Reavivados por Sua Palavra


JOÃO 3 – ACESSE AQUI O POST DESEJADO by Jeferson Quimelli
9 de outubro de 2024, 1:00
Filed under: Sem categoria

Texto bíblico: JOÃO 3 – Primeiro leia a Bíblia

JOÃO 3 – BLOG MUNDIAL

JOÃO 3 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS

COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS

COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ

Acesse os comentários em vídeo em nosso canal no Youtube (pastores Adolfo, Valdeci, Weverton, Ronaldo e Michelson)



JOÃO 3 by Luís Uehara
9 de outubro de 2024, 0:55
Filed under: Sem categoria

Texto bíblico: https://www.bibliaonline.com.br/nvi/jo/3

Na passagem de hoje, lemos uma apresentação do evangelho feita pelo próprio Jesus. Ele chocou Nicodemos ao dizer que ele não poderia fazer parte do reino de Deus a menos que nascesse de novo! A declaração certamente ofendeu o líder religioso. Ele passou a vida inteira conquistando um lugar no reino futuro — ou pelo menos era o que ele pensava. Jesus descartou suas realizações ao longo da vida com uma declaração simples: “É necessário que vocês nasçam de novo” v. 7. A única coisa que Nicodemos teve que fazer foi olhar para o filho do homem levantado no madeiro e crer nEle. Isso não é salvação pelas obras, mas salvação pela visão. Salvação pela confiança.

Existem muitas diferenças entre o cristianismo e outras religiões do mundo. Mas a mais significativa é esta: o homem não precisa subir para ser salvo; é Deus quem desce. “Ninguém jamais subiu ao céu, a não ser aquele que veio do céu: o Filho do homem.” v. 13. Nas palavras de Jesus, Ele veio “para servir e dar a sua vida em resgate por muitos” Marcos 10:45, e “buscar e salvar o que estava perdido” Lucas 19:10. Ele fez tudo; a única coisa que devemos fazer é olhar para a cruz e confiar.

Você confiaria em Cristo hoje?

Kenneth Martinez
Pastor, Igreja Adventista do Sétimo Dia Newday, Colorado, EUA

Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/jhn/3
Tradução: Luís Uehara/Jeferson Quimelli



JOÃO 3 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS by Jeferson Quimelli
9 de outubro de 2024, 0:50
Filed under: Sem categoria

1012 palavras

3 mas nascer de novo. Ou “nascer de cima”. Nota Textual NVI.

Do gr. anothen, que em outras passagens de João significa “do alto”, “de cima” (3:31; 19:11; etc.). A palavra pode ser usada corretamente nos dois sentidos. Está claro que Nicodemos compreendeu no sentido de “de novo” (v. 4), mas Jesus certamente quis dizer “do alto”, como anothen é usada um pouco adiante (3:31). CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 5, p. 1025.

A tradução “mas nascer de cima” concorda bem com o debate das coisas “da terra” e “do céu”. Bíblia de Genebra.

Segundo a teologia judaica, nascer como filho de Abraão era quase uma garantia de admissão no reino do Céu (Jo 8:33). … a ideia de que ele, um judeu respeitável, estivesse fora do círculo da salvação era nova e perturbadora. CBASD, vol. 5, p. 1025.

5 nascer da água e do Espírito. A referência à “água” era uma clara alusão ao batismo na água, ministrado aos prosélitos judeus [dos gentios] e praticado pelos essênios. … os fariseus, que pretendiam ter um grau superior de justiça, recusavam o batismo (Lc 7:30) porque João o tornou um símbolo do arrependimento. CBASD, vol. 5, p. 1026.

6 nascido da carne. Isto é, pelo nascimento natural (ver Jo 1:13). O princípio do mundo natural, de que todas as coisas vivas se reproduzem “segundo as suas espécies” (Gn 1:21), é igualmente verdadeiro no mundo espiritual. No NT, “carne” e “Espírito” são antagônicos e representam duas formas de vida opostas e mutuamente exclusivas (cf. Rm 6:12-18), CBASD, vol. 5, p. 1026.

14 importa que o Filho do Homem seja levantado. Em João, a expressão “levantado” sempre se refere à crucifixão (ver Jo 8:28; 12:34; etc.). CBASD, vol. 5, p. 1027.

16 Deus amou. O amor é o atributo supremo do Criador em relação a Suas criaturas. É a força controladora no governo divino. “Deus é amor” (1Jo 4:8). João refere-se a si mesmo como “aquele a quem Jesus amava” (Jo 21:7; cf. 13:23; 19:26; 20:2; 21:20), isto é, amava mais. A razão para isso era simplesmente que João, mais do que seus companheiros, se submeteu à influência da vida perfeita de Jesus e, por isso, entendeu e refletiu essa perfeição mais plenamente (ver p. 983, 984). Assim, João estava mais qualificado do que os outros a apreciar a magnitude do amor divino e a explicá-la. … Em 1 João 1:31, ele exclama novamente: “Vede que grande amor nos tem concedido o Pai.” Faltam palavras para expressar a profundidade desse amor eterno e imutável, e João simplesmente faz a todos o convite para que o contemplem. CBASD, vol. 5, p. 1027, 1028.

mundo. O amor de Deus alcança toda a humanidade, mas beneficia diretamente apenas os que respondem a ele. … O amor requer reciprocidade para ser eficaz. … Afirmar que Deus predestinou certas pessoas para se perderem, não importando a própria escolha deles, é dizer que Ele as odeia; é estigmatizá-Lo como injusto e colocar sobre Ele a culpa pelo destino delas (ver Rm 5:8; 2Co 5:19; ver com. de Jo 3:17-20). CBASD, vol. 5, p. 1028.

pereça. Do gr apollumi, “destruir completamente”, “apagar da existência”, “desvanecer-se no nada”. … O oposto de “vida eterna” não é a miséria eterna, mas aniquilação eterna, morte eterna. CBASD, vol. 5, p. 1028.

17-21 O propósito primário do ministério de Jesus era a salvação. Mas aqueles que rejeitam aquela salvação julgam ou condenam a si mesmos. Andrews Study Bible.

17 Deus enviou. O “envio” de Jesus não implica a superioridade do que envia nem a inferioridade do que é enviado. Ao longo de toda a eternidade passada, Cristo era “igual a Deus” (Ev, 614). CBASD, vol. 5, p. 1028.

18 crê …  não crê. João não está se referindo a crenças e dúvidas momentâneas, mas a atitudes contínuas e firmes. Bíblia de Estudo NVI Vida.

já está julgado. Da mesma forma que os que creem em Cristo são justificados em virtude de sua fé, os que não creem são condenados por sua falta de fé. … Deus predestinou que os que creem sejam salvos e que os descrentes se percam, mas deixou a critério de cada pessoa escolher crer ou não. Nesse sentido, o destino de crentes e descrentes foi, em perspectiva, decidido quando o plano da salvação foi formulado; mas é dada ao indivíduo a possibilidade de escolha. Esta é a predestinação bíblica. CBASD, vol. 5, p. 1029

22 para a terra da Judeia. A partir de Jerusalém, Jesus então passa a estender Seu ministério às cidades e aldeias da Judeia, onde trabalhou por um período de aproximadamente oito meses, de abril a dezembro do ano 28 d.C. … Com exceção do breve relato de João 3:22 a 36, a narrativa evangélica silencia sobre os detalhes desse período do ministério do Senhor. Jesus reservou a fase inicial de Seu ministério público a Jerusalém e à Judeia, com o objetivo específico de dar aos líderes a oportunidade de verem as evidências de Sua missão divina, de O aceitarem como o Messias e de levar a nação a cumprir a tarefa que Lhe fora designada por Deus (DTN, 231; ver vol. 4, p. 13-17). Mas, apesar do aparente sucesso da fase inicial, o ministério na Judeia foi de poucos resultados práticos (ver DTN, 194, 245). CBASD, vol. 5, p. 1030.

23 muitas águas. Este comentário sugere o batismo por imersão, a única forma do rito em que seriam indispensáveis “muitas águas” (ver com. de Mt 3:6; Rm 6:3-6). CBASD, vol. 5, p. 1031.

24 encarcerado. João ficou na prisão cerca de um ano, mais ou menos da época da Páscoa em 29 d.C. até a mesma época do ano seguinte. CBASD, vol. 5, p. 1031

25 disputa entre alguns dos discípulos de João e os judeus sobre purificação.Ver 2:6. Se refere, aqui, ao batismo. Andrews Study Bible.

31 fala da terra. João era “da terra” e falava como homem. Jesus veio “das alturas” e falava com a sabedoria do alto. Por isso, as pessoas volviam de João para Jesus, do menor para o maior. CBASD, vol. 5, p. 1032.

36 quem crê. Literalmente, “quem continua crendo”. Estar “na graça” apenas uma vez não é suficiente; a pessoa precisa permanecer “na graça” se quiser entrar no reino. CBASD, vol. 5, p. 1033.

se mantém rebelde (gr apeithon). Esta palavra está colocada em oposição a “crê” indicando que fé em Cristo inclui obediência. Bíblia Shedd.

…o termo se refere a uma condição mental e volitiva de rebeldia e não a atos de desobediência.  … A condição mental determina o rumo da vida (cf Jo 3:18). CBASD, vol. 5, p. 1033



JOÃO 03 – Comentado por Rosana Barros by Ivan Barros
9 de outubro de 2024, 0:45
Filed under: Sem categoria

Na calada da noite, longe dos olhos de quem pudesse lhe recriminar, um fariseu foi ao encontro de Jesus. Tocado por Suas obras altruístas, por Suas palavras cheias de amor e por Sua autoridade revelada na purificação do templo, Nicodemos precisava falar pessoalmente com Jesus. O que ele não esperava, era que aquele encontro mudaria para sempre a sua vida. Aquele que ele afirmou ser apenas um “Mestre vindo da parte de Deus” (v.2), Se apresentou como “Filho unigênito” (v.16) de Deus, enviado “para que o mundo fosse salvo por Ele” (v.17).

Diante das primeiras palavras dirigidas a Nicodemos, este homem sentiu um estranho desconforto que o levou a perguntar com ironia: “Como pode um homem nascer, sendo velho? Pode, porventura, voltar ao ventre materno e nascer segunda vez?” (v.4). Estar perante aquele jovem Rabi, quando as cãs da experiência lhe enchiam o coração de orgulho, era um desafio. E entender que Jesus lhe dizia que ele precisava de uma nova vida lhe causou admiração. Afinal, ele era um zeloso observador da lei e profundo conhecedor das Escrituras, ou, pelo menos, era o que pensava ser, até ser questionado: “Tu és mestre em Israel e não compreendes estas coisas?” (v.10).

Aquele que desceu do Céu expôs um episódio das Escrituras como uma representação de Sua missão terrestre. Quando ainda no deserto, o povo de Israel foi punido com serpentes venenosas devido à sua “impaciência no caminho” (Nm.21:4) e por terem chamado o maná do Céu de “pão vil” (Nm.21:5). Mas percebendo o grande mal que havia trazido sobre si, o povo reconheceu o seu pecado e Deus ouviu a intercessão de Moisés. A serpente de bronze foi erguida como um símbolo do objetivo da cruz de Cristo: salvar. A missão de Jesus não consistia em erguer um reino terreno, como rezava a crença dos fariseus e mestres da lei, mas em ser levantado no madeiro “para que todo o que nEle crê tenha a vida eterna” (v.15).

Ao contrário do que havia se tornado a cúpula dos fariseus – em tribunal da inquisição – “Deus enviou o Seu Filho ao mundo, não para que julgasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por Ele” (v.17). Por compreender esta verdade, João Batista foi escolhido por Deus como o precursor de Cristo, reconhecendo que a sua missão nunca poderia falar mais alto do que a missão do Salvador. E em sua fiel devoção e sincera expectativa, declarou: “Convém que Ele cresça e que eu diminua” (v.30).

Nascer do Espírito Santo consiste em viver à luz da verdade. Aquele que foi ter com Jesus “de noite” (v.2), entendeu que permanecer nas trevas “a fim de não serem arguidas as suas obras” (v.20) não muda o fato de que, diante de Deus, estas obras são más. Mas todo aquele que “pratica a verdade aproxima-se da luz, a fim de que as suas obras sejam manifestas, porque feitas em Deus” (v.21). Se andamos na verdade, nossa vida precisa testemunhar que “Deus é verdadeiro” (v.33), nossas palavras devem ser as dEle, porque “o homem não pode receber coisa alguma se do Céu não lhe for dada” (v.27). E essa é uma obra que só o Espírito Santo pode realizar.

Jesus não veio ao mundo para que Deus pudesse nos amar, mas porque Ele nos amou primeiro, enviou o Seu Filho em nosso favor. E a única coisa que Ele nos pede é que, pela fé, nossa vida reflita esta maravilhosa verdade. Uma nova vida que, cheia do poder do Espírito Santo, testemunhe desse amor aonde moramos “e até aos confins da terra” (At.1:8). A nossa missão não é a de suscitar contendas (v.25), mas a de testificar que “todas as nossas obras” Deus as faz “por nós” (Is.26:12).

Guardemos, pois, o que nos foi confiado, “evitando os falatórios inúteis e profanos e as contradições do saber, como falsamente lhe chamam, pois alguns, professando-o, se desviaram da fé. A graça seja convosco” (1Tm.6:20-21).

Nosso Pai do Céu, não conseguimos mensurar a grandeza do Teu amor para conosco, mas podemos experimentá-lo em nossa vida. O despertar de cada manhã, o ar que respiramos, o canto dos pássaros, a sabedoria da Tua Palavra, tudo isso e muito mais vem de Ti como demonstrações do Teu amor por cada um de nós. Mas a cruz do Calvário é o símbolo maior de que o Senhor nos ama com amor eterno. Dá-nos, Senhor, uma fé viva e atuante, uma nova vida no Espírito Santo, de forma que o Teu amor resplandeça em nós. Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia, testemunhas da verdade!

* Oremos pelo batismo do Espírito Santo. Oremos uns pelos outros.

Rosana Garcia Barros

#João3 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



JOÃO 3 – COMENTÁRIO PR HEBER TOTH ARMÍ by Jeferson Quimelli
9 de outubro de 2024, 0:40
Filed under: Sem categoria

JOÃO 3 – Jesus Se apresenta como o único que “desceu do Céu” e tem autoridade para falar coisas celestiais (João 3:13). Como “o Filho do Homem”, Jesus aponta para a verdade de que Ele não é meramente um ser humano que tem entendimento das coisas de Deus, Ele é o Filho de Deus que desceu do Céu para trazer a verdade da salvação à humanidade.

Por conseguinte, encontramos uma das conversas mais profundas e emblemáticas entre Jesus e Nicodemos, um fariseu e membro do Sinédrio. Como figura proeminente, evitando a exposição pública, procurou Jesus à noite e iniciou uma conversa reconhecendo a autoridade de Jesus. João 3:2 destaca a percepção de Nicodemos de que Jesus possuí um papel único e divino, pois reconhece os sinais e milagres de Jesus como prova de que Deus está operando através dEle.

Nicodemos, um dos líderes de Israel, procura a Jesus em busca de entendimento, o que revela a limitação humana em compreender plenamente o que acontecia. Ao mesmo tempo, já percebia algo extraordinário na vida e no ministério de Cristo, reconhecendo implicitamente a divindade operante (João 3:1-21).

Sem responder diretamente ao elogio duvidoso, Jesus vai direto ao ponto mais profundo: “Digo a verdade: Ninguém pode ver o Reino de Deus, se não nascer de novo” (João 3:3). Esta é uma das afirmações centrais de teologia cristã. Nicodemos, assim como muitos outros, se esforça para entender o que Jesus está dizendo, deixando evidente a limitação humana diante das realidades espirituais que estão além da compreensão física e lógica.

• Nicodemos representa a busca humana por respostas divinas espirituais e a dificuldade em compreender a natureza do Reino de Deus sem uma revelação divina.

Embora possuísse compreensão teológica obscurecida e fragmentada, Nicodemos não hesitou em buscar esclarecimentos. Nesse encontro secreto Jesus, com sublime maestria, ofereceu uma lição singular de teologia abrangente, tocando as profundezas da cristologia, soteriologia, hamartiologia, missiologia, pneumatologia, numa aula monumental destinada a um único ouvinte.

João Batista, em contrapartida, esforça-se em reequilibrar a percepção popular acerca do Messias, especialmente quando questionado sobre as ações de Jesus. Sua teologia, em consonância plena com os ensinamentos de Cristo, revela clareza impressionante, embora ele jamais tenha recebido a aula particular que Nicodemos teve o privilégio de presenciar (João 3:22-36).

Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.



JOÃO 2 – ACESSE AQUI O POST DESEJADO by Jeferson Quimelli
8 de outubro de 2024, 1:00
Filed under: Sem categoria

Texto bíblico: JOÃO 2 – Primeiro leia a Bíblia

JOÃO 2 – BLOG MUNDIAL

JOÃO 2 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS

COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS

COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ

Acesse os comentários em vídeo em nosso canal no Youtube (pastores Adolfo, Valdeci, Weverton, Ronaldo e Michelson)



JOÃO 2 by Luís Uehara
8 de outubro de 2024, 0:55
Filed under: Sem categoria

Texto bíblico: https://www.bibliaonline.com.br/nvi/jo/2

No livro de Gênesis (cap. 1 e 2), Deus estabelece o casamento como a primeira instituição a ser uma bênção para a raça humana. No Evangelho de João (cap 2), Jesus inicia Seu ministério realizando Seu primeiro milagre em um casamento, em Caná da Galiléia. Eu não sei quanto a vocês, mas para mim isso me diz que o casamento é importante para Deus e deve ser tratado com seriedade e respeito por aqueles que afirmam ser Seus discípulos.

O drama na festa de casamento é mais profundo do que parece ser: “A água representa o batismo em Sua morte; o vinho, o derramamento de Seu sangue pelos pecados do mundo. A água para encher as talhas foi levada por mãos humanas, mas unicamente a palavra de Cristo podia comunicar-lhe a virtude doadora de vida” (O Desejado de Todas as Nações, pp. 148-149).

Este capítulo termina com Jesus purificando o templo de seu mau uso, pouco antes do início da Páscoa. A lição espiritual é inconfundível. Quando levamos a sério honrar a Deus, não podemos continuar com os hábitos que não estão em harmonia com o Seu reino. Devemos pedir a Jesus “para perdoar os nossos pecados e nos purificar de toda injustiça.” (1 Jo 1:9 NVI).

A ligação entre as duas histórias é evidente. Em nossa lamentável fragilidade humana, nunca temos recursos espirituais suficientes. Não obstante, quando convidamos Jesus para nossas vidas Ele os fornece em abundância, muito além do que possamos imaginar.

Willie Oliver
Diretor Mundial do Departamento dos Ministérios da Família da IASD

Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/jhn/2
Tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli/Luís Uehara



JOÃO 2 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS by Jeferson Quimelli
8 de outubro de 2024, 0:50
Filed under: Sem categoria

994 palavras

Tendo acabado o vinho. Literalmente, “o vinho falhou”. Tendo ajudado nos preparativos do casamento (ver DTN, 146), Maria se sentiu responsável por suprir a falta e procurou evitar o embaraço que, de outra forma, ocorreria. É digno de nota a confiança de Maria ao ir a Jesus com o problema. Como bom filho, Jesus estivera atento às expectativas da mãe e sempre encontrava uma solução apropriada. A narrativa do evangelho não deixa claro se Maria esperava que Jesus realizasse um milagre, o que Ele nunca havia feito antes (cf. DTN, 145, 146). Possivelmente a presença de Jesus e dos discípulos havia atraído uma multidão [que consumiu mais rapidamente os recursos]CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 5, p. 1018.

Mulher. Esse é um modo respeitoso de dirigir-se a uma mulher, naquela cultura, e é como Jesus normalmente se dirige às mulheres (4.21; 8.10).Bíblia de Genebra.

Uma maneira respeitosa de se dirigir à uma mãe no mundo antigo. Ver 19:25-27. Andrews Study Bible.

Aquele que havia ordenado que os seres humanos honrassem seus pais (Êx 20:12; cf PP, 366) foi, Ele próprio, um vivo exemplo desse princípio. Durante 30 anos Jesus havia sido um filho amoroso e prestativo. CBASD, vol. 5, p. 1018.

O que tendes comigo? (NKJV). i.e., “que é que nós temos em comum?”.Bíblia Shedd.

Jesus rejeita o encorajamento, por parte de Sua mãe, para Se promover prematuramenteAndrews Study Bible.

Que tenho Eu contigo? (ARA). Literalmente, “o que para ti e para mim”? A expressão indica que o interlocutor excedeu os limites do que lhe diz respeito (ver Jz 11:12; 2Sm 16:10; 1Rs 17:18; 2Rs 3:13; 2Cr 35:21; Mt 8:29; Mc 1:24; Lc 8:28; etc.). A forma como Maria instruiu os serventes evidencia que ela não interpretou a resposta de Jesus como uma recusa (ver Jo 2:5). Ela ficou convencida de que Jesus supriria a necessidade no tempo e da maneira que achasse melhor. Ao longo de Sua vida privada em Nazaré, Jesus havia honrado a autoridade de Sua mãe; na verdade, sempre fora um filho solícito dentro do círculo de ação do lar, onde prevalecia essa relação (ver Jo 19:26, 27). Porém, Jesus havia assumido uma vida pública, e Maria não compreendia plenamente o quanto isso limitava sua autoridade sobre Cristo. Talvez ela achasse que tinha, pelo menos em certo grau, o direito de dirigi-Lo em Sua missão (ver com. de Mt 12:46-20). Assim, nessas palavras inequívocas, porém corteses, Jesus procurou deixar clara a distinção entre Sua relação para com ela como Filho do Homem e como Filho de Deus (DTN, 147). O amor dEle para com ela não havia mudado, mas dali em diante Ele precisaria trabalhar dia a dia sob a direção de Seu Pai celestial (ver DTN, 208; ver com. de Lc 2:49). Como ocorreu no caso de Maria e Jesus, os pais hoje, muitas vezes, acham difícil afrouxar, aos poucos, a autoridade que exercem sobre os filhos, até abdicarem dela totalmente, a fim de que estes ganhem experiência ao enfrentar os problemas da vida por si mesmos e aprendam a aceitar a responsabilidade por suas decisões. Sábios são os pais e afortunados são os filhos quando essa transição de autoridade ocorre naturalmente e sem atritos. CBASD, vol. 5, p. 1018

Jesus atende ao pedido de Maria, não por ser ela Sua mãe, mas o faz como parte de Sua obra messiânica. Isto indica que o papel especial de Maria, como mãe de Jesus, não lhe dá autoridade para intervir na carreira de Cristo – este é um forte argumento contra fazer-se oração a Maria. Bíblia de Genebra.

hora. Uma expressão em João para o sofrimento e morte de Jesus. Jesus evitou ações que abreviariam o tempo de Seu sofrimento final. Ver nota em 12:27-28. Ver tb 7:30; 8:20; 12:23-24; 17:1. A experiência de Jesus em Caná foi uma antecipação da cruz (note as referências a hora, mulher, terceiro dia, vinho (sangue). Andrews Study Bible.

Minha hora. Ver Jo 7:6, 8, 30; 8:20; etc. Maria, aparentemente, esperava que Jesus, nessa ocasião, Se proclamasse o Messias (ver DTN, 145), mas ainda não havia chegado a hora de Ele anunciar isso (ver com. de Mc 1:25). Havia um momento marcado para cada acontecimento de Sua vida (DTN, 451; ver com. de Lc 2:49). Foi só perto do final de Seu ministério que Jesus afirmou publicamente ser o Messias … e, por causa disso, Ele foi crucificado (Mt 26:63-65; Lc 23:2; Jo 19:7; ver com. de Mt 27:63-66).CBASD, vol. 5, p. 1018, 1019.

Na crucificação e na ressurreição, de fato chegou a hora de Jesus (12.23, 27; 13:1; 16:32; 17:1). Bíblia de Estudo NVI Vida.

serventes. Do gr diakonoi, de onde vem a palavra “diácono”. Os serventes aparentemente recorreram a Maria como a pessoa responsável por fornecer mais vinho, pois nem mesmo o “mestre-sala” sabia ainda que este havia acabado (ver DTN, 148). CBASD, vol. 5, p. 1019.

seis talhas. Vasos em que se guardava água para as lavagens cerimoniais, obrigatórias para judeus religiosos, antes de comer (Mc 7.3-4). … Nas seis talhas houve cerca de uns 500 litros. Bíblia Shedd.

11 sinais. João usa o termo “sinais” para os milagres porque apontam para a morte e ressurreição de Jesus e a salvação vinda por EleBíblia Shedd.

glória. A glória de Jesus é o Seu divino caráter. Em João, isto é mais claramente manifestado na cruz. Ver 22:23-24, 37-41. Andrews Study Bible.

19 destruí este santuário. A analogia entre o templo literal e o corpo de Cristo não é tão remota quanto a princípio parece. O santuário, e mais tarde o templo, cumpriam o propósito de ser a habitação terrena de Deus (ver com. de Êx 25:8, 9). Ali, acima do propiciatório, aparecia a shekinah, o glorioso símbolo da sagrada e permanente presença de Deus (ver com. de Gn 3:24; Êx 25:17). Mas, como João já havia salientado (ver com. de Jo 1:14), essa mesma glória divina habitou em carne humana na pessoa do Senhor (cf. 1Co 3:16)CBASD, vol. 5, p. 1019.

24 não Se confiava a eles. Isto é, aos que professavam crer nEle (v. 23). Ele sabia que muitos daqueles que se mostravam tão ansiosos para aclamá-Lo iriam, como o povo da Galileia dois anos mais tarde, abandoná-Lo (cf. Jo 6:66). Ele conhecia a inconstância do coração humano e sabia que muitos conversos nos tempos de bonança são superficiais ou hipócritas (ver Jo 6:64; ver com. de Jo 7:2-9). CBASD, vol. 5, p. 1022.



JOÃO 02 – Comentado por Rosana Barros by Ivan Barros
8 de outubro de 2024, 0:45
Filed under: Sem categoria

Meu marido e eu temos vinte anos de casados. Deus tinha um plano muito especial quando nos uniu, de forma que podemos perceber que Ele tem transformado a nossa união, a cada ano que passa, em “bom vinho” (v.10). Interessante é que Jesus encerrou a criação do mundo com um casamento, realizou o Seu primeiro milagre num casamento e comparou a Sua segunda vinda com a celebração de um casamento. Certamente, a união entre um homem e uma mulher é de grande importância aos olhos de Deus e o Seu desejo é que seja uma bênção desde o primeiro momento e que se torne ainda melhor conforme o tempo avance.

Compreendendo de forma mais clara a missão de Jesus, Maria não encarou a falta de vinho como um problema sem solução, mas, imediatamente, foi até o Único que poderia solucioná-lo. No livro de Gênesis encontramos outra situação semelhante a esta. Quando os sete anos de fome atingiram o Egito, o povo clamou “a Faraó por pão; e Faraó dizia a todos os egípcios: Ide a José; o que ele vos disser fazei” (Gn.41:55). Semelhante a Faraó, Maria reconheceu que estava fora de seu alcance resolver aquela questão. E aos que serviam, coube desempenhar sua parte consoante ao que Jesus lhes ordenasse fazer. “Eles o fizeram” (v.8), e puderam ser testemunhas oculares do poder de Deus.

No entanto, havia algo de muito errado no lugar que deveria representar o matrimônio entre Cristo e Sua igreja. O pátio do templo era um lugar reservado ao povo, onde deveriam fazer suas orações e ofertas. O que Jesus viu, contudo, foi uma balbúrdia de cambistas que levantavam a voz a fim de vender suas mercadorias, “bois, ovelhas e pombas” (v.14), cujo excremento tornava a casa de Deus em ambiente fétido, enquanto muito dinheiro era arrecadado com fins de lucro desonesto. A casa que era para ser “Casa de Oração para todos os povos” (Is.56:7), tornou-se em “casa de negócio” (v.16). E após fazer uma “limpeza” no templo, Jesus permaneceu em Jerusalém, “durante a Festa da Páscoa” (v.23).

Três ocasiões são mencionadas no capítulo de hoje e em cada uma delas há uma reação em comum, mas que, ao mesmo tempo, se diferem uma da outra. Após o milagre da água transformada em vinho, a Bíblia diz que “os Seus discípulos creram nEle” (v.11). Após Jesus purificar o templo, os discípulos não compreenderam o real sentido de Suas palavras, mas, depois que Ele “ressuscitou dentre os mortos, lembraram-se” do que Ele tinha dito e “creram na Escritura e na palavra de Jesus” (v.22). E, “vendo os sinais que Ele fazia”, em Jerusalém, muitos “creram no Seu nome” (v.23). O nosso entendimento muitas vezes está condicionado a acontecimentos e não às pessoas envolvidas ou ao que elas dizem. Foi após o milagre que acreditaram em Jesus. Só após a ressurreição que acreditaram em Suas palavras. Foi por ver sinais que “creram no Seu nome”. Percebem, amados?

“Mas o próprio Jesus não Se confiava a eles, porque os conhecia a todos” (v.24). Nem todos estavam realmente dispostos a segui-Lo. Sua fé era condicionada aos milagres e sinais e não na fidelidade das Escrituras e das palavras de Cristo. A Bíblia é como um contrato de casamento. Nela estão contidas todas as cláusulas irrevogáveis de um Deus que não muda (Ml.3:6). Assumir um compromisso com o Senhor requer uma confiança que não dependa das circunstâncias, mas que esteja firmada na verdade absoluta de que Ele é fiel e Sua Palavra é verdadeira, independentemente de nós mesmos ou do que aconteça.

Nós somos como aquelas talhas cheias de água à espera de uma transformação. Jesus promete nos transformar em “bom vinho” (v.10) a fim de manifestar “a Sua glória” (v.11). Está você disposto a aceitar este milagre? Então faça “tudo o que Ele vos disser” (v.5). Continue sendo reavivado por Sua Palavra e sua vida será transformada “de glória em glória, na Sua própria imagem, como pelo Senhor, o Espírito” (2Co.3:18). Estamos quase nas bodas, meus irmãos! Que a nossa vida seja um milagre atual de Jesus.

Senhor, nosso Deus, necessitamos ser como aqueles servos, fazer tudo o que o Senhor nos manda. A fé foi provada ao encher as talhas com água e em levar uma amostra ao mestre-sala. Talvez, Pai, ainda não tenhamos alcançado muitos milagres porque simplesmente não faz sentido o que o Senhor nos pede para fazer. Oh, Deus amado, ajuda-nos em nossa falta de fé! Sonda o nosso coração em seus recônditos mais profundos e nos ensina a andar Contigo em completa dependência e confiança. Faze de nossa vida um verdadeiro milagre da fé. Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia, milagres atuais!

Rosana Garcia Barros

#João2 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



JOÃO 2 – COMENTÁRIO PR HEBER TOTH ARMÍ by Jeferson Quimelli
8 de outubro de 2024, 0:40
Filed under: Sem categoria

JOÃO 2 – Em João 1:19 a 2:25 encontramos um dos momentos mais ricos para compreender Jesus como Filho de Deus e, simultaneamente, como ser humano real e presente.

João apresenta não apenas o testemunho inicial sobre Jesus, mas também os primeiros eventos de Seu ministério público. Nota-se como a divindade e a humanidade de Cristo são reveladas em equilíbrio, oferecendo um fundamento sólido à fé cristã.

Ao ser interrogado sobre sua identidade, João Batista nega ser o Cristo, Elias ou o Profeta esperado (João 1:19-21), mas aponta para “Aquele que vem depois” dele (v. 27). João descreve Jesus como Alguém de quem não era “digno de desamarrar as correias de Suas sandálias” – um reconhecimento explícito da superioridade de Jesus em relação a ele, Alguém mais que uma distinção entre os mestres terrenos: Indicava a divindade de Jesus.

Quando João Batista finalmente viu Jesus, exclamou: “Vejam! É o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo!” (João 1:29). A metáfora do “Cordeiro de Deus” é o auge das práticas sacrificais judaicas (Êxodo 12, Levítico 16); refere-se ao sacrifício expiatório de Cristo pela humanidade.

O batismo de Jesus indica o início de Seu ministério público – rito tipicamente humano, associando o Divino Jesus com os pecadores que Ele veio salvar, apesar de Sua própria natureza sem mancha de pecado, confirmado pelo descer do Espírito Santo sobre Ele (João 1:29-34).

Na sequência, Jesus interage com pessoas, convida alguns indivíduos a segui-lO (João 1:35-42) e faz brilhar Sua divindade demonstrando onisciência ao identificar Natanael antes mesmo dele falar. Surpreso, Natanael pergunta como Jesus o conhece. Este ato de conhecimento sobrenatural leva Natanael a uma confissão de fé: “Mestre, Tu És o Filho de Deus, Tu És o Rei de Israel” (João 1:43-41).

• Depois disso, num contexto cotidiano de núpcias Jesus revela pela primeira vez Seu poder divino publicamente ao transformar a água em vinho (João 2:1-11).

• Logo após, no episódio do Templo Jesus demonstrou não apenas Sua humanidade, agindo com indignação justa, mas também Sua autoridade divina sobre o Templo (João 2:12-25).

Desta forma, a fé cristã repousa na confissão de que Jesus é o Verbo que Se fez carne e habitou entre nós (João 1:14), o Deus que veio para redimir e restaurar a humanidade. Portanto, reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.