Reavivados por Sua Palavra


Mateus 22 by Jeferson Quimelli
23 de novembro de 2014, 0:30
Filed under: amor, parábolas, Reino de Deus | Tags: ,

Comentário devocional:

Mateus 22 inclui várias histórias dentro do tema do desafio ao qual Jesus está sendo submetido pelos líderes religiosos. Quero focar, entretanto, os versos 34-40. Como especialista em ética, me é muito interessante esta história do doutor da lei pedindo a Jesus que identifique o “maior mandamento da lei”. Por que fazer tal pergunta?

Quando o doutor (ou: intérprete, ARA; perito, NVI) da lei  se refere à “lei”, ele quase certamente estava se referindo à Torá, os cinco livros de Moisés. Na época de Cristo, os rabinos já há muito tempo haviam contado os mandamentos da Torá e haviam  encontrado 613 deles (incluindo os 10 mandamentos). Observar estas 613 leis havia se tornado o ponto focal para recuperar a bênção de Deus e evitar outro cativeiro como o babilônico. Esta questão, que envolvia forte vigilância interna e externa, no entanto, levava a um problema.

Se a pessoa não fosse um “doutor da lei” (ou seja, um estudioso da Bíblia), como poderia este inexperiente “homem comum” se lembrar de todos os 613 mandamentos? Seria um grande desafio para a grande maioria das pessoas manter o controle sobre mais de 600 regras. Mesmo que tivesse uma lista escrita, a pessoa média certamente esqueceria algumas. Assim, a pergunta lógica seria: que mandamento, ou mandamentos, seria o maior, o mais crítico e importante, que uma pessoa deveria ter cuidado para não esquecer? Os advogados estavam aparentemente debatendo este problema entre si. A pergunta feita a Jesus sugere que, a fim de ajudar as pessoas a resolver esta questão, os peritos da lei classificaram os mandamentos, alguns como mais importantes e outros como menos importantes, ou descartáveis. Assim, se a pessoa perdesse o controle de todos os 613 mandamentos, seria melhor esquecer um dos menores mandamentos, não um dos maiores.

Jesus responde apresentando uma visão holística e indivisível dos mandamentos de Deus, que contrastava radicalmente do senso comum. Há, de fato, apenas duas ideias centrais em todos estes mandamentos: Amar a Deus acima de tudo e amar o próximo. Todo o resto deriva destes dois. Portanto, o homem comum não precisa lembrar de 613 mandamentos. Ele só precisa de dois e com o pensamento santificado, ele pode descobrir as suas várias aplicações.

Podemos cair na tentação de organizar os mandamentos de Deus como mais ou menos importantes e assim não nos sentirmos responsáveis em certas situações.

Que, em lugar de procurar exceções às nossas responsabilidades ou inventarmos novas categorias de regulamentos para nós mesmos e para os outros, possamos descobrir o poder dos dois grandes mandamentos.

Stephen Bauer, Ph.D.
Professor de Teologia e Ética
Universidade Adventista do Sul



Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/mat/22/
Traduzido por JDS/JAQ
Texto bíblico: Mateus 22 
Comentário em áudio 



Mateus 21 – Comentários selecionados by Jeferson Quimelli
22 de novembro de 2014, 0:00
Filed under: Israel, Messias, parábolas, Reino de Deus | Tags: , ,

1 Betfagé. Significa “Casa do figo”. Começa aqui o relatório da última semana da vida humana de Jesus. Bíblia Shedd.

Era o domingo … antes da Páscoa, que caiu na sexta -feira em 31 d.C. … Jesus havia chegado a Betânia, a cerca de três quilômetros de Jerusalém, na sexta-feira precedente e havia descansado no sábado. Foi durante essa visita que Simão recebeu Jesus e Lázaro. … O relato de João apresenta essa sequência de eventos (ver Jo 12:1-19). CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 5, p. 497.

1-11 Dos Evangelhos Sinóticos [“semelhantes”, Mateus, Marcos e Lucas], só Mateus menciona a mãe do jumentinho, provavelmente para dar ênfase ao fato de que o jumento era um animal jovem e ainda não desmamado e, portanto, nunca montado (cf. Mc 11.12) e por causa da citação de Zc 9.9, que profetiza que o rei virá “montado em jumento, num jumentinho, cria de jumenta”. Jesus faz o cumprimento da profecia ser inequívoco. A Entrada Triunfal é claramente um ato simbólico. Zc 9.9 era reconhecido pelos judeus como messiânico, e o clamor “Hosana ao Filho de Davi” (v. 9), assim como o estender dos mantos pelo caminho (cf 2Rs 9.13), indica que a multidão reconhece a reivindicação de Jesus ser o Messias. Notemos que Davi proclamou Salomão como seu herdeiro   quando o fez entrar na cidade montado na sua mula (1Rs 1.33, 38, 44). Bíblia de Genebra.

2 jumenta. Animal que simbolizava a humildade, a paz e a realeza davídica (Zc 9.9n; Lc 19.30n). Bíblia de Estudo NVI Vida.

Uma personalidade política ou imperial do tempo de Jesus faria esta entrada não em um jumento, mas em um cavalo de guerra, demonstrando grandeza, intimidação, dominação e poder. Andrews Study Bible.

5 Eis aí te vem o teu Rei. Jesus estava seguindo o costume de uma entrada real na cidade, como se fazia no passado (ver DTN, 570). … Jesus não estava, naquela circunstância, assumindo Seu papel como Rei do reino da glória (ver Mt 25:31), mas como Rei do reino espiritual da graça … As memórias sagradas e as visões futuras devem ter impressionado Sua mente quando Cristo passou pelo caminho que levou ao cume do monte das Oliveiras e ao descer a encosta … em direção a Jerusalém. O shekinah sagrado, momentos antes de deixar o primeiro templo, pouco antes da destruição por Nabucodonosor, havia pousado brevemente no alto do monte (ver DTN, 829; ver com. de Ez 11:23). A entrada triunfal foi um “pálido prenúncio” do retorno de Jesus nas nuvens do céu (ver DTN, 580). CBASD, vol. 5, p. 499.

8 estendeu seus mantos pelo caminho. Ato de homenagem régia. Bíblia de Estudo NVI Vida.

9 Hosana. Gr hõsanna, que translitera o heb hôshi ‘ â nã’, “salva, por favor”, que por fim veio a ser uma simples expressão do júbilo religioso. Bíblia Shedd.

12 Tendo Jesus entrado no templo. A primeira purificação do templo é registrada apenas em João (ver Jo 2:13-25), que, por sua vez, não relata a segunda purificação. A primeira purificação ocorreu na primavera de 18 d.C., bem como no início do ministério na Judeia. CBASD, vol. 5, p. 500.

Na manhã da segunda-feira (Mc 11.12), Jesus continuou Sua obra de moralização do templo, que havia dado início ao Seu ministério em Jerusalém, três anos antes (Jo 2.14). A profanação passou a invadir novamente o recinto sagrado. Era necessário haver certa transação financeira para se poderem vender sacrifícios e cambiar moedas do templo com os que vinham de longe. Não era, porém, correto ocupar o recinto inteiro com extorsionários que roubavam o dinheiro dos peregrinos. O culto estava se tornando apenas uma desculpa para o comércio fraudulento: a venda dos animais cultualmente aceitáveis se realizava a preços bastante elevados. As moedas estrangeiras não eram aceitáveis nas urnas (caixas das ofertas), por serem cunhadas com imagens do imperador (que era tido por um deus) ou de várias divindades. Bíblia Shedd.

Isto, contudo, era utilizado como uma oportunidade de cobrar preços extremamente altos e oprimir o pobre. Andrews Study Bible.

O átrio exterior, ou pátio dos gentios, era o cenário desse negócio profano. CBASD, vol. 5, p. 501.

pombas. Ou “pombos”. As pombas eram a oferta dos pobres (ver Lev 12:8; ver com. de 1:14; Lc 2:24). CBASD, vol. 5, p. 501.

13 covil de salteadores. Ou, “antro de ladrões”. … Ao fazerem dos símbolos sagrados do Cordeiro de Deus uma fonte de lucro pessoal, os líderes estavam tornando comuns as coisas sagradas e roubando a Deus Sua honra e glória. Também roubavam de todos os adoradores o conhecimento do caráter e dos requisitos de Deus e, aos adoradores gentios, roubavam a oportunidade de conhecer a Deus como Ele é. CBASD, vol. 5, p. 501.

14 cegos e coxos os curou. Pessoas com enfermidades não eram admitidas no templo. … Jesus não apenas aceitou e saudou os inaceitáveis no templo, mas os curou. Andrews Study Bible.

16 Ouves […]? A situação estava fora do controle dos “principais sacerdotes e escribas”. As multidões que se reuniram na área do templo para ver Jesus, aclamavam a Ele como o Rei-Messias, e isso despertou nos líderes judeus o mesmo misto de medo e raiva que haviam sentido no final da tarde do dia anterior (ver com. de Lc 19:39). Então, fizeram um apelo frenético a Jesus, como no dia anterior, para silenciar as aclamações de louvor. CBASD, vol. 5, p. 502.

17 Betânia. Aldeia na encosta leste do monte das Oliveiras, quase 4 km de Jerusalém, e última parada na estrada de Jericó a Jerusalém. Bíblia de Estudo NVI Vida.

23-27 Jesus recusa este tipo de pergunta que não é feita com humildade e fé, mas como em um desafio, pois tinha, já, feito tudo para revelar a presença do Reino de Deus entre os homens. Uma revelação mais dramática não produziria a conversão, mas só a obediência provocada pelo terror. Jesus passa a vencer os sacerdotes com o mesmo tipo de lógica que estes praticavam. Bíblia Shedd.

24 Eu também vos farei uma pergunta. Responder uma pergunta propondo outra era um procedimento aprovado nos debates rabínicos. A segunda pergunta era supostamente designada para apontar o caminho para responder à questão original. … Na realidade, Jesus não estava Se evadindo da questão, pois a resposta deles à Sua pergunta proveria, em princípio, parte da resposta. A sabedoria e a habilidade com a qual Jesus enfrentava os desafios era uma evidência adicional de Sua divindade. CBASD, vol. 5, p. 502.

25 Por que não acreditastes nele? A pergunta foi feita a Jesus com o intuito de provocá-Lo a declarar que era o próprio Messias (e os sacerdotes poderiam, então, prendê-lO e entregá-lO aos romanos), ou a negar que tivesse autoridade sobrenatural, passando, então a perder o apoio popular. Jesus, por Sua vez, os convocou a fazer uma declaração semelhante, acerca de João Batista, o que não ousaram fazer (27). Bíblia Shedd.

Se eles reconhecessem as credenciais divinas de João deviam necessariamente aceitar sua mensagem, e o clímax de sua mensagem era a identificação de Jesus de Nazaré como o Messias (ver Jo 1:26, 27, 29). Desse modo, reconhecer a autoridade de João era equivalente a reconhecer a de Jesus. CBASD, vol. 5, p. 503.

26 temer o povo. O temor da violência física parece ter controlado a mente dos líderes (ver Lc 20:6). Se a opinião popular se voltasse contra eles, sua influência sobre o povo se perderia. Para eles, posição e influência significavam mais do que a verdade. CBASD, vol. 5, p. 503.

21:28 – 22:14 A medida que o conflito que os líderes religiosos e Jesus se intensificava, Jesus conta uma série de parábolas que ataca sua arrogância, ganância e justiça própria. Estas parábolas de confrontação ilustram a grande inversão ao Messias: os líderes de Israel o rejeitaram; e os excluídos e rejeitados O aceitaram. Este é o grande tema da reversão e inversão que perpassa através dos Evangelhos: aqueles que se esperavam que se salvassem, se perdem, e os “pecadores” são salvos. Andrews Study Bible.

28 dois filhos. Desde a entrada do pecado, as duas classes aqui representadas estão presentes no mundo: os que obedecem e os que desobedecem. Assim será até o fim do mundo. CBASD, vol. 5, p. 503.

31 publicanos e meretrizes. Esta pe uma frase generalizadora que designa todos os párias da sociedade e da religião que, geralmente, evitavam o templo e a sinagoga porque não eram bem recebidos quando compareciam. … O fato de que coletores de impostos e prostitutas reespondiam tão prontamente à pregação de João e de Jesus ofendia os líderes judeus … Estes não estavam dispostos a trabalhar na mesma vinha em que coletores de impostos convertidos, como Zaqueu (ver Lc 19:1-10), e prostitutas restauradas, como Maria (ver com. de Lc 7:36, 37) eram aceitos como trabalhadores. CBASD, vol. 5, p. 503, 504.

33 uma vinha. A vinha era um dos símbolos nacionais de Israel. Bem perto do lugar onde Cristo estava, naquela ocasião, na entrada do templo, havia uma grande e magnífica videira esculpida em ouro e prata que representava Israel. CBASD, vol. 5, p. 504.

Cercou-a. A cerca representa os preceitos da lei divina e obediência àqueles princípios da verdade que protegem contra a prática do erro. CBASD, vol. 5, p. 504.

34 os frutos que lhe tocavam. Israel devia mostrar o fruto do caráter e revelar ao mundo os princípios do reino dos céus. O fruto do caráter devia se manifestar primeiramente em sua vida e, então, na vida dos povos ao redor. Do mesmo modo, Deus espera que Sua igreja hoje partilhe as grandes bênçãos que Ele tem derramado sobre ela (ver PJ, 296). CBASD, vol. 5, p. 504.

37 E, por último. Quando os judeus rejeitaram jesus como o messias, desprezaram a última oferta de misericórdia a eles como nação. Aqui, Jesus não prevê tempo algum no futuro em que os judeus deviam recuperar o favor divino, como nação (ver vol. 4, p. 19, 20). CBASD, vol. 5, p. 505.

38 Sua herança. Seria loucura que os mordomos de uma vinha pudessem imaginar que, ao assassinar o herdeiro da mesma, pudessem passar a possui-la. Loucura maior seria a dos sacerdotes que agiam como se a crucificação do Filho de Deus lhes deixaria a herança de Israel por conta deles. Bíblia Shedd.

42-44 Jesus é a pedra fundamental para os que confessam o Seu nome, e edificam suas vidas nEle, passando então a fazer parte do edifício de Cristo, pedras vivas da Igreja (cf 16,18n; At 4.11n); para quem se recusa crer em Cristo, Ele deixa de ser a pedra que alicerça esta vida. Torna-se-lhe pedra de tropeço e condenação no julgamento (Is 8.14-15; Lc 20.17n; Rm 9.32; 1Pe 2.8). Mais tarde, Pedro mostrou que Cristo era sua pedra fundamental para operar milagres, pedra de cuja aceitação depende a salvação de cada um (At 4.11-12). Bíblia Shedd.



Mateus 20 by Jeferson Quimelli

Comentário devocional:

No capítulo anterior, Jesus começa a expor as características dos cidadãos do reino dos céus: inocência e submissão como às das crianças, o amor pelo próximo e a Deus, acima mesmo das riquezas e relacionamentos humanos. Neste capítulo Jesus complementa este tema, apresentando a parábola dos trabalhadores da vinha (v. 1-16). Nela, alguns trabalharam o dia todo e outros trabalharam apenas uma hora, mas todos receberam a mesma recompensa. Na verdade, aqueles que se comprometem com o serviço de Deus e dos outros, mesmo nas últimas horas da vida, recebem o mesmo dom da vida eterna.

Aqui, o Mestre deixa claro o conceito da salvação pela graça: a recompensa eterna é concedida não aos que trabalham a vida toda por Deus ou ao menos 51% dela; é concedida àquele que aceita o convite de maneira completa, sem restrições e decide seguir ao Senhor, não importa em que momento da vida esta decisão é tomada.

Você já foi tentado a adiar a decisão de seguir ao Senhor? Por que não desfrutar os prazeres do pecado por mais alguns temporadas e, em seguida, colocar-se ao lado de Jesus? Não é muito melhor ganhar a mesma recompensa, depois de trabalhar apenas na última hora, em vez de todo o dia?

O grande perigo de adiar essa escolha vital é não conseguir fazê-la mais tarde. Ninguém sabe por quanto tempo estará vivo. Além disso, os hábitos formados ao longo dos anos podem ser muito difíceis de quebrar. Depois de uma vida inteira dizendo “não” à liderança do Espírito Santo será que a pessoa conseguirá dizer “sim”, na última hora? Só Deus sabe o que vai no coração, mas algumas decisões no “leito de morte”, podem ser mais frutos de egoísmo ou do medo do que do amor a Deus. Agora é o dia de aceitarmos a salvação (2 Cor. 6: 2).

Na próximos versos, 17 a 19, Mateus registra a última viagem de Jesus a Jerusalém (v. 17-19) para enfrentar a sua própria execução cruel nas mãos de agentes de Satanás. Pior ainda, ele sentiria o peso esmagador dos pecados de todos os que seriam salvos e o sofrimento intenso de separação de Deus por causa do pecado. O Criador do universo tinha plena consciência do ódio e da dor que o aguardavam. Mas sabia, também, que este  era o único caminho para provisionar a salvação àqueles que decidissem aceitá-la.

Cabe a nós, hoje, escolher nos unirmos a este Deus maravilhoso que fez e continua fazendo de tudo para nos salvar. Aqueles que aceitarem o seu amor e passarem a viver para servir aos outros (v. 20-24) um dia receberão a recompensa da vida eterna e se alegrarão em Sua presença.

Leo Van Dolson, Jr.,
Califórnia, E.U.A.

 

Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/mat/20/
Traduzido por JDS/JAQ
Texto bíblico: Mateus 20 
Comentário em áudio



Mateus 13 by Jeferson Quimelli
14 de novembro de 2014, 0:30
Filed under: parábolas, Reino de Deus, testemunho | Tags: , , ,

Comentário devocional:

Mais uma vez vemos Jesus ensinando as multidões acerca do Reino dos Céus. Quando leio este capítulo eu vejo dois princípios em ação: o primeiro é que tudo começa a partir do relacionamento com o Salvador. O segundo é que devemos estar abertos à liderança do Espírito Santo.

Este capítulo mostra Jesus falando com as pessoas e usando parábolas. Essas histórias produzem um grande efeito sobre aqueles que estão abertos aos ensinamentos do Messias. A história que Jesus conta no início de Mateus 13 é sobre um fazendeiro que está a plantar sementes em um campo. Os discípulos ficam confusos e Jesus os incentiva a permitir que o Espírito de Deus lhes aguce os ouvidos. Ele diz que para abram seus corações para o significado mais profundo nas histórias.

Como podemos tornar-nos preparados para receber a semente? É ouvindo a Jesus e abrindo nossos corações e mentes para o Espírito Santo. Em seguida, como é que vamos melhorar a qualidade do solo? É cultivando meu relacionamento com Jesus e seguindo a orientação do Espírito Santo. O solo saudável produzirá uma colheita saudável.

Se temos uma visão errada do amor de Deus, produziremos uma colheita ruim ou nenhuma colheita. As pessoas com que entrarmos em contato receberão uma falsa compreensão de quem é Deus, quando nós mesmos estivermos fechados à orientação do Espírito Santo.

Há uma canção escrita por Kathleen Harris que explica isso muito bem: 

“Se não for através de você, eu me pergunto, onde é que eles encontrarão Aquele que realmente se importa conosco?
Se não for através de você, como eles encontrarão Aquele que cura o coração quebrado e dá vista aos cegos? 
Se não for através de você, eu me pergunto, quem irá lhes mostrar amor; e só o amor pode tornar as coisas novas. 
Se não for através de você, como eles aprenderão que existe Alguém que pode transformar o desespero deles em alegria? 
Porque você é o único através de quem alguns verão a Jesus, você é o único através de quem alguns lerão a Palavra da Vida. 
Então deixe que eles vejam em você Aquele que é tudo que eles realmente precisam. Você é o único através de quem alguns verão a Jesus.”

Mais à frente no capítulo encontramos outras parábolas que nos fornecem vislumbres do Reino dos Céus:
A parábola do fermento nos mostra que Deus quer Se fazer presente em cada parte de nossas vidas. Completa confiança nEle é essencial para a caminhada cristã. 
As parábolas do tesouro escondido e da pérola nos mostram que Deus quer ser o primeiro em nossas vidas. Não deve haver nada nem ninguém maior que Deus.
A beleza de confiar e dar tudo a Deus pode ser vista na seguinte promessa: “Deleita-te também no SENHOR; e Ele te concederá os desejos do teu coração.” Salmo 37:4 (NVI).

Mantenhamos um íntimo relacionamento com Jesus e aceitemos a direção do Espírito Santo em cada detalhe do nosso viver e  no dia da recompensa final veremos que Ele terá para nós o que realmente gostaríamos de possuir: um caráter semelhante a Jesus e a vida eterna.

Joey Norwood Tolbert
Cantora e compositora cristã



Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/mat/13/

Traduzido por JAQ/JDS

Texto bíblico: Mateus 13

Comentário em áudio 



Mateus 10 by Jeferson Quimelli
11 de novembro de 2014, 0:30
Filed under: evangelismo, Reino de Deus, testemunho | Tags: ,

Comentário devocional:

Alguma vez você já andou num carrinho que anda sobre trilhos numa altura imensa e depois começa a descer com grande velocidade e faz curvas acentuadas? Isto mesmo, estamos falando de uma montanha-russa. Eu ainda me lembro da minha primeira experiência em uma delas quando eu era um menino. Eu estava em pé na fila, esperando pela minha vez. Sentia-me animado e um pouco nervoso. Mas a onda de excitação era muito maior do que a de medo. O medo veio depois.

Eu me lembro que, ao embarcamos, afivelamos os cintos de segurança e começamos a nos mover para cima, cada vez mais alto. Finalmente subimos tão alto que parecia que eu poderia tocar o céu. Tenho que admitir que, naquele momento, eu queria pedir que alguém parasse o passeio e me trouxesse de volta para baixo. Mas, ao que parece, ninguém se importava. Eu nunca vou esquecer como eu estava tomado de medo, enquanto descíamos, cada vez mais rápido. Parecia que iríamos atingir o chão. 

Os discípulos de Jesus experimentaram algo semelhante. Espiritualmente eles estavam se movendo cada vez mais alto. Jesus lhes confiou poderes especiais para curar os enfermos, tornar limpos os leprosos, ressuscitar os mortos e expulsar demônios (Mat. 10:8). 

Mas então, de repente, eles ouviram Jesus dizer que as coisas não iriam permanecer assim. A perseguição viria – bateriam neles, seriam expulsos de suas sinagogas e até mesmo seus parentes iriam persegui-los (Mat. 10:16).

Quando falamos hoje sobre cristianismo, temos a tendência de diminuir a importância de seguir Jesus. Costumamos falar das bênçãos que a vida cristã pode trazer, incluindo a recompensa final dos céus. Mas a mensagem de Jesus é diferente. Ele disse que a vida cristã não é apenas um passeio bonito e alegre – é como a montanha-russa que mencionei acima e como a experiência dos discípulos. Você pode ficar animado, mas depois vem o medo, quando experimenta a dor e sofrimento. Nós podemos ser odiados e perseguidos, mas isso é o que significa, por vezes, carregar a cruz e seguir Jesus (Mat. 10:38).

Mas por que os cristãos estão dispostos a sofrer por amor de Jesus? A resposta é o nosso amor por Ele; porque Ele nos amou primeiro (1 João 4:19).

Os verdadeiros seguidores de Jesus O amam acima de qualquer outra coisa ou pessoa em todo o mundo (Mat. 10:37).  

Oleg Kostyuk

Hope Channel

 

 

Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/mat/10/

Traduzido por JAQ/JDS

Texto bíblico: Mateus 10 

Comentário em áudio 



Mateus 8 – Comentários selecionados by Jeferson Quimelli
9 de novembro de 2014, 0:00
Filed under: Messias, Reino de Deus | Tags: , , ,

1 descendo. Encerrou-se um dos cinco grandes grupos de ensinamentos que Mateus ajuntou, nos cap 5-7; os outros encontram-se nos cap. 10, 13, 18 e 24-25. Bíblia Shedd.

2,3 leproso. Ninguém poderia por em perigo a sua pureza ritual ou física entrando em contato com eles, muito menos tocá-los. Mas Jesus não apenas o curou. Jesus o tocouAndrews Study Bible.

4 não o digas a ninguém. Talvez por várias razões: 1) Jesus não queria ser considerado somente operador de milagres, 2) não queria que seu ministério de ensino fosse prejudicado pela publicidade exagerada de seus milagres de cura e 3) não queria que sua morte fosse precipitada, i. e., ocorresse antes de Ele ter terminado o Seu ministério. V. 9.30. Bíblia de Estudo NVI Vida.

Moisés ordenou. As leis sobre a lepra (V. cap 13 e 14) eram pormenorizadas, e o conceito da quarentena teve seu início naquela época. A palavra traduzida por “lepra” (heb çãra’ath) é uma definição genérica de várias desordens na pele, havendo rara coincidência com o tipo mais comumente conhecido. Para os hebreus, simbolizava o pecado, por ser nojento, contagioso e incurável. Jesus, ao curá-la, revela parte da natureza do Seu ministério. Bíblia Shedd.

5 um centurião. Oficial do império Romano, comandante de uma centúria ou destacamento de 100 soldados. Bíblia Shedd.

11 tomarão lugares à mesa com Abraão. Era assombroso e escandaloso Jesus retratar gentios impuros comendo com os santos patriarcas. … Comer junto demonstrava companheirismo, amizade e solidariedade. Andrews Study Bible.

tomarão lugares. Do gr. anaklino, “reclinar”. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 5, p. 379.

14, 15 Esta passagem dos evangelhos indica que Pedro era casado e que possuía casa, como se vê em Mc 1.29. Paulo menciona que Pedro levava a esposa nas viagens missionárias. Bíblia Shedd.

17 para que se cumprisse. Mateus mostra a Jesus Cristo como o Rei prometido pelas profecias do AT. Por isso há tantos textos que vinculam Jesus com as profecias (93 citações). Bíblia Shedd.

18 muita gente. Multidões seguiam Jesus por onde quer que fosse (ver Mt 4:25; Mc 3:7; 4:1) e, como resultado disso, Ele frequentemente tinha pouco ou nenhum tempo para comer (ver Mc 3:20; DTN 333). Enquanto atravessava o mar, vencido pela fraqueza e fome, logo adormeceu (DTN, 334). Ministrar às necessidades físicas e espirituais do povo exigia, mesmo dEle, o desgaste de forças que deviam ser restauradas com descanso e alimento. Foi por essa razão que o Salvador buscou algumas horas de descanso de Seu trabalho incessante. CBASD, vol. 5, p. 380.

19-22 O chamado de Jesus, “segue-Me” tem precedência sobre todas as obrigações e responsabilidades. Andrews Study Bible.

19 um escriba. Como um homem culto, instruído e de elevada posição social, sem dúvida, seria mais difícil para um escriba se acostumar às privações da vida de um discípulo do que para um pescador, por exemplo. … Alguém acostumado ao conforto de um lar, como provavelmente era o caso desse escriba, talvez achasse a vida itinerante difícil e desagradável. Testemunhas do evangelho devem estar sempre dispostas a enfrentar dificuldades como bons soldados de Jesus Cristo (ver 2Tm 2:3).  CBASD, vol. 5, p. 381.

22 sepultar meu pai. Com toda probabilidade, o pai ainda gozava de boa saúde e o tempo de sua morte estava num futuro indeterminado. … Se o pai já estivesse morto, é pouco provável que Cristo tivesse ordenado que ele negligenciasse o que, nos países orientais, até hoje se considera um dos deveres mais sagrados de um filho dedicado. … Era como se dissesse a Cristo: “Eu gostaria de Te seguir, mas não posso fazer isso enquanto meu pai viver.” Em resposta, Cristo disse: “Reconheço teu dever para com teus pais, contudo, teu dever para com o reino dos Céus tem prioridade.” CBASD, vol. 5, p. 382.

deixa aos mortos o sepultar os seus próprios mortos. Que os espiritualmente mortos sepultem os fisicamente mortos. Bíblia de Estudo NVI Vida.

23-27 Jesus ia atravessando o lago da Galiléia, saindo de Cafarnaum e indo para Gadara, uma travessia de 10 km. Bíblia Shedd.