Reavivados por Sua Palavra


EZEQUIEL 09 – Comentado por Rosana Barros
31 de dezembro de 2020, 0:45
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“[E] lhe disse: Passa pelo meio da cidade, pelo meio de Jerusalém, e marca com um sinal a testa dos homens que suspiram e gemem por causa de todas as abominações que se cometem no meio dela” (v.4).

Assim foi apresentado a Ezequiel o juízo divino. Seres celestiais, agentes do juízo, tomaram posição no cumprimento de seu dever. Detentores das armas da justiça de Deus, e acompanhados de um escrivão com a ordem de selar “a testa dos homens” (v.4) que se entristeciam por todas as abominações cometidas no meio de seu povo, um cenário foi apresentado não somente para aquele tempo, mas como uma prefiguração do juízo final. O sinal na testa representa uma escolha consciente de temer a Deus e de se desviar do mal. Contudo, aos demais que haviam se corrompido e se recusado a dar ouvidos ao Senhor, seu destino foi a morte, a começar pelo santuário, ou seja, pelos líderes espirituais da nação (v.6).

Quão terrível foi o sentimento experimentado pelo profeta ao perceber que só havia ficado ele “de resto” (v.8)! Um sinal também foi exigido dos filhos de Israel quando do derramamento da última praga no Egito. O sangue de um cordeiro nos umbrais da porta era uma marca demasiado significativa, um sinal da aliança de cada família com “o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” (Jo.1:29). Uma grande tensão tomou conta de cada casa, mas tão logo o anjo destruidor passava sem molestar os que obedeceram às ordens de Deus, seus corações eram tomados de profunda gratidão. O sangue de Cristo, este símbolo sagrado de nossa preciosa redenção, continua sendo um símbolo de purificação na vida de quem escolhe não se contaminar com as finas iguarias do príncipe deste século (Dn.1:8).

Está escrito sobre os salvos: “São estes os que vêm da grande tribulação, lavaram suas vestiduras e as alvejaram no sangue do Cordeiro” (Ap.7:14). Havemos de passar por um selamento definitivo e um tempo de grande angústia. Ouso afirmar que já começamos a experimentar o princípio deste tempo. E muitos têm sido guardados pelo Senhor no descanso da morte. Mas um derradeiro grupo, os que ficarem “de resto”, terão de passar pelo tempo sombrio. Nossa mente, porém, não deve estar concentrada no futuro desafiador, mas nas presentes oportunidades que temos de estar preparados e preparando outros para o glorioso retorno do nosso Redentor.

Embora a nossa luta seja grande e constante mediante um inimigo derrotado que tenta nos roubar a paz, que a bendita esperança que encheu o meu coração de fé através das palavras a seguir, também preencha o seu coração na certeza de que o Senhor já nos garantiu a vitória:

Não fiqueis desalentados”, diz a irmã White, “não desfaleçais. Embora tenhais tentações; embora sejais assediados pelo astuto inimigo, se o temor de Deus estiver diante de vós, anjos valorosos em poder serão enviados em vosso auxílio e podereis estar à altura de enfrentar os poderes das trevas. Jesus vive. Ele morreu para prover um meio de escape à raça caída; e vive hoje para fazer intercessão por nós, a fim de que sejamos exaltados à Sua destra. Tende confiança em Deus. O mundo anda no caminho largo; e ao andar no caminho estreito e ter de lutar com principados e potestades, e enfrentar a oposição de inimigos, lembrai-vos de que foram tomadas providências a vosso favor. A ajuda está a cargo de Alguém que é poderoso; e, por meio dEle, podeis vencer” (E Recebereis Poder, p.373).

Como Lutero e os demais reformadores tiveram de enfrentar a rejeição e perseguição daqueles que se diziam representantes de Deus, o remanescente fiel enfrentará a dura perseguição daqueles que antes erguiam o mesmo estandarte. Maior aflição, porém, advém de um coração que clama qual Davi: “Cria em mim, ó Deus, um coração puro e renova dentro de mim um espírito inabalável. Não me repulses da Tua presença, nem me retires o Teu Santo Espírito” (Sl.51:10-11). Consciente de seus pecados, Davi clamou pelo perdão e pela misericórdia divina. “De igual modo, todos quantos desejem seja seu nome conservado no livro da vida, devem, agora, nos poucos dias de graça que restam, afligir a alma diante de Deus, em tristeza pelo pecado e em arrependimento verdadeiro. Deve haver um exame de coração, profundo e fiel” (EGW, O Grande Conflito, p.493).

Examinemos o nosso coração e o preparemos para o selamento final dos santos (Ap.7:3). Vigiemos e oremos!

Bom dia santos do Altíssimo!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Ezequiel9 #RPSP

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EZEQUIEL 08 – Comentado por Rosana Barros
30 de dezembro de 2020, 0:45
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“Disse-me ainda: Filho do homem, vês o que eles estão fazendo? As grandes abominações que a casa de Israel faz aqui, para que Me afaste do Meu santuário? Pois verás ainda maiores abominações” (v.6).

Em um tempo sobremodo escuro, Deus levantou homens e mulheres que pela firmeza de caráter e fé viva sacudiram a Europa. Dentre eles estava Lutero, um sincero sacerdote da igreja papal que comoveu-se com grande reverência ao descobrir que a Palavra de Deus era muito mais do que as poucas palavras em latim proferidas nos cultos públicos. Acendeu-se em seu coração a chama do amor pela verdade. Verdade esta que defendeu e pregou pondo em risco a própria vida. Em seus primeiros anos escolásticos aprendeu a reverenciar e ansiar estar em Roma, a qual considerava ser uma cidade santa e de atmosfera celestial. Mas eis a decepcionante surpresa do inocente clérigo:

Na providência de Deus [Lutero] foi levado a visitar Roma. Seguiu viagem a pé, hospedando-se nos mosteiros, pelo caminho. Em um convento na Itália, encheu-se de admiração ante a riqueza, magnificência e luxo que testemunhou… Com dolorosos pressentimentos Lutero contrastou esta cena com a renúncia e rigores de sua própria vida… Afinal, contemplou a distância a cidade das sete colinas. Com profunda emoção prostrou-se ao solo, exclamando: ‘Santa Roma, eu te saúdo’… Por toda parte via cenas que o enchiam de espanto e horror. Observava a iniquidade que existia entre todas as classes do clero. Ouviu gracejos imorais dos prelados, e horrorizou-se com sua espantosa profanidade, mesmo durante a missa… ‘Ninguém pode imaginar’, escreveu ele, ‘que pecados e ações infames se cometem em Roma; precisam ser vistos e ouvidos para serem cridos. Por isso costumam dizer: ‘Se há inferno, Roma está construída sobre ele: é um abismo donde procede toda espécie de pecado’“ (EGW, O Grande Conflito, p.122).

A descrição de Lutero parece estar apoiada nas palavras dadas ao profeta Ezequiel no capítulo de hoje. O lugar de adoração, a morada de Deus, a Casa de oração para todos os povos havia se tornado em um antro de abominações. As visões apontam para pecados abertos e pecados ocultos, em uma escala crescente e cada vez pior. A “imagem dos ciúmes” (v.5), os ídolos “pintados na parede em todo o redor” (v.10), as “mulheres assentadas chorando a Tamuz” (v.14), os “vinte e cinco homens, de costas para o templo” adorando o sol (v.16), compunham as terríveis abominações praticadas na cidade “santa” dos judeus.

A apostasia de Jerusalém e a corrupção de Roma assemelham-se à condição espiritual da última igreja: “Assim, porque és morno e nem és quente nem frio, estou a ponto de vomitar-te da Minha boca; pois dizes: Estou rico e abastado e não preciso de coisa alguma, e nem sabes que tu és infeliz, sim, miserável, pobre, cego e nu” (Ap.3:16-17). Enquanto os judeus se orgulhavam de Jerusalém e os clérigos apontavam para Roma como um lugar sagrado, há uma igreja atual orgulhosa de seu status. O convite divino, contudo, revela uma igreja cujo Deus permanece do lado de fora: “Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir a Minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa e cearei com ele, e ele, Comigo” (Ap.3:20).

No relato de um homem desonesto, infeliz e desprezado por Seu povo, encontramos um exemplo prático de quando alguém aceita o convite do Senhor. Zaqueu ouvira de Jesus e de Seus milagres. Ouvira de como Ele andava com os desprezados e como pregava e curava sem cobrar nada. Zaqueu sentiu o contraste da vida de Cristo com a sua e um sentimento de vergonha e desprezo próprio tomou conta de seu coração. Ele precisava ver e ouvir Aquele Homem tão simples, mas cujo ministério era tão grandioso. Sua pequena estatura parecia-lhe um empecilho, mas foi a forma mais significativa e singela de Jesus lhe dizer: “Zaqueu, desce depressa”. Desce depressa do teu orgulho. Desce depressa da tua presunção. E continuou: “pois Me convém ficar hoje em tua casa” (Lc.19:5).

A resposta de Zaqueu deve ser a resposta de todos nós: “Ele desceu a toda a pressa e O recebeu com alegria” (Lc.19:6). E Jesus mesmo promete que o resultado da visita divina será o mesmo: “Hoje, houve salvação nesta casa” (Lc.19:9). Mediante um reavivamento genuíno (ouvindo e aceitando as palavras do Senhor) e uma reforma completa de seu caráter e obras, Zaqueu é um antítipo daqueles que atenderão ao chamado divino nos últimos dias. Mediante todas as abominações que têm sido cometidas sobre a Terra e até mesmo no meio do professo povo de Deus, temos uma escolha a fazer, uma decisão firme a tomar.

Diante da indecisão de Israel, Josué declarou: “Porém, se vos parece mal servir ao Senhor, escolhei, hoje, a quem sirvais”, e manifestou a sua firme decisão: “Eu e a minha casa serviremos ao Senhor” (Js.24:15). Elias instigou a indecisão de seu povo: “Até quando coxeareis entre dois pensamentos? Se o Senhor é Deus, segui-O; se é Baal, segui-o” (1Rs.18:21). Logo estaremos todos “no vale da Decisão” (Jl.3:14), não como num lugar específico, mas como um símbolo de cada decisão pessoal, que estará selada para a vida ou para a morte. A questão é: Jesus continua do lado de fora batendo para entrar ou estamos nos banqueteando diariamente de Sua presença?

Oh, meus irmãos, não incorramos nas abominações que muitos “fazem nas trevas” (v.12) e que impedem o Senhor de ouvi-los (v.18)! Mas, como Ezequiel, sentados em nossa casa, ali a mão do Senhor caia sobre nós (v.1) e nos conceda um vislumbre diário de Sua Palavra em nossos momentos de comunhão. Eu não sei você, mas eu prefiro que o Senhor me puxe pelos cabelos “da cabeça”(v.3) do que estar em oposição à Sua vontade (v.17). Compremos de Jesus o ouro de Sua fé e de Seu amor, as vestiduras brancas de Sua justiça e o colírio de Seu Espírito. Então, muito em breve, sentaremos com o Senhor em Seu trono (Ap.3:18 e 21). Vigiemos e oremos!

Bom dia, remanescente fiel!

* Oremos pela constante presença de Jesus em nossa vida e em nossa casa.

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Ezequiel8 #RPSP

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EZEQUIEL 07 – Comentado por Rosana Barros
29 de dezembro de 2020, 0:45
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“Eis o dia, eis que vem; brotou a tua sentença, já floresceu a vara, reverdeceu a soberba” (v.10).

Ao estudarmos as Escrituras, percebemos que existe um limite até mesmo para a paciência divina; que há um prazo definido à beneficência da graça de Deus. Foi assim com os antediluvianos. Foi assim com os moradores de Sodoma e Gomorra. Foi assim com as nações de Canaã. E esta mesma mensagem de juízo foi anunciada à terra de Israel: “Ó tu, filho do homem, assim diz o Senhor Deus acerca da terra de Israel: Haverá fim!”; um juízo anunciado à nação eleita e prenunciado a todas as nações: “O fim vem sobre os quatro cantos da Terra” (v.2).

Em Apocalipse 11:18 encontramos um dos prognósticos de Deus à humanidade acerca do julgamento dos justos e dos ímpios: “Na verdade, as nações se enfureceram; chegou, porém, a Tua ira, e o tempo determinado para serem julgados os mortos, para se dar o galardão aos Teus servos, os profetas, aos santos e aos que temem o Teu nome, tanto aos pequenos como aos grandes, e para destruíres os que destroem a Terra”. Em um tempo em que nunca se falou tanto em preservação ambiental, aquecimento global e sustentabilidade, o mundo caminha a passos largos para uma crise jamais vista. Enquanto governantes e pessoas de influência se unem em prol do que afirmam ser para um “bem comum” em busca da paz, a Bíblia é bem clara em afirmar que as nações se enfurecerão.

Vem a destruição; eles buscarão paz, mas não há nenhuma” (v.25). O cumprimento das profecias como as palavras do Senhor dadas aos Seus profetas revela a eterna verdade de que o Senhor é Deus: “Sabereis que Eu sou o Senhor” (v.4). A preservação dos recursos naturais de nosso planeta não é mais importante do que a prática da justiça e da misericórdia. Contudo, como mordomos de Deus na Terra, devemos agir conforme o princípio estabelecido pelo Senhor: “devíeis, porém, fazer estas coisas sem omitir aquelas” (Mt.23:23).

Estamos diante do tempo “da turbação, e não da alegria” (v.7). “Assim diz o Senhor Deus: Mal após mal, eis que vêm” (v.5). O que temos testemunhado, contudo, é uma geração alheia à vontade de Deus e aos apelos do Espírito. Uma geração que protesta em favor das suas abominações e que rejeita toda forma de piedade e de disciplina. Uma geração que despreza os ensinos dos pais e supervaloriza o “lixo” que sai da boca dos youtubers. Mas “ninguém fortalece a sua vida com a sua própria iniquidade” (v.13). E logo, os que não se arrependerem dos seus maus caminhos, terão de experimentar a “ira do Cordeiro” (Ap.6:16).

Como nos dias de Noé, assim têm sido os dias que antecedem o retorno de Cristo, quando “comiam e bebiam, casavam e davam-se em casamento” (Mt.24:38). Como a luxúria, a avareza e a glutonaria foi “o tropeço para cair em iniquidade” (v.19), os pecados contra o corpo têm sido a principal causa da “Terra está cheia de crimes de sangue” (v.23). Pois não comem, bebem ou casam para dar glórias a Deus (1Co.10:31), mas para a satisfação própria dos desejos carnais e egoístas.

Quando Noé e sua família entraram na arca e o Senhor fechou a porta (Gn.7:16), o destino de cada pessoa foi selado. De que serviram, pois, as riquezas e os prazeres desprezíveis daqueles que por tantos anos zombaram do fiel pregador? Da mesma sorte, quando Jesus sair do lugar santíssimo do santuário celestial e declarar: “Feito está!” (Ap.16:17), os ímpios “buscarão visões de profetas; mas do sacerdote perecerá a lei, e dos anciãos, o conselho” (v.26), e “nem a sua prata, nem o seu ouro os poderá livrar no dia da indignação do Senhor” (v.19).

Vem o tempo, é chegado o dia” (v.12), e o que temos feito dos preciosos momentos finais? Alertado ao perverso sobre o salário do pecado: “Certamente morrerás” e advertindo-o “para lhe salvar a vida” (Ez.3:18)? Ou o nosso tempo, talento e recursos têm sido gastos para satisfação pessoal e egoísta? Amados, não seja esta a nossa condição! Não caminhemos para o destino dos ímpios. “O destino deles é a perdição, o deus deles é o ventre, e a glória deles está na sua infâmia, visto que só se preocupam com as coisas terrenas” (Fp.3:19). Olhemos para Jesus e nossa vida refletirá o cuidado que Ele tinha com a criação, o amor que Ele revelava pelo Pai, a comunhão que Ele mantinha com o Espírito Santo e a compaixão que manifestava a todos. Então, nos momentos finais desta Terra, em meio a uma crise de proporções incomparáveis, ou estaremos no sepulcro aguardando a primeira e bendita ressurreição (1Ts.4:16), ou estaremos em pé suportando todas as coisas com fé inabalável. “Pois a nossa pátria está nos céus, de onde também aguardamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo” (Fp.3:20). Vigiemos e oremos!

Bom dia, fiéis servos de Deus!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Ezequiel7 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



EZEQUIEL 06 – Comentado por Rosana Barros
28 de dezembro de 2020, 0:45
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“Mas deixarei um resto, porquanto alguns de vós escapareis da espada entre as nações, quando fordes espalhados pelas terras” (v.8).

A Bíblia compara a idolatria com a prostituição e com o adultério. O povo de Israel havia se corrompido com os deuses das nações pagãs, quebrando, portanto, a aliança do Senhor. A expressão “montes de Israel” (v.2) se refere aos lugares onde eram erguidos altares pagãos e onde eram oferecidos sacrifícios aos ídolos, inclusive sacrifícios humanos. Israel continuava a adorar no templo do Senhor, mas ao mesmo tempo servia aos seus ídolos.

Não há como servir a Deus e aos ídolos deste mundo. Acerca disso, advertiu-nos Jesus: “Ninguém pode servir a dois senhores…” (Mt.6:24). E ainda acrescentou: “São os olhos a lâmpada do corpo” (Mt.6:22). Israel entrou em completa corrupção “por causa dos seus olhos, que se prostituíram” (v.9). Permitiram que Satanás lhes aguçasse a curiosidade e foram ver a “formosa” estratégia que o maligno arquitetou. Foi através da visão que Eva caiu: “Vendo a mulher que a árvore era boa para se comer, agradável aos olhos… tomou-lhe do fruto e comeu…” (Gn.3:6). Foi pela visão que os antediluvianos tornaram-se de todo corruptos: “… vendo os filhos de Deus que as filhas dos homens eram formosas, tomaram para si mulheres, as que, entre todas, mais lhes agradavam” (Gn.6:2).

Nunca houve um tempo tão solene como este. Eu ouso afirmar que já superamos em grande escala a corrupção dos antediluvianos. As advertências da santa Palavra de Deus têm sido negligenciadas e passadas por alto. As pessoas se contentam com belos sermões enlatados que pregam uma falsa piedade. A humanidade é movida pelo que vê, pelo que é “agradável aos olhos” e acaba caindo na mesma ruína que Eva caiu. Ao contrário da vitória de Cristo no deserto, muitos têm sido derrotados ao contemplar a oferta demoníaca: “Tudo isto te darei se, prostrado, me adorares” (Mt 4:9).

O povo de Israel aceitou a oferta do maligno e caiu em profunda desgraça. Contudo, o Senhor separou um resto que escaparia e voltaria a lembrar-se dEle. Uns restantes que se voltariam para Deus e que teriam “nojo de si mesmos, por causa dos males que fizeram em todas as suas abominações” (v.9). Quando é dada liberdade ao Espírito Santo de fazer a Sua obra de transformação, o homem passa a ter aversão ao pecado. E a maior luta que acontece não é travada fora das fronteiras da mente, mas dentro dela.

Creio que a melhor descrição acerca desta batalha interna foi relatada por Paulo, com base em sua própria experiência: “Porque eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem nenhum, pois o querer o bem está em mim; não, porém, o efetuá-lo. Porque não faço o bem que prefiro, mas o mal que não quero, esse faço… Desventurado homem que sou! Quem me livrará do corpo desta morte?”, e a resposta vem logo em seguida: “Graças a Deus por Jesus Cristo, nosso Senhor” (Rm.7:18-19, 24-25).

Jesus recebeu o “salário do pecado” por nós (Rm.6:23). Precisamos nos achegar a Ele todos os dias, com fome e sede de Sua presença. E para isso, necessitamos do Espírito Santo: “É por meio do Espírito que Cristo habita em nós; e o Espírito de Deus, recebido no coração pela fé, é o princípio da vida eterna” (Ellen G. White, DTN, p. 288). Que o mesmo Espírito que erguia, fortalecia e guiava Ezequiel, seja a nossa constante companhia nos conduzindo ao breve encontro com o nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo! Vigiemos e oremos!

Bom dia, restantes do Senhor!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Ezequiel6 #RPSP

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EZEQUIEL 05 – Comentado por Rosana Barros
27 de dezembro de 2020, 0:45
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“Assim diz o Senhor Deus: Esta é Jerusalém; pu-la no meio das nações e terras que estão ao redor dela” (v.5).

O final da profecia acerca do cerco de Jerusalém envolveu mais uma representação por parte de Ezequiel. Seus cabelos e barba foram cortados, o que culturalmente era vergonhoso, e divididos em três partes, cada qual com uma finalidade de juízo diferente. Os resultados da rebeldia seriam devastadores “à vista das nações” (v.8).

O povo de Israel tinha uma missão muito bem definida. E a sua fidelidade à lei e aos estatutos do Senhor a deixaria bem evidente diante dos povos vizinhos: “Guardai-os, pois, e cumpri-os, porque isto será a vossa sabedoria e o vosso entendimento perante os olhos dos povos que, ouvindo todos estes estatutos, dirão: Certamente, este grande povo é gente sábia e inteligente” (Dt.4:6).

Porém, o relato de hoje nos diz que Israel foi desobediente e insano, praticando coisas piores do que as outras nações e transgredindo a Lei do Senhor mais do que os povos vizinhos (v.6). Israel e Judá apossaram-se de um orgulho patriota que os fez cair na desgraça da soberba. Ostentavam ser povo de Deus, quando nem conheciam mais a Deus. Trocaram a luz pelas trevas.

O tempo da escuridão deste mundo está chegando ao fim e o evangelho do Reino tem sido pregado com lentidão e negligência. O Espírito tem feito uma santa convocação. E só ouvirá o Seu chamado quem já estava ouvindo a Sua voz através da comunhão diária. A igreja do Senhor está sendo sacudida e Babilônia, despovoada. Muito em breve será revelada “a diferença entre o justo e o perverso, entre o que serve a Deus e o que não O serve” (Ml.3:18). E, à semelhança do antigo Israel, muitos têm ignorado o fato de que fomos criados para glória de Deus (Is.43:7).

Amados, a perseverança dos santos dos últimos dias está em guardar os mandamentos de Deus e a fé em Jesus (Ap.14:12), e isto na prática. Não há nada mais danoso à obra do Senhor do que um mau testemunho. Observe que Deus abre a Sua fala acerca das causas do cerco, dizendo: “Esta é Jerusalém” (v.5). Aquela que deveria ter sido a cura das nações, transmitia a enfermidade mortal do pecado profanando o santuário de Deus (v.11). Nós somos “santuário do Espírito Santo” (1Co.6:19) e precisamos, em nome de Jesus, glorificar a Deus no nosso corpo (1Co.6:20).

Assim como o Senhor falou e tudo aconteceu (v.17), falta pouco para vermos cumprida a promessa do segundo advento de Cristo. E o que tens feito para apressar este Dia? A Terra está gemendo. Almas aflitas clamam por alívio. E quão poucos estão dispostos a levar as cargas uns dos outros (Gl.6:2). Enquanto o planeta está por um fio, a grande massa dos que dizem adorar a Deus vivem como se esta terra fosse durar para sempre. “Despertai! Despertai! Despertai!”, é o clamor do Senhor ao Seu povo. Como Noé e sua família, é chegado o tempo de buscarmos a proteção na arca. Então, o Senhor fechará a porta que ninguém poderá abrir e selará os filhos que Satanás não mais poderá Lhe roubar.

Eis que a porta ainda está aberta. Aceite, agora, o amável e urgente convite de Jesus: “Entrai pela porta estreita” (Mt.7:13) e “sê tu uma bênção!” (Gn.12:2).

Bom dia, bênçãos de Deus!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Ezequiel5 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



EZEQUIEL 04 – Comentado por Rosana Barros
26 de dezembro de 2020, 0:45
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“Disse o Senhor: Assim comerão os filhos de Israel o seu pão imundo, entre as nações para onde os lançarei” (v.13).

O início do ministério profético de Ezequiel não foi fácil. Além de porta-voz de Deus, também recebeu a incumbência de representar tudo aquilo que o povo sofreria no cerco de Jerusalém. Sua vida foi um recado ambulante sobre os juízos que estavam por vir. Até o seu deitar e o seu comer foram orientados por Deus como forma de advertência ao povo. A situação seria tão terrível, que os filhos de Israel teriam de cozinhar “sobre esterco de homem” (v.12). Mas foi neste momento que Ezequiel, com muita humildade, protestou: “ah! Senhor Deus!” (v.14). E, prontamente, ele teve sua oração respondida (v.15).

Deus conduziu o Seu povo a uma terra que manava leite e mel, mas o povo escolheu consumir-se “nas suas iniquidades” (v.17), e ao invés de incenso de aroma suave, havia o fétido odor do excremento humano. A podridão dos sentimentos do povo era, literalmente, sentida de longe. “À vista do povo” (v.12), estava um profeta de Deus relatando e dramatizando todas as consequências do cerco. Porém, “a iniquidade da casa de Israel” (v.5) e “a iniquidade da casa de Judá” (v.6), tornavam surdos os seus ouvidos e seus corações, insensíveis.

A porta da graça está se fechando e o tempo qual nunca houve (Dn.12:1) está mais próximo do que imaginamos. Está chegando o tempo em que tudo estará definido: “Continue o injusto fazendo injustiça, continue o imundo ainda sendo imundo; o justo continue na prática da justiça, e o santo continue a santificar-se” (Ap.22:11). Muitos há que já estão selando a sua sentença de morte, permitindo que seus corações se endureçam a ponto de não mais retroceder. E em rejeição aberta à graça divina, conhecerão que “Horrível coisa é cair nas mãos do Deus vivo” (Hb.10:31).

Ezequiel clamou para que o Senhor o livrasse de tornar-se imundo. Os que assim têm invocado ao Senhor, estarão protegidos e se sentirão tão amparados que, pela fé, suportarão qualquer prova com firmeza de caráter e singeleza de coração. Todo o universo está na expectativa do desfecho da história deste mundo. Os ventos ainda estão sendo contidos (Ap.7:3), mas quando o Senhor ordenar que sejam soltos, somente os eleitos, serão poupados e, por causa deles, “tais dias serão abreviados” (Mt.24:22).

Não permita ser contaminado pelas imundícies deste mundo. Como Ezequiel, clamemos ao Senhor por auxílio. A oração é o leme que nos conduz na direção de Deus. Vigiemos e oremos!

Feliz sábado, povo de Deus!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Ezequiel4 #RPSP

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EZEQUIEL 03 – Comentado por Rosana Barros
25 de dezembro de 2020, 0:45
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“Mas a casa de Israel não te dará ouvidos, porque não Me quer dar ouvidos a Mim; pois toda a casa de Israel é de fronte obstinada e dura de coração” (v.7).

O chamamento de Ezequiel seria repleto de desafios. E diante disso, o Senhor preservou o Seu profeta até que estivesse preparado para a missão: “Vai e encerra-te dentro da tua casa” (v.24). A Bíblia relata uma série de momentos em que Ezequiel perdeu as suas forças e as várias intervenções do Espírito Santo a fim de fortalecê-lo. Sentiu-se tão impressionado quanto ao que havia visto e ouvido, que, “por sete dias” permaneceu atônito no meio dos exilados (v.15). Sua missão consistia em anunciar as palavras do Senhor a um povo de coração obstinado. Não “a um povo de estranho falar nem de língua difícil, mas à casa de Israel” (v.5).

No meio do Seu próprio povo Ezequiel teria que erguer as mais duras repreensões e as mais severas advertências. O objetivo de sua pregação, contudo, não visava acusar, mas salvar: “para lhe salvar a vida” (v.18). Diante daquele homem já tão maltratado e tão consternado pelas mazelas do exílio, estava a grande e solene responsabilidade de ser um atalaia em Israel, conduzindo seus irmãos ao arrependimento e à salvação. Era propósito de Deus que a mensagem profética partisse do individual para alcançar o coletivo. Tanto “o perverso” em sua maldade (v.19) quanto “o justo” que se desviasse “da sua justiça” (v.20) deveriam ser avisados quanto ao juízo de Deus.

É necessário um reavivamento da verdadeira piedade na vida de cada crente. A comunhão pessoal eleva a alma e nos leva a um profundo e crescente conhecimento de Deus e de Jesus Cristo. Creio que o confinamento domiciliar de Ezequiel contribuiu para que o seu relacionamento com o Senhor fosse fortalecido e subjugado todo o medo que lhe consumia o espírito. Como povo de Deus e atalaias dos últimos dias, esse ano de isolamento, de aflição e de tantas restrições sociais foi um tempo de aproveitamento espiritual, fortalecimento da fé e de estreitarmos o nosso relacionamento com Deus, ou, pelo menos, deveria ter sido. A maior dificuldade de Ezequiel seria lidar com uma “casa rebelde” (v.27) que estava cega pela murmuração e pela incredulidade. Ao findar este ano tão difícil, podemos dizer que estamos terminando como Ezequiel ou como membros ativos de uma casa rebelde?

Amados, despertai a cada manhã olhando para Jesus! Ele que é a fonte de toda a alegria, esperança, amor e coragem. Ele que suportou todas as mazelas deste mundo e carregou sobre Si o peso de nossas iniquidades para nos salvar. Despertai atalaias de Deus para proclamar o evangelho eterno movidos pelo Espírito Santo! Desviai os olhos das dificuldades. “Porque a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós eterno peso de glória, acima de toda comparação” (2Co.4:17). Confessemos os nossos pecados diante dAquele que “é rico em perdoar” (Is.55:7). Preparemo-nos e preparemos outras pessoas para a manhã gloriosa de nossa redenção, quando poderemos exclamar com incontida e perfeita alegria: “Bendita seja a glória do Senhor” (v.12). Logo Cristo voltará! Não virá mais como um bebê indefeso e servo sofredor, mas como “Rei dos reis e Senhor dos senhores” (Ap.19:16). Creia, pois “Assim diz o Senhor Deus” (v.11). Vigiemos e oremos!

Bom dia e um feliz Natal, atalaias do Israel de Deus!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Ezequiel3 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



EZEQUIEL 02 – Comentado por Rosana Barros
24 de dezembro de 2020, 0:45
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“Os filhos são de duro semblante e obstinados de coração; Eu te envio a eles e lhes dirás: Assim diz o Senhor Deus” (v.4).

Após prostrar-se rosto em terra, Ezequiel foi animado a colocar-se “em pé” (v.1). Ele foi revestido pelo Espírito Santo e Este o fortaleceu para que pudesse ouvir com clareza as orientações divinas (v.2). As palavras do Senhor através de Ezequiel deveriam ser ditas a qualquer custo: Ainda que o povo a rejeitasse (v.5) e ainda que o profeta tivesse que passar por maus bocados (v.6).

Contudo, foi dada a Ezequiel a certeza da provisão divina. Prestem atenção na sequência do verso 2:

1. O profeta ficou cheio do Espírito Santo;
2. O profeta recebeu forças para levantar;
3. O profeta ouviu a voz de Deus.

Esta é a ordem dos fatores espirituais! Foi assim com os discípulos (At.1:8), e foi assim com o próprio Jesus (Mt.3:16). O grande problema é que muitos têm invertido os fatores. E, nesta inversão, contrária ao ensinamento bíblico, assumem o risco de ficar como os filhos de Israel: “de duro semblante e obstinados de coração” (v.4).

O Senhor nos chama para uma obra tão sagrada qual foi a de Ezequiel. E, assim como ele, ao proclamarmos verdades que por séculos têm sido lançadas por terra (Dn.8:12), ficamos sujeitos a rejeição, perseguição e exclusão. Mas o Senhor também nos diz, hoje, em linguagem contemporânea e bem compreensível:
– Não tenham medo de cara feia! (v.6) Porque “eis que Eu vos envio como ovelhas para o meio de lobos” (Mt.10:16).

Não somos chamados para criar revoluções ou nos revoltar contra “a casa rebelde”, mas para desfrutar do alimento que Deus nos dá a comer (v.8) por meio do Seu Espírito. Portanto, mensageiro do Altíssimo, “abre a boca” (v.9) e fica satisfeito com a provisão de Deus. Ainda que muitas vezes tenhamos de suportar “lamentações, suspiros e ais” (v.10), só um pouco mais, e estaremos desfrutando do maná do Céu!

Encerro hoje com as seguintes palavras de motivação e apelo de Ellen White: “Levaremos avante a obra segundo a vontade do Senhor? Estamos dispostos a ser ensinados por Deus? Lutaremos com Deus em oração? Receberemos o batismo do Espírito Santo? Isso é o que necessitamos e podemos ter neste tempo. Sairemos então com uma mensagem do Senhor, e a luz da verdade brilhará como uma lâmpada que arde, estendendo-se a todas as partes do mundo. Se andarmos humildemente com Deus, Ele andará conosco. Humilhemos a alma diante dEle, e veremos a Sua salvação” (Fundamentos da Educação Cristã, p.532). Vigiemos e oremos!

Bom dia, mensageiros do Altíssimo!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Ezequiel2 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



EZEQUIEL 01 – Comentado por Rosana Barros
23 de dezembro de 2020, 0:45
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“Para onde o espírito queria ir, iam, pois o espírito os impelia; e as rodas se elevavam juntamente com eles, porque nelas havia o espírito dos seres viventes” (v.20).

O chamado profético de Ezequiel foi tão intenso e dentro de um cenário tão marcante, que foi a desolação de Jerusalém, que o profeta deixou registrado com precisão a data em que teve as “visões de Deus” (v.1). Os céus foram abertos diante de seus olhos e ele viu o que a tristeza e o abatimento de uma nação assolada impedia seus patrícios de enxergar: a glória do Senhor e Sua perfeita regência. Contemplando quatro seres enigmáticos, Ezequiel procurou descrevê-los da forma mais compreensível que pôde. E mesmo que a Bíblia não revele o significado dos detalhes desta profecia, há uma mensagem central muito clara: Deus está no controle da História.

Sabemos que os símbolos proféticos nem sempre correspondem à realidade. A visão de Ezequiel não significa que os anjos que estão diante do trono de Deus possuem aquela aparência. Mas, na hipótese que considero mais coerente, a aparência daqueles seres viventes simbolizam a inteligência, o poder, a soberania e a majestade de Deus. Ou seja, era um recado a Ezequiel e ao restante de Judá que o exílio não era o fim, mas um meio que o Senhor usaria para cumprir os Seus propósitos. Aqueles seres e as rodas que tinham como instrumento de locomoção também nos revelam uma preciosa verdade que, se seguida, é poder e é vitória. Todos os seus movimentos eram impelidos pelo Espírito que os governava.

O cenário em que estamos vivendo não tem sido nada animador. Pelo contrário, mais do que uma epidemia viral, há uma epidemia emocional sem precedentes. Podem até descobrir uma vacina eficaz para esse vírus que tem assolado o mundo. Mas o que fazer quanto às sequelas psicológicas de um ano tão turbulento? Enquanto os governantes acionam o botão de emergência sanitária, milhares têm padecido pelo medo e pela ansiedade. Ezequiel e os exilados estavam em situação bem parecida. A mente estava obscurecida pela tristeza e pelo medo. Mas Deus fez brilhar a Sua luz na mente de um homem que estava disposto a ser guiado por Ele assim como os seres viventes eram movidos pelo Espírito.

Hoje, o Senhor deseja iluminar a nossa mente com a plenitude do Seu Espírito. Hoje, Ele procura homens e mulheres dispostos a ir onde o Espírito Santo os impelir. Como no passado, o Senhor não está alheio ao nosso sofrimento, e permanece tendo o controle de todas as coisas em Suas mãos. Pela fé, Ele deseja que contemplemos o Seu trono e o arco da promessa como símbolo da fidelidade de Sua Palavra. Somos chamados para ouvir “expressamente a Palavra do Senhor” (v.3). Como a mensagem foi dada primeiro para benefício do próprio Ezequiel e só depois, proclamada a outros, as Escrituras precisam fazer a diferença em nossa vida para que então possamos transmiti-las a outros.

Talvez nunca tenhamos uma visão de Deus tão espetacular como teve Ezequiel, mas se permitirmos que o Espírito Santo governe a nossa vida da mesma forma como os seres viventes se moviam, então podemos confiar que, no Dia do Senhor, contemplaremos a Sua gloriosa aparição não mais para apenas olhar, mas com Ele subir e sermos com Ele glorificados (Rm.8:17). “Portanto, vede prudentemente como andais, não como néscios, e sim como sábios, remindo o tempo, porque os dias são maus. Por esta razão, não vos torneis insensatos… mas enchei-vos do Espírito” (Ef.5:15-18). Lembremos da parábola das dez virgens. Que nossas lâmpadas estejam cheias e acesas em meio à escuridão dos últimos dias! Vigiemos e oremos!

Bom dia, cheios do Espírito Santo!

* Clamemos pela plenitude do Espírito Santo em nossa vida e na igreja.

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Ezequiel1 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



LAMENTAÇÕES 5 – Comentado por Rosana Barros
22 de dezembro de 2020, 0:45
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“Tu, Senhor, reinas eternamente, o Teu trono subsiste de geração em geração” (v.19).

Nesses últimos dias tive de lidar com o que supunha ser uma gravidez de risco até descobrir que se tratava de uma gravidez ectópica, que estava colocando a minha vida em perigo. Decepcionado, meu filho mais novo escutava a minha explicação sobre a gravidez e a cirurgia de emergência, quando desabafou em lágrimas: Mas porque tinha que acontecer com você? Respondi ao seu questionamento falando sobre o grande conflito em que todos estamos envolvidos e que, ainda que não tenhamos as respostas para tudo o que acontece em nossa vida, podemos confiar nAquele que Se submeteu à morte mais injusta para em Sua justiça nos conceder a vida eterna, quando não haverá mais tristeza, dor ou morte.

Grande era a tristeza e aflição daqueles que, semelhante a Jeremias, ainda conservavam o temor do Senhor em seus corações. Sua nação foi arrasada, suas casas destruídas, suas famílias enlutadas e suas necessidades mais básicas eram escassas e a custo do que mal podiam pagar. Constantemente humilhados pelas nações inimigas, o opróbrio foi o que lhes restou diante de tanto sofrimento. Mas foi nesse momento sobremodo escuro que, de Seu trono que “subsiste de geração em geração” (v.19), Deus ouviu a súplica que há tanto aguardava. A confissão daqueles que restaram e seu sincero desejo de conversão são provas inequívocas de que a dor também pode ser um meio bastante eficaz de transformação.

Cada experiência vivida torna-se uma marca na trajetória da existência. Mas nada, seja bom ou seja ruim, pode mudar o fato de que Deus reina soberano em Seu trono e é de lá que procede toda ordem. Na proclamação das vozes angélicas há a descrição não somente da verdade presente para os últimos dias, mas também há um vislumbre do tempo difícil em que estamos vivendo. É certo que Jesus já havia nos advertido sobre os acontecimentos escatológicos, e que a Bíblia está repleta de advertências sobre a importância de nos mantermos vigilantes. Contudo, nunca estamos totalmente preparados para enfrentar as dificuldades do mesmo modo com que Jesus dormia no barco em meio a uma tempestade. A nossa tendência é a de agirmos como os discípulos, com desespero e desânimo. Mas graças a Deus por nosso Senhor Jesus Cristo, que a Seu tempo, ouve o nosso clamor e faz cessar a tormenta.

Estamos terminando o livro de Lamentações com uma súplica. Penso que devemos terminar este “ano das lamentações” em fervorosa súplica. Clamemos pela “santificação, sem a qual ninguém verá a Deus” (Hb.12:14)! Clamemos pela maravilhosa promessa da plenitude do Espírito Santo! Clamemos pelo reavivamento e reforma que iluminará a nossa vida “do conhecimento da glória de Deus, na face de Cristo” (2Co.4:6)! Clamemos por um coração manso e humilde como o de Cristo! Clamemos em genuína contrição: “Converte-nos a Ti, Senhor, e seremos convertidos” (v.21)! Clamemos para que, mesmo em meio à dor e à exaustão, perseveremos “olhando firmemente para o Autor e Consumador da fé, Jesus” (Hb.12:2), confiando em Sua fiel promessa: “Eis que venho sem demora” (Ap.22:7), e sendo Suas testemunhas (At.1:8)! Então, de Seu trono eterno, o Senhor ouvirá e atenderá ao nosso mais sincero desejo e urgente clamor: “Vem, Senhor Jesus!” (Ap.22:20). Vigiemos e oremos!

Bom dia, “entristecidos, mas sempre alegres” (2Co.6:10)!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Lamentações5 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100