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“… Na verdade, todo homem, por mais firme que esteja, é pura vaidade” (v.5).
A vaidade da vida destacada por Davi no Salmo de hoje encontra um paralelo com o que o seu filho Salomão escreveria mais tarde: “vaidade de vaidades, tudo é vaidade” (Ec.1:2). Tanto o pai quanto o filho, chegaram a uma conclusão: a vida neste mundo é um sopro, é passageira. “Com efeito, passa o homem como uma sombra; em vão se inquieta” (v.6).
O salmista iniciou com um monólogo. É Davi falando consigo mesmo, mais ou menos assim:
— Preciso estar vigilante para não falar demais. Vou fechar a minha boca diante dos que não são tementes a Deus.
O resultado disto foi dor de coração e angústia. Ele passou a ter uma real noção da brevidade da vida e de tudo o que o homem acumula nesta terra (v.6). É tudo “pura vaidade” (v.11). Enquanto a esperança de muitos estiver depositada nesta vida passageira e nas coisas deste mundo, ela passará “como uma sombra” (v.6). Mas se o Senhor for a nossa esperança, podemos ter a certeza de que ainda que tenhamos que passar pelo fogo das provações (v.11), Ele ouvirá a nossa oração (v.12).
Apesar de ter iniciado o Salmo como a figura de um homem emudecido (v.2), Davi o encerrou com um “grito por socorro” (v.12). Podemos até nos calar para evitar falar o desnecessário, mas não podemos negligenciar o diálogo com o Eterno. De dia e de noite precisamos clamar: “Ouve, Senhor, a minha oração” (v.12). Antes que o nosso prazo de vida chamado “nada” (v.5) se esgote, antes que seja tarde demais, que o nosso “grito por socorro” alcance os ouvidos misericordiosos de Deus. Reconhecer que somos seres finitos e dependentes dEle nos faz olhar na direção do Único que é eterno e declarar: “Tu és a minha esperança” (v.7).
Entreguemos a nossa vida nas mãos de Jesus! Ele é a própria Vida (Jo.14:6)! E ainda que morramos aqui, quando Ele voltar “com poder e muita glória” (Mt.24:30), nossa vida será transformada de “alguns palmos” (v.5) em dias incontáveis. Vigiemos e oremos!
Bom dia, peregrinos a caminho do Lar!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Salmo39 #RPSP
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“Estou aflito e mui quebrantado; dou gemidos por efeito do desassossego do meu coração” (v.8).
Quantas vezes nos sentimos tão mal por nossos erros e atitudes precipitadas que sentimos até vergonha de orar e pedir perdão! Mas nossa mente é tomada por um sentimento de impotência diante de nossa própria natureza pecaminosa e o grito da alma eclode em clamor e confissão. O Salmo de hoje revela palavras de quem viveu momentos assim. É importante reconhecer a nossa condição como pecadores e a nossa necessidade constante do perdão e do favor divino. Corremos o risco, porém, de estar carregando um fardo demasiadamente pesado.
Sabendo que é “a bondade de Deus que [nos] conduz ao arrependimento” (Rm.2:4), precisamos atender ao Seu chamado crendo que Ele nos ouvirá e atenderá. Nossas fraquezas e defeitos de caráter, sejam herdados ou adquiridos, não são irremediáveis. E ainda que nossas más escolhas tenham nos provocado prejuízos no corpo ou na mente, Jesus não nos trata com indiferença, mas estende para nós Sua terna mão de misericórdia e nos oferece auxílio e salvação: “Vinde a Mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e Eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o Meu jugo… Porque o Meu jugo é suave, e o Meu fardo é leve” (Mt.11:28-30).
Não é errado clamar a Deus por socorro. Pelo contrário, é quando mais necessitamos de Seu perdão e aprovação, quando mais sentimos repulsa de nossa triste condição, quando em humilhação nos voltamos para Ele como servos, que Ele nos recebe como filhos amados e nos oferece as vestes de Sua justiça. É contemplando a Cristo, Seu sacrifício expiatório, Seu amor incondicional e Sua vitória sobre o mal, que “somos transformados, de glória em glória, na Sua própria imagem, como pelo Senhor, o Espírito” (2Co.3:18).
Ninguém, nem mesmo Satanás, tem o direito de nos acusar por pecados que já foram confessados e perdoados. Como Davi diante de seus adversários, precisamos ser “como quem não ouve e em cujos lábios não há réplica” (v.14). Que o Senhor nos conceda um coração humilde e contrito em tempo de frieza e mornidão, crendo que “Ele nos salvou mediante o lavar regenerador e renovador do Espírito Santo” (Tt.3:6). Portanto: “Não andeis ansiosos de coisa alguma; em tudo, porém, sejam conhecidas, diante de Deus, as vossas petições, pela oração e pela súplica, com ações de graças. E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará o vosso coração e a vossa mente em Cristo Jesus” (Fp.4:6-7). Vigiemos e oremos!
Bom dia, humildes do Senhor!
* Deixe nos comentários o seu pedido de oração. #EuOroPorVocê
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Salmo38 #RPSP
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“Entrega o teu caminho ao Senhor, confia nEle, e o mais Ele fará” (v.5).
Certa vez, ouvi uma frase que me fez refletir: “Só leva pedrada a árvore que dá frutos”. A Bíblia destaca as qualidades de Davi da seguinte forma: “sabe tocar e é forte e valente, homem de guerra, sisudo em palavras e de boa aparência; e o Senhor é com ele” (1Sm.16:18). Que cristão não gostaria de ter uma biografia como esta? Davi era uma pessoa tão agradável, que, de pronto, Saul “o amou muito e o fez seu escudeiro” (1Sm.16:21). Contudo, aconteceu o que Saul não esperava. Ele percebeu que aquele menino pastor poderia ameaçar o seu trono, então, o amor de interesses acabou. Enquanto a bênção de Deus não estava mais com ele, era notória a presença do Senhor na vida de Davi. E o coração de Saul, movido por inveja e ódio, só desejava uma coisa: procurar “tirar-lhe a vida” (v.32).
Diferente do que muitos até o aconselharam a fazer (1Sm.24:4), Davi escolheu confiar no Senhor e fazer o bem (v.3). Teve a vida de Saul em suas mãos por duas vezes, e por duas vezes não lhe fez nenhum mal. Ele entregou o seu caminho aos cuidados de Deus, confiou nEle e em Sua perfeita justiça (v.5 e 20). Sabemos que fim teve Saul, não pela ira de Davi, mas por suas próprias escolhas caminhou para a morte. “A sua espada, porém, [lhe] traspassará o próprio coração” (v.15). Porque “o cruel a si mesmo se fere” (Pv.11:17).
Não há vantagem alguma na vingança, pois tudo o que é guiado pelo furor, “certamente… acabará mal” (v.8). Confiemos na justiça divina, porque a Deus “pertence a vingança” (Rm.12:19). Percebam quantas preciosas promessas contém neste Salmo, e todas referentes aos que herdarão o Reino dos Céus: “os que esperam no Senhor possuirão a terra” (v.9); “Mas os mansos herdarão a terra” (v.11); “a herança deles permanecerá para sempre” (v.18); “Aqueles a quem o Senhor abençoa possuirão a terra” (v.22); “Os justos herdarão a terra e nela habitarão para sempre” (v.29). Disse Jesus: “Bem-aventurados os mansos, porque herdarão a terra” (Mt.5:5).
Portanto, “espera no Senhor, segue o seu caminho, e Ele te exaltará para possuíres a terra” (v.34). Os ímpios podem até ter uma aparente prosperidade (v.35), mas, um dia, não mais existirão (v.36). Quer ser amparado por Deus junto com sua família (v.25)? Quer ser um herdeiro da Nova Terra (Ap.21:1)? Então, busque em Deus a mansidão, “aparta-te do mal e faze o bem, e será perpétua a tua morada” (v.27), “e a sua descendência será uma bênção” (v.26). Vigiemos e oremos!
Bom dia, mansos de Deus!
Desafio da semana: “O ímpio pede emprestado e não paga; o justo, porém, se compadece e dá” (v.21). Estenda a mão para ajudar a quem necessita e peça ao Espírito Santo que faça deste desafio o seu estilo de vida. Sejamos, pois, imitadores de Cristo Jesus.
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Salmo37 #RPSP
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“Continua a Tua benignidade aos que Te conhecem, e a Tua justiça, aos retos de coração” (v.10).
Amigos, parentes, cônjuges, filhos, geralmente são aqueles que podemos dizer que conhecemos. Alguns, de forma superficial, outros, mais intimamente, como aqueles com quem convivemos mais de perto. Entretanto, de certa forma, o nosso conhecimento se limita ao que podemos ver e ouvir. E, muitas vezes, a depender da situação, alguém que julgamos conhecer revela atitudes que jamais poderíamos imaginar. Daí surgem as decepções e até a ruptura de relacionamentos.
Está escrito que o pecado fez separação entre nós e Deus (Is.59:2). Houve um rompimento no relacionamento entre o homem e o Criador, de forma que passamos a necessitar de uma ponte de ligação com o Céu. Jesus Cristo é essa ponte. Os sacrifícios da antiga aliança apontavam para esta verdade. A Jacó foi dada esta revelação através de um sonho (Gn.28:12) e o próprio Jesus a confirmou com vistas à Sua segunda vinda: “Em verdade, em verdade vos digo que vereis o céu aberto e os anjos de Deus subindo e descendo sobre o Filho do Homem” (Jo.1:51).
Em nosso coração há um grande conflito que se intensifica a cada instante. Quando rejeitamos Aquele que veio para restabelecer o nosso relacionamento com o alto, somos dominados pelo engano e pela corrupção inerente à nossa natureza carnal (Jr.17:9). A descrição feita por Davi acerca da malícia humana em contraste com a bondade divina revela a nossa constante necessidade de Deus e de Sua atuação em nossa vida. Como “trapo da imundícia” (Is.64:6) são nossas ações sem Deus, ainda que aparentem piedade. Mas é onde ninguém consegue conhecer e perscrutar que o Senhor nos vê e nos sonda.
O que temos permitido entrar em nosso coração? Ao deitar, são os nossos pensamentos perversos, ou, como Paulo, podemos afirmar: “Nós, porém, temos a mente de Cristo” (1Co.2:16)? Nunca houve um tempo onde houvesse tanta necessidade do homem estabelecer um relacionamento tão íntimo com Deus como hoje, em que o virtual tomou o lugar do presencial. Conhecer a Deus e o Seu amor leal materializado em Cristo Jesus, mantendo uma comunhão pessoal e diária com Ele é o conhecimento que salva. Disse Jesus: “E a vida eterna é esta: que Te conheçam a Ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo a Quem enviaste” (Jo.17:3).
Estamos às portas de contemplar o maior evento de todos os tempos: a gloriosa aparição de Cristo, a segunda vinda de nosso Senhor e Salvador. Veremos o cumprimento final do sonho de Jacó, mas também se cumprirá a profecia do salmista: “Tombaram os obreiros da iniquidade; estão derruídos e já não podem levantar-se” (v.12). Como também está escrito: “quando do céu Se manifestar o Senhor Jesus, com os anjos do Seu poder, em chama de fogo, tomando vingança contra os que não conhecem a Deus” (2Ts.1:8). Meus irmãos e minhas irmãs, como diz o pastor Alejandro Bullön: “Conhecer Jesus é tudo!” NEle “está o manancial da vida” (v.9). Portanto, aceitemos, agora, o Seu benigno convite: “Aquele que tem sede venha, e quem quiser receba de graça a água da vida” (Ap.22:17). Vigiemos e oremos!
Bom dia, “retos de coração” (v.10)!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Salmo36 #RPSP
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“Não se alegrem de mim os meus inimigos gratuitos; não pisquem os olhos os que sem causa me odeiam” (v.19).
Davi tinha “fome e sede de justiça” (Mt.5:6). Seus adversários o oprimiam e o seu desejo era ver, na prática, a justiça divina. À primeira vista, pode-se dizer que o Salmo de hoje é um clamor por vingança. Mas entendo que Davi estava apenas cansado de lidar com a falsidade. Enquanto se compadecia das pessoas (v.13-14), estas se alegravam com a sua desgraça (v.15). Enquanto jejuava e orava por elas, elas se reuniam contra ele. Enquanto lhes fazia o bem, era retribuído com o mal (v.12). É realmente uma desolação – como disse Davi – uma situação como essas! O que pensar? O que fazer? Como reagir? Jesus disse que devemos amar os nossos inimigos. E mais: que além de amar os nossos inimigos, devemos orar por quem nos persegue, “para que vos torneis filhos do vosso Pai Celeste”, disse Ele (Mt.5:43-48).
Somos filhos de Deus quando compreendemos que os nossos irmãos não deixam de o ser quando decidem nos odiar ou nos perseguir; quando as suas atitudes, por piores que sejam, não podem apagar o amor do Pai em nosso coração; quando, ainda que machucados e tristes pela ingratidão sofrida, somos gratos a Deus porque Ele mantém o nosso coração fortalecido.
Não gosto de pensar que Davi desejava o mal aos seus adversários, mas que esperava pela justiça divina, que é longânima e misericordiosa. Tanto, que a sua atitude não era de fazer justiça com as próprias mãos, e sim fazer o que estivesse ao seu alcance para vê-los bem (v.13-14). Porém, de graça era perseguido e sem causa, odiado (v.19). O que tornava o seu clamor um constante questionamento: — Para que tanto rancor sem causa?
Oh, amados, por mais que seja difícil entender algumas situações, o Senhor nos conforta, dizendo: “Eu sou a tua salvação” (v.3). Que a nossa oração hoje seja: — “Julga-me, Senhor, Deus meu, segundo a Tua justiça” (v.24). Entrego em Tuas mãos todos os meus perseguidores e todos os que me odeiam sem causa, para que “o anjo do Senhor os persiga” (v.6) com a finalidade de preservar-lhes a vida para que tenham a oportunidade de arrepender-se e de ser conduzidos ao Lar Eterno.
Seja um agente da paz! Que a sua vida glorifique a Deus, de forma que “digam sempre: Glorificado seja o Senhor!” (v.27). Vigiemos e oremos!
Feliz semana, pacificadores!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Salmo35 #RPSP
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“Oh! Provai e vede que o Senhor é bom; bem-aventurado o homem que nEle se refugia” (v.8).
Diante de um Salmo tão belo e repleto de ricas mensagens de fé e de adoração, fica difícil pensar que Davi o escreveu após o episódio em que se fingiu de louco diante de Aquis, rei dos filisteus (1Sm.21:10-15). Aquele relato me faz rir todas as vezes que o leio, pois fico imaginando a cena. Então, me deparo com o Salmo de hoje e me pergunto: Toda esta inspiração veio depois daquele teatro de loucura de Davi? Lembro-me de uma outra história que, semelhante a de Davi, salvou a vida de uma senhora cristã em meio ao caos da Segunda Guerra Mundial. Quando os soldados invadiram a sua propriedade, ela saiu de casa descabelada, toda suja, com uma vassoura na mão e gritando palavras sem sentido. Assustados, pensando que ela fosse alguma espécie de bruxa ou feiticeira, os soldados fugiram e assim a sua vida e a sua integridade física foram preservadas (Você pode ler a história na íntegra, no livro “Mil Cairão ao Teu Lado”, da editora Casa Publicadora Brasileira).
No momento em que Davi foi posto frente a frente com o rei filisteu, aparentemente, ele não tinha chance alguma de escapar e nada do que ele dissesse poderia justificá-lo. Então, Davi buscou o Único capaz de livrá-lo naquele momento (v.4). O fingir-se de louco não calou o seu clamor (v.6). Aos nossos olhos pode até soar estranho tal atitude, mas, para Davi, a forma como ele conseguiu escapar de uma morte certa, foi uma prova inequívoca de que o Senhor é bom e de como é verdadeiramente feliz todo aquele que nEle se refugia (v.8). Foi uma experiência tão real e tão forte, que ele pôde sentir a presença do anjo do Senhor (v.7).
Davi escolheu refrear a língua e esperar em Deus (v.13). Certamente, ele teria muito o que falar diante daquele rei perverso e pagão, mas o procurar a paz (v.14) era o mais sensato a se fazer naquele momento. Ele foi levado à presença de Aquis como um herói de guerra, e saiu como um louco. Se Davi tivesse se pronunciado ali, só provocaria ainda mais a ira de seus inimigos (v.21). De coração quebrantado e espírito oprimido, ele pôde sentir, mediante uma situação inusitada, que o Senhor estava com ele (v.18); que os olhos de Deus repousaram sobre ele e que os ouvidos divinos ficaram bem atentos ao seu clamor (v.15). Depois do que aconteceu ali, Davi tinha a firme certeza de que, por mais que tivesse que passar por muitas aflições, Deus o livraria de todas elas (v.19); e que não há condenação para todo aquele que confia no Senhor (v.22).
Muitas vezes não entendemos o agir de Deus. Certamente, o Espírito Santo motivou Davi a reagir daquela maneira. Mas o que pode nos parecer loucura, também pode ser o método divino para nos salvar. Noé anunciou um dilúvio em uma época em que nunca havia chovido. Jonas fugiu de Deus e foi engolido por um grande peixe. O Senhor pediu ao profeta Oseias que se casasse com uma mulher adúltera. São apenas alguns exemplos de que o nosso conhecimento é demasiadamente limitado diante da sabedoria divina. E foi nesse Salmo que o Senhor inspirou Davi a escrever mais uma profecia messiânica, como vimos no versículo vinte. Portanto, aceitemos o terno convite da Palavra do Senhor: “Vinde, filhos, e escutai-me” (v.11). Quando procuramos ouvir a voz de Deus acima de qualquer voz humana, Ele nos faz enxergar a Sua provisão em meio ao improvável. Provai e vede!
Feliz sábado, tementes a Deus!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Salmo34 #RPSP
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“Os céus por Sua palavra se fizeram, e, pelo sopro de Sua boca, o exército deles” (v.6).
Ao longo da história, o criacionismo tem sido questionado e a existência do Criador negada. Com o surgimento do Darwinismo, a ciência humana assumiu a postura de senhora da razão incutindo, desde a infância, suas teorias e descobertas como sendo uma fonte segura e inquestionável. Assegurados em seus milhões e milhões de anos, “mudaram a verdade de Deus em mentira” (Rm.1:25), datando o nascimento da humanidade e o surgimento de todas as coisas como eventos ocasionais, frios e esquisitos. “Tais homens são, por isso, indesculpáveis” (Rm.1:20).
Após seis dias literais de ação criativa divina, um dia foi estabelecido, um memorial foi erguido, um sinal no tempo, que sempre lembraria a humanidade de sua origem edênica. Ali naquele jardim, plantado como um templo natural em louvor ao Criador, Adão e Eva desfrutaram do descanso, da bênção e da santificação do sábado inaugural. Tão intimamente estavam ligados a Deus que nada ali, por mais perfeito que fosse, poderia superar o dom da presença divina. Seu primeiro dia na Terra também foi o dia em que o Criador escolheu passar com eles todas as vinte e quatro horas.
Ao libertar o Seu povo da escravidão do Egito, o Senhor cuidou em declarar-lhe a Sua Lei moral, a mais perfeita expressão de Seu imutável, santo e amoroso caráter. Dentre os mandamentos, no centro deles, encontra-se a lembrança de um primeiro amor há tanto esquecido: “Lembra-te do dia de sábado para o santificar” (Êx.20:8). O Criador estava convidando o Seu povo a desfrutar novamente das bênçãos oferecidas a nossos primeiros pais. O quarto mandamento é o único que declara o Senhor como Criador e confirma a Sua jurisdição: “porque, em seis dias, fez o Senhor os céus e a terra, o mar e tudo o que neles há” (Êx.20:11).
Então, Jesus pisou neste mundo escuro e nos deixou exemplo de perfeita obediência, declarando a verdade que a maioria tenta abafar: “Não penseis que vim revogar a Lei ou os Profetas; não vim revogar, vim para cumprir. Porque em verdade vos digo: até que o céu e a terra passem, nem um i ou um til jamais passará da Lei, até que tudo se cumpra” (Mt.5:18). Ensinando, pregando e curando, Cristo nos deixou em registro sagrado o ministério sabático. E até na morte, descansou neste dia, tornando-o também um memorial da redenção.
O sábado surge a cada semana como um presente do Criador, e sinal perpétuo de Sua aliança de amor com a humanidade. Em guardá-lo, encontramos descanso, bênção e santificação; o nosso coração é guardado da incredulidade e nos tornamos o alvo da contemplação divina (v.18). O sábado não é uma imposição, o sábado é o convite semanal do Criador: “Tema ao Senhor toda a Terra, temam-No todos os habitantes do mundo” (v.8). Aceitemos, hoje, este convite de graça, e dentro em breve estaremos todos adorando ao Criador na eternidade, “de um sábado a outro” (Is.66:23). Vigiemos e oremos!
Bom dia, tementes ao Criador!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Salmo33 #RPSP
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“Bem-aventurado o homem a quem o Senhor não atribui iniquidade e em cujo espírito não há dolo” (v.2).
O perdão é um dos mais preciosos dons de Deus. Não temos o perdão. Ele é um atributo divino que o Senhor nos oferece mediante genuíno arrependimento. Deus tanto nos concede o perdão pelos nossos pecados, quanto nos habilita a perdoar o nosso semelhante. Esta bem-aventurança, no entanto, precisa funcionar nos dois sentidos. Não há perdão verdadeiro quando ele fica apenas na esfera entre criatura e Criador. Cristo foi bem claro quando afirmou no Pai Nosso que o perdão só será concedido de forma vertical se também estivermos dispostos a praticá-lo de forma horizontal (Mt.6:14,15).
Davi, por ser um homem de guerra, possuía muitos inimigos, mas os piores surgiram de onde ele menos imaginava. Quando teve que fugir de Saul, por exemplo, não fugiu com rancor em seu coração, mas com o coração aflito pois não conseguia compreender a razão de tanta ira. Imagino a angústia de Davi ao questionar: “Que fiz eu? Qual é a minha culpa? E qual é o meu pecado…?” (1Sm.20:1). Com sinceridade, Davi gostaria de se retratar se preciso fosse. Se ele tinha tanto interesse em se redimir diante de alguém que lhe perseguia sem causa, imagina diante de Deus.
Sabemos que não havia dolo da parte de Davi para com Saul. Porém, Saul, possuído por um espírito maligno (1Sm.19:9), infeliz pela bênção de Deus na vida de Davi, “continuamente foi seu inimigo” (1Sm.18:29). Ele escolheu aquela situação, e não Davi.
Amados, a bem-aventurança de hoje só pode ser concedida aqueles que, como Davi, estão dispostos a ter o coração governado pelo Espírito de Deus, e não por um espírito maligno. Por isso que “muito sofrimento terá de curtir o ímpio” (v.10), pois enquanto os pecados são calados (v.3) e o coração endurecido, como no caso de Saul, a aparência pode até ser de um rei e representante de Deus, mas a ausência de confissão o consome dia após dia (v.3). Quando confessamos os nossos pecados a Deus e entendemos a essência do perdão divino, a consequência natural é perdoar aqueles que nos ofendem. Ainda que eles sejam como Saul, que o Senhor nos dote da atitude de Davi. Pois só assim Deus nos preservará da tribulação, nos cercará “de alegres cantos de livramento” (v.7), nos instruirá e ensinará o caminho que devemos seguir (v.8).
“Não te deixes vencer do mal, mas vence o mal com o bem” (Rm.12:21). Não permita que o teu coração se feche para o perdão! Lembre que você também não é merecedor do perdão e da graça divina. Mas Jesus escolheu te amar primeiro e tomar sobre Si os teus pecados. Confie no Senhor, e “a misericórdia o assistirá” (v.10). Portanto, “aquele que ama a Deus ame também a seu irmão” (1Jo.4:21) e o Senhor perdoará os nossos pecados, “assim como nós temos perdoado aos nossos devedores” (Mt.6:12). Vigiemos e oremos!
Bom dia, “retos de coração” (v.11)!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Salmo32 #RPSP
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“Quanto a mim, confio em Ti, Senhor. Eu disse: Tu és o meu Deus” (v.14).
O mundo vive uma crise que jamais houve. A violência se multiplica. As catástrofes aumentam. A fome faz perecer milhares a cada dia. As doenças se proliferam e surgem novas doenças. O planeta aquece em uma velocidade tão grande que pesquisar a possibilidade de se viver em outros planetas converteu-se de ficção científica para os estudos mais patrocinados no mundo. É como se o nosso planeta estivesse em contagem regressiva. E quanto mais o homem foge dos propósitos divinos, tanto mais estamos perto de um completo caos.
Em meio a problemas e tribulações, Davi sabia a Quem recorrer. Deus era o seu refúgio (v.1), o seu castelo forte (v.2), a sua rocha (v.3), a sua fortaleza (v.4), o “Deus da verdade” (v.5), o Senhor em Quem confiava (v.6), o Deus benigno (v.7), o Deus que firma os passos (v.8), mas, acima de tudo, Deus era o Deus de Davi: “Tu és o meu Deus” (v.14). Em meio a todos os perigos, inimigos e aflições, Davi confiava no seu Senhor: “eu, porém, confio no Senhor” (v.6).
Oh, amados, quem dera todos nós buscássemos a Deus da mesma forma que fazia Davi: Pessoalmente. Quão diferente seria a nossa atual situação! Precisamos entender que o mesmo Deus que amou ao mundo com toda a intensidade (Jo.3:16), é O mesmo que deseja ser o meu Deus e o seu Deus. Quando desenvolvemos um relacionamento pessoal com o Senhor, passamos a compreender que cada ser humano é único para o Criador; que você e eu temos o privilégio de receber, particularmente, o resplendor da face de Deus (v.16). Jesus pôde expressar este atributo divino quando Se misturava com todos, principalmente com os desprezados de Israel. Maria Madalena, o cego Bartimeu, a mulher do fluxo de sangue, o endemoninhado de Gadara, dentre outros, foram exemplos do quanto o Criador deseja ter contato com cada um de Seus filhos. Se tão-somente Ele for o nosso refúgio (v.19), Ele cuidará em nos preservar (v.23).
“Amai o Senhor” (v. 23), não é um mero pedido de Davi, mas revela a nossa necessidade. Se você amar ao Senhor e confiar nEle acima de qualquer tormenta que possa surgir em sua vida; se como Davi, e como o próprio Jesus, disseres a cada dia: “Nas Tuas mãos, entrego o meu espírito” (v.5; Lc. 23:46); se o Senhor for o teu Deus; então, estarás seguro no esconderijo do Altíssimo (v.20) e a bondade (v.19) e a misericórdia (v.21) do Senhor sempre lhe acompanharão. Todo aquele que confia em um Deus pessoal e sempre presente, pode louvá-Lo de todo o coração neste momento: “Não temo o futuro, pois tenho Deus comigo. Pode cair o mundo, estou em paz!” (“Estou em paz”, Novo Tom). Portanto: “Sede fortes, e revigore-se o vosso coração, vós todos que esperais no Senhor” (v.24). Vigiemos e oremos!
Bom dia, adoradores do “Deus da verdade” (v.5)!
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Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Salmo31 #RPSP
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“… Ao anoitecer pode vir o choro, mas a alegria vem pela manhã” (v.5).
Comentando com meu filho mais velho que o sol se põe mais tarde no Sul do país, ele me disse:
— Que legal! Gostaria de morar lá porque o dia dura mais!
Parece que tudo fica melhor quando os primeiros raios do sol apontam no horizonte. A luz traz consigo a vida. Tanto, que quando um bebê está para nascer, dizemos que a gestante está para dar à luz. Já a noite traz consigo a escuridão, que por sua vez dá ideia de morte. Davi fez um contraste entre sentimentos e emoções, ao comparar a noite com a tristeza e o pranto, e a manhã com a alegria e com festa.
Costumamos ser muito rápidos e diligentes para pedir, mas lentos e negligentes para agradecer. Cada manhã que acordamos com vida é motivo mais do que suficiente para darmos graças a Deus. Enquanto muitos desceram à sepultura, nossa vida foi, mais um dia, preservada (v.3). A noite é como se fosse um “vale da sombra da morte” no tempo (Sl.23:4). Por mais que os santos de Deus (v.4) tenham que enfrentar situações escuras, por mais que as adversidades os façam chorar, a noite “não passa de um momento” (v.5), isto é, o sofrimento dos filhos de Deus é passageiro. Logo vem a manhã trazendo a alegria e o favor de Deus que “dura a vida inteira” (v.5).
Anoiteceu em sua vida? Tudo se converteu em choro? Clame ao Senhor por socorro (v.2) e Ele lhe tirará “das trevas para a Sua maravilhosa luz” (1Pe.2:9). Ele converterá o seu pranto em festa e tirará as suas vestes de luto e lhe vestirá de alegria (v.11). Você sempre terá um cântico no coração e a sua vida será uma melodia em gratidão ao Deus da sua salvação. O que quer que esteja escurecendo a sua vida, que lhe faça pensar que não tem mais jeito, que faça com que inimigos se deleitem em seu sofrimento, se Deus for o seu auxílio, é só uma questão de tempo até que a sua alegria torne-se em “dia perfeito” (Pv.4:18).
De certa forma, fazendo um paralelo, todos nós vivemos em um “mundo noite”. Doenças e morte nos cercam por todos os lados. Mas os que esperam no Senhor e na preciosa e fiel promessa da segunda vinda de Cristo, sabe que o choro pode até durar na noite que é este mundo, mas a alegria no mundo onde “já não haverá noite” (Ap.22:5) durará para sempre. Apeguemo-nos, pois, a esta promessa certa e verdadeira, clamemos ao Senhor por auxílio e compaixão (v.10)! Então, muito em breve, estaremos rendendo graças para sempre (v.12) na cidade que “não precisa nem do sol, nem da lua, para lhe darem claridade, pois a glória de Deus a iluminou, e o Cordeiro é a sua lâmpada” (Ap.21:23). Vigiemos e oremos!
Bom dia, santos do Altíssimo!
Desafio da semana: Enquanto muitos países fecham as portas aos imigrantes, aguardamos um país que tem doze portas abertas em todas as direções (Ap.21:12-13). Façamos uma corrente de oração todos os dias, às 6h da manhã, por nossos irmãos que estão nas fronteiras e nos campos de refugiados para que recebam os cuidados que necessitam e encontrem em Jesus a esperança de um lar eterno.
Rosana Garcia Barros
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