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“Fez o que era reto perante o Senhor, segundo tudo o que fizera Uzias, seu pai, exceto que não entrou no templo do Senhor. E o povo continuava na prática do mal” (v.2).
Apesar das poucas informações que a Bíblia apresenta acerca do rei Jotão, tanto o relato de Reis como o de Crônicas revelam que ele reinou em Judá dirigindo “os seus caminhos segundo a vontade do Senhor, seu Deus” (v.6). Isso significa que todos os “atos de Jotão, todas as suas guerras e empreendimentos” (v.7) tiveram um Líder maior. Deus foi colocado em primeiro lugar em sua vida, e isso o tornou um dos governantes de Judá que fez “o que era reto perante o Senhor” (v.2).
“Assim, Jotão foi se tornando mais poderoso, porque dirigia os seus caminhos segundo a vontade do Senhor, seu Deus” (v.6). Imagine que este fosse o relato de Deus sobre você. Não seria suficiente ter o nosso nome em uma sentença tão abençoada? Uma coisa, porém, é muito triste de se ver no capítulo de hoje: “E o povo continuava na prática do mal” (v.2). Mesmo com um bom líder durante dezesseis anos, os filhos de Judá não emendaram seus caminhos. E, de geração em geração, tornavam-se cada vez mais rebeldes, contrariando a vontade do Senhor.
Sabem, amados, como temos visto através de tantos exemplos trazidos na Bíblia, uma boa liderança, líderes segundo o coração de Deus, é muito importante no processo de educar um povo para Ele. Mas a liderança nesta Terra que mais pesa, que mais possui o poder de exercer uma influência santificadora ou corruptora sobre o ser humano, é a liderança do lar. Sobre pais e mães repousa a sagrada obra de instruir os filhos segundo a Palavra de Deus. Contudo, não é popular dizer que a mãe, por exemplo, deve assumir a sua missão de educar seus filhos para serem cidadãos do reino eterno, acima de suas carreiras. Também não é popular dizer que o pai, como sacerdote do lar, não pode negligenciar seu papel de prestar auxílio diário à esposa na obra de construir um belo caráter em seus filhos.
Meus irmãos, se não estivermos dispostos a dirigir os nossos caminhos segundo a vontade do Senhor, nosso Deus, quem o fará? Quem dará ao mundo a mensagem final? Como todos ouvirão o último chamado de Deus? Lembremos de Noé. Sua pregação não era popular, mas nem por isso ele a disfarçou com falácias de homens para torná-la mais aceitável. Noé não pregava para angariar simpatia, mas “tudo fez Noé, segundo o Senhor lhe ordenara” (Gn.7:5). Sendo aqueles que vivem como nos dias de Noé, precisamos conhecer a vontade de Deus e segui-la como se estivéssemos construindo uma arca “para a salvação de [nossa] casa” (Hb.11:7). Como nos dias de Jotão o povo continuava a praticar o mal e como nos dias de Noé Deus “fez vir o dilúvio sobre o mundo de ímpios” (2Pe.2:5), logo o juízo do Senhor recairá “contra os que não conhecem a Deus e contra os que não obedecem ao evangelho de nosso Senhor Jesus” (2Ts.1:8).
O Espírito Santo suplica hoje ao nosso coração para que submetamos a nossa vontade à vontade de Deus! Que confiemos em Sua provisão ainda que sejamos taxados, como Noé, de fanáticos. Como “Jerusa, filha de Zadoque” (v.1), que possamos instruir nossos filhos a sempre dirigirem seus caminhos segundo a vontade do Senhor. Confiemos nEle: “Ainda que a figueira não floresça, nem haja fruto na vide, o produto da oliveira minta, e os campos não produzam mantimento” (Hc.3:17). Ainda que sob condições desafiadoras, que nossos olhos estejam postos nAquele que logo voltará “para retribuir a cada um segundo as suas obras” (Ap.22:12) e que prometeu aos pais fiéis: “Eu contenderei com os que contendem contigo, e salvarei os teus filhos” (Is.49:25).
Nosso Deus e Pai, este mundo está sendo orquestrado pelo inimigo para a destruição, à semelhança dos dias de Noé e dos dias de Ló. O Senhor mesmo nos advertiu: “Vede que ninguém vos engane”! Mas aqueles que invocarem o Teu nome e perseverarem até o fim, esses serão salvos. Ó, Senhor, livra-nos das distrações e meios hipnóticos das trevas! Faze resplandecer a luz da Tua face sobre nós, que é a verdade da Tua Palavra! Protege a nossa mente, nos fazendo morada do Teu Espírito! Salva-nos e salva a nossa família! Clamamos, pela justiça e no nome do nosso Salvador pessoal, Jesus Cristo, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia da preparação, famílias benditas do Senhor!
Rosana Garcia Barros
#2CRÔNICAS27 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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II CRÔNICAS 27 – É possível usufruir o poder sem corromper-se. Aquele que tem aversão à hierarquia classifica a todos os que detêm poder negativamente. Talvez por inveja, preconceito ou o pecado da insubordinação. Pois, comentando sobre o rei Jotão, o africano Nupanga Weanzana afirmou: “Uma pessoa pode tornar-se poderosa e continuar verdadeira para com Deus”.
Embora fosse poderoso, Jotão está entre os poucos bons reis que Judá teve. A questão de corrupção tem mais a ver com o caráter da pessoa do que o cargo que ela ocupa; o poder muitas vezes só revela quem de fato é a pessoa.
Jotão foi o 11º rei de Judá. Enquanto reinava, “construiu a porta do templo, reparou o muro em Ofel, ao sul do templo, fundou cidades nas regiões montanhosas de seu país e erigiu castelos e torres nos bosques (2Rs 15:35; 2Cr 27:3-4). Jotão derrotou os amonitas e obrigou-os a pagar tributo (2Cr 27:5)”, descreve o Dicionário Bíblico Adventista.
O segredo de seu sucesso está bem claro em II Crônicas 27:6, onde declara: “Jotão tornou-se cada vez mais poderoso, pois andava firmemente segundo a vontade do Senhor, o seu Deus”. O Senhor era seu Deus, não era para ele o Deus de seus pais. Servir corretamente a Deus resulta em bênçãos que não existiriam sem dependência dEle.
Entretanto, Jotão não fez uma limpeza geral e radical do culto pagão a Baal realizado nos lugares altos; sua negligência permitia que seu povo prosseguisse “em suas práticas corruptas” (II Crônicas 27:2).
A visão de Deus como carrasco, frio e calculista não se encaixa neste texto. Deus é mais compassivo do que imaginamos; por isso, precisamos moldar nossa cosmovisão pela Bíblia, não tentar projetar nosso conceito de Deus à Bíblia.
• Nosso preconceito pode interferir na visão de pessoas que assumem cargos elevados, e ainda continuam servindo a Deus corretamente.
• Nosso preconceito também pode afetar nossa visão de Deus, e deturpar o caráter do Deus verdadeiro.
Certamente Deus é intolerante ao pecado; porém, Ele é misericordioso com o pecador. Sua graça atua em meio às nossas falhas; Sua bondade age apesar das nossas negligências. O segredo é andar com Deus e servi-lO, ainda que não atinjamos a perfeição.
Deus anseia atrair-nos! Sua bênção se manifesta quando O buscamos! Portanto, reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.