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ECLESIASTES 8 – Olhe ao redor. Analise o comportamento humano. Compare com a revelação deste capítulo. Note: Parece que Salomão escreveu em nossos dias; ou melhor, o ser humano não melhorou nestes 3000 anos – de Salomão até os dias atuais.
• Observamos em nossa sociedade pessoas que se agridem mutuamente, onde uma quer dominar a outra, e praticamente todas querem explorar e arruinar o próximo para beneficiar-se.
• Os desonestos, imorais, caloteiros, corruptos e mentirosos parecem morrer com maior honra que piedosos crentes dedicados, que fazem seu melhor pelo próximo e pela sociedade perversa.
• Julgamentos que deveriam ser rápidos, justos e imparciais objetivando impedir o avanço do crime são adiados, criminosos são superprotegidos (ainda recebem salários) incentivando assim a criminalidade e o desprezo às leis; assim, ladrões e corruptos percebem que podem sair ilesos de suas malandragens.
• Os bons cidadãos geralmente parecem sofrer punição como se fossem corrutos e criminosos; por outro lado, os corruptos são, geralmente, tratados como cidadãos dignos de receberem grandes recompensas.
Que vida miserável! Tais coisas dão um nó em nossa cabeça! Que nojo de uma sociedade desse tipo! Será que foi assim somente no passado, porém, atualmente com estudos mais acessíveis, as pessoas se tornaram mais cultas, e, consequentemente melhores?
Se fizermos como Salomão, determinarmos a estudar antropologia, sociologia, psicologia, filosofia, teologia, etc. visando interpretar a essência das ações humanas, concluiremos que não lograremos obter sucesso, ainda teremos mais perguntas do que respostas. O ser humano é complicado. As pessoas são extremamente complexas.
Aprofunde-se mais neste capítulo, certamente cada um dos seus 17 versículos te será muito útil. Tremper Longman III, os sintetizou em 4 tópicos:
1. Ninguém é como o sábio! (v. 1);
2. A palavra do rei/governo é soberana (vs. 2-9);
3. Os perversos são castigados realmente? (vs. 10-15);
4. Nem sequer o sábio sabe (vs. 16-17).
“O sábio sabe como se comportar com discrição e tato diante daqueles que estão no poder (8.2-6), mas as incertezas da vida tornam difícil a permanência no caminho certo (8.7-8). Muitos dos que têm poder usam-no sem piedade para obter vantagens pessoais. O fato de parecer que eles com frequência ficam impunes agrava a situação (8.9-15). Talvez seja esse o problema mais sério da vida (8.16-17)” (Duane A. Garrett).
Avance nos próximos capítulos! – Heber Toth Armí.
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TEXTO BÍBLICO ECLESIASTES 7 – Primeiro leia a Bíblia
ECLESIASTES 7 – COMENTÁRIO BLOG MUNDIAL (Associação Geral)
ECLESIASTES 7 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
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1. … O dia da morte. É evidente o paralelo da segunda parte da frase com a primeira, quando se compreende que a pessoa que vive honradamente e obtém uma boa reputação não precisa temer a morte…
Dia do nascimento. O seu nascimento é o início de breves “setenta anos” de vida (Sl 90:0, 10), mas a morte pode ser o prelúdio de uma eternidade na nova terra (Lc 20:36; 1Co 15:51-55): de descanso Ap 14:13), de satisfação suprema (Ap 7:16) e de glória eterna em contraste com as aflições do presente (2Co 4:17).
2. … Todos os homens. Literalmente :cada homem”. É sensato ter em mente que virá o dia quando cada ser humano deverá se encontrar com seu Criador, e não deve se esquecer do preparo diário para este solene momento.
3. Mágoa. A frivolidade não fortalece o caráter. Há uma máxima grega que diz: :Sofrer é aprender” (ver Hb 2:10; 12: 1-11).
O coração… O fogo da aflição purifica os motivos e cria a capacidade de simpatizar com os outros.
4. Dos sábios. A mente do sábio se volta para as coisas soberanas da vida e ele aprende a apreciar suas lições morais e espirituais. Por outro lado, o tolo é atraído para o lado mais leve da vida e busca satisfação em divertimentos, inconsciente da vida futura .
5. … Canção do insensato. Refere-se às músicas irreverentes e pouco edificantes dos lugares de diversão (ver Am 6:5) bem como ao conselho que se pode esperar dos tolos.
6. O crepitar… Palha, espinhos e galhos secos queimam com rapidez e fazem muito ruído, mas não oferecem um aquecimento contínuo que é necessário para preparar a refeição ou aquecer o cômodo de uma das (ver Sl 58:9; 118:12; cf. Is 9;18).
7. Opressão. A mesma palavra hebraica também é traduzida como “extorsão” (Ez 22:12). A referência é ao uso egoísta de oportunidade e habilidade para defraudar outros a fim de enriquecer a si mesmo.
Endoidecer. Ou seja, desmoralizar. Se uma pessoa sábia cair no pecaminoso hábito da opressão e extorsão, um dia será desmoralizada e desprezada.
O suborno. Aceitar suborno perverte o julgamento e o torna ineficaz (ver Ex 23:8; Dt 16:19; Pv 15:27).
9. Apresses… As emoções devem ser mantidas sob controle (ver Tg 1:19).
12… Dá vida… É no âmbito do espírito que é trabalhada a verdadeira preservação da vida e que conduz à imortalidade (Jo 5:21; 6:63).
13… Torceu. Uma referência às várias experiências da vida , como aflições, dificuldades, provações e sofrimentos.
15… Prolonga. Jó fez a mesma queixa (Jó 12:6; 21:7; cf. Sl37:7). O justo Abel morreu jovem enquanto que o perverso Caim viveu até a velhice. esta aparamente reversão do que deveria ser a ordem das coisas tem inquietado a mente dos justos ao longo da história. O pensamento hebraico normalmente espera que o ímpio seja cortado nos primeiros anos de vida (Sl 37:9, 10; 55:23; 58: 3-9). O ajuste final será na segunda vinda de Cristo (Mt 16:27; cf. Ap 20: 12-15).
16. Demasiadamente justo. Uma repreensão ao legalismo com sua confiança em formas e expressões externas. A verdadeira religião é um relacionamento pessoal com o santo Deus (Lv 19:2; Ef 3:14) e op salvador Jesus Cristo (Ef 3:17-19).
Exageradamente sábio. Salomão falou sobre o valor da sabedoria e, então, passa a alertar contra uma atitude que leva a pessoa a questionar a direção de Deus. O apóstolo Paulo faz a mesma advertência (ver Rm 9: 20-23).
17. Demasiadamente perverso. Não rejeite toda a restrição. Há um ponto em que o Espírito Santo não pode mais levar ao arrependimento sincero. Deve-se tomar cuidado para não ignorar ou subestimar a Deus (Sl 10:11; cf. Ml1:2, 6; 2:17; 3: 8, 13).
Louco. A pessoa que peca deliberadamente engana a si mesmo com crença de que Deus ignora o que ela faz. Por isso, pode se tornar tão obcecada com determinado plano de ação que, em sua cegueira espiritual, pensa que não existe Deus (Sl 14:1).
19… Na cidade. A comparação é feita com o antigo conselho local dos anciãos, que julgava todos os assuntos.
20. Não há homem justo… Mesmo os filhos de Deus, às vezes, cometem graves erros, como fizeram Abraão e Davi, mas a graça de Cristo lhes dará a vitória (ver 1Jo 3:6; 5:4).
21. Palavras que se dizem. Ou seja, o que os outros falam sobre alguém. Ficar preocupado com o que as outras pessoas pensam não é propício ao sucesso.
Servo a amaldiçoar-te. A familiaridade geralmente gera desprezo. O cristão deveria estar mais preocupado com a opinião de Deus do que com a opinião de outras pessoas (1Co 4:3, 4).
25. Apliquei-me a conhecer… Esta é uma forma enfática de o autor declarar sua sinceridade em buscar a sabedoria.
28. Mil. Geralmente utilizado como número redondo (ver Ex 20:6; 34:7; Sl 105:8). Salomão quer dizer que a pessoa perfeita é rara.
Mulheres. Salomão pensava ser mais difícil encontrar mulheres perfeitas do que homens perfeitos. isso reflete um pouco da experiência com suas mais de mil esposas e concubinas, muitas delas pagãs e todas ciumentas e briguentos (como é comum neste tipo de relacionamento), o que lhe acarretou problemas infinitos. Ele parece culpar as mulheres e não a si mesmo por seus casamentos múltiplos (ver Gn 3 :12).
Fonte: Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 3.
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ECLESIASTES 7 – Cada dia que passa é um dia mais perto da morte. Ninguém sabe a fórmula para resolver isso, só Deus. Aproxime-se mais dEle! Seu livro visa instruir-nos quanto à vida neste mundo onde tudo está em decadência.
• A vida precisa ser bem vivida para valer a pena. Do contrário, passaremos vegetando neste mundo até morrer completamente.
“As pessoas são tão previsíveis. Querem tudo o que não têm. Enjoam de tudo o que conseguem. E só valorizam depois que perdem” (Jó Soares). Por isso, alguém disse acertadamente: “Quando a última coisa que você tiver for Deus, você vai descobrir que Ele era a única ‘coisa’ que você precisa ter”.
Graig G. Bartholomew destaca três pontos do capítulo em questão:
• Saber o que é bom para o indivíduo (vs. 1-13);
• Moderação em sabedoria e necessidade (vs. 14-22);
• Qohelet [Eclesiastes] medita sobre sua viagem e o inacessível da sabedoria (vs. 23-29).
Conselhos de alguém verdadeiramente sábio ajudam-nos saber o que é bom. Boa reputação é melhor que dinheiro. O dia da morte é melhor que o dia do nascimento. Ir a funerais é melhor que ir a festas; pois, no funeral aprende-se preciosas lições, na festa não. Por isso, também é melhor chorar do que rir. Opressão e suborno enlouquecem até o sábio. É melhor terminar algo do que apenas começar. Ser paciente é melhor que afobar-se. Raiva é ato de loucura. Chorar pelo passado também. Qualquer riqueza usada com sabedoria é bênção, significa proteção. Tentar ajudar a Deus é pura loucura. Deus tem muito a ensinar-nos em dias ruins e dias agradáveis. Aprenderemos? (vs. 1-14).
A vida é injusta. Precisamos vivê-la em constante equilíbrio: “Muita sabedoria e excessiva bondade só trarão dificuldade. Mas, tome cuidado, tanto a insensatez quanto a maldade só trazem infelicidade […]. Quem teme a Deus evita extremos, porque vê os dois lados da moeda”. A sabedoria é melhor que a força. Todos somos pecadores carentes de um Salvador. Somos tão carentes que precisamos de conselhos até sobre bisbilhotices e fofocas (vs. 15-22).
A sabedoria sem Deus é insuficiente para satisfazer-nos. O desejo intenso por ser feliz leva a relações sexuais que fazem mais danos que benefícios. Necessitamos obter discernimento espiritual e rendermo-nos a Deus o quanto antes (vs. 23-29).
Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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TEXTO BÍBLICO ECLESIASTES 6 – Primeiro leia a Bíblia
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2. Riquezas, bens e honra. … A “honra”referida neste verso é a da glória e do esplendor materiais, como a que Deus concedeu a Salomão (1Rs 3:13; 2Cr 1:11, 12).
Alma. Ou seja, o próprio ser humano (ver Ec 2:24, 4:8).
O estranho. … Neste verso, a ênfase está sobre um homem que não terá herdeiro nascido de si para executar sua obra e perpetuar seu nome (comparar com a experiência de Abraão em Gn 15:2).
3 Cem filhos. … Ter muitos filhos era a esperança de todo judeu, pois eram considerados como uma rica bênção recebida do Senhor (Gn 24:60; Sl 127:3-5). … No entanto, compare o tamanho da família de Roboão (2Cr 11:21) com a de Acabe (2Rs 10:1).
Não tiver sepultura. Este é o ponto culminante de todos os males que podem sobrevir a uma pessoa. Não ser sepultado adequadamente era considerado como extremamente desonroso. Comparar com a ameaça de Davi a Golias (1Sm 17:46) e com a experiência de Jeoaquim (Jr 22:18, 19). Como os pagãos ao redor, os hebreus davam grande importância ao sepultamento com honra (ver Is 14:19, 20; Jr 16:4, 5).
Aborto. Uma criança que nasceu morta, que nunca viveu (ver Jó 3:16; Sl 58:8). Um filho natimorto não desfruta os prazeres da vida, porém não sofre com as dores e os desapontamentos.
4 Debalde vem o aborto. Aquele que nasce morto vem ao mundo sem nenhum propósito.
Trevas. O filho natimorto é imediatamente eliminado, sem ritos funerários nem cerimônias para lhe prestar honra, para guardá-lo na lembrança. ele permanece sem nome, sem registro.
5 Não viu o sol. Uma figura de linguagem em que o sol representa todas as experiências e os prazeres da vida (ver Jó 3:16; Sl 58:8).
6 Duas vezes mil anos. Ou, 2 mil anos. Se a pessoa rica vivesse duas vezes o que viveu Matusalém (ver Gn 5:27), mas obtivesse pouco ou nenhum prazer verdadeiro da vida, a longevidade seria de pouco proveito para ela. Sem saúde e felicidade, estender os anos é pouco vantajoso.
Não gozasse o bem. É melhor não ter nascido do que perder o supremo bem que Deus deseja para cada um de Seus filhos. A vida só vale a pena ser vivida se este supremo bem for compreendido.
Mesmo lugar. Os antigos judeus criam que todos os seres humanos, bons ou maus, iriam para um único lugar: a sepultura (Ec 3:20; ver com. de Pv 15:11).
7 Boca. Uma metáfora para a indulgência com os prazeres dos sentidos (Sl 128:2; Pv 16:26; Ec 2:24; 3:13).
Apetite. Do heb nefesh. A mesma palavra ocorre no v. 3 como “alma” e no v. 9 como “desejo”. A referência aqui é ao aspecto mais sensual do ser (ver Jó 12:11; Pv 16:26; Is 29:8). O sábio observa que a vida é gasta em contínuo trabalho a fim de satisfazer às exigências de um apetite insaciável, porém ser alcançar o bem supremo.
8 Que vantagem tem o sábio […]? … Como o tolo, o sábio se esforça para satisfazer os desejos do apetite.
Ou o pobre […]? … O pobre tem aprendido com a pobreza e as circunstâncias adversas a fazer o melhor com o que ele tem. O tolo, sem pensar em nada além dos seus desejos e apetites, constantemente se agita e se esforça para obter mais do que já tem. No entanto, o pobre e o tolo são semelhantes no sentido que nenhum deles consegue tudo o que quer.
9 Melhor é a vista dos olhos do que o olhar ocioso da cobiça. É melhor restar contente com o que se tem em mãos do que estar sempre desejando o que não tem. Os olhos do tolo estão sempre nos confins da terra.
Andar ocioso. Desejar intensamente aquilo que está além do alcance induz, com frequência, a crimes e violência.
10 Já se lhe deu o nome. Outro modo de se dizer o que está expresso em Eclesiastes 1:9: “Nada há, pois, novo debaixo do sol.
É o homem. Não importa de que se trate, é um ser humano como os outros. A palavra hebraica utilizada aqui para “homem”é ‘adam, que descreve um ser humano tomado do pó, ‘adamah (ver com. de Gn 1:26; Nm 24:3). As pessoas mais eminentes são mortais, destinadas a voltar ao pó (Ec 12:7).
11 Coisas. De preferência, “palavras”, o sentido básico da palavra hebraica traduzida neste verso. As pessoas são propensas a falar e reclamar, mas a superabundância de palavras não melhora nenhuma situação. É mais vantajoso que a pessoa aprenda a confiar no seu Criador (Is 45:11-18; At 17:24-31).
Que aproveita isto ao homem? … Muitas palavras e vãs especulações contribuem pouco para a solução dos problemas da vida.
12 O que é bom. Ou seja, as coisas na vida pelas quais vale a pena viver. Como o ser humano não pode descobrir por si mesmo o bem fundamental da vida, ele deve reconhecer a futilidade de reclamar e discutir com Deus. Esta pergunta antecipa uma resposta negativa.
Sombra. O ser humano é comparado a uma sombra passageira, presente por um breve momento e depois se vai (ver 1Cr 29:15; Jó 8:9; Sl 102:11; 144:4; cf. Tg 4:14).
O que será. As pessoas não podem revelar o futuro. Sua vida é apenas um momento entre duas eternidades. As coisas terrenas são transitórias; as coisas invisíveis são eternas e estão nas mãos de Deus (ver 2Co 4:17, 18).
Fonte: Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 3.
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ECLESIASTES 6 – Alguém contabilizou que no Novo Testamento existem:
• 215 versos que tratam de fé;
• 218 versos que tratam sobre salvação;
• 2.084 versos que tratam de administração financeira e contabilidade de dinheiro;
• Das 38 parábolas de Jesus, 16 tratam de dinheiro.
O livro de Eclesiastes trata mais de dinheiro do que de salvação. Por que tantos textos sobre dinheiro? Dinheiro é ilusão e obstáculo quando o assunto é fé e salvação. A Bíblia de Jerusalém destaca estes pontos do capítulo em apreço:
• A riqueza que passa de um a outro (vs. 1-2);
• O rico sem sepultura (vs. 3-6);
• O pobre que toma ares de rico (vs. 7-11);
• Conclusão (v. 12).
A maneira que relacionamos com o dinheiro revela a condição do coração (Mateus 6:21, 24; I Timóteo 6:10). A religião de muita gente é o dinheiro, o qual sempre é ilusão à plena felicidade da alma.
Eclesiastes, diz J. I. Packer é “o livro da Bíblia escrito especialmente para fazer de nós realistas”. Sim, pois estamos iludidos com coisas fúteis, estamos investindo tempo em coisas inúteis; não estamos dedicando tempo e habilidades para buscar a Deus, que importa muito mais que riquezas.
• Aqueles que fazem das bênçãos de Deus um fim e não um meio para alcançar um propósito nobre e espiritual, ao morrerem deixarão tudo sem terem aproveitado nada. Trabalharam demais para deixar bens aos demais que colocarão fora em pouco tempo (vs. 1-2).
• Um casal com filhos formando grande, próspera e bonita família, que vive para enriquecer-se, ainda que tenha um funeral de primeira, muito luxuoso e chique, o bebê que nasce morto tem mais sorte que este casal, pois este nasceu, viveu e morreu sem sentido (vs. 3-5).
• Viver sem aproveitar nada não significa nada ainda que tenha muitos anos de vida. Trabalhar intensamente para satisfazer o apetite nunca satisfará a inerente necessidade de Deus dentro do coração (vs. 6-7, 10).
• Nossa existência é como neblina neste mundo, que não passa de um mar de ilusões. Eclesiastes quer tornar-nos realistas nos mostrando o único caminho que satisfaz. Não perca nenhum capítulo deste livro, nem se desvie do caminho (vs. 8-9, 11-12).
A única forma de fugir da ilusão deste mundo é abdicar do preconceito que temos quanto a Deus satisfazer nossa alma! – Heber Toth Armí.
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TEXTO BÍBLICO ECLESIASTES 5 – Primeiro leia a Bíblia
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1. Guarda o pé… equivale à expressão coloquial “olhe por onde anda” e é usada aqui em sentido figurado (comparar com Gn 17:1; Sl 119:101)…
Sacrifícios de tolos… Aquele em cuja presença estão (v. 2), seus pensamentos se concentram em coisas terrenas, como resultado, suas palavras são imprudentes, precipitadas e demasiadas. Os que vão à igreja, inconscientes da presença de Deus, que continuamente pensam e conversam sobre assuntos triviais, são aqui classificados pelos sábios como “tolos”. A adoração deles é externa e formal.
Fazem mal. Ignorantes dos requerimentos espirituais, eles não rendem culto a Deus com sinceridade e inteligência (ver Jo 4:24). Pecam em sua ignorância voluntária e, como resultado, Deus não aceita seu culto nem suas ofertas.
2. Precipites… Palavras apressadas, descuidadas e precipitadas, seja em conversação, petição ou oração, são perigosas…
Diante de Deus. deus deve ser tratado com respeito reverente (ver 1Rs 8:43). Não se pode aproximar-se dEle como se aproxima de seres humanos.
8… Opressão. É comum a exploração por meio de governantes corrompidos. Sistemas políticos raramente beneficiam os pobres. O próprio Salomão era culpado de oprimir os pobres a fim de executar seus grandiosos planos (1Rs 12:4).
10. Ama o dinheiro. A vida devotada à aquisição de riquezas raramente é satisfeita com o que é acumulado…
Abundância. O avarento, não importa quanto aumentem suas posses, ele as julga insuficientes e deseja mais.
11. Também se multiplicam… Com o aumento da riqueza, o rico amplia seu círculo de relações. Ele é convidado a se divertir profusamente. Assessores, servos e dependentes se multiplicam e parentes pedem ajuda financeira.
Que mais proveito […]?… O acúmulo, investimento e a proteção da riqueza podem ser a causa de grande ansiedade e levar ao colapso nervoso. os ricos deste mundo não dispõe de passaporte para a imortalidade.
12. Trabalhador… Um dia de trabalho físico é uma preparação excelente para uma boa noite de repouso.
Não o deixa dormir. A responsabilidade de cuidar das riquezas geralmente acarreta problemas e rouba o descanso da pessoa, a ponto de prejudicar a saúde e ocasionar um colapso nervoso.
13… Para o próprio dano. Perda de sono devido à ansiedade sobre o investimento e a vigilância sobre a riqueza aflige com frequência o seu possuidor (ver v. 12)… Ficam também preocupados em pensar que seus herdeiros esbanjarão os frutos de seus árduos labores. Porém o caráter do possuidor é que sofre mais pelo acúmulo de riquezas (ver Pv 11:24; Lc 12: 16-21).
14. Má aventura. Melhor seria “uma aventura ruim” (RSV), ou seja, um mau investimento, ‘mau negócio” (NVI) que resulta em séria perda. A especulação imprudente pode acabar com as economias de toda uma vida do dia para a noite. É essencial o cuidado constante para que o negociante mantenha o capital e obtenha o lucro.
15… Nada poderá levar consigo. Somente a “riqueza” espiritual que a pessoa tiver acumulado na vida é que poderá ser levada para além do túmulo (ver Jo 3: 36; cf Ap 22:14). O caráter é o único tesouro que se pode levar deste mundo para o mundo futuro (PJ, 332).
16… Trabalhado para o vento. Esta é uma figura que denota absoluta futilidade (ver Jó 15:2; Pv 11:29). O vento é insubstancial, invisível e não pode ser agarrado e segurado. Assim são os bens deste mundo.
17. Nas trevas comeu. Uma metáfora que descreve o fato de que uma pessoa que vive exclusivamente para acumular riquezas materiais nunca alcança a satisfação que espera. Contrasta com a perspectiva de alguém cuja esperança está nas coisas eternas (Mq 7:8), que suporta os desconfortos materiais do presente mundo com vistas a realidades que são vistas apenas com os olhos da fé (Hb 11:27).
18. Eu vi. Nos v. 12 a 17, Salomão demonstrou claramente a loucura de acumular bens para benefício próprio. Então, a partir do cenário de sua própria experiência, ele observa que a riqueza tem valor somente quando é empregada para suprir as necessidades e alegrias da vida.
19. Comer. Aqui é utilizado no sentido figurado de empregar as “riquezas e bens” em lugar de acumulá-los (ver v. 13).
Dom de Deus. a habilidade de adquirir riquezas vem de Deus (Dt 8:18; Tg 1:16, 17). Todas as faculdades que o ser humano possui são dons de Deus. Tudo que se adquiriu em virtude destas habilidades deve ser motivo de gratidão a Deus.
Fonte: Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 3.
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ECLESIASTES 5 – Qualquer religião sem intimidade com Deus é tão ruim quanto a busca ambiciosa por riquezas. Religião hipócrita e ávida ambição materialista não satisfazem intimamente a nenhum coração.
O Comentário Bíblico Adventista destaca estes tópicos:
1. Vaidades:
a) No culto a Deus (vs. 1-7);
b) Em murmurar contra a opressão (v. 8);
c) Nas riquezas (vs. 9-17).
2. Regozijar-se nos bens é o dom de Deus (vs. 18-20).
Sobre o versículo 6, o comentário da Bíblia de Jerusalém analisa: “O temor de Deus é recomendado pelo Eclesiastes (3:14; 7:18; cf. 8:12b-13 e 12:13…): não é ele o princípio do saber e da verdadeira sabedoria (Prov. 1:7)?”.
Ellen G. White declara: “As riquezas e as honras mundanas não podem satisfazer a alma. Muitos dentre ricos anseiam por alguma divina certeza, alguma esperança espiritual. Muitos, anelam alguma coisa que lhes venha pôr termo à monotonia de uma vida sem objetivo. Muitos, em sua vida profissional, sentem a necessidade de alguma coisa que não possuem”.
Sobre o versículo 9, a Bíblia de Jerusalém comenta: “Sátira, não contra o rico prepotente (como nos profetas), mas contra o próprio dinheiro, quer adquirido por meios lícitos ou ilícitos, quer empregado bem ou mal. Não é garantia para a vida, nem fonte de felicidade. Esta [análise] prepara o ensinamento evangélico sobre o desprendimento (cf. Mat. 6:16-21, 24-34). – Esta, portanto, é a sequência das ideias”: O dinheiro é…
• …mal repartido (vs. 7-9);
• …desperdiçado – na maioria das vezes (v. 10);
• …custoso ganhar (v. 11);
• …penoso ao perder (vs. 12-16).
Fica evidente a insatisfação oriunda das riquezas, como demonstra White: “Entre as vítimas da necessidade e do pecado encontram-se aqueles que já possuíram fortuna outrora. Homens de várias carreiras e posições diversas na vida foram vencidos pela corrupção do mundo, pelo uso da bebida forte, por se entregaram às concupiscências, e caírem sob a tentação”.
Fiquemos atentamente em alerta:
• Hipócritas idolatram sua religião, crenças, até Bíblias e a igreja, mas não servem nem adoram a Deus genuinamente.
• Gananciosos, avarentos, ambiciosos materialistas adoram coisas, dinheiro e riquezas em vez de servirem e adorarem ao Deus verdadeiro.
• Adoradores humildes sinceramente comprometidos com Deus, que Lhe são fieis em todas as circunstâncias, experimentam o melhor da vida neste mundo corrompido.
Portanto, entreguemo-nos inteiramente a Deus! Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.