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“Disse ainda o Senhor: Certamente, vi a aflição do Meu povo, que está no Egito, e ouvi o seu clamor por causa dos seus exatores. Conheço-lhe o sofrimento” (v.7).
Enquanto Moisés apascentava as ovelhas de seu sogro no deserto, seu povo no Egito sofria grande aflição. ‘E viu Deus os filhos de Israel e atentou para a sua condição’ (Êx.2:25). A vida tranquila de Moisés, contudo, parecia incompatível com a grande e solene missão de libertar Israel do cativeiro egípcio. O aparecimento do Senhor na sarça ardente que não se consumia despertou a curiosidade do experiente pastor, que já tinha oitenta anos. Com uma atitude bem diferente do passado, sua humildade se tornou evidente: ‘Quem sou eu para ir a Faraó e tirar do Egito os filhos de Israel?’ (v.11).
Em uma linguagem profética e messiânica, o Senhor desceu para livrar Seu povo ‘da mão dos egípcios e para fazê-lo subir daquela terra a uma terra boa e ampla, terra que mana leite e mel’ (v. 8). Essa não tem sido a obra divina desde o princípio? Ele desceu para criar a Terra e o ser humano; para apresentar Seu plano de redenção ao homem; para ver a corrupção dos antediluvianos e dos construtores de Babel; e para chamar Abraão, Isaque e Jacó e com eles estabelecer uma aliança. Moisés seria um tipo de Cristo, libertando o povo de Deus do cativeiro e conduzindo-o à terra prometida. No entanto, sua mente estava focada em si mesmo, em sua incapacidade e despreparo para uma obra que, a seu ver, deveria ser realizada por um poderoso líder bélico.
As primeiras palavras da resposta do Senhor deveriam ter-lhe bastado: ‘Eu serei contigo’ (v.12). A promessa de que o próprio Deus o conduziria deveria ser suficiente. Contudo, Moisés, como a maioria de nós, permitiu que seus receios superassem a certeza do cuidado divino. Quantas vezes agimos da mesma forma, e Deus, em Sua infinita bondade e misericórdia, não leva em conta nosso devaneio? É belíssimo observar que a Bíblia diz que Deus ‘disse mais’ a Moisés (v.14) e, depois, ‘Deus ainda mais’ (v.15). Deus não se agrada da incredulidade, mas tem prazer em dialogar com os de coração contrito e submisso. Lembremos de Jó: a resposta de Deus não foi a que ele esperava, mas foi justamente a que ele precisava.
Acredito que o que pesava no coração de Moisés não era a incredulidade no poder de Deus, mas sim a incredulidade em si mesmo. Ele havia se acostumado à vida tranquila e solitária de um pastor de ovelhas. Como poderia assumir uma missão tão grandiosa? A resposta do Senhor foi bem clara: ‘Eu estenderei a mão. Eu ferirei o Egito. Eu lhes mostrarei todos os Meus prodígios. Eu farei [isso] no meio dele’ (v.20). Compreendem, amados? A obra não era de Moisés, nem dos filhos de Israel; a obra era do Senhor. Moisés seria simplesmente um porta-voz, um instrumento. Estou bem convencida, amados, de que o chamado de Deus não é somente para salvar a outros, mas principalmente para a salvação daqueles a quem Ele chama.
Há quase dois mil anos, Jesus desceu, nasceu como um bebê indefeso, cresceu entre pecadores e viveu uma vida de privações, deixando no mundo a inconfundível marca de um caráter santo e perfeito. Na cruz do Calvário, Ele cumpriu Sua perfeita obra para a nossa salvação. Nenhuma obra humana poderia ter parte naquilo que somente o Salvador poderia realizar. Jesus enfrentou sozinho a senda ensanguentada para garantir que um dia Seu povo subirá à Canaã celestial. Há, porém, uma parte em que Ele nos outorga a participação: levar pecadores a Ele. Mas antes de nos envolvermos na missão de salvar vidas, nossa própria vida deve estar escondida em Cristo.
Você tem permitido que o Espírito Santo realize Sua boa obra, entrando no mais profundo do seu coração e reparando as brechas que precisam ser fechadas? As pessoas podem ver Cristo em você? Imagino como Moisés desejava permanecer exatamente onde estava. E, desde o chamado de Noé até aqui, não tenho visto um único pedido fácil vindo de Deus. Geralmente, o Senhor nos pede o que para nós pode ser o mais difícil ou, aos olhos humanos, até impossível. Mas assim como a fidelidade de Noé, Abraão, Isaque, Jacó e tantos outros teve recompensa, Ele continua agindo da mesma forma hoje com todo aquele em que Ele vê um coração submisso e disposto a amá-Lo e a servi-Lo. Confie no Senhor! Se Ele te chamou, é porque, em primeiro lugar, Ele deseja te salvar e, nessa jornada, usar sua vida para salvar a outros.
Pai Celestial, nosso Deus bondoso, como Isaías reconhecemos que somos homens e mulheres de impuros lábios e necessitamos do toque purificador e capacitador da brasa viva do Teu altar! Então, Senhor, estaremos prontos para Te dizer: ‘Eis-me aqui. Envia-me a mim’. Esvazia-nos de nós mesmos e enche-nos do Espírito Santo! Ilumina a nossa mente para que possamos reconhecer a voz do Teu Espírito e a obra que o Senhor deseja que realizemos nesses últimos dias. Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Feliz semana, chamados para salvar!
Rosana Garcia Barros
#Êxodo3 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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ÊXODO 3 – Enquanto personagens poderosos não se importam com pessoas (e quando as percebem as tratam como ameaça), Deus Se importa até mesmo com escravos sofredores.
Nestas frases abaixo, é notório o caráter de Deus ao lidar com os escravos israelitas no Egito:
• “O seu clamor subiu até Deus. Ouviu Deus o lamento…” (2:23-24).
• Deus “lembrou-Se da aliança que fizera…” (2:24).
• “Deus olhou para os israelitas…” (2:25).
• Deus “viu qual era a situação…” (2:25).
• “O Anjo do Senhor lhe apareceu” (3:2).
• “O Senhor viu que ele se aproximara para observar…” (3:4).
• “do meio da sarça Deus o chamou: Moisés, Moisés…” (3:4).
• “Então disse Deus: Não se aproxime…” (3:5).
• “Tenho visto a opressão sobre o meu povo no Egito” (3:7).
• “Tenho escutado seu clamor” (3:7).
• “Sei o quanto eles estão sofrendo” (3:7).
• “Por isso desci para livrá-los…” (3:8).
• Desci “para tirá-los daqui para uma terra boa e vasta…” (3:8).
• “o clamor dos israelitas chegou a mim, e tenho visto como os egípcios os oprimem” (3:9).
Em vez de ignorar os pecadores, Deus ouve atentamente seus clamores. Em vez de desprezar-nos pela nossa condição de escravos do pecado, perdidos e afogados na lama da iniquidade, Deus preza por agir amoravelmente em nosso favor.
Para tal, Deus abordou Moisés, o frágil e impotente homem, frustrado com seu passado. Um assassino fugitivo, sobrevivendo como pastor das ovelhas que não eram suas, no deserto, sem expectativa alguma… Deus pode reverter uma alma moribunda, tornando-a num grandioso instrumento em Sua causa!
A promessa da libertação aconteceria no tempo certo (Gênesis 15:13-16). Assim como a promessa do grande libertador da humanidade também se cumpriu na plenitude do tempo (Gálatas 4:3-5); e, antes do advento de Jesus, o profeta Daniel categoricamente profetizou que no tempo de grande angústia do mundo, “se levantará Miguel, o grande príncipe, o defensor” do Seu povo (Daniel 12:1-2).
Diante da situação caótica de nossa sociedade, Deus é a única esperança real para o desespero humano. Ele é a única certeza para este mundo incerto. Ele é a única segurança para um mundo econômica e politicamente instável.
Moisés foi a salvação da escravidão egípcia, mas Jesus é o Salvador da escravidão do pecado. Aguardamos a segunda vinda de Cristo, que virá no tempo certo para libertar-nos!
Portanto, reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: ÊXODO 2 – Primeiro leia a Bíblia
ÊXODO 2 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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Texto bíblico: https://pesquisa.biblia.com.br/pt-BR/NVI/ex/2
Desde a infância, Moisés foi escolhido por Deus para um propósito especial. Deus protegeu Moisés enquanto ele estava escondido em casa e no rio. Ele levou a filha de Faraó até Moisés e ela o reivindicou como seu, embora ele devesse ser seu escravo. Além disso, ela o devolveu à família por um tempo, sem saber. Quando ele mudou-se para o palácio, ele não esqueceu seu povo e tentou protegê-lo.
Deus nos chama para vários propósitos; no entanto, muitas vezes tentamos resolver os desafios sozinhos e cometemos erros que parecem incorrigíveis. No entanto, Deus pode usar nossos erros para nos ajudar a crescer. Deus usou o erro de Moisés no Egito para levá-lo ao deserto a fim de aprender humildade e paciência como pastor. Essas habilidades se tornaram muito necessárias quando ele conduzia Israel pelo deserto.
Apesar do seu erro, Moisés não foi abandonado. Deus usou o fracasso de Moisés para ensinar-lhe lições inestimáveis a fim de prepará-lo para a sua missão. Da mesma forma, Deus tem um propósito para todos nós. Mesmo que cometamos erros, Deus ainda pode usar a nós e nossos erros para a Sua glória.
Kaela McFadden
Aluna do Internato Adventista dos Grandes Lagos
Cedar Lake, MI, EUA
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/exo/2
Tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli/Luís Uehara
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952 palavras
1-10 De modo similar ao cap. 1, a história da sobrevivência miraculosa de Moisés é uma história de mulheres que desviaram e frustraram os planos de Faraó. Apesar de nenhum de seus nomes serem citados, elas são, todavia, os caracteres principais (Andrews Study Bible).
1 um homem. A sorte de Israel dependia de um membro da família desse homem. … Seus pais [de Moisés], Anrão e Joquebede eram sobrinho e tia (6.20) (Bíblia de Genebra).
2 vendo… formoso. A sequência de ver que alguma coisa ou alguém é formoso (ou bom) é conhecido de Gên. 1:4, 10, 12, etc., onde Deus vê sua boa criação. O autor usa os mesmos termos. Apesar do Faraó ter sentenciado destruição e caos, uma nova criação está sendo preparada (Andrews Study Bible).
Moisés era uma criança saudável, que provavelmente sobreviveria. Jesus Cristo, de quem Moisés era um tipo, e fundador do novo Israel, também nasceu sob um edito de morte e foi miraculosamente poupado no Egito (Mt 2.13-23) (Bíblia de Genebra).
3 rio. O Nilo como instrumento de salvação é contrário às expectativas e se opõe aos desejos de Faraó (1:22). Na teologia egípcia o Nilo desempenhava um papel importante e estava conectado a diferentes divindades. Esta é uma prévia do conflito entre o Senhor, que ainda não apareceu em Êxodo, e Faraó e os deuses egípcios, que encontraremos adiante, na narrativa das pragas (Andrews Study Bible).
5 a filha de Faraó. Parece… que não tinha um filho propriamente seu (Bíblia Shedd).
A filha de Faraó não é nomeada, mas ela não é ignorante (v. 6). Ela pode ser Hatshepsut, a filha de Tutmoses I, se for seguida a cronologia bíblica (Andrews Study Bible).
Alguns pensam que essa princesa tornou-se a famosa Hatsepsute, a rainha de Tutmés II, e que governou o Egito após a morte de seu marido (1504 – 1483 a.C.) (Bíblia de Genebra).
6 compaixão. Mal podia a filha de Faraó compreender que a amarga tristeza de ficar sem filho era o meio pelo qual Deus lhe estava preparando o coração para sentir compaixão justamente na hora propícia. Assim Deus pode fazer que os mais desprezados sejam servidos e atendidos pelos grandes da terra (Is 49.23) (Bíblia Shedd).
7-9 Assim, a mãe de Moisés não somente tinha licença para criar seu filho, contra as ordens de Faraó, como receber condições financeiras que lhe possibilitaram fazê-lo de um modo eficiente. O único privilégio que não tinha era nomear a criança (v 10) (Bíblia Shedd).
8-9 Todas as mulheres desta narrativa escolheram desobedecer ordens e cruzaram barreiras de parentesco e étnicas (Andrews Study Bible).
10 já grande [cresceu, cf NKJV]. Talvez por dois ou três anos (como Samuel em 1 Sam. 1:22); Não há clara indicação de tempo (Andrews Study Bible).
Moisés. O nome vem do hebraico “tirar para fora”, e talvez seja uma tradução do nome equivalente que a princesa lhe teria dado no idioma egípcio. O futuro legislador, historiador e líder nacional, estava para receber dos inimigos de seu povo a mais elevada cultura da época, equipando-o para estas missões (Bíblia Shedd).
O nome [Mosheh] é semita, embora também fosse compatível com o nome egípcio Mose, que significa “é nascido” (p. ex., Tutmose, que quer dizer “Tute é nascido”) (Bíblia de Genebra).
11-15 Moisés se identifica com o oprimido. Após tentar sem sucesso resolver a situação de opressão em uma pequena escala, Moisés teve de fugir da ira de Faraó e acabou em um poço, em Midiã (em Gên 29:1-35, outra história semelhante é relatada) (Andrews Study Bible).
Agora, com quarenta anos de idade (At 7.23), Moisés se identifica com o povo de Deus (Hb 11.24-27). O esforço de Moisés por livrar um israelita da opressão que ele estava sofrendo mostrou-se inútil quando Moisés procurou ser um juiz em Israel (v. 14) (Bíblia de Genebra).
No entanto, ele ainda tinha muito a aprender. Ninguém pode prevalecer pela força. … Israel seria liberto de seus indizíveis sofrimentos inteiramente graças à mão estendida do seu Protetor todo-poderoso. Daí a falha da primeira tentativa de Moisés. Em lugar de olhar “de uma e de outra banda”, ele deveria ter olhado para cima (Comentário Bíblico Devocional – Velho Testamento).
14 Quem te pôs. Com estas palavras os israelitas mostraram que não estavam prontos para receber as bênçãos da liberdade, rejeitando seu defensor. Assim também os judeus do tempo de Jesus estavam sempre dispostos a receberem curas e mais favores do Senhor, mas não toleravam a pregação contra os seus pecados, não obstante ser justamente o pecado que envenena a vida mais que a doença, rejeitando a terna compaixão de Jesus que queria libertá-los totalmente do pecado, através do evangelho (cf a comparação entre Moisés e Jesus Cristo em At 7.23-35, 22) (Bíblia Shedd).
15 Midiã. Os nômades midianitas descendiam de Abraão e Quetura (Gn 25.1-6; Nm 10.29-32; Jz 6) (Bíblia de Genebra).
16 tirar água. As mulheres fizeram a tarefa difícil e então foram enxotadas (Bíblia de Genebra).
17 as defendeu. Esta foi a terceira intervenção de Moisés em defesa dos fracos. Os conflitos entre os nômades por causa de direitos sobre a água eram comuns (Bíblia de Genebra).
18 Reuel. Esse nome significa “amigo de Deus”. O sogro de Moisés era conhecido por dois nomes: Reuel e Jetro (3.1; 4.18) (Bíblia de Genebra).
22 Note que foi Moisés quem deu nome [Gérson] ao seu filho (e não a mãe, como na maioria das histórias patriarcais), enfatizando seu desejo de manter conexão com o povo do concerto [aliança] que são ‘estrangeiros” no Egito (Andrews Study Bible).
23-25 A primeira referência à participação ativa de Deus na história de Israel em Êxodo. Contudo, Ele sempre esteve ocupado nos bastidores. Isto envolve uma mudança de perspectiva [de foco], de volta ao Egito (Andrews Study Bible).
23 clamaram [choraram/gritaram, na NKJV]. Esta é a primeira vez que Israel clama ao Senhor. Eles estão no fundo do desespero – e Deus escuta. Este padrão é repetido muitas vezes durante a era dos juízes (Jz 3:9, 15; 4:3; 6:6; etc.) (Andrews Study Bible).
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“Sendo o menino já grande, ela o trouxe à filha de Faraó, da qual passou ele a ser filho. Esta lhe chamou Moisés e disse: Porque das águas o tirei” (v.10).
Como Sifrá e Puá, no capítulo de ontem foram importantes para salvar muitos bebês, hoje percebemos a importância de mais três mulheres, desta vez, envolvidas no salvamento de apenas um bebê. O olhar de Joquebede, uma mulher da tribo de Levi, percebeu algo diferente em seu recém-nascido. Acredito que ela viu bem mais do que um bebê ‘formoso’ (v.2). E escondendo-o ‘por três meses’ (v.2), até que não pudesse mais fazê-lo, preparou ‘um cesto de junco’, calafetado ‘com betume e piche’ (v.3), para colocar seu bebê às margens do Nilo. O curioso, amados, é que a palavra usada para ‘cesto’ é utilizada também para a arca construída por Noé. Ou seja, Joquebede construiu para seu filhinho um cesto para lhe salvar a vida, assim como Noé construiu a arca ‘para a salvação de sua casa’ (Hb.11:7).
Outra mulher importante em todo esse drama familiar foi Miriã, irmã de Moisés, que à época era apenas uma menina. Ficando em lugar próximo para ver o que aconteceria com seu irmão, foi esta pequenina que viu ‘a filha de Faraó’ (v.5) encantada com seu achado no rio. Miriã não perdeu tempo e ofereceu à princesa do Egito uma ama que pudesse cuidar do menino em sua infância até que estivesse pronto para lhe ser entregue como filho. A filha de Faraó, portanto, também foi importante no processo de salvamento de Moisés. Não sabemos se Joquebede simplesmente lhe entregou o menino ou se isso lhe foi exigido. O certo é que Deus lhe deu a oportunidade de moldar-lhe o caráter e de inculcar-lhe na mente a sua origem hebreia, vista toda a influência que a partir de então receberia na corte egípcia.
A atitude de Moisés frente à violência praticada contra um dos filhos de Israel, revela sua imaturidade e despreparo para assumir a grandiosa missão para a qual estava predestinado. Notem que, assim como seu antepassado Levi, juntamente com Simeão, agiram na surdina para dizimar os homens de Siquém (Gn.34:25), Moisés olhou em redor ‘e, vendo que não havia ali ninguém, matou o egípcio, e o escondeu na areia’ (v.12). O trato violento continuava sendo transmitido e essa corrente precisava ser quebrada. Aqui entra a importância da fuga de Moisés para a ‘terra de Midiã’ (v.15) e o tempo que ali passou como um simples pastor de ovelhas.
Muitos subestimam a importância de uma mãe cristã piedosa, que se dedica com diligência na instrução de sua prole. Nosso lar deve ser uma arca de salvação. Mas vivemos em um tempo em que ser mãe em tempo integral tornou-se um tipo de alienação; em que cuidar da família é algo retrógrado e que não precisa ser uma prioridade; e em que a admiração feminina passou da mulher do lar para a próspera mulher de negócios. Isso não significa que a mulher não possa trabalhar fora, mas que qualquer trabalho ou ocupação não pode jamais ocupar a obra santa de preparar não somente bons cidadãos para esta Terra, mas cidadãos do reino celestial. Joquebede compreendeu sua missão e a cumpriu sob os cuidados e a bênção do Senhor.
É bem provável que a princesa do Egito não tivesse filhos e tenha visto em Moisés um presente dos deuses. De qualquer forma, ela também desempenhou um papel importante na vida de seu filho adotivo, oferecendo a Moisés o melhor do Egito. Cabia ao próprio Moisés decidir o reino pelo qual lutaria e, ao sair em defesa do hebreu e matar o egípcio, parece que sua escolha estava feita. Ele estava disposto a erguer a espada para defender seu povo. Pelo menos era o que parecia, até se ver ameaçado e fugir. Moisés ainda tinha muitas lições a aprender, e estas não seriam aprendidas no calor da batalha, mas nas dificuldades do deserto. Pois antes de guiar Israel por quarenta anos no deserto, ele mesmo precisou passar quarenta anos em seu próprio deserto.
Eu passei muito tempo fazendo planos para meu futuro. E admito que eram planos muito egoístas e nada sábios, pois nunca havia pedido a orientação de Deus em todo o processo. Apenas pedia que Ele realizasse o que eu mesma havia determinado como sendo o melhor para mim. Percebem o “eu” sempre em evidência? Louvo a Deus porque Ele me encontrou e mudou completamente as minhas prioridades! Hoje posso dizer, de todo o coração, como a letra da canção: “Sou feliz com Jesus, meu Senhor!”. E nesse novo processo, amados, tenho enfrentado lutas e desertos, mas quando olho para trás e percebo que tudo tem acontecido para me aproximar ainda mais do meu Redentor, louvo a Deus porque, por Sua infinita graça e misericórdia, o Senhor tem manifestado grande paciência para comigo.
Entregue-se, hoje, por completo aos cuidados de Deus! Ele te ama com amor eterno e sempre guiará você por caminho plano. Apenas pergunte ao Senhor como pode melhor servi-Lo. Se o seu desejo for a salvação da sua casa e de seus pequeninos irmãos, prepare-se para ter a sua oração atendida.
Nosso amado Pai, obrigado por Tua graça, por Tua misericórdia, por Tua paciência, por Tua fidelidade! Queremos Te servir e servir o nosso próximo conforme a Tua vontade. Mostra-nos como melhor podemos realizar a Tua obra, a começar pelos de casa, Pai! Sabemos que há um inimigo irado que deseja destruir a nossa fé e a nossa família. Blinda o nosso lar com a luz da Tua presença e que o Espírito Santo nos encha de sabedoria no cuidado com nossos filhos! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Feliz sábado, servos do Deus Altíssimo!
Rosana Garcia Barros
#Êxodo2 #RPSP
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ÊXODO 2 – Ninguém nasce sabendo o caminho certo da vida, porém todos podem aprender nas páginas da Bíblia que buscar a Deus é mais sábio que lamentar sua condição. Em vez de reclamar, deveríamos aprender a clamar por intervenção sobrenatural.
Ninguém precisa frequentar a escola, participar de cursos ou ler métodos de reclamação para aprender a reclamar; mas, é preciso renunciar nossa tendência natural de reclamar para substituí-la por um clamor fervoroso ao Senhor.
Em Êxodo 1:8-17 nota-se que os descendentes dos patriarcas multiplicavam-se em número, e paralelamente multiplicavam-se aflição deles. Apesar da bênção divina, a situação dos israelitas era de alta periculosidade. Consequentemente, o povo de Deus gemia sob a dureza opressora da escravidão e assassinato infantil. Ao clamarem, Deus os ouviu. “Moisés” era a resposta de orações; porém, ele estragou tudo ao tentar libertar Israel do próprio jeito. Como nós, ele tinha muito que aprender!
Ao agir, Deus surpreende Seus servos. A irmã de Moisés não tinha noção que conseguiria salário do palácio do assassino de crianças para sua mãe educar o próprio filho. A princesa não tinha noção que seu filho adotivo seria preparado para liderar a libertação dos escravos do Egito! Moisés, jogado nas águas não para morrer, mas para sobreviver, foi tirado das águas de forma extraordinária como o filho da filha de Faraó; e, a esperança dos israelitas…
Observe que, ainda que Satanás almeje a destruição dos filhos, as mães sábias podem reverter a situação. Mães que enfrentam com determinação, fé e perseverança aos desafios que conspiram contra seus filhos, desfrutarão das bênçãos da boa educação espiritual!
Nossa tendência natural é desperdiçar o tempo que deveria ser dedicado em comunhão com Deus. Como nossa disposição de reclamar nos faz perder tempo, deveríamos aprender a clamar ao Senhor que nos socorre em qualquer situação.
Buscar intimidade com o Deus Eterno e onipotente é o melhor a fazer diante da aflição. Qualquer outra opção implica focar as coisas supérfluas. Êxodo 2:23-25 revela-nos que Deus…
• …ouve o clamor de Seu povo.
• …percebe o clamor de Seu povo.
• …age em resposta ao clamor de Seu povo.
Deus não fica indiferente com braços cruzados diante de nosso clamor em meio à aflição; do Céu, atende nossas orações (Apocalipse 8:1-5). Tenha fé!
Portanto, reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: ÊXODO 1 – Primeiro leia a Bíblia
ÊXODO 1 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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Texto bíblico: https://pesquisa.biblia.com.br/pt-BR/NVI/ex/1
Embora os israelitas tivessem permanecido no Egito por mais de 400 anos – e mal conhecessem seus nomes de família – Deus ainda os conhecia pelo nome. E Ele os estava preparando para ouvi-Lo falar Seu próprio nome (YHWH) em voz audível no Sinai.
Que história incrível a do Êxodo! Para os hebreus é o evangelho: uma história de libertação, de graça. O Êxodo é tão importante para os hebreus quanto o Evangelho de João para os cristãos. Ao contrário do pensamento popular, os Judeus nunca acreditaram que foram salvos por suas obras. Antes de serem ordenados a obedecer no Sinai, eles foram salvos no Mar Vermelho.
Assim como os israelitas e Moisés, nós também fomos resgatados por um menino que cresceu para ser um libertador. Perto do fim de sua vida, Jesus escalou uma montanha em Canaã e se encontrou com Moisés, junto com Elias. Lucas 9:31-32 diz que eles discutiram a “partida” de Jesus – literalmente, Seu “êxodo”.
De que maneira a necessidade de libertação dos israelitas lembra você da nossa necessidade de sermos libertos? Você consegue pensar em um momento em que um “novo Faraó” surgiu em sua vida e tornou as coisas bem mais difíceis?
Andy Nash
Escola de Jornalismo e Comunicação
Southern Adventist University
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/exo/1
Tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli/Luís Uehara
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697 palavras
Os hebreus não chamam este livro “Êxodo.” Chamaram-no pelas suas primeiras palavras ou pensamentos no livro [Shemot ou We’eleh shemoth= “E estes são os nomes”]. (É assim que deram o nome de seus livros. Eles chamam Gênesis “no princípio” [B’reshit = “no princípio”]). Andy Nash, em: http://revivedbyhisword.org/en/bible/exo/1/
O título “Êxodo” se baseia na tradução Septuaginta grega, que emprega o termo exodus, “saída” (19:1), e que foi mais tarde adotada pela Vulgata Latina (tradução da Bíblia para o latim, no início do século V, por Gerônimo). O título em hebraico demonstra a conexão [do livro do Êxodo] com Gênesis tendo em vista que começa com a conjunção “e”, sugerindo, portanto, a continuação de uma história anterior. … e repete as exatas palavras de Gên. 46:8 [Estes são os nomes dos israelitas] (Andrews Study Bible).
1-22 O capítulo mostra a prosperidade que Deus sempre quer dar ao seu povo, e a desgraça que o mundo está sempre prestes a infligir (Bíblia Shedd).
1-4 Os livros de Êxodo e Gênesis estão ligados entre si por esta introdução (Gn 46.8-27). A promessa de Deus a Abraão foi cumprida pela frutificação de Israel (Gn 12.2) (Bíblia de Genebra).
7 Sete verbos descrevem a aparentemente sobrenatural multiplicação do povo de Israel: isto parece ser um eco consciente e alusão à criação, usando verbos de Gên. 1:20-22, 28 (Andrews Study Bible).
A terra era, provavelmente, a terra de Gósen, no noroeste do Egito, no Wadi Tumilat, no delta, um vale que tinha entre 50 e 60 km de extensão (cf Gn 47.4) (Bíblia de Genebra).
Os reis da terra conspiram visando a frustrar o plano divino. Mas isso seria o mesmo que deter a maré montante. Os dias em que a igreja sofreu perseguição e oposição foram sempre os dias de crescimento (Comentário Bíblico Devocional – Velho Testamento).
8 novo rei. Aqui saltamos quatro séculos de história, desde a entrada de José no Egito. Trata-se de novas dinastias com outras maneiras de pensar e agir (Bíblia Shedd).
Esse novo rei do Egito pode ter sido Amosis I (1570-1546 a.C.) da XVIII dinastia, que expulsou os hicsos, os governantes semitas do Egito, de 1700 a 1550 a.C. (Bíblia de Genebra).
não conhecera. Não se refere a conhecimento intelectual ou possível deslize de memória mas, ao invés, um conhecimento relacional e compromisso. O nome do rei não é mencionado, em contraste com as relativamente menos importantes parteiras (v. 15). Na Escritura, pessoas de nome não mencionado parecem não ter futuro. De acordo com 12:40, Israel passou 430 anos no Egito (Andrews Study Bible).
9 Refere-se, pela primeira vez, aos filhos de Israel como um povo. Ao invés de uma família ou tribo, eles são agora um povo e destaca o cumprimento da promessa divina (Gên. 15:5) (Andrews Study Bible).
11 feitores de obras. O termo hebraico geralmente indica trabalho não voluntário a um poder superior. Pitom e Ramessés. Possivelmente Tell-el-Rataba (aprox 96 km NE do Cairo) e Tell-el-Dab’a (32 km n de Pitom) (Andrews Study Bible).
As pinturas nas paredes das pirâmides dão testemunho dos sofrimentos infligidos a escravos com feições hebreias por feitores armados de chicotes (Comentário Bíblico Devocional – Velho Testamento).
12 quanto mais. A graça de Deus com seu povo sempre supera as tentativas de destruição feitas contra seus escolhidos (Bíblia Shedd).
14 amargar. A experiência de Israel é lembrada nas ervas amargas da refeição pascal (12:8) (Andrews Study Bible).
15 parteiras. Duas parteiras para servirem tão numerosa população parece muito pouco; elas podem ter sido líderes das parteiras (Bíblia de Genebra).
É admirável notar os inesperados instrumentos que Deus usa para derrotar as intenções de seus inimigos. Logo essas duas mulheres, que pareciam as menos prováveis (Comentário Bíblico Devocional – Velho Testamento).
16 O assassínio secreto: as parteiras podiam atribuir a morte do filhinho a um acidente de nascimento (Bíblia Shedd).
17 temeram. Outra tradução poderia ser “ter respeito”. Isto envolve escolhas morais (9:30; 14:31; 18:21; 20:20). As parteiras colocaram aas ordens divinas acima das ordens humanas (Atos 5:29) (Andrews Study Bible).
20 Nada afeta tão profundamente o bem-estar de uma nação como o tratamento dispensado às crianças (Comentário Bíblico Devocional – Velho Testamento).
21 lhes constituiu família. Deus honrou o compromisso das parteiras e deu descendentes a elas (Ver também Rute 4:12; 2 Sam. 7:11; 1 Rs. 2:24) (Andrews Study Bible).
22 O assassínio público: a fidelidade das parteiras em conservar a vida dos filhinhos forçou Faraó a revelar publicamente sua iniquidade. Assim é que uma atitude corajosa pode desmascarar as obras do maligno (Bíblia Shedd).