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Texto bíblico: https://pesquisa.biblia.com.br/pt-BR/NVI/gn/5
As genealogias podem não ser os capítulos mais interessantes da Bíblia, mas estão repletas de insights espirituais para o estudante diligente das escrituras. Um fato óbvio em Gênesis 5 é que os descendentes de Adão viveram muitos anos. Era comum esses patriarcas viverem novecentos anos. Hoje, se alguém vive até cem anos, celebramos isso como uma grande conquista, mas Adão viveu até 930, seu filho Sete viveu até 912 e Matusalém até 969. Isso revela uma verdade vital a respeito de Deus. Nosso Criador projetou os seres humanos para viverem para sempre. Ele nos criou com uma certa força vital que até mesmo depois da entrada do pecado permaneceu durante séculos. Que Deus poderoso Ele é.
Aqui está outra jóia espiritual de Gênesis 5. Enoque viveu sessenta e cinco anos e ele e sua esposa tiveram um menino que chamaram de Matusalém. A Bíblia então declara explicitamente: “Depois que gerou Matusalém, ele (Enoque) andou com Deus…” (Gênesis 5:22)
O amor de Enoque por seu filho revelou o profundo amor de Deus a favor do filho. É através dos laços profundos que nos unem com aqueles que amamos que o amor de Deus é totalmente revelado.
Que gemas espirituais você encontra neste capítulo? Por que não compartilhá-las com outras pessoas em nosso blog?
Mark Finley
Evangelista aposentado
Estados Unidos
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/gen/5
Tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Luís Uehara
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1166 palavras
1 Este é o livro. Um período de cerca de 1500 anos é coberto na lista de gerações apresentada neste capítulo. … Eles [os principais patriarcas] são lembrados pela posteridade só por seus nomes. Somente dois, Enoque e Noé, superaram os outros em excelência e piedade. Enoque foi o primeiro pecador, salvo pela graça, a ser honrado pela trasladação; Noé foi o único chefe de família a sobreviver ao dilúvio … A palavra “livro”, sefer, é usada no AT para se referir a um rolo completo (Jr 36:2, 8) ou a uma única folha de um livro. CBASD –Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 1, p. 232.
à semelhança de Deus. A referência à imagem de Deus é significativa, em especial ao se levar em conta a linhagem de Caim (4:17-22), cujos descendentes não pareciam refletir tal imagem. Bíblia de Estudo Andrews.
2 E lhes chamou pelo nome de Adão. A única informação nova é o nome que por Deus – e lhes foi dado por Deus: “homem”, adam. A partir deste texto fica claro que o nome Adão era originalmente genérico, incluindo tanto o homem quanto a mulher, e que ele era equivalente à palavra “humanidade”. CBASD, vol. 1, p. 232.
3 À sua semelhança. Embora Sete não fosse o filho primogênito de Adão, era aquele através de quem a linhagem piedosa se perpetuaria. O que sucedeu a Adão depois da queda está resumido em três curtos versos que servem como padrão para as biografias subsequentes. CBASD, vol. 1, p. 232.
5 Os dias todos da vida de Adão foram novecentos e trinta anos. A longevidade da raça antediluviana pode ser atribuída às seguintes causas: (1) vitalidade original com a qual a humanidade foi dotada na criação, (2) piedade e inteligência superiores, (3) efeito residual do fruto da árvore da vida, (4) qualidade superior dos alimentos disponíveis, e (5) graça divina em postergar a execução da penalidade do pecado. Adão viveu para ver oito gerações sucessivas alcançarem a maturidade. Uma vez que sua vida abarcou mais da metade do tempo que decorreu até o dilúvio, é claro que muitos puderam ouvir de seus próprios lábios a história da criação, do Éden, da queda e do plano da redenção, tal como este lhe havia sido revelado. CBASD, vol. 1, p. 233.
E morreu. Com estas sombrias palavras termina a biografia de Adão. A monótona repetição desta declaração no final de cada biografia – exceto de Enoque – afirma o domínio da morte (Rm 5:12). Revela que a sentença de morte não foi uma vã ameaça. A morte é uma lembrança persistente da natureza e dos resultados da desobediência. CBASD, vol. 1, p. 233.
22 Andou Enoque com Deus. Esta expressão … Retrata uma vida de piedade singularmente elevada, não meramente a constante percepção da presença divina ou mesmo o contínuo esforço para uma santa obediência, mas a conservação da mais íntima relação com Deus. A vida de Enoque evidentemente estava em plena harmonia com a vontade divina. CBASD, vol. 1, p. 233.
Depois que gerou a Metusalém. [Esta declaração] não significa que ele havia sido uma pessoa ímpia antes e só nesse momento experimentara conversão. … Porém, com a chegada desse filho, ele compreendeu, por experiência própria, a profundidade do amor de um pai e a confiança de uma criança indefesa. … Sua comunhão com Deus consistiu não apenas na contemplação de Deus, mas também no ministério ativo em favor do próximo. Ele ansiava pela vinda de Cristo em glória, advertindo fervorosa e solenemente os pecadores ao redor sobre o terrível destino que aguardava os ímpios (Jd 14, 15). CBASD, vol. 1, p. 233.
Trezentos anos. A constante fidelidade de Enoque, manifesta ao longo de um período de 300 anos, deve encorajar cristãos que acham difícil “andar com Deus” mesmo por um dia. CBASD, vol. 1, p. 233.
E teve filhos e filhas. Segundo o relato inspirado, Enoque gerou filhos e filhas durante sua vida de excepcional piedade. Aqui está uma evidência inegável de que o estado de matrimônio está de acordo com a mais estrita vida de santidade. CBASD, vol. 1, p. 233.
24 Andou. Apenas dois homens são descritos nas escrituras nestes termos (“andou com Deus”): Enoque e Noé (cf 6.9). Esta frase sugere comunhão em vários aspectos, nos quais a Bíblia insiste muito: “Anda na minha presença” (Gn 17.1) implicando em sinceridade; “Andareis após o Senhor vosso Deus” (Dt 13.4), o que implica em obediência; “andai nele” (Cl 2.6), o que implica em união com ele; andar com Deus atribui uma grande importância à comunhão. Bíblia Shedd.
E já não era, porque Deus o tomou para Si. O evento mais significativo da era antediluviana, um evento que encheu os fiéis de esperança e alegria, a trasladação de Enoque, é relatado por Moisés nestas poucas e simples palavras. Enoque foi trasladado “para não ver a morte”(Hb 11:5). Esse significado está implícito na palavra laqah, “Ele [Deus] tomou”, uma palavra nunca usada para denotar a morte. O moderno uso cristão da expressão não tem autoridade bíblica. A palavra é usada, contudo, em conexão com a trasladação de Elias (2Rs 2:3, 5, 9, 10). … Como modelo de virtude, Enoque, “o sétimo depois de Adão”, está em distinto contraste com a sétima geração da linhagem cainita, Lameque, que acrescentou o crime de homicídio ao vício da poligamia (Jd 14; cf. Gn 4:6-19). A partida de Enoque foi presenciada por alguns, tanto justo como ímpios (ver PP, 88). Sua trasladação foi planejada por Deus, não só para recompensar a piedade, mas para demonstrar a certeza do livramento do pecado e da morte prometido por Deus. A lembrança desse evento notável sobreviveu na tradição judaica (ver Eclesiástico 44:16), no registro cristão (Hb 11:5; Jd 14) e até em fábulas pagãs. … lendas árabes o apresentam como o inventor da escrita e da aritmética. … A vida exemplar de Enoque, com seu glorioso clímax, ainda testifica da possibilidade de viver num mundo ímpio sem pertencer a ele. CBASD, vol. 1, p. 233, 234.
25 Metusalém. A curta vida terrena de Enoque [em comparação a seus contemporâneos], de apenas 365 anos, foi seguida pela de seu filho Metusalém, que viveu 969 anos e chegou até o ano do dilúvio. CBASD, vol. 1, p. 234.
29 Noé. Na esperança de que seu primogênito fosse o descendente prometido, o redentor cuja vinda os fiéis esperavam ansiosamente, Lameque o chamou de Noé, “descanso”, dizendo: “Este nos consolará.” O nome “Noé”(ruah, “descansar”) e a palavra “consolar” vêm de uma raiz comum que significa “suspirar”, “respirar’, “descansar”e “deitar”. CBASD, vol. 1, p. 234.
32 Era Noé da idade de quinhentos anos. Nenhum dos patriarcas esperou tantos anos antes do nascimento de seus descendentes como Noé; passou-se meio milênio antes de seu lar ser abençoado pela chegada de um filho (ver p. 183 [Introdução a Gênesis/CBASD]). Essa lista genealógica é interrompida com Noé, mencionando-se apenas o nascimento de seus filhos. A menção dos três filhos sugere a importância deles no povoamento da terra após o dilúvio. CBASD, vol. 1, p. 234.
Gerou a Sem, Cam e Jafé. A última parte de Gênesis 5:32 … seria traduzida de maneira mais exata da seguinte forma[em ordem de nascimento]: “E gerou a Jafé, Sem e Cam.” Sem é mencionado [no relato bíblico] como o primeiro dos três filhos por causa de sua importância como o progenitor da linhagem patriarcal pós-diluviana, da qual viria o escolhido povo de Deus, bem como o descendente prometido. CBASD, vol. 1, p. 235.
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“Andou Enoque com Deus e já não era, porque Deus o tomou para si” (v.24).
Talvez este seja o versículo mais destacado e lembrado deste capítulo. A vida de Enoque foi e continua sendo um exemplo de uma jornada cristã vitoriosa. Sendo o sétimo na descendência de Adão, e avô de Lameque, que viveu setecentos e setenta e sete anos, certamente Enoque experimentou a perfeita comunhão com Deus. Foi ele que, já em seu tempo, declarou a primeira profecia sobre a segunda vinda de Cristo: “Eis que veio o Senhor entre Suas santas miríades” (Jd.14). O assassinato de Abel por Caim e a terrível conduta de sua descendência são provas inequívocas de que o mal já havia se alastrado e começava a tomar proporções que logo iria requerer a intervenção divina.
Mas além do fiel testemunho de Enoque, há muito o que podemos aprender no capítulo de hoje. Notem que o verso dois diz que Deus criou o homem e a mulher, “os abençoou, e lhes chamou pelo nome de Adão, no dia em que foram criados”. A aliança estabelecida no casamento é tão sagrada e profunda, que Deus criou o ser humano à Sua imagem e semelhança não apenas no aspecto físico e no caráter, mas também abençoou a união de um homem e uma mulher como um elo inquebrável. Como o Pai, o Filho e o Espírito Santo são três pessoas, mas um só Deus, o casal torna-se “uma só carne” (Gn.2:24). Quando, após o pecado, Adão deu nome à sua mulher, é porque havia um significado que apontava para a esperança de vida eterna.
Principalmente no Antigo Testamento, os nomes carregavam um peso em seu significado. A escolha não era como hoje, aleatória ou por gostos pessoais. O nome da criança refletia uma história ou uma mensagem a ser transmitida, ou mesmo a expectativa dos pais na trajetória dos filhos, e muitos possuíam um verdadeiro significado profético. Outra prática comum naquele tempo era a memorização dos relatos e das genealogias como uma forma de preservar a memória e a história, além de confirmar as promessas divinas. A genealogia de hoje, por exemplo, é uma das mais belas mensagens sobre a queda do homem e o plano da redenção.
Percebam, amados, através do significado dos nomes, a bela história que era contada de geração a geração dos filhos de Deus:
Adão: “O homem”
Sete: “Apontado”
Enos: “Mortal”
Cainã: “Desgraça”
Maalalel: “O Santo Deus”
Jarede: “Descerá”
Enoque: “Ensino, disciplina”
Metusalém: “Sua morte trará”
Lameque: “Sem esperança”
Noé: “Descanso”
Vamos organizar em uma só sentença? Ficaria mais ou menos assim:
“Ao homem está apontada uma mortal desgraça, mas o Santo Deus descerá ensinando, e Sua morte trará aos sem esperança, descanso”.
Medite hoje nesta verdade tão linda e nunca mais subestime o valor e a importância das genealogias na Bíblia. Elas fazem parte da Palavra de Deus e merecem a nossa atenção tanto quanto qualquer outro texto das Escrituras Sagradas. E ainda que o nosso nome aqui não reflita o plano de Deus para a nossa vida, apegue-se à promessa de Apocalipse 2:17: “lhe darei uma pedrinha escrito um nome novo, o qual ninguém conhece, exceto aquele que o recebe”. No Céu teremos um nome que bem representará a nossa experiência pessoal com Jesus. Prepare-se para receber, muito em breve, sua nova e eterna certidão de nascimento!
Pai querido e bendito, nós Te louvamos porque desde as primeiras gerações dos Teus filhos, o Senhor deixou bem claro e de uma forma tão linda o Teu amor eterno por cada um de nós. Assim como o Senhor, o Espírito Santo e Jesus são um, Tu desejas que sejamos um Contigo e vivamos em unidade aqui, como testemunhas do Teu caráter. Ajuda-nos, Pai! E nos ensina, assim como Enoque, a andar Contigo todos os dias de nossa vida até que nos encontremos face a face. Por Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, futuros cidadãos do Céu!
Rosana Garcia Barros
#Gênesis5 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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GÊNESIS 5 – O capítulo anterior revelou a existência de duas linhagens: A de Caim e a de Sete. O ato satânico de Caim que parecia o fim do bem foi revertido com o nascimento de Sete.
Provavelmente, Caim casou-se com uma de suas irmãs, Adão e Eva tiveram dezenas de filhos e filhas (Gênesis 5:4). O sinal que Deus colocara em Caim visava protegê-lo da morte de quem quer o encontrasse; graciosamente preservado com vida, ele gerou Enoque.
Visando preencher o vazio que cabe somente a Deus, a família de Caim criou várias atividades. Assim surgiu o desenvolvimento cultural, político e econômico. Os primeiros construtores, músicos e fazendeiros surgiram ao procurarem sentido na vida sem Deus; sentido este que só existe quando Deus está no centro da existência (Gênesis 4:17-27).
Da família de Sete surgem aqueles que, em contraste com aqueles que buscam sentido nas coisas materialistas e ilusórias deste mundo, descobrem a verdadeira satisfação do coração no ato de invocar o nome do Senhor (Gênesis 4:25-26).
No capítulo 5 continua a estratégia divina de restaurar o estrago operado pelo pecado. Os seres humanos foram criados à imagem e semelhança de Deus para relacionar-se com Ele. Foram abençoados por Ele, e não será o pecado que vai arruinar para sempre as nobres intenções de Deus.
Deus deixa de lado a linhagem de Caim e foca na linhagem de Sete. O que importa para Deus não são os bens materiais, fama, sucesso e prosperidade neste mundo, mas buscar a Sua presença. Ele almeja nosso relacionamento que passou por uma ruptura com a entrada do pecado.
Enfim, a genealogia de Caim termina em maldição, a de Sete apresenta a progressão da promessa messiânica. Ambas as genealogias possuem nomes iguais, Enoque e Lameque (Gênesis 4:17-18; 5:21-25), embora o caráter deles sejam contrastantes. Enoque, sétimo da linhagem de Sete, anda com Deus; já Lameque, sétimo da linhagem de Caim, é bígamo, vingativo, assassino e violento. “A linhagem de Caim leva ao juízo; a linhagem de Sete, à Salvação” (Bruce K. Waltke).
No tempo do fim, duas gerações contrastantes existirão: Uma apegada ao pecado, outra apegada ao Salvador do pecado! Qual é tua escolha? – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: GÊNESIS 4 – Primeiro leia a Bíblia
GÊNESIS 4 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
Acesse os comentários em vídeo em nosso canal no Youtube (pastores Adolfo, Valdeci, Weverton e Michelson)
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Texto bíblico: https://pesquisa.biblia.com.br/pt-BR/NVI/gn/4
Gênesis 4 descreve as terríveis consequências da raiva descontrolada. As emoções desenfreadas de Caim o levaram a matar seu irmão Abel. Quando nossas emoções ficam fora de controle as consequências são sérias. Caim deixou sua casa e vagou como um “fugitivo e andarilho”. Sua vida mudou em um instante. Más escolhas, emoções descontroladas e atitudes negativas produzem consequências devastadoras. Boas escolhas, emoções sob controle e emoções positivas resultam em consequências positivas. Uma vida sob o controle do Espírito de Deus está preparada para enfrentar qualquer circunstância que a vida apresente com uma atitude de calma segurança nos propósitos preponderantes de Deus.
Uma das perguntas mais fascinantes desta narrativa bíblica é feita por Caim. Ele pergunta: “Sou eu o guardião do meu irmão?” Onde nossas decisões impactam os outros, a resposta é um sonoro “sim”. Embora não sejamos responsáveis pelas escolhas que “nosso irmão” faz, somos responsáveis pelas escolhas que fazemos que influenciam a vida das pessoas ao nosso redor. Isso nos deve fazer parar a fim de avaliarmos a influência de nossas ações e atitudes.
Mark Finley
Evangelista aposentado
Estados Unidos
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/gen/4
Tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Luís Uehara
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2351 palavras (1294 palavras em destaque)
1 Adquiri um varão. O hebraico diz, literalmente: “Adquiri um varão, o SENHOR”. Quando Eva segurou seu primogênito nos braços, provavelmente se lembrou da promessa divina (Gn 3: 15) e, acariciando a esperança de que ele fosse o Libertador prometido, deu-lhe o nome de Qayin, “adquirido” (DTN, 31). Pobre esperança! Seu ávido anseio pelo rápido cumprimento da promessa do evangelho estava destinado a doloroso desapontamento. Mal sabia ela que aquela criança se tornaria o primeiro assassino do mundo. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo dia, vol. 1, p. 223.
3-5 Hb 11:4 destaca a importância da motivação ao dar a Deus: Abel ofertou pela fé. Autores bíblicos posteriores desenvolveram mais o tema de Deus olhar o motivo do doador (1Sm 16:7; Os 6:6; Mt 5:24). Bíblia de Estudo Andrews.
3 Uma oferta ao Senhor. “Oferta”, minhah. […] Caim sabia estar procedendo de forma errada ao levar o tipo de oferta oferecida a Deus. Ele fora ensinado de que o sangue do Filho de Deus expiaria seus pecados. Seguindo a regra divinamente instituída de que o sangue do Filho de Deus expiaria seus pecados, ele mostraria lealdade a Deus, que havia ordenado o sistema sacrifical, e expressaria fé no plano da redenção (Hb 11:4). […] O que tornou a oferta de Caim inaceitável a Deus? A contragosto, Caim reconhecia parcialmente as reivindicações de Deus sobre ele. Mas um espírito secreto de ressentimento e rebelião o levou a cumprir os reclamos divinos da forma que ele mesmo escolheu, em vez de segui precisamente o plano estabelecido por Deus. Aparentemente ele obedeceu, mas a maneira em que o fez revelava um espírito desafiador. Caim pretendia se justificar por suas próprias obras, ganhar a salvação por seus méritos. Ele se recusou a reconhecer que era pecador e que precisava de um Salvador. Apresentou uma oferta que não expressava nenhum arrependimento pelo pecado – uma oferta sem sangue. E “sem derramamento de sangue não há remissão”, pois “”é o sangue que fará expiação pela alma” (Hb 9:22; Lv 17:11, ARC; PP, 71, 72). Caim reconhecia a existência de Deus e Seu poder para dar ou reter bênçãos terrestres. Achando vantajoso estar bem com a Divindade, Caim julgou conveniente aplacar e desviar a ira divina por meio de uma oferta, embora ela fosse feita a contragosto Ele não compreendeu que a atenção parcial e formal das exigências explícitas de Deus não podia obter Seu favor e substituir a verdadeira obediência e contrição do coração. Examinar bem o coração pode evitar que, como Caim, ofereçamos a Deus bons inúteis e inaceitáveis. CBASD, vol. 1, p. 224, 225.
4, 5 Deparamos na vida de Caim: 1) O pensamento humano em oposição à revelação divina; 2) A vontade humana em oposição à vontade divina; 3) O orgulho em oposição à humildade que Deus requer; 4) O ódio humano em oposição ao amor divino; 5) A hostilidade humana em oposição à comunhão divina (cf v 16). Bíblia Shedd.
4 Agradou-se. Sha’ah, “considerar favoravelmente”. Embora não seja revelada a maneira como Deus aceitou a oferta de Abel, ela consistiu na aparição de um fogo celestial para consumir o sacrifício, como aconteceu muitas vezes em épocas posteriores (ver Lv 9:24; Jz 6:211Rs 18:38; 1Cr 21:26; 2Cr 7:1; PP, 71). A aceitação do sacrifício de Abel por parte de Deus indicava a aceitação de sua pessoa. De fato, na narrativa, a menção de que Abel foi aceito precede a menção de que sua oferta foi aceita. Isso é uma indicação de que Deus não está tanto interessado no sacrifício quanto na pessoa que o apresenta. CBASD, vol. 1, p. 225.
5 Ao passo que de Caim e de sua oferta […] Irou-se, pois, sobremaneira, Caim. Caim notou a ausência de qualquer sinal visível do agrado de Deus e a aceitação da oferta. O resultado foi uma ira ardente e profunda. A frase hebraica usada aqui pode ser traduzida literalmente como: “Isso ardeu em Caim sobremaneira.” Ele foi tomado por um intenso ressentimento contra seu irmão e contra Deus. Aparentemente não houve nenhuma tristeza pelo pecado, nenhuma oração por luz e perdão. O comportamento de Caim é típico de um pecador obstinado e impenitente cujo coração não se comove diante da correção e da reprovação, mas se torna ainda mais duro e rebelde. Caim não fez nenhuma tentativa de esconder sentimentos de desapontamento, insatisfação e ira. Sua face demonstrava seu ressentimento. CBASD, vol. 1, p. 225.
6 Por que andas irado? Fica aqui evidente, como nos v. 14 e 16, que Deus não deixou de ter contato pessoal com o ser humano quando o expulsou do jardim. A rejeição da oferta de Caim não significava necessariamente a rejeição do próprio Caim. Em misericórdia e paciência, Deus estava pronto a lhe dar outra chance. Embora tivesse manifestado claramente Seu desprazer ao rejeitar a oferta, Deus apareceu ao pecador e arrazoou com ele, na tentativa de persuadi-lo de que sua conduta estava errada e de que sua ira era injusta. CBASD, vol. 1, p. 225.
7 Se procederes bem. Deus desejava que Caim compreendesse que, se ele se corrigisse e passasse a viver de acordo com os preceitos divinos, não haveria mais razão para o Senhor mostrar desprazer nem para Caim manter o semblante desapontado e irado. Contudo, se Caim não mudasse, o pecado o dominaria. A frase “o pecado jaz à porta” (como um animal selvagem) é provavelmente um provérbio (ver 1Pe 5:8). CBASD, vol. 1, p. 226.
o pecado jaz à porta. Uso de um termo hebraico que se refere a um demônio mitológico que vigia as portas. Portanto, o pecado fica à espreita como um demônio, pronto para atacar aqueles que lhe abrem a porta. Bíblia de Estudo Andrews.
8 Entrada da morte na sociedade humana. Aquilo que ficara implícito na maldição de Deus se tornou explícito em ações humanas. Bíblia de Estudo Andrews.
Vamos ao campo. Indica que o assassínio foi premeditado. Bíblia Shedd.
Estando eles no campo. O crime de Caim revelou a verdadeira natureza de Satanás como “homicida desde o princípio” (Jo 8:44). Ali já havia brotado o contraste de suas “descendências” distintas dentro da raça humana, um contraste que tem se estendido ao longo de toda a história da humanidade. CBASD, vol. 1, p. 226.
9 Onde está Abel, teu irmão? Assim como ocorreu com Adão e Eva, Deus, então, foi atrás de Caim para pôr a transgressão na devida luz, a fim de despertar arrependimento em sua consciência culpada e criar nele um novo coração. Como Deus havia se dirigido aos pais de Caim com uma pergunta, fez o mesmo com ele. Os resultados, contudo, foram bem diferentes: Caim ousadamente negou a sua culpa. A desobediência havia levado ao homicídio ao qual ele acrescentava a mentira e o desafio, pensando cegamente que poderia ocultar de Deus o seu crime. CBASD, vol. 1, p. 227.
10 A voz do sangue de teu irmão clama. É uma expressão figurada, demonstrando tremenda culpabilidade do criminoso (cf Ap 6.9, 10). Bíblia Shedd.
O trêmulo homicida percebeu que o Deus que tudo vê e tudo sabe via sua alma desnuda. […] Contra toda a desumanidade do homem para com o homem, em todas as eras, o clamor de Abel ascende a Deus (Hb 11:4). Abel encontrou a morte na mão de um parente chegado. Da mesma forma, Jesus, vindo à Terra como parente chegado da raça humana, foi rejeitado e entregue à morte por Seus irmãos. CBASD, vol. 1, p. 227.
11 És agora, pois, maldito. Uma maldição divina já havia sido pronunciada sobre a serpente e a terra (3:14, 17); agora, pela primeira vez, ela cai sobre o homem. CBASD, vol. 1, p. 227.
12 Não te dará ele [o solo] a sua força. Caim estava condenado a vaguear perpetuamente a fim de conseguir alimento para si, para a família e os animais. Havendo sido compelida a beber sangue inocente, a terra se rebelou, por assim dizer, contra o assassino. E quando ele a lavrasse, ela não daria sua força. Caim teria pouca recompensa de seu trabalho. Da mesma forma, posteriormente, é dito que a terra de Canaã “vomitou” os cananitas por causa de suas abominações (Lv 18:28). CBASD, vol. 1, p. 227.
13 Já não posso suportá-lo. A sentença divina transformou a truculência de Caim em desespero. Embora Caim merecesse a pena de morte, um Deus misericordioso e paciente lhe deu mais uma oportunidade de arrependimento e conversão. Mas, em vez de se arrepender, Caim reclamou da punição como sendo mais severa do que merecia. Nenhuma palavra de tristeza saiu de seus lábios, nem mesmo um reconhecimento de culpa ou de vergonha; nada, a não ser a triste resignação de um criminoso que percebe ser impotente para escapar da penalidade que merece. CBASD, vol. 1, p. 227.
14 Eis que hoje me lanças. Caim sabia que estaria barrado, não só das bênçãos da terra, mas também, pela própria escolha, de todo contato com Deus. CBASD, vol. 1, p. 227.
Quem comigo se encontrar. Caim se viu sem esperança de continuar vivo, com medo de que a maldição de Deus implicasse a retirada da restrição divina de sobre aqueles que buscassem vingar o sangue de Abel. Uma consciência culpada o advertia de que ele merecia morrer e que, daí em diante, sua própria vida estava em perigo. Mas a pena de morte, que lhe cabia, foi trocada pelo exílio perpétuo. Em vez de ficar preso, ele devia ficar excluído de toda associação normal e feliz com outras pessoas, e, por sua própria escolha, excluído de Deus. Aquele que havia tirado a vida de seu irmão via nas outras pessoas seus executores em potencial. CBASD, vol. 1, p. 227, 228.
15 Sete vezes. Proteção especial lhe foi concedida, em harmonia com o princípio: “A Mim Me pertence a vingança; Eu é que retribuirei, diz o Senhor” (Rm 12:19). O joio precisa crescer junto com o trigo; é preciso permitir que os frutos do pecado alcancem a maturidade para que o caráter de sua semente possa ser manifesto. A vida de Caim e de seus descendentes devia ser uma demonstração do que o pecado faz nos seres racionais (PP, 78). CBASD, vol. 1, p. 228.
Um sinal. O que quer que seja, não era um sinal do perdão de Deus, mas apenas uma proteção temporal. CBASD, vol. 1, p. 228.
17-22 As genealogias têm propósitos diferentes na Bíblia: (1) mostrar a origem comum da humanidade; (2) servir para verificar o direito à propriedade da terra (Lv 25:23, 24), ligada ao senhorio geral de Deus sobre tudo; (3) mostrar a importância da continuidade das linhagens sacerdotal e real; (4) funcionar como ponte entre diferentes períodos nas Escrituras. Bíblia de Estudo Andrews.
17 E coabitou Caim com sua mulher. A repentina menção da mulher de Caim não deve criar problema. Gênesis 5:4 declara que Adão “teve filhos e filhas” além dos três filhos cujos nomes são mencionados. Os primeiros habitantes da Terra não tinham escolha exceto se casarem com seus irmãos e irmãs a fim de cumprirem a ordem divina: “Sede fecundos, multiplicai-vos” (ver At 17:26). O fato de que esse costume permaneceu por longo tempo é visto no casamento de Abraão com sua meia-irmã Sara. Tais casamentos foram mais tarde proibidos (Gn 1:28; ver Lv 18:6-17). CBASD, vol. 1, p. 228.
Caim edificou uma cidade. É digno de nota que a primeira “cidade” do mundo tenha sido fundada pelo primeiro assassino, um indivíduo perversamente impenitente cuja vida, completa e irremediavelmente dedicada ao mal, foi vivida em desafio a Deus. Foi alterado, assim, o plano de Deus de que o homem vivesse em meio à natureza, contemplando nela o poder do Criador. Muitos males atuais são resultado direto do agrupamento antinatural de seres humanos em grandes cidades, onde os piores instintos predominam e vícios de todos os tipos florescem. CBASD, vol. 1, p. 228, 229.
18 A Enoque nasceu-lhe Irade. O caráter de Enoque, filho de Caim, está em contraste tão acentuado com o do Enoque da linhagem de Sete, que é impossível identificar os dois como uma só pessoa. CBASD, vol. 1, p. 229.
19 Lameque tomou para si duas esposas. Lameque foi o primeiro a perverter o casamento, tal como este fora estabelecido por Deus, transformando-o na concupiscência dos olhos e da carne, sem ter sequer o pretexto de que a primeira esposa não tivesse tido filhos. A poligamia foi um novo mal que ficou arraigado durante longos séculos. Os nomes das esposas de Lameque sugerem atração sensual: Ada significa “adorno” e Zilá significa “sombra” ou “tilintar”. CBASD, vol. 1, p. 228.
21 De todos os que tocam harpa e flauta. “Harpa”, kinnor [de onde Quinerete, o outro nome do mar da Galiléia/Tiberíades/Genezaré, em forma de lira]. Tendo sido o primeiro instrumento musical do mundo, a “harpa” é mencionada 47 vezes no AT (ver Sl 33:2; etc.). A palavra kinnor é traduzida na ARA e na ARC como “harpa”, embora na verdade seja uma lira. CBASD, vol. 1, p. 229.
22 Naamá. Não se sabe por que a irmã de Tubalcaim é especificamente mencionada. A tradição judaica a identifica como a esposa de Noé. Seu nome, que significa “a bela” ou “a agradável” reflete a mente mundana dos cainitas, que ohavam para a beleza, e não para o caráter, como o principal atrativo das mulheres. CBASD, vol. 1, p. 230.
23, 24 A canção de vanglória entoada por Lameque se contrapõe ao pedido de Caim por proteção divina (v. 13, 14) e ressalta a tendência de degradação da sociedade humana. Lameque queria ser a própria lei. O tema da vingança desempenha um papel importante. Bíblia de Estudo Andrews.
23 Matei um homem. […] esse “cântico” constitui a primeira composição poética do mundo. É difícil saber o significado exato de suas palavras um pouco enigmáticas. CBASD, vol. 1, p. 230.
25 Sete. Depois de relatar o desenvolvimento da ímpia família de Caim, o autor volta a Adão e Eva e repassa brevemente a história daqueles que foram leais a Deus. Pouco após a morte de Abel nasceu um terceiro filho, a quem sua mãe deu o nome de Sete. Sheth, o “nomeado”, a “compensação” ou o “substituto”, em lugar de Abel. Eva, tendo visto que seu filho piedoso estava morto e reconhecendo que as palavras de Deus com respeito ao descendente prometido não podiam encontrar cumprimento no amaldiçoado Caim, expressou sua fé de que o Libertador prometido viria através de Sete. Sua fé foi recompensada, pois os descendentes de Sete obedeceram ao Senhor CBASD, vol. 1, p. 230.
26 Enos. Em seu tempo, iniciou-se um culto mais formal. As pessoas, é claro, haviam invocado o Senhor antes do nascimento de Enos, mas à medida que o tempo passava surgiu uma distinção mais evidente entre aqueles que adoravam o Senhor e aqueles que O desafiavam. A expressão “invocar o nome do Senhor” é usada frequentemente no AT (Sl 79:6; 116:17; Jr 10:25; Sf 3:9) para indicar adoração pública, como ocorre aqui. CBASD, vol. 1, p. 230.
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“Então, lhe disse o Senhor: Por que andas irado, e por que descaiu o teu semblante?” (v.6).
Após saírem do Éden, Adão e Eva começaram a sentir os resultados do pecado na natureza. Ao contemplarem as folhas que caíam, as flores que murchavam, os animais mudando o seu trato antes dócil para um instinto agressivo; ao perceberem o ar diferente, os espinhos e ervas daninhas que invadiam suas plantações, tudo isso lhes causava dor e sofrimento e a triste e terrível lembrança de sua queda. Tudo ao redor, por mais que ainda lembrasse o seu lar edênico, possuía o hálito da maldade. Ao dar à sua mulher o nome de Eva (Gn.3:20), Adão demonstrou sua confiança no plano da salvação e esperança de que através de sua mulher, nascesse Aquele que esmagaria a cabeça da serpente.
O nascimento de Caim encheu de expectativa o coração do jovem casal, e principalmente daquela cujo coração era esmagado com o peso constante de sua má escolha. E ao dar à luz seu primeiro filho, com esperança exclamou: “Adquiri um varão com o auxílio do Senhor” (v.1). Algum tempo depois, Eva também deu à luz a Abel. Ambos tiveram acesso à verdadeira educação. Seus pais sabiam que precisavam transmitir a seus filhos a verdade sobre o que havia acontecido e a esperança de um dia estarem novamente no Éden desfrutando da presença e da glória do Senhor. Caim e Abel cresceram vendo seu pai oferecer sacrifícios ao Senhor, em reconhecimento e confiança na promessa pré-estabelecida.
A Bíblia diz que os irmãos tinham ofícios diferentes. Caim era lavrador, enquanto Abel era pastor de ovelhas. De alguma forma, a compreensão acerca dos sacrifícios alcançou o coração de Abel com a fé e a intensidade de quem confiava e amava o Senhor, mas o coração de Caim foi endurecido pelo trágico pensamento de que Deus Se agradaria de sua oferta frugal. A diferença entre os altares de Caim e Abel e o resultado de suas escolhas refletem até hoje a diferença entre o ímpio e o justo.
Eu pergunto, amados: Qual dos altares era o mais bonito? Certamente, era o altar de Caim, com os belos frutos da terra. O altar de Abel, porém, era o altar da fé, do amor e da obediência. Pois “o obedecer é melhor do que o sacrificar”, mas “a rebelião é como o pecado de feitiçaria, e a obstinação é como a idolatria” (1Sm.15:22, 23). Vocês percebem? A motivação de Caim ao matar seu irmão estava no fato de que “suas obras eram más, e as de seu irmão, justas” (1Jo.3:12). Quando alguém fecha o coração para a vontade de Deus e mesmo assim deseja a aprovação divina, ao perceber a bênção desejada na vida de quem é fiel, a suposta piedade se revela em maldade que pode gerar graves e irreparáveis danos.
Caim e Abel representam as duas classes de pessoas que haverá até o fim dos tempos, e a diferença entre a falsa e a verdadeira adoração. Que o Espírito Santo esteja sempre no controle de nossa vida para que tudo o que ofertarmos ao Senhor contenha o aval das Escrituras e seja purificado com o sangue do Cordeiro de Deus.
Pai amado, livra-nos de oferecermos a Ti uma adoração falsa, segundo os nossos próprios gostos e vontades! Queremos ser Teus verdadeiros adoradores, que Te adoram em espírito e em verdade, na beleza da Tua santidade. Concede-nos um coração disposto a Te servir e a Te obedecer porque nós Te amamos! E purifica-nos com o sangue do nosso amado Redentor! Por Jesus nós Te oramos, Amém!
Vigiemos e oremos! E até amanhã, pela graça e misericórdia de Deus!
Rosana Garcia Barros
#Gênesis4 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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GÊNESIS 4 – Os efeitos do pecado se multiplicaram rapidamente. A frieza espiritual e suas consequências são logo percebidas neste capítulo.
Após você ler o relato bíblico, te convido a uma reflexão:
• Por que Deus aceitou a oferta de Abel e não o fruto do suado esforço e trabalho de Caim?
• Seria Deus arbitrário demonstrando aceitação por um e rejeição por outro?
• Em Levítico 23:10-11 Deus revela interesse nos frutos da terra como forma de aceitar Seu povo, então, por que rejeitou os frutos de Caim?
• Seria predestinação?
O que realmente importa é: No que consistia a questão da desaprovação de Deus à adoração de Caim?
Ao lermos o texto com pressupostos equivocados, julgaremos mal o caráter justo e gracioso de Deus. Embora sejam sucintos os primeiros capítulos da história humana, a revelação desvenda mistérios, não os cria. Observe:
Após o pecado, o Éden não foi imediatamente retirado do planeta; pois, ao afastar-se de Deus, Caim foi ao lado leste dele (Gênesis 4:16). Subentende-se, então, que Adão compartilhara a triste história de sua vida aos filhos e revelara a providência divina para a tragédia do pecado expressa em Gênesis 3:15, 21.
Do contrário, não haveria sentido algum de Deus indagar a Caim: “Se você fizer o bem, não será aceito?” (Gênesis 4:7) caso ele desconhecesse o que era certo.
O problema foi que a ação contrária à instrução caracterizou desobediência e rebelião de Caim, o qual se apresentou “perante Deus com murmuração e incredulidade com respeito ao sacrifício prometido e necessidade de ofertas sacrificais. Sua oferta não expressava arrependimento pelo pecado”; portanto, “Caim não foi vítima de um intuito arbitrário. Um irmão não fora eleito para ser aceito por Deus, e outro para ser rejeitado. Abel escolheu a fé e a obediência; Caim, a incredulidade e a rebeldia. Nisto consistia toda a questão” (Ellen White).
Toda a história de Caim foi corrupta (Gênesis 4:17-24). Somente surgiu um raio de esperança com o terceiro filho de Adão e Eva: Sete, com seu filho Enos (Gênesis 4:25-26). Reavivemo-nos como Sete e Enos nestes dias de frieza espiritual.
Para quem deseja verdadeira espiritualidade em meio a tantas formas de religiosidade, a revelação é clara: “Não sejamos como Caim, que pertencia ao Maligno e matou seu irmão” (1 João 3:12) – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: GÊNESIS 3 – Primeiro leia a Bíblia
GÊNESIS 3 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS – destaques
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
GENESIS 3 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS – texto completo
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