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“Mal acabara de falar, chegavam os filhos do rei e, levantando a voz, choraram; também o rei e todos os seus servos choraram amargamente” (v.36).
Após a morte do primogênito de Bate-Seba e o nascimento de Salomão, o mal começou a manifestar os seus efeitos na família de Davi. Entre os costumes pagãos que Israel havia adquirido, certamente a poligamia era um dos piores. Arriscar-se por este terreno era a causa dos piores conflitos, e, mediante o exemplo dos pais, os filhos recebiam uma influência praticamente irresistível.
Davi tinha muitas mulheres e concubinas, e delas teve muitos filhos. Havia rivalidade entre os irmãos, principalmente quanto à sucessão da coroa. Sendo também um estrategista político, alguns casamentos de Davi foram oriundos de acordos de paz com outros reinos; o que tornava ainda mais difícil a convivência em família e a instrução religiosa. Suas esposas traziam consigo uma carga de paganismo que, inevitável ou propositadamente, era transmitida a seus filhos.
Diante de tal realidade, Davi teve de colher as terríveis consequências de suas escolhas feitas sem a aprovação de Deus. É triste saber que inocentes sofrem pela imprudência ou pela maldade de outros. Os nossos erros, por ação ou omissão, sempre terão um impacto direto ou indireto na vida de outros. Creio que não haja uma violência pior para uma mulher do que um estupro. A beleza de Tamar tornou-se a obsessão de Amnom, que, dando ouvidos a um conselheiro malicioso, arruinou a pureza de sua meio-irmã e assinou o seu próprio atestado de óbito.
Os rogos e comovente apelo de Tamar não foram suficientes para aplacar o agressivo desejo carnal de Amnom. Mas conquanto a tivesse desejado antes, após o ato, “maior era a aversão que sentiu por ela” (v.15). Naquela situação vexatória, Tamar foi acolhida por Absalão, que, diante da omissão de Davi, aguardou friamente o tempo certo para vingar a desonra de sua irmã. Neste caso, acima de ser um rei, Davi era pai, e o seu silêncio quanto ao sofrimento da filha e quanto ao crime de seu filho lhe custou a morte deste e a fuga de Absalão.
Como bem escreveu o apóstolo Paulo, vivemos em “tempos difíceis” (2Tm.3:1). Assim como a poligamia era uma estratégia maligna para destruir as famílias, hoje, o adultério, o divórcio, as uniões abomináveis (Leia Lv.18:22-23; Rm.1:24-27) são os meios que Satanás tem usado para o mesmo fim. Assim como “Jonadabe era homem mui sagaz” (v.3), há um inimigo mui sagaz, com milênios de experiência em “roubar, matar e destruir” (Jo.10:10). Portanto, amados, diante de sugestões malignas, “não faças tal loucura” (v.12).
E se você já foi vítima da maldade alheia, “não se angustie o teu coração por isso” (v.20). Ainda que neste mundo você só tenha encontrado quem lhe fechasse a porta, Jesus lhe diz, hoje: “Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir a Minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa e cearei com ele, e ele, Comigo” (Ap.3:20). Aceite o Seu convite de amor e você terá um final feliz! Vigiemos e oremos!
Bom dia, alvos da graça redentora de Cristo!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #2Samuel13 #RPSP
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“Então, o furor de Davi se acendeu sobremaneira contra aquele homem, e disse a Natã: Tão certo como vive o Senhor, o homem que fez isso deve ser morto” (v.5).
Sentindo-se aliviado, Davi pensou que seu pecado jazia no túmulo de Urias. Casar-se com a viúva poderia ter sido considerado como um ato de piedade à vista do povo, mas aos olhos de Deus Davi havia cometido uma grande maldade que resultaria em consequências desastrosas para ele e para sua família.
“O Senhor enviou Natã a Davi” (v.1). Através de uma espécie de parábola, o profeta relatou o pecado do rei. Entendendo que se tratava de fatos reais, Davi ficou furioso e prontamente decretou a sentença de morte ao transgressor. Mal sabia ele que como Urias carregou nas mãos o seu julgamento injusto, ele estava proferindo o seu merecido juízo.
Após ouvir as palavras do Senhor através de Seu profeta, nada mais tinha a discorrer, a não ser: “Pequei contra o Senhor” (v.13). O diferencial na vida de Davi era justamente um coração humilde para reconhecer os seus erros e disposto a ser mudado. E diante de qualquer possibilidade de mudança e transformação, há um rio de graça a fluir do trono da Majestade dos Céus a nos comunicar: “Também o Senhor te perdoou o teu pecado; não morrerás” (v.13).
Mas assim como colhemos os frutos de suas devidas árvores de origem, não é diferente com as escolhas que fazemos na vida. Davi teria de lidar com as consequências de suas quedas. E, infelizmente, os mais prejudicados são os que mais amamos. A perda de seu filhinho, porém, não lhe roubou a fé em um Deus que é justo e misericordioso. O nascimento de Salomão foi a resposta de amor do Senhor: “e o Senhor o amou” (v.24).
Por mais que tenhamos de sofrer os efeitos de nossos pecados, Jesus nos oferece o Seu perdão e a certeza de que Ele já recebeu em nosso lugar o salário do pecado. Se Ele, porém, nos poupasse de sentir a dor das consequências, não conseguiríamos mensurar o quanto o pecado é nocivo e nem sentiríamos a necessidade de um Salvador. Se a resposta ao teu jejum e oração não aconteceu como você esperava, não pense que o Senhor não te perdoou, mas, como Davi, levante-se, tire as suas vestes de pranto e adore ao Senhor que deseja lhe salvar.
Assim como Jedidias significa “amado do Senhor”, pela fé, escute Jesus a lhe dizer hoje: Tu és meu (a minha) Jedidias! Vigiemos e oremos!
Bom dia, amados do Senhor!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #2Samuel12 #RPSP
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“Uma tarde, levantou-se Davi do seu leito e andava passeando no terraço da casa real; daí viu uma mulher que estava tomando banho; era ela mui formosa” (v.2).
No tempo em que deveria estar liderando o exército de Israel em batalha, Davi escolheu permanecer no conforto de seu palácio. E enquanto seus valentes lutavam, ele dormia e passeava pelo terraço de sua imponente morada. Dali, Davi avistou uma cena que lhe encheu os olhos e turbou os sentidos. E chamando uns mensageiros, os enviou a chamar aquela que tornou-se alvo de seu obstinado desejo.
Bate-Seba não tinha a opção de rejeitar o capricho do rei, e após ser vítima da ambição sensual de Davi, foi mandada para casa como se nada houvesse acontecido. O pecado, porém, sempre manifesta suas consequências, ainda que a curto ou longo prazo. A gravidez inesperada precisava ser ocultada e Urias foi chamado para assegurar isso. Mas o que Davi não previa, aconteceu; que aquele homem íntegro permaneceria fiel ao posto de seu dever.
Frustrado o seu primeiro plano, Davi partiu para o plano B, enviando pelas mãos do inocente a sua sentença de morte. Morto Urias, Davi se casou com a viúva. “Porém isto que Davi fizera foi mau aos olhos do Senhor” (v.27). O pecado acariciado tem sua raiz no ócio. Ao negligenciar sua função de liderar Israel em batalha, Davi colocou-se em situação vulnerável. Permitiu que seus sentidos fossem dominados pelo prazer de satisfazer os seus desejos.
Nas palavras de Cristo podemos identificar o que foi amortecido na vida de Davi: “Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; o espírito, na verdade, está pronto, mas a carne é fraca” (Mt.26:41). Ao contrário de Urias, Davi abandonou o posto de seu dever e se permitiu ser governado pela concupiscência da carne. Não devemos dar lugar à tentação e nem achar que somos fortes o bastante para resistirmos à ela. Nesta guerra santa, a nossa salvação não está na segurança do palácio, mas no calor das trincheiras.
Este episódio na vida de Davi nos faz lembrar de que ninguém está imune. Todos os dias o pecado jaz à porta, aguardando uma só oportunidade de concluir a sua desgraça. Ele só terá sucesso a depender de nossas escolhas. Aonde estamos neste momento? Na zona de conforto, ou lutando com nossos irmãos? Eia, amados! Eis que o Senhor nos oferece a Sua infalível armadura (Ef.6:10-18)! Vigiemos e oremos!
Bom dia, soldados do exército de Cristo!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #2Samuel11 #RPSP
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“Sê forte, pois; pelejemos varonilmente pelo nosso povo e pelas cidades de nosso Deus; e faça o Senhor o que bem Lhe parecer” (v.12).
A cada mudança de dinastia, havia um momento de incerteza entre as nações. Os acordos que dantes eram de paz podiam ser revogados, e conflitos intermitentes podiam chegar ao fim. Até então, Davi mantinha uma convivência pacífica com os amonitas, e procurou assegurar ao rei sucessor de Amom que continuaria assim.
“Mas os príncipes dos filhos de Amom” (v.3) convenceram Hanum de que os consoladores não passavam de impostores que estavam buscando espiar a terra para destruí-la. E diante daquela ameaça, o rei amonita submeteu os embaixadores de Davi ao vexame de terem parte de seu rosto e nádegas descobertos, o que era uma grave ofensa. A não ser por questões de saúde ou de cerimônia de purificação, os homens de Israel conservavam suas barbas crescidas e bem asseadas.
Quando Davi soube do ocorrido, acendeu-se-lhe a ira, enviando “contra eles a Joabe com todo o exército de valentes” (v.7). Mesmo que cercados pelos inimigos, Joabe e seu irmão avançaram estrategicamente com base em dois fundamentos: confiança em Deus, “faça o Senhor o que bem Lhe parecer” (v.12); e, cooperação, “Se os siros forem mais fortes do que eu, tu me virás em socorro; e, se os filhos de Amom forem mais fortes do que tu, eu irei ao teu socorro” (v.11).
Nas palavras do Senhor a Moisés encontramos um princípio divino ativo e recorrente em todos os tempos: “como, pois, não temestes falar contra o Meu servo, contra Moisés?” (Nm.12:8). Se falar mal de um servo de Deus já Lhe provoca a ira, que dirá submetê-lo à vexame? O Senhor diz aos Seus servos: “O mau, é evidente, não ficará sem castigo” (Pv.11:21); e, “A Mim Me pertence a vingança; Eu é que retribuirei, diz o Senhor” (Rm.12:19).
Os amonitas e os siros representam “os dominadores deste mundo tenebroso… as forças espirituais do mal” (Ef.6:12), que covarde e constantemente nos expõem a nossa condição vexatória como sendo imutável. Mas assim como a barba cresce e as vestes podem ser restauradas, podemos crescer em graça e ser restaurados por nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. Há uma obra de confiança e cooperação a ser realizada todos os dias. É um trabalho unido a Deus e ao próximo que nos levará à vitória final.
De mãos dadas com o Senhor, nossas mãos estarão estendidas para os nossos irmãos e, assim, iremos juntos para Casa. Vigiemos e oremos!
Bom dia, cooperadores de Deus!
Desafio da semana: Mantenha com você uma folha de papel em branco ou um caderninho, e, todas as vezes que for tentado a pensar ou falar mal de alguém, escreva uma qualidade desta pessoa. Você ficará surpreso com os resultados deste simples exercício.
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #2Samuel10 #RPSP
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“Morava Mefibosete em Jerusalém, porquanto comia sempre à mesa do rei. Ele era coxo de ambos os pés” (v.13).
Após certificar-se de que não poderia construir um templo ao Senhor, Davi cuidou da segurança e do desenvolvimento da nação, ampliando as fronteiras de Israel através das vitórias contra os povos pagãos que ainda habitavam em Canaã. Lembrando-se da aliança feita com Jônatas, cuidou de investigar se ainda restava alguém da família de Saul para que pudesse usar de misericórdia para com ele, por amor de seu saudoso amigo.
Tomando conhecimento da existência de um filho de Jônatas, mandou chamá-lo à sua presença. Na condição em que se encontrava e pelas circunstâncias que lhe pareciam desfavoráveis, aquela deve ter sido a pior viagem da vida de Mefibosete, ou até mesmo a única viagem, tendo em vista a sua deficiência, pois era “aleijado de ambos os pés” (v.3). E diante do rei que era alvo da obstinada perseguição de seu avô, Mefibosete se prostrou “com o rosto em terra” (v.6), aguardando uma provável sentença de morte.
Qual não foi a sua surpresa, quando percebeu na voz daquele que julgava ser o autor de uma vingança, a doçura de quem lhe ditava o seu próspero e tranquilo futuro. Julgando-se “um cão morto” (v.8), foi elevado à condição de “um dos filhos do rei” (v.11). Este memorável episódio, através da atitude de Davi, da reação de Mefibosete e da graça a ele estendida, me fez lembrar da parábola das bodas. Diante da renúncia dos convidados, “o dono da casa disse ao seu servo: Sai depressa para as ruas e becos da cidade e traze para aqui os pobres, os aleijados, os cegos e os coxos” (Lc.14:21).
Muitos têm escutado o convite de graça de Cristo: “Vinde, porque tudo já está preparado” (Lc.14:17), mas as suas prioridades deixam bem clara a rejeição. Notem a ordem de prioridades de Davi: primeiro Deus; segundo, sua família e povo; terceiro, cumprimento de suas responsabilidades. É quando há uma quebra ou desordem neste sentido, que passamos a viver confortavelmente perdidos. Não é no estado de guerra que estamos em maior perigo, mas na segurança da letargia.
Enquanto muitos que professam cristianismo estão a elevar suas obras como aparentes bênçãos, esquivando-se do chamado do Espírito Santo, os que se julgam a si mesmos “cães mortos” estão sendo preparados para comer sempre à mesa do Rei dos reis. Pois “quem a si mesmo se exaltar será humilhado; e quem a si mesmo se humilhar será exaltado” (Mt.23:12). Assim como Davi teve compaixão de Mefibosete por amor de Jônatas, naquele Grande Dia o Senhor terá compaixão de muitos por amor daqueles que por eles intercederam. Portanto, vigiemos e oremos não somente por nós mesmos, mas também por aqueles que amamos!
Bom dia, filhos do Rei dos reis!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #2Samuel9 #RPSP
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“Davi pôs guarnições na Síria de Damasco, e os siros ficaram por servos de Davi e lhe pagavam tributo; e o Senhor dava vitórias a Davi, por onde quer que ia” (v.6).
De pastor de ovelhas a guerreiro vitorioso, Davi multiplicou suas conquistas bélicas sob a bandeira infalível: “e o Senhor dava vitórias a Davi, por onde quer que ia” (v.14). Filisteus, siros, moabitas, e as demais nações impenitentes tiveram de submeter-se ao jugo de Davi “e lhe pagavam tributo” (v.2). Entretanto, tudo o que recebia, Davi consagrava ao Senhor.
Além de instrumento de juízo aos povos pagãos, Davi também atuava como juiz em Israel. Mas seu reinado não era estabelecido apenas em sua própria figura. Havia uma espécie de cúpula que o auxiliava na administração da nação, sendo que “seus filhos eram seus ministros” (v.18). Assim, Davi ganhou renome, de forma que prosseguia com paciência na tentativa de expandir os limites de Israel.
Quando a guiar suas ovelhas pelos pastos das campinas; ao afugentar um animal selvagem; quando dedilhava sua harpa sob as copas das árvores, o filho mais novo de Jessé não imaginava que o Senhor o elegeria príncipe sobre o Seu povo. Este mesmo desconhecimento parte de muitos sobre quem o Senhor despende seus talentos. E como foi com Davi e com os dois servos fiéis da parábola (Mt.25:14-30), estes estão a multiplicar os rendimentos dados pelo Céu.
No emaranhado deste grande conflito, não são as disputas políticas, sociais ou religiosas que encerrarão o tempo de graça que ainda nos é estendido. Temos uma parte a desempenhar na luta contra o pecado, mas nenhum esforço humano desligado do poder divino obterá a vitória. Somente por meio de Cristo, de Sua perfeita vitória, podemos ser bem sucedidos por onde quer que formos. Consagre-se ao Senhor, agora! E você vencerá um dia de cada vez as batalhas que estão lhe preparando para o Dia do derradeiro triunfo. Vigiemos e oremos!
Feliz semana, vencedores em Cristo!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #2Samuel8 #RPSP
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“Sê, pois, agora, servido de abençoar a casa do Teu servo, a fim de permanecer para sempre diante de Ti, pois Tu, ó Senhor Deus, o disseste; e, com a Tua bênção, será, para sempre, bendita a casa do Teu servo” (v.29).
Os anos que antecederam a monarquia de Davi foram conturbados e desafiadores. Severamente perseguido, andava pelas montanhas e desertos desviando-se da fúria de Saul e usando de estratégias para assegurar a sua vida e de seus valentes em terras inimigas. Foi quando se deu por apercebido de sua situação confortável, “habitando o rei Davi em sua própria casa” (v.1), que a visão da tenda de Deus pareceu-lhe um grande descaso.
Chamando o profeta, segredou-lhe o seu desejo e logo foi animado a concretizar o que estava em seu coração. Natã, porém, agiu precipitadamente ao dar o aval de algo que não lhe competia. E, “naquela mesma noite” (v.4), o Senhor lhe falou, com declarações fortes e esclarecedoras. O desejo de Davi podia ser sincero e cheio de boas intenções, mas não correspondia aos planos de Deus. Seu filho Salomão, e não ele, edificaria o primeiro templo e a profecia messiânica confirmaria o seu trono para sempre.
A oração de Davi revela um espírito humilde e submisso, sempre pronto para aceitar a soberania divina. Sua posição e eleição não lhe foi de proveito para se impor como senhor da razão. Era consciente de sua responsabilidade como rei sobre Israel, contudo, ainda mais consciente de seu dever como servo de Deus. Dotado de talento musical e poético, ensinou a nação que a oração não é feita simplesmente de palavras, mas do privilégio de render ações de graças ao “Deus de Israel” (v.27).
Nem sempre as nossas melhores intenções estão em comum acordo com a vontade de Deus. Deve haver perfeita harmonia da ação divina com o esforço humano. Deus espera que possamos desempenhar um papel ativo na Terra, um papel que nos edifique e eleve à estatura de filhos da luz. Mas jamais este papel deve ultrapassar ou ignorar o irrevogável “Assim diz o Senhor” (v.5).
Creio que muitos de nós precisamos urgentemente rever os nossos conceitos religiosos e considerar com mais atenção o que está escrito: “as Tuas palavras são verdade” (v.28). Como foi para Davi, que todas estas palavras sejam instrução para nós também e uma bênção para o nosso lar a fim de que permaneça para sempre diante do Senhor. Vigiemos e oremos!
Feliz sábado, servos do Deus Altíssimo!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #2Samuel7 #RPSP
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“Assim, Davi, com todo o Israel, fez subir a arca do Senhor, com júbilo e ao som de trombetas” (v.15).
O transporte da arca da aliança para Jerusalém foi transformado em uma grande festa. Davi, juntamente com todo o povo, seguiam com danças e toda sorte de instrumentos. Fora aparelhado um carro novo e todas as providências pareciam evidenciar um momento sagrado e aprovado por Deus. Contudo, todas as danças e cânticos foram cessados quando presenciaram a consumação da ira de Deus.
Uzá não era ignorante quanto à instrução acerca do transporte da arca. Ninguém, ao não ser os sacerdotes, era autorizado a tocá-la ou carregá-la. Havia um limite muito claro e ele foi ultrapassado. Por mais que a aparência daquela jornada fosse de um culto feliz e vibrante, aquela não era a forma escolhida por Deus. Os filhos de Israel precisavam aprender a fazer diferença entre o santo e o comum, e o santuário e o que nele continha os ensinava nesse sentido.
Obede-Edom e sua família foram ricamente abençoados pela presença da arca em sua casa. Certamente, eles tomaram todo o cuidado para respeitar os limites estabelecidos por Deus, e foram recompensados por isso. Apesar da tragédia inicial, esta notícia encheu novamente de esperança o coração de Davi, que prontamente tornou a trazer a arca, mas, desta vez, respeitando a Palavra do Senhor. Sua devoção e grande alegria foram interpretadas por Mical como uma atitude insana para um rei. Mas a sua resposta à sua esposa insatisfeita deixou bem clara a intenção de Davi: agradar ao Senhor.
Amados, este episódio nos ensina que sensação de alegria e aparência de santidade não são requisitos de verdadeira adoração. Se estava escrito como a arca deveria ser transportada, cumpria a Davi ter obedecido e a Uzá ter temido fazer o que não lhe era permitido. Que parte do “Certamente morrereis” ainda não compreendemos? O Senhor nos deixou limites justamente para nos livrar do salário do pecado. E Ele jamais teria ferido a Uzá se ainda houvesse uma fagulha sequer de possibilidade de salvá-lo.
A verdadeira adoração consiste em adorarmos o Senhor como Ele deseja que O adoremos, ainda que sejamos desprezados por isso. Enquanto Davi representa o verdadeiro adorador, que se alegra no Senhor e em fazer a Sua vontade, Mical representa o falso adorador, ocupado apenas em censurar aquele que deseja abençoá-lo. A vitória de Jesus na cruz garantiu a bênção do Senhor a você “e a toda a sua casa” (v.11). Não despreze tamanho privilégio! E lembre-se: adorar não consiste em cerimônias bonitas, mas em humilhar-se perante Aquele “que Se assenta acima dos querubins” (v.2). Vigiemos e oremos!
Bom dia, verdadeiros adoradores!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #2Samuel6 #RPSP
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“Ia Davi crescendo em poder cada vez mais, porque o Senhor, Deus dos Exércitos, era com ele” (v.10).
Tão logo morreu Isbosete, Davi foi proclamado e ungido rei sobre Israel. Era de trinta anos quando começou a reinar. Apesar de jovem, Davi demonstrou grande fé e coragem. Nos pastos a defender suas ovelhas de leões e ursos; no vale de Elá diante do gigante Golias; nos desertos mostrando a Saul que o perigo que o ameaçava era o seu próprio coração; nas frentes de batalha sob a bandeira do Senhor dos Exércitos; Davi mostrou que não andava só, mas o Senhor era com ele.
Foi um rei tão marcante que nunca houve outro que fosse tão aclamado em Israel. De sua casa sairia a linhagem do Messias. O fato de Davi ter reconhecido que Deus havia confirmado o seu trono, revelava o seu desejo em ser guiado por Ele. Será que este mesmo desejo move o meu e o seu coração? “Davi consultou ao Senhor, e Este lhe respondeu” (v.23). Notem que havia um diálogo. Havia um relacionamento entre Davi e o Senhor. É quando não há esse relacionamento, que passamos a viver na ilusão da auto-suficiência, ignorando as palavras de Cristo: “sem Mim nada podeis fazer” (Jo.15:5).
Ao aceitarmos a Deus como o Senhor de nossas vidas, Ele rompe marcha à frente de nossas batalhas e nos diz: “Sê forte e corajoso, não temas e nem te espantes” (Js.1:9), porque, de agora em diante, as tuas batalhas são Minhas! Jesus disse quem faz parte do povo cujo Deus é o Senhor: “Nem todo aquele que Me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de Meu Pai, que está nos céus” (Mt.7:21).
Amados, estamos tão perto de entrar em Sião, mas não mais para tomá-la à força e nem para estabelecer um reino corruptível, mas para recebê-la por herança como um reino eternamente estabelecido. Não mais a Cidade de Davi, mas a Cidade de Deus, “a santa cidade, Jerusalém” (Ap.21:10). Enquanto aguardamos, cumpre-nos buscar viver em conformidade com a vontade de Deus. “Pois esta é a vontade de Deus: a vossa santificação” (1Ts.4:3). “Santifica-os na verdade; a Tua palavra é a verdade” (Jo.17:17). Continuemos sendo reavivados e santificados pela Palavra, e certamente, como Davi, continuaremos “crescendo em poder cada vez mais, porque o Senhor, Deus dos Exércitos” é conosco.
Vigiemos e oremos!
Bom dia, filhos obedientes do Senhor!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #2Samuel5 #RPSP
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“Indo Recabe e Baaná, filhos de Rimom, beerotita, chegaram à casa de Isbosete, no maior calor do dia, estando este a dormir, ao meio-dia” (v.5).
Isbosete ficou sabendo da morte de Abner e ficou apavorado. E não só ele, como todo o Israel percebeu que após a morte de Abner era só uma questão de tempo para que Davi estabelecesse o seu trono de uma vez por todas. Mas, a serviço de Isbosete, também havia mais dois “capitães de tropas; um se chamava Baaná, o outro, Recabe” (v.2). Daí, parece que a história é interrompida no verso quatro. Uma pausa para falar sobre Mefibosete, filho de Jônatas, que ficou manco quando era apenas uma criança.
Continuando o capítulo, aqueles dois capitães, como que apenas entrando na casa do filho de Saul para buscar alimento, mataram Isbosete, “estando este a dormir ao meio-dia” (v.5), cortaram sua cabeça e a levaram até Davi, como se fosse um tipo de troféu. Se ele tanto sofreu com a morte de Abner, imagina com a morte de um dos filhos de Saul e irmão de seu amável amigo Jônatas? E assim como fez com o portador de notícias acerca da morte de Saul, o fez também àqueles capitães. A recompensa que receberam por aquele troféu macabro foi a morte.
Diante do perigo que o cercava, dormir “no maior calor do dia” (v.5) era como um atentado contra a própria vida. Isto não exime, de forma alguma, a culpa dos assassinos, mas nos deixa uma advertência que Jesus insistiu em repetir:
“Portanto, vigiai, porque não sabeis em que dia vem o vosso Senhor” (Mt.24:42). Ora, o que faz um vigia? Primeira coisa e mais importante: ele fica acordado. “Ficai também vós apercebidos” (Mt.24:44).
Na parábola das dez virgens, cinco eram néscias e cinco eram prudentes. Percebam que na parábola todas acabam dormindo. Porém, ao ouvirem que o noivo havia chegado, as prudentes prontamente preparam suas lâmpadas com o azeite adicional e seguem à festa de casamento. Enquanto que as néscias acabam com a lâmpada apagada e ficam de fora das bodas.
A nossa preparação, meus irmãos, é pessoal. Assim como as virgens prudentes não podiam encher de azeite as lâmpadas das néscias, também não podemos ser segurança de salvação para ninguém, e ninguém pode ser a nossa. É por isso que Cristo terminou a parábola com uma advertência no singular: “Vigiai”! (Mt.25:13). Baaná e Recabe foram à presença de Davi crentes de que tinham realizado um grande feito ao tirar a vida de Isbosete, e Davi os condenou à morte. As virgens néscias, mesmo com lâmpadas apagadas foram à presença do Noivo acreditando que Ele as receberia, e dEle ouviram: “Em verdade vos digo que não vos conheço” (Mt.25:12).
Se você permanecer em Cristo através da Palavra, estudando as Escrituras e orando por discernimento, com certeza, ainda que esteja enfrentando o pior calor da sua vida, ainda que os problemas estejam lhe queimando como o sol de meio-dia, quando vier o Noivo, e toda a Sua comitiva de anjos aos milhares, a sua lâmpada brilhará em meio às trevas e iluminará o seu caminho rumo à festa eternal! “Pelo que diz: Desperta, ó tu que dormes… e Cristo te iluminará. Portanto, vede prudentemente como andais, não como néscios… mas procurai compreender qual a vontade do Senhor” (Ef.5:14, 15 e 17). Vigiemos e oremos!
Bom dia, vigilantes do Senhor!
Rosana Garcia Barros
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