Reavivados por Sua Palavra


SALMO 49 – Comentado por Rosana Barros
22 de março de 2020, 0:35
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“Povos todos, escutai isto; dai ouvidos, moradores todos da Terra” (v.1).

Visto se tratar de um chamado global, o Salmo de hoje contém uma mensagem que se aplica a todos, sem distinção, “tanto plebeus como os da fina estirpe” (v.2). Não é apenas uma questão que envolve os ricos, mas “todos juntamente, ricos e pobres” (v.2). Existem ricos que não se encaixam na realidade deste Salmo, porém, há pobres que podem estar vivendo isso. Não é difícil apegar-se a coisas que ocupam o lugar onde somente Deus deveria estar. No final das contas, porém, essas coisas são deixadas para outros quando a vida se vai (v.10).

Estamos diante de uma mensagem de advertência a todas as pessoas, inclusive àquelas que pensam estar longe dessa realidade. Todo ser humano está sujeito a agir como se fosse viver aqui para sempre, e “chegam a dar seu próprio nome às suas terras” (v.11). E como um Salmo 23 às avessas, “a morte é o seu pastor” (v.14) e, ao invés de habitar “na Casa do Senhor para todo o sempre” (Sl.23:6), “a sepultura é o lugar em que habitam” (v.14).

No entanto, a certeza dos salmistas e a que deve transbordar de nosso coração é que nada neste mundo, e nem todas as riquezas que possam existir, podem ser comparadas ao preço que foi pago pela nossa redenção, pois ela “é caríssima” (v.8): “Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o Seu Filho unigênito, para que todo aquele que nEle crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo.3:16). Este foi o inigualável preço pago para Deus nos remir “do poder da morte” (v.15).

Não podemos permitir que coisas perecíveis ocupem o lugar do Eterno em nosso coração e nem precisamos temer os que nos perseguem e usam de glórias terrenas para nos oprimir. Pois o pastor deles não é o nosso Pastor. Lembrem que uma das características principais das ovelhas de Cristo é que elas seguem a Sua voz, pois O conhecem. Elas conhecem o preço de seu resgate. Sabem a que voz seguir e não dão ouvidos a estranhos (Jo.10:5). Não fomos criados para ser levados como ovelhas condenadas à morte, mas Cristo tomou para Si essa cruel penalidade e, “como Cordeiro foi levado ao matadouro” (Is.53:7). Ele pagou o maior resgate da história da humanidade uma vez “para sempre” (v.8), para nos livrar do pastor da morte (v.14) e nos “tomar para Si” (v.15).

Que possamos reconhecer as nossas limitações e que o que temos vem de Deus. Então, estas coisas serão consideradas um nada comparado ao que Cristo nos deu na cruz: tudo. O caminho das ovelhas de Jesus pode apresentar o “vale da sombra da morte” (Sl.23:4), mas lembre-se de que ele é apenas um pedaço do caminho e não o destino final. Que a nossa riqueza seja ouvir a voz do nosso bom Pastor e segui-Lo por onde quer que formos. Então, habitaremos em Sua Casa e com Ele reinaremos “pelos séculos dos séculos” (Ap.22:5). Vigiemos e oremos!

Feliz semana, ovelhas de Cristo!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Salmo49 #RPSP

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SALMO 48 – Comentado por Rosana Barros
21 de março de 2020, 0:30
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“Grande é o Senhor e mui digno de ser louvado, na cidade do nosso Deus” (v.1).

Jerusalém era considerada por Israel como “a cidade de Deus”, a morada do Altíssimo. Seus limites eram sagrados e inabaláveis, e o povo começou a inverter valores elevando Jerusalém a um patamar ilusório. Lá não era uma fortaleza indestrutível, mas um lugar de onde deveria sair a mais forte mensagem. Só que não foi isso o que aconteceu e a cidade tão preeminente e tão querida, foi subjugada devido ao orgulho da nação.

Existem muitos lugares em que gosto de ir e que me sinto bem, contudo, por mais agradáveis que sejam, nenhum deles se compara à minha casa. É lá que eu posso ficar à vontade, estar com minha família, me alimentar melhor, descansar, enfim, é o meu cantinho. Creio que a maioria gosta dessa sensação de chegar em casa, quer seja ela uma mansão ou um casebre. Na verdade, sentir prazer em estar em casa é definido não pelo que ela oferece de material, mas pela atmosfera que ali predomina. E em meio a uma crise global, ficar em casa tornou-se até mesmo uma questão de salubridade.

Por mais que Jerusalém fosse a cidade da nação eleita, por mais que tivesse sido escolhida como capital de Israel, não deveria ali ser depositada a sensação de completa satisfação. Porque é muito bom estar em casa, é muito bom estar em família, é muito bom saber que ali está a bênção de Deus. Mas, nem o espaço geográfico de Jerusalém, nem tampouco o espaço físico de nossa casa é a nossa real morada. O Grande Senhor não conhece limites geográficos e não escolhe uma casa terrena para morar. Ele está em todo lugar, sondando cada coração e, através de Seu Espírito, por meio de “gemidos inexprimíveis” (Rm.8:26), Ele nos diz: “Vocês ainda não estão em casa!”.

Deus estabelecerá um lugar onde a alegria reinará; onde palácios trarão as digitais de um Criador que não desampara os Seus filhos. “Na cidade do Senhor dos Exércitos” (v.8) não haverá mais choro, nem dor, nem morte (Ap.21:4). Ali, pensaremos na misericórdia de Deus enquanto O adoramos (v.9) e nossa mente, restaurada à perfeição edênica, romperá em um cântico que ecoará por todo o Universo, pois o Senhor manifestou a Sua perfeita justiça.

Amados, o nosso lar não é aqui. Precisamos, a cada dia, sentir saudades do lugar que nunca fomos, mas que pela fé, aguardamos (Hb.11:1). Se Deus habita em sua vida, você pode dar a volta ao mundo, não importa aonde estiver, você será a morada de Deus (1Co.6:19).

Lembre-se de que apenas querer a casa dos sonhos não a torna uma realidade. Todo aquele que almeja o Céu, procura vivê-lo na Terra olhando firmemente para Jesus, que já o adquiriu para nós. Enquanto enfrentamos esses dias tão difíceis e milhares de refugiados clamam por um lar em frente a fronteiras fechadas, narremos “às gerações vindouras” (v.13): “que este é Deus, o nosso Deus para todo o sempre” (v.14) e Ele em breve voltará para nos levar à Sua santa cidade cujas “portas nunca mais se fecharão” (Ap.21:25). Jesus está vindo para nos levar para Casa! Aleluia! Vigiemos e oremos!

Feliz sábado, futuros cidadãos da pátria celestial!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Salmo48 #RPSP

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SALMO 47 – Comentado por Rosana Barros
20 de março de 2020, 0:30
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“Deus reina sobre as nações; Deus Se assenta no Seu santo trono” (v.8).

A monarquia e os governos terrestres foram estabelecidos no mundo pela necessidade humana em ter uma referência superior. Muitos povos e nações, desde então, têm experimentado os benefícios de líderes sábios e os terríveis resultados da insensatez de governos opressores. Ao contrário do que muitos pensam, o chamado do Senhor a Abraão não era condicionado a um só povo ou nação. As palavras de Deus ao patriarca deixa isso evidente: “em ti serão benditas todas as famílias da Terra” (Gn.12:3). Ou seja, o chamado de Abraão tratava-se de uma missão global.

O objetivo do Senhor em estabelecer um povo separado na Terra era o de torná-lo Seu atalaia mundial. Israel, sob o governo do “Rei de toda a Terra” (v.7) deveria brilhar qual luz na escuridão. Deus lhe submetera as nações da Terra a fim de que qual “som de trombeta” (v.5) “a glória de Jacó” (v.4) iluminasse a todos com o amor infindável do “grande Rei de toda a Terra” (v.2). Mas o tempo passou, e as gerações seguintes, não instruídas a submeter-se ao governo divino, rejeitaram o Senhor e perderam o foco original do chamado da nação.

Todavia, Deus sempre tem um povo para chamar de Seu. E por intermédio de Jesus Cristo, o Príncipe da Paz, “todo aquele que nEle crê” (Jo.3:16) faz parte do “povo do Deus de Abraão” (v.9). Nós e nossos filhos fazemos parte do povo escolhido para encher “de fruto o mundo” (Is.27:6); para proclamar a “todos os povos” (v.1): “Conheçamos e prossigamos em conhecer ao Senhor; como a alva, a Sua vinda é certa; e Ele descerá sobre nós como a chuva, como chuva serôdia que rega a terra” (Os.6:3). “Eis aí está o vosso Deus! Eis que o Senhor Deus virá com poder, e o Seu braço dominará; eis que o Seu galardão está com Ele, e diante dEle, a Sua recompensa” (Is.40:9-10).

É nosso dever cristão respeitar as autoridades terrenas e orar por elas (Rm.13:1-7; 1Pe.2:17). O Senhor não nos chamou à rebelião contra os governos da Terra, mas a vivermos aqui como cidadãos da pátria celestial, confiando que “Deus reina sobre as nações; Deus Se assenta no Seu santo trono” (v.8) e tem tudo sob controle. Portanto, “salmodiai ao nosso Rei, cantai louvores” (v.6), pois “ainda dentro de pouco tempo, Aquele que vem virá e não tardará” (Hb.10:37). Que, pela fé, perseveremos em celebrar “a Deus com vozes de júbilo” (v.1) aqui na Terra até que façamos parte do júbilo do Céu: “Aleluia! Pois reina o Senhor, nosso Deus, o Todo-Poderoso” (Ap.19:6). “Pois o Senhor Altíssimo é tremendo, é o grande Rei de toda a Terra” (v.2). Vigiemos e oremos!

Bom dia, cidadãos do Reino celeste!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Salmo47 #RPSP

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SALMO 46 – Comentado por Rosana Barros
19 de março de 2020, 0:30
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“Aquietai-vos e sabei que Eu sou Deus; sou exaltado entre as nações, sou exaltado na Terra” (v.10).

Em meio a uma pandemia sem precedentes, crise econômica, aquecimento global e um crescente êxodo de refugiados decorrente dos conflitos infindáveis, o mundo está vivendo um período de grande transtorno. E até muitos que não são atingidos diretamente por tais situações têm entrado nas estatísticas da depressão e da ansiedade, provocadas pelo medo. A ascensão do Covid-19 só vem provar, apesar de toda a tecnologia e avanços na ciência, a fragilidade humana e a força comprobatória das profecias para o tempo do fim.

Muitos têm soado alarmes falsos, dando um enfoque exagerado no problema, e esquecem do Solucionador de problemas. Tudo o que está acontecendo tem sim o seu lugar no cumprimento das profecias bíblicas. Mas não devem ser um fim em si mesmos. A nossa posição como aqueles que aguardam a gloriosa aparição de Cristo deve ser a de dar o sonido certo ao mundo: “Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem-presente nas tribulações. Portanto, não temeremos ainda que a Terra se transtorne” (v.1-2).

O Salmo de hoje é um pedido do Senhor ao Seu povo em tempo de tribulação: “Aquietai-vos e sabei que Eu sou Deus” (v.10). Deus nos diz: “Permaneçam tranquilos nos momentos de dificuldade e confiem em Mim”. Foi inspirado nas palavras deste Salmo que o grande reformador protestante Martinho Lutero compôs o hino “Castelo Forte”. Enquanto atravessava o vale da sombra da morte da Idade sombria, o fiel servo de Deus e atalaia das Escrituras marchava sob a forte convicção do cuidado de Deus. Apesar do grande assédio do Maligno, Lutero avançava pelo poder do alto que de sua fraqueza extraía força.

O “Deus de Jacó” (v.7) e o Deus de Lutero é O mesmo Deus que nos diz: “Farei passar a terceira parte pelo fogo, e a purificarei como se purifica a prata, e a provarei como se prova o ouro; ela invocará o Meu nome, e Eu a ouvirei; direi: é Meu povo, e ela dirá: O Senhor é meu Deus” (Zc.13:9). “Há um rio”, amados, “cujas correntes alegram a cidade de Deus, o santuário das moradas do Altíssimo. Deus está no meio dela” (v.5), e é para lá que Ele deseja nos levar. Ó, bendita esperança!

Onde estão os “Luteros” atuais dispostos a declarar guerra contra as forças espirituais do mal através de uma vida de oração e obediência à Palavra de Deus? Onde estão os homens, mulheres, jovens e crianças que farão esta terra contemplar “as obras do Senhor” (v.8)? Onde estão aqueles que, pela luz da verdade em suas vidas, serão agarrados pelas vestes e ouvirão “de todas as línguas das nações…: Iremos convosco, porque temos ouvido que Deus está convosco” (Zc.8:23)? Que nossa vida seja uma sensata declaração das palavras finais do hino de Lutero:

“Sim, que a Palavra vencerá, sabemos com certeza;
E nada nos assustará, com Cristo por defesa.
Se temos de deixar parentes, bens e lar;
Embora a vida vá, por nós Jesus está e dar-nos-á Seu reino”
(“Castelo Forte”, HASD, n° 33).

Vem, Senhor Jesus! Vigiemos e oremos!

Bom dia, povo remanescente de Deus!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Salmo46 #RPSP

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SALMO 45 – Comentado por Rosana Barros
18 de março de 2020, 0:30
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“O Teu trono, ó Deus, é para todo o sempre; cetro de equidade é o cetro do Teu Reino” (v.6).

Disse Jesus: “… a boca fala do que está cheio o coração” (Mt.12:34). O coração do salmista transbordava “de boas palavras” (v.1) e essas palavras foram consagradas a Deus. Uma composição inspirada segundo a melodia celeste. A celebração de um casamento tornou-se a ilustração mais adequada para descrever o amor inigualável do Ungido de Deus por Sua noiva. Afinal, Quem é “o mais formoso entre os filhos dos homens?”. Quem “dos lábios extravasou graça” (v.2)? Quem é Aquele cujo trono é eterno (v.6)? Quem foi ungido “com o óleo de alegria, como a nenhum” outro (v.7)? A Quem os povos “louvarão para todo o sempre” (v.17)? Há uma só resposta a todas essas perguntas: Jesus Cristo.

Apesar de não ser considerado por inteiro como um Salmo messiânico, é bem notória a utilização da figura de Jesus em muitas passagens. A Bíblia compara a união entre Cristo e Sua igreja com a união matrimonial entre um homem e uma mulher: “porque o marido é o cabeça da mulher, como também Cristo é o cabeça da igreja… Maridos, amai vossa mulher, como também Cristo amou a igreja e a Si mesmo Se entregou por ela” (Ef.5:23,25). Observe novamente o verso dez. Ele é como um amoroso convite à igreja de Deus de todos os tempos, mas que também não deixa de ser um chamado urgente:

— “Ouve, filha; vê, dá atenção”. Dá atenção a Quem se despiu da glória de um Rei e vestiu-se de humanidade para que um dia possa celebrar as Suas bodas contigo. Desperta para dar ouvidos à voz do teu Senhor! Ouve, vê e obedece! Menina dos Meus olhos, “dá-Me ouvidos e não te desvies das palavras da Minha boca” (Pv.5:7).

De Gênesis a Apocalipse, as Escrituras testificam de Cristo (Jo.5:39). A “Palavra que sai da boca de Deus” (Mt.4:4) nos serve de aio para que as palavras de nossa boca sejam resultado de um coração em que Cristo reina soberano (Ef.3:17). O convite do Príncipe da Paz é que possamos dar ouvidos à Sua voz por meio do Espírito Santo (Ap.2:7), observar a Sua Palavra (1Tm.4:9,13) e sermos obedientes a ela (Ap.14:12).

Estamos muito perto, amados, das bodas do Cordeiro! E a Bíblia também aponta a noiva como um símbolo da cidade santa (Ap.21:9-10), e nós, as virgens (Mt.25:1-13). As virgens prudentes serão “as virgens…” (v.14) que “serão dirigidas com alegria e regozijo”, e que “entrarão no palácio do Rei” (v.15). Se tão-somente aceitarmos o convite do Senhor (v.10), faremos parte deste grupo seleto e dia após dia Ele derramará sobre nós do Seu Espírito até que venha a Sua chuva serôdia (Jl.2:28; Os.6:3). O Rei vem vindo! Vigiemos e oremos!

Bom dia, virgens prudentes!

* Deixe nos comentários o seu pedido de oração. #EuOroPorVocê

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Salmo45 #RPSP

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SALMO 44 – Comentado por Rosana Barros
17 de março de 2020, 0:30
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“Não confio no meu arco, e não é a minha espada que me salva” (v.6).

Um cenário de guerra e de derrota é descrito no Salmo de hoje. É o clamor de um povo pelo favor de Deus. Um povo que ouviu falar dos prodígios do Deus de Israel e que clamava para ser testemunha ocular do Seu livramento. O testemunho de seus pais fez toda a diferença e conduziu o povo a reconhecer que a vitória só vem do Senhor (v.8).

Quão importante é a orientação dada pelos pais! Este foi o segredo do sucesso da educação cristã dado por Deus: “tu as inculcarás a teus filhos, e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e ao deitar-te, e ao levantar-te” (Dt.6:7). E não há melhor forma de fixar um ensinamento na mente dos pequeninos do que pelo exemplo. Quando praticamos o que ensinamos, transmitimos credibilidade e a lição deixa de ser apenas uma hipótese para ser algo concreto. O salmista revelou que tudo o que ouviu dos pais foi elevado a uma fé prática. Apesar de não ter visto o que os pais relataram, confiou plenamente no que eles disseram (v.7).

Não é fácil louvar a Deus após uma derrota. Por mais que nossos pais tenham sido tementes a Deus e tenham nos conduzido no caminho correto, nunca estamos preparados o suficiente para enfrentar as batalhas desta vida. Além das guerras que dão ibope aos noticiários, temos que enfrentar a maior de todas elas, a guerra cuja disputa envolve o nosso coração. Lembram do nosso estudo de ontem? Se estivermos em constante comunhão com Deus, poderemos afirmar com perseverança: “Não tornou atrás o nosso coração, nem se desviaram os nossos passos dos Teus caminhos” (v.18).

Este conflito espiritual é travado a cada dia em que abrimos os nossos olhos. Por mais que sejamos “considerados como ovelhas para o matadouro” (v.22), “… somos mais que vencedores, por meio dAquele que nos amou” (Rm.8:37). As batalhas que lutamos sozinhos são passos vacilantes na direção do abismo. As batalhas que Jesus luta por nós são vitórias contadas de geração em geração (v.1). E ainda que, por amor a Deus (v.22), tenhamos que enfrentar o vale da sombra da morte, Ele ouvirá o nosso clamor (v.23) e Se levantará para nos socorrer e nos resgatar (v.26) no tempo determinado. Deus conhece a intensidade da guerra pela qual estamos passando. Se reconhecermos que somente pelo auxílio divino estaremos seguros, então o Senhor dos Exércitos comandará a nossa vitória. Porque “é certo que não dormita, nem dorme o Guarda de Israel” (Sl.121:4). Vigiemos e oremos!

Bom dia, vitoriosos em Cristo Jesus!

Desafio da semana: Inclua em suas orações, às 6h, a situação do mundo frente à pandemia do Covid-19. Clamemos juntos por auxílio divino!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Salmo44 #RPSP

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SALMO 43 – Comentado por Rosana Barros
16 de março de 2020, 0:30
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“Então, irei ao altar de Deus, de Deus, que é a minha alegria…” (v.4).

Este Salmo parece uma continuação do Salmo de ontem. O verso cinco possui o mesmo conteúdo dos versos cinco e onze do Salmo anterior. A mensagem central de ontem: o desejo de ver a Deus. A de hoje: o desejo de estar no lugar onde Deus habita.

Certamente, o salmista sabia o que queria e a opressão dos inimigos era algo que muito o incomodava (v.2). Um povo contencioso (duvidoso, litigioso, v.1) o afligia a ponto de questionar a Deus sobre o seu infortúnio (v.2). Ao pedir que Deus enviasse a Sua luz e a Sua verdade (v.3), o salmista revelou a forma de sermos guiados ao santo monte de Deus: “Lâmpada para os meus pés é a Tua Palavra e luz para os meus caminhos” (Sl.119:105); “Santifica-os na verdade; a Tua Palavra é a verdade” (Jo.17:17).

Somente na Palavra de Deus podemos encontrar a luz para nos fazer enxergar, e a verdade para nos santificar. Todos os que desejam estar onde o Senhor está buscam a iluminação das Escrituras e, através do conhecimento da verdade, estão em conexão com Cristo e são “transformados, de glória em glória, na Sua própria imagem, como pelo Senhor, o Espírito” (2Co.3:18).

Não existe resultado Céu, se antes não houver esforço de nossa parte aqui. Jesus mesmo nos advertiu: “Esforçai-vos por entrar pela porta estreita, pois Eu vos digo que muitos procurarão entrar e não poderão” (Lc.13:24). O esforço que Cristo requer de nós não se refere às nossas obras. Não se trata de quem dá mais estudos bíblicos ou trabalha mais na igreja. Trata-se de comunhão. As obras externas devem ser tão somente o resultado da obra interna que Deus realiza no coração.

Prestem bastante atenção, amados: não temos como saber qual é a vontade de Deus em nossa vida se não formos Seus amigos. O que foi que levou Enoque a ser trasladado para o Céu? A sua intimidade em andar com Deus (Gn.5:24). O que foi que levou Abraão a ser conhecido como amigo de Deus (Is.41:8)? A sua fé adquirida pela comunhão que tinha com Deus (Gn.15:6). O que foi que livrou Daniel da fúria dos leões? A sua intimidade com Deus através de uma vida de oração (Dn.6:10).

Portanto, ser reavivado pela Palavra e manter uma vida de oração, estabelece um elo de ligação entre criatura e Criador que culminará no breve encontro com Ele: “Então, irei ao altar de Deus” (v.4). Se Deus é a sua alegria, se você anela estar em Sua habitação, então, como o salmista, tens o privilégio de dirigir-se a Ele como “Deus meu” (v.4). Com essa esperança maravilhosa em seu coração, declare neste momento: Espero “em Deus, pois ainda O louvarei, a Ele, meu auxílio e Deus meu” (v.5). Vigiemos e oremos!

Bom dia, povo de Deus!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Salmo43 #RPSP

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SALMO 42 – Comentado por Rosana Barros
15 de março de 2020, 0:30
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“Contudo, o Senhor, durante o dia, me concede a Sua misericórdia, e à noite comigo está o Seu cântico, uma oração ao Deus da minha vida” (v.8).

Precisamos de três coisas essenciais para viver. A primeira delas é o ar. Sem respiração não há vida. A segunda é a água. Somos movidos por este “combustível” natural. E a terceira, e não menos importante, é o alimento. O alimento traz energia e força para o nosso corpo. Porém, se o ar que respiramos não é de boa qualidade; se a água que bebemos é contaminada; se a nossa alimentação é desregrada, corremos o sério risco de sofrer complicações que podem até gerar a morte.

Abrindo o Livro II de Salmos, encontramos o ar (v.1), a água (v.2) e o alimento (v.3). As três necessidades essenciais para a vida. Os filhos de Corá suspiravam por Deus. Conforme o dicionário, suspirar significa “respiração forte e prolongada ocasionada pela dor”. Ou seja, o anelo era tão grande pela presença de Deus, que chegava a ser doloroso. Percebem que trata-se de um cenário de alguém que sofre de saudades? “Quando irei e me verei perante a face de Deus?” (v.2).

Quando esperamos em Deus, também passamos em nossa vida por períodos de angústia. Geralmente lembramos de como era boa alguma fase de nossa vida (v.4) e suspiramos por aquele momento especial ao lado de pessoas especiais. Sentir saudades, contudo, de Alguém que nunca vimos, é resultado de uma vida de íntima comunhão com Ele. Pois todo aquele que se achega a Deus com inteireza de coração, deseja ardentemente encontrá-Lo.

Oh, amados, precisamos praticar a respiração da alma, como está escrito: “Orai sem cessar” (1Ts.5:17)! Precisamos respirar (orar) profundamente e de forma prolongada como quem sente dor no coração. Precisamos aprender a clamar, a suspirar por Deus; a sentir saudades de um Deus que nunca vimos, mas, como Jó, cremos que em breve O veremos: “Vê-Lo-ei por mim mesmo, os meus olhos O verão, e não outros; de saudade me desfalece o coração dentro de mim” (Jó 19:27).

Precisamos sentir sede do Deus vivo e permitir que Ele supra esta nossa necessidade assim como supriu a mulher samaritana junto ao poço (Jo.4:15). Precisamos abandonar os cântaros da ilusão e parar de procurar água em poços secos, para sermos saciados pela Água da Vida (Jo.7:37).

Por fim, precisamos nos alimentar do Pão do Céu (Jo.6:51) e regar Seus pés com lágrimas de arrependimento (Lc.7:44). Ele nos deixou a Sua Palavra para que possamos dela obter os nutrientes espirituais para responder aos que nos “dizem continuamente: O teu Deus, onde está?” (v.3, 10), que “não retarda o Senhor a Sua promessa, como alguns a julgam demorada; pelo contrário, Ele é longânimo para convosco, não querendo que nenhum pereça, senão que todos cheguem ao arrependimento” (2Pe.3:9).

As misericórdias do Senhor acabaram de se renovar em nossa vida. Ao anoitecer, louve “ao Deus da minha vida” (v.8) e da sua vida. Em tempo sobremodo solene e às vésperas do glorioso retorno de Cristo, que possamos buscar o ar, a água e o alimento divino, eis o que nos moverá a esperar em Deus (v.5, 11) a sentir saudades dEle (v.1) e a amar a Sua vinda (v.2; 2Tm.4:8). Vigiemos e oremos!

Feliz semana, todos os que amam a volta do Senhor!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Salmo42 #RPSP

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SALMO 41 – Comentado por Rosana Barros
14 de março de 2020, 0:30
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“Até o meu amigo íntimo, em quem eu confiava, que comia do meu pão, levantou contra mim o calcanhar” (v.9).

Após a entrada do pecado no mundo, não fosse a intervenção divina, e todos seríamos súditos do reino de Satanás. A “antiga serpente” (Ap.12:9) iniciou sua trajetória na Terra já com sua sentença e sua derrota decretadas: “Porei inimizade entre ti e a mulher, entre a tua descendência e o seu descendente. Este te ferirá a cabeça, e tu Lhe ferirás o calcanhar” (Gn.3:15). Lúcifer era um anjo querubim criado para uma função privilegiada no Céu. Estava constantemente diante do trono de Deus no santuário celeste, até que o mistério da iniquidade o corrompeu e sua ambição, “subirei acima das mais altas nuvens e serei semelhante ao Altíssimo” (Is.14:14), selou o seu destino final: “O diabo… foi lançado para dentro do lago de fogo e enxofre” (Ap.20:10).

O Salmo de hoje também apresenta mais uma profecia messiânica, a respeito da traição de Judas. Ao participar da última ceia com Jesus, Judas foi tratado por Ele como todos os demais e teve a oportunidade de ter seus pés lavados por Aquele a quem trairia (Jo.13:12-29). Contudo, mesmo diante de tamanha graça e misericórdia, o falso discípulo selou o seu destino eterno como agente de Satanás em ferir o calcanhar dAquele que tanto o amou, cumprindo a profecia e recebendo sobre si terrível maldição: “ai daquele por intermédio de quem o Filho do Homem está sendo traído! Melhor lhe fora não haver nascido!” (Mt.26:24).

O fracasso de seus inimigos em fazer-lhe mal era para Davi um sinal da aprovação divina: “Com isto conheço que Te agradas de mim; em não triunfar contra mim o meu inimigo” (v.11). O triunfo de Jesus sobre o inimigo das almas é garantia eterna para “todo o que nEle crê” (Jo.3:16). Como seguidores de Cristo, precisamos imitar-Lhe o exemplo de humildade e perdão, ofertando até aos nossos inimigos o que o Céu voluntariamente tem nos dado. Pois “o que acode ao necessitado, o Senhor o livra no dia do mal… o protege; preserva-lhe a vida e o faz feliz; não o entrega à discrição dos seus inimigos. O Senhor o assiste no leito da enfermidade; na doença, Tu lhe afofas a cama” (v.1-3).

Aos Seus amigos, Jesus ordenou: “Isto vos mando: que vos ameis uns aos outros” (Jo.15:17). Que possamos perseverar em olhar para Cristo e vislumbrar o Seu caráter através do diligente e sincero exame das Escrituras. Inimigo nenhum pode nos tirar esse privilégio! “Bendito seja o Senhor, Deus de Israel, da eternidade para a eternidade! Amém e Amém!” (v.13). Vigiemos e oremos!

Feliz sábado, amigos de Jesus!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Salmo41 #RPSP

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SALMO 40 – Comentado por Rosana Barros
13 de março de 2020, 0:30
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“Eu sou pobre e necessitado, porém o Senhor cuida de mim; Tu és o meu amparo e o meu libertador; não Te detenhas, ó Deus meu!” (v.17).

No final do ano passado, meu marido e eu passamos por dois grandes livramentos em que pudemos perceber claramente o cuidado de Deus e o poder da oração. O nosso dia a dia, contudo, é repleto de livramentos que nem sequer percebemos. Às vésperas do final do grande conflito, estamos vivendo dias solenemente considerados pelo Céu para salvar e maliciosamente usados por Satanás “para roubar, matar e destruir” (Jo.10:10), pois ele bem sabe “que pouco tempo lhe resta” (Ap.12:12).

Entretanto, o clamor de Davi por livramento não tinha como principal objetivo a sua incolumidade física, mas a espiritual. E é com esta que precisamos nos preocupar. O desejo de Davi era o de viver para Deus e com Deus. A sua confissão revela o que mais lhe afligia: “Não têm conta os males que me cercam; as minhas iniquidades me alcançaram, tantas, que me impedem a vista; são mais numerosas que os cabelos de minha cabeça, e o coração me desfalece” (v.12). Semelhante ao salmista, foi a confissão do apóstolo Paulo: “Porque eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem nenhum, pois o querer o bem está em mim; não, porém, o efetuá-lo” (Rm.7:18).

Como um arauto das boas-novas de Deus, o salmista não tinha sua fé oculta. Diante da “grande congregação” (v.9) não buscava a autopromoção de sua vida piedosa, e sim proclamar as virtudes dAquele que o “chamou das trevas para a Sua maravilhosa luz” (1Pe.2:9). Jesus nos deixou o perfeito exemplo de uma vida de comunhão com Deus. E sempre que saía de seus lugares de oração, multidões eram atraídas por Ele. Porque a comunhão com o Céu é atraente! Nem todos os que são atraídos, porém, possuem boas intenções. Como declarou Davi, existem “os que se comprazem no meu mal” (v.14).

“Bem-aventurado o homem que põe no Senhor a sua confiança e não pende para os arrogantes, nem para os afeiçoados à mentira” (v.4). Anjos poderosos são “enviados para serviço a favor dos que hão de herdar a salvação” (Hb.1:14). Todo o Céu está envolvido na obra de “habilitar para o Senhor um povo preparado” (Lc.1:17). E num chamado demérito, o Senhor nos convida para proclamarmos o “evangelho eterno… aos que se assentam sobre a terra, e a cada nação, e tribo, e língua, e povo” (Ap.14:6).

“Satanás é o acusador de nossos irmãos, e é o seu espírito que inspira os homens a espreitar os erros e defeitos do povo do Senhor, conservando-o sob observação, enquanto deixa ignoradas suas boas ações. Ele está sempre em atividade quando Deus opera pela salvação das almas… O príncipe do mal disputa cada polegada de terreno em que o povo de Deus avança em sua jornada rumo à cidade celestial” (O Grande Conflito, 395). No lugar Santíssimo, Jesus está a interceder por nós: “Não peço que os tires do mundo, mas que os livres do mal” (Jo.17:15). Como Davi, esperemos “confiantemente pelo Senhor” (v.1) e em Seu perfeito livramento. Pois ao lado do Senhor dos Exércitos, avançamos para a vitória final. Vigiemos e oremos!

Bom dia, vencedores com Cristo!

Rosana Garcia Barros

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