Reavivados por Sua Palavra


Isaías 22 – Comentado por Rosana Barros by Ivan Barros
15 de dezembro de 2023, 0:45
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A situação do povo de Jerusalém era de completo descaso para com Deus e com a missão que Ele lhe havia confiado. O profeta sentiu-se tão desolado com aquela situação, que preferiu ficar sozinho e chorar amargamente (v.4). A atitude de Isaías indica que o que viria pela frente seria terrível e somente mediante genuíno arrependimento poderia haver livramento. Entretanto, o povo ao invés de “chorar, prantear, rapar a cabeça e cingir o cilício” (v.12), era “só gozo e alegria”, comendo e bebendo, e dizendo: “Comamos e bebamos, que amanhã morreremos” (v.13). Não cogitaram “de olhar para cima” (v.11).

As muitas brechas nos muros fizeram com que muitas casas fossem demolidas para que o material fosse usado “para fortalecer os muros” (v.10). Um reservatório de água também foi construído (v.11). Mas, apesar de todo o trabalho, o principal não foi feito: “olhar para cima”. Os muitos afazeres os fizeram esquecer do que realmente importava e acomodar-se em sua zona de conforto. Tudo era motivo de festa. E o pior: pensavam que isso era o melhor. Em tempo de contrição e profundo exame de consciência, havia festas e banquetes. Em tempo de choro, havia risos. Em tempo de súplicas, havia indiferença.

Uma vez ao ano, o sumo sacerdote entrava no terceiro compartimento do santuário, o lugar Santíssimo. Era o dia da expiação, “Yom Kippur”. Nesse dia, aquele que não afligisse a alma, ou seja, que não buscasse se arrepender, que não olhasse para cima a fim de obter perdão e purificação, seria eliminado do meio o povo (Lv.23:26-32). Sabemos que hoje temos o nosso Sumo Sacerdote, Jesus Cristo, intercedendo por nós no lugar Santíssimo do santuário celestial. Deveríamos, pois, considerar de pequena importância o tempo solene em que estamos vivendo? Será que não estamos repetindo o mesmo procedimento dos habitantes de Jerusalém?

Existem muitas brechas hoje no meio do povo de Deus. E muitas casas têm sido destruídas por pensar que podem consertar as coisas por conta própria. Não é a nossa mão de obra o principal material para consertar o que necessita de reparos, mas a nossa dependência de Deus. O grande “Arquiteto e Edificador” (Hb.11:10) só espera a nossa aprovação para que possa realizar a maior obra em nossa vida. Ele deseja nos dar a chave que abre e ninguém fecha e que fecha e ninguém abre (v.22). A não ser que morramos para o nosso “eu” e para este mundo, a nossa “maldade não será perdoada” (v.14).

Jesus declarou: “Quem quiser, pois, salvar a sua vida, perdê-la-á; e quem perder a vida por causa de Mim e do evangelho salvá-la-á. Que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma?” (Mc.8:35-36). É tempo de santa convocação! É tempo de se preparar para a fornalha de fogo que se aproxima e permitir que Deus remova de nós toda escória do pecado, porque “o restante de Jacó estará entre as nações, no meio de muitos povos” (Mq.5:8) e o que os diferenciará dos demais será o testemunho de um viver santificado e aperfeiçoado em Cristo.

Em nome de Jesus, precisamos de uma real conversão e atender, “agora mesmo […]”, às palavras do Senhor: “[…] Convertei-vos a Mim de todo o vosso coração; isso com jejuns, com choro e com pranto. Rasgai o vosso coração, e não as vossas vestes, e convertei-vos ao Senhor, vosso Deus, porque Ele é misericordioso, e compassivo, e tardio em irar-Se, e grande em benignidade, e Se arrepende do mal” (Jl.2:12-13). Clamemos, agora mesmo, pelo batismo do Espírito Santo!

Santo Deus, sabemos e cremos que não são as nossas obras, o que fazemos ou deixamos de fazer que nos abrirá os portais da santa cidade. Mas é o que Cristo fez por nós (justificação) e o que Ele faz em nós (santificação). Tudo provém dEle pelo agir do Espírito Santo. A nossa parte é crer e permitir que o Teu Espírito realize essa mudança em nossa vida. Por isso, Senhor, nos ensina a andar no Espírito e descansar em Ti, sabendo que temos um amigo em Jesus. Em nome de Jesus e pelos méritos dEle nós Te oramos, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia da preparação, povo de coração contrito!

Rosana Garcia Barros

#Isaías22 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



ISAÍAS 22– COMENTÁRIO PR HEBER TOTH ARMÍ by Maria Eduarda
15 de dezembro de 2023, 0:40
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ISAÍAS 22 – Quando cometemos erros, implica que não sabemos fazer as coisas corretas. Deus envia advertências e disciplinas, porém infelizmente também reagimos de forma incorreta. Somos tão imperfeitos, que aprovamos nossos defeitos e condenamos as advertências divinas, como evidencia a atitude do povo de Isaías.

Sobre Isaías 22:1-4, Robert B. Chisholm escreveu:

“O Senhor denunciou o povo pela reação inadequada à crise. Em vez de confiar nAquele que fundou a cidade de Davi, o povo se apoiou nos próprios esforços, o que incluía a fortificação dos muros da cidade e a construção de um novo sistema hídrico. Recusando o convite do Senhor ao arrependimento, as pessoas festejavam, abandonando, de maneira fatal, toda esperança de livramento, subentendendo assim que o Senhor não estava no controle do destino da cidade. Para tais pessoas, o julgamento era inevitável. Embora o arrependimento de Ezequias (Is 37-38; Jr 26:17-19) e a decisão divina de demonstrar soberania sobre os orgulhosos assírios (10:5-34) adiassem a queda de Jerusalém, o julgamento divino acabou recaindo sobre a cidade”.

Sebna, mordomo de Ezequias, ilustra a atitude do povo (Isaías 22:15-25). Um alto oficial da realeza atuando na corte de Judá exibiu uma atitude de arrogância e confiança em suas próprias habilidades, em vez de confiar em Deus.

Sua história nos ensina alguns preciosos princípios práticos para nossa vida, tais como:

• Arrogância e confiança na própria esperteza significa dizer “não” para a dependência de Deus em todas as áreas da vida; o resultado sempre será catastrófico, principalmente perderá o privilégio de participar do Reino de Deus.
• Confiar na própria sabedoria e habilidades para adquirir bens e proteger-se revela ignorância quando há desprezo pela revelação divina; qualquer rejeição às orientações celestiais resulta em tragédias indesejadas.
• Persistir na arrogância quando confrontado por Deus é o cúmulo da ignorância. Sempre que não estamos dispostos a arrepender-nos e mudar o curso de nossa vida, o que tememos acontecer certamente acontecerá.
• Estar mais preocupado com as próprias realizações do que honrar a Deus é o segredo do fracasso. Buscar a glória de Deus e a promoção de Seu Reino deve ser nossa prioridade, caso queiramos ser mordomos íntegros.

Além dos recursos que Deus nos confiou, somos responsáveis pela administração da posição que Deus nos conduziu! Portanto, reavivemo-nos: Sejamos mordomos fieis! – Heber Toth Armí.



ISAÍAS 21 by Luís Uehara
14 de dezembro de 2023, 0:55
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Texto bíblico: https://www.bibliaonline.com.br/nvi/is/21

No capítulo anterior, o Senhor falou por intermédio de Isaías (v. 6) sobre pessoas fugindo do rei da Assíria quando de sua invasão do Egito, na época governado pelos etíopes. Assim, de fato, houve deportações em massa tanto de egípcios quanto de etíopes. Quando os assírios tomaram Samaria também deportaram israelitas. Esta é a razão porque Isaías no capítulo anterior fala das pessoas buscando por segurança e um lugar seguro.

Em Isaías 21, na visão contra Edom [Dumá e Seir são oásis e cidade de Edom] Isaías ouve alguém gritando: “Guarda, quanto ainda falta para acabar a noite?” A questão real aqui é: Quanto tempo teremos ainda que esperar até a chegada dos exércitos? O vigia responde que a manhã está chegando e também a noite, o que significa que o perigo potencial ainda não está no horizonte imediato, mas certamente acontecerá (vv. 11-12). Em sua última visão, contra a Arábia (vv. 13-15), Isaías exorta os habitantes de Temá para cuidarem dos refugiados que fugiram da guerra.

Querido Deus, ajude-nos a fazermos tudo que estiver ao nosso alcance para ajudar os refugiados e migrantes de guerra onde estiverem, especialmente aqueles que vieram para onde vivemos. Pedimos em nome de Jesus. Amém.

Koot van Wyk
Kyungpook National University
Sangju, Coreia do Sul

Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/isa/21
Tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli



ISAÍAS 21 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS by Maria Eduarda
14 de dezembro de 2023, 0:50
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926 palavras

1-10 A queda de Babilônia é descrita com imagens vívidas: uma mulher em trabalho de parto, aflita, consternada e assustada [v. 3]. A idolatria de Babilônia é mencionada. A nação foi conquistada enquanto seus líderes faziam um banquete (v. 5; Dn 5; ver outros importantes anúncios da queda de Babilônia em Jr 51:8; Ap 14:8). Bíblia de Estudo Andrews.

1 O deserto do mar. A nação contra a qual de dirige esta mensagem solene, embora o título não contenha o seu nome, é evidentemente Babilônia… Alguns traduzem esta expressão como “deserto arenoso”.

Ele virá. Não está claro se o que vem é a “sentença”ou a invasão medo-persa a Babilônia (v. 2). O último parece mais provável, pois o v. 2 diz que os elamitas e médios devem subir e sitiar. Neste caso, essa invasão é comparada a um tufão que vem do sul (do heb. negeb; ver com. [CBASD] de Gn 12:9), e a terra da Média seria a “horrível terra”à qual Isaías se refere.

2 Dura visão. O profeta tem uma visão dura e terrível de um poder saqueador, traidor, violento e destruidor. Esse era Babilônia (ver Is 14:4, 6), “o opressor”. Elão e Média foram chamados a subir contra ela para pôr fim ao gemido e miséria que causava.

3 Desfaleço-me. A cena de destruição apresentada ao profeta é tão horrível que ele fica completamente desfalecido.

4 O meu coração cambaleia. Isto é, “minha mente está confusa”.

A noite que eu desejava. O temor do profeta reflete o de Belsazar e dos babilônios na noite do banquete (ver v. 5), a qual Isaías previu nessa “dura visão” (v. 2; ver PR, 531).

5 Põe-se a mesa. Ver Dn 5:1-4; Jr 51:39. Uma festividade desenfreada marcou a noite da queda de Babilônia nas mãos dos exércitos da Média e da Pérsia.

Estendem-se os tapetes. … isto é, arrumem-se os tapetes ou sofás nos quais os convidados se reclinariam durante o banquete.

6 Põe-se o atalaia. Primeiro, mostrou-se a Isaías a aproximação do exército elamita e médio (v. 2), depois, os festivos babilônios (v. 4, 5) e, então, a entrada das forças invasoras na cidade (v. 6-9). O profeta se identifica como um atalaia nos muros de Babilônia antes de sua queda, e como tal relata o que vê.

7 Uma tropa de cavaleiros de dois a dois. Provavelmente, “cavaleiros a par” (ARC). Isaías vê o inimigo avançando para o ataque.

9 Ergueu ele a voz e disse. O atalaia ainda está falando.

Caiu Babilônia. Este é o clímax da cena que o profeta relata (ver com. do v. 6). Os ídolos de Babilônia foram humilhados até ao pó; eles não conseguiram proteger a orgulhosa cidade (Jr 50:2; 51:17, 18, 47, 52; cf. Is 47:13-15; comparar com Jr 51:8; Ap 14:8; 18:2).

10 Debulhado. … Na Bíblia, com frequência, o juízo é comparado a uma colheita.

11, 12 Edom recebe o nome simbólico de “Dumá”, que significa silêncio. Dumá também era uma cidade de Edom. Em Isaías, há várias acusações contra Edom (11:14; 34:1-17; 63:1-6). Bíblia de Estudo Andrews.

11 Sentença contra Dumá. … A LXX diz “Edom”em vez de “Dumá”.

A que hora estamos da noite? Literalmente, “o que da noite?”, talvez significando “que hora é da noite?”(ver T6, 407). Alguns em Edom perguntam com urgência e insistência ao profeta quais são as novas. A hora é de escuridão e perigo, e eles estão ansiosos para saber quando a manhã virá, trazendo alívio da ansiedade e do medo.

12 Vem a manhã. A resposta do atalaia é misteriosa e prevê coisas ruins. Ele não dá nenhuma resposta definitiva, simplesmente diz que, embora a manhã possa vir, haverá noite outra vez. Há pouca luz ou esperança no porvir. As horas adiante são escuras, lúgubres e incertas. Assim seria o futuro de Edom: ser pisado sob os pés por uma sucessão de conquistadores e, finalmente, reduzido à completa desolação. O atalaia de Deus sobre os muros de Sião hoje deve estar pronto para responder àqueles que perguntam que hora é da longa noite da Terra, e para quando se pode aguardar o alvorecer do dia eterno (ver GC, 632).

13-17 O povo e os lugares mencionados nesta profecia [v. 13-17] estão todos ligados à Arábia ou aos árabes: dedanitas (ver Ez 27:15), a terra de Tema, Quedar.

13 Sentença contra a Arábia. Ver com. [CBASD] de Is 13:1. Esta é outra profecia difícil de compreender. Caravanas de dedanitas passariam a noite no deserto Árabe. …

14 Traga-se água. As palavras indicam o pedido dos dedanitas (v. 13), que foram forçados a fugir do inimigo sem provisões. Seus vizinhos, os temanitas, foram chamados a se compadecer de sua sede e fome.

Terra de Tema. Tema e Dumá são alistadas como descendentes de Ismael (ver Gn 25:13-15; 1Cr 1:29, 30). Tema está situada no deserto Árabe, 264 km a sudoeste de Dumá, e 480 km a leste da ponta da península do Sinai.

16 Tal como o de jornaleiro. Ver com. de Is 16:14. Um jornaleiro trabalharia apenas o tempo pelo qual foi contratado. O significado é que a queda de Quedar não seria adiada. Dentro de um ano, o juízo certamente cairia.

Quedar. Isaías proclama um longo juízo que cairia dentro de um ano sobre toda a região desértica do norte da Arábia. Tiglate-Pileser III declara que impôs duro castigo sobre Samsi, uma rainha árabe. Afirma ter matado 1,1 mil de seu povo e tomado 30 mil camelos e 20 mil cabeças de gado. Da mesma forma, Sargão declara ter recebido tributo de uma rainha árabe na forma de pó de ouro, marfim, cavalos e camelos, e declara também ter dominado outras tribos árabes que nunca tinham pagado tributo. Contudo, não se sabe o ano exato em que isso ocorreu.

17 restante. Do heb. she’ar, “remanescente” (ver Is 10:20, 21, 22; 11:11, 16; 14:22; 16:14; 17:3). Sargão declara que, ao derrotar as tribos árabes de Tamud, Ibadidi, Marsimanu e Haiapa, deportou os restantes e os estabeleceu em Samaria.

Fonte principal: Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4.



Isaías 21 – Comentado por Rosana Barros by Ivan Barros
14 de dezembro de 2023, 0:45
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Com dolorosos sintomas físicos e emocionais, Isaías revelou grande sensibilidade diante do que estava por vir. Sua comunicação com Deus receberia o reforço de uma terceira pessoa, um atalaia, que relataria o que o profeta não podia ouvir e nem ver (v.3). O Senhor conhece bem a estrutura de Seus filhos, e mesmo a Seus profetas, só pede o que sabe que podem realizar. Dia e noite, o atalaia aguardava o anúncio a ser proclamado. E a queda de Babilônia foi predita e proclamada como o rugido do símbolo de sua arrogância: “Caiu, caiu Babilônia” (v.9).

Enquanto a profecia anterior é clara, a profecia seguinte possui um requinte de mistério diante de uma pergunta sem uma resposta precisa: “Guarda, a que horas estamos da noite? […] Respondeu o guarda: Vem a manhã, e também a noite; se quereis perguntar, perguntai; voltai, vinde” (v.11, 12). Já a sentença contra a Arábia revela detalhes de um cenário de batalha, com fuga para os bosques, escassez de água e alimento e a presença de armas de guerra. Para o profeta, eram palavras difíceis de falar e que, pela sua reação inicial, profecias que ele compreendeu em seu sentido mais fiel.

Assim declara a segunda voz angélica: “Caiu, caiu a grande Babilônia que tem dado a beber a todas as nações do vinho da fúria da sua prostituição” (Ap.14:8). O vinho sedutor da grande meretriz espiritual dos últimos dias logo dará lugar ao “vinho da cólera de Deus, preparado, sem mistura, do cálice da Sua ira” (Ap.14:10). Eis uma revelação que também deve ter feito o profeta João tremer. Se a justiça de Deus aplicada às nações antigas já era considerada com temor, que dirá a Sua justiça final mediante o clímax de Sua ira. Certamente se cumprirá o que está escrito: “Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão fartos” (Mt.5:6).

Mesmo diante de mensagens tão fortes e decisivas, não há o que temer para os que aguardam com perseverança o tempo de seu resgate; para os que, movidos pelo saudosismo de alcançar uma pátria superior, aguardam com expectativa o cumprimento da promessa: “Guarda, a que horas estamos da noite?” (v.11). Mesmo que não tenhamos uma resposta específica, mesmo que não saibamos o tempo exato da vinda do nosso Senhor e Salvador, precisamos permanecer em nossa “torre de vigia” (v.8), até que do alto possamos ouvir “a voz do Arcanjo” (1Ts.4:16).

“Tocai a trombeta em Sião e dai voz de rebate no Meu santo monte; perturbem-se todos os moradores da Terra, porque o Dia do Senhor vem, já está próximo” (Jl.2:1). Como derradeiros atalaias de Deus, precisamos gritar “como um leão” (v.8) que Jesus está voltando. Que Ele está às portas! Que este mundo está em contagem regressiva e não aguentará por mais tempo os destrutivos resultados do pecado. Ergamos as nossas cabeças, pois a nossa redenção se aproxima! E tão perto como estamos deste momento glorioso, se fizermos parte do seleto grupo dos salvos vivos, enfrentaremos o cenário da grande última batalha e nos sentiremos exaustos “diante do furor da guerra” (v.15). Mas teremos a nosso favor o Senhor dos Exércitos, poderoso nas batalhas, que de nossa fraqueza tirará forças. Ele nos sustentará até que do alto surja o raiar da tão desejada manhã gloriosa.

Enquanto aguardamos, amados, confiemos na confortante e fortalecedora promessa: “Reprime a tua voz de choro e as lágrimas de teus olhos; porque há recompensa para as tuas obras, diz o Senhor, pois os teus filhos voltarão da terra do inimigo. Há esperança para o teu futuro, diz o Senhor” (Jr.31:16, 17).

Senhor, o capítulo de hoje bem resume a nossa condição atual. Estamos vivendo na noite deste mundo aguardando o raiar da manhã da redenção. E nosso coração só pergunta: “A que hora estamos da noite?”. Mas sabemos que quando findar a graça estaremos em meio às trevas de um mundo condenado à destruição. O Senhor, porém, nos sustentará com pão e água e, em pouco tempo, veremos a linda face do Sol da Justiça. É nessa esperança que nos apegamos a cada dia! Fortalece-nos, Senhor e faz-nos Teus atalaias! Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia, atalaias dos últimos dias!

Rosana Garcia Barros

#Isaías21 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



ISAÍAS 21 – COMENTÁRIO PR HEBER TOTH ARMÍ by Maria Eduarda
14 de dezembro de 2023, 0:40
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ISAÍAS 21 – Isaías aborda o julgamento de várias nações; aqui o profeta trata de Babilônia, Dumá e Arábia. Embora cada seção tenha seu contexto histórico específico, os teólogos concordam que a Bíblia contém mensagens atemporais podendo ser aplicadas de maneira diversas em diferentes épocas e contextos.

Então, em pleno século 21, o que podemos aprender de Isaías 21 quanto ao…

• Julgamento da Babilônia (Isaías 21:1-10)?
• Julgamento contra Dumá (Isaías 21:11-12)?
• Julgamento contra a Arábia (Isaías 21:13-17)?

A queda de Babilônia serve como lembrete de que o poder e a riqueza são efêmeros. O orgulho e a arrogância podem levar poderosos e ricos que confiam em si mesmos a consequências negativas; por outro lado, a humildade é uma qualidade importante em todas as situações e época.

• A profecia de Babilônia mostra-nos que as decisões que tomamos podem afetar não apenas a nós mesmos, mas também aqueles ao nosso redor e até mesmo as futuras gerações.

A profecia didática sobre Dumá nos leva a refletir a importância da vigilância e a responsabilidade em relação às questões sociais, políticas e éticas de nosso tempo.

• Ser consciente do que acontece ao nosso redor e agir com responsabilidade é uma mensagem útil a crianças, adolescentes, jovens, adultos e idosos do século 21.

Na mensagem focando a Arábia mostra que confiar em Deus mesmo em tempos de incerteza é essencial para nossa sobrevivência. Independentemente dos desafios que enfrentamos em nossa sociedade, a confiança que vai além de nós e chega até Deus contribui para comunidades mais fortes e justas em meio às adversidades.

• O julgamento contra a Arábia destaca a importância da solidariedade e apoio mútuo, e isso não tem lugar e tempo que não seja relevante.

O impressionante em Isaías 21 é o relato vívido e profundamente emocional descrito pelo próprio profeta sobre os intensos efeitos físicos e psicológicos resultantes da visão da derrota iminente da Babilônia nas mãos dos elemitas e medos (versículos 3-4). Isso demonstra que o foco não é meramente tratar dos destinos geopolíticos, mas sobre os sentimentos de Deus revelados no coração do profeta inspirado pelo Espírito Santo.

Deus não é frio e calculista; Seus verdadeiros mensageiros também não são indiferentes. Deus Se importa não apenas com Seu povo, mas com todos os povos!

Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.



ISAÍAS 20 by Luís Uehara
13 de dezembro de 2023, 0:55
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Texto bíblico: https://www.bibliaonline.com.br/nvi/is/20

Onde podemos depositar nossa confiança? Alguns confiam no dinheiro, outros nas pessoas. Judá dependia de nações aparentemente estáveis e indestrutíveis: Egito e Etiópia. Contudo, estas nações não conseguiram protegê-las contra os ataques assírios.

Ao enfrentar desafios, onde podemos nos refugiar? O que devemos fazer diante de situações ameaçadoras? O profeta Isaías caminhou quase nu e descalço durante três anos mostrando a humilhação que as potências políticas mundiais enfrentariam (vs. 1-5). Quando até mesmo as grandes potências mundiais falham, “como escaparemos?” (v. 6).

Jesus humilhou-se ainda mais do que Isaías para salvar os judeus e a nós. Ele se tornou homem, viveu entre nós durante três anos e meio, morreu numa cruz sem roupa e proporcionou-nos a única forma de escapar. Se os judeus tivessem prestado atenção às mensagens de Isaías, estariam seguros. Nós também seremos salvos, se dermos ouvidos à mensagem do Deus que se humilhou (Filipenses 2: 5-11).

Aceitemos Cristo como nosso Salvador – o único que pode nos salvar.

Heber Toth Armí
Pastor distrital em Osório, Rio Grande do Sul, Brasil

Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/isa/20
Tradução: Luís Uehara/Jeferson Quimelli



ISAÍAS 20 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS by Jeferson Quimelli
13 de dezembro de 2023, 0:50
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581 palavras

1-6 O juízo é contra o Egito e a Etiópia. Contudo, Deus estava tentando dissuadir seu povo de colocar a confiança em reinos sem futuro. Bíblia de Estudo Andrews.

1 Tartã. Literalmente, “comandante”, sendo tartã o título do comandante-em-chefe dos exércitos assírios, não seu nome pessoal. Nos anais do 11o. ano de Sargão (711 a.C.), registra-se que Azuri, rei de Asdode [da Filístia], se rebelou contra a Assíria e que Sargão imediatamente enviou um exército, depôs Azuri, e colocou seu irmão mais novo, Aimiti, no trono de Asdode. Contudo, os asdoditas se recusaram a aceitar o rei que a Assíria os impôs, e em lugar dele colocaram um aventureiro grego no trono. De acordo com os anais de Sargão, outras cidades filisteias se juntaram na batalha contra a Assíria. Enviaram um pedido a “Pir’ u [faraó?], rei do Musru [Egito?], para que fosse aliado deles, mas [que era] incapaz de salvá-los”. Quando Sargão atacou Asdode, o usurpador grego fugiu “para o território de Musru, que pertence à Etiópia”, e um assírio foi feito governador. O rei da Etiópia estava atemorizado com o avanço de Sargão e, rapidamente, tomou medidas para fazer paz com a Assíria: prendeu o grego e o enviou à Assíria.

Sargão. Por muitos anos, a única referência disponível a esse importante rei assírio foi esta declaração [da Bíblia]. Antes, céticos contestavam a exatidão histórica deste texto, mas durante as escavações em Khorsabad, nos anos de 1843 a 1845, Paul-Émile Botta descobriu o palácio de Sagão, junto com suas famosas inscrições que falam da história deste importante rei.

2 Solta de teus lombos o pano grosseiro. Em geral se usavam panos de saco em sinal de luto, e soltá-lo era, portanto, um sinal de alegria (Sl 30:11). Mas, neste caso, o pano de saco parece ter sido a veste distintiva de Isaías, como as vestes de pelo de camelo de João Batista (Mt 3:4) e o cinto de couro e pelos de Elias (2Rs 1:8).

Despido. A palavra ‘arom, “despido”tanto pode significar completamente nu ou parcialmente vestido. neste caso (como em Is 58:7; Ez 18:7, 16; Mq 1:8), aponta-se o último significado. Isaías deixou de lado sua veste exterior e usou apenas as vestes interiores, uma prática comum no Oriente até hoje, principalmente entre os trabalhadores. O ato seria sinal de humilhação, privação e vergonha.

Três anos. Não está claro se Isaías se vestiu continuamente assim por três anos ou apenas em vários intervalos durante um período de três anos, para recordar ao povo a humilhação que viria do Egito.

4 Levará os presos do Egito. Sargão não deixou registros de sua invasão ao Egito, mas se “Musru”, para onde o usurpador grego fugiu, era o Egito (ver com. do v. 1), é provável que muitos egípcios que fizeram parte do movimento contra a Assíria tenham sido do mesmo modo enviados à Assíria em humilhação, como retratados aqui. No entanto, nos reinados de Assurbanípal (669-627?), o Egito foi, em várias ocasiões, invadido pelos exércitos assírios, e muitos cativos, mesmo da linhagem real, foram levados à Assíria.

6 Ilha (ARC) [ARA: “desta região”]. Do heb, ‘i, “ilha”, ou, como neste caso, “costa”. os povos de toda a costa da Palestina, incluindo a Filístia e Fenícia, e talvez Chipre, fizeram parte da revolta contra os assírios, mas foram duramente dominados. Eles descobriram, para sua tristeza, que nem com a ajuda do Egito e da Etiópia poderiam resistir ao poder assírio.

Fugimos. O rolo 1QIsa. do Mar Morto diz “confiamos [no apoio]”. De qualquer forma, o significado será o mesmo.

Fonte principal: Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4.



Isaías 20 – Comentado por Rosana Barros by Ivan Barros
13 de dezembro de 2023, 0:45
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De tempos em tempos, diante da ameaça de nações vizinhas, Israel estabelecia alianças políticas com países de considerável influência e força bélica. Essas alianças, contudo, eram feitas sem a aprovação de Deus ou, até mesmo, desconsiderando por completo o auxílio divino. O papel do profeta em meio a essa insensatez consistia em apelar ao povo através de mensagens incisivas e objetivas, sendo muitas vezes a sua própria experiência um recado vivo e claro da decadência espiritual da nação.

De todas as ordens dadas pelo Senhor aos Seus profetas, certamente andar nu e descalço durante três anos foi a mais vexatória. Isaías poderia ter se negado a passar tamanha vergonha ou reclamado o peso de sua função, mas a Bíblia diz que “Assim ele o fez, indo despido e descalço” (v.2), exatamente como o Senhor lhe havia ordenado. Não sabemos até que ponto era essa nudez, mas a obediência do profeta era a mais clara oposição à desobediência dos filhos de Israel e das nações pagãs advertidas. A fidelidade de Isaías era um constante e incômodo lembrete àqueles que se negavam a dar ouvidos a Deus e a Seus profetas. E sua nudez, a revelação da condição espiritual daqueles povos.

Desde o surgimento das primeiras nações da Terra, a História relata inúmeros registros de alianças políticas, guerras e pactos que foram quebrados por desacordo das partes. Nações que eram consideradas imbatíveis, ruíram como uma cidade indefesa. Nações que eram consideradas frágeis, impactaram o cenário da época. Líderes com forte voz ativa se tornaram como meninos diante do fracasso de suas ambições. Líderes vistos como pouco promissores avançaram em conquistas surpreendentes. A História revela o caráter falível e vacilante dos acordos humanos e a nossa real necessidade de olhar para o alto, para o único Rei que não falha, e almejar o único reino que “subsistirá para sempre” (Dn.2:44).

Tão perto como estamos da reta final do grande conflito, e considerando os últimos acontecimentos como precursores do que ainda está por vir, a nossa segurança não deve estar firmada em palavras de homens, mas na “Palavra de Deus, a qual vive e é permanente” (1Pe.1:23). Amados, Deus não deixaria o Seu último povo na Terra sem a palavra profética. E “falou o Senhor por intermédio de” (v.2) Sua serva, Ellen G. White, a fim de abrir os nossos olhos para a exata compreensão das Escrituras e fortalecer a nossa fé na verdade presente. Lembremos das palavras inspiradas: “Crede no Senhor, vosso Deus, e estareis seguros; crede nos Seus profetas e prosperareis” (2Cr.20:20).

Satanás é oportunista e se aproveita das fragilidades humanas “para roubar, matar e destruir” (Jo.10:10). “Como, pois, escaparemos nós?” (v.6). Revistamo-nos “de toda a armadura de Deus […] com toda oração e súplica, orando em todo tempo no Espírito e para isto vigiando com toda perseverança e súplica por todos os santos” (Ef.6:11, 18). Que “o espírito da profecia” (Ap.19:10), através dos Testemunhos inspirados, em íntima comunhão com a Palavra de Deus e uma vida de oração, fortaleça a nossa fé todos os dias. E, muito em breve, a nossa exaustão será trocada pela vitalidade, e nossas lágrimas por vivas de júbilo.

Nosso Deus e Pai, dentre as características de Laodiceia está a nudez, exatamente como o profeta ilustrou em sua vida. Dá-nos as vestes brancas da justiça de Cristo, a fim de que não seja vista a vergonha da nossa nudez! Batiza-nos com o Espírito Santo! Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia, povo perseverante!

* Oremos pelo batismo do Espírito Santo. Oremos uns pelos outros.

Rosana Garcia Barros

#Isaías20 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



ISAÍAS 20 – COMENTÁRIO PR HEBER TOTH ARMÍ by Jeferson Quimelli
13 de dezembro de 2023, 0:40
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ISAÍAS 20 – Deus é mestre em encenações. Desde o cordeirinho que sacrificou para cobrir a nudez de Adão e Eva (Gênesis 3:21), até o complexo do Tabernáculo com atividades do sumo sacerdote e sacerdotes (Êxodo 25:8-9), revelam o quanto Deus investe em ilustrações cênicas.

Aqui, Deus pede que Isaías se despisse em público; o profeta “obedeceu e passou a andar nu e descalço” (Isaías 20:1-2). O profeta permaneceu publicamente despido durante três anos (Isaías 20:3). Para Adão e Eva, Deus fez vestimentas; para Isaías, porém, Deus pediu que se despisse.

• Este é um episódio peculiar e específico na história bíblica, e extrair ensinamentos práticos para o dia a dia requer sabedoria.

Deus preza pela modéstia, decência e o bom senso nas nossas vestes (Deuteronômio 22:5; I Timóteo 2:9-10; I Pedro 3:3-5). O andar desnudo não é Seu plano aos seres humanos – o que caracterizaria despudor, vergonha, humilhação, e imoralidade. A questão então é, por que Deus pediu que Isaías andasse pelado por três anos?

Essa ação simbólica foi uma mensagem profética sobre a futura nudez e desolação que viria sobre o Egito e a Etiópia, que eram aliados de Asdode. Isaías agiu como sinal para enfatizar a desgraça que cairia sobre tais nações, devido a sua iniquidade, assim como Adão e Eva perderam suas vestes divinas (Gênesis 3:10).

Isaías foi chamado a agir dessa maneira para simbolizar a vergonha e nudez que vem sobre nações e indivíduos como consequências de pecados, ações e decisões. Este ato era uma representação dramática do julgamento iminente que Deus anunciava contra essas nações (Isaías 20:3-6). Também foi um “sinal de que o rei da Assíria deportaria cativos egípcios e etíopes, demonstrando a um forte partido de Jerusalém, que buscava auxílio do Egito, como era insensata essa esperança” (Merril Unger).

• A ordem para Isaías realizar essa ação peculiar era destinada a ser uma mensagem visual para o Egito, Etiópia e ao Seu povo, representando uma advertência profética específica.
• Hoje, os cristãos na fase de Laodicéia precisam abdicar de sua autoconfiança – rico sou, não preciso de nada –, para confiar no diagnóstico de Cristo: Miserável, pobre, cego e nu (Apocalipse 3:17).
• Será que precisamos de um profeta nu para entendermos nossa vergonha e buscarmos as vestiduras brancas?

Então, vamos reavivarmo-nos! – Heber Toth Armí.