Reavivados por Sua Palavra


Jó 27 by Jobson Santos
23 de julho de 2013, 0:33
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Comentário devocional:

Jó continua sua resposta a seus amigos mostrando o que realmente importa: A vida santificada por amor a Deus.

O verso 1 dá a entender que ele faz uma ligeira pausa e seus amigos ficam em silêncio por um momento.E, recorrendo a um juramento (“Tão certo como vive Deus”, NVI: “Pelo Deus vivo”), Jó assegura firmemente que não será falso e mentiroso em admitir culpa daquilo que ele não cometeu, mesmo sob pressão e coerção de seus amigos e da tradição apresentada por eles. Jó se recusa firmemente a admitir que seus amigos tivessem razão. Ele diz: “não me reprova a minha consciência por qualquer dia da minha vida.” (v. 6b). Jó não se arrepende da maneira como viveu. Esta é a postura consistente daquele que viveu uma vida de comunhão com Deus.

No entanto, o que se sabe sobre o destino dos ímpios, também virá para os inimigos de Jó, que o tratam injustamente (v. 7). Que esperança haverá para a pessoa que brinca de religião, mas mente e rouba, quando Deus lhe tirar a vida? (v. 8). “Ouvirá Deus o seu clamor quando vier sobre ele a aflição?” (V. 9, NVI).

Jó sabe que esse crente falso não possui uma fé que permanece em todas os momentos e situações. Será que esse crente acha que a sua religião dele é apenas um acessório que pode ser colocado e tirado quando quiser?

Jó explica a seus amigos humanistas e seculares, baseado em seu relacionamento de fé: “Eu os instruirei sobre o poder de Deus; não esconderei de vocês os caminhos do Todo-poderoso” (v. 11, NVI). Jó os fará lembrar aquilo que eles já haviam visto, mas ainda não tinham aprendido (v. 12). Mesmo após a queda, podemos ver que Deus continua ativamente envolvido em manter e suster Sua criação.

Os argumentos dos versos restantes (13-23) não se harmonizam com o que Jó havia sustentado anteriormente. Alguns estudiosos pensam que a partir deste ponto Zofar interrompe a Jó e fala sobre o castigo que um homem mau receberá de Deus. Outros argumentam, de maneira mais consistente, que Jó mostra aos seus ímpios amigos que, por suas palavras, terão o destino que haviam pronunciado contra si mesmos:
a. Se seus descendentes aumentarem, eles enfrentarão a espada, a fome e a epidemia (v. 14,15);
b. Suas viúvas não chorarão por seus filhos [estará também morta] (v. 15),
e. Se ajuntarem muito dinheiro e roupa, quem se aproveitará deles serão os justos e inocentes (v. 16-17),
f. Se construírem mansões, vilas e fazendas, mesmo com todas as medidas de segurança, estas não são seguras. (São “como casulo de traça, como cabana feita pela sentinela” v. 18, NVI);
g. Se enriquecerem, suas riquezas desaparecerão num momento acordará pobre (v. 19);
h. Experimentarão grande insegurança “pavores vêm sobre ele” (v. 20, NVI);
i O seco vento que vem do deserto, ao leste [simbolizando as ações de Deus], secará toda a vida e os varrerá de seu lugar. Os abaterá enquanto fogem (v. 21,22).
n. Servirão de zombaria (“palmas” e “assobios ” (v. 23).

Seja qual for a interpretação correta, este capítulo nos mostra que nossa única segurança não está em muitos bens, riqueza, poder ou numerosa família. Somente em uma consciência tranquila, como a de Jó, advinda de uma vida de comunhão com Deus.

Querido Deus,

Queremos permanecer firmes, a despeito das tempestades do inimigo sobre nós, tendo a certeza que Tu estás nos segurando firmemente pela mão. O caminho dos ímpios não é o nosso caminho porque Te amamos e desejamos seguir a Ti. Amém.

Koot van Wyk
Kyungpook National University
Sangju, Coreia do Sul

Traduzido e adaptado por JDS/JAQ

Texto original em: http://revivedbyhisword.org/en/bible/Job/27/

Texto bíblico: Jó 27



Jó 15 by Jeferson Quimelli
11 de julho de 2013, 0:00
Filed under: confiança em Deus

Comentário devocional:

Elifaz vê as respostas de Jó como “ciência de vento” (v. 2). Elas se chocam com a experiência de
Elifaz, que baseia o seu conhecimento em evidências da vida. Ele considera que
a fala de Jó é “conversa inútil e sem valor” (v. 3). Para Elifaz as
respostas são encontradas dentro dos limites da existência e, portanto, Jó está
demonstrando desrespeito pela tradição (v. 4). Elifaz acredita que, se você é
bom, Deus lhe abençoa e se você é ruim, Deus lhe castiga. Como coisas ruins
aconteceram com Jó, ele deveria estar cheio de “culpa” e
“astúcia” (v. 5).
 
De acordo com Elifaz, a
valiosa tradição dos seres humanos deve ser considerada (v. 7). Jó não é o
“primeiro homem” nascido e nem foi criado antes das colinas terem
sido feitas. Assim, ele deve ouvir a maioria e não achar que somente ele possui
sabedoria (v. 8). A experiência comum a todos os seres humanos pode explicar a
situação de Jó (v. 9). Então Elifaz, acrescenta:”o que você sabe que nós
não sabemos?” Nosso conhecimento não é a experiência de um só homem, mas
“Temos do nosso lado homens de cabelos brancos, muito mais velhos que o
seu pai” (v. 10).
 
O que Elifaz não entende é
que alguém que está ligado a Deus e Seus planos está em contraste gritante com aquele
que se limita apenas ao pensamento terreno. Pensadores cristãos corretamente
concluem que quando uma pessoa se “liberta” da Bíblia o seu quadro de
compreensão acerca da realidade diminui. Jó pergunta aos seus três amigos, por
que seus “olhos brilham”, quando sentem que o apanharam com suas
perguntas e respostas (v. 12).
 
Ninguém pode afirmar ser
puro sobre a terra, diz Elifaz: “ninguém nascido de mulher é justo”
(V. 14). Mas Cristo era justo. Ele é a nossa justiça. Esta experiência de
receber a justiça de Cristo, experimentada por Jó, Elifaz não consegue
entender. Em certo sentido, Elifaz é um porta-voz de Lúcifer, ao dizer que Deus
não confia em ninguém – a mesma acusação de Lúcifer contra Deus durante a
rebelião no Céu (v. 15-16). Uma segunda acusação contra Deus se segue: “E
nem os céus são puros aos Seus olhos”. Esta alegação é contrária a Gênesis
1-2 e está mais próxima de Gênesis 3 e da serpente.
 
Elifaz fala a Jó baseado na
tradição (v. 17 – 19). Na contramão do sucesso está o homem mau (o que inclui a
Jó, é claro). “Todos os dias de um homem perverso estão cheios de dor e
luto” (v. 20). “Só ouve ruídos aterrorizantes; quando se sente em
paz, ladrões o atacam” (v. 21). Os ímpios estão destinados à espada e não
têm pão (vv. 22-23). A visão de Elifaz sobre o envolvimento de Deus com este
mundo é de punição. Deus envia o sofrimento e a angústia para assustar os maus.
Como um guerreiro, o homem quer resistir a Deus e acrescenta ao peso do seu
pecado um estilo de vida descuidado (vv. 25-27). Cidades serão destruídas e se
tornarão ruínas. Ele não ficará rico, mas ainda assim ele não se afastará da
escuridão. Os ímpios sofrerão e perderão tudo. E isso, de acordo com Elifaz,
inclui a Jó (vv. 30-33).
 
Querido Deus,
Ajude-nos a não depositarmos a nossa confiança apenas naquilo que vemos ao nosso redor, mas no
Alto, de onde vem toda a nossa ajuda. Guarde-nos em segurança em Seu coração
antes que dias de sofrimento surjam em nosso caminho.
Amém.
 
 
Koot van Wyk
Universidade Nacional
Kyungpook
Sangju, Coreia do Sul

Trad GASQ/JDS

Texto bíblico: Jó 15

 



Jó 7 by Jeferson Quimelli
3 de julho de 2013, 0:00
Filed under: confiança em Deus

Comentário devocional:

 Jó diz que assim como um servo que trabalha ao sol anseia pela noite de descanso, o sono da morte é precedido por meses e anos de trabalho e noites de cansaço (verso 3).

Parece que não há esperança de recuperação para Jó (v. 6). Com a proximidade da morte, a vida é  apenas um sopro que se vai, seus olhos talvez nunca mais vejam o bem novamente (v. 7). Ele afirma que a pessoa que morre não assumirá novamente a sua vida (v. 8). Esta pessoa nunca mais retornará à sua casa (v. 9,10). 

 Jó se recusa a se calar e insiste em falar de sua angústia e amargura (v. 11). À noite, dores nos ossos e sonhos vem assustá-lo (versos 13-16). Ele não quer viver para sempre sofrendo desta maneira (v. 16). Ele odeia a vida; os “seus dias são sem sentido” (NVI).

Jó sabe que Deus vigia de perto a todos os homens e se pergunta se a continuação do seu sofrimento significa que ele está pecando contra aquEle que lhe guarda, embora ele não tenha conhecimento de qualquer pecado em sua vida (v. 20). 

 Jó tem a impressão de que está sendo alvo de castigos divinos e deseja que Deus lhe conceda uma visão do porquê ele sofre em uma situação próxima da morte e o perdoe por qualquer transgressão. Ele sente que, se ele morresse e fosse sepultado, nem Deus, nem ninguém,  o poderiam encontrar, pois deixaria de existir (v. 21). 

Apesar disso, como ficará claro ao longo do livro, Jó percebe que Deus conhece exatamente como cada ser humano é formado  e  pode recriar o que deixou de existir.

 Querido Deus, sabemos que tudo o que sofremos acontece como consequência das ações de Satanás e que, abraçados a Ti, encontraremos um propósito mais elevado para o nosso sofrimento. Não há alegria de contemplar a dor, mas ela mostra o maldade de Satanás sobre nossa espécie. Nós oramos que, aconteça o que acontecer, permaneças sempre conosco. Amém.

 Koot van Wyk

Kyungpook National University

Sangju, Coreia do Sul

Trad JAQ/JDS



Texto bíblico: Jó 7



Jó 1 by Jeferson Quimelli
27 de junho de 2013, 0:16
Filed under: confiança em Deus
Comentário devocional:


Jó foi, provavelmente, um contemporâneo de Abraão que nasceu por volta de 2.000 anos a.C. e também estava familiarizado com o sistema de sacrifícios ligados ao culto, com os conceitos da salvação e o papel da expiação. Jó é descrito por Moisés neste épico histórico como um grande fazendeiro. Ele tinha 7.000 ovelhas e 3.000 camelos, bem como 500 bois e 500 jumentas, o que era, realmente, um grande negócio. 

Seus filhos e filhas estavam acostumados a jantar na casa uns dos outros. Sabemos que eles não estavam bebendo álcool ou comendo carne de porco nestes eventos, uma vez que Jó não estava ciente de que eles haviam pecado. No entanto, ele orou por eles no início da manhã (ulay hatheu), porque “talvez os meus filhos tenham, lá no íntimo, pecado ” (v. 5 NVI). Observe que quando o “vinho” (v. 13) é usado no sentido bíblico negativo, isto inclui o álcool; mas quando não se fala dele negativamente se está referindo ao “fruto da videira” puro, suco de uva sem fermentação.  

Sabemos que todas as ações de Deus são dirigidas a partir do Santuário e é aí que os “filhos de Deus” e também Satanás iam falar com Deus (v. 6). Satanás tinha acesso a Deus até a cruz, mas não depois (ver História da Redenção, p. 26). No livro de Jó, o objetivo de Satanás era questionar o mérito e culpa das criaturas de Deus. Quando o Filho de Deus perguntou a Satanás se ele havia visto Jó e quão íntegro e reto ele era (v. 8), a resposta foi negativa. 

Satanás não presta atenção às coisas boas. Ele acusou que Jó de ser fiel somente porque Deus o estava abençoando e exaltando (v. 10) e pediu uma chance para derrubá-lo. Satanás concluiu que Jó iria se voltar contra Deus se as coisas fossem na direção oposta. Estão grandes desastres feriram a Jó: os sabeus roubaram seus bois e jumentos, fogo queimou as ovelhas e os servos; os caldeus levou todos os seus camelos e um tornado matou seus filhos. 

Em choque, Jó fez seis coisas: ele se levantou, rasgou as suas roupas, raspou a cabeça, caiu no chão, adorou a Deus, e discursou, louvando a Deus neste discurso. Deus se agradou disso, mas Satanás não. Jó não pecou e não culpou a Deus. 

Querido Deus,

Dá-nos a força para que, como Jó, não caiamos quando em tentação. E que possamos dizer, tanto nos bons quanto nos maus momentos: “Bendito é o meu Deus porque todos os meus problemas estão nas Suas mãos. E eu também estou. Em nome de Jesus, amém.  

Koot van Wyk

Kyungpook National University

Sangju, Coreia do Sul

Trad JAQ



Texto bíblico: Jó 1 



Ester 10 by Jeferson Quimelli
25 de junho de 2013, 19:42
Filed under: confiança em Deus, vitória
Comentário devocional:

 

O curto último capítulo do livro de Ester começa com um claro sinal de que, apesar da crise e da guerra posterior, algumas coisas na Pérsia continuavam as mesmas. O rei Assuero impôs aumentos de impostos sobre a terra e sobre as ilhas. Teria sido este um esforço para compensar os fundos que Hamã havia proposto ao planejar o decreto de morte dos judeus e expoliação de seus bens? Talvez, mas o mais provável é que isto mostrasse o rei simplesmente olhando para o seu personagem favorito: ele mesmo.

 

Mordecai é confirmado como primeiro ministro [ou grão vizir] e somos lembrados de que tudo foi registrado nas crônicas oficiais dos medos e persas. Mordecai não buscou poder e não permitiu que o poder ou posição envenenassem sua mente com orgulho, como aconteceu com Hamã, seu antecessor. Deus colocou um homem bom em uma posição de influência e abençoou não só o povo judeu através deste ato, mas também todo o Império Persa. Sua confirmação foi merecida.

 

O capítulo final não menciona o nome de Ester. Só nos resta supor que o resto de seu tempo como rainha foi muito parecido com os primeiros cinco anos. Após evitar uma crise terrível, ela continuava casada com o mesmo homem. Mordecai ainda cuidava dela, protegendo-a. Só que agora, ele poderia fazer isso de dentro da corte, em vez de a partir do pátio do palácio. Não sabemos se Ester teve filhos, envelheceu ou morreu feliz. Só conhecemos um momento de sua vida, talvez o de maior bravura e mais difícil e, quem sabe, o seu momento mais brilhante.

 

Que a nossa vida, também, possa ser reconhecida pela nossa fé. Que a nossa superação dos momentos de dificuldade possam revelar a atuação soberana de Deus em nossa vida, mesmo que o nome dele não seja mencionado, como no livro de Ester.

 

Jean Boonstra
Voz da Profecia
Trad/Adap JAQ

 

Texto bíblico: Ester 10

 



Ester 9 by Jeferson Quimelli
25 de junho de 2013, 0:00
Filed under: confiança em Deus, vitória

Comentário devocional:

Chegou o dia escolhido por Hamã, por meio de sortes, em que os judeus deveriam ser mortos. No entanto com o novo decreto, emitido agora pelo governo, os judeus tinham o direito de se defenderem. A guerra começou. Funcionários do governo, por todo o império, estavam ansiosos para agradar a Mordecai, o novo braço direito do rei. Sendo assim, prontamente ajudaram o povo judeu a derrotarem todos os seus inimigos.

Na capital 500 inimigos foram mortos, incluindo todos os dez filhos de Hamã. O decreto de Mordecai dizia que os judeus eram livres para tomar o despojo desta guerra. Mas os judeus não levaram nada, nem propriedade, nem dinheiro ou jóias de seus inimigos. O propósito deles nessa luta não era a guerra em si nem o lucro. Era apenas salvar suas vidas e as vidas de seus familiares.

O caos e a destruição na capital chamaram a atenção do normalmente indiferente rei. No final do dia, ele perguntou a Ester se ela tinha mais algum pedido. Ester, então, pede que o segundo decreto se estenda mais um dia em Susã, e que os corpos dos filhos de Hamã sejam pendurados na forca. Talvez ela estivesse preocupada que no segundo dia alguns dos familiares ou amigos de Hamã pudessem tentar sair da lei em busca de vingança. Então, os judeus estariam preparados para se defender. No segundo dia, mais 300 inimigos foram mortos e os corpos dos filhos de Hamã foram expostos na forca.

A guerra em todo o país terminou com 75.000 dos inimigos dos judeus mortos [NT: Teria sido aqui finalmente cumprido o mandado de Deus, originamente dado a Saul, de exterminar os amalequitas?]. O povo judeu saiu ileso e celebrou com gratidão. Eles espalharam a sua alegria através de pequenos presentes de uns para os outros e para os pobres.

Mordecai instituiu um feriado e estabeleceu uma festa. Em outras partes da Bíblia, foi Deus quem estabeleceu as festas nacionais. Mas aqui Mordecai parece ser a própria voz de Deus. Foi assim que a festa de Purim, em homenagem a pur (“pedrinha para lançar sortes”) foi estabelecida. Durante dois dias, a cada ano, o povo judeu deveria celebrar este grande livramento operado por Deus a favor dEles. A tristeza se transformou em alegria e o pranto em festa. Mordecai atuou como a voz oficial do povo judeu e Ester confirmou, endossando suas instruções.

Mordecai e Ester foram reverenciados e admirados em todo o império. Eles tinham, em essência, conseguido anular a lei dos medos e persas, cujas leis não podiam ser alteradas e muitas vidas do povo de Deus foram poupadas. Deus usou Ester e Mardoqueu como humildes vasos de Sua vontade.

A festa de Purim pode ser pouco conhecido hoje fora do ambiente do povo judeu , mas a história de Ester e a história da luta de seu povo, continua a ser muito cara para jovens e velhos. Ela nunca será esquecida.

Jean Boonstra

Voz da Profecia

Trad JAQ/JDS

 

 
Texto bíblico: Ester 9


Ester 6 by Jeferson Quimelli
22 de junho de 2013, 0:00
Filed under: confiança em Deus, soberania de Deus

Comentário devocional:



Uma noite sem dormir é o ponto de virada no livro. O rei não consegue dormir, e por isso pede a um funcionário que leia para ele o livro do registro real. O servo então lê o relato do dia em que Mordecai frustrou um complô para matar o rei e, providencialmente, o rei percebe que Mordecai não havia sido honrado por ter salvado a sua vida.



Muito cedo de manhã Hamã estava no tribunal. Ele estava ansioso para falar com o rei, para agendar o enforcamento de Modecai. Seu pedido foi interrompido e seu orgulho o levou a uma suposição equivocada. O rei Assuero perguntou como ele poderia honrar um homem que salvou sua vida. A resposta de Hamã foi rápida e detalhada, como se já tivesse imaginado isso milhares de vezes: que se vestisse este homem com as próprias vestes do rei, o colocasse em um cavalo e o fizesse desfilar através da praça da cidade, proclamando-se que o rei o está honrando. A descrição da ambição de Hamã é assustadoramente parecida com o desejo orgulhoso de Lúcifer de ser como o Altíssimo.

Satisfeito, o rei instrui Hamã para fazer isso por Mordecai.  Hamã não tem outra saída senão obedecer às ordens do rei. Sua reação inicial não é registrada mas pode ser facilmente imaginada: primeiro o choque,depois a descrença, seguida pela raiva e, em seguida, a humilhação devastadora.

Hamã correu para casa, com a cabeça coberta. Sua mulher, apesar de não ser uma crente, conhece o poder de Deus. Ela percebe, um pouco tarde demais, que se Mordecai é judeu, Hamã não o poderá vencer. Ainda se recuperando de sua humilhação, um funcionário chega para levar Hamã para o segundo banquete de Ester. Seu dia não correu exatamente como ele planejara.

Neste capítulo chave, Ester não desempenha nenhum papel. Ela estava preparando o banquete. Embora não seja mencionado, Deus é o ponto focal deste capítulo. O fato do rei ouvir acerca do heroísmo de Mordecai não foi mera coincidência. Deus pode não ter sido diretamente mencionado no livro de Ester, mas ele nunca deixou de estar em evidência. 



Deus é o personagem central não apenas do capítulo 6, mas de todo o livro de Ester. Este Deus amoroso, que se interessa por seu povo, quer também ser o personagem central da sua vida. Que possamos aceitar a Sua segura liderança.



Jean Boonstra

Voz da Profecia

Trad JAQ/JDS





Texto bíblico: Ester 6

 

 



Ester 4 by Jeferson Quimelli
20 de junho de 2013, 0:43
Filed under: confiança em Deus, coragem, escolhas, Sem categoria

Comentário devocional:

Ao tomar Mordecai conhecimento do decreto de morte emitido por Hamã, nosso nobre e sempre bem vestido servidor público pôs-se na frente da porta do rei, vestido de saco e em desespero. Seu lamento fúnebre recebera eco por todo o reino com o jejum e a oração dos judeus.

Ester teve conhecimento da atitude de Mordecai e angustiou-se profundamente. Ela enviou um novo conjunto de roupas para Mordecai, mas ele as recusou e permaneceu do lado de fora do portão. Através de mensagens levadas por um servo, Mordecai explicou o que acontecera e enviou uma cópia física do decreto para Ester.

Se fosse apenas a sua própria vida que estivesse em risco, muito provavelmente Mordecai teria implorado que Ester permanecesse calada quanto às suas origens e continuasse dissociada dele e de seu povo para sua própria proteção. Mas não era o caso – muitas vidas estavam agora em jogo. Por conta disso, Mordecai mudou de estratégia, pedindo que Ester comunicasse ao rei o sofrimento de seu povo e intercedesse por ele.Perplexa, Ester enviou de volta a Mordecai uma mensagem lembrando-lhe que todos sabiam que ir ter com o rei sem ser convidado significava a morte quase certa e que havia mais de um mês que o rei não a chamava. E já fazia 5 anos que ela era rainha. Teria o rei perdido o seu interesse por dela? Mordecai conhecia os riscos, e este pensamento deve tê-lo mantido acordado durante toda a noite anterior.

Mordecai declarou sua confiança na providência de Deus (v. 14), lembrando a Ester que se ela não agisse, o socorro e o livramento de Deus viriam de outra forma, de outro lugar, mas que sua vida estaria perdida com qualquer outro plano. Pedir-lhe que arriscasse sua vida era a única maneira de salvá-la. Ester era o Plano A de Deus e era por este motivo que ela havia se tornado rainha.

Não nos é dito por quanto tempo Ester ponderou nessas palavras. Pode ser que ela tenha contemplado por horas. Mas quando falou, foi muito firme em dizer que todos os judeus em Susã deveriam jejuar com ela por três dias e, então, ela iria à presença do rei. “Se eu perecer, pereci”. Com esta afirmação ela mostra sua conformação com a vontade de Deus.

Sem dúvida a vida de Ester em seus aposentos de rainha da Pérsia era muito confortável. Sua decisão de arriscar seu conforto e sua vida para salvar seu povo que já estava praticamente condenado mostrou seu caráter.

Não podemos deixar de lembrar, neste momento, de Jesus. Ele deixou tudo no Céu, Seu trono, poder e glória, para vir até nós como um impotente e comum bebê. Ele se sacrificou por nós, um povo condenado, sabendo que o Seu plano era o único plano para a nossa salvação. Seu sacrifício nos mostra o Seu caráter e um coração cheio de amor.



Jean Boonstra
Voz da Profecia

Trad JAQ


Texto bíblico: Ester 4



Ester 3 by Jeferson Quimelli
19 de junho de 2013, 0:00
Filed under: confiança em Deus, coragem
Comentário devocional:
 
Hamã era o braço direito do rei, e todos eram obrigados a se curvar diante dele. Mordecai se recusou a curvar-se perante Hamã. Como um bom empregado do governo persa, podemos supor que Mordecai se curvava perante o rei, mas ele não fazia isso perante Hamã. Quando Hamã soube desse desrespeito, ficou furioso. 
 
Hamã estava cheio de orgulho, ganância e inveja, exatamente como Lúcifer. No entanto, a recusa de Mordecai de se curvar perante Hamã provavelmente não tinha nada a ver com essas falhas de caráter. As diferenças entre Hamã e Mordecai eram tinham origem em seus ancestrais. Eram tão “densas” quanto sangue.
 
Hamã era um descendente dos amalequitas, um inimigo histórico do povo judeu. Logo depois de escapar do Egito, os antigos israelitas foram atacados pelos amalequitas e Deus mesmo declarou uma inimizade duradoura entre os dois povos. Mais tarde, o Rei Saul, ancestral de Mordecai, entrou em guerra contra o rei Agague e o seu povo. Saul não completou a tarefa da maneira que Deus pediu, e essa foi uma das razões porque Saul foi substituído por Davi. Curvar-se diante de Hamã, o agagita [descendente de Agague], seria uma grande humilhação e um sinal de desobediência para Mordecai, o benjamita.
 
A ira de Hamã não ficaria satisfeita apenas com a morte de Mordecai. Seu orgulho seria vingado apenas com a morte de todos os judeus na Pérsia. Então,sortes foram lançadas para decidir qual o melhor dia para o abate dos judeus.
 
Sem identificar seus inimigos, Hamã conta ao rei Assuero a história de um povo “diferente” espalhado por todo o reino. Aparentemente sem se importar com esse povo “diferente”, o rei dá o seu anel para que Hamã sancione a lei, que é levada a todo o reino. A linguagem fria e contundente do decreto no versículo 13 é chocante, e nós que vivemos no tempo do fim deveríamos prestar bastante atenção a elas. Nenhum judeu, jovem, velho, criança ou mulher, devia ser poupado.  
 
Esta história se assemelha muito com os acontecimentos dos últimos dias descritos em Apocalipse 13 e 20. Um decreto de morte será emitido por todo o mundo para eliminar o povo de Deus. Gogue e Magogue são descrições dos inimigos de Deus, e essas palavras são derivadas do nome Agague. 
 
O Apocalipse prevê uma repetição da história para os cristãos nos últimos dias. Felizmente, a história do povo de Deus na antiga Pérsia não termina no capítulo 3. O grande conflito está quase no fim, e sabemos que o final será feliz.
 
Jean Boonstra
Voz da Profecia
Trad JAQ/JDS
 
 
Texto bíblico: Ester 3


Ester 2 by Jeferson Quimelli
17 de junho de 2013, 23:50
Filed under: confiança em Deus, coragem

Comentário devocional:

 
Os servos do rei sugeriram um plano para encontrar uma nova rainha: um concurso de beleza. Mulheres bonitas de todo o império foram convocadas. Não sabemos se elas vieram por vontade própria, ou foram forçados a vir ao palácio.
Encontramos Mordecai e um grupo de pessoas vivendo tranquilamente, sob a proteção do império persa – o povo de Deus. O livro de Ester tem lugar no quinto século antes de Cristo, quando muitos do povo judeu haviam retornado do exílio após o decreto de Ciro. Apenas um pequeno número de Judeus ainda estavam na Pérsia.
Mordecai nos é apresentado como um benjamita. A menção de sua ascendência está longe de ser algo casual, como veremos mais adiante no livro. A ordem do rei trouxe Hadassa, isto é, Ester, para o palácio. Mordecai tinha criado a órfã, e a amava como sua própria filha. Mordecai conhecia o suficiente do clima político de Susã a ponto de instruir Ester a manter sua identidade em segredo. Ela não deveria identificar-se com seu povo.
Ester ganhou imediatamente a simpatia dos responsáveis do palácio. Certamente ela era linda exteriomente, mas seu coração terno e inteligência combinados com seus atributos físicos faziam Ester verdadeiramente encantadora. O rei ficou impressionado com sua beleza e graça e decidiu torná-la sua rainha.
Mordecai passeava pelos jardins do palácio, mantendo um olho em Ester. Quando o rei proclamou um grande feriado, a Festa de Ester, podemos imaginar que apenas o orgulho de Mordecai era maior que sua preocupação com o bem estar de Ester.Somos lembrados novamente, no versículo 20, que Ester cumpriu a sua parte no plano e não revelou ser parente de Mordecai ou fazer parte do povo judeu.
Ao estar trabalhando em seu lugar na porta do palácio do rei, Mordecai ouviu sussurros de um plano sinistro para matar o rei. Ele contou a Ester, ela informou o rei e os conspiradores foram enforcados. Este incidente não é mencionado sem propósito; ele fornecerá posteriormente condições para uma reviravolta crucial.
Uma bela jovem judia experimenta uma notável reviravolta em sua vida: de órfã a rainha do Império Persa. Deus gosta de usar os membros mais fracos da sociedade desde que eles estejam dispostos a colaborar. Deus tem transformado adolescentes rebeldes em pacientes professores; viciados em drogas em diáconos; prostitutas em guerreiras de oração. Deus, em sua misericórdia, é um Deus de reviravoltas.
 
Jean Boonstra
Voz da Profecia

Trad JDS/JAQ



Texto bíblico: Ester 2