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1132 palavras
1 Agora. Sem mais demora Deus agirá. Bíblia de Estudo NVI Vida.
Agora, verás. Uma vez que Moisés não estava preparado para entender os caminhos de Deus, de nada serviria dar-lhe alguma explicação. É como se Deus lhe dissesse: “O que Eu faço não o sabes agora; compreendê-lo-ás depois” (Jo 13:7). CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 1, p. 555.
2-8 Esta seção apresenta quatro vezes a exclamação: “Eu sou o SENHOR” (vv. 2, 6, 7 e 8). A mesma frase aparece repetidamente introduzindo importantes manifestações divinas (e.g., 20:2). Andrews Study Bible.
Note o uso repetitivo da fórmula da revelação (autoridade) “Eu sou o SENHOR”, nestes versículos (vs. 2.6-8). O uso do nome de Deus da aliança sublinha a certeza das promessas e da fidelidade da aliança. Bíblia de Genebra.
3 Todo-poderoso. Em hebraico, El Shaddai; era o nome empregado por todos os povos do Oriente Médio para descrever a Deus, mesmo entre aqueles que tinham perdido a ideia monoteística da divindade. SENHOR [YHWH]. O nome específico revelado para Moisés quando lhe foram dadas as promessas da Salvação (Êx 3.14). Normalmente na Bíblia, o nome “Senhor” descreve a Deus nas Suas relações com a raça humana, Sua revelação e Sua graça, enquanto o nome “Deus” O aponta como criador Todo-poderoso dos céus e da terra, a origem de tudo. Bíblia Shedd.
Mas pelo meu nome, o SENHOR, não lhes fui conhecido. Não significa que os patriarcas desconheciam totalmente o nome Iavé (“O SENHOR”) , mas mostra que não compreendiam plenamente todas as suas implicações como o nome daquele que resgataria o seu povo. … Esses fatos poderiam ser compreendidos somente pelos israelitas que experimentariam o êxodo e pelos seus descendentes. Bíblia de Estudo NVI Vida.
Deus estava para se revelar de maneira de forma mais completa, libertando Seu povo com “mão poderosa” (Êx 6:1), de fato considerando-os como Seu povo (v. 7), estabelecendo Sua aliança com eles e dando-lhes a terra de Canaã (v. 4). Por isso, no v. 3, Deus se refere ao novo significado que a libertação traria ao Seu nome (ver v. 1-7). CBASD, vol. 1, p. 555.
“Conhecer” alguém na Bíblia se refere a um conhecimento relacional. Andrews Study Bible.
5 Me lembrei da Minha aliança. Quando o verbo “lembrar” é usado em relação a Deus, quer dizer que Ele está disposto a agir com base em Suas promessas, e não simplesmente que as estava relembrando. Esta narrativa afirma a inclusão de todo o povo de Israel na aliança abraâmica. Bíblia de Genebra.
aliança. Conjunto das promessas imutáveis de Deus, que alcançam a gloriosa plenitude do seu cumprimento na pessoa de Jesus Cristo. Bíblia Shedd.
6 vos tirarei … vos resgatarei. A resposta de Deus à queixa de Moisés em 5.22-23. Esse é o âmago da presente seção, uma solene garantia da redenção e da reafirmação da aliança. Bíblia de Genebra.
resgatarei. Normalmente, esse termo refere-se à restauração dos direitos a um membro da família em desvantagem, mediante o pagamento de um preço ou resgate; tal redenção normalmente era efetuada pelo parente mais chegado (Lv 25.25; cf Rt 4). Israel, como filho primogênito de Javé (4.22), foi remido do Egito para ser o próprio povo de Deus. … O âmago da aliança é a reivindicação de Deus sobre Seu povo, bem como a reivindicação recíproca que Ele lhes permitia fazer. Bíblia de Genebra.
Grandes manifestações de julgamento. Este livramento não poderia ser alcançado por meios pacíficos, mas exigiria demonstração de força da parte de Deus. CBASD, vol. 1, p. 556.
9 Este verso introduz o tema recorrente na descrença de Israel (14:10-12; Js 5:6; Jz 2:17; 2Rs 18:12). Andrews Study Bible.
12 Eu sou incircunciso de lábios (ARC). Esta é uma frase típica do hebraico que significa o mesmo que “pesado de língua”, de Êxodo 4:10. Da mesma forma, ouvidos “incircuncisos” (Jr 6:10) são aqueles que não ouvem, e coração “incircunciso” (Jr 9:26) é mente que não entende. Na ARA, a expressão idiomática é traduzida como “não sei falar bem”. CBASD, vol. 1, p. 557.
Moisés se encontra desencorajado após seu primeiro encontro com Faraó e após a reação de seu próprio povo. Andrews Study Bible.
14-27 Estabelece as credenciais de Aarão como líder religioso de Israel. Andrews Study Bible.
Nessa seção de transição, Moisés e Arão são formalmente identificados, e história do trabalho deles é passada em revista e reiniciada, como preparação para a descrição das dez pragas. Bíblia de Genebra.
Já que a decisão [negativa de Faraó e do povo] estava firmada, cabe agora, uma definição sobre quem era este Moisés, antes de proceder com a história. Bíblia Shedd.
16 Levi. O terceiro filho de Jacó, chamado de Israel. Mencionaram-se os dois primeiros, Rúben e Simeão, para chegar a Levi. Depois a genealogia segue a linha até Arão e Moisés, e aos parentes deles que haveriam de assumir trabalhos sacerdotais, sem descrever os outros filhos de Jacó. O que interessa em qualquer vida humana é que se converta para servir a Deus. Bíblia Shedd.
Levi viveu cento e trinta e sete anos. Cf. v. 18, 20. No AT, chama-se a atenção para o número de anos que uma pessoa viveu somente no caso de ultrapassar os cem. Bíblia de Estudo NVI Vida.
20 Anrão. Não há dúvidas de que esse Anrão seja o “homem da casa de Levi” mencionado em Êxodo 2:1. Ele era neto de Levi. Deus prometeu a Abraão que a quarta geração daqueles que entrariam na terra da opressão retornariam à terra prometida (Gn 15:16). As quatro gerações seriam então as de Levi, Coate, Anrão e Moisés. CBASD, vol. 1, p. 557.
Joquebede. Significa “Yahweh” [YHWH] é glorioso”. Joquebede é o primeiro nome relacionado ao nome divino Yahweh, que aparece aqui na sua forma abreviada “Jo”. CBASD, vol. 1, p. 557, 558.
Sua tia. Embora um casamento entre tia e sobrinho fosse proibido pela lei mosaica (Lv 18:12), foi aparentemente permitido em épocas anteriores. CBASD, vol. 1, p. 558.
O registro do casamento de Anrão com sua tia paterna seria extremamente improvável em uma genealogia fictícia. Bíblia de Genebra.
21, 24 Corá. Um primo de Moisés e Aarão que liderou uma rebelião contra os dois líderes (Nm 16). Andrews Study Bible.
23 lhes deu à luz. Nenhum descendente de Moisés é mencionado, mas os descendentes de Arão continuam, pelas duas gerações seguintes, a estabelecer a sucessão sacerdotal de Arão através de seu sucessor, Eleazar. A genealogia abrange somente quatro gerações durante a permanência no Egito, e é claramente seletiva (Gn 5.3-32). Bíblia de Genebra.
Nadabe e Abiú ofereceram fogo impróprio diante do Senhor e foram consumidos pelo fogo (Lv 10:1-2). Eleazar se tornou sumo sacerdote após Aarão (Nm 3:32) e seu neto Finéias desempenhou ação decisiva durante a rebelião sexual e a subsequente praga em Baal Peor (Nm 25). Durante o período de assentamento, Finéias ainda interviu com Rúben, Gade e Manassés para prevenir guerra entre as tribos (Js 22). Andrews Study Bible.
26 São estes. A pausa para definições e explicações é o prelúdio ao grande ato de salvação, que agora passará a ser descrito. Bíblia Shedd.
29 Eu sou. A mensagem dos servos de Deus vem da revelação que Deus lhe concede da Sua própria natureza. Bíblia Shedd.
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“Falou mais Deus a Moisés e lhe disse: Eu sou o Senhor” (v.2).
Vimos ontem que as perguntas de Moisés revelavam um tanto de insegurança e medo. É interessante observar que as respostas de Deus aos questionamentos humanos não são diretas, mas o Senhor guarda certo mistério com relação ao futuro para o nosso próprio bem. Infelizmente, nossos temores geralmente nos atrapalham a entender os propósitos de Deus e Ele, por Sua infinita misericórdia, guarda segredo com relação a determinados assuntos. Imaginem que Ele revelasse a Moisés o que ele teria que passar e que teria que suportar quarenta anos no deserto com um povo murmurador. Igualmente, se os hebreus soubessem o que haveriam de enfrentar, ou se o seu jugo não se tornasse sobremodo pesado no Egito, nem mesmo aceitariam sair de lá.
Fica claro que os filhos de Israel precisavam passar por uma experiência única e impactante para que Deus pudesse salvá-los não somente do jugo egípcio, mas deles mesmos. Era necessária uma mudança genuína, de coração, mente e corpo. O mandamento que lhes daria, exigiria isso: “Amarás, pois, o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de toda a tua força” (Dt.6:5). Ou seja, uma entrega completa de si mesmos a Deus. Por isso, ao declarar: “Apareci a Abraão, a Isaque e a Jacó como Deus Todo-Poderoso; mas pelo Meu nome, O Senhor, não lhes fui conhecido” (v.3), não indica que os patriarcas não sabiam que Deus era o Senhor, mas que a experiência pessoal que o povo de Israel teria com Ele seria revelada através do conhecimento relacional, de que Ele é o Senhor.
Por tanto tempo, eles foram escravizados tendo por senhor a Faraó. A partir de sua saída do Egito, iriam experimentar a liderança do próprio Deus como seu Senhor que, antes de tudo, seria o seu Libertador. Por cinco vezes encontramos neste capítulo a expressão divina a reforçar: “Eu sou o Senhor” (v.2, 6, 7, 8 e 28). Mas se nem Moisés tinha firme convicção de que daria tudo certo e permanecia inseguro com relação a si mesmo, que dirá os filhos de Israel, por tanto tempo escravizados e que não tinham o mesmo privilégio de ouvir a voz de Deus. A humildade, amados, não significa mediocridade. Notem que por mais duas vezes Moisés reforçou sua incapacidade: “E não sei falar bem” (v.12). “Eu não sei falar bem” (v.30). Se ele continuasse reforçando o que julgava ser um obstáculo para falar ao povo e para falar a Faraó, sua própria insegurança seria transmitida nas palavras que o Senhor ordenou que falasse.
Nunca foi fácil ser um profeta. Requer muito mais do que uma boa oratória, mas um coração verdadeiramente disposto a fazer a vontade de Deus. E nem sempre há a promessa de sucesso. Por vezes, o Senhor até advertia antecipadamente o profeta de que o povo não lhe daria ouvidos. A Isaías foi dito: “Vai e dize a este povo: Ouvi, ouvi e não entendais; vede, vede, mas não percebais” (Is.6:9). Ezequiel também passou por semelhante prova: “Mas a casa de Israel não te dará ouvidos, porque não Me quer dar ouvidos a Mim; pois toda a casa de Israel é de fronte obstinada e dura de coração” (Ez.3:7). Mas tanto a Isaías quanto a Ezequiel, foi dada a promessa do cuidado divino e que lhes cumpria simplesmente executar a vontade de Deus. “Mas tu lhes dirás as Minhas palavras, quer ouçam quer deixem de ouvir, pois são rebeldes” (Ez.2:7). Percebem, amados?
Sim, Moisés estava diante de uma grande e desafiadora missão. E o Senhor levou em conta tudo o que a envolvia. Por isso, usou de muita paciência com Seu servo inseguro. Somente o tempo e as experiências diárias com Deus poderiam amadurecer o recém-chamado líder de Israel. Não é diferente conosco, meus irmãos. Deus tem um chamado para cada um de nós. Pode não ser tão grandioso quanto o chamado de Moisés. Talvez nunca ouçamos aqui a voz de Deus como ele ouvia. Mas, acredite, todo chamado divino é igualmente importante aos olhos do Senhor. Se verdadeiramente estivermos dispostos a viver a vontade de Deus, Ele nos guiará, passo a passo, conforme o ritmo que melhor nos seja, para que a nossa experiência com Ele seja real, transformadora e eterna. Que o nome de Deus seja conhecido por sua experiência pessoal com Ele.
Nosso Deus pessoal, o Senhor deseja ter um relacionamento íntimo e profundo com cada um de nós. Que possamos viver a letra da canção: ‘Olha com fé para cima’, e então, se assim permanecermos caminhando Contigo, o Senhor nos habilitará para realizarmos a Tua boa obra. Virão momentos difíceis em que pensaremos que tudo está dando errado, mas são apenas provas as quais precisamos passar para ter a nossa fé fortalecida em Ti e na fidelidade da Tua Palavra. Como foi com Moisés, tem misericórdia de nós, Senhor! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, chamados para a boa obra!
Rosana Garcia Barros
#Êxodo6 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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ÊXODO 6 – Certos fracassos fazem parte da trajetória do crente. O fato de agir em nome de Deus pode ser frustrante, com resultados decepcionantes.
Russell N. Champlin reconhece que certamente “a espiritualidade não depende de uma vitória em um golpe único. O caminho da vitória está salpicado de pequenas derrotas e vitórias por um longo período de tempo”.
Essa experiência na obra de Deus, Moisés e Arão tiveram. As coisas não fluíram conforme suas sinceras expectativas de fé. Muitas vezes nosso problema é frustrar-nos com a paciência de Deus (Êxodo 5:22-23; 2 Pedro 3:8-10).
Sentindo-se fracassado, Moisés indagou pela lógica de um monarca do maior império da época dar-se ao trabalho de receber alguém insignificante, desajeitado e com dificuldade na comunicação como ele (Êxodo 6:30). Moisés não era um super-homem, blindado, com superpoderes, superior a tudo e a todos; era tão frágil como nós e deveria depender de Deus assim como devemos depender também.
Conquanto, Deus fez papel de terapeuta de Moisés, visando conduzi-lo à cura da baixa autoestima:
• Deus Se revela de uma forma diferente (Êxodo 6:3); “o nome ‘SENHOR’ (Jeová ou Javé) havia aparecido anteriormente no texto; porém, agora assume novo significado”, observa William MacDonald. Está relacionado à aliança com Israel.
• Deus demonstra empatia pelos oprimidos e sofredores deste mundo, e declara que agirá em prol deles (Êxodo 6:5; 2:23-25; 3:7-10).
• Deus aviva a memória reiterando Suas preciosas e grandiosas promessas, cuja garantia é Ele mesmo (Êxodo 6:2-8).
• Deus insiste com Seus servos desanimados, decepcionados e depressivos… incentivando-os a cumprirem uma importante e nobre missão (Êxodo 6:10-13, 28-29).
• Deus demonstra conhecer aos que foram enviados por Ele à grande comissão. As genealogias não são anexos, apêndices ou notas de rodapé nos projetos de Deus; elas são relevantes para reavivar o valor de Seus servos (Êxodo 6:14-25).
O desânimo pode ter causas externas (Faraó) ou internas (incredulidade do povo – Êxodo 6:9). Contudo, “enfrentar oposição dentro da própria família de Deus muitas vezes é mais difícil que suportar a perseguição vinda de fora”, afirma MacDonald. Nestas horas, a comunhão com Deus é a cura certeira para o desânimo! Deus anima Seus líderes e os incentiva a avançar confiantemente nEle (Êxodo 6:1, 10, 29).
Quando tudo conspira para nos desanimar, busquemos urgentemente a Deus! Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: ÊXODO 5 – Primeiro leia a Bíblia
ÊXODO 5 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
Acesse os comentários em vídeo em nosso canal no Youtube (pastores Adolfo, Valdeci, Weverton e Michelson)
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Texto bíblico: https://pesquisa.biblia.com.br/pt-BR/NVI/ex/5
Eu saí da reunião de classe, desapontada. “Senhor, eu pensei que querias que eu concorresse para o cargo de líder espiritual da turma. Então, por que eu perdi?”, eu perguntava. Eu estava genuinamente confusa, não brava. Eu havia me rendido a Deus e pedido que Seus planos fossem cumpridos. Eu sabia que a pessoa que vencera amava Jesus e faria um bom trabalho. Mas ainda assim eu estava me sentindo perturbada. E foi aí que Deus sussurrou: “Confie em mim”.
Como Moisés deve ter se sentido neste capítulo? Em vez de Deus surgir como um poderoso guerreiro e destruir instantaneamente toda a oposição e resgatar Seu povo, as coisas pioraram. Eu quase posso ouvir seu desespero ao clamar: “Mas Senhor, você prometeu. Por que agora está acontecendo isso?”
Eu consegui outra posição de liderança naquele ano, uma que eu gostei muito. Para minha surpresa, até consegui ir ao acampamento de líderes. Só lá consegui vislumbrar porque não havia ganhado a eleição anterior. A líder espiritual da turma me disse que, tendo os seus pais mudado de cidade, ela estava pensando seriamente em ir para outra escola, se não fosse por essa oportunidade. É por isso que Deus disse: “Confie em mim”? Talvez Deus precisasse dela aqui, e Ele precisava que eu O servisse de outra maneira.
Louvado seja Deus, que vê o quadro amplo de nossas vidas!
Sarah Klingbeil
Aluna do Internato Adventista dos Grandes Lagos
Cedar Lake, Michigan, EUA
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/exo/5
Tradução: Luís Uehara/Jeferson Quimelli
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542 palavras
1-5 O conflito reside entre Deus e Faraó (v. 2). A pergunta retórica de Faraó (“Quem é o SENHOR…?“) precisa ser entendida como um desafio direto a Deus. Note o uso do “Senhor’ (3:14) quando apresentando Deus a Faraó. Não conheço o SENHOR. Conhecer Deus é um tema principal em Êxodo (1:8; 6:3; 7:5; 8:10; 14:4; etc.). É uma questão relacional (e não intelectual) e envolve compromisso. O acesso surpreendente de Moisés e Aarão à corte egípcia é baseada na arbitração legal tradicional do antigo Oriente Próximo, aonde o Rei era a suprema fonte de justiça (Andrews Study Bible).
1 foram Moisés e Arão… a Faraó. Depois de terem sido aceitos pelos anciãos de Israel como os líderes apontados por Deus é que Moisés e Arão compareceram diante de faraó. Registros antigos esclarecem que não era fácil para um plebeu conseguir audiência com o rei.
uma festa. O pedido feito a faraó era razoável. Os israelitas não podiam oferecer sacrifícios na presença dos egípcios sem provocar uma explosão de animosidade religiosa. Havia esse risco porque dentre os animais sacrificados estavam alguns que os egípcios consideravam sagrados, e, portanto, não deveriam ser mortos de forma alguma. Para evitar conflitos, a festa dos israelitas tinha que ser realizada além das fronteiras do Egito, no deserto (Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 1).
5 o povo da terra já é muito. Era como se o rei tivesse dito: “Esse povo já não é útil para nada, e vocês ainda querem que todos parem de trabalhar de uma só vez?” Moisés e Arão tinham instituído uma reforma na observância do sábado, e isso chamou a atenção do rei (PP, 258). O povo estava ocioso e precisava trabalhar mais para consumir as energias, pensou ele (Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 1).
7 Não torneis a dar palha ao povo para fazer tijolos. Moisés não diz que os hebreus faziam “tijolos sem palha”, como às vezes se declara. O decreto do faraó exigia especificamente que usassem palha que fosse conseguida por eles mesmos. Se os hebreus [fizessem] tijolos sem palha estariam violando o decreto, e isso os feitores não permitiriam. Tais tijolos seriam inferiores, pois a palha aumentava a resistência. Isso se deve em parte à presença da própria palha e em parte à ação química da matéria vegetal em decomposição sobre a mistura do tijolo. Quando a mistura é deixada a descansar por alguns dias, os tijolos ficam mais fortes e fazê-los torna-se mais fácil (Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 1).
9 palavras mentirosas. O desprezo de Faraó pelo Senhor é expresso em sua avaliação da origem da mensagem de Moisés (Andrews Study Bible).
10 Assim diz… Esta fórmula de linguagem utilizada pelos feitores no anúncio formal da vontade de Faraó é idêntica à formula da mensagem divina (v.1; 7:17, 26; 2 Rs. 1:4, 6, 11, 16; Is. 7:7; etc.) e destaca a auto-entendimento de Faraó como sendo Deus (Andrews Study Bible).
21 Espada. Note o contraste com o v. 3, referindo-se à espada de Deus. odiosos. A expressão idiomática para descrever o desagrado de Faraó pelos israelitas é única (literalmente, “nosso cheiro a feder”), mesmo que outras passagens usem expressões similares (Gên. 34:30; 1 Sam. 13:4; 27:12; 2 Sam. 10:6; 16:21; etc.) (Andrews Study Bible).
22-23 Aparentemente Faraó venceu a primeira parte da disputa. O diálogo entre Deus e Moisés inclui 6:1 (as divisões de capítulo da Escritura não foram introduzidas até o 12º século A.D.) (Andrews Study Bible).
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‘Respondeu Faraó: Quem é o Senhor para que lhe ouça eu a voz e deixe ir a Israel? Não conheço o Senhor, nem tampouco deixarei ir a Israel’ (v.2).
Finalmente, Moisés e Arão estavam diante do grande e intransigente monarca do Egito. Dirigindo-lhe as palavras do Senhor, disseram: ‘Assim diz o Senhor, Deus de Israel: Deixa ir o Meu povo, para que Me celebre uma festa no deserto’ (v.1). A religião no Egito era politeísta. Acredita-se que havia mais de 1500 deuses e deusas, sendo alguns dos principais do panteão egípcio: o deus Rá (associado ao sol), Ísis (deusa da fertilidade), Osíris (deus dos mortos e da ressurreição), e centenas de outras divindades, cada uma com funções e características diferentes. Ao se deparar com a visita daqueles dois homens, que apresentavam o pedido de apenas um Deus, Faraó foi até sincero ao declarar a verdade de que não conhecia o Senhor.
O conhecimento de Deus está muito além de um mero assentimento intelectual ou, como acreditavam os egípcios com relação aos seus deuses, de agradá-Lo como forma de receber Suas bênçãos. Conhecer a Deus é ter uma fé tangível, que persevera apoiada no firme alicerce de Sua Palavra. Jesus declarou: ‘E a vida eterna é esta: Que Te conheçam a Ti, o único Deus verdadeiro e a Jesus Cristo, a Quem enviaste’ (Jo.17:3). Faraó sabia que os hebreus adoravam um único Deus, mas era tudo o que ele conhecia. E mesmo antes de enviar Moisés ao Egito, Deus já lhe havia revelado a dureza de coração de Faraó: ‘Eu sei, porém, que o rei do Egito não vos deixará ir se não for obrigado por mão forte’ (Êx.3:19). E disse mais: ‘mas Eu lhe endurecerei o coração, para que não deixe ir o povo’ (Êx.4:21). O Senhor, na verdade, usaria até mesmo o orgulho daquele rei para se dar a conhecer em toda a terra do Egito. A recusa de Faraó em se arrepender se tornaria um instrumento para a manifestação do poder divino e para deixar bem claro que só o Senhor é Deus.
A maldade de Faraó foi manifestada já no início, obrigando os hebreus a produzirem tijolos de uma forma que seria praticamente impossível. E a aflição e o aperto causados pelo rei ao povo, fizeram com que este se queixasse a Moisés e Arão e os acusasse de piorar ainda mais o seu sofrimento. Moisés, então, se volta para o Senhor e faz duas perguntas: ‘Ó, Senhor, por que afligiste este povo? Por que me enviaste?’ (v.22). Duas perguntas bem interessantes. A primeira dá a entender que era o Senhor que estava afligindo os filhos de Israel. Já a segunda era, praticamente, a declaração de uma missão fracassada. Amanhã veremos, na resposta do Senhor, que Ele não leva em conta a nossa humanidade no sentido de muitas vezes não percebermos que, por trás das cortinas, há um grande conflito acontecendo.
Estava claro no discurso daquele rei pagão que ele intencionava colocar o povo contra a liderança de Moisés e Arão e contra o próprio Deus. É assim que o inimigo age. O porquê do sofrimento ecoa pelo mundo como um discurso ininterrupto de que, se há um Deus, Ele não Se importa com a humanidade. Senão, por que Ele permite que tantas coisas ruins aconteçam a inocentes, por exemplo? E os noticiários tornaram-se como o discurso odioso de Faraó, proclamando o mal e tornando milhares de corações insensíveis para com o sofrimento alheio. Amados, ainda estamos em um mundo de pecado e, se não fosse permitido ao mal manifestar todos os seus resultados desastrosos e destrutivos, simplesmente nos acostumaríamos a viver aqui, e a morte seria o fim de todo ser humano.
Mas um dia, o Filho de Deus, o único verdadeiramente inocente, entregou a Sua vida para nosso resgate. Antes, porém, Ele nos deixou o exemplo de como conhecer a Deus e andar com Ele. Jesus investia horas, principalmente as primeiras horas da manhã, para ter comunhão com o Pai. Em Seus lábios sempre se achava a resposta certa aos questionamentos, com um infalível ‘está escrito’. E seu caráter puro e conduta íntegra O faziam odioso perante aqueles que não conheciam o Senhor. Isso O entristecia, mas não O abatia. Nem a cruz O fez retroceder em Sua missão de revelar o amor de Deus pelo mundo. Precisamos olhar mais para Jesus, amados. Moisés aprenderia essa lição com o passar dos anos, e nós podemos ter a mesma experiência.
Que, mesmo não sabendo o desfecho de nossas dificuldades, confiemos que o Senhor sempre tem a palavra final na vida daqueles que O amam. Perseveremos em buscar o conhecimento do Senhor através de Sua Palavra, e o Espírito Santo realizará a Sua boa obra de gravar em nós o maravilhoso caráter de Cristo.
Santo Deus, quantas vezes o inimigo tem nos afrontado com situações que, aos nossos olhos, podem ser bem desanimadoras ou até mesmo desesperadoras. Mas nós colocamos a nossa confiança em Ti e na Tua Palavra que nos diz tantas vezes: “Não temas”. Ajuda-nos a não darmos ouvidos às sugestões do inimigo, mas a olharmos para Jesus e dEle aprender, Te conhecendo e Te amando cada dia mais! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, contempladores de Cristo!
Rosana Garcia Barros
#Êxodo5 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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ÊXODO 5 – Por mais que Deus julgue, Seu foco primário é salvar. Ainda que tenha profetizado que castigaria a nação a quem os israelitas seriam escravizados e oprimidos, “ao estabelecer Seu braço poderoso contra o Egito, Deus ofereceu-lhe também misericórdia. À medida que os egípcios testemunhavam a realidade do poder do Deus todo-poderoso, tinham de reconhecer a falsidade dos deuses inventados pelo homem”, explica Russell Shedd.
O Egito foi fundado após o dilúvio por Mizraim – filho de Cam, que foi amaldiçoado devido ao desrespeito ao pai (Gênesis 9:22, 25). A maldade alastra-se por gerações.
“A história bíblica situa-se primeiro na Babilônia, o ‘berço da civilização’ (Gn 1-11). Foi somente quando o Egito já tinha alguns milhares de anos, nos tempos de Abraão (c. 2050 a.C.), que sua história cruzou com a narrativa bíblica (Gn 12 em diante)… Abraão bem pode ter visto as pirâmides quando foi ao Egito, pois foram construídas no Antigo Império (da III para a IV dinastia, c.2700-2200 a.C.)”, informa-nos Merrill F. Unger.
Desde que Abraão fugiu da fome no Egito, Deus intentava evangelizar aquele Império. Ele mostrou indignação pela forma que o Egito tratava as mulheres (Gênesis 12:14-20). Anos depois, Deus dera um sonho ao Faraó e colocou à sua disposição um tremendo missionário, José, que testemunhou ousadamente perante o grande monarca (Gênesis 41:16, 25, 28, 32, 38-39). Além disso, o remanescente de Deus alojou-se no Egito, onde formou-se o povo de Deus (Êxodo 1:1-7). Apesar de todo esforço divino, o desprezo ao Deus verdadeiro foi notório quando Moisés abordou Faraó pedindo para liberar Israel para celebrar no deserto (Êxodo 5:1-9). Moisés sentiu-se frustrado e fracassado diante de sua investida amistosa; contudo, correu para Deus expressando indignação (Êxodo 5:10-23).
Em certas situações, as orientações de Deus parecem causar mais confusão do que prover solução; porém, desistir de fazer o que Ele quer, nunca será uma opção para quem busca verdadeira adoração.
Ao se complicar a situação por seguirmos orientações de Deus, devemos buscar forças nEle através da oração – como fizeram Moisés e Arão.
Certamente Deus quer que Seu povo pratique a celebração da vida, não a escravidão. Visando isso, o próprio Deus provê libertação. No Egito, Deus enviou Moisés; para um planeta escravo do pecado, Deus enviou Seu próprio Filho.
Vamos reavivar-nos? – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: ÊXODO 4 – Primeiro leia a Bíblia
ÊXODO 4 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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Texto bíblico: https://pesquisa.biblia.com.br/pt-BR/NVI/ex/4
O diálogo entre Moisés e Deus ilustra o quanto Deus quer que experimentemos Sua obra: preparar almas para a vida eterna — incluindo a nossa.
Deus precisava de Moisés para libertar os hebreus do Egito? Não. Deus precisa de nós para libertar outros do pecado? Não. Mesmo quando Ele nos chama como agentes para trabalhar pela salvação de outros, seria impossível para nós, como humanos pecadores, salvá-los. No entanto, Deus nos escolhe para trabalhar com Ele em prol da salvação de almas. Do mesmo modo que Deus responde repetidamente às objeções de Moisés, assegurando-lhe Sua ajuda, Ele também está disposto a fazer provisão para qualquer fraqueza que possamos ter. Deus pode nos usar como Seus evangelistas, apesar de nossas falhas, se estivermos dispostos a fazermos parceria com Ele.
“O Senhor tem uma grande obra para realizar, e mais legará na vida futura aos que na presente serviram mais fiel e voluntariamente. O Senhor escolhe Seus agentes e dá-lhes cada dia, sob diferentes circunstâncias, oportunidades em Seu plano de operação. Escolhe Seus agentes em cada esforço sincero de levar a efeito o Seu plano, não porque sejam perfeitos, mas porque pela conexão com Ele podem alcançar a perfeição.”. (Parábolas de Jesus, p. 330)
Juliana Dunn
Funcionária do Internato Adventista dos Grandes Lagos
Cedar Lake, Michigan, EUA
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/exo/4
Tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli/Luís Uehara