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“Será, porém, que, se não deres ouvidos à voz do Senhor, teu Deus, não cuidando em cumprir todos os Seus mandamentos e os Seus estatutos que, hoje, te ordeno, então, virão todas estas maldições sobre ti e te alcançarão” (v.15).
A conjunção “se” aparece tanto na promessa referente às bênçãos quanto nas maldições. “Se atentamente ouvires a voz do Senhor, teu Deus, tendo cuidado de guardar todos os Seus mandamentos que hoje te ordeno, o Senhor, teu Deus, te exaltará sobre todas as nações da Terra” (v.1). Eram, portanto, promessas condicionais. A fidelidade de Deus estava pronta para agir conforme o prometido, SE Israel também cumprisse a parte que lhe cabia: dar ouvidos à voz de Deus e obedecer aos Seus mandamentos. Percebam que Moisés deu ênfase a essas ações com expressões de efeito: “atentamente” e “tendo cuidado”. Era como se ele tivesse dito: Atenção! Cuidado!
O ato de ouvir é relatado na Bíblia desde o Éden, quando Adão e sua mulher “ouviram a voz do Senhor Deus” (Gn.3:8). Na verdade, eles estavam acostumados com a voz e com a presença de Deus com eles. Mas o pecado causou uma grave ruptura nesse relacionamento, de forma que a voz divina, antes ouvida com alegria e expectativa, tornou-se para eles em espanto (Gn.3:10). Mas mesmo o pecado não é capaz de calar a voz do Eterno na vida de todo aquele que O busca de todo o coração. Basta olharmos para a vida de Enoque, de Noé e de Abraão, por exemplo. A Bíblia está repleta de testemunhos de pessoas que buscaram ao Senhor em sinceridade e ouviram Sua voz. Não é sem razão que o texto considerado até hoje pelos judeus como o mais importante é o Shemá, que diz: “Ouve, Israel, o Senhor, nosso Deus, é o único Senhor” (Dt.6:4). E que cada mensagem dada às sete igrejas do Apocalipse termine com as seguintes palavras: “Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas” (Ap.2:7, 11, 17, 29; 3:6, 13, 22).
E notem que ouvir precede a ação. Primeiro o Senhor diz: “Ouçam”, só depois: “Obedeçam”. Não uma obediência forçada ou manipulada, mas uma obediência cuidadosa, zelosa. É como alguém que realiza alguma atividade com capricho. Não existem pessoas que admiramos porque fazem as coisas com muita dedicação e esmero? A justificativa geralmente é que elas gostam do que fazem. Da mesma forma, Deus, por meio do Seu Espírito, deseja nos dar esse prazer, essa alegria em obedecer à Sua Palavra; nos dar uma mente sensível à Sua voz para que possamos experimentar “qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus” (Rm.12:2). Mas para isso, amados, precisamos apresentar a Ele nosso “corpo por sacrifício vivo, santo e agradável” (Rm.12:1). Ou seja, uma entrega completa e sem reservas de nossa vida ao Senhor.
E no que implica essa entrega total? Implica em aceitar na prática o “se”, através da renúncia e da abnegação a tudo o que nos afasta dEle e dos Seus propósitos para nós. SE eu colocá-Lo em primeiro lugar a cada dia. SE buscá-Lo com todo o meu coração através do estudo diligente de Sua Palavra e de uma vida de oração fervorosa e perseverante. SE os meus gostos pessoais são substituídos pelos gostos celestiais. SE estiver disposto a aceitar o chamado de Deus, ainda que inicialmente não faça sentido ou não seja bem o que gostaria de fazer. SE colocar as necessidades do meu próximo acima das minhas. SE permitir a boa obra do Espírito Santo em meu coração e não me desviar da Sua vontade “nem para a direita nem para a esquerda” (v.14).
Não vou nem me deter no que implica o “se não deres ouvidos à voz do Senhor” (v.15), porque presumo que você já estudou o capítulo de hoje e que Deus foi muito claro quanto às consequências da desobediência. Eu gostaria de encerrar o comentário de hoje compartilhando com vocês uma experiência que tenho vivido e que essa semana se intensificou. Todos sabemos que estamos vivendo tempos difíceis e que o uso da tecnologia, mais especificamente da Internet, tem nos trazido inúmeros benefícios, mas também tem causado inúmeros prejuízos. Por estes dias assisti a uma semana de oração ministrada pelo pastor André Flores, realizada no UNIAENE. E ele terminou esta série de sermões com um desafio; um desafio de quarenta dias de jejum do “lixo” eletrônico que tanto tem prejudicado nossa mente e nos impedido de ouvir à voz do Senhor “atentamente” (v.1), para que nosso tempo seja melhor aproveitado em oração, estudo da Bíblia e testemunho.
Então, gostaria de convidá-lo a assistir esta série de sermões, mas, principalmente, o último que tem como título: “Batalha Pela Mente”. Amados, já estou alguns dias nesse desafio e posso garantir a vocês: Vale muito a pena! Nós estamos vivendo nos últimos dias desta Terra e somos chamados a dar ao mundo a última advertência! Como podemos fazer menos, diante de tão grandiosa missão? Precisamos de uma mente tranquila em meio à agitação que nos rodeia. Eu não vejo a hora de abraçar o meu Redentor! Eu não vejo a hora de desfrutar das bênçãos da nova Terra! Que o Espírito Santo nos dê força e coragem nesses dias finais e nos capacite com “a mente de Cristo” (1Co.2:16).
Senhor, nosso Deus, precisamos de ouvidos atentos à Tua voz. Precisamos do poder do Espírito Santo para sermos Tuas testemunhas. E precisamos completamente do Senhor a fim de termos forças para cumprir esse desafio. Desperta-nos para o tempo em que estamos vivendo, Pai! Pois queremos ver Jesus voltar em nossa geração. Por Jesus, nós Te oramos, agradecidos, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, vencedores no Senhor!
Rosana Garcia Barros
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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DEUTERONÔMIO 28 – Legalismo não é seguir estritamente a Lei de Deus. A obediência máxima é o que Deus requer – o que não é legalismo.
Legalismo é acreditar que nossa obediência contribui com nossa salvação, quando Deus fez tudo o que precisava para nos salvar. Legalismo é obedecer por pressão, por obrigação – sem amor no coração. É como casar com alguém que não ama e ter de cumprir os requisitos de um verdadeiro cônjuge comprometido. É viver a religião como um fardo, sem prazer e alegria na alma. Deus não age como muitas vezes definimos religião, por isso Sua estratégia é apresentar opções e revelar condições de bênçãos; consequentemente, cabe a cada um de nós, escolher livremente.
Deuteronômio 28 começa assim: “SE vocês obedecerem fielmente ao Senhor”, Ele “os colocará muito acima de todas as nações da Terra”. Todas as Suas bênçãos “virão sobre vocês e os acompanharão SE vocês obedecerem” a Ele.
Em Deuteronômio 28:15 apresenta o outro lado: As consequências da desobediência: “Entretanto, SE vocês não obedecerem… todas as maldições cairão sobre vocês e os atingirão”. Fique alerta!
As maldições não têm que ver com um Deus com orgulho ferido almejando ferir/vingar-se de quem não O honrou. Maldições são consequências do pecado, porém, graciosamente Deus pode usá-las didaticamente visando despertar o sofredor para voltar ao Salvador (Deuteronômio 28:46-48). Assim como o filho pródigo voltou para os braços do Pai quando chegou ao fundo do chiqueiro (Lucas 15:11-32), Deus quer que reconheçamos que longe dEle a vida não vale a pena nenhum pouco (Deuteronômio 28:49-68).
Distanciar-se de Deus significa estar vulnerável num mundo que jaz no maligno (1 João 5:19). Devido a tamanho perigo de estar desprotegido, Deus apela para não pegarmos atalhos na vida espiritual, nem desviar-nos do caminho atrás de heresias e cultos agradáveis ao coração humano, que desagradam Seu coração (Deuteronômio 28:14).
Note que o propósito divino para Israel era que:
• Liderasse o mundo objetivando impedir a propagação do pecado e suas consequências.
• Atraísse o mundo para Deus com tantas bênçãos sobrenaturais.
• Testemunhasse ao mundo da importância da fidelidade e obediência ao Deus verdadeiro.
Com foco espiritual correto (Deuteronômio 28:14), a igreja Se alinha com o foco de Deus para o mundo (Mateus 24:14; 28:19-20). Ouçamos o apelo divino! Reavivemo-nos urgentemente! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: DEUTERONÔMIO 27 – Primeiro leia a Bíblia
DEUTERONÔMIO 27 – BLOG MUNDIAL
DEUTERONÔMIO 27 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
Acesse aqui os comentários em vídeo em nosso canal no Youtube (pastores Adolfo, Valdeci, Weverton e Michelson)
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Texto bíblico: https://pesquisa.biblia.com.br/pt-BR/NVI/dt/27
O livro de Deuteronômio contém as instruções e o texto a ser lido na cerimônia de renovação da aliança. Alguns estudiosos têm afirmado que Gênesis a Números é uma introdução à Bíblia, que Deuteronômio é o núcleo da Bíblia, e que o resto do Antigo Testamento é um comentário sobre Deuteronômio e que o Novo Testamento conta os resultados de Deuteronômio!
Em Deuteronômio 27 e 28, vemos as maldições que deveriam ser recitadas por 6 tribos no Monte Ebal com a resposta sendo a bênção proclamada do Monte Gerizim. Deuteronômio não fornece uma predição definida, mas dá constantemente dois caminhos possíveis para Israel seguir. Ambos são baseados em como espalhar o evangelho para o mundo inteiro.
Os hebreus não deveriam tentar apaziguar os deuses do leite e do mel como os cananeus, mas ver tanto o leite quanto o mel como bênçãos do único Deus verdadeiro. Os hebreus deviam confiar neste Deus que lhes provê leite e mel para cuidar deles em todos os aspectos da vida.
Se Israel escolhesse não ser fiel, Deus enviaria maldições para encorajá-la a mudar os seus caminhos. O exílio seria o resultado final da infidelidade de Israel. No exílio, eles deveriam compartilhar com os vizinhos a fidelidade de Deus e a infidelidade deles. Se eles fossem fiéis ao fazer isso, então o exílio terminaria em um glorioso segundo êxodo liderado pelo Messias o qual viria para levá-los para casa.
Kevin Hellerud
Igreja Adventista do Sétimo Dia Bem-aventurada Esperança
Binghamton, Nova Iorque
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/deu/27
Tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli/Luís Uehara
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883 palavras
1 Moisés e os anciãos deram ordem ao povo. Moisés e os anciãos especificaram uma cerimônia de dedicação a ser realizada depois que os israelitas entrassem na Terra Prometida. Bíblia de Genebra.
Pela primeira vez em Deuteronômio, os anciãos se uniram a Moisés para exortar o povo. A razão disso não é mencionada (ver Dt 31:9), mas pode ter sido porque a morte de Moisés colocaria sobre eles uma responsabilidade maior como líderes. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 1, p. 1151.
3 desta lei. Refere-se ao pacto do Deuteronômio. Bíblia Shedd.
A palavra traduzida como lei é torah, termo geral para toda instrução sagrada e que não se limita ao decálogo apenas. Nesse caso, refere-se em específico à vontade divina conforme revelada a Moisés. Ela deveria ser escrita de forma legível e em lugar visível, como lembrete perpétuo da aliança entre Deus e Israel (ver Js 8:30-35). Os cristão têm a Bíblia, a vontade revelada de Deus, mas Israel não tinha esse privilégio. Por isso, as pedras do campo deviam proclamá-la para que todos pudessem lê-la e não se esquecer dela. CBASD, vol. 1, p. 1151.
5 sobre as quais não manejarás instrumento de ferro. As pedras deviam ser pedras “não cortadas” ou pedras inteiras (Js 8.31; cf Êx 20.25). Bíblia de Genebra.
7 sacrificarás ofertas pacíficas; ali, comerás e te alegrarás. A alma arrependida via a oferta pacífica como um banquete de alegria e felicidade. A comunhão com Deus tinha sido restaurada, e nessa festa sagrada Deus e o crente se aproximavam um do outro. União e paz prevaleciam entre Yahweh e Seu povo. CBASD, vol. 1, p. 1153.
9 Hoje, vieste a ser povo do SENHOR. Essa renovação da aliança parece ter sido quase tão impressionante quanto a confirmação da aliança no Sinai. Naquela ocasião, a maioria dos adultos que agora participava da cerimônia de rededicação eram crianças ou ainda não tinham nascido. CBASD, vol. 1, p. 1153.
12 – 13 Gerizim…Ebal. O monte Gerizim eo monte Ebal eram dois maciços de rocha calcárea, atingindo, respectivamente, 890 e 660 metros acima do nível do mar. entre os dois estende-se um lindo vale com cerca de 275 metros de largura. Comentário Bíblico Devocional Velho Testamento. Ed Betânia. F. B. Meyer.
A quem viaja das planícies de Moabe (34.1) é fácil avistar ao longe aquelas duas montanhas, para além do vale do Jordão, onde, ao entardecer, o sol se esconde (11:30). Ali estão a atestar a necessidade de uma escolha entre o bem e o mal (Bíblia Shedd).
Comparar com 11:29; Js 8:33-35. Uma cerimônia de aliança nas montanhas de cada lado de Siquém para proclamar as bênçãos da obediência e as maldições da desobediência enfatizariam a necessidade de satisfazer aos mandamentos da aliança de Deus. Andrews Study Bible.
Monte Gerizim. Do lado sul do vale fértil onde fica Siquém. O monte Ebal está ao norte do mesmo vale. O monte Gerizim é fertil e o Ebal, não. Alguns comentaristas consideram que essa distinção dá motivo, ao menos em parte, a que um seja o monte da “bênção” e o outro, o da “maldição”. … Há um estreito vale entre eles. Os dois montes formavam um grande anfiteatro natural, de tamanho suficiente para acomodar a grande multidão. Os oradores deviam estar ao centro, no vale; as tribos devem ter se reunido nas ladeiras dos dois montes. As seis tribos descendentes de Lia e Raquel deviam responder às bênçãos. As tribos que deviam responder às maldições pronunciadas por causa da desobediência eram os descendentes de Zilpa e Bila, juntamente com as tribos de Zebulom, filho mais novo de Lia, e a de Rúben, que perdeu a primogenitura por causa do pecado cometido contra seu pai (Comentário Bíblico Adventista do 7º Dia, vol. 1).
14 sobre o monte Gerizim, para abençoarem. Comparar com 11:29; Jos. 8:33-35. Uma cerimônia de aliança em cada lado de Siquém para proclamar bênçãos pela obediência e maldições pela desobediência enfatizaria a necessidade de cumprir os mandamentos da aliança de Deus (Andrews Study Bible).
15-26 Esta lista de maldições poderia nos dar a ideia de que Deus tem um mau gênio e está pronto a esmagar quem pisar fora da linha. Mas precisamos ver estas restrições não como ameaças, mas como advertências amorosas a respeito de consequências da vida. Assim como advertimos as crianças para ficarem longe de fornos quentes e ruas movimentadas, Deus nos aconselha a ficarmos longe de ações perigosas. AS leis naturais de Seu universo deixam claro que más ações contra outros ou contra Deus terão trágicas consequências. Life Application Study Bible Kingsway.
Esta lista de delitos sujeitos a maldições não é exaustiva. Estes delitos podem ter sido escolhidos como exemplificações dos tipos de pecados que poderiam escapar à detecção e, assim sendo, permaneceriam secretos (cf vs. 15.24). Até mesmo pecados secretos afetariam o relacionamento pactual de Israel com Deus (cf. Js 7.10-27). Bíblia de Genebra.
Uma maldição significa que o próprio Deus os puniria, mesmo que escapassem da detecção humana. Andrews Study Bible.
15 que fizer imagem de escultura. A primeira maldição diz respeito à idolatria (5.7-9). Bíblia de Genebra.
Amém. Essa palavra hebraica, transliterada para o português e outras línguas modernas (cf Nm 5.22), significa “assim seja”. Bíblia de Genebra.
26 Citado em Gl 3.10 para comprovar que a raça humana está sujeita a uma maldição porque ninguém obedece totalmente á lei de Deus.
não confirmar as palavras (ARA; NVI: “não puser em prática”). Não basta asseverar lealdade à lei; as pessoas devem viver em conformidade com as suas estipulações. Bíblia deEstudo NVI Vida.
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“Maldito aquele que não confirmar as palavras desta lei, não as cumprindo. E todo o povo dirá: Amém!” (v.26).
O terceiro discurso de Moisés foi inaugurado com um solene chamado à obediência aos mandamentos do Senhor. Estes deveriam ser gravados em pedras, que serviriam de testemunho às futuras gerações. Nesse “altar de pedras” (v.5), “o altar do Senhor” (v.6), o povo ofereceria holocaustos e ofertas pacíficas, e ali comeria e se alegraria na presença de Deus. Era um monumento à fidelidade das promessas do Senhor e uma constante lembrança de que os filhos de Israel deveriam obedecer “à voz do Senhor”, seu Deus, e cumprir “os mandamentos e os estatutos” que Ele lhes havia ordenado (v.10).
Logo em seguida, “naquele dia” (v.11), Moisés ordenou a Israel que se posicionasse, em tribos, “sobre o monte Gerizim para abençoarem o povo” e “para amaldiçoar” (v.12, 13). Em “alta voz” (v.14), os levitas pronunciariam sobre toda a congregação palavras de maldição e palavras de bênção. É interessante observar que o discurso dos levitas começou pelas maldições e, veremos amanhã, que ele terminou com os resultados da desobediência. É inevitável perceber o emprego de energia para alertar o povo sobre o caminho destrutivo de desprezar ou de não cumprir a lei do Senhor. E a confirmação do povo com um sonoro “Amém” após cada maldição, era a declaração de que todos estavam cientes disso.
A lista de maldições inclui idolatria, desobediência aos pais, egoísmo, pecados sexuais, além de pecados ocultos contra o próximo. Qualquer que praticasse tais iniquidades já tinha a plena consciência de que receberia o juízo prescrito. Percebam que manter imagem de escultura “em lugar oculto” (v.15), alguns dos pecados sexuais, ferir o “próximo em oculto” (v.24) e “aceitar suborno para matar pessoa inocente” (v.25), se tratavam de ações veladas e não de pecados públicos. Podemos até incluir aqui o pecado de fazer “o cego errar o caminho” (v.18) e de “perverter o direito do estrangeiro, do órfão e da viúva” (v.19), porque também são pecados que podem ser praticados sem que ninguém os perceba. Mas há um Deus que tudo vê, amados. E que, no devido tempo, faz justiça e juízo na Terra.
Se Israel conservasse o temor do Senhor no coração, certamente seria um povo semelhante a Enoque, que andou com Deus e “Deus o tomou para Si” (Gn.5:24); seria como José, que era fiel ao Senhor, “e tudo o que ele fazia o Senhor prosperava” (Gn.39:23); seria como Daniel, em quem “não se achava [¼] nenhum erro nem culpa” (Dn.6:4); se fossem obedientes à lei de Deus, cumpririam o propósito do chamado divino: “Guardai-os, pois, e cumpri-os, porque isto será a vossa sabedoria e o vosso entendimento perante os olhos dos povos que, ouvindo todos estes estatutos, dirão: Certamente, este grande povo é gente sábia e inteligente” (Dt.4:6).
Necessitamos estudar toda a jornada de Israel buscando no Senhor a sabedoria necessária para compreendermos os princípios imutáveis da Palavra de Deus. Os resultados da desobediência são maldição e morte. Os resultados da obediência são bênção e vida. Não temos como fugir disso, meus irmãos! As últimas mensagens a serem dadas ao mundo antes da volta de Jesus também são muito claras quanto a isso: “Temei a Deus e dai-Lhe glória, pois é chegada a hora do Seu juízo; e adorai Aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas” (Ap.14:7). Já na primeira voz angélica temos a ordem de manter em nossa vida o temor do Senhor de forma que ela glorifique o Criador. A segunda voz angélica nos diz que o caminho do engano é a inevitável queda (Ap.14:8).
Na terceira mensagem angélica percebemos o contraste entre os falsos adoradores e os verdadeiros adoradores. Os adoradores da besta e de sua imagem, ou seja, que decidiram pelo caminho da desobediência, a parte que lhes cabe será num lago “com fogo e enxofre” (Ap.14:10). Mas “aqui está a perseverança dos santos, os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus” (Ap.14:12). Os verdadeiros adoradores do Deus vivo são perseverantes: “Aquele, porém, que perseverar até o fim, esse será salvo” (Mt.24:13). Eles são santos: “Pois esta é a vontade de Deus: a vossa santificação, que vos abstenhais da prostituição” (1Ts.4:3). É um povo obediente: “E aquele que guarda os Seus mandamentos permanece em Deus, e Deus, nele” (1Jo.3:24). E é um povo que possui a fé de Jesus: “o Meu justo viverá pela fé” (Hb.10:38).
Você deseja fazer parte deste povo seleto, que renuncia o mundo e as coisas deste mundo, pois tem o Céu no coração? Então, oremos amados:
Nosso amado Pai Celestial, estudando este capítulo da Tua Palavra, novamente fomos confrontados com nossos pecados, principalmente com aqueles que ninguém pode ver, mas que Tu o sabes. Ó, Senhor, que o Teu maravilhoso Espírito Santo nos convença de nossos pecados e nos conduza ao genuíno arrependimento! Perto está o Senhor. Ajuda-nos a termos consciência constante disso, não por medo, mas pelo temor que nos conduz a nos aproximarmos de Ti com reverência e devoção. Santifica Teu povo, ó Deus! Prepara-nos para a breve volta do nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo! Em nome dEle nós Te oramos, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, santos do Altíssimo!
Rosana Garcia Barros
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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DEUTERONÔMIO 27 – Com a mesma proporção que Deus quer abençoar-nos, Ele almeja nossa devoção a Ele. Consagrar-se a Deus implica submeter-se a Sua vontade, aos Seus importantíssimos e nobres mandamentos. Comprometer-se com Deus é muito mais que meramente fazer declarações teóricas da fé, sem demonstração prática da obediência aos Seus requerimentos.
Deus espera obediência estrita de Seu povo. Tanto é que Ele apresenta a graça da obediência e a desgraça da desobediência em Sua Palavra a fim de despertar nosso coração. Trilhar o caminho da bênção ou o caminho da maldição é questão de opção, podemos livremente escolher um ou o outro, exceto as consequências. Poder escolher é um dom concedido por Deus à humanidade para agir com responsabilidade; ser irresponsável nesse quesito implica em grandes perdas pessoas, familiares e eclesiásticas.
Gerizim e Ebal, dois montes usados didaticamente para mostrar ao remanescente o que Deus espera e tem a oferecer aos que optarem por obediência ou por desobediência. Deuteronômio 27 revela o caminho das maldições; evite-o, pois:
• Heresias e práticas espirituais espúrias atraem maldições;
• Desrespeitar aos pais acarreta em maldições;
• Tirar vantagem ou explorar ao próximo resultam em maldições;
• Humilhar, zombar e ridicularizar deficientes convidam maldições;
• Injustiças contra estrangeiros, órfãos e viúvas chamam maldições;
• Relações sexuais fora dos padrões divinos desembocam em maldições;
• Assassinar secretamente ou por dinheiro promovem maldições;
• Ignorar, relativizar ou descumprir as palavras da Lei (Torá) levam indivíduos, famílias, igrejas e nações às profundezas das desgraças das maldições.
Deus não Se satisfaz em observar Seu amado povo sofrendo nas desgraças resultantes do pecado; nem fica feliz ao ver Seu precioso povo amargando o caminho da desobediência que reduz a paz e nobreza do coração e conduz o remanescente à destruição.
Pensando no bem-estar de Seu povo especial, Deus apresenta boas propostas. Seus alertas devem surtir efeito em quem não deseja a dor terrível do sofrimento.
Deus não quer a indiferença do povo; Ele apela com o coração para que Seus ouvintes não fiquem na apatia. Se atendermos a Seus apelos fervorosos, nada poderá privar-nos de Suas preciosas bênçãos. É só na presença dEle, submetendo-se a Sua graciosa vontade, que poderemos desfrutar da plenitude da alegria verdadeira.
Deuteronômio 27 confirma a premissa que, “quem avisa, amigo é”. Deus é nosso amigo, reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: DEUTERONÔMIO 26 – Primeiro leia a Bíblia
DEUTERONÔMIO 26 – BLOG MUNDIAL
DEUTERONÔMIO 26 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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Texto bíblico: https://pesquisa.biblia.com.br/pt-BR/NVI/dt/26
Em Deuteronômio 26 encontramos dois temas gerais com os quais Deus quis impressionar os Israelitas, após eles entrarem na terra de Canaã. O primeiro tem a ver com o que Deus fez pelo povo de Israel; o verdadeiro Deus é o Deus que cumpre as promessas a Seus filhos, Ele é o Deus que provê (v.1-3). O segundo tem a ver com a importância de atender às necessidades dos mais desfavorecidos.
A lição é a mesma para nós que vivemos no século XXI. Deus continuamente nos fornece muitas coisas e de maneiras diferentes, não para o propósito de as acumularmos para nós egoisticamente, mas para mostrarmos a mesma misericórdia para com aqueles que têm menos. Essa preocupação pelos outros é tão importante para Deus que é o que fará a diferença entre “as ovelhas” e “os bodes” no último dia (Mt 25: 31-46).
Contudo, a maior bênção que recebemos para compartilhar é o conhecimento do evangelho de Jesus Cristo (1 Coríntios 9:16)!
Cristhian Jonh Álvarez
Professor de Teologia Sistemática
Universidade Adventista da Bolívia
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/deu/26
Tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli/Luís Uehara
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468 palavras
1 Ao entrares. Isto é, se estabelecer na terra santa. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 1, p. 1148.
ao lugar. Uma porção das primícias dos frutos devia ser colocada num cesto, levada ao santuário e dada ao sacerdote. CBASD, vol. 1, p. 1148.
5 arameu prestes a perecer foi meu pai (ARA; NKJV: “Meu pai era sírio”). A referência é a Jacó, cuja mãe e parentela vinham de Arã. Bíblia Shedd.
Literalmente, “um arameu errante” (NVI). Esta é uma referência à origem humilde da nação, a Rebeca [, Raquel] e Lia, que eram de Padã-Arã (Gn 25:20), e a Jacó, que passou vários anos ali (Gn 29 a 31). Labão, tio de Jacó, foi designado como “o sírio”, literalmente, “o arameu” (Gn 25:20; 28:5, 6; 31:20, 24). A expressão traduzida por “prestes a perecer” era usada para se referir a animais que se extraviavam e se perdiam (Dt 22:3; 1Sm 9:3, 20) e também a pessoas perdidas (Sl 119:76), correndo o risco de morrer (Jó 6:18). CBASD, vol. 1, p. 1148.
11 Alegrar-te-ás. A época de se devolver os primeiros frutos devia ser de alegria e regozijo. CBASD, vol. 1, p. 1148.
Nada recomenda melhor nossa religião do que a satisfação que o mundo não pode dar nem tirar. Comentário Bíblico Devocional – Velho Testamento.F. B. Meyer (Ed. Betânia).
12 no ano terceiro. Durante os dois primeiros anos, o dízimo anual deveria ser levado ao santuário central (14.22-27). No terceiro ano, entretanto, o dízimo seria armazenado para distribuição entre os pobre. Bíblia Shedd.
13 Tirei de minha casa o que é consagrado. Esta confissão de dever cumprido devia ser um privilégio anual … O ofertante afirmava que havia cumprido por completo os requisitos feitos por Deus, que o “dízimo” tinha sido devolvido conforme designado por Ele, para ser aplicado em harmonia com Suas instruções. CBASD, vol. 1, p. 1149.
14 não comi no meu luto … imundo … nem dei para a casa de algum morto. O adorador devia confessar que sua oferta não fora exposta a contaminação cerimonial, especialmente aquela associada com a lamentação pelos mortos. Bíblia Shedd.
15 como juraste. Um reconhecimento agradecido à sólida lealdade de Deus à Sua aliança e fidelidade a todas as Suas promessas. Yahweh não apenas é capaz de cumprir Suas promessas como é impossível que alguma vez deixe de cumpri-las. CBASD, vol. 1, p. 1149.
17 A terminologia é a de um documento de aliança, que implica a renovação do voto de Israel de que o Senhor era seu Deus e que obedeceriam a Ele. Bíblia de Estudo NVI Vida.
18 guardarás todos os Seus mandamentos. Moisés disse que porque os israelitas eram agora povo de Deus, eles precisavam começar a obedecer Seus mandamentos. Life Application Study Bible.
19 glória. A palavra assim traduzida provém do verbo “embelezar”, “glorificar”. … O significado mais profundo dela é expresso por Cristo (Jo 17:10); é também aplicado à igreja, segundo o apóstolo Pedro (1Pe 2:9, 10). Assim termina o chamado livro da Aliança, e com ele o segundo discurso de Moisés. CBASD, vol. 1, p. 1150.