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Texto bíblico: https://pesquisa.biblia.com.br/pt-BR/NVI/1cr/25
Davi gostava de música e se interessava pessoalmente pelo ministério dos cantores e instrumentistas. Dos trinta e oito mil levitas existentes em seus dias, quatro mil foram separados para louvar ao Senhor com instrumentos musicais (1 Crônicas 23:5) e 288 foram escolhidos para cantores no templo (1 Crônicas 23:7).
A fim de desempenhar os seus papéis sagrados na adoração pública, os cantores precisavam estar sob a direção do Espírito Santo. Por isso se dizia que foram escolhidos “para o ministério de profetizar ao som de harpas, liras e címbalos” (1 Crônicas 25:1, NVI). A eles cabia comporem e cantarem hinos que levassem o povo para mais perto de Deus.
Os músicos profissionais que serviam no templo pertenciam à família dos Levitas. Isto significa que eles eram sustentados com os recursos do dízimo e com as dádivas trazidas pelos adoradores. Esta permanente provisão financeira permitia que eles se dedicassem integralmente à sua nobre função e resultava num serviço de qualidade. Suas composições musicais não priorizavam satisfazer o gosto popular, mas, sobretudo, agradar a Deus.
Embora nem todos sejamos músicos profissionais, todos somos convidados a louvar ao Senhor e darmos glória a Ele através da nossa maneira de viver!
Senhor, reavive os louvores no meio do Seu povo, pela inspiração do Seu Espírito.
Pastor Jobson Santos
UNASP
Fonte: https://www.revivalandreformation.org/?id=609
Equipe de tradução: Pr. Jobson Santos, Jeferson e Gisele Quimelli
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A música exercia e deve ainda exercer influência tão grandiosa na adoração ao Deus do Universo a ponto de impactar os ouvintes. Em I Crônicas 25 nos são apresentados os responsáveis pela música e a organização do louvor. A música na verdade deve ser o centro de toda adoração elevada a Deus. Porém, não deve ser qualquer música e nem de qualquer jeito! A adoração não deve ser desorganizada, sem preparação ou improvisada. Além disso, há muita tradição na música e pouquíssima adoração. Um grande número de pessoas assiste aos cultos sem experimentarem o significado da verdadeira adoração ao verdadeiro Deus. As normas de um culto que as pessoas aprendem ao se unirem à uma determinada igreja, servem de diretrizes, seguindo as tradições como sendo as normas para determinar a adoração de outras pessoas. Outros podem nunca ter parado para pensar que cochilos, irreverência e cochichos têm sido muito comuns nos cultos devido a que tais pessoas estão completamente deslocadas e desfocadas na igreja e nem percebem que tais atitudes são um insulto à adoração a Deus. Enquanto alguns cultos se parecem com shows de tão agitados outros se parecem com velórios de tão parados. Precisamos urgentemente olhar para I Crônicas 25 e equilibrar nossa adoração a Deus pelas lentes das Sagradas letras inspiradas pelo Espírito Santo e não pelo espírito humano. Reavivamento espiritual passa pela reforma na adoração!
Quando o culto não é realmente de adoração a Deus, jamais será possível desejar que os participantes do culto se retirem da igreja convictos de terem estado na presença do santo e soberano Deus. É certo que uma das causas de não sentir a presença de Deus no culto está na falha de quem busca, por buscá-Lo inapropriadamente, ou seja, de forma errada, resultando, assim, num desleixo, descuido e irreverência na adoração.
O santuário ou o templo eram cópia do Santuário Celestial; o sacerdócio e os serviços cúlticos no templo terrestre eram típicos do celestial, revelando assim que, qualquer coisa que fizermos em relação a Deus não deve ser imitação de coisas terrestres, mundanas, mas das coisas celestiais, espirituais. Se existe uma lição importantíssima em I Crônicas 25 que devemos praticar é: prestemos atenção à nossa adoração a Deus a fim de que ela seja aceitável por Ele; do contrário, seremos rejeitados por Ele – estaremos trilhando o caminho de Caim! Devemos aprender com Davi a adorar a Deus verdadeiramente em espírito e em verdade! Faça isso todos os dias!
Há uma semelhança em I Crônicas 25 com Apocalipse 5. Em Apocalipse fala de 24 anciãos no Céu e em I Crônicas fala de 24 grupos de músicos. Em Apocalipse os anciãos tocam suas harpas e em I Crônicas os músicos tem suas harpas para adorar a Deus no templo. Ambos adoram a Deus tocando constantemente as suas harpas. Os serviços dos anciãos em Apocalipse tem uma réplica em I Crônicas para mostrar-nos que aqueles que se aproximam de Deus não fazem outra coisa a não ser adorá-lO e servi-lO de todo coração o tempo todo. Se em I Crônicas é formado na terra o primeiro maior coral de adoração ao Deus do Universo, em Apocalipse 5 é revelado o maior espetáculo musical da História Universal, mas no Céu. Entre esses dois pontos estamos nós, desde a terra sobem nossos altos louvores e se unem com o louvor dos anjos até o dia em que estaremos diretamente na presença de Deus no Céu. Enquanto isso vamos ensaiando aqui neste mundo para cantarmos a Deus lá no Céu. Experimentemos o poder de Deus, confiando nEle a fim de um dia celebremos com todos os salvos juntos no Céu a vitória concedida por Cristo na cruz. Não abaixe a cabeça, erga a voz em louvor e adoração a Deus! Ensaie celebrar tua vitória desde agora! – Heber Toth Armí
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“Todos estes estavam sob a direção respectivamente de seus pais, para o canto da Casa do Senhor, com címbalos, alaúdes e harpas…” (v.6).
Da mesma forma com que foram organizados os ministérios levítico e sacerdotal, foi instituída a função dos cantores no tocante ao louvor do templo. Os filhos de Asafe, Hemã e Jedutum foram separados por Davi e pelos “chefes do serviço” (v.1) para este mister. Com “harpas, alaúdes e címbalos” (v.1), os cantores enchiam o santuário com a melodia da verdadeira adoração.
Aqueles servidores não eram apenas músicos, mas, através da música, eram agraciados por Deus “para profetizarem” (v.1). Notem que Jedutum “profetizava com harpas, em ações de graças e louvores ao Senhor” (v.3); e Hemã era “o vidente do rei e cujo poder Deus exaltou segundo as Suas promessas” (v.5). Eram homens inteiramente consagrados a Deus e que exerciam “o seu ministério debaixo das ordens do rei” (v.2).
Além de serem fiéis a Deus e ao rei, também eram submissos a “seus pais” (v.6). Pais e filhos unidos numa só voz, para um único propósito. Em grupos de doze, eles se revezavam “para o canto da Casa do Senhor” (v.6), de forma que o templo era um lugar de constante louvor e adoração. A música, portanto, exercia um papel de fundamental importância no tabernáculo, uma cópia do que acontece no santuário celeste: “E os quatro seres viventes… não têm descanso, nem de dia nem de noite, proclamando: Santo, Santo, Santo é o Senhor Deus, o Todo-Poderoso, Aquele que era, que é e que há de vir” (Ap.4:8).
Como antigo regente da corte angélica, Satanás tem pleno conhecimento da importância da música na adoração e tem trabalhado com afinco a fim de desvirtuá-la. A música possui o poder de influenciar a mente humana como nada mais consegue. Utilizada da maneira correta, torna-se em instrumento de louvor e profecia, além de afugentar as hostes malignas. Usada da forma errada, mesmo que com aparência de piedade, exerce o mesmo engano do diabo no deserto da tentação, quando tentou fazer Jesus tropeçar usando a própria Escritura.
A Bíblia não declara quais são os instrumentos de Satanás. Mas uma coisa é certa e precisamos estar bem atentos à ela: o inimigo é mestre no quesito misturar a verdade com o engano. Por supervalorizar esta discussão, muitos têm perdido o foco do que realmente importa: sermos “verdadeiros adoradores… porque são estes que o Pai procura para Seus adoradores” (Jo.4:23).
O príncipe deste mundo está para dar ordens à sua orquestra maligna a fim de que todos adorem “a imagem da besta” (Ap.13:15). Semelhante ao que aconteceu no campo de Dura (Dn.3:1), eis que os principados e potestades estão a postos para tocar a música do engano. Como Sadraque, Mesaque e Abede-Nego, o Senhor conservará para Si um restante cuja vida manifesta a melodia do Céu: “Farei passar a terceira parte pelo fogo, e a purificarei como se purifica a prata, e a provarei como se prova o ouro; ela invocará o Meu nome, e Eu a ouvirei; direi: é Meu povo, e ela dirá: O Senhor é meu Deus” (Zc.13:9).
Que a nossa vida seja sempre um louvor “em ações de graças e louvores ao Senhor” (v.3) e que nossos gostos musicais sejam submetidos ao crivo do Espírito Santo. Vigiemos e oremos!
Bom dia, verdadeiros adoradores!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #1Crônicas25 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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466 palavras
1-31 A lista dos instrumentistas e cantores é colocado logo após os levitas, refletindo a relação entre suas atividades no serviços do santuário (Andrews Study Bible).
O cap. 25 alista as 24 classes de cantores. Esses músicos formavam um grupo importante e desempenhavam um papel significativo nos serviços do templo (CBASD – Comentário Bíblico Adventista do 7º Dia, vol. 3, p. 196).
1 profetizarem com harpas. A assim chamada “profecia levítica” era inspirada em música e tinha foco em louvores a Deus no Seu sagrado santuário. Outras passagens bíblicas que relacionam música com profetizar são 1Sm e 2Rs 3.15. Hemã, um dos três chefes da música, é chamado “o vidente do rei”, um título normalmente aplicado a um profeta (Andrews Study Bible).
Muitos dos salmos ou cânticos foram compostos por profetas e são de natureza profética, como alguns dos de Davi, e seu canto visava à edificação do povo de Deus, bem como a Sua glória (ver 1Sm 10.5). Esses salmos foram escritos em forma poética (Bíblia Shedd).
3 seis. Apenas cinco nomes são alistados aqui. A lista nos v. 9 a 31 sugere que o nome que falta é Simei, do v. 17. A LXX [Septuaginta, versão grega do VT] inclui o nome de Simei, colocando-o como o quarto nome da lista (CBASD, vol. 3, p. 196).
4 Hananias. A partir do sexto filho, Hananias, os nomes traduzidos do hebraico formam a seguinte oração de Hemã sobre sua obra como cantor: Sê gracioso, Senhor, Sê gracioso comigo; Meu Deus, a Ti; Tenho orado; e Exaltado pedindo auxílio; Embora exaltado sozinho; Tenho proclamado; O Altíssimo; Visões. Deus deu a Hemã esses filhos, e este piedoso servo do Senhor deu a sesu meninos esses nomes, compondo uma mensagem. Cria que Deus o abençoaria de forma a completar a sentença formada com os nomes de seus filhos (Bíblia Shedd).
5 cujo [de Hemã] poder Deus exaltou. Uma metáfora hebraica bem conhecida que significa exaltar uma pessoa ou aumentar seu poder (ver 1Sm 2:10; Sl 89:17; 92:10). Portanto, o significado, neste caso, parece ser que o Senhor tinha exaltado Hemã ao dar-lhe 14 filhos e três filhas (CBASD, vol. 3, p. 196).
Ter muitos filhos é sinal da bênção divina (v. Jó 1.2; 42.13). No caso de Hemã, esse fato é especialmente aplicado como consequência das promessas que Deus fizera de torná-lo poderoso. V. 3.1-9; 14.2-7; 26.4,5; 2Cr 11.18-21; 13.21; 21.2; 24.3 (Bíblia de Estudo NVI Vida).
7 duzentos e oitenta e oito. Este número é 24×12; assim, os 24 “filhos” de Asafe, Jedutum e Hemã, alistados nos v. 2 a 4, devem ter sido músicos dirigentes, cada qual tinha consigo 11 músicos associados. Os 24 líderes devem ter acompanhado com música instrumental o coral que dirigiam (CBASD, vol. 3, p. 196).
8 deitaram sortes. As sortes foram lançadas a fim de determinar a ordem dos turnos de cada um dos 24 grupos de músicos para a realização dos serviços correspondentes (CBASD, vol. 3, p. 196).
17 Simei. O sistema explicado no v. 9 sugere que este é o nome que falta no v. 3 (CBASD, vol. 3, p. 196).
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Texto bíblico: https://pesquisa.biblia.com.br/pt-BR/NVI/1cr/24
Lançar sortes para decidir quem ocupará uma posição de liderança nos parece muito estranho. Considere nossos métodos hoje. Temos a comissão da igreja que dialoga, do ponto de vista humano, a respeito da melhor maneira de preencher um cargo. Mas neste capítulo, eles lançaram sortes sem maiores conversas! A escolha não ocorria porque alguns eram polidos e educados, ou tinham o título certo ou as melhores conexões interpessoais. No método de sorteio ficam de fora as competições, as fofocas e as brigas pelo poder antes das eleições.
O trabalho na igreja não deveria ter nada a ver com o poder, mas, sim, com o serviço. Ninguém tem uma procuração vinda do céu, ou o direito, de ficar num cargo para sempre. Todo cristão deve estar disposto a servir em uma posição hoje e em outra totalmente diferente no futuro. Se tivéssemos a mentalidade de “lançar sortes”, ou seja, seguir a vontade de Deus, manifestada pela Palavra e pelo Espírito, não precisaríamos ficar com medo de não sermos reeleitos! Nossas decisões seriam então baseadas, não no que os outros pensam, mas apenas nas verdades da Palavra de Deus. Quanto dano poderia ser evitado hoje, quanto mais espaço dado ao Espírito Santo, se fôssemos totalmente dependentes da liderança de Deus ao selecionarmos pessoas para os cargos da igreja.
Tente implantar este importante princípio em sua vida. Esteja satisfeito com qualquer função ou cargo em que você esteja servindo hoje e alegre-se por estar sendo dirigido pelo Espírito Santo.
Kris Lenart
Conselheiro, Amos Ministry, Áustria
Fonte: https://www.revivalandreformation.org/?id=608
Equipe de tradução: Pr. Jobson Santos, Jeferson e Gisele Quimelli
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A organização, as divisões e os números que Davi idealizou em I Crônicas 24 nos ensinam algumas coisas extremamente importantes. O texto fala da família sacerdotal e das atividades cúlticas no templo; o templo, que fora baseado no tabernáculo, era uma cópia do verdadeiro santuário que existia no Céu (Hb 8,9; Sl 11:4; Ap 11:19; 14:17; 15:5), e ilustra todo o sistema de salvação, desde o Éden até o fim do pecado.
No verso 4 fala de 24 turnos sacerdotais para ministrarem no templo – 16 cabeças de famílias dos filhos de Eleazar, e 8 cabeças de famílias dos filhos de Itamar. Esses turnos foram divididos em número de 24.000, os quais promoveriam a obra do Senhor (I Crônicas 23:4). Segundo D. L. Moody, esses 24 turnos “continuaram como base para o rodízio das obrigações sacerdotais até os tempos do Novo Testamento”. Cada turno tinha 1000 homens, era uma divisão extraordinária. Isso revela que quanto mais pessoas se ajudarem no trabalho de Deus, melhor sairá, mais impactante será, mais rápido avançará e logo será concluída a missão de Deus aqui na terra. Além da quantidade, o texto nos surpreende com a organização, com a qual revela o caráter de Deus e impacta ainda mais aqueles que ainda não se uniram ao povo que sabe adorar ao único Deus que é digno de louvor e adoração. Podemos reavivar o culto a Deus melhorando nosso serviço a Ele em quantidade, qualidade e organização. Ele merece o melhor!
Há pessoas que devem se responsabilizar pelas atividades do Templo, da Casa de Deus. Davi isso deixou claro para todo o povo e o escritor de Crônicas reforçou esse ensinamento. Cada um tinha sua função. Os descendentes de Arão detinham o encargo exclusivo de servir perante a arca (1Cr 24:19). Os descendentes de Eleazar e Itamar foram divididos em 24 ordens que ministravam no templo em turnos diferentes (vs. 1-19). A ordem de serviço aos restantes dos levitas foi determinada por sorteios, dando-se da mesma forma com os sacerdotes (vs. 20-31). Servir a Deus em Seu sagrado templo era a função dos levitas no Antigo Testamento, agora Deus chama aos cristãos ao serviço; pois em Cristo todo verdadeiramente convertido se torna rei e sacerdote de Deus Pai (Apocalipse 1:5-6) tendo como Sumo Sacerdote a Jesus Cristo que ministra no Santuário Celestial (Hebreus 7:22-8:2). Inspirado pelo Espírito Santo, o apóstolo Pedro diz que a igreja, composta de pessoas restauradas, é atualmente o sacerdócio real (I Pedro 2:9) com a missão de anunciar ao mundo “as grandezas daquele que vos chamou das trevas para a Sua maravilhosa luz”. Você é especial para Deus e tem uma missão especial, não importa tua idade, gênero ou nacionalidade. Faça valer esse chamado, cumpra bem a tua missão, entregue-se ao trabalho missionário e leve muitas pessoas aos pés de Cristo!
O texto de I Crônicas 24 joga luz para a visão que João teve na ilha de Patmos, em Apocalipse 4. João vê 24 anciãos assentados ao redor do trono de Deus Pai, no santuário celestial, exatamente na primeira parte, o lugar santo. Interessante que a Mishná – texto que se compõe de explicações judaicas sobre todas as ordens encontradas na Lei Escrita – identifica os líderes de cada um dos 24 turnos de sacerdotes em I Crônicas 24, os “anciãos” como João relata em Apocalipse 4. Em Apocalipse o número 24 é simbólico e João refere-se a eles como tendo vestiduras brancas, coroas de vitória, assentados em tronos, assegurando, assim, as promessas de Apocalipse 2:10; 3:5, 21. São pessoas que venceram o pecado e João as viu no Céu. Como assim? Pessoas no Céu?! Sim, pessoas que venceram o pecado e estão lá para garantir a nós e a todo o Universo que o sacrifício de Cristo foi válido e as promessas se cumprirão literalmente na vida dos que vencerem ainda hoje. 12 + 12 = 24. O número 12 representa o povo da aliança, o remanescente, os salvos de todo o Israel, o Israel do AT e do NT. Mateus fala desse grupo que ressuscitou com Cristo (Mateus 27:52-53), Paulo fala da ascensão desse grupo (Efésios 4:8) e João os contempla no Santuário Celestial servindo a Deus (Apocalipse 4). Eles são a garantia de Deus a nós de que Suas promessas são válidas, fieis e verdadeiras. Seja fiel você também e um dia você saberá quem foi com Jesus para o Céu. – Heber Toth Armí.
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“Repartiram-nos por sortes, uns como os outros; porque havia príncipes do santuário e príncipes de Deus…” (v.5).
Sem dúvida, o ofício sacerdotal era o de maior responsabilidade dentro da nação eleita. Como principais líderes religiosos de Israel, cabia aos sacerdotes a missão de fortalecer a espiritualidade do povo, ensinando-o a guardar todas as palavras da Lei. Dando continuidade aos últimos atos de Davi, este cuidou de dividir os sacerdotes “segundo os seus deveres no seu ministério” (v.3), de forma justa e ordenada.
Não se sabe que tipo de método foi utilizado, mas, “sendo escolhidas as famílias por sorte” (v.6), Davi promoveu uma espécie de comissão de nomeação harmônica e prática. Como as famílias que descendiam de Itamar estavam em menor número, metade do número das famílias de Eleazar, o procedimento utilizado por Davi também promoveu igualdade entre todos, vinte e quatro “dos cabeças das famílias dos sacerdotes” (v.31).
“O ofício destes no seu ministério era entrar na Casa do Senhor, segundo a maneira estabelecida por Arão, seu pai, como o Senhor, Deus de Israel, lhe ordenara” (v.19). Tanto os príncipes do santuário como os príncipes de Deus, sacerdotes e sumo sacerdotes, representavam as “funções religiosas da mais elevada hierarquia” (CBASD, v.3, p.194). Tudo deveria seguir um padrão criterioso, e estes sacerdotes principais tinham por dever garantir isso.
O próprio santuário era uma figura de Cristo e de Seu ministério. Tudo ali indicava para o plano da redenção e seu objetivo salvífico. O fato de haver formas pré-estabelecidas de como tudo deveria funcionar não elimina em nada o caráter de um Deus que faz de tudo para salvar. Se à cada geração de sacerdotes houvesse a mesma disposição em servir ao Senhor através da “fé que atua pelo amor” (Gl.5:6), certamente haveria sempre comunhão entre forma e resultado, e a primeira vinda de Jesus teria sido celebrada não só por todo o Israel, mas por todo o mundo daquele tempo.
Como no santuário, os nossos locais de culto devem ser regidos com ordem e harmonia, respeitando que apesar de haver uma hierarquia, esta não pode e não deve ser usada ou considerada de forma arbitrária, mas sob o zeloso olhar de quem ama o Senhor e as ovelhinhas de Seu rebanho. Negociar princípios em troca de pequenas concessões pode não parecer perigoso, mas tem o potencial de causar grave ruptura e divisão no meio do povo de Deus. Como membros do corpo de Cristo, precisamos estar bem atentos quanto a isto, “orando em todo tempo no Espírito e para isto vigiando com toda perseverança e súplica por todos os santos” (Ef.6:18).
Sempre que houver risco de cometermos alguma injustiça ou que surjam diferenças que ameacem a harmonia, busquemos ao Senhor de todo o nosso coração, oremos e clamemos por Seu auxílio. Como “sacerdócio real” de Deus, fomos eleitos para proclamar “as virtudes dAquele que [nos] chamou das trevas para a Sua maravilhosa luz” (1Pe.2:9). Vivamos, pois, segundo os deveres do ministério que o Senhor nos confiou. Pois isto é justo, e nos guiará para Casa. Vigiemos e oremos!
Bom dia, sacerdócio real de Deus!
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Rosana Garcia Barros
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