Reavivados por Sua Palavra


Êxodo 04 – Rosana Barros by Ivan Barros
9 de junho de 2025, 0:45
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“Vai, pois, agora, e Eu serei com a tua boca e te ensinarei o que hás de falar” (v.12).

Mantendo o foco em sua incapacidade pessoal, Moisés, repetidamente, apresentou ao Senhor razões pelas quais ele não se considerava a pessoa mais indicada para aquela missão. Por mais que Deus deixasse claro que a obra era dEle e lhe apresentasse sinais sobrenaturais de Seu poder, Moisés insistiu em “convencer” a Deus de que seria melhor enviar outro em seu lugar: ‘Ah! Senhor! Envia aquele que hás de enviar, menos a mim’ (v.13). Alguns podem até questionar se Moisés foi impedido de exercer seu livre-arbítrio, mas, ao estudarmos o relato de sua vida como líder de Israel, será impossível não perceber que o Senhor sabia o que estava fazendo. A relutância de Moisés, na verdade, refletia seu caráter humilde, suficiente para permitir que o próprio Deus tomasse a decisão por ele, enviando-o mesmo diante de sua resistência.

Por tanto tempo afastado do convívio egípcio, era bem provável que Moisés tivesse, inclusive, esquecido o idioma local ou que não tivesse mais facilidade para falar ou entender. Além do mais, sua principal companhia durante quarenta anos tinha sido os rebanhos de ovelhas, os quais apascentava. Realmente, a escolha de Deus parecia um tanto estranha. Talvez ele tenha pensado: “Ô, Senhor, se tivesses me chamado quarenta anos atrás, quando ainda era jovem, forte, fluente no egípcio e benquisto naquela nação, certamente eu teria aceitado o Teu chamado sem olhar para trás. Mas agora não passo de um pastor de ovelhas, velho, com dificuldade na fala e com uma péssima reputação no Egito”. Mal sabia Moisés que o que considerava como fraqueza era justamente o que Deus precisava para revelar a Sua força.

Amados, quando paramos para estudar e meditar na vida dos grandes homens e mulheres de Deus, percebemos que todos eles se consideravam muito pouco ou incapazes diante do Senhor e da obra que Ele lhes confiava. Notem quantas vezes Josué precisou ouvir: ‘Seja forte e corajoso, pois o Senhor é contigo’. Isso nos revela o medo e o sentimento de incapacidade que tomavam o coração daquele servo de Deus. Gideão disse: ‘Quem sou eu, Senhor?’. Isaías disse: ‘Ai de mim!’. Jeremias declarou: ‘Não passo de uma criança!’. Ezequiel passou sete dias atônito diante da difícil missão de pregar à casa rebelde de Israel. Mas todos eles e Moisés têm algo em comum: apesar das razões humanas tão desfavoráveis, eles decidiram crer nas promessas divinas inquestionáveis.

Com o coração aliviado por Deus com a notícia de que ele não era mais um homem procurado no Egito (v.19), Moisés voltou para aquela nação com ‘a sua mulher e os seus filhos’ (v.20). Sabemos que a aliança divina estabelecida com Abraão incluía a circuncisão de todo macho nascido no meio do Seu povo. Moisés era bem ciente disso e não poderia ter desobedecido a tal exigência sem que sofresse o devido juízo. O fato de Zípora ter tomado a iniciativa de cortar ‘o prepúcio de seu filho’ e depois ter chamado Moisés de ‘esposo sanguinário’ (v.25) indica sua clara oposição àquele rito e que sua atitude foi apenas para salvar a vida de seu marido. Essa experiência nos diz que o chamado divino precisa ser assumido com o devido temor e que Deus não desconsidera um ato de desobediência por negligência, pois ‘aquele que sabe que deve fazer o bem e não o faz, nisso está pecando’ (Tg.4:17).

E conforme o Senhor havia dito, diante dos sinais feitos por Moisés, ‘o povo creu’ e ‘inclinaram-se’ e adoraram o Senhor (v.31). Esse primeiro contato com seu irmão Arão e com ‘todos os anciãos dos filhos de Israel’ (v.29) fortaleceu e animou o coração de Moisés. Mesmo diante de um chamado tão grandioso e da experiência tão chocante na viagem com sua família, nada poderia ser mais importante ou impactante do que o fato do próprio Deus estar com ele e falar com ele. Mesmo a forte repreensão e ameaça de morte na viagem foi uma inesquecível lição de que Deus não faz acepção de pessoas e que, principalmente Moisés como líder, deveria ser o primeiro a dar exemplo de submissão e obediência. E nós, amados? Será que temos negligenciado fazer o que precisa ser feito?

Pode ser que Deus não apareça como apareceu a Moisés para exercer o Seu juízo. Mas logo todos estaremos diante do tribunal de Deus. E eu espero e oro para que todos nós estejamos ao lado de Cristo, como aqueles que foram justificados pela fé no Seu sacrifício expiatório.

Nosso Pai do Céu, o Senhor nos deixou, como Sua última igreja, uma missão sobremodo grande e sagrada: a de preparar um povo para entrar na Canaã celestial. E nessa jornada, sei que desejas nos purificar dos nossos pecados e abrir os nossos olhos para não negligenciarmos as Tuas ordenanças. Ajuda-nos, Pai! Visita-nos em nossa aflição e prepara-nos para Te encontrar! Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia, chamados e salvos para servir!

Rosana Garcia Barros

#Êxodo4 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100


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