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“Minha é a prata, e Meu é o ouro, diz o Senhor dos Exércitos” (v.8).
Com uma força a ser considerada, Ageu proclamou as palavras do Senhor. Apenas dois capítulos, mas verdades que precisam impactar a nossa vida com a mesma intensidade com que impactou aquele povo. Para os antigos, o segundo templo refletia apenas uma pálida imagem do que tinha sido o primeiro. Contudo, tanto aos líderes da reconstrução quanto a todo o povo, foi dito: “sê forte, sê forte, sê forte” (v.4). O “Meu Espírito habita no meio de vós; não temais” (v.5). Então, são relatados abalos no céu, na terra e no mar, e a glória de Deus enchendo o templo de uma forma como nunca houve, um evento que promoveria “a paz” (v.9). Uma mensagem assaz animadora e pertinente ao momento difícil em que o povo estava vivendo.
Dois meses depois, porém, o profeta ergueu entre os remanescentes uma mensagem diferente. Falando acerca das cerimônias realizadas no templo como incapazes de purificá-los, o Senhor declarou: “tudo é imundo” (v.14). “Antes” que pudessem colocar “pedra sobre pedra no templo do Senhor” (v.15), o povo foi açoitado com diversas provas; ainda assim, “não houve, entre vós, quem voltasse para Mim, diz o Senhor” (v.17). Ninguém houve que percebesse os alarmes de Deus a fim de prepará-los para o que estava por vir. Se o tivessem percebido, não teriam abandonado o posto de seu dever quando severamente perseguidos. Mas as misericórdias do Senhor os encontrou e os fez vislumbrar o poder do evangelho, que apaga o passado e dá novo sentido ao futuro: “Considerai, Eu vos rogo, desde este dia em diante […]; mas, desde este dia, vos abençoarei” (v.18, 19).
Desde a queda de nossos primeiros pais, Satanás tem se empenhado arduamente na obra de nos afastar do nosso Criador. De forma desleal e cruel, ele tem arquitetado seus planos sempre no mesmo propósito: destruir a humanidade e acusar o Senhor como Deus injusto. Sua mente completamente egoísta e maligna não conseguia conceber o fato de que “o Senhor dos Exércitos” (v.6) se tornaria o Descendente da mulher (Gn.3:15) e passaria por tudo o que passou a fim de salvar a raça caída. Ainda assim, ele tremia ao pensar no cumprimento desta promessa e, durante toda a história do povo de Deus, fez tudo o que podia para impedir que o Deus homem entrasse no segundo templo e revelasse ao mundo a glória do Pai. Porque Jesus Cristo, Sua vida e Seu caráter, é a prova inquestionável, diante de todo o Universo, de que as acusações de Satanás são falsas e que a Palavra de Deus é verdadeira (Jo.17:17), é viva e é eterna (1Pe.1:23), e que o Pai “é amor” (1Jo.4:8).
Na morte do fiel Abel, o inimigo desferiu o seu primeiro golpe contra Adão e Eva. Ao matar todos os filhos de Jó e afligi-lo com úlceras malignas, queria provar que sua fé era condicional às bênçãos recebidas. Ao matar os discípulos, pensava em silenciar a voz militante da igreja primitiva. Ao incinerar cristãos nas fogueiras da inquisição, esperava abafar a trombeta da reforma protestante. Mas em todos os casos, houve apenas uma única resposta: fé genuína apesar das circunstâncias. O que Deus ensinou ao Seu povo através do profeta Ageu, Ele deseja que aprendamos hoje. Não são as nossas obras de igreja que nos santificam e nos preparam para o que está por vir, porque as nossas justiças são “como trapo da imundícia” (Is.64:6). O Senhor está reunindo “as coisas preciosas de todas as nações” (v.7) e o “Ímã” que as atrai é apenas um: Jesus Cristo.
Quando entendermos que não somos nós, nossa alimentação impecável, onde moramos, como nos vestimos, que nos tornam dignos de alguma coisa, e sim Jesus Cristo, o Pão da vida, o nosso seguro Refúgio, Aquele que nos oferece as Suas vestes brancas de pureza, seremos tão-somente prata e ouro nas mãos dAquele que operará em nós a Sua justiça salvífica. Porque, assim diz o Senhor: “Minha é a prata, Meu é o ouro” (v.8). Uma mensagem que Ele fez questão de explicar através do contemporâneo de Ageu: “Farei passar a terceira parte pelo fogo, e a purificarei como se purifica a prata, e a provarei como se prova o ouro; ela invocará o Meu nome, e Eu as ouvirei; direi: é Meu povo, e ela dirá: O Senhor é meu Deus” (Zc.13:9).
Estamos sendo “purificados, embranquecidos e provados” (Dn.12:10), e a pergunta é: Como os três jovens hebreus, estamos dispostos a entrar na fornalha se preciso for, ou assumiremos a postura covarde dos milhares de falsos adoradores que se curvaram diante da estátua (Dn.3:7, 12)? A “perseverança dos santos” (Ap.14:12), a obediência do último remanescente de Deus na Terra, será naturalmente percebida como fruto de um relacionamento de fé e de amor com o Criador. A fornalha da aflição está prestes a ser aquecida “sete vezes mais” (Dn.3:19), e só conseguirá vencer aquele que estiver “olhando firmemente para o Autor e Consumador da fé, Jesus” (Hb.12:2). Como Zorobabel foi uma ilustração da vitória de Cristo, Deus fará do Seu último povo o Seu “anel de selar” (v.23), selando-o “na fronte” (Ap.7:3), na sede do entendimento, elevando o seu caráter e nele revelando a face de Cristo.
Portanto, sê forte, povo de Deus, considerai o que Jesus já fez por nós e, “deste dia em diante” (v.18), Ele nos abençoará e nos dará a derradeira chuva do Seu Espírito. Vigiemos e oremos!
Feliz sábado, prata e ouro do Senhor!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Ageu2 #RPSP
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“Tendes semeado muito e recolhido pouco; comeis, mas não chega para fartar-vos; bebeis, mas não dá para saciar-vos; vesti-vos, mas ninguém se aquece; e o que recebe salário, recebe-o para pô-lo num saquitel furado” (v.6).
Após os setenta anos do cativeiro babilônico, “para que se cumprisse a palavra do Senhor, por boca de Jeremias, despertou o Senhor o espírito de Ciro, rei da Pérsia” (Ed.1:1), o qual emitiu um decreto que autorizava o retorno dos judeus a Jerusalém a fim de reconstruir o templo de Deus. Retornar a Jerusalém, contudo, significava abrir mão de tudo o que haviam conquistado em Babilônia. Mesmo na condição de exilados, muitos haviam adquirido muitos bens e viviam de forma confortável na terra estrangeira. Voltar para um país destruído e a incerteza quanto ao que os aguardava fez com que muitos dentre o povo permanecessem em Babilônia e apenas um pequeno grupo regressasse.
A reconstrução do templo tornou-se o objetivo de vida daquele povo, de forma que, lançados os alicerces do templo, houve um ajuntamento solene, com muitos cânticos. Os mais idosos, porém, ao lembrar da glória da “primeira casa, choraram em alta voz” (Ed.3:12), ao ver apenas um alicerce onde antes havia um belíssimo templo. As vozes de alegria e de choro se misturaram em vozes que puderam ser ouvidas de muito longe. Mesmo em face da autorização de Ciro, os judeus remanescentes encontraram muitas limitações e sérios problemas na reconstrução do templo. Homens maus se levantaram e impediram o povo de continuar a obra. Inicialmente, houve um período de grande tristeza e desânimo, mas, com o passar do tempo, os judeus se ocuparam na construção e embelezamento de suas próprias casas, esquecendo-se do propósito pelo qual haviam retornado.
Ainda que empenhados em se estabelecer em Jerusalém e seus arredores com o mesmo padrão de vida adquirido em Babilônia, suas tentativas eram frustradas. Pareciam ter muito, mas nunca estavam satisfeitos. Plantavam muito e colhiam pouco e os assalariados nunca recebiam o bastante para suprir as necessidades de suas famílias. Todos estavam ocupados demais para buscar o Senhor. Nesse tempo de letargia e indiferença, Deus levantou os profetas Ageu e Zacarias a fim de ajuntar o povo novamente e despertá-lo para o que realmente era importante. Mesmo em face das ameaças inimigas, aquele remanescente deveria manter em mente a fiel mensagem do Senhor: “Eu sou convosco” (v.13).
Há um cativeiro, hoje, do qual já fomos libertos pelo decreto do Rei dos reis: “Está consumado” (Jo.19:30). Jesus assinou com Seu sangue a nossa carta de alforria e nos promete: “E eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século” (Mt.28:20). Mas também há um inimigo que, ao perceber o esforço de muitos no propósito de fazer a vontade de Deus, cria barreiras e impedimentos a fim de causar desânimo, desviando-os da fé para as coisas corruptíveis deste mundo. E, ocupados demais em seus esforços por conquistas temporais e pelo reconhecimento humano, acabam como aquele remanescente pós-exílio, tão cheios de atividades para a satisfação própria, mas sempre insatisfeitos.
A nossa missão como último remanescente de Deus não requer a reconstrução de um templo onde muitos possam estar, mas de um templo onde o Senhor possa habitar: “mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis Minhas testemunhas” (At.1:8). “Acaso, não sabeis que o vosso corpo é santuário do Espírito Santo, que está em vós, o qual tendes da parte de Deus, e que não sois de vós mesmos? Porque fostes comprados por preço. Agora, pois, glorificai a Deus no vosso corpo” (1Co.6:19-20). Essa mensagem nunca foi tão atual quanto o é hoje. Em um tempo comparado aos dias de Noé, quando a seu bel prazer “comiam e bebiam, casavam e davam-se em casamento” (Mt.24:38), somos chamados para agradar não o nosso apetite pervertido, não as nossas paixões carnais, não a opinião alheia, mas agradar a Deus. “Temei a Deus e dai-Lhe glória” (Ap.14:7) compõe o escopo da verdade presente para os nossos dias.
Deus tem levantado, hoje, homens e mulheres que qual Ageu tem clamado com a voz e com a vida: “Considerai o vosso passado” (v.5, 7). Enviados do Senhor a fim de despertar o povo de Deus para tomar novamente as ferramentas necessárias a fim de que o santuário do Espírito Santo esteja pronto para receber o Rei em toda a Sua glória. Muitos têm se perguntado porque Deus não fala hoje como falava com Seus profetas no passado. Mas o problema está em Deus não falar ou em não termos condições de ouvi-Lo? As pedras estão clamando através das descobertas científicas que o mau funcionamento do nosso corpo tem total influência sobre o nosso cérebro. E se a nossa mente está afetada pelos prejuízos que causamos ao nosso corpo, como poderemos discernir com clareza a suave voz do Espírito?
O objetivo principal da mensagem de saúde não se trata, portanto, amados, de uma fuga das doenças ou de um meio para sermos salvos, e sim de glorificarmos a Deus através de um corpo são e uma mente esclarecida. “Portanto, quer comais, quer bebais, ou façais outra coisa qualquer, fazei tudo para a glória de Deus” (1Co.10:31). Então, se exercitar, se alimentar de maneira saudável, ser temperante, beber água com frequência, renovar o ar dos pulmões, tomar banho de sol, dormir bem à noite e confiar em Deus não serão oito sacrifícios, mas oito formas de amar o meu Criador e conhecê-Lo melhor. Em um mundo escravizado pelos costumes que têm destruído o corpo e a mente e afastado multidões da vida eterna (Jo.17:3), experimente esta verdade presente de preparar-se para ser um templo cheio do Espírito Santo. Vigiemos e oremos!
Bom dia, templos do Espírito Santo!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Ageu1 #RPSP
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“Mas deixarei, no meio de ti, um povo modesto e humilde, que confia em o nome do Senhor” (v.12).
A condição espiritual dos moradores de Jerusalém era degradante, não obstante ostentassem uma postura religiosa. Seus príncipes e juízes eram cruéis, seus profetas, levianos, seus sacerdotes, profanos. “Manhã após manhã” (v.5) o Senhor revelava a Sua justiça, enquanto eles se levantavam de madrugada para praticar a corrupção (v.7). Os juízos divinos sobre as nações impenitentes deveriam ter sido levados em consideração pelo povo, como claras advertências contra o que é mau. Contudo, ele escolheu o caminho da obstinação: “Não atende a ninguém, não aceita disciplina, não confia no Senhor, nem se aproxima do seu Deus” (v.2). Perante Deus, Jerusalém tornou-se uma cidade pior que as cidades ímpias que “foram destruídas” (v.6).
Mas no meio das ruínas espirituais de Jerusalém Deus enxergou algo precioso. É descrito aqui um reforço ao conceito da sacudidura do povo de Deus: “tirarei do meio de ti os que exultam na sua soberba […]. Mas deixarei, no meio de ti, um povo modesto e humilde, que confia em o nome do Senhor” (v.11, 12). Ou seja, a escória é tirada e o ouro é deixado; a palha sai e o grão fica. O Senhor não suscitaria uma nova nação, mas renovaria a nação existente retirando os soberbos e confirmando os humildes. “Dalém dos rios da Etiópia” (v.10), Deus congregaria os Seus adoradores de todas as nações como um só povo sob a segurança da fiel promessa: “Eu os congregarei” (v.18). “Os restantes de Israel” (v.13) constituiriam um povo peculiar que anda na verdade, uma revelação do caráter de Cristo antes que Este viesse primeira vez ao mundo.
Se o Senhor tivesse sido fielmente representado por Israel no passado, com Seu amor, alegria e poder para salvar (v.17), certamente o nascimento de Cristo teria sido uma celebração ouvida pelas nações ao redor e Seu ministério terrestre, completamente desimpedido de corações obstinados e soberbos. Cristo veio, porém, para revelar o verdadeiro caráter do Pai, que Israel “religiosamente” distorceu. Ao contrário do cântico da filha de Sião, fruto de um louvor sincero “de todo o coração” (v.14), a respeito daqueles que diziam representá-Lo, Cristo declarou: “Este povo honra-Me com os lábios, mas seu coração está longe de Mim” (Mt.15:8).
Como aqueles que professam crer em Jesus e aguardar a Sua segunda vinda, estamos, de fato e de verdade, buscando a semelhança de Cristo? Enoque foi tão fiel e perseverante em sua busca, ainda que no meio de uma geração continuamente má, que Deus o tomou para Si (Gn.5:24). Elias almejou tanto a companhia de Deus diante da apostasia de Israel, que também foi levado ao Céu sem passar pela morte (2Rs.2:11). Ainda que habitando na capital da idolatria e da imoralidade, Daniel se manteve puro, e seus olhos viram o próprio Jesus. A respeito do “povo modesto e humilde” (v.12) dos últimos dias, aqueles que apesar de viverem nos momentos mais escuros da Terra, “suspiram e gemem por causa de todas as abominações que se cometem no meio dela” (Ez.9:4), eis o que Cristo promete: “voltarei e vos receberei para Mim mesmo, para que, onde Eu estou, estejais vós também” (Jo.14:3).
Você aceita fazer parte da nação santa de Deus? É simples. Escolha Jesus Cristo. NEle encontramos as respostas para uma vida modesta e humilde. Ser um seguidor e representante de Cristo não significa aparecer mais do que os outros, mas ser semelhante a Ele tanto em multidões quanto diante de uma só pessoa. Não fomos chamados para agradar a homens, mas para agradar a Deus. E mesmo que nesse processo sejamos incompreendidos, o Senhor nos diz: “Não temas […]. O Senhor, teu Deus, está no meio de ti, poderoso para salvar-te; Ele Se deleitará em ti com alegria; renovar-te-á no Seu amor, regozijar-Se-á em ti com júbilo” (v.17). Sejamos, pelo poder do Espírito Santo, o motivo do sorriso de Deus. Vigiemos e oremos!
Bom dia, povo modesto e humilde!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Sofonias3 #RPSP
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“Buscai o Senhor, vós todos os mansos da terra, que cumpris o Seu juízo; buscai a justiça, buscai a mansidão; porventura, lograreis esconder-vos no dia da ira do Senhor” (v.3).
As ameaças contra as cinco nações inimigas do povo de Deus anunciavam o livramento dos “restantes da casa de Judá” (v.7) e a destruição dos perversos, “até que não haja um morador sequer” (v.5). Em contraste com a abordagem violenta e orgulhosa daquelas nações, o Senhor convocou “todos os mansos da terra” (v.3) a se aproximarem dEle. A palavra hebraica usada para designar a mansidão significa “se inclinar”, “se submeter”. Ou seja, biblicamente falando, ser manso é muito mais do que manifestar tranquilidade; ser manso é ser submisso à vontade de Deus, estar conformado com ela. Nesse sentido, podemos compreender melhor o convite do Salvador: “Vinde a Mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e Eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o Meu jugo e aprendei de Mim, porque sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para a vossa alma” (Mt.11:28-29).
A vida de Jesus foi de perfeita e completa obediência. Sua submissão ao Pai era constante e nada fazia por vontade própria. Em cada madrugada despertava na certeza de que Seu Pai O aguardava para com Ele entreter preciosos momentos de comunhão. Ali, Jesus recebia as instruções do dia e o vigor espiritual para combater “o bom combate” (2Tm.4:7). Sua mansidão era claramente percebida em Suas palavras e vista em Suas ações. Não se tratava apenas de um Homem gentil, mas dAquele que revelou ao mundo a verdadeira mansidão, que é andar humildemente com Deus em submissão. O conselho dado através do profeta: “Buscai o Senhor […], buscai a mansidão” (v.3), rasga as cortinas do tempo e nos diz, hoje: “Fazei tudo o que Ele vos disser” (Jo.2:5).
Conhecido como o homem mais manso da Terra (Nm.12:3), Moisés recebia diariamente do Senhor as instruções e o poder para liderar a nação eleita. Era um homem submisso à vontade divina. No episódio das águas de Meribá não foi a manifestação de sua ira que o privou de entrar em Canaã, e sim seu ato de incredulidade e de rebeldia ao descumprir uma ordem de Deus (Nm.20:12). Portanto, a mansidão não é algo que se conquista e se torna inerente ao homem, mas um dom do Espírito que precisa ser buscado a cada dia na escola de Cristo. Precisamos encarar as adversidades como oportunidades de avanço e não como inibidoras dele. É nesse processo que, qual Moisés, o nosso encontro diário com Deus transparecerá em nossa face.
Semelhante aos juízos que sobreviriam sobre as nações impenitentes, a Terra está prestes a ser atingida pelos “sete flagelos dos sete anjos” (Ap.15:8). E o chamado do Senhor a “todos os mansos da terra” (v.3) que ainda estão na Babilônia espiritual é este: “Retirai-vos dela, povo Meu, para não serdes cúmplices em seus pecados e para não participardes dos seus flagelos” (Ap.18:4). Existem multidões de mansos que ainda não ouviram o último chamado de Deus. Pessoas que, mesmo não conhecendo toda a verdade, são muito sinceras e fiéis no que acreditam ser o correto. Mas o Senhor “atentará para eles e lhes mudará a sorte” (v.7). A todos, porém, que “escarneceram e se gabaram contra o povo do Senhor dos Exércitos” (v.10), serão “como Sodoma” e “como Gomorra” (v.9) “no dia da ira do Senhor” (v.3).
Olhemos para Jesus e busquemos nEle a mansidão e a humildade que necessitamos a fim de que sejamos participantes de Sua vida vitoriosa. Vigiemos e oremos!
Bom dia, mansos da Terra!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Sofonias2 #RPSP
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“Está perto o grande Dia do Senhor; está perto e muito se apressa. Atenção! O Dia do Senhor é amargo, e nele clama até o homem poderoso” (v.14).
Em um tempo consideravelmente próspero, quando o rei Josias promovia uma significativa reforma espiritual em Judá, Deus levantou Sofonias após um período de silêncio profético. Da linhagem real de Ezequias (v.1), o profeta estava familiarizado com a apostasia dentre aqueles que deveriam liderar a nação com o temor do Senhor. Vestindo-se da cultura pagã e idólatra dos povos vizinhos, Judá havia perdido sua identidade assemelhando-se a eles. A reforma nos dias de Josias “purificou a Judá e a Jerusalém” (2Cr.34:5). E, encontrado “o Livro da Lei na Casa do Senhor” (2Cr.34:15), Josias cuidou em lê-lo perante todo o povo e renovar a “aliança ante o Senhor” (2Cr.34:31).
Tal reavivamento e reforma causou um grande impacto na nação e deu início a um período de paz. No entanto, a fidelidade do povo só durou o tempo de vida de Josias, e era dever de Sofonias indicar-lhes o futuro tempestivo que os aguardava. Com linguagem apocalíptica, suas palavras apontavam para o cativeiro babilônico e possuem uma íntima relação com o juízo final: “De fato, consumirei todas as coisas sobre a face da Terra, diz o Senhor” (v.2). Primariamente, quanto ao reino de Judá, a profecia era uma ameaça contra os idólatras, contra os adoradores divididos (v.5) e contra os indiferentes (v.6). O que não deixa de ser uma clara advertência de Deus quanto à aplicação de Seu derradeiro juízo.
A Bíblia apresenta o Dia do Senhor sob dois pontos de vista: o dos perdidos e o dos salvos. Para os salvos representa libertação e salvação. Dia de alegria e de encontro com o seu Deus (Is.25:9). Para os perdidos “é dia de indignação, dia de angústia e dia de alvoroço e desolação, dia de escuridade e negrume, dia de nuvens e densas trevas” (v.15). É certo que “o grande Dia do Senhor” (v.14), portanto, revelará o maior contraste que este mundo já viu, quando a maturação do mal terá seus efeitos aniquilados enquanto os salvos serão como um troféu perante o Universo dAquele que os comprou a preço de sangue.
Nesses últimos dias muitos falsos “profetas” têm se levantado alegando ser detentores de revelações divinas e usando da mídia para supervalorizar seus pontos de vista. Muitos destes são responsáveis pela instalação do pânico e do medo no coração “dos que não buscam o Senhor” (v.6), alardeando mensagens totalmente divergentes do assim “diz o Senhor” (v.2). As palavras de Sofonias não tinham a intenção de causar pavor, mas de promover a perseverança necessária a fim de que os fiéis soubessem que haveriam de enfrentar um tempo sobremodo difícil e os ímpios fossem avisados e tivessem a oportunidade de se arrepender.
Há um juízo iminente que precisa ser anunciado tanto quanto um amor que precisa ser revelado. O amor de Deus não vela a Sua justiça, e vice e versa. Ambos são igualmente manifestados na pessoa de Jesus Cristo, que, por Sua justiça, foi o protagonista do maior ato de amor de todos os tempos. Diante de uma época de incertezas, quando a vida está ameaçada por um inimigo microscópico, precisamos definir de que lado estamos independente da força espiritual alheia. A morte de Josias marcou uma nova fase de apostasia entre o povo. Não podemos apoiar a nossa fé na fé de outros. As virgens néscias farão isso (Mt.25:8) e descobrirão tarde demais que o Espírito Santo não é dado no último momento, mas outorgado é a todos os que O tem buscado diariamente.
Que, cheios do Espírito Santo, proclamemos ao mundo “o evangelho eterno” (Ap.14:6). Que temperada com amor, a mensagem do juízo divino abale toda a Terra: “Está perto o grande Dia do Senhor; está perto e muito se apressa. Atenção!”. Vigiemos e oremos!
Bom dia, testemunhas de Jesus!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Sofonias1 #RPSP
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“Tenho ouvido, ó Senhor, as Tuas declarações, e me sinto alarmado; aviva a Tua obra, ó Senhor, no decorrer dos anos, e, no decurso dos anos, faze-a conhecida; na Tua ira, lembra-te da misericórdia” (v.2).
O livro que iniciou com uma oração em forma de lamentação, termina com uma oração “sob a forma de canto” (v.1). Alarmado diante das circunstâncias que abateriam o povo de Judá, o profeta iniciou o seu louvor com dois pedidos: 1º “aviva a Tua obra, ó Senhor” e 2º “na Tua ira, lembra-Te da misericórdia”.
O desejo do profeta não era apenas para a sua geração, mas para as gerações que surgiriam “no decorrer dos anos, e, no decurso dos anos” (v.2). De uma maneira linda e plena, Deus transformou o Habacuque perplexo em um homem de fé. Por mais que as circunstâncias pareçam ser um indicativo de fracasso, ele aprendeu que Deus é Deus independente de estarmos enfrentando boas ou más situações. Tudo está sob o controle dAquele cuja “glória cobre os céus” (v.3). De geração em geração, o Senhor revela o Seu poder “para salvamento” (v.13) do Seu povo e a Sua contínua misericórdia para com aqueles que O amam.
O avivamento da obra de que o profeta se referiu não tem que ver com obras laborais ou com rituais religiosos, mas com o verdadeiro conhecimento de Deus. Após ouvir a resposta do Senhor, ele compreendeu a parte que lhe cabia: “pois, em silêncio, devo esperar” (v.16). Habacuque aprendeu a confiar em Deus apesar das circunstâncias. O inimigo poderia lhe tirar todo o sustento (v.17), “todavia” (v.18), a sua alegria no Deus em quem confiava não mudaria. Isso é viver pela fé, uma fé viva e inteligente.
Viver pela fé não é simplesmente professar um credo religioso, mas perseverar na fé em Cristo “ainda que” falte o alimento; “ainda que” haja desemprego; “ainda que” morra alguém que amamos; “ainda que” pessoas nos decepcionem; “ainda que” tudo nos falte. Viver pela fé é confiar nAquele que jamais nos faltará (Sl.23:1). Quando Deus é suficiente em nossa vida, aprendemos a viver contentes “em toda e qualquer situação” (Fp.4:11).
Precisamos buscar viver o que Habacuque viveu e o que o apóstolo Paulo viveu e declarou: “entristecidos, mas sempre alegres; […] nada tendo, mas possuindo tudo” (2Co.6:10). Eis que a Bíblia nos apresenta a verdadeira alegria! Tal comunhão e intimidade com o Senhor redunda em sublime e incomparável felicidade. Quando escolhemos derramar nossas lágrimas e expor nossas aflições no altar do Senhor, Ele converte a nossa tristeza em gozo, o nosso pesar em alegria perene. Porque “os que com lágrimas semeiam com júbilo ceifarão. Quem sai andando e chorando, enquanto semeia, voltará com júbilo, trazendo os seus feixes” (Sl.126:5-6).
Permita que o Espírito Santo frutifique em seu coração a verdadeira alegria (Gl.5:22). Desprenda-se das encostas de risco deste mundo e que seja “o Senhor Deus” a sua fortaleza (v.19). Então, ainda que as dificuldades deste mundo de pecado tirem o sorriso de seus lábios, jamais conseguirão tirar a alegria do seu coração. Vigiemos e oremos!
Bom dia, alegres no Senhor!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Habacuque3 #RPSP
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“Eis o soberbo! Sua alma não é reta nele; mas o justo viverá pela sua fé” (v.4).
Angustiado diante da situação de Judá, Habacuque dirigiu-se a um lugar especial na certeza de que, de alguma forma, o Senhor lhe responderia. No silêncio da solidão, ele buscou ouvir a única voz que poderia saciar os anseios de seu coração. Sua “queixa” (v.1) não era uma reclamação, mas uma lamentação. No entanto, a vigília do profeta não mais tinha o objetivo de lamentar, e sim de esperar a resposta de Deus ao seu lamento.
Uma visão lhe foi concedida com uma mensagem para que “a possa ler até quem passa correndo” (v.2). A angústia que outrora inquietava-lhe o coração solitário, tornou-se em esperança gravada “sobre tábuas” (v.2) para todo o povo. A mensagem de justificação pela fé é seguida de uma série de “ais” sobre os principais pecados de Babilônia. Fraude, roubo, extorsão, cobiça, homicídio, bebedice, luxúria, imoralidade, idolatria, eram os “alicerces” sórdidos sobre o qual aquele império fora construído e sobre os quais seria destruído.
Por mais que o mal pareça prevalecer, “no tempo determinado” (v.3) por Deus ele cai por terra. E assim como cumpriu-se o fim da antiga Babilônia, cumprir-se-á o fim da Babilônia atual: “Caiu, caiu a grande Babilônia que tem dado a beber a todas as nações do vinho da fúria da sua prostituição” (Ap.14:8). Ainda que pareça demorar, eis que “se apressa para o fim e não falhará; se tardar, espera-o, porque, certamente, virá, não tardará” (v.3). A fé nesta promessa é o que move a vida do cristão. A certeza de que, “no tempo determinado”, chegará a vez do verdadeiro culpado (v.16) tomar do cálice que o Inocente bebeu (Mt.26:39).
Lutero passou por uma luta semelhante a Habacuque e foi testemunha ocular de corrupção semelhante. Ao deparar-se com o verdadeiro significado da cruz, percebeu que o seu pior inimigo habitava em sua carne e que a sua única chance de salvação estava na fé nAquele que o salvou. Aquele que encheu a terra “do conhecimento da glória do Senhor” (v.14) passou a ser o alvo de seus mais profundos estudos. Em Jesus, tanto Lutero, como Habacuque, Isaías e tantos outros, têm descoberto o verdadeiro caminho da vida eterna: “E a vida eterna é esta: que Te conheçam a Ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste” (Jo.17:3).
No lugar Santíssimo do santuário celeste, Jesus tem cumprido o Seu ministério sacerdotal, aguardando apenas uma ordem do Pai: “Vai buscar os que são Teus!”. Aqueles que viveram pela fé no Filho de Deus e que suspiraram e gemeram “por causa de todas as abominações que se cometeram” (Ez.9:4) sobre a terra, como Habacuque em sua torre de vigia, estarão vigiando conforme a ordem do Mestre: “Portanto, vigiai, porque não sabeis em que dia vem o vosso Senhor” (Mt.24:42).
Que a nossa fé seja fortalecida nAquele que prometeu: “Eis que venho sem demora” (Ap.22:7). E que prontos estejamos todos para dizer: “Eis que este é o nosso Deus, em Quem esperávamos, e Ele nos salvará; este é o Senhor, a quem aguardávamos; na Sua salvação exultaremos e nos alegraremos” (Is.25:9). Vigiemos e oremos!
Feliz semana, justificados pela fé em Cristo!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Habacuque2 #RPSP
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“Não és Tu desde a eternidade, ó Senhor, meu Deus, ó meu Santo? Não morreremos. Ó Senhor, para executar juízo, puseste aquele povo; Tu, ó Rocha, o fundaste para servir de disciplina” (v.12).
Acusada de cometer injustiças, Judá tornou-se culpada perante Deus. A nação que deveria ser um exemplo de retidão diante das demais nações, mostrou-se perversa e violenta, cercando os justos com contendas e atitudes opressoras. O que sucedeu a Judá foi tão terrível, uma obra tão pavorosa, que seria difícil de acreditar sendo apenas contada (v.5).
Apesar de não se tratar de um nome hebraico, alguns sugerem que o significado do nome do profeta está relacionado com uma palavra hebraica que denota “abraço”. Habacuque, portanto, não foi enviado para declarar um desfecho, mas para comunicar uma saída. A disciplina viria, mas seria para correção e não para destruição. O Pai desejava abraçar novamente o Seu filho.
Como um filho rebelde, Judá escolheu andar por caminhos tortuosos e aprender à duras penas que longe do Senhor a vida não faz sentido. Fundada “para servir de disciplina” (v.12), Babilônia seria para o povo de Deus a prova de que não há lugar melhor do que aquele em que o Pai está.
Semelhante à parábola do filho pródigo, Judá desejava andar longe do Pai. Seguindo os desejos de seu próprio coração corrupto, acabou em terra distante. Julgando-se ser rico o bastante, tornou-se miserável ao extremo. O clamor apavorado do profeta (v.2) revela o caos que a nação enfrentava e o desejo sincero de um filho de Deus de entender o propósito divino para tal litígio.
Quando decidimos seguir os desejos de nosso próprio coração enganoso, estamos declarando a Deus que não queremos viver debaixo de Seu abrigo, mas gozar do que Ele mesmo nos dá de forma dissoluta, em “terra distante” (Lc.15:13). Como um Pai amoroso, Deus não nos impede de partir, mas nunca Se cansa de nos esperar.
A resposta para os questionamentos do profeta está neles mesmos. Deus é Eterno, Ele sabe o fim desde o princípio. Deus é Santo, não pode comungar com a impiedade. Deus é Rocha, a Sua justiça é imutável e perfeita. Deus têm olhos puros, não habita onde reina a iniquidade. Assim como o pai do pródigo permitiu que ele partisse, Deus permitiu que Seu povo seguisse o caminho que ele mesmo escolheu e experimentasse o quão terrível é estar longe do Pai.
Muitos estão a consumir tudo o que Deus lhes deu até que, sobrevindo as dificuldades da vida, se veem sem nada. Então, ao invés de voltar para a casa do Pai, vão atrás de pessoas que os colocam em situação ainda pior. Mas, aquele que cai em si e reconhece a sua inanição espiritual, volta para o lugar do qual jamais deveria ter saído. E, semelhante ao provável significado do nome do profeta, Deus não espera que Seus pródigos façam todo o trajeto de volta sozinhos. Ele corre ao seu encontro e lhes abraça!
Assim como a disciplina de Deus para Judá não foi para morte (v.12), as dificuldades da vida também não o são. Suas escolhas podem ter lhe levado para uma terra distante do Pai, mas saiba que Ele espera o seu retorno para correr ao seu encontro com abraços e beijos de um amor que é eterno (Jr.31:3). Você ainda se encontra sob as mazelas de Babilônia? Aceite hoje o convite do Pai: “Fugi do meio de Babilônia, e cada um salve a sua vida; não pereçais na sua maldade; porque é tempo da vingança do Senhor: Ele lhe dará a sua paga” (Jr.51:6). “Sai dela, povo Meu, para não serdes cúmplices em seus pecados e para não participardes dos seus flagelos” (Ap.18:4).
Volte, amado(a) irmão(ã), para os braços do Pai! Volte, para a nossa alegria e regozijo! Porquanto, “era preciso que nos regozijássemos e nos alegrássemos, porque esse teu irmão estava morto e reviveu, estava perdido e foi achado” (Lc.15:32). Aleluia! Vigiemos e oremos!
Feliz sábado, filhos do Pai de amor!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Habacuque1 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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“Não há remédio para a tua ferida; a tua chaga é incurável […]” (v.19).
De todos os livros dos profetas menores, Naum é o único a terminar com uma mensagem de total destruição. A maldade de Nínive atingiu o ápice do cálice da ira de Deus. Tudo o que poderia ter sido feito para salvar aquele povo, Deus fez. Mas, sob terrível maldição, Nínive rejeitou aos apelos divinos e apossou-se de um sentimento de invencibilidade que levou a nação à completa ruína.
O pecado se mostra belo e encantador. A face do mal não é a pintura de um diabo com um par de chifres e um tridente na mão, e sim, sedutoras tentações e sutis enganos que têm levado multidões a acreditar de que não importa o que façamos ou deixemos de fazer, Deus só quer o nosso coração. Sim, Deus só deseja o nosso coração, mas para fazer nele uma conversão, uma “cirurgia” espiritual: “[…] tirarei de vós o coração de pedra e vos darei coração de carne” (Ez.36:26), para colocar dentro de nós o Espírito Santo e fazer com que andemos nos Seus estatutos e obedeçamos à Sua Palavra (Ez.36:27).
Percebem que este é o resultado e não a causa? A mudança que o Senhor deseja realizar na vida de cada filho Seu é gradual e constante, e é de dentro para fora. Assim também, o mal surge com pequenas concessões até tomar conta de todo o coração. A mensagem do Senhor através do profeta Jonas havia levado salvação a Nínive. E a mensagem do profeta Naum não tinha um objetivo diferente. Os ninivitas poderiam ter se arrependido, contudo escolheram endurecer o coração e sofrer o mal que eles mesmos buscaram, pois “[…] o cruel a si mesmo se fere” (Pv.11:17).
O perdão de Deus está além do alcance de nosso entendimento finito. Ele é completamente perfeito e extraordinariamente misericordioso. Creio que o episódio do rei Manassés seja a maior prova disto. Como um dos reis mais cruéis da história de Judá, Manassés queimou seus filhos em holocausto aos ídolos e fez errar todo o povo, fazendo-o pior do que os povos que Deus havia destruído (2Cr.33:9). Mas bastou uma oração, uma simples oração de genuíno arrependimento, para Deus tornar-Se “favorável para com ele” (2Cr.33:13).
No Novo Testamento também encontramos outro episódio que nos dá um vislumbre acerca da graça de Deus. Reconhecendo que ao seu lado estava sendo crucificado o Salvador da humanidade, aquele ladrão fez apenas um pedido: “Jesus, lembra-te de mim quando vieres no Teu reino” (Lc.23:42). E a mesma voz que criou todas as coisas, que acalmou uma tempestade e fez mortos ressuscitarem, pronunciou a sua liberdade: “Em verdade te digo hoje, estarás Comigo no paraíso” (Lc.23:43).
Só não há remédio para a ferida daquele que insiste em rejeitar a cura. Esta é a chaga incurável, um coração irremediavelmente obstinado. O livre arbítrio é uma das maiores provas de amor de um Pai que respeita as nossas escolhas. Ele só espera uma simples oração de nossa parte: “Eu aceito!”.
Não deixe que mais um dia se passe sem que você tome essa decisão. Jesus não quer mais estar do lado de fora batendo (Ap.3:20). Ele deseja habitar em seu coração e lhe oferecer um banquete diário de fé, esperança e amor, mas, principalmente, de amor (1Co.13:13). Aceite “o dom gratuito de Deus” (Rm.6:23) e viva na certeza de que porque Ele vive, nós também viveremos (Jo.14:19). Vigiemos e oremos!
Bom dia, curados pelas chagas de Cristo!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Naum3 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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“Ah! Vacuidade, desolação, ruína! O coração se derrete, os joelhos tremem, em todos os lombos há angústia, e o rosto de todos eles empalidece” (v.10).
É muito triste ver a corrupção humana atingir os seus limites. Nínive foi alertada e, certamente, muitos descansaram confiantes no perdão divino. Mas o tempo foi passando, novas gerações foram surgindo e a mensagem do profeta Jonas, esquecida. De forma arbitrária e cruel, os ninivitas voltaram a assolar o povo de Deus e foram, pouco a pouco, bloqueando o coração aos apelos do Espírito do Senhor.
Não há pecado grande demais que Deus não possa perdoar. Não existe abismo tão profundo que Ele não consiga alcançar um pecador que se arrepende. Mas Jesus declarou existir um pecado imperdoável: “Por isso, vos declaro: todo pecado e blasfêmia serão perdoados aos homens; mas a blasfêmia contra o Espírito não será perdoada” (Mt.12:31). Acusado de realizar curas pelo poder de Satanás e não do Espírito Santo, Jesus concluiu com estas palavras. A dureza de coração dos fariseus os estava levando para um caminho sem volta. “Com base no episódio, concluiu-se que a essência desse pecado é a recusa deliberada em reconhecer a atuação do Espírito de Deus. Essa atitude obstinada acaba levando à dureza de coração e à completa rejeição do Espírito e do próprio Jesus” (Comentário da Bíblia de estudos Andrews, p. 1253).
Nínive não só fechou os portões da cidade para Deus. Pior do que isso, fechou a porta do coração. Buscou a própria destruição. O Espírito Santo não intercede por nós apenas. Ele “intercede por nós sobremaneira, com gemidos inexprimíveis”, e mesmo que nos arrependamos e busquemos andar na presença de Deus, “não sabemos orar como convém” (Rm.8:26). É o Espírito do Senhor que transforma as nossas orações em palavras aceitáveis diante do trono de Deus. Se rejeitamos essa intercessão, não temos acesso ao Pai. “Pois todos os que são guiados pelo Espírito de Deus são filhos de Deus” (Rm.8:14).
Mas o Senhor prometeu restaurar a glória do Seu povo (v.2). Aqueles que rejeitam a voz do Espírito Santo podem fazer de tudo para se salvar no dia da calamidade, mas de nada adianta. A ironia nas palavras do profeta (v.1) mostra que toda a força, todo o poder e toda a glória de Nínive de nada serviriam quando “o Senhor dos Exércitos” (v.13) derramasse o Seu juízo para fazer vingança aos Seus filhos. Ele diz: “A Mim Me pertence a vingança; Eu é que retribuirei, diz o Senhor” (Rm.12:19).
E porque é tão importante compreendermos acerca do juízo divino? Porque ele é real e está prestes a ser derramado de maneira definitiva, amados. Porque precisamos entender que estamos inseridos num grande conflito, onde o nosso pior inimigo habita dentro de nós enquanto o inimigo externo, Satanás, faz de tudo para que o que é carnal prevaleça. O nosso eu pecador deve ser constantemente deposto ante os pés de Jesus com a simplicidade de uma criancinha. O Espírito Santo tem sido derramado “sobre toda a carne” (Jl.2:28). Mas qual tem sido a nossa resposta? “E acontecerá que todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo” (Jl.2:32).
Invoque o nome do Senhor! Não cale a voz dAquele que quer te salvar e te levar de volta para o lugar de onde nunca deveríamos ter saído. Permita que o Espírito Santo te leve de volta para Casa do Pai! Para isso, vigiemos e oremos!
Bom dia, guiados pelo Espírito Santo!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Naum2 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100