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Texto bíblico: https://www.bibliaonline.com.br/nvi/2cr/29
Acaz foi um rei iníquo que fez tudo ao seu alcance para promover a idolatria e destruir a adoração de Jeová. Ezequias tornou-se rei quando seu pai Acaz morreu. Ezequias tinha apenas 25 anos quando começou a reinar. Ninguém teria grandes expectativas de um monarca tão jovem, especialmente alguém com uma educação como Ezequias!
Ezequias mal podia esperar para rededicar e restaurar o templo e trazer o povo de volta para Deus. 2 Crônicas 29:3 diz: “No primeiro mês do primeiro ano de seu reinado, ele reabriu as portas do templo do Senhor e as consertou.” Você percebeu? Ele fez do serviço a Deus a primeira prioridade de seu reinado. De acordo com o versículo 17, eles levaram apenas 16 dias para restaurar os vasos do templo e seus serviços.
Isso me diz que não importa qual é o nosso passado, qual é a nossa idade, quais são as expectativas dos outros sobre nós. Se colocarmos Deus em primeiro lugar, não há limite para o que Ele pode fazer. Seja como Ezequias e esteja pronto. Quando Deus lhe dá uma oportunidade, Ele pode ajudá-lo a desafiar as expectativas.
Karen D. Lifshay
Hermiston, Oregon, EUA
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/2ch/29
Tradução: Pr. Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli/Luis Uehara
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884 palavras
1 O reinado de Ezequias (716-687 a.C.) iniciou uma nova era na história de Israel e Judá. O Reino do Norte tinha sido destruído pelos assírios e, agora, só Judá restava. Ezequias reuniu representante de ambos os reinos para formar um único reino reunido, com um só rei e um só templo, em Jerusalém. O autor dedica mais atenção a Ezequias do que a qualquer outro rei, excetuando Davi e Salomão. Ele usa a matéria de 2Rs 18-20, mas suplementa isso amplamente, incluindo um relato extenso das reformas do templo por Ezequias e a celebração da Páscoa (29.3-31.1). O reinado de Ezequias aparece como um retorno à glória do reino de Salomão. Bíblia de Genebra.
3 Abriu as portas. O pai de Ezequias, Acaz, havia fechado essas portas e interrompido os serviços do templo (2Cr 28:24). CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 3, p. 308.
4-11 O discurso de Ezequias estabelece um contraste com as avaliações anteriores de Abias (13.6-12, […]). Judá, agora, não era diferente de Israel; ambas as nações tinham abandonado a Deus. Judá também teria de se arrepender. Bíblia de Genebra.
5 Santificai-vos, agora. Ver v. 15, 34; 2Cr 30:3, 15, 17. Davi atribuiu a calamidade que acompanhou sua tentativa de trazer a arca para Jerusalém ao fato de os sacerdotes não terem se santificado. Quando, posteriormente, estava prestes a completar a remoção da arca, exigiu que todos os sacerdotes e levitas que tomariam parte nas cerimônias se santificassem (1Cr 15:12-14). CBASD, vol. 3, p. 308.
Santificai a casa. Esta obra incluiu a remoção da sujeira e do entulho que se havia acumulado durante o longo período em que o templo esteve fora de uso (ver v. 15, 16). CBASD, vol. 3, p. 308.
6 A confissão de pecados é parte integrante do reavivamento (cf Tg 5.16). Bíblia Shedd.
O SENHOR, nosso Deus. O título completo do Deus da aliança. Bíblia de Estudo Andrews.
8 E os entregou ao terror. É o que Moisés havia predito (ver Dt 28:15, 25, 37). CBASD, vol. 3, p. 308.
9 cativeiro. Durante o reinado de Acaz, muita gente de Judá fora levada ao exílio pelos sírios (28.5-8) e pelos edomitas (28.17). Esses eventos prefiguravam o cativeiro babilônico, ainda por vir (36.15-23), tornando o reinado de Ezequias um exemplo persuasivo em favor da restauração após o exílio. Bíblia de Genebra.
10 estou resolvido. A ira de Deus fez Ezequias voltar-se para o Senhor, em arrependimento, em lugar de fazê-lo afastar-se de Deus, cheio de medo. Bíblia de Genebra.
11 Os levitas, escolhidos por Deus para servir no templo, tinham sido afastados de suas tarefas pela perversidade de Acaz (28:24). Mas Ezequias os chamou de volta ao serviço, lembrando a eles que o Senhor os havia escolhido para o ministério. Talvez não enfrentemos um rei perverso, mas pressões ou responsabilidades podem nos deixar inativos ou não efetivos. Quando você receber a responsabilidade de ministrar, não negligencie sua tarefa. Se você se tornou inativo no serviço cristão, seja por escolha ou circunstância, preste atenção e aproveite as oportunidades (e escute os “Ezequias”). Deus conduzirá o seu caminho para que você retorne às suas responsabilidades. Então, como os levitas, esteja pronto para a ação. Life Applications Study Bible Kingsway NIV.
16. Entraram. Os sacerdotes entraram no lugar santíssimo, bem como no primeiro compartimento do templo, para executar a obra de limpeza. Nesses compartimentos os levitas não podiam entrar. CBASD, vol. 3, p. 308.
17 Em oito dias. Parece que os primeiros oito dias foram empregados em limpar o exterior, e os outros oito dias, na limpeza do templo em si. Assim, no dia 16 de nisã, a obra de purificação já havia sido completada. Está claro que neste curto período de apenas 16 dias não poderiam ter sido efetuados grandes reparos no templo. Evidentemente estes não foram necessários na época, pois, provavelmente, não se havia permitido que o templo em si fosse danificado, mas profanado por negligência. CBASD, vol. 3, p. 309.
24 todo o Israel. Em conexão com o reino unido (caps. 29-36), a expressão “todo o Israel” (30.1; 35:3) refere-se tanto a Judá como aos refugiados das tribos do Norte (1Cr 11:1, nota; 2Cr 10.1, nota). Ezequias ordenou que sacrifícios fossem oferecidos, não em favor de Judá somente (v. 21), mas em favor de todos os descendentes de Israel. Esse desejo de unificar foi claramente expresso em seus preparativos para a Páscoa (30.1-6). Bíblia de Genebra.
31 Ofertas de ações de graças. Nas ofertas pacíficas e de ações de graças, a maior parte da vítima pertencia ao adorador, à família e aos amigos, e era consumida num alegre festival de ações de graças (ver Lv 7:11-21). Os holocaustos eram inteiramente consumidos no altar (Lv 1:3-17). CBASD, vol. 3, p. 309.
34 Mais retos de coração. É provável que os sacerdotes, como classe, estivessem mais profundamente envolvidos do que os levitas nas corrupções introduzidas durante o reinado de Acaz. CBASD, vol. 3, p. 309.
35 Em abundância. Esta é outra razão pela qual os sacerdotes não puderam esfolar todos os holocaustos. Sem dúvida, estavam ativamente ocupados com suas muitas atividades, como queimar a gordura das ofertas pacíficas (ver Lv 3:3-5) e cuidar das libações para os holocaustos (Nm 15:3-5). CBASD, vol. 3, p. 309.
36 Subitamente. A restauração do templo levou menos do que três semanas (vs 3, 17), uma evidência de que Deus estava agindo entre o povo. Bíblia de Genebra.
Ezequias acabara de subir ao trono e teve pouco tempo para efetuar uma mudança da apostasia de Acaz para a lealdade a Yahweh. A mão de Deus foi vista na repentina mudança da indiferença e hostilidade para a alegre participação na adoração a Deus. Isso era motivo para grande alegria. CBASD, vol. 3, p. 309.
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“Ezequias e todo o povo se alegraram por causa daquilo que Deus fizera para o povo, porque, subitamente, se fez esta obra” (v.36).
Após um período sofrido de uma ímpia dinastia, subiu ao trono de Judá um rei que governou a nação “segundo tudo quanto fizera Davi” (v.2). Apesar da pouca idade, Ezequias revelou a maturidade espiritual necessária para dar início ao reavivamento e reforma “de todo o Israel” (v.24). Havia, porém, a necessidade primária de realizar esta obra entre os sacerdotes e os levitas. Como líderes espirituais da nação, precisavam assumir a sua própria culpa e negligência, e prontamente buscar santificar-se para reassumir seu sagrado ofício.
Ao abrir “as portas da Casa do Senhor” e repará-las (v.3), Ezequias demonstrou o seu fiel compromisso com as Escrituras. Não ousou fazer o que não lhe era lícito, mas procurou reunir aqueles que o Senhor havia separado para O servir no templo. E, ainda que estes não correspondessem ao chamado divino, Ezequias estava “resolvido a fazer aliança com o Senhor, Deus de Israel” (v.10). Sua decisão não estava condicionada à decisão dos líderes. Sua firme decisão foi um poderoso testemunho que motivou os levitas e sacerdotes a agir conforme às suas ordens.
Os levitas reuniram “a seus irmãos, santificaram-se e vieram segundo a ordem do rei pelas palavras do Senhor, para purificarem a Casa do Senhor” (v.15). Primeiro houve um preparo pessoal, ou seja, um reavivamento, para depois haver uma reforma. Antes da limpeza do templo físico, deve haver uma purificação do templo do coração. E, seguindo essa sequência, “tiraram para fora […] toda imundícia que acharam no templo do Senhor” (v.16). Só então foi restabelecido o verdadeiro culto a Deus.
Ao som das trombetas e “dos instrumentos de Davi” (v.27), “o rei e todos os que se achavam com ele prostraram-se e adoraram” (v.29). “Eles o fizeram com alegria, e se inclinaram, e adoraram” (v.30). Além dos levitas e sacerdotes, todo o povo foi convocado para consagrar-se a Deus, “e todos os que estavam de coração disposto trouxeram holocaustos” (v.31). “Assim se estabeleceu o ministério da Casa do Senhor” (v.35).
As mudanças promovidas por Ezequias estão carregadas de útil ensino que não passa nem deve ser ignorado. Há uma urgente necessidade de líderes espirituais que sejam “retos de coração, para se santificarem” (v.34). Homens que não negligenciem a sua eleição divina de estarem perante Deus para O servir, para serem Seus ministros (v.11); que, antes de buscar lançar fora as imundícias da Casa do Senhor, busquem a santificação da própria vida; de modo que, mediante um viver eloquente, com propriedade possam dizer: “Já purificamos toda a Casa do Senhor” (v.18).
Assim como havia ordem e decência no serviço do santuário terrestre, com leis referentes às cerimônias, ao vestuário dos levitas e à música, Deus nos chama a vivermos à altura de nossa vocação. Contudo, antes importa que o nosso coração esteja disposto a servi-Lo com retidão e alegria. Como os discípulos, precisamos ir até Jesus com humildade e pedir: “Senhor, ensina-nos a orar” (Lc.11:1). Foi após um fervoroso e perseverante período de oração que o Espírito Santo desceu sobre eles. E será assim que o remanescente do Senhor encontrará forças para enfrentar o último e bom combate.
Diante de um tempo de apostasia e predominante letargia, “não sejais negligentes” (v.11), mas que a nossa vida esteja constantemente “diante do altar do Senhor” (v.19), em oração e estudo da Palavra, e Ele “subitamente” (v.36) fará a Sua perfeita obra em nós, a fim de que estejamos preparados para o retorno do nosso Redentor.
Senhor, estamos vivendo em tempos difíceis, e isso inclui a Tua igreja, que está prestes a passar por uma sacudidura sem precedentes. A realidade é que temos pecado contra Ti enquanto ostentamos fazer parte de uma igreja profética. Sim, Senhor, somos um movimento profético às portas do retorno de Jesus e isso deveria acender em nossa mente um grande alerta: Temos o azeite reserva? E este azeite, Pai, é o Espírito Santo! Mas, temos, nós, o Teu Espírito? Estamos, de fato e de verdade, dispostos a buscar o reavivamento e a reforma em nossa vida? Ó, Pai, está acontecendo uma verdadeira guerra de argumentos, mas será que estamos nos submetendo à obra modeladora do Espírito Santo? Meu coração desfalece de saudades do meu Redentor e do Céu, mas quando olho a nossa situação, temo que o Senhor tenha que estender ainda mais a Tua longanimidade, porque estamos longe de refletir o caráter manso e humilde de Cristo! Ó, Deus do Céu, tem misericórdia de nós e do mundo que sofre horrores, enquanto discutimos sobre assuntos que já estão tão bem definidos e claros em Tua Palavra e nos Testemunhos Inspirados! Desperta-nos, ó Deus! Desperta-nos enquanto há tempo! Dá-nos o foco correto, Senhor, que é pregar as três mensagens angélicas no espírito e poder de Elias! Eu quero tanto ir para Casa! E creio que os meus irmãos também. Perdoa-nos, Deus Pai! Santifica-nos, Espírito Santo! Habita em nós, Jesus! Levanta os Teus 144 mil que não se dobraram ao deus deste mundo e cumpre a Tua fiel promessa: “Nesse tempo, Se levantará Miguel, o grande príncipe, o defensor dos filhos do Teu povo, e haverá tempo de angústia, qual nunca houve […]; mas, naquele tempo, será salvo o Teu povo, todo aquele que for achado inscrito no livro” (Dn.12:1). Oramos na certeza que nos ouves, porque temos Advogado junto a Ti, Jesus Cristo, o Justo, pelo nome de quem Te invocamos, Amém!
Vigiemos e oremos!
Feliz semana, santificados pela Palavra!
Rosana Garcia Barros
#2CRÔNICAS29 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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2 CRÔNICAS 29 – O mesmo Deus que pune o pecado, recompensa aquele que se manifesta contra o pecado. Para isso também é a utilidade do juízo divino. Em Seu julgamento, Deus é verdadeiro, justo, imparcial, perfeito e completo (Salmo 19:7, 9; Romanos 2:11; Apocalipse 15:1).
As consequências das imprudências espirituais de Acaz levaram seu filho Ezequias a promover importantes reformas no templo e a trabalhar intensamente contra o declínio espiritual deixado no reinado de seu pai. Lamentavelmente, “apesar das reformas que foram feitas… por seu filho Ezequias, Acaz havia lançado o reino do Sul no mesmo caminho pelo qual o do Norte tinha andado antes”, observa Simon Vibert.
Mas nada deve impedir alguém de fazer a coisa certa, ainda que o cenário e o futuro não mudem muito. 2 Crônicas dedica um grande espaço para destacar a restauração da adoração a Deus e da celebração da Páscoa ministradas pelo rei Ezequias. Ele ordenou a santificação dos levitas (2 Crônicas 29:5-17), restituiu os sacrifícios (2 Crônicas 29:20-24), restaurou a posição dos músicos no templo (2 Crônicas 29:25-30) e também promoveu o envolvimento de todo povo de Deus em empolgante adoração (2 Crônicas 29:31-36).
Agindo para agradar a Deus e não as pessoas, esse monarca judeu foi comparado a Davi 150 anos após (2 Crônicas 17:3).
Seus feitos não reverteram completamente a desgraça que viria sobre Judá futuramente, mas demorou mais que Israel no Norte para sofrer as consequências de suas perversidades espirituais. O perseverante apóstata Israel foi disperso pelo Império Assírio (2 Crônicas 29:9); enquanto isso, Ezequias fazia reparos no templo e chamava seu povo à obediência a Deus (2 Crônicas 29:5-11, 31).
O rei Ezequias foi um precursor fiel do Messias. Willem VanGemeren observa a existência de “vários paralelos na vida de Ezequias que lembram Cristo: a purificação do Templo, a preocupação com os que viviam fora de Judá, sua atitude para com que eram impuros e sua experiência de doença/morte/nova vida. A última menção ao rei Ezequias é encontrada, de maneira muito apropriada, na genealogia de Jesus Cristo”, em Mateus 1:9.
Sua história nos inspira a agir como Cristo, a fim de ser um precursor para Sua segunda vinda neste mundo. Para isso, precisamos reavivar nossa espiritualidade! – Heber Toth Armí.