Reavivados por Sua Palavra


SALMO 59 – Comentado por Rosana Barros
1 de abril de 2020, 0:45
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“Eu, porém, cantarei a Tua força; pela manhã louvarei com alegria a Tua misericórdia; pois Tu me tens sido alto refúgio e proteção no dia da minha angústia” (v.16).

Como um valente guerreiro, Davi suscitou a ira de muitos inimigos, pior que esses, eram os que se levantavam contra ele sem causa (v.3-4). Movido por inveja e pelo medo de perder a sua coroa, Saul perseguiu a Davi e de muitas formas atentou contra a vida dele. Davi, por outro lado, por vezes teve a vida de Saul em suas mãos, mas escolheu confiar na justiça divina. Deus conservou em seu coração a consideração, respeito e amor que nutria pelo primeiro rei de Israel e pai de seu melhor amigo Jônatas.

Cercada a sua casa pelos homens de guerra mais competentes dos exércitos de Israel, de seu íntimo o salmista ergueu uma súplica a Deus. Quando absortos pelas tribulações, a quem recorremos? Qual tem sido a nossa reação diante de afrontas e perseguições? Estamos estudando diariamente dia o Livro que testifica de Cristo. Ele é a Palavra (Jo.1:1; Ap.19:13). Ao olharmos para a Sua vida e exemplo, nos deparamos com “o Homem de dores e que sabe o que é padecer; e, como de quem os homens escondem o rosto, era desprezado… Ele foi oprimido e humilhado, mas não abriu a boca” (Is.53:3 e 7).

Em nossa natureza carnal jamais conseguiríamos por esforço próprio nos assemelhar à natureza de Cristo não fosse a atuação do Espírito Santo. É o poder de Deus aliado ao esforço humano que produz nova vida. Como o filho do trovão foi transformado em discípulo do amor, há uma obra sendo realizada na vida de todo aquele cujo coração é diariamente ofertado nos depósitos do Céu. Não há má tendência que não seja transformada, nem herança biológica que resista à arte do grande Oleiro. Como Davi, precisamos clamar: “Vem ao meu encontro” (v.4), ó Deus, e transforma a minha vida!

Temos um senso muito grande de autoproteção e autocomiseração. É claro que no caso de Davi, ele era a vítima de uma perseguição injusta, mas em nenhum momento usou de sua angústia e sofrimento para angariar a piedade de ninguém. Suas dores eram segredadas a Deus e do alto aguardava a sua libertação. Jesus foi terrivelmente perseguido e oprimido por aqueles a quem veio salvar. Mas não consigo imaginar o meu Salvador devolvendo insulto com insulto e nem reclamando a Seus discípulos a indiferença sofrida por parte dos líderes religiosos. Imagino sim, o que a Bíblia revela: “Retirando-se, porém, os fariseus, conspiravam contra Ele, sobre como Lhe tirariam a vida. Mas Jesus, sabendo disto, afastou-Se dali” (Mt.12:14-15). “E, despedidas as multidões, subiu ao monte, a fim de orar sozinho. Em caindo a tarde, lá estava Ele só” (Mt.14:23).

Diante de ofensas e perseguições,  seja a nossa voz ouvida no Santíssimo: “Em Ti, força minha, esperarei; pois Deus é meu alto refúgio” (v.9). Não julgue o seu temperamento como algo que não tem jeito. Satanás se alegra quando subestimamos o poder de Deus. Apegue-se à palavra viva e transformadora: “Tudo posso nAquele que me fortalece” (Fp.4:13). Olhe para Jesus! Ele é a fonte de toda consolação e libertação. É contemplando-O que “somos transformados, de glória em glória, na Sua própria imagem, como pelo Senhor, o Espírito” (2Co.3:18). Vigiemos e oremos!

Bom dia, contempladores de Cristo!

* Deixe nos comentários o seu pedido de oração. #EuOroPorVocê 

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Salmo59 #RPSP

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SALMO 58 – Comentado por Rosana Barros
31 de março de 2020, 0:45
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“Então, se dirá: Na verdade, há recompensa para o justo; há um Deus, com efeito, que julga na Terra” (v.11).

Impressionado pelas injustiças e pela impunidade dos perversos, Davi não ocultou a sua ira. A parcialidade das autoridades jurídicas da época e seu julgamento iníquo provocava no grande rei e guerreiro fome e sede de justiça. A prosperidade e tranquilidade dos ímpios despertava-lhe o anseio pela justiça divina e pela vingança dos justos. Seu sentimento, porém, não lhe era peculiar, nem tampouco eram exclusivas de seu tempo as obras que contemplava.

Desde Abel, “a voz do sangue” dos filhos de Deus “clama da terra” (Gn.4:10). O mesmo símbolo é apresentado na visão de João na abertura do quinto selo: “Até quando, ó Soberano Senhor, santo e verdadeiro, não julgas, nem vingas o nosso sangue dos que habitam sobre a Terra?” (Ap.6:10). Elencados como justos pela dispensação de Cristo, muitos dormem no pó da terra até que se completem “o número dos seus conservos e seus irmãos” (Ap.6:11). No juízo final veremos o cumprimento da profecia dada a Daniel: “Muitos que dormem no pó da terra ressuscitarão, uns para a vida eterna, e outros para vergonha e horror eterno” (Dn.12:2).

A Bíblia apresenta uma impiedade adquirida desde a concepção (v.3); de pessoas que já nascem com a índole corrompida. Muitos estudiosos classificam a índole como um conjunto de peculiaridades e de características inerentes à pessoa desde o seu nascimento. Ou seja, são as heranças biológicas, tendências transmitidas dos pais aos filhos. A índole, contudo, difere do caráter, pois este é adquirido através da educação e do ambiente em que o indivíduo é exposto. Há esperança, portanto, para todo aquele que se dispõe a aprender na escola de Cristo. Pois, assim diz o Senhor: “Mas, se o perverso se converter de todos os pecados que cometeu, e guardar todos os Meus estatutos, e fizer o que é reto e justo, certamente viverá; não será morto” (Ez.18:21).

Tão perto como estamos da gloriosa aparição de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, que pela graça de Deus não façamos parte do grupo descrito pelo apóstolo Paulo (2Tm.3:1-5). Não há herança de sangue que não possa ser lavada pelo sangue do Cordeiro! Os últimos apelos estão sendo feitos antes que os ímpios “Desapareçam como águas que se escoam” (v.7). Eis o desejo do Eterno: “que ninguém pereça, senão que todos cheguem ao arrependimento” (2Pe.3:9). “Ouvi isto, vós, todos os povos” (2Cr.18:27), antes que chegue o tempo em que se dirá: “Continue o injusto fazendo injustiça, continue o imundo ainda sendo imundo; o justo continue na prática da justiça, e o santo continue a santificar-se” (Ap.22:11). “Arrependei-vos, porque está próximo o reino dos céus” (Mt.3:2). Vigiemos e oremos!

Bom dia, lavados pelo sangue de Cristo!

Desafio da semana: Intensifique os seus momentos de comunhão com Deus e as orações “por todos os santos” (Ef.6:18).

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Salmo58 #RPSP

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SALMO 57 – Comentado por Rosana Barros
30 de março de 2020, 0:45
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“Tem misericórdia de mim, ó Deus, tem misericórdia, pois em Ti a minha alma se refugia; à sombra das Tuas asas me abrigo, até que passem as calamidades” (v.1).

Diante da vista do suntuoso templo de Jerusalém, Jesus desviou o olhar de admiração de Seus discípulos para as cenas finais deste mundo. O capítulo 24 do evangelho segundo Mateus relata o sermão profético de Cristo. Ali, Ele descreveu o que aconteceria antes da destruição de Jerusalém, no ano 70 d.C., e antes da Sua segunda vinda à Terra. Guerras e rumores de guerras, fome, terremotos, epidemias, são alguns dos sinais que Ele nos revelou como sendo “o princípio das dores” (Mt.24:8). Como uma parturiente prestes a dar à luz, as contrações aumentam, e “toda a criação, a um só tempo, geme e suporta angústias até agora” (Rm.8:22).

“Clamarei ao Deus Altíssimo, ao Deus que por mim tudo executa” (v.2), declamou Davi em virtude da acirrada perseguição de Saul. Ele não sabia quando se veria livre daquele apuro, mas que enquanto aguardava livramento, estava em lugar mui seguro: “à sombra das Tuas asas me abrigo” (v.1). Os sinais descritos por Cristo aos Seus discípulos estão perante os nossos olhos e rapidamente se avolumam. Ao nosso redor vemos o medo e o desespero, e, por outro lado, o descaso e a indiferença para com a Palavra de Deus.

Grifes famosas fabricando máscaras sanitárias e álcool em gel. Pessoas sendo tolhidas dos direitos mais básicos pela aplicação de multas e violência. Hospitais superlotados e barracões de emergência remontam a um verdadeiro cenário de guerra. Famílias em quarentena. Ruas vazias. Viagens canceladas. Economia em frangalhos. Os maiores líderes da Terra impotentes diante de um microscópico organismo letal. Em poucos dias, o agitado e auto-suficiente planeta se viu obrigado a fazer o que jamais cogitou fazer: parar. Rejeitando o descanso do sábado bíblico como uma impossibilidade, a parada obrigatória tornou-se uma forte aliada do enganador para estabelecer o seu sábado ilegítimo.

Qual tem sido a nossa reação diante de tudo isso? Eis a reação de Davi em meio à forte tormenta: “Firme está o meu coração, ó Deus, o meu coração está firme; cantarei e entoarei louvores” (v.7). Não é errado sentir medo se ele nos leva para mais perto de Deus. Como uma criança que busca a segurança dos pais em noite de tempestade, precisamos nos abrigar nos braços do nosso Pai do Céu, que “dos céus [nos] envia o Seu auxílio e [nos] livra” (v.3). E como um filho que dá ouvidos à instrução de seu pai, precisamos estar atentos ao alerta que inaugurou o sermão profético de Cristo: “Vede que ninguém vos engane” (Mt.24:4).

A Palavra de Deus é muito clara quanto ao verdadeiro dia de guarda. O sábado é o autêntico sinal de Deus entre Ele e Seu povo (Ez.20:12 e 20). É a digital do Criador no tempo. E seremos severamente provados quanto a isso. Mais do que nunca, é hora de reunirmos nossas famílias em torno das Escrituras e firmar nossos corações nas verdades do Céu. De rendermos graças ao Senhor “entre os povos” e cantar-Lhe “louvores entre as nações” (v.9), “até que passem as calamidades” (v.1). Que em meio ao silêncio da Terra, o Senhor Se faça ouvir através do Seus filhinhos, que “serão purificados, embranquecidos e provados” (Dn.12:10), habilitados para o Senhor como “um povo preparado” (Lc.1:17) “para o encontro do Senhor nos ares” (1Ts.4:17). O Senhor do sábado está voltando! Vigiemos e oremos!

Bom dia, filhinhos do Pai do Céu!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Salmo57 #RPSP

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SALMO 56 – Comentado por Rosana Barros
29 de março de 2020, 0:45
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Davi tornou-se o alvo da fúria de muitos inimigos. Sendo constantemente perseguido, sua vida, por muitas vezes, esteve em situações de risco. Contudo, mais do que um guerreiro valente, ele era um adorador temente. Ainda que sentisse medo, sua confiança em Deus não vacilava. Ele sabia a Quem pedir socorro e que ninguém tinha poder sobre a sua vida, a não ser o Senhor: “bem sei isto: que Deus é por mim” (v.9).

“Pois da morte me livraste a alma, sim, livraste da queda os meus pés, para que eu ande na presença de Deus, na luz da vida” (v.13).

Os filhos das trevas não passam de instrumentalidades de Satanás para tentar abater os filhos de Deus. Mais do que guerras e rumores de guerras, há um intenso conflito pela conquista do meu e do seu coração. Davi suportou muitas angústias e derramou muitas lágrimas, mas ele sabia a Quem servia e conhecia a limitação de seus adversários: “Que me pode fazer um mortal?” (v.4). No odre de Deus depositava as suas lágrimas (v.8) e diante do perigo clamava por misericórdia. Muito mais necessitamos desta fé sólida visto o tempo que se apressa para o fim.

Está escrito que “a nossa luta não é contra o sangue e a carne, e sim contra os principados e potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal, nas regiões celestes” (Ef.6:12). A armadura de Deus é nossa única salvaguarda contra essas forças superiores. Jesus Cristo é a armadura! Ele já venceu esta guerra por nós. Ele é “a luz da vida” (v.13). E Ele mesmo declarou: “Ainda por um pouco a luz está convosco. Andai enquanto tendes a luz, para que as trevas não vos apanhem; e quem anda nas trevas não sabe para onde vai. Enquanto tendes a luz, crede na luz, para que vos torneis filhos da luz” (Jo.12:35-36).

O apóstolo Paulo afirmou: “Se Deus é por nós, quem será contra nós?” (Rm.8:31), e continuou: “Porque eu estou bem certo de que nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as coisas do presente, nem do porvir, nem os poderes, nem a altura, nem a profundidade, nem qualquer outra criatura poderá separar-nos do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor” (Rm.8:38-39). Jesus é a resposta a todas as nossas inquietações. Ele sabe o que é ser perseguido e maltratado, e deseja nos conceder o Seu poder para vencermos como Ele venceu. Lembre-se de que “todos quantos querem viver piedosamente em Cristo Jesus serão perseguidos” (2Tm.3:12). “Bem-aventurados os perseguidos por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus” (Mt.5:10). É no vitupério de Cristo que somos forjados para o Seu reino. Vigiemos e oremos!

Feliz semana, filhos da luz!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Salmo56 #RPSP

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SALMO 55 – Comentado por Rosana Barros
28 de março de 2020, 0:45
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“Livra-me a alma, em paz, dos que me perseguem; pois são muitos contra mim” (v.18).

O contexto deste Salmo foi um dos mais tristes para Davi, e, creio eu, seja uma das causas que mais aflige o coração do justo. Já não fosse suficiente ter de lidar com inimigos declarados, Davi teve de enfrentar a profunda tristeza de conviver com amigos íntimos cuja “boca era mais macia que a manteiga, porém no coração havia guerra” (v.21). Sendo um homem temente a Deus, sabia identificar o ódio voluntário. Isso, contudo, o consumia de tristeza: “sinto-me perplexo em minha queixa e ando perturbado” (v.2).

A lamentação do salmista pela traição de seus amigos foi um dissabor vivido por muitos servos de Deus. O profeta Jeremias, por exemplo, sendo fortemente perseguido e ameaçado pelo seu próprio povo, fez uma oração bem parecida com o Salmo de hoje (Jr.18:18-23), e o Senhor mesmo o alertou, dizendo: “Porque até os teus irmãos e a casa de teu pai, eles próprios procedem perfidamente contigo; eles mesmos te perseguem com fortes gritos. Não te fies deles ainda que te digam coisas boas” (Jr.12:6).

Em Seu ministério terrestre, Jesus teve de lidar com semelhante situação. Entre as multidões que O seguiam, havia corações endurecidos. E até mesmo entre os Seus discípulos, um que O trairia com palavras brandas (v.21) e com um beijo (Mt.26:49). Judas representa a classe de falsos amigos de que Davi se referiu. São aqueles que conservam no coração sentimentos malignos, mas que se esforçam por manifestar aparência de piedade. Na experiência de Davi, de Jeremias e de tantos outros, porém, todo fiel e sincero servo de Deus deve encontrar conforto. Pois assim como Ele os ajudou a identificar a falsidade e os livrou de todo o mal, certamente, o mesmo Deus há de, hoje, abrir os olhos dos justos e livrá-los dos perigos ocultos.

Sabem, amados, tomara não façamos parte desta classe maldita. Antes ser perseguido do que ser perseguidor de nossos irmãos. Pois, como foi o fim de Judas, assim será o fim daqueles que rejeitam a voz do Espírito Santo. Há um único meio de que podemos fazer uso e Davi bem o descreveu: “Eu, porém, invocarei a Deus, e o Senhor me salvará. À tarde, pela manhã e ao meio-dia, farei as minhas queixas e lamentarei; e Ele ouvirá a minha voz” (v.16-17). Quando perseguido por seus próprios amigos, Davi orou. Quando ameaçado de morte pelos que desejava o bem, Jeremias orou. Ao aproximar-se a hora da traição, Jesus orou. Portanto, não entregue o seu coração à vingança, mas “Confia os teus cuidados ao Senhor, e Ele te susterá; jamais permitirá que o justo seja abalado” (v.22). Vigiemos e oremos!

Feliz sábado, imitadores de Cristo!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Salmo55 #RPSP

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SALMO 54 – Comentado por Rosana Barros
27 de março de 2020, 0:45
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“Ó Deus, salva-me, pelo Teu nome, e faze-me justiça pelo Teu poder” (v.1).

O código universal de socorro, SOS, surgiu da necessidade de alertar uma situação de perigo ou necessidade urgente que ponha a vida em risco. Apesar das suposições, esta sigla não tem um significado específico. Foi criada pelo simples fato de não ser confundida com outra e porque eram as letras mais fáceis de reproduzir e mais difíceis de serem confundidas no famoso código morse. Desde então, o SOS tem sido usado como padrão de socorro em todo o mundo.

Há, porém, um meio de pedir socorro bem mais antigo e que, mesmo conhecido de muitos, tem sido negligenciado: a oração. O apelo do salmista pelo socorro divino expressa a sua necessidade de livramento e proteção. Em sua rota de fuga, por vezes Davi se deparava com falsos aliados, que tão logo tivessem a oportunidade, delatavam a sua localização a Saul. Mas em meio ao perigo, Davi sabia a Quem recorrer. Sua fé estava alicerçada em Deus e com confiança declarava: “o Senhor é quem me sustenta a vida” (v.4).

Em momentos de fragilidade e quando nos encontramos em situação de risco, a quem recorremos? Como Davi, você pode afirmar: “Deus é o meu ajudador” (v.4)? É na crise que somos confrontados com as nossas debilidades e do Céu nos é oferecido o perfeito livramento. Entretanto, costumamos canalizar as nossas orações em nossos problemas, e não em nossa real necessidade de buscar a Deus. A oração é o “SOS” do cristão. Mas o seu principal objetivo deve ser o de nos conectar ao divino Socorrista.

Com base na experiência da angústia de Jacó, Ellen White declarou: “Ao rodearem-nos os perigos, e ao apoderar-se da alma o desespero, devem confiar unicamente nos méritos da obra expiatória. Nada podemos fazer de nós mesmos. Em toda a nossa desajudada indignidade, devemos confiar nos méritos do Salvador crucificado e ressuscitado. Ninguém jamais perecerá enquanto fizer isto” (Patriarcas e Profetas, 203). Semelhante a Jacó, pela graça de Cristo, que nossa noite de angústia redunde em uma manhã gloriosa. Vigiemos e oremos!

Bom dia, homens e mulheres de oração!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Salmo54 #RPSP

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SALMO 53 – Comentado por Rosana Barros
26 de março de 2020, 0:45
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“Todos se extraviaram e juntamente se corromperam; não há quem faça o bem, não há sequer um” (v.3).

O grande objetivo de Satanás, desde sua primeira trama de engano entre os anjos, tem sido o de estabelecer diante do Universo o trono de seu reino maligno. Como um exímio conhecedor e aproveitador da fragilidade humana, sua missão consiste em “roubar, matar e destruir” (Jo.10:10). E como um perdedor inconformado, tem aproveitado a insensatez dos homens para declarar a essência da primeira mentira: “Não há Deus” (v.1).

O Salmo de hoje revela a condição do homem sem Deus e a perfeita e suficiente provisão divina para salvar o pecador arrependido. A crescente corrupção e a falta do conhecimento de Deus tem conduzido o mundo a um declínio constante, e, ultimamente, acelerado. Situações derivadas da teimosia humana se tornaram em ameaça geral e encontrar “quem faça o bem” (v.1), uma raridade. Precisamos, contudo, extrair das Escrituras o que o Espírito Santo deseja realizar na minha e na sua vida: uma mudança de caráter.

A instabilidade e a fraqueza fazem parte do pacote fatal do pecado. Declarou Paulo: “Porque eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem nenhum” (Rm.7:18). Sufocados pelas coisas deste mundo e pelas perplexidades que nos assolam, acabamos por nos tornar ainda mais vulneráveis e a olharmos na direção errada. “Do Céu olha Deus para os filhos dos homens, para ver se há quem entenda, se há quem busque a Deus” (v.2). Não fosse o Seu misericordioso interesse pela salvação da raça humana e a Sua longanimidade, e morreríamos em nossos pecados.

Jesus Cristo restaurou a nossa sorte na cruz do Calvário. Foi ali que o ato de maior injustiça tornou-se em “Justiça Nossa” (Jr.23:6). Somente fiados em Seus méritos podemos nos apossar das promessas de Deus. Somente olhando para Ele seremos salvos. A Terra geme diante da iminência de Seu retorno e os sinais se intensificam. A expectativa aumenta no coração do Seu povo e o medo se alastra entre os “obreiros da iniquidade”, pois “eles não invocam a Deus” (v.4).

Que neste tempo de angústia possamos manter nossos olhos fixos em Cristo. “Não reine, portanto, o pecado em vosso corpo mortal, de maneira que obedeçais às suas paixões… mas oferecei-vos a Deus, como ressurretos dentre os mortos, e os vossos membros, a Deus, como instrumentos de justiça” (Rm.6:12-13). Vigiemos e oremos!

Bom dia, justificados por Jesus!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Salmo53 #RPSP

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SALMO 52 – Comentado por Rosana Barros
25 de março de 2020, 0:45
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“Quanto a mim, porém, sou como a oliveira verdejante, na Casa de Deus; confio na misericórdia de Deus para todo o sempre” (v.8).

Forçado pelas circunstâncias, Davi viveu parte de sua vida como um foragido. Ao perceber a intenção homicida de Saul, tratou de fugir. Sua atitude prudente o livrou da morte, mas, como um homem caçado, sua vida tornou-se uma recompensa nas mãos de quem o encontrasse. Doegue, um dos servos de Saul, viu naquela oportunidade o degrau de sua ascensão, o favor que o rei lhe prestaria caso sua informação sobre o paradeiro de Davi o ajudasse a consumar o seu intento.

No entanto, a maldade e ambição daquele homem não causaria a Davi dano algum diante da “bondade de Deus” (v.1) que, passo a passo, o acompanhava. Por mais que aquela conjuntura desse ao inimigo um gosto de vitória, Davi demonstrou uma fé firme e segura convicção no juízo divino. Ele sabia que os dias dos ímpios estão contados e que “os justos hão de ver tudo isso” (v.6). E que é melhor, ainda que sob a constante tensão de ameaças e perseguição, estar do lado perseguido do que do lado perseguidor.

Se a impiedade é o antônimo de piedade, então, ímpio é todo aquele que não oferta a Deus o que Lhe é devido. Segundo as Escrituras, o ímpio também é chamado de imundo, infiel, iníquo, insensato e perverso. É aquele que prefere o mal ao bem, e a mentira, a falar com justiça; cuja “língua urde planos de destruição” (v.2), confiando “na abundância dos seus próprios bens e na sua perversidade se [fortalece]” (v.7). E há um só destino para o ímpio que não se arrepende: a destruição eterna (v.5). “Mas, convertendo-se o perverso da perversidade que cometeu e praticando o que é reto e justo, conservará ele a sua alma em vida” (Ez.18:27).

O castigo eterno foi “preparado para o diabo e seus anjos” (Mt.25:41), e não para os homens. Nós fomos criados para a glória de Deus (Is.43:7) e fomos resgatados para sermos salvos “pelo Senhor com salvação eterna” (Is.45:17). Portanto, amados, confiemos sempre na provisão divina. Entreguemos ao Senhor em oração aqueles que nos perseguem. Como Davi, confiemos a Deus as nossas queixas e tribulações, pois a Sua bondade dura para sempre. “Dar-te-ei graças para sempre”, ó Deus meu, “esperarei no Teu nome, porque é bom” (v.9). Vigiemos e oremos!

Bom dia, fiéis servos de Deus!

* Deixe nos comentários o seu pedido de oração. #EuOroPorVocê

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Salmo52 #RPSP

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SALMO 51 – Comentado por Rosana Barros
24 de março de 2020, 0:45
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“Cria em mim, ó Deus, um coração puro e renova dentro de mim um espírito inabalável” (v.10).

Certa vez estava na recepção da igreja recebendo muitas pessoas em um culto especial sobre saúde. Não percebi quando entrou um rapaz cego até que ele desse de cara com um vaso de plantas. Rapidamente segurei o rapaz pelos dois ombros e de forma desajeitada comecei a conduzi-lo aos primeiros bancos. Ainda no início do trajeto ele me parou e me disse de forma muito educada: “Irmã, fique tranquila. Se a senhora puder segurar apenas no meu braço já é o suficiente”. Então rimos juntos e enquanto conversávamos prestava atenção em seu semblante que irradiava alegria e serenidade.

Sabem, meus amados irmãos, a cegueira física é uma triste limitação, mas pode se tornar insignificante se comparada à cegueira espiritual. Davi estava vivendo dias de glória. A perseguição deu lugar à tranquilidade. As palavras do Senhor se cumpriram e ele havia assumido a coroa da nação eleita. Davi foi a prova viva de que a guerra faz o soldado vigilante, mas a bonança pode pegá-lo desprevenido. Ao abandonar o posto de seu dever como cabeça dos exércitos de Israel, não imaginava que conflito pior estava por desarmá-lo e fazê-lo tombar.

Cego pelas baixas paixões, Davi adulterou, mentiu e planejou a morte de um de seus fiéis valentes. Não foram, porém, consequências de repentina cegueira. Pouco a pouco, pequenas concessões, os louvores dos homens, os privilégios de sua função e a negligência das coisas espirituais acabaram por enredá-lo por um destino quase fatal, não fosse a intervenção divina. A oportunidade dada a Davi pela repreensão do profeta não foi uma providência exclusiva, mas contundente prova de que a misericórdia do Senhor não é limitada pela insensatez humana. Ninguém vai tão longe que o braço da Onipotência não possa alcançar e conduzir por caminho seguro.

“Compadece-te de mim, ó Deus, segundo a Tua benignidade; e, segundo a multidão das Tuas misericórdias, apaga as minhas transgressões” (v.1), é o alto clamor do pecador arrependido. Esse episódio nos confirma a verdade de que é a bondade de Deus que nos conduz ao arrependimento (Rm.2:4). Não encare esse tempo de crise como perigoso. Mas como a oportunidade de estreitar o seu relacionamento com Deus e com sua família. E ainda que você esteja só neste momento, “provai e vede que o Senhor é bom” (Sl.34:8). Assim como Ele não abandonou Davi em seus pecados, Ele não te deixará!

Faça deste Salmo a sua oração diária. A prevenção e a precaução são muito importantes, e precisamos fazer a nossa parte no combate a este vírus. Não sejam, porém, as nossas mãos o alvo da principal purificação. Como Davi, clamemos: “Lava-me completamente da minha iniquidade e purifica-me do meu pecado” (v.2). Como o cego Bartimeu, é tempo de clamarmos insistentemente: “Jesus, Filho de Davi, tem misericórdia de mim” (Mc.10:48). Pois “sacrifícios agradáveis a Deus são o espírito quebrantado; coração compungido e contrito” (v.17). Então, com nossos olhos abertos, cheios do Espírito Santo, pregaremos (v.13), por preceito e por exemplo, o “evangelho do reino por todo o mundo, para testemunho a todas as nações. Então, virá o fim” (Mt.24:14). Vigiemos e oremos!

Bom dia, perdoados para testemunhar e salvar!

Desafio da semana: Estejamos unidos em uma corrente do bem, enviando mensagens de esperança e, se possível, ligando para as pessoas para orar com elas e fortalecê-las nesses momentos difíceis. Sê tu uma bênção!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Salmo51 #RPSP

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SALMO 50 – Comentado por Rosana Barros
23 de março de 2020, 0:45
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“Vem o nosso Deus e não guarda silêncio; perante Ele arde um fogo devorador, ao Seu redor esbraveja grande tormenta” (v.3).

Muitos têm se enveredado por caminhos sobremodo perigosos. Apegando-se às formas, esquecem da essência. Sua religião, baseada em ritos, torna-se tão frágil enquanto é considerada uma sólida aliança. Ainda assim, essa não é a principal questão no julgamento divino. O Salmo de Asafe alerta para o risco de uma adoração desvirtuada e com propósitos errados. O sistema de sacrifícios do antigo Israel representava o plano da salvação por meio de Cristo Jesus. Portanto, deveria ser um ato de adoração, um “sacrifício de ações de graças” (v.14), e não uma barganha.

O Céu considera a intenção do adorador em cada obra realizada. Aquele que conhece os corações procura pelos que O adoram “em espírito e em verdade; porque são estes que o Pai procura para Seus adoradores” (Jo.4:23). Deus não escolhe a quem salvar, mas salva a quem O escolhe. Uma obra incansável tem sido realizada e “o Poderoso, o Senhor Deus, chama a Terra desde o Levante até o Poente” (v.1): “Escuta, povo Meu, e Eu falarei” (v.7). Ninguém que aceite ouvi-Lo será pego de surpresa. Ninguém que entregue o coração sem reservas à destra do grande Oleiro permanece com as ranhuras do passado. Sua vida é transformada pelas mãos da Onipotência enquanto permite ser santificado pela Palavra.

Engana-se a classe que defende uma religião que professa piedade (v.16), mas que não se desvia do mal (v.18-20). Que ergue a voz a proclamar as santas verdades das Escrituras enquanto com a mesma boca senta “para falar contra [seu] irmão” (v.20). Que odeia a disciplina e se associa com os que praticam a iniquidade (v.18). “Considerai, pois, nisto, vós que vos esqueceis de Deus” (v.22): “Vem o nosso Deus” (v.3), “para realizar a Sua obra, a Sua obra estranha” (Is.28:21). Porque a ira de Deus sobre a humanidade caída será uma obra estranha Àquele que nos criou para a eternidade.

Amados, nestes dias onde o mundo tão agitado se encontra no silêncio da reclusão, “sê tu uma bênção” (Gn.12:2)! “Oferece a Deus sacrifício de ações de graças e cumpre os teus votos para com o Altíssimo” (v.14). Prepara-te e verás “a salvação de Deus” (v.23)! “Desperta, ó tu que dormes” (Ef.5:14)! “E digo isto a vós outros que conheceis o tempo: já é hora de vos despertardes do sono; porque a nossa salvação está, agora, mais perto do que quando no princípio cremos” (Rm.13:11). “Vem o nosso Deus e não guarda silêncio” (v.3). “Porquanto o Senhor mesmo, dada a Sua palavra de ordem, ouvida a voz do arcanjo, e ressoada a trombeta de Deus, descerá dos céus, e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro; depois, nós, os vivos, os que ficarmos, seremos arrebatados juntamente com eles, entre nuvens, para o encontro do Senhor nos ares, e, assim, estaremos para sempre com o Senhor” (1Ts.4:16-17).

Neste tempo de dificuldade, o Senhor nos diz: “invoca-Me no dia da angústia; Eu te livrarei, e tu Me glorificarás” (v.15). “E acontecerá que todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo” (Jl.2:32). Portanto: “Rasgai o vosso coração, e não as vossas vestes, e convertei-vos ao Senhor, vosso Deus, porque Ele é misericordioso, e compassivo, e tardio em irar-Se” (Jl.2:13). Vigiemos e oremos!

Maranata, povo de Deus!

Rosana Garcia Barros

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