Reavivados por Sua Palavra


Êxodo 01 – Rosana Barros by Ivan Barros
6 de junho de 2025, 0:45
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“Mas os filhos de Israel foram fecundos, e aumentaram muito, e se multiplicaram, e grandemente se fortaleceram, de maneira que a terra se encheu deles” (v.7).

Após prometer a Abraão um filho e uma descendência inumerável, maior que as estrelas do céu, o Senhor lhe revelou: ‘Sabe, com certeza, que a tua posteridade será peregrina em terra alheia, e será reduzida à escravidão, e será afligida por quatrocentos anos. Mas também Eu julgarei a nação a que têm de sujeitar-se; e depois sairão com grandes riquezas’ (Gn.15:13-14). Foi naquele momento que Abraão foi acometido de ‘grande pavor e cerradas trevas’ (Gn.15:12), um pressentimento que retratava o sofrimento que o povo de Deus passaria no cativeiro egípcio.

Após a morte de José, de seus irmãos e de ‘toda aquela geração’ (v.6), ‘se levantou novo rei sobre o Egito, que não conhecera a José’ (v.8). Isso não quer dizer que ele jamais tenha ouvido falar de José e de tudo o que fez pelos egípcios, mas que, ao ignorar o passado, via a fertilidade e a prosperidade dos hebreus como uma futura ameaça. Usando ‘de astúcia’ (v.10), ‘os egípcios puseram sobre eles feitores de obras, para os afligirem com suas cargas’ (v.11), ou seja, capatazes para forçá-los a trabalhar. O interessante é que Faraó os fez construir duas ‘cidades-celeiros’ (v.11). Essas cidades, segundo estudiosos, eram locais de armazenamento dos tesouros do Egito e, possivelmente, também de alimentos, considerando o período de fome que a Terra atravessou nos tempos de José.

De qualquer forma, parecia que quanto mais afligiam os filhos de Israel, ‘tanto mais se multiplicavam e tanto mais se espalhavam’ (v.12). A estratégia de Faraó precisava mudar. Seu novo plano, então, deixou a violência dos feitores para focar na habilidade de duas ‘parteiras hebreias’ (v.15), Sifrá e Puá, que receberam ordens de matar todos os bebês hebreus do sexo masculino. O que Faraó não esperava era a coragem dessas mulheres em desobedecer às suas ordens, pois temiam mais ao Senhor do que a um rei terreno. Uma atitude que, infelizmente, se tornou um artigo de luxo no meio religioso de hoje. Sifrá e Puá usaram de maior astúcia que o rei do Egito e, por terem ‘temido a Deus, Ele lhes constituiu família’ (v.21).

Mas Faraó insistiu em seu plano perverso, ordenando a todos os egípcios que jogassem no Nilo todos os filhos que nascessem aos hebreus. Na verdade, amados, todo aquele que se levanta contra o povo de Deus não passa de uma marionete nas mãos do inimigo. Satanás sabia que, da descendência de Abraão, nasceria o Messias. E a ordem para matar todos os meninos recém-nascidos refletia sua ânsia por frustrar os planos de Deus. Contudo, os planos do Senhor não podem ser frustrados, pois Ele já havia estabelecido uma promessa com a humanidade (Gn.3:15). Como está escrito: ‘para Deus não haverá impossíveis em todas as Suas promessas’ (Lc.1:37). Afinal, ‘Deus não é homem, para que minta; nem filho de homem, para que se arrependa. Porventura, tendo Ele prometido, não o fará? Ou, tendo falado, não o cumprirá?’ (Nm.23:19).

A resposta a essas perguntas é um claro e sonoro SIM! Deus sempre cumpre as Suas promessas, pois ‘se somos infiéis, Ele permanece fiel, já que de maneira nenhuma pode negar-Se a Si mesmo’ (2Tm.2:13). O sofrimento do êxodo poderia estar apenas começando para o povo de Deus, mas até mesmo o sofrimento nesta Terra é passageiro. Havia um limite de tempo estabelecido por Deus. Ao Egito foram dados quatrocentos e trinta anos de oportunidade. Desde Cristo, a humanidade já tem quase dois mil anos de oportunidade. E, desde o fim do último período profético de Daniel 8:14, há cento e oitenta anos o povo do advento tem proclamado: ‘Breve Jesus voltará!’.

Muitos têm perguntado: ‘Até quando?’. Não o sabemos, amados, e louvado seja Deus por isso, pois Ele sabe o que faz! Precisamos, sim, mudar o foco da nossa mente para o que realmente importa: o nosso preparo, enquanto preparamos outros para o encontro com o Senhor. Que o temor a Deus – que faz parte da mensagem que temos de pregar a todo o mundo (Ap.14:6-7) – seja visto primeiramente em nossa vida. Só então estaremos prontos para o tempo de angústia, qual nunca houve (Dn.12:1), com a mesma disposição de Sifrá e Puá e com o mesmo resoluto discurso dos discípulos: ‘Antes, importa obedecer a Deus do que aos homens’ (At.5:29).

Pai bendito, não temos do que nos orgulhar quando fazemos qualquer coisa, por melhor que seja. Mas temos do que nos alegrar quando o Teu bom Espírito manifesta as Tuas obras através de nós. Que sublime privilégio, nosso Pai amado! E o Senhor ainda nos recompensa quando aceitamos viver a Tua vontade. Preciosa graça do Teu amor, ó Deus! Ajuda-nos, Senhor, a sermos tementes a Ti, não importando as circunstâncias! Concede-nos o Teu Santo Espírito! Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia da preparação, tementes a Deus!

Rosana Garcia Barros

#Êxodo1 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100


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