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“Houve, em dias de Davi, uma fome de três anos consecutivos. Davi consultou ao Senhor, e o Senhor lhe disse: Há culpa de sangue sobre Saul e sobre a sua casa, porque ele matou os gibeonitas” (v.1).
No tempo em que Josué liderava Israel na conquista de Canaã, um dos povos daquela região usou de estratagema enviando uns de seus homens como embaixadores de uma terra distante. Mesmo tendo sua farsa descoberta, Josué já tinha firmado com os gibeonitas um acordo de paz, e estes passaram a habitar no meio de Israel como escravos. Saul, porém, quebrou o juramento ao tentar destruí-los, causando grande dano aos homens de Gibeão.
Ao atribuir à casa de Saul a culpa de sangue pela morte dos gibeonitas, o Senhor confirmou a maldade que se estendeu pelas gerações dos filhos do primeiro monarca de Israel. Ao contrário de Saul, Davi mostrou lealdade à aliança feita entre ele e Jônatas perante o Senhor, ao poupar a vida de Mefibosete. Mas aqueles sete homens representam “a iniquidade dos pais nos filhos até à terceira e quarta geração” (Êx.20:5). Não se trata de uma transferência de responsabilidade, e sim de influência. Pois “o filho não levará a iniquidade do pai, nem o pai, a iniquidade do filho” (Ez.18:20).
A influência doméstica tem um papel fundamental na construção do caráter dos filhos. Isto contribui, em pesada medida, na formação moral e espiritual das futuras gerações. Como mãe, Rispa passou por um sofrimento difícil de exprimir em palavras. Como quem guarda um importante tesouro, guardou com bravura os corpos de seus filhos até que pudesse vê-los saindo dali para um sepultamento digno. E se os valentes de Davi não tivessem zelado pela vida do rei, ele seria o próximo a ser chorado em Israel.
Pior do que gigantes guerreiros, há um gigante que homem algum consegue tombar: a morte. Mas um dia, uma mãe também chorou muito diante da morte injusta de seu Filho. Ele sim não merecia nenhuma condenação. E num madeiro, Jesus venceu a morte para nos ofertar a vida. Quer você ver quebradas as maldições hereditárias e receber dos céus chuvas de bênçãos? Saiba que maior do que o poder da influência humana é o poder da redenção em Cristo Jesus. Aceite, hoje, o presente da graça!
Vigiemos e oremos!
Feliz sábado, alvos da graça de Deus!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #2Samuel21 #RPSP
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“Eu sou uma das pacíficas e das fiéis em Israel; e tu procuras destruir uma cidade e uma mãe em Israel; por que, pois, devorarias a herança do Senhor?” (v.19).
Havia uma clara indisposição dos homens de Benjamim para com Davi devido à coroa ter sido retirada desta tribo. Após a maldição de Simei, surgiu a sedição de Seba, que causou uma grande divisão entre os filhos de Israel. Mas outras questões ainda inquietavam a Davi, como o destino das concubinas que haviam sido violadas por Absalão e as questões que envolviam a organização da nação. Tendo em vista o contexto daquele período, Davi foi misericordioso ao conceder asilo às concubinas “até ao dia em que morreram” (v.3).
Pelo que parece, o rei começou a evitar qualquer tipo de contato direto com Joabe. Primeiro, deu uma ordem a Amasa, e, depois, a Abisai, desconsiderando o poder de liderança de seu primeiro comandante. Esta indiferença, no entanto, só fortaleceu a obstinação de Joabe em readquirir o posto de seu dever. Por possuírem grau de parentesco, mesmo a espada na mão de Joabe não despertou desconfiança no vagaroso Amasa, que recebeu o beijo da morte.
Ainda decidido a provar para Davi a sua firme lealdade, Joabe prosseguiu em perseguir a Seba, ainda que tivesse de destruir uma cidade inteira que insistisse em abrigá-lo. Existem muitos personagens bíblicos que, apesar de não terem seus nomes revelados, se destacam por suas atitudes acertadas. A “mulher sábia” (v.16), por exemplo, conseguiu convencer o poderoso comandante a recuar de seu desígnio e o povo a fazer justiça, usando apenas palavras bem escolhidas.
Dentre as coisas que a Bíblia classifica como abominações diante de Deus, uma delas ganha destaque no livro de Provérbios: “Seis coisas o Senhor aborrece, e a sétima a Sua alma abomina… o que semeia contendas entre irmãos” (Pv.6:16 e 19). Como instrumento de Satanás, Seba andava por todo o Israel roubando os corações para o seu ambicioso propósito. Hoje, muitos têm usado as ferramentas da tecnologia para avançar no mesmo sentido. Mas, assim como Seba, “o homem de Belial, o homem vil, é o que anda com a perversidade na boca… Pelo que a sua destruição virá repentinamente” (Pv.6:12 e 15).
A nossa segurança não deve estar firmada em pessoas, ainda que estas não despertem desconfiança. Pois como Joabe agiu de forma traiçoeira para com Amasa, mesmo entre irmãos (ou principalmente entre irmãos), surgem más inclinações que só o Senhor consegue discernir. A nossa edificação deve estar sobre o inabalável fundamento do “está escrito” (Mt.4:4). Pois o próprio Jesus nos assegurou: “Todo aquele, pois, que ouve estas Minhas palavras e as pratica será comparado a um homem prudente que edificou a sua casa sobre a rocha” (Mt.7:24).
Sendo a Bíblia o nosso manual de fé e prática, o Senhor nos dará a sabedoria para a nossa salvação e da “herança do Senhor” (v.19). Vigiemos e oremos!
Bom dia, sábios de Deus!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #2Samuel20 #RPSP
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“Com isto moveu o rei o coração de todos os homens de Judá, como se fora um só homem, e mandaram dizer-lhe: Volta, ó rei, tu e todos os teus servos” (v.14).
Desnorteado pela morte de mais um filho, Davi entregou-se ao luto. Apesar da vitória conquistada, a reação do rei fez cair sobre o povo o medo da retaliação pela morte de Absalão. O conselho de Joabe, ainda que desprovido de sentimentos, despertou Davi para perceber a influência de sua prostração sobre àquela gente.
O desafio de Davi seria conquistar novamente o coração daqueles que haviam se aliado a Absalão, a começar pelos líderes espirituais e políticos de Judá, além de instituir a Amasa como comandante de seu exército em lugar de Joabe, provavelmente pela mágoa deste ter sido o responsável pela morte de seu filho. Mas mostrou misericórdia frente ao pedido de Simei, jurando preservar-lhe a vida, e buscou agir com bondade e justiça para com Mefibosete diante da dúbia situação que envolvia este e Ziba.
Era um momento de tomar decisões acertadas, e creio que não foi fácil para Davi fazer isso mediante a tristeza que guardava em seu coração. O encontro com Barzilai foi para ele como um oásis no deserto. Ver aquele homem que um dia lhe foi como um anjo de Deus iluminou o seu coração. A humilde renúncia de Barzilai ao presente de gratidão de Davi foi revertida em um pedido de beneficência para Quimã, que foi levado para Jerusalém com o mesmo apreço que seria ofertado ao seu benfeitor.
Os homens de Judá e os homens de Israel terminaram com uma tola discussão acerca de quem seria mais digno de acompanhar o retorno de Davi. Não fomos chamados por Deus, amados, para viver um jogo de intrigas e comparações na seara do Senhor. O conflito já é grande o suficiente para que o tornemos ainda mais pesado com questões egoístas e disputas entre irmãos. Como corpo de Cristo, o nosso chamado consiste em uma entrega a Deus para que o Espírito Santo nos conceda os Seus dons “como Lhe apraz, a cada um, individualmente” (1Co12:11). Portanto, exigir que o outro faça o que você faz não é cristão e não é bíblico.
Percebemos em toda a trama de acontecimentos o quanto o mal segue uma sequência trágica e destrutiva. Mesmo os pecados secretos possuem uma influência capaz de transmitir uma atmosfera de maldição que não se pode mensurar. Seus efeitos são progressivos e não escolhem a quem prejudicar, atingindo inclusive o inocente. Não me refiro aqui ao quesito salvação, pois “a alma que pecar, essa morrerá” (Ez.18:4). Mas à degeneração causada pela doença chamada pecado.
Como Barzilai, sejamos, pois, um alento uns para os outros, sem desejar nada em troca para benefício próprio. Que nossos pecados sejam confessados diante de Deus e nEle busquemos forças para andarmos em integridade. E que sigamos o exemplo de Jesus no trato com nossos irmãos, respeitando a cada um como um membro importante para o corpo de Cristo.
Vigiemos e oremos!
Bom dia, membros do corpo de Cristo!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #2Samuel19 #RPSP
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“Então, o rei, profundamente comovido, subiu à sala que estava por cima da porta e chorou; e, andando, dizia: Meu filho Absalão, meu filho, meu filho Absalão! Quem me dera que eu morrera por ti, Absalão, meu filho, meu filho!” (v.33).
Uma guerra sem precedentes aconteceu no bosque de Efraim. Israel contra Israel. Irmãos contra irmãos. E, “naquele mesmo dia, houve ali grande derrota” (v.7). Como está escrito: “Todo reino dividido contra si mesmo ficará deserto, e toda cidade ou casa dividida contra si mesma não subsistirá” (Mt.12:25). A sua permanência na cidade fez com que Davi temesse pela vida de seu filho e ordenasse: “Tratai com brandura o jovem Absalão, por amor de mim” (v.5).
Além da sangrenta destruição pela espada, a difícil zona de conflito tornou-se em instrumento de juízo. Por entre os perigos do bosque, muitos tiveram as suas vidas ceifadas. E preso nos galhos de um carvalho, Absalão morreu pelas mãos de Joabe e de dez jovens que carregavam as suas armas. Joabe não entendeu as palavras de Davi como a ordem do rei, mas como o apelo de um pai. Entendendo que se tratava de uma questão política, não fez caso do pedido de seu senhor.
Ansioso por notícias, a chegada dos mensageiros encheu o seu paterno coração de esperança. Por três vezes expressou otimismo quanto ao que lhe diriam. Tão logo o primeiro lhe chegou, tratou de questioná-lo quanto à sua maior aflição: “Vai bem o jovem Absalão?” (v.29). Percebendo a angústia do rei, é provável que Aimaás tenha então compreendido o porquê de Joabe tentar impedi-lo de ser o mensageiro de tal notícia, e omitiu ao rei a morte de seu filho. Coube, então, ao escravo etíope anunciar tal tragédia; um golpe que abalou sobremaneira o coração do grande rei.
Conquanto o exército de Davi tenha vencido a peleja, Davi sentiu como se tivesse sofrido a pior derrota de sua vida. As vitórias ganhas perderam o brilho memorável. Seu trono era uma constante lembrança de seu fracasso familiar. Aquele que havia derrotado os maiores inimigos de Israel, sentia-se um derrotado em sua própria casa. A negligência quanto aos deveres domésticos lhe trouxe terríveis consequências e com profundo senso de culpa, desejou sofrer a penalidade de seu filho: “Quem me dera que eu morrera por ti, Absalão, meu filho, meu filho!” (v.33).
O declínio espiritual de Davi, sua conivência com os costumes pagãos e seus muitos casamentos resultaram em grande ruína. Segundo as palavras do profeta Natã, Davi teria de colher a terrível semente que plantou. Deus nos deixou escrito tudo o que precisamos saber para vivermos em harmonia no lar, assim como instruiu Noé e conduziu toda a sua família à segurança da arca. Refugiemo-nos na arca de Deus com nossa família! Que o estudo das Escrituras e a oração perfumem a nossa casa a cada dia. E, ainda que sejamos açoitados pela tempestade, Jesus nos conduzirá em segurança ao Seu porto seguro. Vigiemos e oremos!
Bom dia, refugiados na arca de Deus!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #2Samuel18 #RPSP
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“… Este povo no deserto está faminto, cansado e sedento” (v.29).
Aitofel era um dos homens de confiança de Davi. Seus conselhos eram recebidos “como resposta de Deus a uma consulta” (2Sm.16:23). Ameaçado o trono de Davi, logo Aitofel se aliou a Absalão, e da mesma forma era considerado por este. Mas por algum motivo o seu último conselho não recebeu a mesma confiança de antes, e o crédito foi dado às palavras de Husai.
Ainda que aparentemente em situação vantajosa, Absalão desconsiderou o fato de que o povo amava a Davi, e este deixara em Jerusalém muitos aliados. O fato de ter profanado o leito de Davi deitando-se com suas concubinas à vista do povo e este pecado ter partido de um conselho de Aitofel, fez cair sobre ambos as consequências que eles mesmos provocaram. Como está escrito: “Faz-se conhecido o Senhor, pelo juízo que executa; enlaçado está o ímpio nas obras de suas próprias mãos” (Sl.9:16).
Apesar da mensagem recebida a tempo de escapar com “o povo que com ele estava” (v.29), Davi e o povo estavam física e emocionalmente esgotados. Ainda assim, Davi estava ciente de que era só uma questão de tempo para Absalão avançar contra ele. Precisavam renovar as suas forças e os suprimentos recebidos tiveram a sua origem de mãos movidas pelo Céu para este fim.
Diante da realidade de um mundo corrompido pelo pecado, Jesus nos deixou a seguinte advertência: “Um irmão entregará à morte outro irmão, e o pai, ao filho; filhos haverá que se levantarão contra os progenitores e os matarão” (Mt.10:21). Mas neste grande conflito onde cada família é alvo da ira de Satanás, há uma segura promessa para o fiel e cansado povo de Deus: “ele converterá o coração dos pais aos filhos e o coração dos filhos a seus pais” (Ml.4:6).
Ainda que estejamos em um deserto sobremodo fatigante, o Senhor prometeu nos dar o suprimento necessário para perseverarmos até à vitória final. Assim como aquele pequeno povo, mesmo em situação desfavorável, se uniu a Davi, aquele que, unido a Cristo, “perseverar até o fim, esse será salvo” (Mt.24:13). Prossigamos, pois, vigiando e orando!
Bom dia, perseverantes de Deus!
Desafio da semana: Você tem orado por seus filhos? Separe um horário diário para este momento de oração especial. Lembrem-se de que nossos filhos serão a única coisa que o Senhor nos pedirá contas.
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #2Samuel17 #RPSP
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“O rei e todo o povo que ia com ele chegaram exaustos ao Jordão e ali descansaram” (v.14).
É de se admirar a atitude de Davi com relação ao que lhe disse Ziba. Com presentes, que naquele momento atendiam às necessidades do rei e de seus homens, Ziba encontrou a oportunidade de tomar para si tudo o que pertencia a Mefibosete. E mesmo sem buscar a verdade, Davi consentiu com a ambição daquele homem, quebrando a aliança que havia estabelecido com Jônatas.
Mas aquele ato de injustiça foi sucedido por uma jornada difícil e extremamente fatigante. Eis que “um homem da família da casa de Saul, cujo nome era Simei” (v.5), atirando pedras, ia “caminhando e amaldiçoando” (v.13) a Davi. Novamente, o rei mostrou uma atitude nada previsível. Diante de uma viagem carregada de insultos e de pedradas que constantemente ameaçavam a sua integridade física, Davi prosseguia em seu caminho como se nada estivesse acontecendo.
A sua perspectiva quanto à atuação divina incluía acreditar que até mesmo aquela maldição era um instrumento de Deus para puni-lo. Davi estava disposto não só a receber as bênçãos do Senhor, mas também a aceitar a Sua disciplina. Mesmo que Deus não fosse o responsável por aquela terrível perseguição, Davi era consciente de que a misericórdia divina sempre vai além de qualquer maldição.
Deus não era o autor daquela rebelião, nem tampouco da abominação cometida por Absalão com as concubinas de seu pai. Mas Ele pode permitir que o pecado revele seus efeitos. A profecia dada pelo profeta Natã a Davi quanto à vergonha pública de seu leito foi simplesmente a revelação do que futuramente aconteceria. E a chegada ao Jordão, de Davi e do povo que o acompanhava, lhes concedeu finalmente um almejado descanso.
As ruins suspeitas e a fofoca podem nos levar à quebra do nono mandamento: “Não dirás falso testemunho contra o teu próximo” (Êx.20:16). Ouvir apenas um lado da história nos torna passíveis de cometer algum tipo de injustiça. Davi foi além ao aceitar presentes de Ziba em troca de sua injusta decisão, mas também deu uma forte lição de humildade e domínio próprio ao ignorar os insultos de Simei. Mostrou certo desconhecimento ao atribuir a Deus a maldição proferida por Simei, mas revelou a sua firme confiança na graça que sobrepuja toda a ira.
Muitos têm depositado a sua confiança em pessoas tão falíveis quanto eles mesmos. Mas tão logo percebam uma falha, a decepção torna-se bem maior do que a admiração que antes devotavam. Davi foi considerado um homem segundo o coração de Deus, mas o Senhor não nos privou de conhecer as suas quedas. Certamente, saber que um homem que adulterou, assassinou e aceitou subornos encontrou o perdão divino, nos diz que ninguém vai longe demais que Deus não possa alcançar. Sigamos a Jesus, confiantes de que logo as nossas aflições darão lugar ao eterno descanso. Vigiemos e oremos!
Bom dia, perseverantes de Deus!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #2Samuel16 #RPSP
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“Seguiu Davi pela encosta das Oliveiras, subindo e chorando; tinha a cabeça coberta e caminhava descalço; todo o povo que ia com ele, de cabeça coberta, subiu chorando” (v.30).
Como uma víbora do deserto, Absalão aguardava o momento certo para dar o bote. Político estrategista, cirandava o povo com sua beleza e discurso agradável. Fazia promessas, cumprimentava a todos com simpatia e os beijava; “assim, ele furtava o coração dos homens de Israel” (v.6). De forma que “tornou-se poderosa a conspiração, e crescia em número o povo que tomava o partido de Absalão” (v.12).
Quando Davi soube do ocorrido, logo percebeu que precisava fugir, e com ele foram todos os que lhe permaneceram fiéis. A lealdade de Itai, um estrangeiro, lembra a lealdade de Rute para com Noemi. Ambos colocaram em risco a sua própria vida por amor a quem os havia acolhido. E sob a constante tensão de um filho que ousou desafiar a autoridade e o governo de seu pai, houve grande comoção em Israel. “Toda a terra chorava em alta voz” (v.23).
A reação de Davi para com aquela situação foi de humilhação perante o Senhor e conformidade com a vontade divina: “eis-me aqui; faça de mim o que melhor Lhe parecer” (v.26). É provável que Davi ainda carregasse a culpa por seus erros passados, um fardo doloroso e difícil de carregar. Além disso, seu coração de pai estava dilacerado, de forma que andava “subindo e chorando”, e não havia dentre o povo que o seguia quem não chorasse também.
Muitos há que têm angariado a simpatia e confiança de outros com palavras agradáveis e promessas tentadoras. A fim de alcançar o seu objetivo, revelam uma imagem que não condiz com o conteúdo. Assim como Absalão, estão a furtar o coração dos tolos e até daqueles que, “na sua simplicidade” (v.11), ainda não perceberam a sua malícia. E pior do que ser enganado por um político secular, que tem o poder limitado de nos prejudicar, é ser enganado por um “político” religioso, cujo engano pode nos causar o prejuízo eterno.
A Bíblia é a pura revelação de Deus e a única regra de fé e prática que deve reger a nossa vida. Somente pela comunhão com a Palavra podemos fazer a diferença entre uma “campanha” para angariar membros e recursos, de um sermão assinado com um infalível “Assim diz o Senhor”. Enquanto milhares abarrotam lugares visando resolver suas demandas na Terra, Deus procura Seus verdadeiros adoradores que, “subindo e chorando”, “gemem por causa de todas as abominações que se cometem no meio dela” (Ez.9:4).
De que lado você está hoje? Da falsidade e facilidade, ou da verdade e perseverança? O Senhor há de recompensar os Seus servos fiéis que têm sofrido pelos golpes do pecado. Ele nos diz: “Quem sai andando e chorando, enquanto semeia, voltará com júbilo, trazendo os seus feixes” (Sl.126:6). Eis as únicas promessas em que devemos depositar a nossa confiança: as promessas de Deus. Vigiemos e oremos!
Feliz semana, fiéis servos de Deus!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #2Samuel15 #RPSP
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“Não havia, porém, em todo o Israel homem tão celebrado por sua beleza como Absalão; da planta do pé ao alto da cabeça, não havia nele defeito algum” (v.25).
Percebendo “que o coração do rei começava a inclinar-se para Absalão” (v.1), Joabe usou a dramatização da mulher tecoíta para atingir o seu objetivo, e garantir o retorno do provável sucessor do trono. O espírito guerreiro e a beleza admirável faziam de Absalão o mais forte e aclamado candidato a assumir a posição de seu pai. O seu retorno a Jerusalém, contudo, foi condicionado à privação de ver a face de Davi.
Absalão havia esperado dois anos para vingar a desonra de sua irmã, e também esperou dois anos para que seu pai tomasse a iniciativa de chamá-lo à sua presença. Após dois cortes de seu pesado cabelo e o nascimento de uma filha a quem chamou pelo nome de Tamar, como uma prova do carinho e zelo que tinha por sua irmã, Absalão, percebendo o descaso de Joabe, apelou para o vandalismo, pelo desespero de sua urgente necessidade.
Após ouvir a mensagem de seu filho, o rei mandou chamá-lo, e diante da humilde e comovente apresentação de Absalão, Davi o beijou. Não deve ter sido fácil para Davi passar por alto o fato de que aquele belo homem era o assassino de seu primogênito. Quando Caim matou Abel, o Senhor cuidou de afastar Caim do convívio com seus pais. Certamente, Deus poupou Adão e Eva de sentimentos que poderiam ameaçar-lhes a salvação. Mas Davi também havia sido omisso quanto à punição de Amnom, provavelmente por julgar-se moralmente incapaz de corrigi-lo, devido ao seu pecado contra Bate-Seba e Urias.
Enquanto o mundo celebra a beleza exterior, Deus exalta a interior. Certamente teríamos mais beleza na Terra se o amor prevalecesse. Com a entrada do pecado, nossos primeiros pais foram privados de ver a face de Deus. Mas um Descendente lhes foi prometido (Gn.3:15). Uma profecia lhes foi dada. E no tempo determinado, “um menino nos nasceu, um filho se nos deu” (Is.9:6). Mas, ao contrário da celebrada formosura de Absalão, Ele “não tinha aparência nem formosura… nenhuma beleza havia que nos agradasse” (Is.53:2).
Absalão não tinha nenhum defeito físico, Jesus não tinha nenhum defeito de caráter. Absalão matou seu irmão por vingança. Jesus morreu para que Seus irmãos “tenham vida e a tenham em abundância” (Jo.10:10). Na cruz, Jesus rompeu o véu que nos privava do Santíssimo, e, através dEle, podemos ter acesso ao Pai. Dentro em breve, Ele virá segunda vez e o Seu maior desejo é o de nos receber em Seu Reino com um beijo. “Mas quem poderá suportar o dia da Sua vinda? E quem poderá subsistir quando Ele aparecer?” (Ml.3:2). “O que é limpo de mãos e puro de coração” (Sl.24:4). Eis a verdadeira beleza! Vigiemos e oremos!
Feliz sábado, belos aos olhos de Deus!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #2Samuel14 #RPSP
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“Mal acabara de falar, chegavam os filhos do rei e, levantando a voz, choraram; também o rei e todos os seus servos choraram amargamente” (v.36).
Após a morte do primogênito de Bate-Seba e o nascimento de Salomão, o mal começou a manifestar os seus efeitos na família de Davi. Entre os costumes pagãos que Israel havia adquirido, certamente a poligamia era um dos piores. Arriscar-se por este terreno era a causa dos piores conflitos, e, mediante o exemplo dos pais, os filhos recebiam uma influência praticamente irresistível.
Davi tinha muitas mulheres e concubinas, e delas teve muitos filhos. Havia rivalidade entre os irmãos, principalmente quanto à sucessão da coroa. Sendo também um estrategista político, alguns casamentos de Davi foram oriundos de acordos de paz com outros reinos; o que tornava ainda mais difícil a convivência em família e a instrução religiosa. Suas esposas traziam consigo uma carga de paganismo que, inevitável ou propositadamente, era transmitida a seus filhos.
Diante de tal realidade, Davi teve de colher as terríveis consequências de suas escolhas feitas sem a aprovação de Deus. É triste saber que inocentes sofrem pela imprudência ou pela maldade de outros. Os nossos erros, por ação ou omissão, sempre terão um impacto direto ou indireto na vida de outros. Creio que não haja uma violência pior para uma mulher do que um estupro. A beleza de Tamar tornou-se a obsessão de Amnom, que, dando ouvidos a um conselheiro malicioso, arruinou a pureza de sua meio-irmã e assinou o seu próprio atestado de óbito.
Os rogos e comovente apelo de Tamar não foram suficientes para aplacar o agressivo desejo carnal de Amnom. Mas conquanto a tivesse desejado antes, após o ato, “maior era a aversão que sentiu por ela” (v.15). Naquela situação vexatória, Tamar foi acolhida por Absalão, que, diante da omissão de Davi, aguardou friamente o tempo certo para vingar a desonra de sua irmã. Neste caso, acima de ser um rei, Davi era pai, e o seu silêncio quanto ao sofrimento da filha e quanto ao crime de seu filho lhe custou a morte deste e a fuga de Absalão.
Como bem escreveu o apóstolo Paulo, vivemos em “tempos difíceis” (2Tm.3:1). Assim como a poligamia era uma estratégia maligna para destruir as famílias, hoje, o adultério, o divórcio, as uniões abomináveis (Leia Lv.18:22-23; Rm.1:24-27) são os meios que Satanás tem usado para o mesmo fim. Assim como “Jonadabe era homem mui sagaz” (v.3), há um inimigo mui sagaz, com milênios de experiência em “roubar, matar e destruir” (Jo.10:10). Portanto, amados, diante de sugestões malignas, “não faças tal loucura” (v.12).
E se você já foi vítima da maldade alheia, “não se angustie o teu coração por isso” (v.20). Ainda que neste mundo você só tenha encontrado quem lhe fechasse a porta, Jesus lhe diz, hoje: “Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir a Minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa e cearei com ele, e ele, Comigo” (Ap.3:20). Aceite o Seu convite de amor e você terá um final feliz! Vigiemos e oremos!
Bom dia, alvos da graça redentora de Cristo!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #2Samuel13 #RPSP
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“Então, o furor de Davi se acendeu sobremaneira contra aquele homem, e disse a Natã: Tão certo como vive o Senhor, o homem que fez isso deve ser morto” (v.5).
Sentindo-se aliviado, Davi pensou que seu pecado jazia no túmulo de Urias. Casar-se com a viúva poderia ter sido considerado como um ato de piedade à vista do povo, mas aos olhos de Deus Davi havia cometido uma grande maldade que resultaria em consequências desastrosas para ele e para sua família.
“O Senhor enviou Natã a Davi” (v.1). Através de uma espécie de parábola, o profeta relatou o pecado do rei. Entendendo que se tratava de fatos reais, Davi ficou furioso e prontamente decretou a sentença de morte ao transgressor. Mal sabia ele que como Urias carregou nas mãos o seu julgamento injusto, ele estava proferindo o seu merecido juízo.
Após ouvir as palavras do Senhor através de Seu profeta, nada mais tinha a discorrer, a não ser: “Pequei contra o Senhor” (v.13). O diferencial na vida de Davi era justamente um coração humilde para reconhecer os seus erros e disposto a ser mudado. E diante de qualquer possibilidade de mudança e transformação, há um rio de graça a fluir do trono da Majestade dos Céus a nos comunicar: “Também o Senhor te perdoou o teu pecado; não morrerás” (v.13).
Mas assim como colhemos os frutos de suas devidas árvores de origem, não é diferente com as escolhas que fazemos na vida. Davi teria de lidar com as consequências de suas quedas. E, infelizmente, os mais prejudicados são os que mais amamos. A perda de seu filhinho, porém, não lhe roubou a fé em um Deus que é justo e misericordioso. O nascimento de Salomão foi a resposta de amor do Senhor: “e o Senhor o amou” (v.24).
Por mais que tenhamos de sofrer os efeitos de nossos pecados, Jesus nos oferece o Seu perdão e a certeza de que Ele já recebeu em nosso lugar o salário do pecado. Se Ele, porém, nos poupasse de sentir a dor das consequências, não conseguiríamos mensurar o quanto o pecado é nocivo e nem sentiríamos a necessidade de um Salvador. Se a resposta ao teu jejum e oração não aconteceu como você esperava, não pense que o Senhor não te perdoou, mas, como Davi, levante-se, tire as suas vestes de pranto e adore ao Senhor que deseja lhe salvar.
Assim como Jedidias significa “amado do Senhor”, pela fé, escute Jesus a lhe dizer hoje: Tu és meu (a minha) Jedidias! Vigiemos e oremos!
Bom dia, amados do Senhor!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #2Samuel12 #RPSP
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