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‘Respondeu Faraó: Quem é o Senhor para que lhe ouça eu a voz e deixe ir a Israel? Não conheço o Senhor, nem tampouco deixarei ir a Israel’ (v.2).
Finalmente, Moisés e Arão estavam diante do grande e intransigente monarca do Egito. Dirigindo-lhe as palavras do Senhor, disseram: ‘Assim diz o Senhor, Deus de Israel: Deixa ir o Meu povo, para que Me celebre uma festa no deserto’ (v.1). A religião no Egito era politeísta. Acredita-se que havia mais de 1500 deuses e deusas, sendo alguns dos principais do panteão egípcio: o deus Rá (associado ao sol), Ísis (deusa da fertilidade), Osíris (deus dos mortos e da ressurreição), e centenas de outras divindades, cada uma com funções e características diferentes. Ao se deparar com a visita daqueles dois homens, que apresentavam o pedido de apenas um Deus, Faraó foi até sincero ao declarar a verdade de que não conhecia o Senhor.
O conhecimento de Deus está muito além de um mero assentimento intelectual ou, como acreditavam os egípcios com relação aos seus deuses, de agradá-Lo como forma de receber Suas bênçãos. Conhecer a Deus é ter uma fé tangível, que persevera apoiada no firme alicerce de Sua Palavra. Jesus declarou: ‘E a vida eterna é esta: Que Te conheçam a Ti, o único Deus verdadeiro e a Jesus Cristo, a Quem enviaste’ (Jo.17:3). Faraó sabia que os hebreus adoravam um único Deus, mas era tudo o que ele conhecia. E mesmo antes de enviar Moisés ao Egito, Deus já lhe havia revelado a dureza de coração de Faraó: ‘Eu sei, porém, que o rei do Egito não vos deixará ir se não for obrigado por mão forte’ (Êx.3:19). E disse mais: ‘mas Eu lhe endurecerei o coração, para que não deixe ir o povo’ (Êx.4:21). O Senhor, na verdade, usaria até mesmo o orgulho daquele rei para se dar a conhecer em toda a terra do Egito. A recusa de Faraó em se arrepender se tornaria um instrumento para a manifestação do poder divino e para deixar bem claro que só o Senhor é Deus.
A maldade de Faraó foi manifestada já no início, obrigando os hebreus a produzirem tijolos de uma forma que seria praticamente impossível. E a aflição e o aperto causados pelo rei ao povo, fizeram com que este se queixasse a Moisés e Arão e os acusasse de piorar ainda mais o seu sofrimento. Moisés, então, se volta para o Senhor e faz duas perguntas: ‘Ó, Senhor, por que afligiste este povo? Por que me enviaste?’ (v.22). Duas perguntas bem interessantes. A primeira dá a entender que era o Senhor que estava afligindo os filhos de Israel. Já a segunda era, praticamente, a declaração de uma missão fracassada. Amanhã veremos, na resposta do Senhor, que Ele não leva em conta a nossa humanidade no sentido de muitas vezes não percebermos que, por trás das cortinas, há um grande conflito acontecendo.
Estava claro no discurso daquele rei pagão que ele intencionava colocar o povo contra a liderança de Moisés e Arão e contra o próprio Deus. É assim que o inimigo age. O porquê do sofrimento ecoa pelo mundo como um discurso ininterrupto de que, se há um Deus, Ele não Se importa com a humanidade. Senão, por que Ele permite que tantas coisas ruins aconteçam a inocentes, por exemplo? E os noticiários tornaram-se como o discurso odioso de Faraó, proclamando o mal e tornando milhares de corações insensíveis para com o sofrimento alheio. Amados, ainda estamos em um mundo de pecado e, se não fosse permitido ao mal manifestar todos os seus resultados desastrosos e destrutivos, simplesmente nos acostumaríamos a viver aqui, e a morte seria o fim de todo ser humano.
Mas um dia, o Filho de Deus, o único verdadeiramente inocente, entregou a Sua vida para nosso resgate. Antes, porém, Ele nos deixou o exemplo de como conhecer a Deus e andar com Ele. Jesus investia horas, principalmente as primeiras horas da manhã, para ter comunhão com o Pai. Em Seus lábios sempre se achava a resposta certa aos questionamentos, com um infalível ‘está escrito’. E seu caráter puro e conduta íntegra O faziam odioso perante aqueles que não conheciam o Senhor. Isso O entristecia, mas não O abatia. Nem a cruz O fez retroceder em Sua missão de revelar o amor de Deus pelo mundo. Precisamos olhar mais para Jesus, amados. Moisés aprenderia essa lição com o passar dos anos, e nós podemos ter a mesma experiência.
Que, mesmo não sabendo o desfecho de nossas dificuldades, confiemos que o Senhor sempre tem a palavra final na vida daqueles que O amam. Perseveremos em buscar o conhecimento do Senhor através de Sua Palavra, e o Espírito Santo realizará a Sua boa obra de gravar em nós o maravilhoso caráter de Cristo.
Santo Deus, quantas vezes o inimigo tem nos afrontado com situações que, aos nossos olhos, podem ser bem desanimadoras ou até mesmo desesperadoras. Mas nós colocamos a nossa confiança em Ti e na Tua Palavra que nos diz tantas vezes: “Não temas”. Ajuda-nos a não darmos ouvidos às sugestões do inimigo, mas a olharmos para Jesus e dEle aprender, Te conhecendo e Te amando cada dia mais! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, contempladores de Cristo!
Rosana Garcia Barros
#Êxodo5 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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