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“O primeiro ai passou. Eis que, depois destas coisas, vêm ainda dois ais” (v.12).
Ao soar a quinta trombeta, João viu “uma estrela caída do céu na terra” (v.1). Segundo a maioria dos teólogos, a quinta trombeta descreve o surgimento do Islamismo. Sabendo que estrela significa anjo ou mensageiro, esta estrela simboliza um falso mensageiro, neste caso, aplicado a Maomé, último profeta do Islamismo e autor do Alcorão. Segundo os muçulmanos, Maomé recebeu revelações do anjo Gabriel, da parte de Allah (Deus em árabe). Desde então, da Arábia, “o poço do abismo” (v.2), os muçulmanos se espalharam, como gafanhotos (v.3), por todo o Oriente e parte da Europa.
Como já vimos, que em profecia um dia equivale a um ano, os “cinco meses” (v.5) equivalem a 150 anos (30×5=150). Segundo alguns estudiosos, esse período se refere à invasão do Império Otomano no território da Nicomédia, entre 27 de julho de 1299 a 27 de julho de 1449. Exatamente no fim dos 150 anos, Constantino XII, imperador grego, chegou ao trono. Seus súditos, os turcos otomanos, simbolizados pelos “gafanhotos” (v.7), foram responsáveis por devastar as províncias do Império Romano do Oriente. Assim passou o primeiro “Ai” (v.12).
“O sexto anjo tocou a trombeta” (v.13) e eis que uma voz vinda do altar de incenso do Santuário Celeste deu uma ordem ao sexto anjo: “Solta os quatro anjos que se encontram atados junto ao grande rio Eufrates” (v.14). Esta profecia tem sido compreendida como uma sequência da anterior. Os quatro anjos soltos se aplicam aos sultanatos da região do Eufrates: Alepo, Icônio, Damasco e Bagdá. E o período de “a hora, o dia, o mês e o ano” (v.15), equivalente a 391 anos e 15 dias, ocorreu de 27 de julho de 1449 à 11 de agosto de 1840, quando o poder otomano foi abatido.
Observem que “aqueles que não foram mortos por esses flagelos” causados pela sexta trombeta, “não se arrependeram das obras de suas mãos” e continuaram adorando “os demônios e os ídolos de ouro, de prata, de cobre, de pedra e de pau, que nem podem ver, nem ouvir, nem andar” (v.20). Continuaram com suas práticas pagãs, e afeiçoados às suas más obras (v.21). Nós vivemos em um tempo de oportunidade qual nunca houve. A longanimidade de Deus se estende nestes últimos dias, como nunca antes, como uma das maiores declarações do amor de Deus pela humanidade. Que o Senhor não nos encontre com o coração endurecido, mas que, hoje, aceitemos a Sua perfeita obra:
“Dar-lhes-ei um só coração, espírito novo porei dentro deles; tirarei da sua carne o coração de pedra e lhes darei coração de carne; para que andem nos Meus estatutos, e guardem os Meus juízos, e os executem; eles serão o Meu povo, e Eu serei o seu Deus” (Ez.11:19-20).
Bom dia, povo de Deus!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Apocalipse9 #RPSP
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“Quando o Cordeiro abriu o sétimo selo, houve silêncio no céu cerca de meia hora” (v.1).
O Céu ficou em silêncio diante da iminência do que estava para acontecer. A abertura do sétimo selo inaugura uma nova sequência de sete. João viu “sete anjos que se acham em pé diante de Deus, e lhes foram dadas sete trombetas” (v.2). Veremos que as sete trombetas se assemelham às sete pragas, porém, o toque de trombeta na Bíblia representa Deus convidando o Seu povo para se ajuntar. No Antigo Testamento, a trombeta anunciava as assembleias solenes, as batalhas e precedia anúncios importantes (Nm.10:2-12; Jr.4:19-20). No Novo Testamento, tornou-se um símbolo do segundo advento de Cristo (1Co.15:52; 1Ts.4:16). As sete trombetas, portanto, não se referem às sete últimas pragas, mas às advertências de Deus para que o Seu povo reconheça que é chegado o tempo de que profetizou Joel: “Tocai a trombeta em Sião, promulgai um santo jejum, proclamai uma assembleia solene” (Jl.2:15).
Quando os anjos saíram do Santuário Celeste, “outro anjo… ficou em pé junto ao altar, com um incensário de ouro… com as orações de todos os santos” (v.3), representando o ministério de intercessão de Cristo e que Sua obra intercessora ainda não havia cessado. Como um prelúdio das sete últimas pragas, o sonido de cada trombeta não é um anúncio de destruição, mas um convite ao arrependimento. Através da história, o Senhor nos deixou revelados os Seus mistérios:
1a. trombeta: O juízo divino sobre Jerusalém, em 70 d.C., cumprindo-se o que o próprio Jesus profetizou ao contemplar Jerusalém: “Em verdade vos digo que não ficará aqui pedra sobre pedra que não seja derribada” (Mt 24:2).
2a. trombeta: Montanha, na Bíblia, é símbolo de poder ou nação (Ez.35:2; Dn.2:35). Mar significa multidões, povos (Ap.17:15). Sangue significa guerra, morte. Portanto, trata-se de um povo numeroso sendo morto pela guerra. Isto ocorreu quando o Império Romano foi subjugado pelas dez tribos bárbaras, em 352 a 476 d.C.
3a. trombeta: Assim como vimos que as estrelas representam os sete anjos ou mensageiros das sete igrejas, João viu “uma grande estrela, ardente como tocha” (v.10). Só que, desta vez, não se trata de um mensageiro de Deus, mas de uma contrafação. Com o passar dos anos, a igreja cristã foi se afastando do propósito divino, permitindo que uma falsa estrela contaminasse as puras águas da verdade, marcando um período de incredulidade e afastamento da Bíblia. Sobre estes falsos ensinadores, Judas escreveu: “estrelas errantes, para as quais tem sido guardada a negridão das trevas, para sempre” (Jd.1:13).
4a. trombeta: O toque da quarta trombeta revela o período de trevas morais e espirituais da igreja cristã. Alguns estudiosos acreditam ser a fase da Idade Média, quando a verdade havia sido lançada por terra (Dn.8:12) e uma densa escuridão tomou conta do cristianismo. Ainda na quarta trombeta, surge “uma águia, que, voando pelo meio do céu, dizia em grande voz: Ai! Ai! Ai dos que moram na terra, por causa das restantes vozes da trombeta dos três anjos que ainda têm de tocar!” (v.13). A preeminência dos três últimos ais é anunciada com pressa e em alta voz, o que deixa bem claro que se trata de algo urgente e muito sério.
Todas estas trombetas já foram tocadas e veremos que estamos a poucos minutos da sétima e última trombeta. O Senhor nos deixou revelado em Sua Palavra diversas advertências a fim de que não sejamos pegos de surpresa. Eis “o tempo sobremodo oportuno” de tomarmos uma decisão ao lado de Cristo Jesus, “eis, agora, o dia da salvação” (2Co.6:2).
Bom dia, santos de Deus!
Rosana Garcia Barros
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APOCALIPSE 7 – Alguns pontos precisam ser preliminarmente considerados:
1. O período abrangente da profecia dos selos inicia na cruz (Apocalipse 5:5-6) e vai até o segundo advento de Jesus (Apocalipse 6:12-17).
2. A profecia está quase toda cumprida. Seis dos sete selos já estão abertos. Após a abertura do sexto selo, encontramo-nos na metade de seus eventos:
• Apocalipse 6:12-13 apontam para os eventos dos anos 1755 (terremoto de Lisboa) e queda de estrelas em 1833 observada em diversos países.
• Apocalipse 6:14-17 estão para acontecer num futuro próximo, é o que falta para, então, abrir-se o último selo (8:1).
3. Antes da abertura do último selo, há uma pausa para responder à pergunta final no relato dos eventos do sexto selo: “…chegou o grande dia deles; e quem poderá suportar?” (6:17).
Esta pergunta aponta um juízo mundial realizado no grande Dia do Senhor (Isaías 63:4; Jeremias 30:7; Joel 1:15; 2:1-3, 11, 31-32; Sofonias 1:14-18; Apocalipse 16:14).
Jesus, o guerreiro vitorioso (no primeiro selo), tratou dos eventos dos demais: O segundo, terceiro e quarto selos relacionam-se com Mateus 24:6-8: Guerras, rumores de guerras, nações e reinos contra outros e fome; o quinto selo relaciona-se com Mateus 24:9-13: Tribulação, ódio e morte aos cristãos; o sexto selo relaciona-se com Mateus 24:29-31: Sol e lua escurecem, estrelas caem, os poderes celestiais são abalados; consequentemente, os povos se lamentarão.
Apocalipse 7 foi inserido para mostrar que, no decorrer dos eventos finais da caótica história mundial, ainda que os fieis passem por experiências difíceis, Jesus está no controle de tudo. Ele está dirigindo a História Geral para um fim glorioso. E, enquanto o caos prolifera-se no mundo, os crentes encontram força e proteção em Cristo.
Observe a síntese do capítulo:
1. A primeira cena revela acontecimentos na Terra (vs. 1-8):
• Os anjos de Deus seguram os ventos do caos até os crentes fieis serem selados.
• Os 144.000 representam todos os crentes vivos antes do Grande Dia da ira do Cordeiro.
• O selo na testa indica proteção.
2. A segunda cena revela acontecimentos no Céu (vs. 9-17):
• Além de protegidos, os crentes estarão distantes do ambiente do mal.
• Inúmeros crentes de todos os tempos estarão juntos no Céu.
Confiemos em Deus e reavivemo-nos diariamente! Preparemo-nos para a abertura do sétimo selo! – Heber Toth Armí.
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“Amém! O louvor, e a glória, e a sabedoria, e as ações de graças, e a honra, e o poder, e a força sejam ao nosso Deus, pelos séculos dos séculos. Amém!” (v.12).
Em resposta à pergunta que encerra o capítulo anterior, há uma pausa entre o sexto e o sétimo selo que revela a visão dos cento e quarenta e quatro mil. Este número corresponde aos que serão selados com “o selo do Deus vivo” (v.2). Até que o tempo se cumpra, Deus tem contido os quatro ventos, através dos “quatro anjos em pé nos quatro cantos da terra” (v.1). Ventos em profecia simbolizam guerras (Jr.4:11-13; Dn.7:2). Isto significa que Deus tem segurado os poderes das trevas a fim de que não exerçam sobre a terra toda a sua fúria até que tenha selado os Seus servos. A longanimidade de Deus se estende “não querendo que nenhum pereça, senão que todos cheguem ao arrependimento” (2Pe.3:9).
Há dois importantes símbolos neste capítulo cujo significado precisamos conhecer:
- “O selo do Deus vivo” (v.2): O selo ou sinal, era usado para identificar o governante, o seu cargo e o seu território ou jurisdição. Na Lei de Deus encontramos um mandamento que contém estes três elementos: “Lembra-te do dia de sábado para o santificar. Seis dias trabalharás e farás toda a tua obra. Mas o sétimo é o sábado do Senhor, teu Deus [nome do governante]… porque, em seis dias, fez o Senhor [seu cargo como Criador] os céus e a terra, o mar e tudo o que neles há [o Seu território]” (Êx.20:8-11). O sábado, portanto, é um sinal entre Deus e o homem (Ez.20:20) e a fidelidade a este mandamento e aos demais (Tg.2:10-12) será uma das características do remanescente dos últimos dias (Ap.12:17);
- Os “cento e quarenta e quatro mil, de todas as tribos de Israel” (v.4): Sobre este símbolo muitos têm interpretado como sendo um número literal. Contudo, trata-se de um número simbólico que João descreve como “uma grande multidão que ninguém podia enumerar, de todas as nações, tribos, povos e línguas” (v.9). Este número foi dividido conforme o número das tribos de Israel. Sempre que o número doze aparece em Apocalipse, aponta para a Cidade Santa, para a vida eterna. Por exemplo: a Cidade possui 12 fundamentos, 12 portas e junto das portas 12 anjos, é um quadrado perfeito cujas dimensões medem 12 mil estádios, a árvore da vida produz 12 frutos. Além disso, Cristo também estabeleceu a Sua igreja apostólica a partir de doze discípulos. O número 12, portanto, representa a totalidade do povo de Deus. E o fato de multiplicar por mil, representa um destacamento de cada tribo. Deus está recrutando o Seu último exército, a Sua igreja militante a fim de tornar-se uma igreja triunfante na batalha final.
O profeta Ezequiel também teve uma visão de um anjo que selava na fronte os fiéis servos de Deus (Ez.9:4). O selamento representa uma proteção em tempo de juízo. Quando chegar o “tempo de angústia, qual nunca houve”, o povo de Deus será salvo, “todo aquele que for achado inscrito no livro” (Dn.12:1). Apesar de não se tratar de um sinal visível, quando estudarmos o capítulo treze, veremos que haverá uma clara distinção entre os selados de Deus e os que receberão a marca da besta. Será um conflito cujos exércitos se distinguirão pelo caráter. Como aqueles “que não se macularam com mulheres” (Ap.14:4), ou seja, que permaneceram fiéis a Deus e ao puro evangelho, os cento e quarenta e quatro mil serão aqueles que o mundo reconhecerá como “seguidores do Cordeiro” (Ap.14:4): “Nisto conhecerão todos que sois Meus discípulos: se tiverdes amor uns aos outros” (Jo.13:35).
Estamos no limiar dos últimos acontecimentos que antecedem o Grande Dia do Senhor. E fiel é a promessa: “E Deus lhes enxugará dos olhos toda lágrima” (v.17). Precisamos tomar a decisão que definirá o nosso destino eterno. E o nosso tempo de decidir se chama hoje: “Hoje, se ouvirdes a Sua voz não endureçais o vosso coração” (Hb.3:15). Agora é o tempo de lavarmos as nossas vestiduras e as alvejarmos “no sangue do Cordeiro” (v.14), para muito em breve estarmos “em pé diante do Cordeiro, vestidos de vestiduras brancas, com palmas nas mãos” (v.9) louvando o Seu Santo nome. Só Jesus pode realizar esta obra, mas somente você e eu podemos anuí-la. Jesus te chama! Qual será a tua decisão?
Bom dia, lavados e alvejados no sangue do Cordeiro!
Rosana Garcia Barros
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“… e Ele saiu vencendo e para vencer” (v.2).
Com o livro em mãos, Jesus começa a abrir os selos, um por um. Cada um deles corresponde ao período profético das sete igrejas. É o conflito entre o bem e mal descrito de uma forma diferente. Veremos que o livro de Apocalipse possui símbolos diferentes para cobrir os mesmos períodos históricos, mas cada um deles apresenta novas revelações. Na abertura dos selos, veremos que os quatro primeiros possuem cavalos e cavaleiros que estão sob as ordens dos quatro seres viventes. Como mensageiros de Deus, eles deveriam cumprir a missão que lhes foi confiada.
O primeiro selo é aberto, e é visto a figura de um cavaleiro com um arco, montado em um cavalo branco, representando pureza. O cavaleiro recebeu uma coroa e foi vitorioso (v.2). Éfeso representa a igreja vitoriosa do período apostólico. E sabemos que a igreja primitiva teve um grande avanço evangelístico, pregando o evangelho a milhares de pessoas, após o Pentecostes, com o derramamento do Espírito Santo (At.1:8). É aberto o segundo selo, e o segundo ser vivente anuncia um cavaleiro com um cavalo vermelho que tiraria a paz da terra e que receberia “uma grande espada” (v.4). Este período marcou as terríveis perseguições contra os cristãos, no período profético da igreja de Esmirna, comandadas pelos imperadores romanos da época.
Na abertura do terceiro selo, o terceiro ser vivente dá a voz de ordem e surge um cavaleiro com uma balança na mão montado em seu cavalo preto. Neste selo encontramos alguns símbolos:
- O trigo, que representa a Palavra e o povo de Deus em sua pureza (Mt.13:24-30, 37, 38, 43);
- A cevada, que apesar de parecida com o trigo, era um cereal mais barato, enquanto o trigo era cereal nobre, representando a mentira com aparência de verdade;
- O azeite, que representa o Espírito Santo (Zc.4:2-6);
- O vinho, que simboliza o sangue de Cristo (Mt.26:27-29; 1Co 11:25).
Ou seja, o povo, representado pelo período da igreja de Pérgamo, estava trocando o verdadeiro (trigo) pelo falso que era muito parecido com o trigo (cevada), deixando-se contaminar com os costumes pagãos pelo fato de terem recebido uma fase de “trégua” religiosa. A Bíblia, porém, faz uma advertência para que o Espírito Santo (azeite) prossiga em Sua obra de purificação dos filhos de Deus através do sangue de Cristo (vinho). “Quando o Cordeiro abriu o quarto selo” (v.7), o quarto ser vivente falou e apareceu a figura de um cavalo amarelo com seu cavaleiro “chamado Morte” (v.8). Vimos que o período da igreja em Tiatira foi o mesmo que marcou a história deste mundo com um grande massacre: o período da Idade Média, que levou milhares de cristãos à morte. A apostasia da igreja também levou fiéis a questionarem a sua autoridade e ensinos, e, por exaltarem a Bíblia como sua única regra de fé e prática, muitos foram mortos “à espada, pela fome, com a mortandade e por meio das feras da terra” (v.8).
No quinto selo, não vemos mais cavalos e nem cavaleiros, mas as “almas daqueles que tinham sido mortos por causa da Palavra de Deus e por causa do testemunho que sustentavam” (v.9), debaixo de um altar, clamando em alta voz. Sabemos que a Bíblia se refere ao estado dos mortos como um repouso, um sono. O próprio Cristo disse que Lázaro dormia. E como aqui se refere a almas que clamam? A palavra usada para almas neste versículo é a palavra grega “psyche”, que significa “ser vivente” ou “pessoa”. Não encontraremos na Bíblia, em lugar algum, textos se referindo a almas como entidades separadas do corpo. Quanto ao altar, é uma referência ao altar de sacrifício que ficava no pátio do santuário terrestre e que tinha depositado abaixo dele o sangue dos sacrifícios (Lv.4:18, 25, 30 e 34). Portanto, esta não foi uma visão de pessoas literais num altar literal, mas uma representação dos mártires cristãos que descansaram confiantes na fiel promessa. Quando Jesus voltar, eles receberão as vestes da justiça de Cristo e com Ele viverão para sempre.
O sexto selo é aberto, então vemos os mesmos sinais referentes ao período da igreja de Filadélfia, sinais que se cumpriram de modo preciso exatamente neste período histórico:
- “e sobreveio grande terremoto” (v.12): Grande terremoto de Lisboa, em 1° de novembro de 1755;
- “o sol se tornou negro como saco de crina” e “a lua toda, como sangue” (v.12): Na Nova Inglaterra, EUA, no dia 19 de maio de 1780;
- “as estrelas do céu caíram pela terra” (v.13): Na Costa Leste dos EUA, em 13 de novembro de 1833.
E todos estes acontecimentos no mundo físico foram igualmente profetizados por Cristo, em Mateus 24:29. Portanto, amados, estamos às vésperas da abertura do sétimo selo. O sexto selo marcou, portanto, o prelúdio do tempo do fim, que culminará na volta de Cristo, quando, enfim, for aberto o sétimo e último selo. Chegará o grande Dia da ira de Deus, “e quem é que pode suster-se?” (v.17). A resposta a esta pergunta descobriremos amanhã.
Bom dia, santos do Altíssimo!
Rosana Garcia Barros
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“Digno é o Cordeiro que foi morto, de receber o poder, e riqueza, e sabedoria, e força, e honra, e glória, e louvor” (v.12).
Dando continuidade à visão anterior, João viu “um livro escrito por dentro e por fora, de todo selado com sete selos” (v.1). Na Antiguidade, o selo funcionava como uma espécie de autenticação de documento ou para lacrar cartas também. O questionamento de um anjo descrito como “um anjo forte” (v.2) e a resposta a seguir deixaram o apóstolo inconsolável. Não foi sem razão o choro de João. Este livro simbolizava a história do mundo até o tempo do fim. A possibilidade de não haver ninguém digno “de abrir o livro e de lhe desatar os selos” (v.2) o deixou sobremodo assolado, por pensar que a história da humanidade chegaria ao fim, de forma que ele “chorava muito” (v.4), até chegar “um dos anciãos” e dizer-lhe: “Não chores; eis que o Leão da tribo de Judá, a Raiz de Davi, venceu para abrir o livro e os seus sete selos” (v.5). Cristo Jesus venceu no deserto da tentação (Mt.4) e venceu na cruz (Jo.19:30) conquistando, assim, a nossa vitória.
E a visão continua apresentando “um Cordeiro como tendo sido morto” (v.6), que estava no meio do trono de Deus. A conquista de Cristo O tornou digno de advogar por nós diante do Pai. Quando João Batista avistou a Jesus vindo em sua direção, declarou: “Eis o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” (Jo.1:29). Mais uma vez, a Trindade é apresentada a João: Deus Pai (v.1), Deus Filho (v.5) e Deus Espírito Santo (v.6). Ao tomar “o livro da mão direita dAquele que estava sentado no trono” (v.7), Jesus recebeu a adoração dos quatro seres viventes e dos vinte e quatro anciãos, que prostraram-se diante dEle enquanto “entoavam novo cântico” (v.9). O cântico de triunfo celebra a vitória de Jesus, a Sua obra redentora e “o fruto de Seu penoso trabalho” (Is.53:11): “os que procedem de toda tribo, língua, povo e nação” (v.9). O desejo de Deus para Seu povo Israel (Êx.19:6) será consumado eternamente na vida dos remidos.
Quanto mais o tempo passa, as novas gerações vão adquirindo uma percepção tão estreita acerca do plano da salvação, que o fato de ter Cristo morrido por nós e ter nos comprado com o Seu próprio sangue tornou-se, para a maioria, um tema clichê. Um crucifixo, uma inscrição sobre a pele ou na roupa tem sido o bastante para declarar a sua fé. Não têm o desejo de ir a Jesus, mas “fabricam” o seu próprio salvador conforme lhes apraz. João sofreu muitíssimo diante da possibilidade de não mais poder estar com o seu Senhor e novamente reclinar a cabeça em Seu peito (Jo.21:20). Seu coração desfalecia de saudades de Jesus! Anjos e seres celestiais se prostram continuamente perante o Rei da Glória e os quatro seres viventes, sem descanso, O louvam dia e noite (Ap.4:8). O Céu se comove e exulta frente à obra da redenção! E para você? O que significa o sacrifício de Cristo?
Sete coisas foram atribuídas a Ele no cântico angelical: “o poder, e riqueza, e sabedoria, e força, e honra, e glória, e louvor” (v.12). Em Jesus há plenitude! Um Deus que Se fez servo por amor a criaturas que estavam condenadas à morte deveria ser o tema central de nossos mais profundos estudos. Porque Ele venceu, nos torna com Ele vencedores (1Co.15:57). Porque Ele vive, nos outorga a vida eterna (Jo.14:19). Porque Ele amou, nos envia o Seu Espírito para nos encher do Seu amor (Rm.5:5). Porque Ele é Santo, somos chamados a participar de Sua santidade (1Pe.1:16). Muito em breve, “toda criatura que há no céu e sobre a terra, debaixo da terra e sobre o mar, e tudo o que neles há” (v.13), irá reconhecer a Majestade de Cristo. Oxalá que façamos parte daqueles que “lavaram suas vestiduras e as alvejaram no sangue do Cordeiro” (Ap.7:14), que buscaram viver nesta terra “olhando firmemente para o Autor e Consumador da fé, Jesus” (Hb.12:2).
“Àquele que está sentado no trono e ao Cordeiro, seja o louvor, e a honra, e a glória, e o domínio pelos séculos dos séculos” (v.13) Amém!
Bom dia, resgatados pelo sangue de Cristo!
Rosana Garcia Barros
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“Santo, Santo, Santo é o Senhor Deus, o Todo-Poderoso, Aquele que era, que é e que há de vir” (v.8).
João foi chamado por Jesus a subir, entrar por “uma porta no céu” (v.1) e contemplar uma outra visão. O que João viu tornou-se para ele difícil de descrever. Ele tem a visão do trono de Deus. E a palavra trono aparece 14 vezes somente neste capítulo, deixando claro o objetivo de exaltar a Majestade dos Céus, o Rei dos reis, que de Seu trono governa todo o universo. João não encontrou palavras humanas para descrever o aspecto do Senhor e O descreveu como semelhante a pedras preciosas (v.3). O apóstolo entrou no Santuário Celeste e, ali, lhe foi revelado as coisas que deveriam acontecer. A partir dali, o discípulo começaria a contemplar de forma mais clara o destino da humanidade, o que aconteceria com relação aos períodos históricos que vimos no estudo das sete igrejas.
Além de não ter conseguido descrever com precisão a aparência do Pai, João também contemplou um arco-íris “ao redor do trono” (v.3). O primeiro arco-íris a aparecer no céu foi um sinal entre Deus os homens, um acordo de paz (Gn 9:13). É interessante observar que o arco-íris possui sete cores, o que aponta para a perfeição das promessas divinas. João também viu vinte e quatro tronos com vinte e quatro anciãos. Esses seres celestes podem indicar alguns pecadores salvos pela graça e contemplados a representar os salvos de todo o mundo. Suas coroas representam a vitória sobre o pecado, assim como os salvos, na volta de Cristo, receberão coroas e se assentarão em tronos (Ap.3:21). Estes vinte e quatro anciãos também representam os vinte e quatro turnos que existiam entre os sacerdotes no santuário terrestre, o que, mais uma vez, confirma que João estava diante de uma visão do Santuário não feito por mãos humanas (Hb.8:2).
Mais à frente, lemos sobre a visão de “sete tochas de fogo” (v.5) que ardem. No santuário terrestre havia um candelabro com sete lâmpadas que deveriam estar sempre acesas (Êx.25:31-39). Mais uma alusão à figura do santuário, que além de simbolizar a igreja de Deus, também representa o Espírito Santo (v.5). Então, conseguimos obter a presença da Trindade: a voz que é Cristo, o Pai em Seu santo trono e o Espírito Santo. Aparecem, portanto, quatro seres viventes com aparência um tanto incomum. O profeta Ezequiel teve semelhante visão desses seres com o mesmo aspecto (Ez.1:4-10): um semelhante a leão, que enfatiza o caráter real de Cristo, o Leão da tribo de Judá; outro semelhante a novilho, simbolizando a Jesus como Aquele que veio servir; ainda outro semelhante a homem, nisto confirmando Jesus como o Filho do homem; e, por fim, um semelhante à águia voando, o que nos leva ao texto de Isaías 40:31, que diz: “mas os que esperam no SENHOR renovam as suas forças, sobem com asas como águias, correm e não se cansam, caminham e não se fatigam”. A águia representa, pois, a divindade de Cristo, como o único capaz de nos dar a vida eterna. Estes seres declaram a todo o tempo que Santo é o SENHOR, de eternidade a eternidade (v.8)! E, logo depois, erguem louvor ao Deus Criador de todas as coisas (v.11).
Meus irmãos, precisamos ter a certeza de uma coisa: não estamos sozinhos neste planeta caído. Há um Deus, que do Seu trono nos promete a vida eterna. Basta apenas aceitar. Os desígnios de Deus deixados para nós são planos de amor de um Pai amoroso que em todas as coisas declara ter o desejo de muito em breve nos conceder um lugar que nos está preparado desde a fundação do mundo. Antes mesmo que Ele, como Criador, proferisse a primeira palavra para criar qualquer coisa nesta terra, como Salvador já havia traçado o plano da redenção. Ele sabia que erraríamos, que cairíamos, e ainda assim escolheu nos criar, escolheu nos amar! Ouçamos, pois, a voz dAquele que nos remiu e que nos chama, hoje, a abrirmos a porta de nossa vida para que Ele se assente no trono de nosso coração e reine soberano!
Bom dia, santos do Altíssimo!
Rosana Garcia Barros
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“Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas” (v.6).
Além de se tratar de mensagens proféticas, sem dúvida as cartas às sete igrejas da Ásia são claros recados de Deus ao Seu povo. Somos chamados a ouvir “o que o Espírito diz às igrejas” (v.6, 13 e 22).
A igreja de Sardes representa o período profético de 1517-1798 d.C. A respeito dela, Jesus declarou: “Conheço as tuas obras, que tens nome de que vives mas estás morto” (v.1). A igreja permanecia em pé, mas permitiu que a apostasia entrasse pelas portas. A sua fé estava morta e os princípios bíblicos lançados por terra. Porém, a Bíblia continua dizendo: “Tens, contudo, em Sardes, umas poucas pessoas que não contaminaram as suas vestiduras e andarão de branco junto comigo, pois são dignas” (v.4). Nesse mesmo período, homens como Lutero, Knox, Calvino, dentre outros, foram precursores do movimento de reforma que mudaria a história do cristianismo. Encontrando forte resistência por parte da igreja romana, milhares de cristãos fiéis foram perseguidos e muitos foram mortos (Dn.7:21). A promessa feita à igreja de Sardes é a garantia das vestes de justiça de Cristo e de um nome digno de ser confessado diante do Pai: “O vencedor será assim vestido de vestiduras brancas, e de modo nenhum apagarei o seu nome do Livro da Vida; pelo contrário, confessarei o seu nome diante de Meu Pai e diante dos anjos” (v.5).
O período inicial da igreja de Filadélfia marca o fim da supremacia papal, em 1798, quando terminaram os 1260 anos proféticos (Dn.7:25; Ap.12:6; 13:5), até o ano de 1844, dando fim às 2300 tardes e manhãs da profecia de Daniel 8:14. Esse período ficou assinalado pelo empenho missionário e pela divulgação e distribuição da Bíblia. “Conheço as tuas obras – eis que tenho posto diante de ti uma porta aberta, a qual ninguém pode fechar – que tens pouca força, entretanto, guardaste a Minha palavra e não negaste o Meu nome” (v.8). O movimento de Reforma ainda era tímido, mas levava avante a obra de proclamar a Palavra de Deus. Foram fundadas neste período a Sociedade Bíblica Britânica (1804) e a Sociedade Bíblica Americana (1816). Em Mateus 24:19, Jesus relatou alguns sinais que precederiam a Sua volta, sinais que foram evidenciados e registrados na História: o escurecimento do sol e a lua vermelha como sangue (19/5/1780); a queda de estrelas (13/11/1833). A palavra Filadélfia significa “amor fraternal”, o que nos leva à conclusão de que o amor era o que impulsionava os cristãos a levantarem a bandeira da verdade. Eles guardaram a Palavra de Deus e Deus também os preservaria (v.10). Logo, o amor faz toda a diferença! Quando andamos em amor, o caráter de Deus é impresso em nós e é-nos feita a promessa de que seremos colunas no Santuário de Deus, e o SENHOR mesmo gravará em nós o Seu nome e o nome da Santa Cidade, a Nova Jerusalém (v.12).
Finalmente, chegamos à última igreja, Laodiceia, que compreende o período de 1844 até a volta de Cristo. Conforme a profecia dos 2300 anos, em 1844 Jesus passou do lugar Santo para o lugar Santíssimo do Santuário Celestial, atuando como o nosso Sumo Sacerdote e dando início à fase do juízo investigativo. Jesus descreveu Laodiceia como uma igreja morna, a ponto de Lhe causar náuseas. Trata-se de um povo que se considera “rico e abastado” (v.17), como se de nada precisasse, um povo presunçoso e acomodado, porém, não sabe que é “infeliz, sim, miserável, pobre, cego e nu” (v.17). Jesus disse, contudo, que chama a atenção daqueles a quem Ele ama (v.19) e faz um convite ao arrependimento. Nós fazemos parte desta igreja profética, portanto, Jesus nos fala agora: “Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir a Minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa e cearei com ele, e ele, Comigo” (v.20). Eis que Cristo está à porta de nosso coração e bate, e bate, e bate… Você consegue ouvir? É lindo ouvir as batidas de um coração em seu ritmo constante e bombeando sangue para todo o corpo. Isto é vida! Cada batida representa um chamado de Jesus, pois Ele deseja bombear o Seu sangue purificador em todos nós. Isto é vida eterna!
E a promessa que o Senhor nos faz nestes últimos dias é esta: “Ao vencedor, dar-lhe-ei sentar-se Comigo no Meu trono, assim como também Eu venci e Me sentei com Meu Pai no Seu trono” (v.21). Permita que Jesus faça morada em seu coração! Ele te diz, hoje: “Venho sem demora. Conserva o que tens, para que ninguém tome a tua coroa” (v.11).
Feliz semana, salvos pela graça de Jesus!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Apocalipse3 #RPSP
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“Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas” (v.7)
Este capítulo apresenta as cartas às quatro primeiras igrejas de Apocalipse: Éfeso, Esmirna, Pérgamo e Tiatira. Cada uma delas representa um tempo profético na história da igreja cristã, mas também simboliza o estado espiritual do povo de Deus e a necessidade de perseverança frente às dificuldades que surgem, quer seja de cunho pessoal, quer seja coletivo.
A igreja de Éfeso ficava localizada na mais importante zona portuária da Ásia Menor, além de ser uma cidade muito conhecida por sua cultura e religião pagã. No meio desta sociedade corrompida, uma igreja cristã foi estabelecida e seu estado espiritual prefigurou a fase da igreja dos anos 31 a 100 d.C. Foi uma igreja que permaneceu firme em seus princípios e que perseverou mesmo em meio às provações. Porém, o seu zelo havia ultrapassado o amor. Na busca por fazer o que é correto, perderam de vista o principal. Precisavam redescobrir o “primeiro amor” (v.4). Jesus então lhes apresenta o caminho: “Lembra-te, pois, de onde caíste, arrepende-te e volta à prática das primeiras obras” (v.5). Quando o conhecimento da verdade é desvinculado do amor, há uma quebra da perfeita conexão. Afinal, sem amor, nada nos aproveita (1Co.13:3). Só pelo amor que “regozija-se com a verdade” (1Co.13:6), venceremos e poderemos desfrutar “da árvore da vida que se encontra no paraíso de Deus” (v.7).
A igreja de Esmirna corresponde aos anos 100 a 313 d.C. Localizada na Ásia Oriental, Esmirna era uma cidade que ficava na rota comercial marítima e seu nome significa “aroma agradável”. O título de Cristo apresentado a esta igreja é, por si só, uma declaração de amor aos Seus filhinhos que tiveram de suportar fortes tribulações e muita pobreza: “Estas coisas diz o primeiro e o último, que esteve morto e tornou a viver” (v.8). Perseguidos pelos que se declaravam judeus, intitulados por Jesus de “sinagoga de Satanás” (v.9), os fiéis de Esmirna tiveram de lidar com semelhante sofrimento pelo qual passou o próprio Salvador. Porém, o seu curto tempo de provação não seria nada comparado à gloriosa promessa: “Sê fiel até à morte, e dar-te-ei a coroa da vida” (v.10). A fidelidade não fora sempre provada ao extremo, mas a fidelidade nas pequenas coisas fortalece o espírito em doses constantes até ao tempo em que, frente à morte, a fé, a esperança e o amor prevalecem. O mais importante, no entanto, “é o amor” (1Co.13:13). O amor que nem a morte pode destruir: “O vencedor de nenhum modo sofrerá dano da segunda morte” (v.11).
Sendo a antiga capital da Ásia, a cidade de Pérgamo era um dos principais centros do paganismo, abrigando diversos templos pagãos, e representa a fase da igreja cristã do período de 313 a 538 d.C. Jesus Se apresenta como “Aquele que tem a espada de dois gumes” (v.12). Mas o que representa esta espada? O apóstolo Paulo escreveu: “Porque a Palavra de Deus é viva, e eficaz, e mais cortante do que qualquer espada de dois gumes…” (Hb.4:12). Algumas coisas são declaradas contra esta igreja: “a doutrina de Balaão” (v.14) e “a doutrina dos nicolaítas” (v.15). A história de Balaão nós conhecemos: um profeta que se deixou corromper pela recompensa de um rei pagão (Nm.22-24). Já sobre os nicolaítas não há um consenso sobre sua origem, mas o significado desta palavra de origem grega supõe que se tratasse de um povo autoritário e exclusivista. Eles precisavam retornar à Palavra, ou a própria Palavra os condenaria. Duas promessas são feitas aos fiéis desta igreja: o “maná escondido” e “uma pedrinha branca” (v.17). Ou seja, o pão do Céu e um “nome novo, o qual ninguém conhece, exceto aquele que o recebe” (v.17). Deus deseja dar de Sua provisão aos Seus filhos, e assim como mudou o nome de alguns de seus servos, Ele nos dará um novo nome que representará o que Ele realizou em nossa vida.
À igreja em Tiatira, que compreendeu a igreja de Deus do período de 538 a 1517 d.C., há uma mensagem de forte advertência. Mesmo representando uma igreja perseverante em fé, amor e serviço, foram tolerantes com a apostasia que a estava contaminando. Assim como Jezabel corrompeu o rei Acabe e todo o Israel com sua prostituição e idolatria, a igreja cristã estava sendo governada por semelhante doutrina. Mas, mesmo diante de tamanha apostasia, o Senhor convida a todos quantos desejam se manter incontaminados a conservar o que tem até que Ele venha (v.25). E aquele que não se permite ser governado pela apostasia deste mundo, Jesus mesmo prometeu dar “autoridade sobre as nações” (v.26) e “a estrela da manhã” (v.28).
Há uma recompensa real a todos que perseveram em conhecer não somente a verdade, mas que buscam o conhecimento da Palavra para conhecer o Senhor da Palavra. Lindos presentes nos aguardam no Céu! Vamos aceitá-los hoje?
Feliz sábado, herdeiros dos tesouros celestes!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Apocalipse2 #RPSP
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“Bem-aventurados aqueles que leem e aqueles que ouvem as palavras da profecia e guardam as coisas nela escritas, pois o tempo está próximo” (v.3).
Já no início, nos é mostrado o objetivo principal de Apocalipse: revelar Jesus Cristo. Não há suspense ou verdades encobertas, mas uma mensagem especialmente importante para o tempo do fim. Uma hierarquia é estabelecida: Deus deu a revelação a Jesus, Jesus a enviou “por intermédio do Seu anjo”, para notificar “ao Seu servo João” (v.1), que foi uma notável testemunha de Jesus Cristo, “quanto a tudo o que viu” (v.2). Então, uma promessa é estabelecida para com todos os “que leem e… que ouvem as palavras da profecia e guardam” o que nela está escrito (v.3). Apesar de se dirigir diretamente às sete igrejas da Ásia, veremos que estas sete igrejas representam sete fases na história do mundo até o retorno de Cristo.
Esta introdução nos revela detalhes muito importantes no plano da salvação. A Trindade Se apresenta já nos primeiros versículos: Pai, Filho (v.1) e Espírito Santo (v.4). Os “sete Espíritos” são uma referência à terceira pessoa da Trindade e podemos melhor compreender esta expressão quando lemos o que está escrito no livro do profeta Isaías: “Repousará sobre Ele [Cristo] o Espírito do Senhor, o Espírito de sabedoria e de entendimento, o Espírito de conselho e de fortaleza, o Espírito de conhecimento e de temor do Senhor” (Is 11:2). Antes mesmo da fundação do mundo, o Deus Trino já havia estabelecido o resgate dos Seus filhos, resgate este que foi prometido aos nossos primeiros pais: “Porei inimizade entre ti e a mulher, entre a tua descendência e o seu descendente. Este te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar” (Gn 3:15). Já no Éden, Satanás teve decretada a sua derrota. Cristo viria e pagaria o preço dos nossos pecados, de uma vez por todas.
Estamos a poucos passos da gloriosa promessa do grande EU SOU: “Eis que vem com as nuvens, e todo olho O verá, até quantos O traspassaram. E todas as tribos da Terra se lamentarão sobre Ele. Certamente. Amém!” (v.7). Desde então, como sacerdotes de Cristo (v.6), aguardamos a fiel promessa, assim como João a almejava. Imagino a saudade que João tinha de seu Mestre e com que profunda afeição recordava do tempo em que recostava a cabeça em Seu peito. Na ilha de Patmos, o solitário prisioneiro buscava em Cristo conforto, “no dia do Senhor” (v.10). Seus grilhões não o impediam de O adorar. Estando ali “por causa da palavra de Deus e do testemunho de Jesus” (v.9), foi surpreendido com “uma grande voz, como de trombeta” (v.10), ordenando que Ele escrevesse em livro tudo o que lhe seria mostrado e declarado.
Qual não foi a surpresa do fiel apóstolo, ali estava Jesus, não mais como o Homem de Nazaré, mas com o sublime aspecto de Sua glória celeste. A descrição verbal de João acerca de Jesus nos dá um vislumbre do que ele contemplou, uma cena tão acima de toda comparação que o fez cair “a Seus pés como morto” (v.17). A primeira mensagem que João recebeu não foi de um anjo, mas do próprio Cristo. O toque dAquele que um dia lavara seus empoeirados pés, é então sentido e a mesma voz que tanto ouvira e que abrandara o seu rude coração, foi outra vez ouvida. Despertado de seu desmaio e fortalecido pela destra de Deus, compreendeu que estava sob sua responsabilidade escrever o livro que revelaria à humanidade o perfeito cumprimento do plano da redenção.
Ao contrário do que muitos acreditam, Apocalipse não é um livro obscuro, e sim a “revelação de Jesus Cristo” (v.1), a carta de amor de Deus para todos os que creem em Cristo e amam a Sua vinda. Veremos que a própria Bíblia nos fornece o significado dos símbolos proféticos, a começar pelos “sete candeeiros de ouro” (v.12) e pelas “sete estrelas” (v.16), que significam, respectivamente, as sete igrejas da Ásia e “os anjos das sete igrejas” (v.20). Portanto, já no início, Jesus deixa bem claro que é uma mensagem que Ele mesmo deseja que a compreendamos. Esta primeira visão já nos remete à figura do santuário, mas não mais o santuário feito por mãos humanas, mas “do santuário e verdadeiro tabernáculo que o Senhor erigiu, não o homem” (Hb.8:2).
Jesus nos convida, a partir de hoje, para entrarmos com Ele no Santuário Celeste e contemplarmos, pela fé, as cenas que nos mostram o perfeito cumprimento das promessas divinas. Você está disposto a aceitar este convite? Então, em espírito de oração, busquemos do alto sabedoria e coração puro para ler, ouvir e guardar tudo o que o Senhor nos deixou revelado.
Bom dia, bem-aventurados!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Apocalipse1 #RPSP
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