Reavivados por Sua Palavra


JONAS 2 – Comentado por Rosana Barros
21 de março de 2021, 0:45
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“Na minha angústia, clamei ao Senhor, e Ele me respondeu; do ventre do abismo, gritei, e Tu me ouviste a voz” (v.2).

Tragado pelo grande peixe, Jonas passou pelos momentos mais aterrorizantes de sua vida. Diante da morte, absorto pelas circunstâncias em que fora parar, o profeta ergueu um clamor a Deus. Imagino Jonas gritando com todas as forças que ainda lhe restavam, em prantos, confessando o seu pecado e suplicando pelo perdão divino. Maior do que o abismo que o rodeava (v.5), era o abismo que estava em seu coração. Mas foi quando sentiu como se fosse morrer por dentro, quando apresentou sinais de um quadro emocional debilitado, que Jonas lembrou-se do Senhor (v.7).

Por mais que tenhamos uma aversão natural a dor, é ela que nos alerta quando precisamos de ajuda. Reconhecendo a sua necessidade real, Jonas não pediu para sair do ventre do peixe, mas para ser salvo do que estava dentro dele mesmo (v.7). Sua desobediência foi a causa de todo aquele sofrimento e, ciente de sua culpa, ofereceu sacrifício ao Senhor “com a voz do agradecimento” (v.9). Um coração agradecido, que reconhece que “ao Senhor pertence a salvação” (v.9) e, submetendo-se à guia do Espírito Santo, permite que Ele o molde, torna-se lugar propício para a Sua morada.

Não existe inimigo mais perigoso do que o “eu” não convertido. Muitos há que, no abismo da aflição pessoal, estão sofrendo sozinhos e clamando em silêncio. E a pergunta que não cala em seus corações, é: “Ainda existe salvação para mim?” Jonas também levantou a possibilidade de não mais haver salvação para ele (v.4). Porém, quando a sua oração foi recebida e a voz de lamentação tornou-se em voz do agradecimento, a alegria da salvação em Deus inundou o seu coração de esperança e de gratidão.

O objetivo do chamado de Jonas não foi apenas o de ir advertir o povo de Nínive, e sim de salvá-lo e de deixar registrado nas páginas sagradas um relato surreal, mas repleto de lições espirituais. Quebrando o estigma de que a fragilidade emocional é sinônimo de falta de fé, Jonas nunca havia experimentado uma experiência tão íntima com Deus como naqueles três dias de terrível angústia.

O Senhor tem um plano específico na vida de cada um de Seus filhos. Não precisamos temer as adversidades e as provações, pois elas surgem como “lições de casa” dadas pelo eterno Instrutor para nos habilitar para o Seu serviço e nos revestir de poder. “Porque o reino de Deus consiste não em palavra, mas em poder” (1Co.4:20). Logo o Senhor voltará para nos livrar do abismo do pecado. Que o Eterno tenha misericórdia de nós assim como teve de Jonas e de Nínive, e que jamais O abandonemos (v.8). Vigiemos e oremos!

Feliz semana, salvos para servir!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Jonas2 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



JONAS 1 – Comentado por Rosana Barros
20 de março de 2021, 0:45
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“Ele lhes respondeu: Sou hebreu e temo ao Senhor, o Deus do céu, que fez o mar e a terra” (v.9).

Sob o olhar de Deus, um homem seguia a passos vacilantes. Seu coração palpitava como nunca antes e sua decisão mantinha-se firme a cada passo dado na direção contrária a que deveria ir. Em sua mente havia uma constante batalha que aumentava cada vez mais enquanto caminhava para o barco que o conduziria para bem longe da missão que julgara “impossível”. Finalmente, os seus pés pisaram nas madeiras daquela embarcação e em seus primeiros movimentos de partida encontrou um sentimento estranho de desânimo que o fez cair em pesado sono. Mal sabia ele, que em sono profundo, cambaleava para a morte, levando com ele toda a embarcação e todos aqueles para os quais havia se recusado pregar. Ou pelo menos este poderia ter sido o resultado final se Deus não tivesse agido.

O Senhor pediu ao profeta Jonas para ir a Nínive, capital da Assíria e terra de um dos piores inimigos de Israel, para avisá-los do juízo iminente que viria sobre seus habitantes. Aquele povo já tinha realizado tantas atrocidades contra Israel e outras nações que, o que importava se fossem destruídos? Afinal, era o que eles mereciam: a destruição. Esta era a opinião de Jonas com relação àquele povo considerado detestável. Além do mais, deve ter pensado, não duraria um dia vivo em um lugar onde matar era diversão.

O relato do livro de Jonas é uma das maiores provas de que não há limites para o perdão divino. Afinal, os ninivitas nem pediram para ser ajudados. Eles nem faziam ideia do castigo que lhes aguardava caso não fossem avisados e se arrependessem. Mas a lição que Deus deu ao profeta Samuel pôde ser aplicada para aquele povo e tornou-se uma tremenda lição para Jonas também: “… porque o Senhor não vê como vê o homem. O homem vê o exterior, porém o Senhor, o coração” (1Sm.16:7).

Jonas só conseguia enxergar as atrocidades que aquele povo fazia. Diante de seus olhos estavam homicidas, adúlteros e idólatras. Mas, diante dos olhos de Deus, estavam criaturas que necessitavam de instrução. O papel que cabia ao povo de Israel não foi desempenhado: ser um espetáculo ao mundo, revelando às demais nações o verdadeiro e único Deus. Coube a Jonas cumprir esta missão em Nínive. E não porque ele fosse melhor do que seus demais conterrâneos, mas porque ele mesmo também precisava de conversão. Sua atitude final revelaria que, assim como a cidade pecadora, Jonas também precisava de uma transformação.

Muitos têm considerado certos chamados de Deus como apuros e ao invés de O buscarem ainda mais, fogem “para longe da presença do Senhor” (v.3). Então, arriscam-se no “navio” errado, que conduz ao caminho da morte, caindo em profundo sono espiritual. Mas quando Deus estabelece um propósito, Ele lança “sobre o mar” da vida “um forte vento” (v.4) que atinge não somente uma pessoa, mas todos os que se encontram na mesma embarcação, com o fim de salvar a todos.

Aqueles tripulantes fizeram sete perguntas a Jonas. Vamos analisá-las, trazendo-as para o nosso contexto:

1. “Que se passa contigo?” à Você não percebe o que está acontecendo?
2. “Agarrado no sono?” à Está dormindo enquanto o mundo está prestes a perecer?
3. “Que ocupação é a tua?” à O que você tem feito dos dons que Deus lhe deu?
4. “Donde vens?” à Qual foi o teu ponto de partida com o Senhor?
5. “Qual a tua terra?” 6. “E de que povo és tu?” à A que reino você pertence?
7. “Que te faremos, para que o mar se nos acalme?” à O que precisa acontecer na tua vida para que outras vidas sejam abençoadas?

A turbulenta situação de Jonas podia não fazer parte do plano original de Deus, mas, certamente, foi usada para alcançar aqueles marinheiros: “Temeram, pois, estes homens em extremo ao Senhor; e ofereceram sacrifícios ao Senhor e fizeram votos” (v.16). Ser tragado por “um grande peixe” (v.17) não é uma experiência agradável, mas, sem dúvida alguma, pode ser a mais eficaz. Deus tem o poder de usar até mesmo as nossas fugas para a glória do Seu nome e para a salvação de pessoas.

Não fuja do chamado de Deus para a tua vida. “Dispõe-te, vai” (v.2)! Mas fique ciente de que, se você fugir, Ele fará de tudo para trazê-lo(a) de volta. Porque Ele te ama, independente do “que fizeste” (v.10)! Vigiemos e oremos!

Feliz sábado, chamados para a missão de salvar!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Jonas1 #RPSP

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OBADIAS – Comentado por Rosana Barros
19 de março de 2021, 0:45
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“Mas, no monte Sião, haverá livramento; o monte será santo; e os da casa de Jacó possuirão as suas herdades” (v.17).

Além de conter apenas um capítulo, este livro também é misterioso quanto a identidade de Obadias e a data específica de sua aplicação profética. Existe, contudo, uma rica e poderosa mensagem nestes 21 versículos. Edom e Israel representam não apenas dois povos distintos, mas duas descendências originárias de irmãos gêmeos. Ao trocar o seu direito de primogenitura por um prato de ensopado de lentilhas, Esaú ficou conhecido como Edom, que significa “vermelho” ou “avermelhado”. Jacó, por sua vez, teve seu nome mudado para Israel após ter lutado com Deus e prevalecido. Apesar do reencontro pacífico entre os irmãos, Esaú permaneceu em sua idolatria e rebelião à vontade de Deus, enquanto Jacó buscou transmitir aos seus descendentes o conhecimento do Senhor.

Nesses dois povos, Deus revela duas realidades, dois caminhos, dois destinos. Edom é acusado de cometer graves delitos contra Israel. “A soberba do [seu] coração” (v.3) e sua falta de entendimento (v.7) lhe custaria a destruição total, de forma que “ninguém mais restará da casa de Esaú, porque o Senhor falou” (v.18). Podemos dizer que Edom representa o grupo dos perdidos, que “no dia da angústia” (v.14), no tempo em que o grupo dos salvos será severamente perseguido, vendo o infortúnio dos filhos de Deus, olharão “com prazer para o seu mal” (v.13) e serão tão malignos quanto os antigos edomitas. Enquanto isso, certos de que “o Dia do Senhor está prestes a vir sobre todas as nações” (v.15), “os da casa de Jacó” (v.17), os filhos do Israel espiritual de Deus, serão fortalecidos e firmados na esperança de que sua última luta precede a sublime vitória.

Como Esaú e Jacó vieram do mesmo ventre materno, todos viemos das mãos de um só Criador. Mas como eles fizeram sua escolha sobre que lado seguir e a quem servir, todos temos o livre arbítrio, que define de que lado estamos e a quem adoramos. Está chegando o Dia, amados, em que “ninguém mais restará da casa de Esaú” (v.18), mas “os da casa de Jacó possuirão as suas herdades” (v.17). Está chegando o Dia em que as nações que não consideraram o Senhor e nem O conheceram “serão como se nunca tivessem sido” (v.16). Beberão “do vinho da cólera de Deus, preparado, sem mistura, do cálice da Sua ira” (Ap.14:10), pois rejeitaram beber do “cálice da salvação” (Sl.116:13).

Por muito tempo Esaú acreditou que a fuga de Jacó tinha sido a oportunidade perfeita de assumir o que alegava ser seu por direito. A liderança familiar, as terras e os bens corruptíveis ficaram sob seu controle. No entanto, a profecia quanto a Jacó atormentava o seu coração e representava-lhe uma constante ameaça; sentimento este que foi transmitido de geração em geração. No tempo de algum conflito que levou uma terrível calamidade a Israel, o povo de Edom vibrou e celebrou como se fosse a revogação da profecia e uma nova era para a sua nação. Semelhantemente, há uma profecia que garante a vitória final “dos santos, os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus” (Ap.14:12). E, diante de um tempo sobremodo angustiante para os fiéis servos de Deus, e, por se tratar de um grupo insignificante em tamanho, “nos últimos dias, virão escarnecedores com os seus escárnios, andando segundo as próprias paixões e dizendo: Onde está a promessa da Sua vinda?” (2Pe.3:3-4).

Amados, o que nos espera daqui para frente são tempos muito angustiosos e probantes. Precisamos, hoje, agora, clamar pelo poder do Espírito Santo em nossa vida a fim de que possamos ser fortalecidos para suportar as provações e ignorar as humilhações e escárnios que virão como setas do Maligno para nos ferir. Olhemos para o nosso Redentor, que como ovelha muda suportou as injúrias e as zombarias vislumbrando a Sua vitória pelos olhos da fé. Jesus foi para a cruz com o peso da aflição de quem não sabia se o Seu sacrifício seria suficiente para o Pai. Os salvos que estarão vivos na ocasião do retorno de Jesus passarão por semelhante prova, apesar de odiados pelo mundo por sua fé inabalável, indagarão naquele Dia: “Quem poderá estar em pé? Estão minhas vestes sem mancha?” (Ellen G. White, Testemunhos Para a Igreja, CPB, vol.1, p.60).

Mas como ao profeta Obadias foi dada a certeza: “os da casa de Jacó possuirão as suas herdades” (v.17), os justos ouvirão a doce voz de Jesus a lhes responder: “Aqueles que têm mãos limpas e coração puro serão capazes de estar em pé; Minha graça vos basta” (Testemunhos Para a Igreja, CPB, vol.1, p.60). Olhemos para o Autor e Consumador de nossa fé! Olhemos para Aquele que pagou a nossa dívida e nos prometeu que logo estaremos no reino que “será do Senhor” (v.21). “Porque o Dia do Senhor está prestes a vir sobre todas as nações” (v.15). Seja este o louvor de nosso coração expectante: “Vem, Senhor Jesus!” (Ap.22:20). Vigiemos e oremos!

Bom dia, santos dos últimos dias!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Obadias #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



AMÓS 9 – Comentado por Rosana Barros
18 de março de 2021, 0:45
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“Porque eis que darei ordens e sacudirei a casa de Israel entre todas as nações, assim como se sacode trigo no crivo, sem que caia na terra um só grão” (v.9).

Os filhos de Israel haviam atingido o limite de seus pecados, de forma que o Senhor declarou ao Seu profeta o juízo definitivo sobre o Seu povo. “[Em] pé junto ao altar” (v.1), o justo Juiz Se levantara para pronunciar a inevitável sentença. Nem todas as estratégias humanas poderiam afetar ou impedir o que Deus havia estabelecido. Os versos dois ao quatro descrevem a onipresença divina a fim de realizar o Seu juízo. Um contraste direto com os versos oito ao dez do Salmo 139, quando Davi exalta a onipresença de Deus a fim de amparar os Seus filhos. A atuação do Senhor, porém, seria limitada a “[todos] os pecadores” (v.10) do povo, de modo que Ele não destruiria “de todo a casa de Jacó” (v.8).

O anúncio do juízo foi sucedido por uma mensagem de esperança: “Mudarei a sorte do Meu povo de Israel” (v.14). Apesar da difícil sacudidura e do juízo contra o “reino pecador” (v.8), o Senhor não permitiria que caísse “na terra um só grão” (v.9). Ou seja, “[todos] os pecadores” (v.10) sairiam, e nenhum dos justos pereceria. Haveria um tempo de sofrimento para o povo de Deus nesse processo, assim como o grão sofre um trauma ao ser sacudido. Mas semelhante ao trigo no crivo, onde somente a escória é lançada fora, Deus purificaria o Seu povo de todas as iniquidades, estabelecendo-o como Sua planta dileta: “Plantá-los-ei na sua terra, e, dessa terra que lhes dei, já não serão arrancados, diz o Senhor, teu Deus” (v.15).

Há uma sacudidura acontecendo no meio do povo de Deus que se avoluma e se apressa para o seu desfecho. Enfrentamos um tempo sobremodo decisivo deste processo exaustivo. Tempo em que os olhos do Senhor percorrem toda a Terra em busca de Seus últimos grãos. Pois “vem a hora e já chegou, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque são estes que o Pai procura para Seus adoradores” (Jo.4:23). O prumo divino permanecerá no meio do Israel espiritual até que o último grão seja recolhido e a última palha removida. Este prumo, esta norma de conduta, é a Palavra de Deus, a Sua vontade revelada. Todo aquele que por ela é guiado anda em retidão diante de Deus.

Com a mesma astúcia com que tentou a Cristo no deserto, Satanás usará a própria Escritura Sagrada a fim de desviar os impenitentes da verdadeira orientação bíblica. E muitos que hoje fazem parte do professo povo de Deus, abandonando as fileiras do Senhor e unindo-se às concupiscências do mundo, se tornarão “os piores inimigos de seus antigos irmãos” (Ellen G. White, O Grande Conflito, CPB, p.614). Isso é muito sério, amados! Não foi sem razão que Cristo mesmo nos advertiu: “Vigiai e orai, para que não entreis em tentação” (Mt.26:41). As palavras a seguir são de uma carta escrita por Ellen White e que precisam penetrar o nosso coração com a urgência que requer este tempo. Ela escreveu:

“As pessoas que nos circundam precisam ser despertas e salvas, ou perecerão. Não temos nem um minuto a perder. Todos exercemos uma influência que fala em favor da verdade ou contra ela. Desejo levar comigo as inconfundíveis evidências de que sou uma discípula de Cristo. Queremos algo além da religião do sábado. Necessitamos dos princípios vivos e de sentir diariamente nossa responsabilidade individual. Isso é evitado por muitos e seu resultado é descuido, indiferença, falta de vigilância e espiritualidade. Onde está a espiritualidade da igreja? Somos homens e mulheres cheios de fé e do Espírito Santo? Minha oração é: ‘Purifica Tua igreja, ó Deus’. […] Deus está peneirando Seu povo. Ele terá uma igreja pura e santa. […] Têm surgido pessoas corrompidas que não poderiam viver com o povo de Deus. Elas desprezaram a reprovação e não gostavam de ser corrigidas. […] A ira de Deus cairá sobre nós se esses corruptos pretensiosos permanecerem em nosso meio. […] O peneiramento está em curso. Não venhamos a dizer: ‘Detém Tua mão, ó Deus’. A igreja precisa ser purificada e isso acontecerá” (Testemunhos Para a Igreja, CPB, vol.1, p.99, 100).

A mensagem é muito clara, amados: a sujeira sai e o grão fica. Não haverá o surgimento de uma nova igreja, e sim o processo de purificação da Igreja Adventista do Sétimo Dia. Portanto, a alternativa não é sair da igreja, por qualquer motivo que seja, mas nela permanecer ainda que severamente provados. Sabendo que ainda existe uma mistura no meio de Israel, não é nosso papel definir quem é palha e quem é grão, mas unir o nosso coração ao coração de Deus a fim de que permaneçamos dentro do crivo de Jesus até que Ele volte. “E acontecerá que todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo” (Jl.2:32). “Senhor é o Seu nome” (v.6). Vigiemos e oremos!

Bom dia, grãos no crivo de Deus!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Amós9 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



AMÓS 8 – Comentado por Rosana Barros
17 de março de 2021, 0:45
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“Eis que vêm dias, diz o Senhor Deus, em que enviarei fome sobre a Terra, não de pão, nem sede de água, mas de ouvir as palavras do Senhor” (v.11).

Através de ilustrações do dia a dia, o Senhor revelava “Seus segredos aos Seus servos, os profetas” (Am.3:7). Usando um trocadilho, o profeta expôs duas palavras que em hebraico possuem a pronúncia semelhante: “frutos de verão” (v.1) e “fim” (v.2), apontando para o resultado da apostasia nacional. No lugar dos cânticos haveria pranto e mortos “em todos os lugares” (v.3). Em lugar do estrépito de seus cânticos e das melodias de suas liras (Am.5:23), “Silêncio!” (v.3). Aproximava-se a ruína da nação que destruía “os miseráveis da terra” (v.4) e procedia “dolosamente com balanças enganadoras” (v.5).

Como se não bastasse, suas obras continuavam revelando a sua dureza de coração, de forma que lhes sobreviria um juízo semelhante ao que foi derramado sobre o Egito (v.8 e 10). Sinais na terra e no céu seriam vistos e sentidos por todos. Mas creio que o pior deles seria aquele que afetaria cada um de forma individual. Havia um tempo de graça sendo estendido ao povo, e Amós deixa bem claro que esse tempo tinha data de validade. Pois chegaria o momento em que, ainda que corressem e se esforçassem por encontrar a Palavra de Deus, não mais a achariam. Não a procurariam, portanto, a fim de conhecer a Deus e buscá-Lo de todo o coração, mas como uma tentativa desesperada de quem percebe que está prestes a colher os maus frutos das “suas obras” (v.7).

A começar pelo Seu povo, aquele que tem sido agraciado com a Palavra da Verdade, o Senhor tem dado a Sua palavra de advertência. “Porque a ocasião de começar o juízo pela casa de Deus é chegada” (1Pe.4:17), assim como chegou para o antigo Israel. E como Deus separou Abraão da casa de sua parentela; como buscou separar Israel das influências das nações pagãs; como cuidou de Elias e João Batista no deserto; como foi com Daniel e seus amigos que, mesmo numa corte pagã, se destacaram por sua fidelidade ao Senhor; como enviou Jesus ao mundo, que cresceu em um lar campestre aprendendo de seus pais as sagradas lições que O ensinaram a conhecer e amar o Pai, assim também Deus tem um propósito santo para a Sua última igreja na Terra.

Em meio a uma geração que prefere se amoldar aos padrões deste mundo, existe um pequeno povo que sustenta os princípios da Palavra do Senhor. Que pelo conhecimento de Deus são portadores de uma mensagem de esperança e salvação. Cujo zelo revela o desgosto ao ver o procedimento insensato dos que não guardam a Palavra do Senhor (Sl.119:158). Cuja alma desfalece aguardando a salvação, mas que espera e confia na fidelidade dos testemunhos oriundos da boca de Deus (Sl.119:81 e 88). Um povo que, qual Amós, não sustenta qualquer tipo de mérito ou privilégio (Am.7:14), mas que permanece em constante vigilância contra as ciladas do enganoso coração. Um povo que não ousa olhar para o Céu antes de lançar por terra o próprio eu. Que diariamente convida o Espírito Santo como seu conselheiro e amigo mais íntimo.

A não ser que o nosso eu esteja escondido em Cristo de forma que Ele Se revele em nós, e jamais saberemos o que significa: “Vós sois a luz do mundo” (Mt.5:14). Enquanto muitos se esforçam por fazer brilhar na vida uma luz espúria, a verdadeira luz só pode ser manifestada naqueles que estão conectados à fonte de toda luz: “Lâmpada para os meus pés é a Tua Palavra e, luz para os meus caminhos” (Sl.119:105). Aqueles, porém, que, no tempo da graça, têm rejeitado os mais brilhantes raios de luz já dados por Deus à humanidade, estão caminhando para o tempo de densas trevas (v.9) em que “correrão por toda parte, procurando a Palavra do Senhor, e não a acharão” (v.12). “Esses mesmos cairão e não se levantarão jamais” (v.14).

O que mais precisa acontecer, amados, a fim de que nossos olhos se abram para ver o amor e a salvação de Deus em Sua puríssima Palavra (Sl.119:140)? Quanto tempo mais até que despertemos para perceber a solenidade de nossos dias e quão perto estamos do encontro com o nosso Deus? É tempo de falar o que precisa ser dito, “quer ouçam, quer deixem de ouvir, pois são rebeldes” (Ez.2:7). Oh, Pai, como Isaías, reconhecemos que somos “um povo de impuros lábios” (Is.6:5)! Sendo assim, toca a nossa boca com “uma brasa viva” do Teu altar e purifica-nos de nossos pecados (Is.6:6-7), para que possamos declarar de todo o nosso coração: “Eis-me aqui, envia-me a mim” (Is.6:8); antes que cheguem os dias maus em que se dirá: “Passou a sega, findou o verão, e nós não estamos salvos” (Jr.8:20).

Estudemos os testemunhos dos fiéis servos de Deus na Bíblia. Estudemos os testemunhos dos reformadores protestantes e dos pioneiros adventistas. “Considerai o vosso passado” (Ag.1:5). Em sua árdua missão, Tiago White deixou registradas palavras que bem definem “a carreira que nos está proposta” (Hb.12:2): “O verdadeiro discípulo não viverá para satisfazer o eu, mas para Cristo e para o bem dos Seus pequeninos. Ele está pronto a sacrificar sua comodidade, prazer, conforto, conveniência, vontade e desejos egoístas, pela causa de Cristo, ou nunca reinará com Ele em Seu trono” (Testemunhos Para a Igreja, CPB, vol.1, p.85, 86). Clamemos pelo poder do Espírito Santo em nossa vida, e certamente seremos as testemunhas de Jesus nesses dias decisivos (At.1:8). Vigiemos e oremos!

Bom dia, “povo de propriedade exclusiva de Deus” (1Pe.2:9)!

* Oremos para que sejamos um bálsamo de Deus na vida dos enfermos e enlutados!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Amós8 #RPSP

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AMÓS 7 – Comentado por Rosana Barros
16 de março de 2021, 0:45
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“Mas o Senhor me tirou de após o gado e o Senhor me disse: Vai e profetiza ao Meu povo de Israel” (v.15).

Em visão, Amós contemplou três cenários de destruição. O primeiro deles era tão severo que o profeta declarou: “Senhor Deus, perdoa, rogo-Te; como subsistirá Jacó? Pois ele é pequeno” (v.2). O segundo, semelhante ao primeiro, também fez o profeta tremer diante de seus terríveis resultados, de forma que novamente expressou sua aflição: “Senhor Deus, cessa agora; como subsistirá Jacó? Pois ele é pequeno” (v.5). Mas, então, o Senhor apresentou a Amós o terceiro cenário: “Eis que porei o prumo no meio do Meu povo Israel; e jamais passarei por ele” (v.8). O prumo é um instrumento indispensável na construção civil, que serve para definir o alinhamento de uma edificação. Portanto, Deus provaria o Seu povo para ver se andaria ou não em retidão diante dEle.

A mensagem era muito clara: Havia um juízo iminente contra Israel. Amós se preocupou com um grupo ao qual chamou de Jacó, uma pequena porção. O arrependimento de Deus frente às duas súplicas do profeta não era, porém, como se Ele desistisse de fazer algo, e sim que há um intervalo entre o que Deus diz que fará e o que Ele de fato realiza chamado misericórdia. O homem de Deus percebeu que os dois primeiros juízos poderiam afetar até mesmo aqueles que sinceramente estavam buscando ao Senhor e clamou para que aquelas ameaças não acontecessem. O fato de não ter contestado o terceiro juízo não significa que tenha sido uma opção mais maleável, e sim porque, mesmo que Israel fosse penalizado por sua rebeldia, isso não afetaria a fé do pequeno grupo de crentes que decidiria viver em conformidade com “o prumo” (v.8) divino.

Mas enquanto Amós declarava a sua preocupação com o bem-estar e a salvação de seus irmãos, com a humildade de quem não se considerava acima de ninguém, ao mesmo tempo era acusado de traição. O “sacerdote de Betel” (v.10), o líder espiritual da nação, aquele que deveria ser o primeiro a dar ouvidos às palavras do profeta, foi o primeiro a rejeitar a mensagem e dar ordem de deportação a Amós. Os líderes de Israel não souberam reconhecer os oráculos de Deus simplesmente porque não estavam dispostos a viver conforme as suas exigências. Como nação eleita, era sua responsabilidade representar o reino de Deus como um muro bem edificado e reto, não permitindo passagem a quem quer que ameaçasse a sua estrutura. Mas qual muro repleto de brechas, Israel acolheu as iniquidades das nações pagãs, deixando de ser um povo santo e separado, para ser um povo profano e misturado.

Oh, amados, não têm as Escrituras falado conosco nesses últimos dias, como se escritas especialmente para este tempo? Temos uma mensagem clara e urgente: “Temei a Deus e dai-Lhe glória, pois é chegada a hora do Seu juízo” (Ap.14:7). Há um juízo em andamento e um juízo final iminente. Diante de um cenário de doença e morte, estamos, como Amós, clamando ao Pai para que essa pandemia não devore “a herança do Senhor” (v.4)? Ou permanecemos inertes fingindo nos preocupar com quem sofre já que esta desgraça ainda não chegou à nossa casa? Ao portador de uma mensagem de salvação foi dito: “Fora daqui!”. Será que não estamos fazendo o mesmo com aqueles que o Espírito Santo tem usado a fim de nos despertar para um estilo de vida que glorifique a Deus e favoreça a nossa comunhão com Ele? Será que verdadeiramente temos sido honestos conosco e com os outros, pregando, por preceito e por exemplo, a verdade presente para os nossos dias?

Amados, precisamos clamar ao Senhor por misericórdia! Precisamos urgentemente de um genuíno reavivamento e reforma! Precisamos sinceramente reconhecer a nossa debilidade e incapacidade diante de Deus e rogar pelo Seu poder transformador em nossas vidas! Esse é um desafio diário que requer renúncia e abnegação de tudo aquilo que tem sido prejudicial em nossa jornada cristã. Precisamos clamar para que o precioso sangue do Cordeiro lave a nossa vida e dê o propósito certo à nossa existência, que é glorificar a Deus. Eu rogo para que tanto a igreja de Deus quanto seus líderes experimentem uma conexão tal com o Senhor que saibam reconhecer o que vem dEle e o que não vem. Para que não tentem calar os Amós atuais que o Espírito Santo tem usado como os atalaias do último Israel. Existe um pequeno povo que, qual Jacó, tem lutado com Deus neste tempo de noite espiritual. Oremos, amados! Oremos para que a nossa fé não desfaleça! Supliquemos ao Senhor, com as palavras do profeta:

Senhor Deus, perdoa, rogo-Te; como subsistirá Jacó? Pois ele é pequeno. […] Senhor Deus, cessa agora; como subsistirá Jacó? Pois ele é pequeno” (v.5). Vigiemos e oremos!

Bom dia, pequeno Jacó!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Amós7 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



AMÓS 6 – Comentado por Rosana Barros
15 de março de 2021, 0:45
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“Ai dos que andam à vontade em Sião e dos que vivem sem receio no monte de Samaria, homens notáveis da principal das nações, aos quais vem a casa de Israel!” (v.1).

Estudando as Escrituras, mais precisamente o livro do profeta Jeremias, Daniel se deu conta do momento solene em que estava vivendo, às portas de cumprir-se a profecia acerca dos setenta anos de cativeiro babilônico. Diante de tal descoberta, o profeta pôs-se a buscar ao Senhor “com oração e súplicas, com jejum, pano de saco e cinza” (Dn.9:3). E a resposta de Deus foi imediata e sublime. Ele enviou o anjo Gabriel no princípio das súplicas do profeta para revelar-lhe o entendimento acerca da profecia e declarar-lhe o quanto ele era amado (Dn.9:23). Houve, porém, resistência da parte do inimigo e Alguém ainda mais poderoso foi enviado em seu favor.

Ao compreender o “grande conflito” (Dn.10:1) de que falava a profecia, Daniel pranteou, ou seja, angustiou-se, “durante três semanas” (Dn.10:2). Durante vinte e um dias, o profeta aplicou o seu coração a humilhar-se perante Deus e nEle buscar as respostas às suas inquietações. Foi quando, em visão, contemplou o próprio Jesus e, diante da Majestade dos Céus, ao som de Suas palavras, caiu sem sentidos, “rosto em terra” (Dn.10:9). Contudo, uma mão lhe tocou, lhe sacudiu e lhe pôs prostrado. Daniel se pôs em pé ainda tremendo e uma dor sobremodo grande tomava conta de seu corpo a ponto de declarar não ter lhe sobrado “força alguma” (Dn.10:17). Então, ao ouvir a voz segunda vez, sentiu-se fortalecido.

O capítulo de hoje apresenta um povo completamente inerte ao cenário profético que estava prestes a enfrentar. Acomodados com sua religiosidade e despreocupados quanto à sua condição laodiceana, regalavam-se em suas festas insanas, comendo, bebendo e cantando “à toa” (v.5). Banqueteavam-se enquanto diziam “estar longe o dia mau” (v.3). Ao contrário de Daniel que se absteve de “manjar desejável”, de carne e de vinho e de ungir-se “com óleo algum” (Dn.10:3), os filhos de Israel comiam “os cordeiros do rebanho e os bezerros do cevadouro” (v.4), bebiam “vinho em taças” e ungiam-se “com o mais excelente óleo” (v.6). Eles não se afligiram com a ruína que estava prestes a cair sobre a nação.

Será que estamos longe desta realidade? Examinemos o que aconteceu com Daniel por etapas:

1. Daniel estudou as profecias;
2. Daniel entendeu as profecias;
3. Daniel orou, jejuou e se humilhou perante Deus;
4. Daniel recebeu entendimento ainda maior;
5. Diante de tal entendimento, Daniel angustiou-se e aplicou o coração a entender melhor os planos de Deus;
6. Em tempo de angústia, abriu mão do que poderia atrapalhar a sua busca;
7. Ao contemplar Jesus, e ao ouvir as Suas palavras, sentiu-se fraco e débil;
8. Prostrado, recebeu forças para se levantar;
9. Reconhecendo a sua fraqueza, suas forças foram renovadas;
10. Firmado na “escritura da verdade” (Dn.10:21), tornou-se vitorioso pela vitória de Miguel, o Senhor dos Exércitos.

Conforme estudamos nas profecias de Daniel, desde 22 de outubro de 1844, estamos vivendo o grande dia da expiação profético. E qual deve ser a nossa conduta diante de tal entendimento? Vejamos: “Porque toda alma que, nesse dia, se não afligir será eliminada do seu povo” (Lv.23:29). Percebem a solenidade deste momento? Quanto mais examinamos as Escrituras, mais devemos sentir a necessidade de buscar ao Senhor. Quanto mais buscamos ao Senhor, mais o Seu Espírito nos mostra o que precisamos renunciar por amor a Jesus. Quanto mais nos aproximamos de Jesus e buscamos entender as Suas palavras, mais reconhecemos a nossa debilidade. E quanto mais reconhecemos a nossa debilidade e fraqueza, mais sentimos a necessidade de um Salvador. “Este é o caminho, andai por ele” (Is.30:21).

O que é a força do homem comparada à força do Onipotente? Nada! O Senhor não está interessado em ver templos suntuosos e cultos atraentes, mas eis para quem Ele olha: “mas o homem para quem olharei é este: o aflito e abatido de espírito e que treme da Minha palavra” (Is.66:2). A aflição que o profeta Daniel sentiu e de que a Bíblia se refere não é no sentido de reclamar da vida, amados, mas de dedicar a vida por completo aos cuidados dAquele que muito em breve tornará a nossa aflição em eterna alegria. O tempo de aflição antecede o tempo de regozijo.

Como estamos vivendo o dia de angústia? Vivendo sem receio, pensando estar adorando a Deus quando na verdade estamos servindo ao nosso ventre e aos nossos desejos? Ou, como Jacó, estamos clamando em grande angústia de alma: “Não Te deixarei ir se me não abençoares” (Gn.32:26)? Despertemos, amados! As profecias nos apontam um fim iminente! A natureza grita que este mundo está nos momentos finais! As desculpas e o esforço humano de nada servirão quando eclodir o tempo de angústia final. Ellen White escreveu: “Todos os que se esforçam por desculpar ou esconder seus pecados, permitindo que permaneçam nos livros do Céu, sem serem confessados e perdoados, serão vencidos por Satanás. Quanto mais exaltada for a sua profissão, e mais honrada a posição que ocupam, mais ofensiva é a sua conduta à vista de Deus, e mais certa é a vitória de seu grande adversário. Os que se retardam no preparo para o dia de Deus, não o poderão obter no tempo de angústia, ou em qualquer ocasião subsequente. O caso de todos estes é sem esperança” (O Grande Conflito, CPB, p.626).

Fazemos parte de um movimento profético e com uma mensagem sobremodo solene. Hoje é tempo de buscar ao Senhor com toda oração e súplicas, a fim de resistirmos à hora de aflição que diante de nós está, como também o Espírito Santo nos revelou através de Sua serva: “O tempo de agonia e angústia que diante de nós está, exigirá uma fé que possa suportar o cansaço, a demora e a fome – fé que não desfaleça ainda que severamente provada. […] Jacó prevaleceu porque era perseverante e decidido. Sua vitória é uma prova do poder da oração importuna. […] Os que não estão dispostos a negar o eu, a sentir verdadeira agonia perante a face de Deus, a orar longa e fervorosamente rogando-Lhe a bênção, não a obterão. Lutar com Deus – quão poucos sabem o que isso significa!” (O Grande, Conflito, CPB, p.626, 627). Despertai e tremei, vós “que viveis despreocupadamente; turbai-vos, vós que estais confiantes” (Is.32:11)! Pois eis que a profecia “se apressa para o fim e não falhará” (Hc.2:3). Vigiemos e oremos!

Bom dia, “Daniel” dos últimos dias!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Amós6 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



AMÓS 5 – Comentado por Rosana Barros
14 de março de 2021, 0:45
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“Pois assim diz o Senhor à casa de Israel: Buscai-Me e vivei” (v.4).

Recusando-se em dar ouvidos ao Senhor e se converter dos seus maus caminhos, Israel colheria os resultados de sua insensatez. Sua condição foi revelada em uma lamentação que indicava a misericórdia divina ainda sendo manifestada, mesmo que apenas para conservar um décimo da nação (v.3). “Buscai ao Senhor e vivei” (v.6), era o apelo comovente que irrompia dos lábios do profeta. Seu ministério, contudo, não consistia em minimizar os juízos de Deus, mas declará-los com a clareza e a verdade necessárias; palavras que foram recebidas com rejeição: “Aborreceis na porta ao que vos repreende e abominais o que fala sinceramente” (v.10).

Este capítulo apresenta um Israel religioso, exímio cerimonialista e músico excepcional. No entanto, quanto à sua religião, Deus disse: “Aborreço” (v.21). Quanto às cerimônias: “nem atentarei” (v.22). E quanto aos louvores: “Afasta de Mim o estrépito dos teus cânticos” (v.23). Além de ter proferido um “Ai” que pode deixar bem confuso quem não compreende o contexto: “Ai de vós que desejais o Dia do Senhor!” (v.18).

Era um povo que sonhava com a vinda do Messias. Confiantes na promessa de um Salvador que descenderia da raiz de Davi, ostentava ser o povo da aliança, esquecendo-se, porém, do Deus da aliança. Os pobres e necessitados eram rejeitados e o tratamento de uns para com os outros era medido conforme o poder aquisitivo. Não havia amor genuíno, mas um jogo de interesses que fazia de Israel um povo com a mensagem certa, mas com as atitudes erradas.

Imagine que você vivesse no tempo da segunda guerra mundial e, buscando algum conforto, entrasse em uma igreja e se deparasse com Hitler pregando sobre o amor de Deus. Você conseguiria dar ouvidos a tal sermão? Creio que não. E o porquê desta resposta é um tanto lógica: porque as suas palavras não eram fiéis ao que ele realmente praticava. É fácil ser um bom crente de igreja, difícil é ser a igreja do único que é Bom (Mt.19:17). Tudo isso foi resumido por Tiago numa única sentença: “Tornai-vos, pois, praticantes da palavra e não somente ouvintes, enganando-vos a vós mesmos” (Tg.1:22). Ele ainda fez referência à prática dos mandamentos (Tg.1:25) e ao perigo que existe em não refrear a língua (Tg.1:26). E terminou explicando o que é, aos olhos de Deus, a verdadeira religião: “A religião pura e sem mácula, para com o nosso Deus e Pai, é esta: visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações e a si mesmo guardar-se incontaminado do mundo” (Tg.1:27).

Jesus está às portas de vir buscar as dízimas da terra, aqueles que buscam viver o evangelho que pregam. O Senhor não dirá a Seus justos: “Vinde benditos de Meu Pai, porque vocês construíram suntuosas igrejas, vestiram-se com decência e bom gosto, prepararam os melhores programas e cantaram como ninguém”. Mas Ele dirá: “Vinde benditos de Meu Pai… Porque tive fome, e Me destes de comer; tive sede, e Me destes de beber; era forasteiro, e Me hospedastes; estava nu, e Me vestistes; enfermo, e fostes ver-Me” (Mt.25:34-36).

Precisamos parar de edificar “casas de pedras lavradas” (v.11) em um tempo que requer de nós a renúncia do eu em favor do próximo. E clamar ao Espírito Santo que nos conceda a prudência tão necessária nesses dias finais. Pois “o que for prudente guardará, então, silêncio, porque é tempo mau” (v.13). “Aborrecei o mal, e amai o bem, e estabelecei na porta o juízo” (v.15). Do contrário, “para que desejais vós o Dia do Senhor?” (v.18). Vigiemos e oremos!

Feliz semana, prudentes de Deus!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Amós5 #RPSP



AMÓS 4 – Comentado por Rosana Barros
13 de março de 2021, 0:45
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“Portanto, assim te farei, ó Israel! E, porque isso te farei, prepara-te, ó Israel, para te encontrares com o teu Deus” (v.12).

A profecia específica contra as mulheres de Samaria não foi exclusiva no que se trata de juízos contra as mulheres de Israel. Por duas vezes, Isaías repreendeu as filhas de Sião por sua arrogância e vaidade (Is.3:16-26) e por se mostrarem acomodadas e negligentes com relação ao seu importante papel no desenvolvimento e bem-estar do lar e da nação (Is.32:9-11). Em visão, Ezequiel também viu na entrada do Tabernáculo, “mulheres assentadas chorando a Tamuz”, um deus babilônico” (Ez.8:14). O profeta Amós, portanto, foi mais uma voz de advertência àquelas que foram escolhidas por Deus para uma missão de caráter sagrado e de propósitos eternos.

A cegueira espiritual de Israel se deu, em grande parte, pelo procedimento insensato e indiferente daquelas que deveriam iluminar seus lares com a luz provinda das Escrituras. Mas qual as “vacas de Basã” (v.1), que viviam em campos férteis engordando a fim de serem abatidas, as mulheres de Israel exigiam de seus maridos uma vida de ostentação ignorando, mesmo que de forma indireta, que o seu luxo custava o que poderia dar alívio aos necessitados, caminhando, sem perceber, como o gado cevado para a morte iminente. Era um tempo em que as mulheres se preocupavam apenas com o embelezamento de si mesmas e de suas casas, enquanto seus filhos cresciam em um lar economicamente próspero e nominalmente religioso, mas espiritualmente falido.

Que dor não sentiam os profetas de Deus em ver seu povo se autodestruindo! Imagino esses homens de Deus com lágrimas nos olhos e voz embargada ao proferir essas palavras difíceis. Principalmente ao perceberem que suas mensagens eram consideradas alarmistas e fanáticas. Amós descreveu a religião de Israel como uma religião ativa e publicamente divulgada. Havia sacrifícios matinais diários, devolução de dízimos “de três em três dias”, “sacrifício de louvores do que é levedado”, “ofertas voluntárias”, tudo isso sendo publicado, porque disso gostavam (v.4-5). Era a típica religião de aparências. Resultado dessa religiosidade: “Vinde a Betel e transgredi, a Gilgal, e multiplicai as transgressões” (v.4).

Resumindo, amados: Estava tudo errado. Tudo errado! O que julgavam ser meios de se aproximarem de Deus, na verdade os afastavam ainda mais do Senhor e de Sua santa vontade. Com isso, os meios divinos não foram reconhecidos a fim de que se convertessem a Ele. O Senhor enviou a fome, a seca, as pragas na vegetação, a doença e até mesmo a destruição de suas cidades, mas nem assim se converteram ao Senhor nem tampouco se arrependeram de seus pecados. Era naquela situação degradante que teriam de se deparar com o “Senhor, Deus dos Exércitos” (v.13). Um último e comovente apelo foi erguido ainda assim: “Prepara-te, ó Israel” (v.12)!

Não é o capítulo de hoje uma mensagem atual? De que forma nos encontramos, mulheres? De que forma nos encontramos, Israel de Deus? Onde estão os nossos olhos e onde está o nosso coração? Olhando para o Céu, para o Autor e Consumador de nossa fé, com o coração humilde e silente a fim de ouvir e aceitar os planos do Senhor em nossa vida? Ou olhando para baixo, para este mundo corrupto, contemplando e admirando as redes sociais e as selfies que tão somente revelam a vaidade humana? O que mais precisa acontecer para que despertemos de nosso sono letal? Vocês acham que Deus considera como de pequena importância a insensibilidade do Seu povo enquanto milhares de pessoas morrem todos os dias? É à nossa geração que Jesus tem clamado a plenos pulmões enquanto estende perante o Pai as marcas de Seu sacrifício: “Este povo honra-Me com os lábios, mas o seu coração está longe de Mim” (Mc.7:6).

Prepara-te, ó Israel! Prepara-te “para te encontrares com o teu Deus” (v.12)! Porque “vem o nosso Deus e não guarda silêncio” (Sl.50:3). O nosso coração deve arder nesta expectativa e buscar o preparo necessário não importando se Jesus volte hoje, amanhã ou daqui há cem anos. Sinceramente, amados, nunca foi a minha intenção compartilhar qualquer palavra alarmista, mas o meu coração tem ardido cada dia mais na certeza de que logo nos encontraremos com o nosso Deus. Não é tempo de oferecer ao Senhor louvores levedados por nossos gostos pessoais corrompidos. É tempo de viver na presença de Deus ainda que o mundo e até mesmo aqueles que mais amamos nos humilhem ou ignorem. “Prepara-te, povo Meu!”, diz o Espírito Santo a cada um de nós. “Prepara-te […] “para te encontrares com o teu Deus” (v.12)! Vigiemos e oremos!

Feliz sábado, Israel que despertou!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Amós4 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



AMÓS 3 – Comentado por Rosana Barros
12 de março de 2021, 0:45
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“Certamente, o Senhor Deus não fará coisa alguma, sem primeiro revelar o Seu segredo aos Seus servos, os profetas” (v.7).

O castigo iminente contra a maldade de Israel, bem como os juízos contra as demais nações não eram sentenças definitivas, mas alertas proféticos, assim como a trombeta anunciava o conflito e o rugido de um leão contra a sua presa. Quando o profeta Jonas, por exemplo, foi chamado para ir a Nínive, sua mensagem não incluía um apelo ao arrependimento, e sim de juízo: “Ainda em quarenta dias, e Nínive será subvertida” (Jn.3:4). A resposta àquela dura mensagem foi de profundo arrependimento e sincera humilhação diante de Deus. E toda a cidade foi salva de seus pecados. Pessoas que, segundo Deus, não sabiam discernir “entre a mão direita e a mão esquerda” (Jn.4:11). Ou seja, um povo que não tinha o conhecimento de Deus, mas, ainda assim, O buscaram de todo o coração se esforçando por alcançar o Seu perdão e a Sua aprovação.

Uma atitude similar deveria ter acontecido em Israel. Mas diante do castigo vindouro, o povo permanecia em sua letargia espiritual, corrompendo ainda mais suas faculdades e selando o juízo predito. Samaria, capital da nação, havia se tornado a capital da depravação e do luxo. Castelos, casas de verão, casas de inverno e grandes casas ornadas com marfim compunham o cenário de uma sociedade dominada pelos ricos. E nos “altares de Betel” (v.14) eram praticados todos os tipos de rituais detestáveis. Ainda sustentando fazer parte da herança eleita, o coração endurecido do povo permanecia estático e as palavras do profeta uma grave ofensa à sua consciência embotada pelas orgias e estilo de vida depravado.

A triste condição de que “Israel não sabe fazer o que é reto” (v.10) precisa ecoar como uma trombeta em nossos ouvidos, hoje. Temos o velho hábito de estudar os relatos sobre o antigo Israel como se tivessem ficado no passado de um povo rebelde e inconstante. Mas o apóstolo Paulo bem compreendeu a razão desses registros: “Ora, estas coisas se tornaram exemplos para nós, a fim de que não cobicemos as coisas más, como eles cobiçaram” (1Co.10:6). Como Israel de Deus, precisamos dar ouvidos à Palavra de Deus, revelada a nós através de Seus profetas. A verdade presente para o nosso tempo através das três mensagens angélicas de Apocalipse 14:6-12 não é tão fácil de se proclamar quanto os juízos anunciados por Amós. Seu teor inclui um juízo global que está em andamento, um juízo sobre um sistema político-religioso denominado de Babilônia e um juízo final contra todo aquele que “adora a besta e a sua imagem e recebe a sua marca na fronte ou sobre a mão” (Ap.14:9).

Como vemos, não é bem a mensagem de “Deus é amor” que a maioria gostaria de ouvir. Sim, Deus é todo amor! Ele é o próprio Amor (1Jo.4:8)! E é por causa desse amor que Ele não pode permitir que o mal se perpetue. É por amor que Ele repreende e disciplina a fim de despertar o Seu povo adormecido. Foi por amor que Cristo pagou o preço que jamais poderíamos pagar. E deve ser por amor, a entrega da nossa vida a Ele. Quando alguém se converte genuinamente e passa a entender a verdadeira natureza do pecado, de como ele entristece o coração de Deus e como também magoa os seus semelhantes, é impossível continuar na prática do pecado. Ainda que na jornada aconteçam momentos de fraqueza, sua alma gemerá as dores de quem enfrenta a guerra do corpo contra o espírito: “mas vejo, nos meus membros, outra lei que, guerreando contra a lei da minha mente, me faz prisioneiro da lei do pecado que está nos meus membros. Desventurado homem que sou! Quem me livrará do corpo desta morte?”. E a maravilhosa resposta vem logo em seguida: “Graças a Deus por Jesus Cristo, nosso Senhor” (Rm.7:23-25).

O Senhor olha dos céus; vê todos os filhos dos homens; do lugar de Sua morada, observa todos os moradores da Terra” (Sl.33:13-14). O que Ele tem visto ao olhar para a Sua igreja? Templos bem edificados e ornados com marfim, ou um povo “que vive com integridade, e pratica a justiça, e de coração fala a verdade; que não difama com sua língua, não faz mal ao próximo, nem lança injúria contra o seu vizinho; que, a seus olhos, tem por desprezível ao réprobo, mas honra aos que temem ao Senhor; que jura com dano próprio e não se retrata; que não empresta o seu dinheiro com usura, nem aceita suborno contra o inocente” (Sl.15:2-5)? Sabem, amados, o que conforta o nosso coração é saber que, através da palavra profética de Ellen White, o Senhor nos revelou de que a Sua igreja pode até parecer que está prestes a cair, mas não cairá. Aleluia! Que façamos parte, pela graça de Deus e poder do Espírito Santo, da última igreja que revelará o caráter manso e humilde de Cristo, o único tesouro que Deus leva em conta. Vigiemos e oremos!

Bom dia, cidadãos do reino dos céus!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Amós3 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100