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II SAMUEL 23 – Desde o capítulo 12 o livro em análise apresenta detalhes das problemáticas consequências do indivíduo que peca, atingindo a família e inclusive uma nação, caso o pecado vergonhoso for praticado por líderes.
Contrastando o comportamento do pecador, está a demonstração do benevolente caráter do Senhor. Ele é infinitamente fiel e imensuravelmente gracioso. Ou seja, unindo fidelidade à misericórdia, Deus preservou Sua promessa, “ainda que Davi às vezes traísse a aliança. Davi e Bate-Seba pecaram, e o filho deles morreu em julgamento. Deus, porém, deu a Bate-Seba um filho, Salomão, a quem o Senhor amou (12:-24-25). Deus continuou revelando Sua vontade a Davi por meio dos profetas Natã e Gade e dos sacerdotes Zadoque e Abiatar (12:1-14; 15:24-29; 24:11-14). Também foi misericordioso, protegendo Davi durante as rebeliões de Absalão e Seba [18:1-20:26]”, ponderou Kenneth Mathews.
Diante da imensurável bondade divina, o rei Davi agiu diferente de Saul “que tentou desconsiderar o próprio pecado”; Davi “confessou seus pecados diante do Senhor (12:13; 24:10)” (Idem).
II Samuel 23 revela que Davi, contando com a ajuda de Deus, e de homens divinamente capacitados, reconheceu a monarquia israelita divinamente prometida a ele. Apesar dos seus inúmeros pecados, “Deus agiu por meio da vida de Davi e Bate-Seba para dar a Israel seu próximo rei (Salomão) e, no devido tempo, seu Messias (Mt 1:6). Deus continua atuando por meio da vida de pecadores arrependidos” (Idem).
As últimas palavras de Davi foram proféticas e comemorativas (II Samuel 21:1-7). Elas apontam a perpetuidade da realeza davídica “a ser realizada no reto governo do Senhor de Davi no reino, cumprindo a aliança régia”, afirma Merrill Unger.
Assim, a glória é de Deus, nunca do pecador. O foco da Palavra sempre é Deus, jamais o ser humano. Perspectivas desfocadas atrapalham perceber o amor divino na história humana. O texto sagrado apresenta o fracasso humano contrastando ao caráter divino. A ênfase não é na humanidade, mas na Divindade!
A biografia de Davi revela claramente com a conduta de Deus diante das mazelas humanas. A figura do Pai na parábola do filho pródigo pode representar Deus recebendo Davi após chafurdar-se nas imundícias deste mundo (Lucas 15:11-32).
Precisamos de ajustes em nossa cosmovisão para não distorcer – ou questionar – a revelação! Devemos reavivarmo-nos na Palavra! – Heber Toth Armí.
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TEXTO BÍBLICO 2 SAMUEL 22 – Primeiro leia a Bíblia
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603 palavras
Davi era um músico hábil que tocava sua harpa para Saul (1Sm 16:23), instituiu as programações musicais no templo (1Cr 25) e escreveu a maior parte dos Salmos. Escrever uma canção como esta não era inusitado para Davi. Life Application Study Bible Kingsway.
1 cântico. O cântico de ação de graças de Davi louva ao Senhor, que o livrou de ameaças à vida e lhe deu vitória sobre seus inimigos. O mesmo cântico, com pequenas variações é encontrado no Salmo 18. Andrews Study Bible.
todos os seus inimigos. Davi escreveu este salmo após Deus ter-lhe concedido um notável livramento de seus inimigos. Isso parece ter ocorrido depois da grande vitória sobre os filhos de Amom e seus aliados (ver 2Sm 8, 10). Também parece que o salmo foi composto enquanto Davi ainda podia falar diante do povo sobre sua justiça e sobre a pureza de suas mãos (2Sm 22:21), o que deve ter ocorrido antes de seu pecado com Bate-Seba (2Sm 11; cf . PP, 716). CBASD, Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 2, p. 766, 767. [A Bíblia de Estudo Kingsway aplica esta declaração de inocência e pureza de Davi ao seu sentimento de ter seus pecados perdoados e retirados, cf. com vv. 22-24].
2 O SENHOR é a minha rocha. Esta expressão é típica de Davi. Enquanto fugia de Saul, Davi muitas vezes havia encontrado refúgio e fortaleza nas rochas das montanhas. Deus era para ele como a fortaleza das rochas, proporcionando-lhe proteção e livramento de seus inimigos. … Ele viveu tão perto das montanhas eternas, e as rochas foram seu local de habitação por tanto tempo, que passaram a ser parte de sua vida. CBASD, vol. 2, p. 767.
3 a força da minha salvação. Literalmente, “o chifre da minha salvação”. … O chifre era símbolo de força e poder. A figura se refere aos chifres dos animais, que servem para ataque e defesa. CBASD, vol. 2, p. 767.
21 O SENHOR me tratou conforme a minha retidão (NVI). Nos vs. 21-25 Davi se refere ao livramento divino como recompensa pela própria retidão. Embora essas declarações talvez dêem a impressão de orgulho quanto à justiça pessoal e de uma base meritória para o favor divino, devem ser entendidas no seu contexto como: 1) o desejo de Davi de agradar a Deus no seu serviço como o ungido do Senhor (v. nota no v. 51); 2) seu reconhecimento de que o Senhor recompensa os que buscam servi-lo com fidelidade. Bíblia de Estudo NVI Vida.
22-24 Davi não estava negando que nunca havia pecado. O Salmo 51 mostra sua tremenda angústia a respeito de seu pecado contra Urias e Bate-Seba. Mas Davi compreendeu a fidelidade de Deus e escreveu este hino da perspectiva de Deus. Ele sabia que Deus o havia deito limpo novamente – “mais limpo que a neve” (Sl 51:7) com um “coração puro” (Sl 51:10). Através da morte e ressurreição de Jesus Cristo, também somos feitos limpos e perfeitos. Deus substitui nosso pecado pela Sua pureza e não mais vê o nosso pecado. Life Application Study Bible Kingsway.
27 ao perverso te revelas astuto. Significa que Deus é um juiz que punirá aqueles com pecado. Life Application Study Bible Kingsway.
28 os Teus olhos estão sobre os orgulhosos para os humilhar (NVI). As palavras desse versículo se encaixam bem com a experiência de Davi no seu conflito com Saul. Bíblia de Estudo NVI Vida.
33 Deus é a minha fortaleza. O homem que não se apoia no Senhor não é mais forte que ele próprio, mas o homem que confia em Deus tem consigo a força do Céu. CBASD, vol. 2, p. 770.
47 O SENHOR vive! (NVI). As intervenções e bênçãos de Deus a favor de Davi demonstraram que Ele é o Deus vivo (v. Dt 5.26). Bíblia de Estudo NVI Vida.
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II SAMUEL 22 – Inimigos do bem experimentam derrotas; amigos de bem experimentam vitórias concedidas por Deus. Deus atua na história e Seus súditos O louvam rendendo-Lhe glórias.
O capítulo em pauta é a canção do rei Davi em louvor ao Rei do Universo. Ela está embebida de teologia do cotidiano, e fornece o vislumbre de alguém exercendo uma fé vacilante frente às vicissitudes vividas nas histórias registradas nos livros de I e II Samuel.
A mensagem escrita por Davi na canção em consideração revela a importância de intimidade com Deus. É necessário considerar a religião mais que meros regulamentos; a espiritualidade verdadeiramente bíblica deve ser regulada por intenso relacionamento de dependência de Deus. Tal relacionamento deve ser honesto, leal e fiel.
As exuberantes imagens poéticas utilizadas pelo escritor inspirado devem ser devidamente compreendidas. As características humanas vinculadas a Deus indicam a personalidade do Ser divino. A aproximação de Deus ao mundo é comparada a um titânico cataclismo (II Samuel 22:8-16), apontando para Seu poder superior a qualquer outra força existente no Céu ou na Terra, espiritual ou físico, natural ou sobrenatural, em favor de Seus súditos!
Uma das formas de Deus demonstrar Seu amor é revelando indignação contra o mal que atormenta Seus amados. Fumaça saindo de Suas narinas, fogo de Sua boca e dEle espalhando brasas vivas e flamejantes sugerem poeticamente Suas ações para prover salvação aos que clamam por Sua intervenção (II Samuel 22:2-7).
Longe de ser perfeito no sentido de impecabilidade moral, Davi declara ter sido irrepreensível para com Deus guardando-se de pecar (II Samuel 22:21-25). Seria hipocrisia? Reconhecendo ter-se arrependido e aceito o perdão de Deus (Salmo 32, 51), Davi sentia-se em harmonia com o Deus (II Samuel 22:17-30) que opera para tornar perfeito o caminho do pecador (II Samuel 22:31-50).
Apenas quem se reconhece miseráveis pecadores podem humildemente exaltar a misericordiosa graça divina. Tudo depende de Deus: “Ele concede grandes vitórias ao Seu rei; é bondoso com o Seu ungido…” (II Samuel 22:41).
Este Salmo de louvor mostra que, aquele que coloca suas esperanças no Senhor pode erguer os olhos rumo ao futuro cheio da mais plena confiança, tranquilizando o coração nas preciosas promessas concedidas pelo Soberano regente da história humana.
Como Davi, conheçamos a Deus! Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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TEXTO BÍBLICO 2 SAMUEL 21 – Primeiro leia a Bíblia
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924 palavras
1 Os capítulos 21 a 24 são uma espécie de apêndice ao livro de Samuel; compõe-se de eventos históricos e complementos poéticos, cuja ordem cronológica é irregular. O trecho de 21.1-14 [vingados os gibeonitas], por exemplo, deve ser colocado cronologicamente, antes do capítulo 9 (Bíblia Shedd).
2 pelos filhos de Israel. Nesta ofensa Saul não estava sozinho. Como rei de Israel, ele estava agindo com o povo e em favor dele. O povo, sem dúvida, o apoiou em sua campanha para exterminar os gibeonitas, e assim, a culpa recaía não só sobre o rei, mas também sobre eles. Isso explicaria por que o Senhor permitiu que a punição pela ofensa de Saul caísse sobre Davi e seu povo. A nação toda estava envolvida na violação do solene juramento feito mais de 400 anos antes por Josué e pelos príncipes da congregação. Sob a capa do zelo nacionalista de Saul, existia um espírito de egoísmo, orgulho e arrogância que era totalmente estranho à humildade, imparcialidade e ao elevado propósito que Deus exigia de Seus filhos (CBASD-Comentário Bíblico Adventista do 7º Dia, vol. 2, p. 762).
3 que resgate vos darei […]? Davi devia ter dirigido esta pergunta a Deus, assim como fizera a respeito à causa da fome. O relato não declara que Davi tenha levado o caso ao Senhor, nem afirma que aquilo que os gibeonitas e o que Davi fez em resposta a isso estava em harmonia com o que Deus teria exigido a fim de corrigir a situação. A ação de Saul fora uma representação errônea da religião de Yahweh. Sua atitude provavelmente refletia a dos israelitas em geral, que, após a morte de Saul, continuaram a mostrar hostilidade para com esses estrangeiros que viviam em seu meio e a quem haviam prometido proteger. Era altamente essencial que a religião de Deus fosse vindicada. Não é revelado precisamente o que Deus teria exigido para alcançar esse fim. Um dos principais objetivos de se confessar as faltas para os que foram prejudicados é anular, tanto quanto possível, a má influência do ato errôneo. Pessoas têm ficado completamente desanimadas e têm perdido a salvação como resultado de erros alheios. É dever daquele que foi pedra de tropeço fazer tudo o que puder para tentar remover a causa de ofensa (CBASD, vol. 2, p. 762).
abençoem. Como o juramento feito [em nome do Senhor] a eles tinha sido violado, teriam o direito de invocar a maldição divina sobre a terra (Bíblia de Estudo NVI, Vida)
4 Matar pessoa alguma em Israel. Israel, como nação, era responsável pela matança dos gibeonitas nas mãos de Saul. Contudo, não seria solicitado que os israelitas, como um todo, pagassem o preço do sangue que tinha sido derramado. Os gibeonitas eram da opinião de que a culpa devia repousar primariamente sobre a casa de Saul e que devia ser feita expiação por meio dela (CBASD, vol. 2, p. 763).
5 Um homem que nos destruiu. Saul deve ter provocado uma assolação geral entre os gibeonitas. Como povo, provavelmente quase foram destruídos, restando apenas um remanescente espalhado pelo país. Uma vez que Saul foi primariamente responsável por esse crime, os gibeonitas, então, pediram que sua casa levasse a culpa. (CBASD, vol. 2, p. 763).
6 Nos deem sete homens, para que os enforquemos. Este castigo (heb yoka) era previsto apenas para os apóstatas (Nm 25.4) e não se aplicava, propriamente, aos descendentes de Saul. Mas os gibeonitas, gente manhosa, já haviam enganado Israel uma vez (Js 9:3-15); e não é de estranhar que, aproveitando-se das circunstâncias a seu favor, repetissem a façanha. Se Davi tivesse consultado somente a Deus e não aos gibeonitas (3, 4), provavelmente a resposta seria outra (Bíblia Shedd).
em Gibeá. Gibeá foi a cidade onde Saul nasceu (1Sm 10.26; 11:44). Parece adequado que a expiação pelo crime de Saul fosse feita em sua cidade natal. […] Contudo, não há razão para se crer que a execução desses descendentes de Saul fosse considerada como um sacrifício humano expiatório e que, portanto, tivesse de ocorrer em Gibeá, como se fosse mais aceitável ali (CBASD, vol. 2, p. 762).
7 Por causa do juramento ao SENHOR. Ver 1Sm 18:3; 20:12-17. O solene juramento que Davi fizera a Jônatas exigia que ele isentasse o filho de Jônatas da proposta de vingança dos gibeonitas (CBASD, vol. 2, p. 763).
10 tomou um pano de saco e o estendeu para si. Rispa estendeu o pano de saco como um abrigo do sol forte (Andrews Study Bible).
Desde o princípio da ceifa; que se dava nos meses de abril e maio. Até que sobre eles caísse a água do céu, mais ou menos no mês de outubro(Bíblia Shedd).
14 Deus Se tornou favorável. Pelo fato de o texto declarar que “Deus Se tornou favorável”, não se deve concluir que Davi seguiu o plano de Deus para expiar a má ação de Saul. Talvez Deus avalie um ato pela sinceridade do coração que o originou, embora condene o ato em si. (CBASD, vol. 2, p. 764).
15-22 Esta crônica [gigantes mortos pelos homens de Davi] é colocada, por alguns, depois do cap. 5, e, por outros, depois do cap. 12 (Bíblia Shedd).
17 Não apagues a lâmpada. Ver 1Rs 11:36; 15:4; Sl 132:17. Davi frequentemente colocava sua vida em risco ao se engajar em combate pessoal com seus inimigos. Chegou um momento, porém, em que já não era nem sábio nem necessário que o rei se aventurasse a sair à guerra com seus soldados, como tinha sido seu costume até então. (CBASD, vol. 2, p. 764).
19 e Elanã … o belemita, feriu Golias. Na passagem paralela (1Cr 20:5), é dito que Elanã matou o irmão de Golias, cujo nome era Lami. (CBASD, vol. 2, p. 765).
Davi matou Golias de Gate; este homem, de acordo com 1 Cr 20.5, era um “irmão de Golias…” [Lami] (Andrews Study Bible).
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II SAMUEL 21 – Deus não é um moralista que está com o dedo apontado para nossa face assim que cometemos erros. Muitas vezes, Ele permite que provemos o amargor da quebra de Seus princípios para que desenvolvamos aversão ao pecado.
A introdução da Bíblia do Discípulo sintetiza que seu escritor de II Samuel relata a ascensão de Davi “ao trono, seus pecados (adultério e homicídio), e as terríveis consequências sobre sua família e a nação”; e, destaca que “há dois temas principais: 1) A providência e a graça divinas, pois o Senhor demonstrou grande misericórdia para com Davi; e 2) A aliança de Deus com Davi, considerada o ponto teológico central do livro (cap. 7)”.
Obviamente, importantes homens de fé cometem sérios erros; por conseguinte, nossa estabilidade espiritual precisa depender da fidelidade de Deus, não da instabilidade de pessoas que admiramos. Em II Samuel 21, Davi repara um erro cometendo outro, mostrando que mesmo quando intentamos acertar, é possível falhar!
É importante considerar o contexto a fim de compreender o texto. “Nos dias de Josué e da Conquista de Canaã, os gibeonitas usaram de engano para livrar-se da destruição. Josué e o povo de Israel fizeram solene aliança com eles, comprometendo-se a honrar sua promessa de permitir que os gibeonitas vivessem em paz entre eles (Josué 9:3-27). É evidente que Saul, com o apoio de seu povo, executou muitos deles por motivos racistas. Por isso toda a nação estava passando fome (II Samuel 21:1)” (Rosalie Haffner Lee).
Embora Davi procurou reparar o erro cometido por Saul e demonstrou respeito e consideração por Rispa (II Samuel 21:1-14), não consultou a Deus quanto à solução da questão. Seria enforcamento que Deus esperava? “Pelo fato de o texto declarar que ‘Deus Se tornou favorável’ [v. 14], não se deve concluir que Davi seguiu o plano de Deus para expiar a má ação de Saul. Talvez Deus avalie um ato pela sinceridade do coração que o originou, embora condene o ato em si” (CBASD).
O capítulo conclui relatando mais vitórias bélicas de Davi contra os filisteus; evidenciando que, neste mundo não há sossego. Altos e baixos, erros e acertos, paz e guerras, justiça e injustiça… caracterizam a vida nesta sociedade impregnada de pecado. Precisamos da graça divina! Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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TEXTO BÍBLICO 2 SAMUEL 20 – Primeiro leia a Bíblia
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957 palavras
1 Homem de Belial (ARA; KJA: “desordeiro”), “homem indigno” (1 Sm 1.16). Bíblia Shedd.
Seba. Este benjamita ainda nutria o espírito de inimizade contra a casa de Davi e tirou vantagem da disputa entre os homens de Israel e de Judá (2Sm 19:41-43) para proclamar uma revolta. (CBASD-Comentário Bíblico Adventista do 7º Dia, vol. 2, P. 756).
Bicri. O segundo filho de Benjamim (Bequer, Gn 46.21; 1Cr 7:6-9) (Bíblia de Estudo NVI, Vida).
2 Então, todos os homens se separaram de Davi. Esta foi a resposta de Israel às duras palavras de Judá. Bíblia Shedd.
Pouco tempo antes, os homens de Israel estavam protestando em voz alta que tinham uma ligação maior com Davi do que os homens de Judá (2Sm 19:43). A natureza humana é verdadeiramente instável. (CBASD, vol. 2, P. 756).
Os homens de Judá se apegaram. A revolta de Absalão se originou em Judá, e Judá demorou a se colocar sob o estandarte de Davi (2Sm 19:11), mas desta vez Judá se apegou a ele. Foi bom Davi ter conquistado a afeiçãop de Judá, em vez de recusá-la, pois era a esses homens tão vagarosos em lhe dar as boas-vindas que ele devia seu trono. (CBASD, vol. 2, P. 757).
4 Amasa. Davi deixa Joabe de lado (Bíblia de Estudo NVI, Vida).
5 Amasa … demorou-se. Não se sabe bem o motivo, mas tudo indica que foi por influência de Joabe que, deposto do comando, trabalhou, então, contra Amasa (19:13) (Bíblia Shedd).
Amasa provavelmente fez o melhor que podia , mas talvez tenha sido atrapalhado a cada passo por oficiais e homens ainda leais a Joabe, bem como pelas dificuldade próprias da inquietude geral e da divisão que prevaleciam (CBASD, vol. 2, P. 757).
6 Abisai. Pela segunda vez, Davi deixa Joabe de lado (cf. v. 7) (Bíblia de Estudo NVI, Vida).
E não nos escape. No heb encontramos: “e nos arranque os olhos”. Bíblia Shedd.
8 Pedra grande. Rochedo isolado nas montanhas de Efraim. Bíblia Shedd.
Amasa veio perante eles. Tendo recrutado o povo, juntou-se aos outros para assumir o comando geral. Bíblia Shedd.
9,10 Joabe … lhe pegou a barba para o beijar. Fingindo submissão e amizade ao seu comandante e primo, Joabe mata-o, cometendo outra vez uma ação traiçoeira (3.27; 1Rs 2.5) (Bíblia Shedd).
10 no estômago (NVI). Pela segunda vez, Joabe comete homicídio doloso a fim de garantir a sua posição de comandante do exército de Davi (v. 1Rs 2.5,6). Desafiando a ordem de Davi, Joabe retoma por conta própria a posição de comandante (cf. v. 23) (Bíblia de Estudo NVI, Vida).
11 Quem estiver do lado de Joabe e de Davi. Para dissipar qualquer ideia de que Joabe estava aliado à conspiração de Seba, um apelo é feito para as tropas de Amasa apoiarem Joabe se realmente estivessem leais a Davi (Bíblia de Estudo NVI, Vida).
Joabe colocou um de seus homens de confiança no local, e este ficou proclamando uma frase que dava a entender que o próprio Amasa tinha sido morto por traição à causa de Davi, e que agora era Joabe que liderava a perseguição aos rebeldes a fim de que Davi tivesse o trono assegurado. A lealdade de Joabe a Davi era bem conhecida dos homens empenhados nesse conflito, e eles também se lembravam de Amasa como o homem que estava no comando das forças de Absalão, contra as quais haviam combatido havia pouco. Esses homens tinham pouca confiança em Amasa, e provavelmente ficaram felizes em vê-lo fora do caminho. Joabe, é claro, matou Amasa porque não podia tolerá-lo como rival e porque estava determinado a continuar em seu antigo posto (CBASD, vol. 2, P. 758).
12 Como o povo estava indeciso se ficava ao lado de Amasa ferido ou se seguia Joabe, um partidário deste escondeu o corpo daquele numa moita e, assim, o povo, não vendo mais a Amasa, seguiu a Joabe (Bíblia Shedd).
14 Abel-Bete-Maaca. Uma cidade antiga, do tempo da era do bronze (c. 1500 a.C.), mencionada nos anais de Tiglate-Pileser e de Tutmés III. Conhecida ainda como Abel-Main (2 Cr 16.4). … A cidade de Abel devia ser uma espécie de Atenas, onde vicejava a sabedoria. Daí o provérbio: peça-se um conselho em Abel (18). Bíblia Shedd.
Localizada ao norte de Dã (Bíblia de Estudo NVI, Vida).
Uma cidade na parte mais ao norte de Israel, famosa por sua sabedoria (2Rs 15.29) (Andrews Study Bible).
Levantaram contra a cidade um montão da altura do muro, ARA. KJA: “levantaram contra a cidade uma rampa que chegou até o alto da muralha externa”.
16 Mulher sábia. Talvez fosse a governadora a cidade, uma segunda Débora (Jz 4.4-14). Bíblia Shedd.
18 “O conselho sábio”, evita a guerra (22; Ec 9.18), poupa o tempo (pois o tempo gasto era o de parlamentar, 16-22); e economiza a despesa (pois a guerra, em si, custou apenas uma cabeça, 22). Bíblia Shedd.
19 E uma mãe em Israel. Refere-se à cidade de Abel, mãe em Israel. No texto grego (LXX) se lê: “E tu procuras destruir uma cidade, metrópole em Israel”. Bíblia Shedd.
23 Joabe reconquista o seu posto de general supremo das tropas, mesmo contra a vontade de Davi (Bíblia Shedd).
Joabe conservou sua posição como comandante do exército depois que a rebelião de Seba foi sufocada. (CBASD, vol. 2, P. 759).
Embora nem sempre gozasse de muito favor, manteve esse cargo até participar da conspiração de Adonias (1Rs 1.7; 2.28-35) (Bíblia de Estudo NVI, Vida).
24 Cronista, recolhia e anotava os eventos históricos do povo. Bíblia Shedd.
Dos que estavam sujeitos a trabalhos forçados. O sistema de trabalhos forçados se transformou num espinho tão grande na carne dos israelitas durante o reinado de Salomão, que Adorão foi morto por apedrejamento durante as primeiras dificuldades do reinado de Roboão, quando as tribos do norte se revoltaram (1Rs 12:18) (CBASD, vol. 2, P. 760).
25 Escrivão. Ministro que cuidava das finanças e dos direitos do Estado (Bíblia Shedd).
Os sacerdotes. Ou seja, “principais sacerdotes”. Esta lista mostra a restauração da ordem política de Davi (Andrews Study Bible).
26 Ministro (cohen, sacerdote). Conselheiro, uma espécie e coordenador do Estado (8.16-18) (Bíblia Shedd).
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II SAMUEL 20 – A essa altura da leitura e reflexão deste livro em questão, é possível perceber que Davi elevou-se em vários os aspectos como rei, mas despencou em vários aspectos como pai.
Até o capítulo 10, notam-se os pontos positivos da liderança davídica; desde o capítulo 11 destacam-se os pontos negativos de sua vida pessoal, que atingem drasticamente muitas pessoas. Não foram poucos os erros cometidos pelo rei Davi, como não são poucos os erros que nós também cometemos!
Rosalie Haffner Lee nos assegura que “Deus nunca nos desampara, mesmo quando as experiências mais tristes de nossa vida constituem o resultado de nossos próprios erros. Precisamos ter a mesma fé e confiança em Deus que conduziu Davi através das crises de sua existência. As ‘fiéis misericórdias prometidas a Davi’ (Isa. 55:3) podem ser nossas ao passarmos pelos vales escuros”.
Como é possível a qualquer político cometer erros, Davi também os cometeu. Ele “condescendeu com o nepotismo, designando parentes para posições de confiança em seu reino… Como resultado, houve inveja e inimizade entre Joabe e Amasa”, ambos eram sobrinhos de Davi (Idem). E, Amasa foi assassinado por seu primo Joabe, e este assumiu o posto que Davi lhe havia tirado e passado para Amasa. Daí, foi atrás do desordeiro Seba.
Seba deveria ser erradicado para não causar mais estragos do que os causados por Absalão. Impetuoso, Joabe faria mais mal do que bem. Porém, uma sábia mulher impediu seu exército de destruir uma cidade inteira por causa de apenas um homem (II Samuel 20:14-22). Mulheres sábias exerceram importante papel na história de Davi (I Samuel 25:1-38; II Samuel 3:8-10; 24:1-20; 20:14-22; 21:8-14).
I Samuel inicia com a história de Ana e sua oração que mudou a história de sua nação. Com seu filho Samuel, ela marcou a transição do período dos juízes para a monarquia israelita. Sábias mulheres são essenciais nos diversos planos divinos na trajetória deste mundo caótico.
A mulher que ousadamente abordou Joabe, o comandante-chefe, merece consideração. Ela não apenas redirecionou os planos exagerados de Joabe, ela também persuadiu seu povo a sacrificar Seba objetivando salvar sua cidade.
O poder feminino, usado com sabedoria, chega aonde nenhum poder masculino conseguiria chegar!
Homens devem contar com corajosas mulheres sábias, como Deus conta! Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.