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GÊNESIS 45 – A graça permeia as páginas do primeiro livro da Bíblia. Sem ela, só haveria desgraça neste planeta corrompido e maculado pelo pecado.
• Antes de considerar as lições deste capítulo, considere as preciosas palavras do apóstolo Pedro: “O fim de todas as coisas está próximo. Portanto, sejam criteriosos e estejam alertas; dediquem-se à oração. Sobretudo, amem-se sinceramente uns aos outros, porque o amor perdoa muitíssimos pecados” (1 Pedro 4:7-8).
• O sábio foi bem claro quando, inspirado pelo Espírito Santo, declarou: “Quem esconde os seus pecados não prospera, mas quem os confessa e os abandona encontra misericórdia” (Provérbios 28:13).
• Jesus foi enfático: “Se perdoarem as ofensas uns dos outros, o Pai celestial também perdoará vocês. Mas, se não perdoarem uns aos outros, o Pai celestial não perdoará as ofensas de vocês” (Mateus 6:14-15).
José havia perdoado seus irmãos antes mesmo da chegada deles. O que ele não sabia, é se a forma deles agir havia mudado. Mas, neste capítulo, tudo foi esclarecido. Aqui “a história de José chega ao clímax. O eloquente discurso de Judá tocou o seu coração e os sentimentos represados não podiam mais ser contidos, pois ele tinha alcançado o limite do seu autocontrole. José destampa sua alma e abre as comportas do seu coração quando, em meio a abundantes lágrimas, dá-se a conhecer a seus irmãos. O medo da revelação é transformado em evidências de perdão e graça, e o temor da vingança se converte em presentes generosos. A ação maldosa dos irmãos de José, governadas por ciúmes e ódio, é transformada pela providência divina em livramento da morte para eles e o mundo, e aquela providência carrancuda escondia a face sorridente de Deus”, analisa Hernandes Dias Lopes.
Após lidar com José, seus irmãos deveriam contar a verdade ao pai deles. Quão difícil deve ter sido o retorno glamoroso deles para casa após um vulcão por serem confrontados com vergonhosas lembranças secretas. Encarar a verdade pode não ser nada confortável, mas certamente será libertador. “Portanto, confessem os pecados uns aos outros e orem uns pelos outros para serem curados. A oração de um justo é poderosa e eficaz” (Tiago 5:16).
O perdão é fruto da graça divina e faz grande diferença quando utilizado em meio às desgraças da existência! Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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TEXTO BÍBLICO GÊNESIS 44 – Primeiro leia a Bíblia
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551 palavras
1-2 A agradável refeição se encerra com mais um teste: A taça de prata de José é escondida no saco de grãos de Benjamim (Andrews Study Bible).
4-5 adivinhações. A acusação de roubo da taça do governador que era utilizada em ritos de adivinhação sem dúvida aumenta a culpa do ofensor. Adivinhação com líquidos (água, óleo, vinho) era comum e, como qualquer forma de adivinhação, era proibida na lei bíblica (Lev. 19:26; Deut. 18:10) (Andrews Study Bible).
6-13 Após reter os irmãos de José, o mordomo os acusa de roubo e uma busca é feita. Um precipitado voto dos irmãos (v. 9) destaca sua convicção de inocência e lembra ao leitor de um precipitado voto similar (também feito na ignorância dos fatos reais) por Jacó (31:32) (Andrews Study Bible).
9 Se algum dos seus servos for encontrado com ela. Anos antes, Jacó dera a Labão uma resposta igualmente apressada (v. 31.32). Bíblia de Estudo NVI Vida.
10 O administrador abrandou a punição contida na proposta dos irmãos. Bíblia de Estudo NVI Vida.
13 rasgaram suas vestes. Sinal de aflição e desespero (v. 37.29). Bíblia de Estudo NVI Vida.
44:14 Novamente os irmãos se prostram diante de José (37:7 – 10; 42:6). Esta cena final acaba em 45:15 e é o clímax da história (Andrews Study Bible).
15 A referência de José à adivinhação é outro meio de aumentar a tensão (Andrews Study Bible).
16 A admissão coletiva de culpa, por parte de todos os irmãos, relativamente àquele furto do copo indica que, provavelmente, Judá estava incluindo o pecado cometido contra José naquela confissão. O pecado não confessado ou reparado é uma ferida que não pode ser curada (cf Is 1.6). Bíblia Shedd.
17 Será que se encontra aqui algum indício de que José estivesse desejoso de fazer distinção entre Benjamim, seu irmão por parte de pai e mãe e os demais, com o propósito de mantê-lo consigo no Egito? Ou será uma demonstração de que José estava à busca de uma demonstração cabal da existência ou não de ciúmes e ódio contra Benjamim naqueles seus irmãos, por cuja causa ele mesmo se fizera indesejável? Bíblia Shedd.
18-34 Um magistral discurso de Judá, recontando a história da interação do governador com os filhos de Jacó no Egito até este ponto. Destaca-se a transformação de alguém interessado somente em si mesmo e em ganhos pessoais (37:26-27; 38:1-30) em alguém pronto a se envolver, com perda pessoal, na resolução de um problema (vs. 33-34). Na fala José tem conhecimento da tristeza e lamento de seu pai. Interessantemente, esta é a mais longa fala individual de Gênesis, e foca o conceito da substituição (João 15:13) (Andrews Study Bible).
Aqui temos uma das mais comoventes intercessões que a literatura universal registra. É um retrato quase incomparável, no AT, da pessoa de Jesus Cristo pertencente à tribo de Judá, o qual se ofereceu a Si mesmo como nosso substituto no sacrifício do Calvário. Judá exibe, assim, as marcas genuínas da transformação moral. … a operação disciplinadora de Deus em sua vida o tinha transformado de modo completo. Bíblia Shedd.
27 minha mulher me deu dois filhos. Jacó tinha pensado apenas em Raquel como sua verdadeira esposa. Foi isto uma das principais causas dos ciúmes e invejas que permeavam a família. Não era assim que Deus o planejava, visto como, mediante a providência, foi Lia, e não Raquel, que fora sepultada com Jacó na cova de Macpela, contando-se seu nome entre os ancestrais de Jesus. Bíblia Shedd.
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GÊNESIS 44 – A confiança perdida é difícil ser restaurada; contudo, não impossível quando Deus atua no coração humano. Este capítulo é a esperança para problemas antigos, de relacionamentos arruinados.
José prova seus irmãos com o objetivo de ver se havia alguma transformação na vida deles. As provas foram meticulosamente pensadas (Gênesis 44:1-13) evidenciando que estavam transformados (Gênesis 44:14-34). José queria ver honestidade nas atitudes deles, que antes se mostravam cruéis, frias, indiferentes, injustas e desleais (Gênesis 42:19-20, 33-34; 43:33-34). Além das provas mostrarem que os terríveis filhos de Jacó foram transformados, elas ajudaram a completar a obra de Deus no coração deles.
Os irmãos de José eram afligidos por um forte sentimento de culpa. Diante de qualquer dificuldade, o peso da culpa assolava o coração deles (Gênesis 42:13, 21, 32), além de terem a consciência avivada pela dor emocional quando Jacó espremia as gangrenas de sua alma estrangulada pela suposta morte de seu filho querido (Gênesis 42:35-38; 43:1-9, 14). O medo invadia o coração deles até mesmo quando coisas boas lhes aconteciam (Gênesis 43:18).
Deus é Mestre em curar nossas emoções arruinadas! A transformação do coração que os irmãos de José precisavam experimentar para crescerem e amadurecerem na vida, nós também precisamos. Por isso, assim como José provou a seus irmãos, o nosso irmão Jesus também nos prova, não apenas para que mostremos o quanto somos transformados, mas também para conduzir-nos a mais maturidade (1 Pedro 1:6-9, 13-17).
Como a família de Jacó no passado, a igreja de Deus no presente vive como peregrina neste mundo corrompido pelo pecado. Portanto, da mesma forma que os filhos de Israel aprenderam humildade e reverência diante das autoridades (Gênesis 44:14, 16, 18, 32-33), os modernos filhos de Deus devem aprender a respeitar devidamente as autoridades (1 Pedro 2:11-14), se humilhar e desvencilhar-se de toda ansiedade, confiando que Deus está agindo; e, no tempo certo, Ele exaltará aos humildes (1 Pedro 5:6-7), como fez com José. Os sonhos de José foram a didática usada por Deus para moldar o coração dos filhos de Israel (Gênesis 37:5-11; 44:14, 18), mostrando que Ele é o Soberano na história humana.
Precisamos permitir que Deus conduza nossa vida e execute Seus planos em nós. Precisamos da intervenção dEle em nossa história! Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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TEXTO BÍBLICO GÊNESIS 43 – Primeiro leia a Bíblia
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1264 palavras
1-34 Através de José, o misericordioso (v. 14), provisor (v. 23) e gracioso (v. 29) Deus dos patriarcas começa a trazer paz àquela família dividida (vs. 23.26-28). Bíblia de Genebra.
2 Voltai. Quando o cereal trazido do Egito foi todo consumido e a fome persistia devido à contínua seca, Jacó pediu aos filhos que voltassem ao Egito para buscar “um pouco de mantimento”. Não foram os filhos que tomaram a iniciativa; eles sabiam que seria inútil voltar sem Benjamim, mas também sabiam que era aparentemente impossível fazer o pai mudar de ideia. Judá, tornando-se o porta-voz dos outros, disse com firmeza que eles não iriam a menos que Benjamim fosse com eles, uma vez que o governante egípcio havia declarado solenemente que não veriam sua face sem o irmão mais novo. Judá, o quarto filho de Jacó, foi o porta-voz dessa vez porque Rúben, o filho mais velho, já havia sido recusado, Simeão estava numa prisão egípcia e Levi provavelmente havia perdido a confiança do pai devido a sua traição contra os siquemitas (Gn 34). CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 1, p. 480.
3 Judá lhe disse. A partir desse momento, Judá passou a ser porta-voz de seus irmãos (cf. v. 8-10; 44.14-34; 46.28). Sua tribo passaria a ter preeminência entre as 12 (v. 49.8-10), e ele mesmo seria o antepassado de Jesus (v. Mt 1.2, 17; Lc 3.23, 33). Bíblia de Estudo NVI Vida.
9 Eu serei responsável. Judá oferece a si mesmo como fiador da segurança d Benjamim – gesto ainda mais generoso que o de Rúben (v 42.37). Bíblia de Estudo NVI Vida.
A nobreza de caráter, tão evidente na linguagem de Judá, é ilustrada mais tarde em seu apelo emocionado diante de José (Gn 44:18-34). Uma grande mudança deve ter ocorrido em seu caráter desde os incidentes registrados em Gênesis 37 e 38. CBASD, vol. 1, p. 481.
Ao passo que Rúben não fora capaz de persuadir a Jacó da absoluta necessidade de consentir na ida de Benjamim ao Egito, quando se tornara inevitável voltarem para adquirirem alimentos, Judá o persuadira. Rúben tinha prometido as vidas de deus dois filhos, caso não lhe fosse possível trazer a Benjamim, são e salvo ao pai (42.37). Judá, porém, se ofereceu a si mesmo. Vem-nos, imediatamente ao pensamento aquEle divino Descendente de Judá, quando refletimos no emprego da palavra “culpado” (lit “pecado”, em hebraico hatta) “Serei, para contigo para sempre”. Cristo deu a sua vida “como oferta pelo pecado” (Is 53.10) e “foi feito pecado por nós” (2 Co 5.21) a fim de que pudesse levar-nos salvos para o Pai Celestial. Bíblia Shedd.
14 Todo-Poderoso (El-Shaddai). Jacó resigna-se com relutância, ante o fato inegável traçado pela soberania de Deus – se Benjamim não fosse, toda a família ficaria sujeita a perecer de fome, mas, indo, caso não voltasse com vida, pouco lhe conviria viver. Não obstante, o Senhor vive para sempre. A Jacó só resta descansar no Senhor a sua confiança. Bíblia Shedd.
se eu perder os filhos. Embora Jacó tivesse fé na proteção divina, logo na declaração seguinte ele revela incerteza quanto a Deus abençoar seus filhos pecadores. Eles eram imprevisíveis e podiam arranjar problemas mesmo onde não havia razões para tal. Num espírito de resignação, ele se submeteu à vontade divina, qualquer que ela fosse. CBASD, vol. 1, p. 481.
A oração de Jacó ecoa uma oração anterior (32:10-11). Deus, o “Poderoso” (17:1, 28:3; 35:11; 48:3; 49:25) e capaz, não somente de dar filhos à estéril, mas também proteger Seu filho (Andrews Study Bible).
15-23 Na chegada de Benjamim ao Egito, José o reconhece e prepara uma festa. Por causa da superamistosa recepção, os irmãos de José suspeitam de algo (v. 18) e, consequentemente, decidem relatar o achado de seu dinheiro. Ele passam pelo teste anterior (42:26-28) e relatam ao mordomo de José o incidente com o dinheiro devolvido (Andrews Study Bible).
23 o vosso dinheiro me chegou a mim. O mordomo, aparentemente a par dos planos de José, acalmou-os com a certeza de que o dinheiro chegara até ele, e que a reaparição do dinheiro deles devia ser explicada como um ato de Deus. Como para banir-lhes todos os temores, trouxe Simeão até eles e, com verdadeira cortesia oriental, tratou-os como convidados, dando-lhes água para lavarem os pés e ração para alimentar os animais de carga.CBASD, vol. 1, p. 482.
O tema central em todo o relato da vida de José (Gn 37-50) consiste na demonstração da soberania divina. Bíblia Shedd.
24-25 José dá a eles a tradicional saudação oriental, que inclui lavar os pés, prover comida para seus animais e troca de presentes (18:4; 19:2; 24:32; Lucas 7:44) (Andrews Study Bible).
26-28 e prostraram-se. É repetida para mostrar como os sonhos de José se cumpriram profeticamente (cf 37.7,9 com 42.6). Bíblia Shedd.
26-31 Importante diálogo entre José e seus irmãos, que não suspeitavam de nada. Tocado pelas boas novas a respeito de seu bem amado pai e pelo encontro com Benjamim, José se retira e chora. se movera no íntimo. A mesma expressão é utilizada para descrever os sentimentos de uma mãe por seu filho moribundo (1 Rs. 3:26) (Andrews Study Bible).
29 Deus te conceda graça. José reservou uma saudação especial para seu amado e verdadeiro irmão (cf Nm 6.25; Rm 1.7). Biblia Shedd.
30 porque se movera no seu íntimo. Esta foi a segunda vez em que José foi dominado pela emoção; a primeira foi quando seus irmãos falavam entre si sobre sua crueldade para com ele (Gn 42>21). Agora foi a presença de seu próprio irmão, que ele não via havia longos 22 anos, que despertou suas emoções. Então, “suas entranhas se comoveram” (BJ). … Uma vez que desejava testar a atitude dos irmãos com relação a Benjamim, ainda não estava pronto para se dar a conhecer, e se retirou apressadamente, com receio de não ser capaz de prosseguir com o plano até o fim. Durante a refeição, quando o esperado era conversar livremente, José teria uma excelente oportunidade para observar a atitude deles. recompondo-se, lavou o rosto, voltou para onde estavam os irmãos e ordenou que a refeição fosse servida.CBASD, vol. 1, p. 482.
32-34 A ordem dos assentos dos irmãos deveria dar a eles uma pista da identidade de José. Apesar de Benjamim receber porções cinco vezes maior que a de seus irmãos, nenhuma inveja é notada, satisfazendo, portanto, outro teste. A aversão dos egípcios em comer com estrangeiros (v. 32) é bem conhecida de fontes clássicas (p. ex., Heródoto, Strabo). Outra abominação aos egípcios envolvia o pastoreio (46:34). Canaanitas eram considerados bárbaros e incivilizados (Andrews Study Bible).
Os antigos egípcios sempre eram rigorosos no assunto de associação com estrangeiros. Consideravam-se a classe mais elevada de seres humanos. Autodenominavam-se “pessoas”, enquanto que os outros eram mais ou menos bárbaros, criaturas intermediárias entre eles e o reino animal. A aversão aos estrangeiros se revelava notavelmente no contexto da alimentação. Os hebreus, por exemplo, abatiam e comiam animais considerados pelos egípcios como sagrados. Segundo o relato de Heródoto (11.41), nenhum egípcio usaria a faca, o garfo ou a panela de um grego, nem comeria carne deu um animal limpo cortada com a faca de um grego.CBASD, vol. 1, p. 482, 483.
33 se maravilhavam. A capacidade misteriosa de colocar os irmãos na ordem certa elevaria a apreensão de interpretação divina perseguindo-os. Bíblia Shedd.
Descobrindo que seus ligares à mesa foram ordenados de acordo com a idade de cada um, eles olharam uns para os outros com espanto, convencidos de que esse augusto dignitário havia sido avisado de maneira sobrenatural sobre a idade deles.CBASD, vol. 1, p. 483.
34 cinco vezes. Benjamim era o convidado de honra. … José procurou testar seus irmãos para descobrir o verdadeiro sentimento deles para com Benjamim e, assim, para consigo mesmo. Desejava ver se invejavam e odiavam o irmão mais novo por causa de sua origem materna, como haviam anteriormente invejado a ele próprio.CBASD, vol. 1, p. 483.
Seu comportamento (“beberam e se regalaram com ele”) indicou que seu arrependimento fora genuíno. Bíblia de Genebra.
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GÊNESIS 43 – Você conhece a profecia da túnica de José?
Veja, “…ganhar uma vestimenta especial (provavelmente tingida de cores raras e enriquecida de adornos) foi uma mensagem para os irmãos de José. Significava que ele era o favorito de Jacó para ocupar a chefia do grupo após sua morte”, explica Rodrigo Silva.
Parece que, inconscientemente, Jacó fazia uma profecia sobre José. Embora a túnica fosse rasgada pelos irmãos, o sonho de Deus dado ao irmão humilhado não poderiam ser destruídos. Tanto a projeção de Jacó a José sobressaindo a seus irmãos, quanto os sonhos que José tivera na infância, fluíam para tornarem realidade. Evidentemente, não era o poderoso Faraó, nem mesmo José, que estava no controle de tudo; certamente era Deus – como continua sendo Ele que conduz à história para que todas as profecias fluam para a segunda vinda do Messias.
“Quando José chegou”, diante dos irmãos lá no Egito, “eles o presentearam com o que tinham trazido e curvaram-se diante dele até o chão” (Gênesis 43:26). Contudo, isso não levou José ao orgulho, e a humilhar seus irmãos que o humilharam. Ao contrário, na escola de Deus, José aprendeu a humildade. José é o ícone da humildade no Antigo Testamento, algo que acontece com cada cristão que realmente se converte ao Mestre mais humilde que pisou nosso planeta (Filipenses 2:5-11).
O segredo da vida é entender que “onde Deus é tudo, o ego é nada”, como expressou Andrew Murray. E, acrescentou, “que Deus nos ensine que nossas opiniões e palavras e sentimentos com respeito aos outros homens são Seu teste de nossa humildade diante dEle é o único poder que nos capacita a ser sempre humildes com os homens. Nossa humildade tem de ser a vida de Cristo, o Cordeiro de Deus, dentro de nós”.
O poder pode corromper muitas pessoas que o alcançam, mas não corrompe àqueles que estão sob o poder do Deus do Onipotente. O poder nas mãos de alguém que se submete humildemente a Deus se torna num poderoso canal de bênçãos para beneficiar várias pessoas.
A submissão a Deus leva os indivíduos a desfrutar dos mistérios de Suas provisões. Desta forma, o que era caos e confusão será visto como providência de Deus em Sua Universidade!
Cresçamos espiritualmente! – Heber Toth Armí.
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TEXTO BÍBLICO GÊNESIS 42 – Primeiro leia a Bíblia
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761 palavras
1-5 Jacó – embora velho e enlutado – ainda é o chefe de sua casa. Desde que José é o centro da história, seus irmãos são referidos em relação a ele (v. 3).Notícias dos grãos do Egito viajaram para longe e os irmãos de José não foram os únicos em busca de comida (Andrews Study Bible).
2,3 Estêvão refere-se a esse incidente (AT 7.12). Bíblia de Estudo NVI Vida.
3 desceram dez dos irmãos. Foram todos os dez ao Egito, por motivo de segurança ou porque o cereal era distribuído aos chefes de família. CBASD – Comentário Biblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 1, p. 476.
4 O interesse especial demonstrado por José com relação a Benjamim provavelmente decorreria de seu desejo de verificar se os irmãos o odiavam também. Bíblia Shedd.
O irmão legítimo de José havia tomado o seu lugar nas afeições do pai (37.3 e notas). O tratamento dos irmãos para com Benjamim e para com seu pai indicaria se eles haviam mudado espiritualmente ou não. Bíblia de Genebra.
Algum desastre. Jacó não esquecera o “desastre” que alcançou a José, irmão mais velho de Benjamim. Bíblia Shedd.
6 se prostraram. Cumprimento parcial de seus sonhos (37:7-10) (Andrews Study Bible).
7-8 eles não o reconheceram. Vinte e um anos se passaram desde que eles venderam-no à escravidão. José é agora um adulto, vestido de modo estranho, falando através de um intérprete e governando em uma posição e poder que são completamente inesperados (Andrews Study Bible).
9 espiões. A acusação é razoável, considerando as frequentemente tensas relações entre Canaã/Síria e Egito. Exércitos famintos fazem perigosos e desesperados inimigos. Em sua defesa, os irmãos liberam a informação que José está ansioso para ouvir: tanto pai quanto irmão estão vivos (Andrews Study Bible).
11 A aparente crueldade no trato de José para com seus irmãos tinha em vista, principalmente, comprovar-lhes que a confissão de honestidade que asseveravam ter era falsa. O caminho de arrependimento e da reconciliação há de ser, quase sempre, muito penoso. Bíblia Shedd.
todos filhos de um mesmo homem. Eles eram uma unidade familiar e não espiões de uma nação propensa à guerra (cf. Nm 13.2). Bíblia de Genebra.
15 pela vida de faraó. Os juramentos mais solenes eram proferidos em nome do monarca reinante (como no caso aqui), ou das deidades de quem jurava (Sl 16.4; Am 8.14), ou do próprio Senhor (Jz 8.19; 1Sm 14.39, 45; 19.6). Bíblia de Estudo NVI Vida.
17 prisão. Os três dias passados na prisão servem como uma amostra do que ele sentiu enquanto prisioneiro em uma terra estranha (40:3-7) (Andrews Study Bible).
18-20 Um plano revisto: um dos irmãos deverá ficar como refém (Andrews Study Bible).
A apresentação que José fez da escolha – vida ou morte – surtiu o efeito desejado (v. 21). Bíblia de Genebra.
21-25 A conversação dos irmãos é reveladora. O tempo não fez nada à culpa, exceto aumentá-la. O leitor conhece a reação de José e em a confirmação: os irmãos nada sabem (Andrews Study Bible).
24 chorou. Com a confissão de culpa deles, era possível uma reconciliação. Bíblia de Genebra.
Humanamente se considerando, José teria razões para pagar com a mesma moeda a crueldade dos irmãos. A realidade, porém, era que ele lhes devotava tanto amor que não lhe fora possível reprimir as lágrimas (cf Jesus, pendurado na cruz, a suplicar ao Pai Celestial o perdão para os seus assassinos Lc 23.34). Uma vez que Rúben estivera ausente por ocasião da venda de José aos midianitas (37.27-29), Simeão teria assumido a responsabilidade, sendo, como era, o segundo em idade. Eis a razão por que José o tivera retido. Bíblia Shedd.
Passando por alto a Rúben que comparativamente não tinha culpa, José escolheu Simeão, o principal instigador do cruel tratamento que ele recebera (PP, 226). A insensibilidade de Simeão havia se manifestado em outras ocasiões também, como quando ele e Levi massacraram os siquemitas. CBASD, vol. 1, p. 476.
25 José não devolveu o dinheiro deles com más intenções, mas porque não podia aceitar o dinheiro de seu pai e de seus irmãos para comprar alimento. CBASD, vol. 1, p. 478.
26-28 Outro teste: os irmãos encontram todo o seu dinheiro em sacos de grãos (Andrews Study Bible).
34 negociareis na terra. Para não afligir seu velho pai ainda mais, José mudou sua ameaça de morte (vs. 18-20) par uma promessa de oportunidade econômica. Bíblia de Genebra.
36 Não seria o caso daquela exclamação de Jacó, “tendes-me privado de filhos”, indicar sua incredulidade com relação às invencionices pelas quais intentaram camuflar-lhe o desaparecimento de José? Bíblia Shedd.
29-38 Os irmãos relatam tudo a Jacó, que chora a perda de mais um filho (v. 36). A forte reação de Jacó é também uma acusação aos filhos restantes. enlutado. (Literalmente, “sem filhos”). Embora não totalmente verdade, Jacó falou parte da verdade (Andrews Study Bible).
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GÊNESIS 42 – O plano de Deus visava capacitar José para salvar sua família, a fim de salvar o mundo. O treinamento de José ministrado por Deus não era apenas para a administração do Egito diante da fome, mas transformar a família na qual o Messias descenderia.
Não é fácil transformar nossa natureza pecaminosa. Por mais que Deus tentasse, Seus alunos aprontavam demais. Além dos diversos erros de Abraão, Isaque e Jacó, os filhos de Israel (futuros líderes do povo de Deus) enganaram e assassinaram os siquemitas – que após estuprarem a irmã Diná, os irmãos tentaram consertar o erro fazendo acordo com Jacó (Gênesis 34:1-31). Sem somar o que os irmãos fizeram com José (Gênesis 37:1-36), observe também as vergonhosas atitudes imorais de Judá e seus filhos (Gênesis 38:1-26). Muitos fogem da escola de Deus sem se preparam para as provas da existência.
Aprovado na escola da vida tendo a Deus como Professor, José superou “uma tentativa de sedução; um plano diabólico; ingratidão ignóbil; a prisão com todos os seus horrores. Todavia, sua impecável varonilidade, sua fidelidade em fazer o que era reto, sua lealdade ao Deus de seus pais levaram o jovem ao palácio – ele tornou-se governador na terra dos faraós”, destaca Frederick G. Owen.
As dificuldades são as provas da universidade da vida. Diante da fome ao chegar à Terra Prometida, Abraão abrigou-se no Egito (Gênesis 12:10-20); mesmo que Deus tenha-lhe frustrado, mais tarde seu filho Isaque intentara a mesma coisa diante da fome, mas foi impedido por Deus (Gênesis 26:1-6).
Portanto, seria preciso esperar o tempo certo no plano de Deus para descer ao Egito (Gênesis 15:13-14). As coisas estavam se encaixando como Deus havia predito em sonhos a José e ao Faraó (Gênesis 37:5-11; 41:15-36).
Jacó enviou dez filhos a buscar mantimento no Egito – o celeiro do mundo (Gênesis 42:1-5). José, governador daquele Império, identificou seus irmãos (que não o reconheceram) e os colocou à prova para ver se haviam mudado suas crueldades (Gênesis 42:6-38).
O relato inspirado revela que, apesar da fortíssima influência do mal, Deus cuida da história deste mundo imoral. Suas estratégias e ações visam abençoar e salvar pecadores! Ele conta com pessoas como José, dispostas a colaborarem com Seus planos para esses últimos dias nos quais vivemos! – Heber Toth Armí.