Reavivados por Sua Palavra


NAUM 1 – Comentado por Rosana Barros
31 de março de 2021, 0:45
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“O Senhor é bom, é fortaleza no dia da angústia e conhece os que nEle se refugiam” (v.7).

Há alguns dias, viralizou na Internet um vídeo de uma suposta profecia de juízo para o dia 30 de março deste ano. O vulgo profeta apelava para que ninguém saísse de casa nesse dia ou corria risco de morte, e que as ruas estariam cheias de pessoas mortas. Bem, ontem eu não só saí de casa, como viajei, fui ao supermercado e a outros lugares. E adivinhem? Eu não morri e nem vi ninguém morrendo por onde passei. Ao contrário desta falsa profecia, Naum tinha uma mensagem de iminente juízo para o povo de Nínive. Muitos têm confundido a ira de Deus com a ira humana. Pois a ira humana é contra pessoas, mas a ira de Deus é contra o pecado e seus efeitos. O profeta Naum, que em hebraico significa “compassivo”, foi enviado a Nínive com uma mensagem de juízo, assim como Jonas o foi muitos anos antes. A diferença é que os ninivitas não se arrependeram como seus antepassados e, mediante a sua conduta violenta e má, todo o povo seria “inteiramente exterminado” (v.15).

A expressão “O Senhor é tardio em irar-Se” (v.3), revela que Ele tolerou por muito tempo as atrocidades de Nínive, principalmente contra o Seu povo. Inimigo declarado de Israel, a Assíria também foi instrumento de Deus para corrigir o Seu povo, mas ultrapassou os limites com sua violência sem escrúpulos, tornando-se inimiga de Deus. Foi tida por culpada perante o Senhor, e Ele “jamais inocenta o culpado” (v.3).

Esses relatos geralmente causam medo em muitos que, equivocados em sua concepção acerca do juízo divino, ou decidem não servir a um Deus que julgam “tirano”, ou decidem servi-Lo, mas movidos pelo motivo errado. A Bíblia diz que “Deus é amor” (1Jo.4:8). E o discípulo amado prossegue dizendo: “No amor não existe medo; antes, o perfeito amor lança fora o medo. Ora, o medo produz tormento; logo, aquele que teme não é aperfeiçoado no amor” (1Jo.4:18).

Amados, quando Deus pronunciava uma sentença punitiva contra alguma nação era porque, certamente, de todas as formas, Ele tentou salvá-la. E o próprio anúncio do juízo era uma última tentativa de salvação, como foi na experiência de Jonas. Mas a partir do momento em que a maldade ultrapassa os limites para prejudicar um filho de Deus que seja, podemos ter a certeza de que o Senhor, no tempo certo, agirá. Quando não há arrependimento genuíno, a aparência não consegue enganar Aquele que lê as intenções do nosso coração. Ele “conhece os que nEle se refugiam”, os que O amam e provaram que o “Senhor é bom” (v.7).

Muito em breve veremos com nossos próprios olhos o Senhor andando sobre as nuvens (v.3), vindo declarar o Seu juízo final. Para os que não se arrependeram, o medo será terrível, mas para os que fizeram de Deus a sua “fortaleza no dia da angústia” (v.7), será dia de indescritível alegria. Jesus derrotará o nosso último inimigo chamado “morte”. Mães reencontrarão seus filhinhos. Filhos abraçarão novamente seus pais. Para os ímpios, aquele Grande Dia será a maior cena de destruição que este mundo já presenciou; para os salvos, a maior celebração de amor que já houve.

Medo ou amor? O que te move a adorar a Deus? Escolha calçar “os pés com a preparação do evangelho da paz” (Ef.6:15). Seja um portador do evangelho do amor. Que seus pés anunciem “boas-novas” (v.15). Que seus pés sejam considerados lindos: “Que formosos são sobre os montes os pés do que anuncia as boas-novas, que faz ouvir a paz, que anuncia coisas boas, que faz ouvir a salvação, que diz a Sião: O teu Deus reina!” (Is.52:7). Então, muito em breve, estes mesmos pés pisarão sobre o estrado dos pés de Jesus e por Ele mesmo serão admirados por toda a eternidade. Vigiemos e oremos!

Bom dia, portadores de boas-novas!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Naum1 #RPSP

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MIQUEIAS 7 – Comentado por Rosana Barros
30 de março de 2021, 0:45
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“Eu, porém, olharei para o Senhor e esperarei no Deus da minha salvação; o meu Deus me ouvirá” (v.7).

Em Seu ministério terrestre, Jesus falou diversas vezes acerca dos dias que antecederiam a Sua segunda vinda. Através de parábolas, revelação de sinais e pela confirmação dos escritos dos antigos profetas, Ele nos deixou clara advertência: “Vede que vo-lo tenho predito” (Mt.24:25). Um tempo de grande confusão foi profetizado; tempo de angústia, perseguição e morte espiritual. As pessoas, absortas demais em viver conforme sua natureza depravada, se entregariam por completo às suas baixas paixões, de modo que até “os da […] própria casa” se levantariam uns contra os outros: “Estarão divididos: pai contra filho, filho contra pai; mãe contra filha, filha contra mãe; sogra contra nora, e nora contra sogra” (Lc.12:53). Seria um tempo “como foi nos dias de Noé” (Mt.24:37).

O profeta Miqueias foi grandemente usado por Deus deixando escrito praticamente um resumo da obra redentora de Cristo, desde o Seu nascimento, Seu ministério terrestre, até Seu retorno glorioso. Em seu livro podemos vislumbrar o cumprimento do que escreveram os filhos de Corá: “Encontraram-se a graça e a verdade, a justiça e a paz se beijaram” (Sl.85:10). Foi contemplando o estado decadente de Israel que o profeta percebeu a terrível realidade de que não havia alguém com quem pudesse contar ou em quem pudesse confiar. Nem “os da sua própria casa” (v.6) eram dignos de confiança. Seria um cenário de completo desespero para Miqueias não fosse o seu profundo e firme relacionamento com Deus: “Eu, porém, olharei para o Senhor e esperarei no Deus da minha salvação; o meu Deus me ouvirá” (v.7). Foi olhando para cima que ele encontrou forças para perseverar e pôde contemplar, pela fé, a vitória final.

Semelhante aos profetas do passado, que tiveram de experimentar a rejeição até mesmo de suas famílias, a igreja de Deus nos últimos dias há de passar por igual experiência. Além de Miqueias, havia um pequeno povo que ainda temia ao Senhor. A declaração do profeta de que “não há entre os homens um que seja reto” (v.2) refletia o número insignificante de fiéis comparado aos milhares de Israel e de Judá que eram insubmissos a Deus. Ainda assim, havia um plano de compaixão em andamento. E este plano incluía um tempo de juízo a fim de colher os frutos do arrependimento. Nos dias de Noé, apenas ele e sua família foram salvos do dilúvio e milhares de vidas foram ceifadas pelas águas, “por causa do fruto das suas obras” (v.13). Aos fiéis, contudo, a única coisa que o Senhor deseja lançar “nas profundezas do mar” (v.19) é o pecado e a iniquidade que nos separa dEle (Is.59:2).

Quem, ó Deus, é semelhante a Ti, que perdoas a iniquidade e Te esqueces da transgressão do restante da Tua herança? O Senhor não retém a Sua ira para sempre, porque tem prazer na misericórdia” (v.18). Precisamos, hoje, reconhecer os atos de Deus em nossa vida como instrumentos da graça para nos salvar de nós mesmos. Os sofrimentos que, porventura, estejamos enfrentando, não são permitidos para nos debilitar e destruir, mas para nos fortalecer e salvar. Quem deseja nos “roubar, matar e destruir” é o inimigo das almas, mas Jesus vem até nós para que tenhamos vida, e vida “em abundância” (Jo.10:10).

Pouco antes da segunda vinda de Cristo, “a Terra será posta em desolação, por causa dos seus moradores” (v.13). Este planeta será abalado desde o céu atmosférico até às profundezas da terra, atingindo o seu clímax na “vinda do Dia de Deus, por causa do qual os céus, incendiados, serão desfeitos, e os elementos abrasados se derreterão” (2Pe.3:12). Nesse tempo, subirá ao Céu o clamor de um restante que, vivos para contemplar a realização de sua bendita esperança, como Miqueias, ainda que rejeitados e maltratados pelos que lhes são mais próximos, permanecerão com os seus olhos fitos em Deus, Aquele que os resgatou de seus maus caminhos, concedendo-lhes o dom do amor e do perdão.

Eu creio estar vivendo nos últimos momentos desta Terra de pecado e não me importo em ser considerada uma fanática, já que Noé foi considerado assim pelo mundo antigo, mas diante de Deus, um “pregador da justiça” (2Pe.2:5). Elias foi chamado de “perturbador de Israel” (1Rs.18:17), mas foi a ele que o Senhor respondeu com fogo (1Rs.18:38) e com chuva (1Rs.18:45). Não podemos, contudo, amados, confundir convicção com presunção. Eu não sei quando o meu Redentor virá, mas com estes homens de Deus e, principalmente, com a vida santa e de constante vigilância de Cristo, tenho aprendido que a minha preparação deve estar fixa num só tempo: “Hoje, se ouvirdes a Sua voz, não endureçais o vosso coração” (Hb.3:15). Que diante da pergunta escarnecedora dos perversos: “Onde está o Senhor, teu Deus?” (v.10), seja somente uma a nossa segura resposta: “Porque eu sei que o meu Redentor vive e por fim Se levantará sobre a Terra. […] Vê-Lo-ei por mim mesmo, os meus olhos O verão, e não outros; de saudades me desfalece o coração dentro de mim” (Jó 19:25 e 27). Vigiemos e oremos!

Bom dia, filhos saudosos do Senhor!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Miqueias7 #RPSP

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MIQUEIAS 6 – Comentado por Rosana Barros
29 de março de 2021, 0:45
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“Ele te declarou, ó homem, o que é bom e que é o que o Senhor pede de ti: que pratiques a justiça, e ames a misericórdia, e andes humildemente com o teu Deus” (v.8).

No primeiro sermão de Cristo, o famoso sermão do monte, Ele apresentou o passo a passo de uma vida cristã vitoriosa. Ao contrário do que os judeus tinham aprendido de seus líderes desde então, “as multidões” ficaram “maravilhadas da Sua doutrina; porque as ensinava como quem tem autoridade e não como os escribas” (Mt.7:28-29). Tomando os antigos profetas como exemplo, Jesus elencou as bem-aventuranças definindo como felicidade real aquela que tem o Céu como alvo bem definido. Ser feliz, portanto, não depende dos benefícios que possam existir na caminhada, mas o que há no final dela. E foi “por amor da Sua própria justiça”, tornando a Sua lei gloriosa (Is.42:21), que Ele não somente veio para morrer em nosso lugar, mas para nos deixar exemplo de como devemos viver aqui, a fim de seguirmos “os Seus passos” (1Pe.2:21), até que Ele volte.

Foi a partir da mensagem central do Cristo que viria como antítipo dos sacrifícios realizados no santuário, que Deus introduziu a Sua “controvérsia com o Seu povo” (v.2). “Ouvi, agora” (v.1), apelava o profeta aos incautos de coração. Os dois episódios relatados pelo Senhor revelam a natureza de Seu caráter misericordioso e Seu amor incondicional para com Seu povo. O Senhor enviou Moisés para libertar Israel quando este nem sequer tinha um lugar de adoração e quando muitos dentre o povo haviam se corrompido com a cultura e a idolatria pagã. E o único sacrifício exigido foi aquele que, mais do que qualquer outro relatado nas Escrituras, revelava o perfeito plano da salvação em Cristo (Êx.12:1-13). Já no episódio de Balaão, após abençoar Israel por três vezes, sem que o povo percebesse o perigo que estava correndo, declarou a profecia a respeito de Cristo: “uma estrela procederá de Jacó, de Israel subirá um cetro” (Nm.24:17). Em ambas as experiências, a resposta para Israel foi: Jesus Cristo salva!

A doutrina da salvação por obras, por mais que seja considerada como um problema do passado na vida dos escribas e fariseus, e um mal que imperava na Idade das trevas, prosseguiu com seus efeitos alcançando a nossa geração de crentes apenas com uma roupagem diferente. De modo que “milhares de carneiros” (v.7) continuam sendo sacrificados, sendo mudado apenas o formato e o objeto do “sacrifício”. Praticar a justiça, amar a misericórdia e andar humildemente com Deus não requer de nós uma religião de aparências e de sacrifícios vazios, mas um vivo e transparente relacionamento com Deus de forma que nossas palavras possam tão-somente refletir a coerência de quem aceitou viver a vida dAquele que nos “chamou das trevas para a Sua maravilhosa luz” (1Pe.2:9).

Todo aquele que deseja andar com Deus, como andou Enoque (Gn.5:24), encontrará verdadeira e suficiente motivação na pessoa de Jesus Cristo. Muitos alegam ter lido muitas vezes a Bíblia e os escritos do espírito de profecia enquanto mantém seus corações fechados para a boa obra que o Espírito Santo deseja realizar na vida. Deveriam, porém, deter-se em ler outras milhares de vezes, desta vez clamando ao Céu com humildade para que, silenciado o coração enganoso, ouçam com clareza a mesma voz que acalmou a tempestade, curou os enfermos, expulsou os demônios e perdoou os pecadores. Você ainda nutre alguma dúvida acerca das Escrituras e dos Testemunhos Inspirados? Então olhe para Jesus. Examine a Sua vida. Contemple a Sua morte. Maravilhe-se com Sua ressurreição. Se você fixar os seus olhos em Jesus, o Espírito Santo lhe concederá o poder para praticar a justiça, amar a misericórdia e andar humildemente com o Senhor até que Ele volte. Vigiemos e oremos!

Bom dia, imitadores de Cristo!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Miqueias6 #RPSP

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MIQUEIAS 5 – Comentado por Rosana Barros
28 de março de 2021, 0:45
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“E tu, Belém-Efrata, pequena demais para figurar como grupo de milhares de Judá, de ti Me sairá o que há de reinar em Israel, e cujas origens são desde os tempos antigos, desde os dias da eternidade” (v.2).

A esperança apresentada pelo profeta não consistia em uma experiência de livramento para Israel apenas, mas no maior livramento de todos os tempos para todas as nações da Terra. Na cidade de Belém, nasceria Aquele cuja primeira vinda dividiu o tempo em antes e depois de Cristo, e garantiu com sangue inocente a salvação de “todo aquele que nEle crê” (Jo.3:16). Sendo constantemente assaltados pelas nações inimigas, os filhos de Israel acabaram canalizando suas esperanças em uma mera libertação terrena. Aguardavam o Messias que destruísse de uma vez por todas o poderio estrangeiro e perderam o privilégio de participar das alegrias que somente a verdadeira esperança pode proporcionar.

Jesus veio primeira vez exatamente como descrito pelos profetas. Tudo em Sua vida revelava o íntegro e fiel testemunho das Escrituras e o caráter dAquele que O enviou. Em uma família pobre e temente ao Senhor, o menino Deus cresceu sentindo na pele as dificuldades deste mundo de pecado e adquirindo, um dia após o outro, a resistência espiritual que o estava forjando para assumir, de fato, o Seu ministério à humanidade. O Príncipe da Paz não veio para erguer a bandeira de um só país, mas para ser levantado como vergonha para os perversos e alegria para os redimidos. Por Sua morte ignominiosa, Ele Se tornou “a nossa paz” (v.5).

As fileiras do Senhor que hoje são ocupadas por muitos cuja visão não passa das coisas desta terra, logo serão preenchidas pelo “restante de Jacó”, que está “no meio de muitos povos” (v.8) e ao “restante de seus irmãos” que retornarão “aos filhos de Israel” (v.3). As ovelhas perdidas serão carregadas de volta, as dracmas serão encontradas e os pródigos voltarão. Esta é uma obra que já está sendo realizada e se apressa para o seu desfecho. O remanescente “estará no meio de muitos povos, como orvalho do Senhor” (v.7). A presença e influência peculiar do povo de Deus será uma bênção entre as nações, de modo que muitos que ainda se encontram em Babilônia, ao ver o santo procedimento do remanescente através da “fé que atua pelo amor” (Gl.5:6), atenderão ao último apelo: “Retirai-vos dela, povo Meu, para não serdes cúmplices em seus pecados e para não participardes dos seus flagelos” (Ap.18:4).

Sim, Jesus é paz, Jesus é amor, Jesus é vida. Mas Jesus também é justiça, e não permitirá que o mal atinja um limite acima do que Ele mesmo estabeleceu como medida final. Ele diz: “Com ira e furor, tomarei vingança sobre as nações que não Me obedeceram” (v.15). A obediência não é a causa da salvação, já que somos salvos pela graça mediante a fé (Ef.2:8). Contudo, ela se torna um resultado inevitável na vida de todos os que foram salvos por Jesus. E, por conseguinte, uma das características do remanescente dos últimos dias: “Aqui está a perseverança dos santos, os que guardam os mandamentos de Deus e têm a fé em Jesus” (Ap.14:12).

Logo o nosso Salvador virá e a urgência com que pregamos não deve estar mais evidente em palavras do que em atitudes. Aquele “cujas origens são […] desde os dias da eternidade” (v.2) deseja realizar a obra necessária em nossa vida a fim de que muito em breve com Ele possamos habitar seguros. Não temos o que temer se descansarmos nAquele que quer nos apascentar “na força do Senhor” (v.4). Nesses dias difíceis, clamemos ao Senhor pelo poder do Consolador, para que sustentados em Suas mãos sejamos o que Ele nos criou para ser. Vigiemos e oremos!

Feliz semana, restante de Jacó!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Miqueias5 #RPSP

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MIQUEIAS 4 – Comentado por Rosana Barros
27 de março de 2021, 0:45
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“Mas, nos últimos dias, acontecerá que o monte da Casa do Senhor será estabelecido no cimo dos montes e se elevará sobre os outeiros, e para ele afluirão os povos” (v.1).

Antes do momento de Sua ascensão, Jesus confirmou a mensagem profética aos gentios dando a seguinte ordem aos Seus discípulos: “Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações” (Mt.28:19). O pensamento exclusivista ainda permanecia no coração daqueles que deveriam atravessar as fronteiras do preconceito e olhar para os estrangeiros como alvo do mesmo amor que os alcançou. Israel não foi eleita como única nação a ser salva, mas como um povo peculiar com uma única mensagem de salvação. Sua missão consistia em pregar e ensinar a Palavra de Deus por preceito e por exemplo, fechando as entradas da alma para o mundo, mas sem desprezar as pessoas que nele estão e cujo coração apresentasse algum interesse em conhecer o Deus único e verdadeiro.

Os filhos de Israel, e principalmente os líderes que compunham a orgulhosa nação, não compreenderam sua missão porque mantiveram seus corações fechados enquanto eram perfeitamente receptivos à cultura daqueles que apontavam como impuros e perdidos. Julgavam ser um farol entre as nações quando sua luz não era maior do que uma fagulha prestes a apagar. Mas, no fim das setenta semanas profetizadas por Daniel (Dn.9:24-27), a morte de Estêvão selou o fim da eleição de Israel (At.7:55-56) e, através da igreja primitiva, o Senhor inaugurou o tempo da esperança de todas as nações. A visão de Pedro e sua experiência na casa de Cornélio (At.10), o chamado de Paulo como apóstolo dos gentios (At.9:15), tudo apontava para o cumprimento do que os profetas antigos já haviam escrito e do que Cristo assinou com Seu sangue na cruz do Calvário.

Sabemos que, conforme as profecias bíblicas, estamos vivendo no tempo do fim. E, de uma forma ainda mais resoluta e pontual, exatamente para o Israel espiritual de Deus hoje, foi conferida a responsabilidade de pregar “o evangelho eterno […] aos que se assentam sobre a Terra, e a cada nação, e tribo, e língua, e povo” (Ap.14:6), a fim de anunciar a todos a bendita esperança de que Jesus Cristo em breve voltará; uma mensagem do amor eterno de Deus pela humanidade e Seu desejo de restaurá-la ao estado de perfeição original. Muitos, porém, têm rejeitado o convite divino ainda que, como no antigo Israel, sustentem uma religião de aparências supondo comprar a salvação que o Senhor nos oferece como um “dom gratuito” (Rm.6:23).

Como última igreja de Deus na Terra, a nossa missão não consiste na realização de uma série de obras enquanto o nosso eu permanece sendo alimentado por gostos pessoais. Fomos comprados pelo valiosíssimo sangue do Cordeiro e “criados em Cristo Jesus para boas obras, as quais Deus de antemão preparou para que andássemos nelas” (Ef.2:10). Ou seja, assim como Filipe foi guiado pelo Espírito Santo ao encontro do eunuco etíope (At.8:29), assim como Paulo foi pelo mesmo Espírito impedido de ir para a Ásia e enviado para Macedônia (At.16:6-10), o Espírito Santo tem propósitos específicos na vida de cada filho de Deus que se entrega por completo à vontade divina.

Não deveríamos, portanto, nos preocupar quanto ao que fazer, e sim o quanto a nossa vida está cativa em Deus, e Ele cuidará em fazer “as nossas obras […] por nós” (Is.26:12). Nada pode superar, em matéria de evangelismo, o testemunho da entrega genuína de um coração a Deus. Nada pode falar mais alto a favor do evangelho do que uma vida guiada pelo Espírito Santo. Nem todos os sermões podem ter o mesmo impacto que uma família que serve ao Senhor. Fomos salvos para ser santos como Deus é santo (1Pe.1:16), não para revelar ao mundo um padrão inatingível, mas para revelar o caráter de Cristo que estende a Sua destra no abismo que nos separa de Deus e promete ser tudo em nós se assim o permitirmos.

Se você ainda não compreende o que é graça e que nada do que você faça o torna mais ou menos merecedor dela, clame hoje ao Espírito Santo para ser um aluno na escola de Cristo. Há um mundo com mais de sete bilhões de habitantes a ser advertido e isso acontecerá com poder jamais visto por meio de um remanescente que iluminará a Terra com a glória de Deus. Há um poder divino disponível até ao mais débil pecador que se arrependa. Quando for “um o coração e a alma” (At.4:32) do Israel espiritual de Deus, o mundo assistirá a mais sincera manifestação da verdadeira piedade como desde os tempos apostólicos não se via. Quer você fazer parte desta última geração de santos? Então pare de contemplar as coisas que há no mundo e olhe para Jesus Cristo. É pela contemplação que somos transformados, “de glória em glória, na Sua própria imagem, como pelo Senhor, o Espírito” (2Co.3:18). Mantenha os seus olhos em Jesus e, certamente, você será a luz de que o mundo tanto necessita. Vigiemos e oremos!

Feliz sábado, luz do mundo!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Miqueias4 #RPSP

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MIQUEIAS 3 – Comentado por Rosana Barros
26 de março de 2021, 0:45
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“Eu, porém, estou cheio do poder do Espírito do Senhor, cheio de juízo e de força, para declarar a Jacó a sua transgressão e a Israel, o seu pecado” (v.8).

Quando os filhos são apenas bebês, é mais fácil para os pais lidar com eles no sentido de discipliná-los. À medida em que vão crescendo, e eles passam a ganhar certa autonomia, como andar, comer e fazer outras coisas sozinhos, começam a manifestar seus gostos e vontades de forma mais forte, mas, a depender da estrutura familiar, ainda são subordinados aos seus pais. Na adolescência, quando passam por uma fase de transição, pensam estar sempre com a razão e torna-se mais difícil ainda os corrigir. E, a depender da educação do lar e formação do caráter desses filhos, eles serão adultos submissos à vontade de Deus ou homens e mulheres que não admitem ser corrigidos.

Através de meus filhos, o Senhor tem me ensinado a lidar com diferentes fases ao mesmo tempo e, nos desafios diários, me ensinado a descansar em Seus cuidados. Foi na educação do lar que Deus deixou para Israel a base sólida para a formação de homens e mulheres que temem a Deus e que permanecem como alunos que nunca se desligam da escola de Cristo (Dt.6:4-9). E foi na negligência dessa educação que o povo se corrompeu e passou a ser regido por pessoas alheias à vontade divina e incapazes de dar ouvidos à voz da repreensão. Aos “chefes da casa de Israel” (v.1) foi dirigida a mais dura palavra, pois, como líderes, era seu dever cuidar do povo e garantir que seguissem o “assim diz o Senhor”. No entanto, por seus corações obstinados “fizeram mal nas suas obras” (v.4) e até mesmo os profetas falavam do que não sabiam, “porque não [havia] resposta de Deus” (v.7).

Com a autoridade dada pelo Céu, Miqueias se colocou diante do povo como o porta-voz do Senhor, declarando a transgressão de Jacó e o pecado de Israel. Como era de se esperar de uma geração movida pela avareza e pelo egoísmo, as palavras proféticas eram desconsideradas enquanto sustentava estar Deus no meio dela: “Não está o Senhor no meio de nós? Nenhum mal nós sobrevirá” (v.11). Mas as ameaças dadas por intermédio do homem “cheio do poder do Espírito do Senhor” (v.8), certamente se cumpririam, pois que, qual filhos rebeldes, os líderes insensatos se recusaram a submeter-se ao Pai celestial.

Amados, como última igreja de Deus, não fomos repreendidos por sustentar doutrinas falsas ou ensinamentos contrários à Palavra de Deus. Pelo contrário, somos ricos e abastados do conhecimento da verdade. Somos ricos e abastados de bons oradores e mestres com capacidades brilhantes. Mas somos infelizes, miseráveis, pobres, cegos e nus (Ap.3:17) do único conhecimento que salva. “E a vida eterna é esta: que Te conheçam a Ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste” (Jo.17:3). Jesus repreende e disciplina o Seu último povo porque O ama (Ap.3:19); porque deseja que ele O conheça de fato e de verdade, em um relacionamento pessoal e íntimo que nos leve a aprender mais e mais quem Ele é. E quando isso acontece, é impossível não nos unirmos à declaração do apóstolo: “o amor de Cristo nos constrange” (2Co.5:14).

Está chegando o tempo, e creio que já chegou, em que precisaremos de muito mais que bons sermões e poucos minutos de comunhão se queremos, como Miqueias e os discípulos no Pentecostes, experimentar o poder do Espírito Santo em nossa vida. Todos nós temos um trabalho a fazer na seara do Senhor. Todos nós fomos chamados à santa lida. A não ser, contudo, que nos tornemos como crianças, totalmente dependentes e submissos à vontade do Pai, jamais entenderemos o valiosíssimo preço de nossa redenção e a maravilhosa graça que nos foi outorgada. É tempo de, como Jesus, falar mais com a vida do que com os lábios. Então, com o coração humilde e manso, receberemos do Céu o direito e a autoridade de declarar: “Eu, porém, estou cheio do Espírito do Senhor, cheio de juízo e de força, para declarar a Jacó a sua transgressão e a Israel, o seu pecado” (v.8). Vigiemos e oremos!

Bom dia, porta-vozes do Pai!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Miqueias3 #RPSP

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MIQUEIAS 2 – Comentado por Rosana Barros
25 de março de 2021, 0:45
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“Subirá diante deles o que abre caminho; eles romperão, entrarão pela porta e sairão por ela; e o seu Rei irá adiante deles; sim, o Senhor, à sua frente” (v.13).

O capítulo de hoje apresenta um contraste entre aqueles “que, no seu leito, imaginam a iniquidade e maquinam o mal” (v.1), e “o restante de Israel”, congregados por Deus “como ovelhas no aprisco” (v.12). A ganância e a mentira regiam a vida da maioria dos líderes políticos e religiosos da nação, de forma que o povo comum sofria devido as suas práticas abusivas. E apesar dos constantes e claros apelos dos profetas do Senhor, rebelavam-se cada vez mais e, com seus profetas ébrios (v.11), declaravam: “a desgraça não cairá sobre nós” (v.6). Contudo, toda a maligna ambição que os tornava duros de coração, logo revelaria seus trágicos resultados, “porque o tempo será mau” (v.3).

O juízo anunciado foi ignorado, e, em seu lugar, foi proclamado um tempo de paz e prosperidade. E à pergunta retórica: “Está irritado o Espírito do Senhor?”, lhes foi dada a resposta que não queriam ouvir: “Sim, as Minhas palavras fazem o bem ao que anda retamente” (v.7). O povo, porém, agia como se fosse inimigo de Deus, roubando os que queriam paz e provocando a ruína de muitas famílias (v.8). Caso não se arrependessem, sua imundícia os destruiria “dolorosamente” (v.10). E enquanto davam ouvidos a falsos profetas (v.11), a calamidade os alcançaria quando menos esperassem.

Mas o Senhor enxergou algo de precioso em meio à sujeira. O “que anda retamente” (v.7) foi identificado pelo Investigador divino, que procura todo aquele que abre o coração para a sagrada obra do Espírito Santo. Apesar da humilhante devastação que os assírios causariam a Israel, Deus prometeu congregar o restante do Seu povo, “como ovelhas no aprisco” (v.12), abrindo caminho e indo adiante deles assim como um pastor conduz o seu rebanho (v.13). Esta promessa não ficou no passado, mas foi confirmada por Jesus a todas as gerações de Seu fiel povo.

Como os líderes de Israel foram comparados a ladrões e salteadores, Jesus ampliou essa analogia para todos os líderes insensatos do Seu povo: “Em verdade, em verdade vos digo: o que não entra pela porta no aprisco das ovelhas, mas sobe por outra parte, esse é ladrão e salteador” (Jo.10:1). Ele também disse: “Eu sou a porta. Se alguém entrar por Mim, será salvo; entrará, e sairá, e achará pastagem […] Eu sou o bom Pastor. O bom Pastor dá a vida pelas ovelhas […] conheço as Minhas ovelhas, e elas Me conhecem a Mim” (Jo.10: 9, 11 e 14). Através desta ilustração, conseguimos vislumbrar um Deus que deseja suprir as nossas necessidades em todas as esferas, e que, pensando em Mim e em você, declarou: “Ainda tenho outras ovelhas, não deste aprisco; a Mim Me convém conduzi-las; elas ouvirão a Minha voz; então, haverá um rebanho e um Pastor” (Jo.10:16).

O bom Pastor está hoje apelando: “Buscai o Senhor enquanto se pode achar, invocai-O enquanto está perto. Deixe o perverso o seu caminho, o iníquo, os seus pensamentos; converta-se ao Senhor, que Se compadecerá dele, e volte-se para o nosso Deus, porque é rico em perdoar” (Is.55:6-7). Há um tempo limite para o mal e uma medida determinada para a iniquidade, que estão prestes a ser atingidos. Porque o “Meu Espírito não agirá para sempre no homem”, diz o Senhor (Gn.6:3). Permita que o bom Pastor vá adiante de você abrindo caminho e, certamente, Ele te levará “para junto das águas de descanso” e habitarás “na Casa do Senhor para todo o sempre” (Sl.23:2 e 6). Vigiemos e oremos!

Bom dia, ovelhas de Jesus!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Miqueias2 #RPSP

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MIQUEIAS 1 – Comentado por Rosana Barros
24 de março de 2021, 0:45
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“Ouvi, todos os povos, prestai atenção, ó Terra e tudo o que ela contém, e seja o Senhor Deus testemunha contra vós outros, o Senhor desde o Seu santo templo” (v.2).

Desde a separação entre Reino do Norte (Israel) e Reino do Sul (Judá), criou-se uma constante tensão e disputa entre estes reinos. Possuindo a maioria das tribos, Israel evocava o direito a permanecer como a nação eleita. Já o reino de Judá, apesar da pequena representação, se apegava ao fato de ser detentor de Jerusalém e do Templo, da aliança divina com Davi e da profecia de que “o cetro não se arredará de Judá” (Gn.49:10). Ambos os reinos, porém, foram colocados em pé de igualdade pelo Senhor: “Qual é a transgressão de Jacó? Não é Samaria? E quais os altos de Judá? Não é Jerusalém?” (v.5). Tanto Israel quanto Judá haviam se afastado do Senhor e quebrado a Sua santa aliança. Aos olhos de Deus era um só reino dividido contra si mesmo.

A respeito desse tipo de problema, Jesus declarou: “Todo reino dividido contra si mesmo ficará deserto, e toda cidade ou casa dividida contra si mesma não subsistirá” (Mt.12:25). Contemporâneo de Isaías, Amós e Oseias, o profeta Miqueias recebeu a difícil incumbência de reforçar a verdade presente naquele tempo. Pela quantidade de mensageiros, isso revela que se tratava de um tempo sobremodo difícil, de grande corrupção moral e idolatria. Israel e Judá estavam prestes a sofrer a terrível invasão assíria, colhendo os resultados de suas feridas incuráveis (v.9), e a única saída para o povo de Deus estava em se arrepender e se converter dos seus maus caminhos.

Em Seu ministério terrestre, Jesus Se deparou com a séria rivalidade entre judeus e samaritanos. Nenhum dos lados reconheceu o tempo de Sua chegada. Nenhum estava preparado para receber Aquele que veio para proclamar e confirmar o único reino que “subsistirá para sempre” (Dn.2:44). Junto à “fonte de Jacó” (Jo.4:6), Jesus assentou-Se a fim de declarar ao público de uma só mulher uma verdade que nos alcança com o infalível poder de Sua palavra. Aquela mulher ilustrava muito bem a condição espiritual de Israel: prostituída e desprezada por seus irmãos. Jesus revelou o pecado daquela mulher com brandura e misericórdia, o que despertou-lhe o interesse em ouvi-Lo mais e resultou em uma conversão genuína e evangelismo prático e eficiente.

Despertada para uma nova experiência, a mulher expôs o dilema que a angustiava: “Nossos pais adoravam neste monte; vós, entretanto, dizeis que em Jerusalém é o lugar onde se deve adorar” (Jo.4:20). A resposta do Salvador esclarece o fato de que Deus tem sim uma igreja, uma nação eleita, um povo de Sua exclusiva propriedade (1Pe.2:9), mas que o Pai está procurando e recolhendo como Seu precioso trigo: “Mas vem a hora e já chegou, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque são estes que o Pai procura para Seus adoradores” (Jo.4:23). Esta verdade continuará viva em seus efeitos até que do Céu brade a ordem: “chegou a hora de ceifar, visto que a seara da Terra já amadureceu” (Ap.14:15).

Eu creio que já está mais do que claro no que estudamos nas Escrituras até agora que cada mensagem de juízo divino era acompanhada pela essência do caráter de Deus, que é o amor. Vemos isso claramente, por exemplo, nos livros dos contemporâneos de Miqueias. O livro de Isaías começa com uma mensagem de juízo e termina com uma mensagem de esperança. O livro de Amós inicia com uma ameaça e termina com a promessa da restauração. O livro de Oseias começa revelando a infidelidade do povo e é encerrado com promessas do perdão divino. Veremos que não é diferente no livro de Miqueias. Começamos estudando uma mensagem de juízo e terminaremos com um dos mais lindos textos sobre o perdão, a fidelidade e a misericórdia de Deus.

Estamos vivendo em tempos decisivos e emprestados. Muitos de nós nem sequer temos a liberdade de adorar em um templo. Mas enquanto a nossa liberdade de ir e vir está sendo restringida, ou por motivos de saúde, sendo limitada, a nossa fé precisa ser fortalecida. A experiência pessoal com Deus através de uma vida de comunhão diária com Ele resulta em obediência às verdades que nos levam a conhecê-Lo. E, muitas vezes, situações adversas são permitidas a fim de moldar o nosso caráter e nos fazer enxergar, ainda que palidamente, quem de fato Deus é. É assim que aprendemos a caminhar com Deus, adorando-O em espírito e em verdade, e por Ele somos encontrados como Seus verdadeiros adoradores, “a igreja do Deus vivo, coluna e baluarte da verdade” (1Tm.3:15).

Portanto, não fique chateado se por algum meio a repreensão lhe alcançou, mas, como a mulher samaritana você perceba quem é Aquele que está a lhe corrigir a fim de lhe salvar e de torná-lo uma testemunha Sua nesses dias finais. Prossigamos, pois, amados, em conhecer ao Senhor através de mais este livro inspirado. Vigiemos e oremos!

Bom dia, igreja do Deus vivo!

* Oremos para que o Espírito Santo nos fortaleça nesses dias difíceis e nos encontre como Seus verdadeiros adoradores. Oremos uns pelos outros!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Miqueias1 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



JONAS 4 – Comentado por Rosana Barros
23 de março de 2021, 0:45
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“E disse o Senhor: É razoável essa tua ira?” (v.4).

Inconformado e irado com a atitude dos ninivitas e com a reação de Deus, Jonas fez uma oração que confirma qual foi a razão de ter fugido. O medo de Jonas não era o de enfrentar a violência dos ninivitas, mas de que eles fossem perdoados. Esta foi a maior motivação de sua fuga. “Tira-me a vida, porque melhor me é morrer do que viver” (v.3), foi o pedido desesperado e inconsequente do profeta.

Apesar de suas intempéries e senso de justiça própria, Jonas conhecia ao Deus que servia: “és Deus clemente, e misericordioso, e tardio em irar-Se, e grande em benignidade, e que Te arrependes do mal” (v.2). Diferente da versão tirana criada pelo pensamento de que Deus é um ser que tem prazer em destruir os desobedientes, a experiência de Nínive certamente é uma prova contundente de que Ele não tem prazer “na morte do perverso”. Antes, deseja “que ele se converta dos seus caminhos e viva” (Ez.18:23).

A paciência de Deus para com o profeta foi tão grande quanto o foi com os ninivitas, senão maior. Porque Jonas era conhecedor da Palavra, mas aquele povo não sabia “discernir entre a mão direita e a mão esquerda” (v.11). Eram ignorantes acerca do que era certo e do que era errado. Deus, então, em Sua infinita misericórdia, permitiu que aquele Seu zeloso servo aprendesse uma lição de amor.

Jonas construiu um abrigo provisório para assistir “o que aconteceria à cidade” (v.5). Em seu desconforto, Deus fez crescer sobre ele uma planta que lhe daria um pouco de alívio em meio ao calor do oriente. O fato de ele ter se alegrado “em extremo por causa da planta” (v.6) não foi só pela sombra que ela lhe proporcionou, mas, provavelmente, o profeta pensou em ser a planta um sinal de que Deus o estava abençoando e confirmando a sentença condenativa que logo ele contemplaria.

Contudo, a planta secou, o calor aumentou, pela segunda vez Jonas pediu a morte e pela segunda vez o Senhor lhe perguntou: “É razoável essa tua ira…?”(v.9). Faltava algo para Jonas. A sua vida passou a não fazer mais sentido. A sua resposta diante do ocorrido revelava algo que tem sido a principal causa das enfermidades da mente humana: a ausência de perdão. E isso não é somente um princípio bíblico, mas um fato cientificamente comprovado. Não perdoar pode causar problemas emocionais, e até físicos, muito graves.

O perdão não é algo automático. Perdoei e está tudo certo. Não. Exige todo um processo que requer paciência e perseverança. Percebam que Deus provocou Jonas a, mesmo sem perceber, passar pela primeira fase do processo que é reconhecer a ira, confessar a mágoa: “É razoável a minha ira até à morte” (v.9). Por mais que a atitude do profeta estivesse “temperada” de raiva, ele reconheceu o seu rancor diante de Deus. Ele deixou bem claro o que estava sentindo. E Deus não nos priva de expressarmos os nossos sentimentos. Muito pelo contrário, Ele nos dá a total liberdade para isso. Se “a oração é o abrir do coração a Deus como a um amigo” (Ellen G. White, Caminho a Cristo, p. 94), então Ele espera que as nossas palavras sejam a exata expressão do que está em nosso coração.

Portanto, se como Jonas, você tem dificuldade de perdoar, não se desespere. O Senhor nos tem feito a mesma pergunta: “É razoável essa tua ira?” (v.4). Responda-O com inteireza de coração. Não tente esconder o que Deus já conhece. Não perca a sua saúde física, emocional e espiritual acalentando sentimentos que lhe destroem pouco a pouco e lhe fazem perder o privilégio de ser reconhecido como um discípulo de Jesus: “Nisto conhecerão todos que sois Meus discípulos: se tiverdes amor uns aos outros” (Jo.13:35); e de tornar-se perfeito “como perfeito é o vosso Pai celeste” (Mt.5:48). Se Deus perdoa as nossas ofensas, quanto mais devemos perdoar as ofensas de nossos semelhantes! Permita que o Espírito Santo derrame em seu coração a abundante chuva do amor de Deus (Rm.5:5), e que a sua vida seja uma manifestação do milagre do perdão. Vigiemos e oremos!

Bom dia, perdoados pelo Pai e perdoadores de seus irmãos!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Jonas4 #RPSP

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JONAS 3 – Comentado por Rosana Barros
22 de março de 2021, 0:45
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“Os ninivitas creram em Deus, e proclamaram um jejum, e vestiram-se de panos de saco, desde o maior até o menor” (v.5).

Recebendo uma segunda chance, Jonas finalmente se dispôs não mais para fugir, mas para cumprir sua missão como atalaia do Senhor. O profeta teimoso iniciou a jornada “de três dias” apregoando a mensagem divina àquela cidade, porque “Nínive era cidade mui importante diante de Deus” (v.3). Os resultados ali obtidos num intervalo de três dias, Moisés não pôde testemunhar em quarenta anos pastoreando Israel. As atitudes de Jonas bem refletiam o coração de seu povo: zeloso pela lei, mas intolerante quanto à misericórdia.

Ainda que não compreendesse o porquê de estar advertindo a um dos povos mais bárbaros da época, desta vez, Jonas “levantou-se… e foi” (v.3). Contudo, diferente de Abraão, quando questionou ao Senhor sobre a possibilidade de haver justos em Sodoma e Gomorra (Gn.18:22-33), Jonas esperava que a mesma destruição que baniu aquelas cidades caísse sobre Nínive. A sua disposição não era a de salvar pessoas, mas a de garantir de que todas fossem advertidas de sua iminente destruição. Ele nutria em seu coração a “esperança” de contemplar de camarote as cenas de juízo que livraria o seu povo de mais um inimigo.

Porém, o que se seguiu frustrou por completo as ideias e concepções acerca de seus ouvintes. Jonas foi testemunha ocular da maior história de conversão coletiva registrada nas páginas sagradas. A inclusão dos animais indica uma submissão total de cada criatura e o fato de que aqueles povos eram extremamente idólatras e pervertidos moralmente. Além da prática de adoração a certas espécies de animais, a prática do bestialismo também era muito comum entre os povos pagãos. Os ninivitas reconheceram que tudo o que respirava estava contaminado pelas abominações que até então haviam cometido.

A Bíblia relata que todo o povo se arrependeu e, como um só homem, clamava a Deus pelo perdão. Toda aquela cidade foi salva por causa da pregação de um homem. Ele tinha uma mensagem de juízo para proclamar, mas, ainda que não entendesse dessa forma, uma mensagem de misericórdia. Jonas sabia que se eles se arrependessem, Deus os perdoaria. O que ele temia era exatamente isso, que Deus perdoasse aqueles que ele odiava. Os ninivitas haviam oprimido o seu povo e assassinado seus amigos, e quem sabe familiares. Como levar salvação para esse tipo de gente? O que você faria no lugar dele? E se Deus lhe pedisse para pregar para o assassino de alguém de sua família?

Um dos piores enganos de Satanás tem sido o de desvincular o amor de Deus de Sua justiça. Isso faz com que grande parte do mundo cristão pregue sobre o amor de Deus, mas descarte a justiça divina. Por isso que o Antigo Testamento tem sido negligenciado como se fosse uma parte das Escrituras que perdeu o seu valor. Lançam por terra verdades que o próprio Senhor disse que jamais passariam (Is.40:8), perdendo o privilégio de proclamar a mensagem completa (2Tm.3:16-17). Assim, o amor tem sido pregado não como a essência do caráter divino, mas como um escape para se viver da forma que bem desejar. A mensagem de Jonas era de juízo, mas também era um chamado de amor para uma vida transformada.

Nestes últimos dias, Deus tem um povo com a mesma missão de Jonas, que é pregar “as verdadeiras palavras de Deus” (Ap.19:9), independente de quem seja ou de sua reação. Deus tem chamado “Jonas” modernos para difundir o Seu último chamado de juízo e de amor. Não com o mesmo sentimento que houve no profeta, mas tendo “o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus” (Fp.2:5). “Deus é amor” (1Jo.4:8), e Ele tem usado os Seus pregadores da justiça dos últimos dias, convocando, sem fazer acepção de pessoas, todos, para receberem de igual modo a salvação em Cristo Jesus. O verdadeiro amor não é uma emoção, nem tampouco desculpa para se levar uma vida libertina. O verdadeiro amor é Jesus Cristo e quem O ama segue os Seus passos (1Pe.2:21) e cumpre as Suas palavras: “Se Me amais, guardareis os Meus mandamentos” (Jo.14:15).

O fato é: assim como amou aos ninivitas, Deus te ama, quer você tenha conhecimento disto ou não, quer você aceite, quer não. No entanto, amá-Lo ou não, é uma escolha sua. Clamemos “fortemente a Deus” (v.8) e busquemos, pelo poder do Espírito Santo, a conversão diária de que tanto necessitamos. Vigiemos e oremos!

Bom dia, convertidos pelo Amor!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Jonas3 #RPSP

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