim se referia aos filósofos que, segundo seu modo de pensar, adulteravam a verdadeira filosofia. Paulo fala então daqueles que adulteram ou lidam enganosamente com a Palavra de Deus. O ser humano corrompe a Palavra de Deus quando a considera principalmente como um meio de ganhar a vida, quando atenua a bondade ou a severidade de seus requisitos, quando diminui as altas exigências que ela faz aos cristãos, ou quando prega a si mesmo, a sua habilidade ou aprendizado. Assim, transforma a Palavra num ministro para ele, ao invés de ser ministro da Palavra. CBASD, vol. 6, p. 926.



2Coríntios 02 – Comentado por Rosana Barros by Ivan Barros
28 de dezembro de 2024, 0:45
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Aquele que possuía um profundo zelo quanto às leis e tradições judaicas, tornou-se em zeloso servo de Deus e rico em obras de misericórdia para com aqueles que antes perseguia. Sensível às necessidades dos irmãos e transparente para com todos, Paulo revelava cada vez mais um caráter semelhante ao de seu Mestre. Repreendia, corrigia, exortava, mas sempre com brandura e com lágrimas, com o objetivo de edificar o corpo de Cristo. Seu amor a Deus era claramente notado em seu genuíno interesse pela felicidade e salvação de seus semelhantes.

Apesar da dúvida que a igreja de Corinto manifestou quanto ao seu ministério, o apóstolo mostrou a real motivação de não ter seguido o plano que antes havia feito de visitá-la, devido ao seu estado emocional. Paulo se negou a ir ter com seus irmãos “em tristeza” (v.1), provavelmente por motivo de perseguições sofridas por membros da própria igreja de Corinto. Porém, também descartou a possibilidade de ser um empecilho para que estes, observadas as devidas disciplinas (v.6), não fossem ignorados pelos demais. Pelo contrário, Paulo enfatizou a importância da igreja em perdoar ao transgressor “e confortá-lo” (v.8) em amor. Com isso, fez brilhar a luz do verdadeiro objetivo da disciplina: a salvação em Cristo Jesus.

Conhecido como um apóstolo corajoso e destemido, Paulo também demonstrou compaixão para com os que o perseguiam. Como ninguém, ele sabia o que era estar do outro lado. A misericórdia com que Jesus o buscou, aumentava em seu coração o desejo por liberar perdão. A sua alegria consistia em fazer a vontade de Deus e dedicar a seus irmãos amor “em grande medida” (v.4). Suas epístolas eram escritas “com muitas lágrimas” (v.4), mediante um coração angustiado de alguém experimentado no amor de Deus. A angústia de Paulo era para que todos fossem participantes da mesma alegria; que experimentassem do mesmo amor que o havia alcançado. Porque nenhuma tribulação era maior do que o genuíno amor que todos os dias era derramado em seu coração.

Quando estudamos as Escrituras, conhecemos a Deus, Seu caráter e propósitos eternos traçados para aqueles que O amam. Mas também percebemos que há um inimigo sagaz e astuto cujos desígnios também nos são descortinados. E “para que Satanás não alcance vantagem sobre nós” (v.11), o amor é a resposta. Porque “todo aquele que ama é nascido de Deus e conhece a Deus […] pois Deus é amor” (1Jo.4:7 e 8.). Em contrapartida, aquele que diz amar a Deus e não ama a seu irmão, “é mentiroso” (1Jo.4:20) e, caso não haja arrependimento, participará do mesmo destino final do “pai da mentira” (Jo.8:44).

Perante Deus, somos considerados “o bom perfume de Cristo” (v.15). O verdadeiro amor consiste em “que Cristo deu a Sua vida por nós” e de nossa parte, “devemos dar a nossa vida pelos irmãos” (1Jo.3:16). É fácil? Não, amados, é desafiador. Porque é uma atitude que está muito acima do que possamos realizar. Na verdade, está em nossa esfera de impossibilidade. É por isso que, como Paulo, precisamos reconhecer: “Graças, porém, a Deus, que, em Cristo, sempre nos conduz em triunfo e, por meio de nós, manifesta em todo lugar a fragrância do Seu conhecimento” (v.14). Pergunto novamente: É fácil? Não, mas é possível mediante Cristo, que “nos conduz em triunfo”.

Que o Espírito Santo nos torne, a cada dia, “o bom perfume de Cristo” (v.15), “aroma de vida para vida” (v.16). Porque, diferente de “tantos outros”, “nós não estamos” fazendo da Palavra de Deus um comércio, “antes, em Cristo é que falamos na presença de Deus, com sinceridade e da parte do próprio Deus” (v.17). Aceitem ou não, acreditem ou não, perseveremos no Senhor como Seus instrumentos, instruindo, exortando, testemunhando e, acima de tudo, amando.

Pai, o amor é divino, o amor é a Tua pessoa. Por isso que para nós é tão difícil compreender e praticar, se não entendermos antes que precisamos olhar para o Senhor a cada passo e do Céu suplicar pelo batismo do Espírito Santo. Por isso, Pai, Te pedimos que nos batize com Teu Espírito, nos preenchendo do Teu fruto, das virtudes do caráter de Cristo! Dá-nos o discernimento que deste a Teu servo Paulo com relação aos nossos irmãos, para que nossos pensamentos, palavras e ações sejam motivados e regidos pelo Teu Espírito. Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Feliz sábado, bom perfume de Cristo!

Rosana Garcia Barros

#2Coríntios2 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



II CORÍNTIOS 2 – COMENTÁRIO PR HEBER TOTH ARMÍ  by Maria Eduarda
28 de dezembro de 2024, 0:40
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II CORÍNTIOS 2 – Quando o povo de Deus ataca seus líderes, Satanás nem precisa lutar: Ele assiste a igreja se autodestruir.

Imagine um barco em alto-mar. Quando o vento sopra forte e as ondas ameaçam afundá-lo, o capitão precisa ter autoridade para conduzir a embarcação. Se os próprios tripulantes começam a questionar sua liderança, cortar as velas e semear desordem, o barco se perde e todos se perdem juntos.

No contexto da carta em pauta, Paulo estava sob questionamentos, calúnias e oposição vindas de dentro da igreja que ele ajudou a plantar. Para muitos em Corinto, Paulo não parecia um “apóstolo respeitável” – suas provações, fraquezas físicas e sofrimentos eram usados como argumento para desacreditá-lo. Em outras palavras, Paulo estava sendo acusado de não ter as credenciais espirituais suficientes para liderar o povo de Deus.

Por conta disso, “o tema principal de II Coríntios é a ligação entre o sofrimento e o poder do Espírito Santo na vida apostólica, ministério e mensagem de Paulo” (Bíblia do Discípulo). Paulo reage, não para exaltar-se, mas para proteger a obra de Deus e o progresso do Evangelho. Ele compreendia que fragilizar um líder – especialmente quando suas velas são “cortadas” em meio à tempestade – pode fazer a igreja derivar, tornando-a presa fácil do inimigo.

Em II Coríntios 2, Paulo demonstra sua sensibilidade pastoral e compromisso com a restauração espiritual da igreja de Corinto. Ele menciona que decidiu não visitá-los imediatamente para evitar mais tristeza, preferindo escrever para corrigir problemas com amor e discernimento (vs. 1-4). Paulo encoraja a igreja a perdoar e confortar um membro que havia sido disciplinado, ressaltando a importância de restaurá-lo para evitar que Satanás ganhe vantagem através do desânimo (vs. 5-11).

A partir do versículo 12, Paulo compartilha suas experiências em sua missão, mostrando como Deus o conduz em triunfo, mesmo através das dificuldades. Ele usa a metáfora “aroma de Cristo” para ilustrar o impacto da mensagem do evangelho na vida das pessoas. Esse “aroma” tem duplo efeito:

• É aroma de vida para os que são salvos e de morte para os que rejeitam a mensagem (vs. 14-16).

Paulo conclui reafirmando sua sinceridade na pregação, que não é motivada por interesses comerciais ou manipulação, mas pela fidelidade a Deus (v. 17).

Valorizemos a mensagem apostólica! – Heber Toth Armí.



II CORÍNTIOS 1 by Luís Uehara
27 de dezembro de 2024, 1:00
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Texto bíblico: https://pesquisa.biblia.com.br/pt-BR/NVI/2co/1

Paulo inicia essa carta aos Coríntios com as confortadoras palavras de que Deus estará com eles em meio aos seus problemas (vv. 3-11). Estas palavras permanecem tão relevantes hoje quanto naquela época. Hoje nós procuramos conforto por meio de Cristo, porque “como os sofrimentos de Cristo transbordam sobre nós, também por meio de Cristo transborda a nossa consolação” (v. 5, NVI).

A Bíblia não promete que não teremos provações e sofrimentos, mas que, em vez disso, encontraremos conforto durante tais momentos por meio de Jesus Cristo. E como irmãos na fé, temos a oportunidade de valorizar aqueles que nos rodeiam, que são parceiros no sofrimento, bem como parceiros no conforto (v. 7).

Se formos honestos, reconheceremos que existem vezes em que, como o apóstolo Paulo, achamos que não iremos sobreviver (v. 8). No entanto, somos um povo de esperança, porque é Jesus Cristo, Quem nos resgata de um pior “perigo de morte” (v. 12, NVI), o afastamento de Deus provocado pelo pecado. Esse resgate só foi possível através da morte de Jesus Cristo na cruz. Enquanto isso, diz Paulo, somos gratos pelas muitas orações pelo nosso ministério e pelos sofrimentos que atravessamos, assim como pelo precioso dom da salvação através de Jesus Cristo (v. 11). A oração não evita o sofrimento, mas nos dá forças para suportá-lo.

Michael W. Campbell
Diretor – Arquivos, Estatísticas e Pesquisa na Divisão Norte-Americana dos Adventistas do Sétimo Dia

Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/2co/1
Tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli/Luís Uehara



II CORÍNTIOS 1 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS  by Maria Eduarda
27 de dezembro de 2024, 0:50
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Apóstolo. Do gr. apostolos (ver com. de M c 3:14; At 1:2). Paulo recebeu sua missão diretamente de Jesus Cristo (At 26:16, 17; cf. Gl 1:11, 12). Ele era um embaixador de Cristo (2Co 5:20). Na maior parte de suas epístolas, Paulo se identifica como um apóstolo, sua autoridade é igual à dos doze apóstolos, todos eles viram o Senhor e foram instruídos pessoalmente por Ele (ver com. de 1Co 9:1). CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 6, p. 907.

Vontade de Deus. Os falsos apóstolos que perturbavam a igreja de Corinto agiam por vontade própria. Paulo se tornou apóstolo por um ato da vontade divina (cf. Rm 1:1; 1Co 1:1). E r a imperativo que os coríntios reconhecessem essa diferença e aceitassem Paulo pelo que ele era: um representante de Deus. … A tendência na igreja era dividir os apóstolos em dois grupos, os que estiveram e os que não estiveram com Cristo. Os que estiveram com Jesus em carne eram tidos em mais estima. O último grupo foi nomeado ao apostolado pela igreja e era considerado inferior ao primeiro. Essa classificação puramente humana não era aprovada por Deus nem pelos primeiros apóstolos. Por isso, Paulo achou necessário salientar que foi chamado pessoalmente por Cristo. Ele encontrou Jesus face a face na estrada para Damasco. Foi instruído pelo Senhor Jesus Cristo (Gl 1:11, 12). Também foi comissionado por Jesus pessoalmente no templo, na primeira visita a Jerusalém depois de sua conversão (At 22:21). Uma vez que o partido da oposição em Corinto recusou suas credenciais como apóstolo, Paulo, na segunda epístola a esta igreja, afirmou sua nomeação divina ao apostolado (ver 2Co 3:1-6; 10:1-12; 11:1-12:18). Se a “vontade de Deus” era que Paulo fosse um apóstolo, que direito os judaizantes tinham de contestar sua autoridade? (ver com. de 2Co 3:1;-11:5; Gl 1:1; 2:6). CBASD, vol. 6, p. 907, 908.

O irmão Timóteo. Em nenhuma parte Timóteo é chamado de apóstolo. Ele ainda era um jovem, embora fosse companheiro de Paulo por quase 15 anos. CBASD, vol. 6, p. 908.

Igreja. Do gr. ekklêsia (ver com. de Mt 18:17). Paulo chama a igreja de Corinto de “a igreja de Deus”, significando que foi estabelecida pela vontade de Deus, assim como Paulo foi ordenado apóstolo “pela vontade de Deus”. A cidade de Corinto era ilustre devido a sua cultura, riqueza e perversidade (ver p. 724). Num dos lugares mais perversos no mundo romano, Deus estabeleceu Sua igreja. CBASD, vol. 6, p. 908.

Todos os santos. O termo hagioi, “santos” (ver com. de Rm 1:7), foi usado desde o início para designar fiéis cristãos (ver At 9:13) como separados do mundo, para Deus. CBASD, vol. 6, p. 908.

Acaia. Os romanos dividiram a Grécia em duas províncias senatoriais: Acaia e Macedónia (cf. At 19:21). Corinto era a capital da Acaia, que incluía as regiões da Atica e do Peloponeso. Na cidade também se encontrava a residência do procônsul romano ou governador. CBASD, vol. 6, p. 908.

graça e paz. Como saudação cristã, “graça” expressava o desejo de que aquele a quem era pronunciada conhecesse a plenitude da bênção e do poder divino … “Paz”, a saudação comum dos judeus, desejava ao destinatário todas as bênçãos materiais e espirituais (ver com. de Is 26:3; Mt 5:9; Lc 1:79; 2:14; Jo 14:27). CBASD, vol. 6, p. 909.

Consolação. Do gr. paraklêsis (ver com. de Mt 5:4). É por meio do Espírito Santo, o Consolador (ver com. de Jo 14:16), que Deus Se aproxima do ser.humano para ministrar às suas necessidades espirituais e materiais CBASD, vol. 6, p. 909.

Consolar. Aqueles que têm experimentado tribulação e tristeza e encontraram o “consolo” que vem de Deus conseguem simpatizar com outros em situação semelhante e apontar-lhes o Pai celeste. CBASD, vol. 6, p. 909.

A consolação. Neste termo está embutido mais do que o simples consolo na tristeza ou tribulação. Inclui tudo o que o Pai celestial pode fazer por Seus filhos terrenos (ver com. de Mt 5:4).  … Por si só, o sofrimento e a tribulação não têm poder de tornar os seres humanos semelhantes a Cristo. Na verdade, eles tornam as pessoas sombrias e amargas. No entanto, Deus santifica a tribulação, e aqueles que encontram nEle graça e força para suportá-la, solucionam um dos maiores problemas da vida (cf. Hb 2:10). CBASD, vol. 6, p. 910.

Os sofrimentos de Cristo. Como os sofrimentos de Cristo foram ocasionados por oposição, contenda, perseguição, prova e escassez, assim serão os de Seus discípulos. CBASD, vol. 6, p. 910.

O qual se torna eficaz. As aflições e consolos experimentados pelos líderes da igreja geralmente se mostram de grande valor ao povo que eles servem. CBASD, vol. 6, p. 910.

Como sois participantes. A perseverança cristã não é um estado emocional que as pessoas alcançam por si mesmas. É produto da graça e do amor divinos, operando na vida de homens e mulheres consagrados. CBASD, vol. 6, p. 910.

A tribulação. A angústia de Paulo por causa da situação da igreja de Corinto, especialmente desde a segunda visita, que tanto o afligiu (ver p. 9 0 3 , 904),e sua ansiedade pela recepção da carta anterior. Paulo reservou as expressões mais fortes para angústia mental e não para sofrimento físico. Também foi dada atenção ao alívio que Paulo sentiu com as notícias de mudança nos assuntos em Corinto (2Co 7:6, 7, 13). CBASD, vol. 6, p. 911.

Sentença. Literalmente, “resposta”. Paulo cria que Deus queria que ele entregasse sua vida em breve… O tempo do verbo grego indica que a viva recordação da experiência de morte ainda parecia real enquanto Paulo escrevia. CBASD, vol. 6, p. 911.

Não confiemos em nós. Todas as pessoas têm uma forte tendência a confiar em si mesmas, tendência que é mais difícil de ser vencida. Foram necessários “a sentença de morte” e “um espinho na carne” antes que Paulo a superasse. … Deus geralmente permite que Seu povo experimente terríveis dificuldades para perceber sua insuficiência e ser induzido a confiar e esperar na suficiência dEle. As provações são um requisito à experiência cristã (At 14:22). E fundamental para a salvação do ser humano que aprenda a depender de Cristo. A confiança em Deus é um fator essencial n a vida cristã diária. … O senso de necessidade é pré-requisito para receber os dons celestiais (ver vol. 5, p. 205, 206; ver com. de Mc 1:44; Lc 7:41). CBASD, vol. 6, p. 911, 912.

11 Ajudando-nos. Paulo tinha em alta consideração as orações unidas do povo de Deus. CBASD, vol. 6, p. 912.

Por muitos. Paulo convida os membros da família da fé para se unirem em oração pelos lideres nomeados por Deus para atender suas necessidades espirituais. A posição desses líderes e em geral muito perigosa. As responsabilidades são grandes, e os problemas são muitos. A preservação física e espiritual deles é uma questão de grande preocupação para a igreja. E igualmente importante que os ministre sintam o companheirismo amoroso de seu rebanho. CBASD, vol. 6, p. 912.

12 Nossa consciência. Alguns dos coríntios o acusaram com intenções questionáveis e falsas a respeito da mudança de planos com relação a sua visita anunciada à cidade deles (ver 2Co 1:15). No entanto, sua consciência estava livre de ofensa diante de Deus, dos gentios e, em especial, diante dos coríntios. CBASD, vol. 6, p. 912.

Sabedoria humana.”Sabedoria humana” é a sabedoria do ser humano não regenerado, “que não está sob a influência do Espírito de Deus. A sabedoria humana pode parecer profunda, mas com frequência engana. CBASD, vol. 6, p. 913.

Temos vivido. Nada como uma consciência limpa mantém firme uma pessoa que passa por diversos sofrimentos. O sofrimento é intensificado por uma consciência que afirma repetidamente que a pessoa trouxe o mal sobre si mesma, que apenas está colhendo o que plantou (ver 1Pe 2:12, 19, 20). Foi a “boa consciência” que sustentou Paulo em toda a sua provação, primeiramente em Jerusalém (At 23:1) e, depois, em Cesareia (2Co 24:16). A grandeza da estatura moral é alcançada apenas quando “o próprio Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus” (Rm 8:16). A convicção da clara aceitação diante de Deus e a perseverança em Sua vista é a única base permanente para a alegria duradoura. CBASD, vol. 6, p. 913.

Ledes … compreendeis. Não há sentido oculto no significado das palavras, nem ambiguidade que permita Paulo pensar em uma coisa e escrever outra. Os coríntios o acusaram de duplicidade, ao dizer uma coisa significando outra. Paulo declarou que tudo o que lhes escreveu não tem outro sentido senão o que as palavras significam. CBASD, vol. 6, p. 913.

14 Somos a vossa glória. Alguns em Corinto sentiam um orgulho sagrado em relação a Paulo e seus colaboradores. É um bom presságio para a igreja quando ministro e membros manifestam confiança mútua e motivos recíprocos para se alegrarem. CBASD, vol. 6, p. 913.

Como igualmente. No último dia, os conversos de Paulo serão sua “coroa de alegria” (ver 1Ts 2:19, 20; Fp 2:16; cf. Hb 12:2). A alegria dos ministros e dos crentes será completa naquele dia quando Cristo Se manifestar para reunir os remidos em Seu reino. Se todos mantivessem aquele dia em mente, ressentimento, hostilidade e malentendidos nunca ocorreriam. CBASD, vol. 6, p. 913.

15 Resolvi ir. A princípio, Paulo planejou viajar de Éfeso para Corinto, via marítima, e dali para a Macedônia, voltar a Corinto e ir para Jerusalém. Desta forma, ele pretendia honrá-los com duas visitas na mesma viagem, ao passo que os macedônios receberiam uma visita. Isso significava sair do caminho para passar esse tempo extra com a igreja de Corinto. Ele desistiu da visita dupla a Corinto, por causa da razão apresentada no v. 23. CBASD, vol. 6, p. 914.

Benefício. Do gr. charis, “graça” ou “favor”. Evidências textuais (cf. p. xvi) apoiam a variante chara, “alegria” ou “deleite”. Paulo informou os coríntios da mudança de planos (1Co 16:5- 6), e seus oponentes em Corinto aproveitaram a oportunidade para acusá-lo de hesitação e leviandade (2Co 1:17). Eles utilizaram esse pretexto frágil devido à má vontade pessoal para com Paulo e o desejo de desacreditá-lo. CBASD, vol. 6, p. 914.

16 Encaminhado. Do gr. propempõ, “enyiar”, “acompanhar”, “escoltar”. A palavra

propempõ é traduzida de vários modos (ver At 15:3; 20:38; 21:5; Rm 15:24; 1Co 16:6, 11). Paulo esperava representantes da igreja de Corinto para acompanhá-lo, pelo menos parte do caminho, quando deixasse Corinto e fosse a Jerusalém. Seria uma manifestação adicional do amor e respeito deles por um apóstolo de Cristo e pai espiritual deles. Alguns membros da delegação de Corinto percorreriam todo o trajeto até Jerusalém, para transportar a coleta recebida daquele local (ver At 24:17; ICo 16:1-4).CBASD, vol. 6, p. 914.

17 Leviandade. Do gr. elaphria, “ligeireza [de mente],” “instabilidade”, “inconstância”.

Quando Paulo fez a promessa, a princípio, (v. 15) pretendia cumpri-la. A mudança de planos não era consequência de inconstância de sua parte, mas para o bem deles (ver 2Co 1:23; 2:1-4). Paulo passa a explicar sua mudança de planos contra as acusações de seus oponentes. Ao que parece, foi relatado em Corinto que ele não chegaria mais diretamente de Efeso. Além disso, ele ainda não havia se explicado pessoalmente. Os oponentes aproveitaram a situação para acusá-lo de não manter a palavra e de não ser confiável. CBASD, vol. 6, p. 914.

O sim e o não? A visita dupla projetada foi evitada, não por inconstância de sua parte, mas pela falta de fé deles e pelo desejo de Paulo de não lidar duramente com eles (ver com. de Mt 5:37; cf. Tg 5:12). CBASD, vol. 6, p. 914.

18 Como Deus é fiel. Sendo representante de Deus, como Paulo apresentaria a imutabilidade de Deus e Suas promessas e, ao mesmo tempo, falaria e agiria de modo diferente? Assim como Deus é fiel, Paulo foi fiel em lidar com eles.CBASD, vol. 6, p. 914, 915.

19 NEle houve o sim. A mensagem do evangelho é positiva e inequívoca. Não envolve incertezas.CBASD, vol. 6, p. 915.

20 Têm nEle o sim. Isto é, por meio de Cristo. Todas as promessas de Deus se encarnaram nEle, e cumpriram-se nEle. Cristo é a evidência da confiabilidade de todas as promessas divinas feitas aos antepassados (ver ,.At 3:20, 21; Rm 15:8). A fé cristã é uma certeza absoluta. CBASD, vol. 6, p. 915

Amém. Isto é, verdade, fidelidade, certeza (ver com. de Mt 5:18; J o 1:51). CBASD, vol. 6, p. 915.

121 E nos ungiu. O contexto parece indicar que se refira à unção geral dos verdadeiros crentes. A unção do Espírito Santo qualificou e habilitou aqueles que, como Paulo, foram ungidos para o cumprimento efetivo de sua obra. CBASD, vol. 6, p. 915.

22 Selou. O selo é utilizado para confirmar a autenticidade de um documento sobre o qual é colocado. O “selo” que Deus põe sobre homens e mulheres os distingue como filhos e filhas, como confirmados por Cristo e dedicados a Seu serviço (v. 21 ; ver com. de Ez 9:4; Jo 6:27; Ef 1:13; 4:30; Ap 7:2, 3; 14:1). CBASD, vol. 6, p. 915.

Penhor. Paulo utiliza a imagem do penhor para ilustrar o dom do Espírito Santo aos crentes, como primeira prestação, uma segurança da completa herança na vida futura (ver Ef 1:13, 14; cf. Rm 8:16). É privilégio do cristão receber a firme convicção da aceitação de Deus como filho adotado na conversão, e preservá-la por toda a vida (ver com. de Jo 3:1), aceitar o dom da vida eterna (ver com. de Jo 3:16) e experimentar a. transformação do caráter possibilitada pela habitação do Espírito Santo (ver com. de Rm 8:1-4; 12:2; cf Jo 16:7-11). No entanto, a alegria que vem quando a vontade humana está sintonizada com a divina (ver com. de SI 40: 8), quando o coração aspira à estatura da perfeição em Cristo Jesus (ver com. de Mt 5:48; Ef 4:13, 15; 2Pe 3:18) e quando há uma caminhada diária com o Salvador, é o “penhor” de uma alegria eterna na nova Terra. … um “penhor” é parte da obrigação em si. O “penhor do Espírito” pode ser considerado equivalente às “primícias do Espírito” (Rm 8:23), que é uma amostra do que será a colheita no fim do mundo. … Os verdadeiros filhos de Deus, que possuem esta “primícia do Espírito”, não estão em situação de incerteza quanto a se Deus os aceitou em Cristo, e se possuem, em prontidão, a herança eterna (ver com. de Jo 3:16; 1Jo 3:2; 5:11). No entanto, o pagamento integral (a admissão ao Céu) é adiado para dar tempo ao desenvolvimento do caráter, para que os filhos estejam preparados para o Céu. CBASD, vol. 6, p. 916.

23 Para vos poupar. A mudança de planos foi feita em consideração pelos sentimentos ,e pelo bem deles. Era algo pelo que tinham boa razão para ser gratos. Se Paulo tivesse mantido o plano original, teria ido a eles com uma vara (1Co 4:21). Esse adiamento possibilitou que permanecesse três meses em Corinto em paz e harmonia e sem que precisasse disciplinar, o que teria sido necessário. CBASD, vol. 6, p. 917.

24 Domínio sobre a vossa fé. Como é impressionante a humildade de Paulo, em contraste com a arrogância dos líderes posteriores da igreja que, em nome dos apóstolos, usurparam a jurisdição divina sobre a consciência e a espiritualidade das pessoas (ver Nota Adicional a Daniel 7). Ao administrar os negócios da igreja hoje, ou ao aconselhar os membros da igreja, os líderes devem sempre tomar cuidado ao se interpor entre a consciência e Deus. Cada pessoa é responsável perante Deus por sua consciência e pelas ações. CBASD, vol. 6, p. 917

Pela fé, já estais firmados. A maioria dos coríntios permaneceu firme na fé, a despeito dos ventos de doutrina e insatisfação que sopraram sobre a igreja como uma tempestade e abalaram seus alicerces.CBASD, vol. 6, p. 917.