Reavivados por Sua Palavra


MATEUS 22 – Comentado por Rosana Barros
20 de maio de 2021, 0:45
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“Respondeu-lhes Jesus: Errais, não conhecendo as Escrituras nem o poder de Deus” (v.29).

Em todo o tempo de Seu ministério terrestre, Jesus apontava para o “reino dos céus” (v.1). Suas parábolas e Seus ensinamentos reforçavam o papel das Escrituras, de como a verdadeira compreensão da Palavra de Deus é imprescindível a fim de que estejamos devidamente preparados e trajados para as bodas do Cordeiro. Naquele tempo, houve uma grande rejeição do cumprimento das profecias do Antigo Testamento em Jesus. Hoje, há uma grande rejeição quanto ao Antigo Testamento, validando apenas o Novo como sendo a porção suficiente para os nossos dias; havendo ainda uma outra linha, que descaracteriza as partes da Bíblia (até mesmo do Novo Testamento) que entram em confronto com pecados que muitos insistem em praticar como se Deus não fizesse caso deles.

Quando meu irmão e eu éramos crianças, todos os anos minha mãe organizava nossas festinhas de aniversário. Mas, certa vez, para a surpresa de minha mãe e minha tristeza, ninguém de minha família compareceu à minha festa, a não ser uns poucos vizinhos, que, na maioria, nem eram pessoas tão próximas de nós. Agora imaginem a grande festa que o Rei do Universo está preparando: “as bodas de Seu Filho” (v.2)! Contudo, Seus convidados, aqueles que fazem parte de Seu povo escolhido e que até pregam e dizem aguardar com ansiedade pela festa, simplesmente rejeitam o convite. Não Se conformando, o Rei insiste: “Eis que já preparei o Meu banquete […] tudo está pronto; vinde para as bodas” (v.4), “porém, não se importaram e se foram” (v.5). O Seu convite, então, foi transferido para todos quantos o aceitarem. Mas dentre “os que estavam à mesa” (v.11) havia “um homem que não trazia veste nupcial” (v.11) e, emudecido, foi lançado “para fora, nas trevas” (v.13).

Às vésperas do toque da “sétima trombeta” (Ap.11:15), o Senhor nos diz: “Está pronta a festa” (v.8). Mas a que grupo pertencemos? Muitos se autodenominam filhos do reino enquanto estão ocupados demais para buscar o reino de Deus, ou ainda “maltratando e matando” a palavra profética tal qual os filhos de Israel “maltrataram e mataram” (v.6) os profetas do Senhor. Professam crer na Bíblia, mas “assassinam” seus ensinos a fim de exaltar as filosofias e ideias humanas. Contudo, a ira final de Deus será manifesta contra estes “assassinos” (v.7) da verdade. Outros há que julgam poder entrar nas bodas trajando as suas vestes de “folhas de figueira” (Gn.3:7). Recusam as vestiduras da justiça de Cristo confundindo liberdade com libertinagem. E enquanto exaltam o amor como seu principal argumento, não conseguem compreender o verdadeiro amor, aquele que foi revelado na cruz do Calvário justamente para lhes conceder o galardão de ser “vestido de vestiduras brancas” (Ap.3:5).

Amados, muitos estão por aí manifestando fazer parte da família de Deus enquanto não passam de destruidores da verdade. Estão cheios de malícia e hipocrisia, apenas inquirindo a Palavra de Deus com a finalidade de defender seus próprios conceitos e interesses egoístas. Como os fariseus e saduceus não aceitaram a Jesus como o Cristo prometido, há um conglomerado de professos cristãos “criando” o seu próprio cristo de acordo com os seus gostos e desejos pessoais. O amor a Deus e ao próximo (v.37-39) é claramente revelado nos dez mandamentos, a perfeita e imutável transcrição do caráter divino (Êx.20:3-17). E toda a Escritura depende desta verdade incontestável (v.40). Como povo de Deus, ainda estamos sendo experimentados verbalmente, e, louvado seja Deus, pelos Seus fiéis servos que permanecem firmes pela verdade, de forma que tem se aproximado o tempo em que como foi dito a respeito de Cristo, do remanescente se dirá: “E ninguém lhe podia responder palavra, nem ousou alguém, a partir daquele dia, fazer-lhe perguntas” (v.46).

Semelhante a Estêvão, o qual “não podiam resistir à sabedoria e ao Espírito, pelo qual ele falava” (At.6:10), não haverá argumentos diante do fiel testemunho dos verdadeiros adoradores. Com convicção absoluta, discorrerão acerca das Escrituras como Estêvão no Sinédrio, com a face iluminada pelo Espírito Santo. E como foi com Jesus e com Estêvão, despertarão a ira dos emudecidos, que sem ter o que falar, usarão da força para silenciar aqueles que contrariam a sua religião barata. Logo o Senhor virá e levará os Seus escolhidos, que serão “como os anjos no Céu” (v.30). A nossa espera consiste em vivermos a cada dia como nos rogou o apóstolo Paulo: “E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus” (Rm.12:2).

Se, pela fé, fizermos a vontade de Deus, dando “a César o que é de César e a Deus o que é de Deus” (v.21), certamente seremos perseguidos “por causa da Palavra de Deus e do testemunho de Jesus” (Ap.1:9), mas seremos guardados “da hora da provação que há de vir sobre o mundo inteiro” (Ap.3:10). A festa está pronta, amados! “Prepara-te, ó Israel, para te encontrares com o teu Deus” (Am.4:12). Busquemos “a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor” (Hb.12:14); pela qual Jesus orou em nosso favor: “Santifica-os na verdade; a Tua Palavra é a verdade” (Jo.17:17). Vigiemos e oremos!

Bom dia, preparados para as bodas de Cristo!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Mateus22 #RPSP

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MATEUS 21 – Comentado por Rosana Barros
19 de maio de 2021, 0:45
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“E disse-lhes: Está escrito: A Minha casa será chamada casa de oração; vós, porém, a transformais em covil de salteadores” (v.13).

Outro dia, ouvindo um programa de rádio no carro, certo pregador usou o texto da entrada triunfal de Jesus em Jerusalém tão fora de contexto que chegou a ser hilário. Ele dizia que a jumenta representava o dízimo e o jumentinho, a oferta. Ao instigar seus ouvintes a doar usando tal argumento, aquele homem tornou o relato bíblico um meio de angariar fundos, comprometendo muitas pessoas de entender a real beleza e verdade ali contidas.

Até aquele momento, Jesus havia guardado discrição em Seu ministério. Tudo o que fazia procurava ocultar e não permitia que o Seu nome fosse ovacionado como o Messias prometido. Em certas ocasiões, permitiu que alguns O adorassem ou se dirigissem a Ele como Salvador, mas nunca tinha permitido que as multidões O aclamassem como Rei. Entretanto, o grande momento havia chegado. A profecia de Zacarias foi cumprida e o Cordeiro pascal recepcionado por multidões em festa, que “clamavam: Hosana ao Filho de Davi! Bendito O que vem em nome do Senhor! Hosana nas maiores alturas!” (v.9).

Mas aquela festa logo tornou-se em cenário de inconformidade quando o Dono da Casa deparou-Se com Seu lugar santo sendo profanado pelo comércio. Haviam transformado a “casa de oração” (v.13) em casa de extorsão. O apóstolo Pedro nos adverte quanto a esta heresia destruidora: “E muitos seguirão as suas práticas libertinas, e, por causa deles, será infamado o caminho da verdade; também, movidos por avareza, farão comércio de vós, com palavras fictícias…” (2Pe.2:2-3).

Como temos visto o engano se alastrar hoje em dia! Homens e mulheres têm se autodenominado como ministros do Senhor, e têm usado a Bíblia para alcançar seus gananciosos objetivos. A palavra que sai da boca de Deus tem sido distorcida por estes falsos “ministros de justiça” (2Co 11:15), que com os seus altos ao deus dinheiro (1Tm 6:10) têm desviado multidões da verdade para o engano, transformando-as em figueiras que logo secam (v.19).

Na verdade, Jesus não revela todas as Suas verdades a todos. À semelhança dos “principais sacerdotes e os anciãos do povo” (v.23), muitos há que não desejam conhecer a verdade para serem libertos por ela, mas apenas para criarem seus próprios contra-argumentos. A esses, Jesus não Se revela, simplesmente pelo fato de não ter como Se revelar para quem não possui a humildade de reconhecer suas limitações e erros. E a maior prova de que o Seu amor foi aceito por um filho é quando este o vive na prática. Entre a palavra e a ação há um espaço chamado escolha. O chamado de Deus para nós é exatamente o mesmo, todos os dias: “Filho, vai hoje trabalhar na vinha” (v.28). A que filho da parábola temos nos assemelhado?

Deus enviou os Seus profetas para anunciarem as Suas verdades eternas, e muitos deles foram rejeitados, torturados e mortos. Então, Ele enviou o Seu Filho, que também foi rejeitado, torturado e morto. Não sejamos, pois, como “àqueles lavradores” (v.40) tolos, mas façamos parte do povo que produza para Deus “os respectivos frutos” (v.43).

Adoradores ou salteadores? Primeiro filho ou segundo filho? Lavradores maus ou povo que produz frutos de justiça? A escolha é minha. A escolha é sua. Vigiemos e oremos.

Bom dia, cidadãos do Reino de Deus!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Mateus21 #RPSP

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MATEUS 20 – Comentado por Rosana Barros
18 de maio de 2021, 0:45
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“Assim, os últimos serão primeiros, e os primeiros serão últimos [porque muitos são chamados, mas poucos escolhidos]” (v.16).

Relatada apenas no livro de Mateus, a parábola dos trabalhadores na vinha ressalta dois princípios do reino dos céus: a justiça e a misericórdia. De forma justa, o dono da vinha acertou “um denário por dia” (v.2) com os primeiros trabalhadores. Na “terceira hora” (v.3), o chamado do senhor da vinha ainda consistia em um pagamento justo: “Ide vós também para a vinha, e vos darei o que for justo” (v.4), e com os “da hora sexta e da nona, procedeu da mesma forma” (v.5). Mas com os “da hora undécima”, que ficaram “desocupados o dia todo” (v.6), além de contratá-los quando praticamente não tinha mais claridade para se trabalhar, ainda os pagou primeiro e o mesmo salário dos que haviam trabalhado desde a madrugada. Pelo regime trabalhista atual, certamente isso caberia um processo judicial que provavelmente favoreceria os trabalhadores que haviam suportado “a fadiga e o calor do dia” (v.12).

Existem homens e mulheres que, como Paulo, têm a autoridade de dizer: “Fiz-me tudo para com todos, com o fim de, por todos os modos, salvar alguns” (1Co.9:22). São pessoas que receberam de Deus um chamado à Sua seara e que têm trabalhado com ardor pela causa de Cristo, dedicando sua vida e abrindo mão de muitas coisas a fim de seguir a ordem do Mestre. A estes o Senhor promete o Seu galardão se permanecerem sob o poder do Espírito Santo. Porém, creio eu e ouso afirmar que já estamos vivendo na hora undécima, quando o Senhor está chamando e reunindo os Seus últimos escolhidos que têm aceitado o convite da graça ainda que estejamos beirando as horas da noite. Filhos que, ainda que muito machucados pelos dias ociosos de pecado, carregando cicatrizes e marcas profundas, ao ouvir o convite da graça prontamente se dispõem a trabalhar com gratidão e inteireza de coração. Desde os primeiros até os últimos, todos desfrutarão da mesma recompensa: a vida eterna em Cristo Jesus.

É na cruz que a justiça e a misericórdia se abraçam e é olhando para ela que compreendemos que a morte e ressurreição de Cristo representa um dom imerecido que nem todas as boas obras poderiam pagar. Quando entendemos que nós somos os devedores e que Jesus é o único digno do salário, então fica mais fácil olhar para o nosso semelhante como nosso igual. Todos somos chamados pelo amor do Pai. A diferença é que nem todos aceitam a eleição de filhos. Não fomos chamados para requerer posições privilegiadas (v.21), mas para imitar o exemplo dAquele “que não veio para ser servido, mas para servir e dar a Sua vida em resgate por muitos” (v.28). Até quando iremos a Jesus com nossos pedidos de favores egoístas (v.20) enquanto ainda existem tantos cegos “à beira do caminho” (v.30) clamando por misericórdia?

Muitos há que ainda estão como os cegos de Jericó, clamando pela misericórdia divina enquanto uma multidão, que aparentemente está seguindo a Jesus, os repreende para que se calem (v.31). A quem nós representamos hoje? A multidão que atrapalha ou a Jesus com Sua cura linda e imediata? A verdadeira grandeza está em servir, abrindo caminho para aqueles que precisam ter seus olhos abertos para a beleza do evangelho. Que em meio aos gritos de corações que reconhecem em Jesus a sua única esperança, façamos parte dos “poucos escolhidos” (v.16) que os ajudarão a andar no caminho e que ficarão satisfeitos em compartilhar a recompensa eterna com eles. E, quem sabe, sejamos nós os “da hora undécima” (v.6). Vigiemos e oremos!

Bom dia, poucos escolhidos!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Mateus20 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



MATEUS 19 – Comentado por Rosana Barros
17 de maio de 2021, 0:45
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“Jesus, fitando neles o olhar, disse-lhes: Isto é impossível aos homens, mas para Deus tudo é possível” (v.26).

A jornada terrestre de Jesus incluía constantes viagens em busca das ovelhas perdidas da casa de Israel. Multidões O seguiam e Ele as curava. E entre ensinamentos e curas, Jesus também era experimentado pelos fariseus que frequentemente O interrogavam acerca de questões da Lei. Na verdade, a questão do divórcio era algo muito sério e que lidava com consequências eternas. O repúdio tornou-se algo corriqueiro, como bem disseram os fariseus, “por qualquer motivo” (v.3), sendo que Moisés o permitiu na condição de ter achado o marido “coisa indecente” na mulher (Dt.24:1), justamente na tentativa de evitar a prática do divórcio por causa da dureza de coração do povo (v.8). Ao fazer menção da união entre Adão e sua mulher no Éden, Jesus deixou bem claro o Seu modo de ver o casamento: uma instituição sagrada.

Jesus mesmo disse que “Nem todos são aptos para receber este conceito” (v.11). Hoje, viver uma relação conjugal dentro dos parâmetros divinos tornou-se fora de moda, e falar sobre isso é considerado praticamente um crime. Pessoas têm sido investigadas e processadas pelo simples fato de expor a sua crença no que diz a Palavra de Deus. A vontade do Senhor para o matrimônio e a sexualidade são claramente revelados “desde o princípio” (v.4) e ainda que existam dificuldades pessoais quanto a isto, Jesus assegurou que existe sim oportunidade de escolher o celibato voluntário por amor a Ele, pois muitos “a si mesmos se fizeram eunucos, por causa do reino dos céus” (v.12).

Mas além dos casados e solteiros, Cristo também lidava com outras classes de pessoas. Dentre elas, uma Lhe era muito especial e transmitia leveza à Sua pesada lida: as crianças. A empatia, simplicidade e sinceridade dos pequeninos enchia o coração do Mestre de uma doçura singular. E a fim de que Seus discípulos pudessem desfrutar de semelhante bênção, declarou: “Deixai os pequeninos, não os embaraceis de vir a Mim, porque dos tais é o reino dos céus” (v.14). Entre Seus ouvintes, porém, estava alguém que tentava assimilar todos esses ensinamentos e cujo coração se enterneceu ao ver Jesus recebendo crianças com tanto carinho. O jovem rico havia aprendido em sua infância a guardar os mandamentos, mas nunca tinha associado a obediência com o amor.

À sua pergunta: “Mestre, que farei eu de bom, para alcançar a vida eterna?” (v.16), primeiro Jesus deixou bem claro que “Bom só existe um” (v.17). Portanto, é a bondade de Deus que deve estar em evidência e é ela que nos “conduz ao arrependimento” (Rm.2:4), o primeiro passo na direção do reino dos céus. Em seguida, Jesus apresentou a guarda dos mandamentos como um passaporte para a vida: “Se queres, porém, entrar na vida, guarda os mandamentos” (v.17). Como escreveu o salmista: “Nunca me esquecerei dos Teus preceitos, visto que por eles me tens dado vida” (Sl.119:93). Citando os mandamentos relativos ao amor ao próximo, Jesus falou o que o mancebo com facilidade assegurou observar, mas que nunca havia aprendido a amar.

O perfeito caráter que Deus requer de Seus filhos é a disposição em ouvir e praticar as Suas palavras (Leia Gn.17:1; Mt.5:48; 2Tm.3:17). O pedido que Ele fez ao jovem rico pode ser replicado na vida de qualquer pessoa, ainda que o objeto a ser abandonado seja diferente. Jesus pode estar lhe dizendo, hoje: “Se queres ser perfeito”, abandone a pornografia, “depois, vem e segue-Me”. “Se queres ser perfeita”, exclua esta rede social que em nada lhe edifica, “depois, vem e segue-Me”. “Se queres ser perfeito”, abandone esses jogos, séries e filmes que estão manchando o seu caráter, “depois, vem e segue-Me”. Infelizmente, como o jovem rico, muitos ouvindo “esta palavra” (v.22) vão embora tristes pelo amor às coisas deste mundo, perdendo o privilégio de participar dos tesouros do Céu, “onde traça nem ferrugem corrói, e onde ladrões não escavam, nem roubam” (Mt.6:20). A verdadeira riqueza está em uma vida de santificação no Espírito. A inquietação daquele jovem tem sido a de muitos que, ainda que reconheçam em Jesus um Mestre, Alguém que dispensa uma multidão de ouvintes só para dar atenção a crianças, não estão dispostos a depor dos ídolos do coração a fim de segui-Lo.

Guardar os mandamentos não se trata de uma imposição dada por um Deus arbitrário, mas de uma proteção dada por um Deus amoroso. É como numa ilustração dada em certa lição da escola sabatina, em que uma garotinha nadava com seu pai no mar, quando perceberam que a correnteza os tinha levado para águas mais profundas. O pai então instruiu a garota a boiar e aguardar porque ele nadaria em busca de ajuda e voltaria para buscá-la. Quatro horas depois, seu pai e os socorristas a encontraram tranquila boiando em alto mar. Chegando na praia, estranhando a comoção de amigos e familiares, ela disse mais ou menos assim: “Eu só fiz o que meu pai mandou, pois eu sabia que ele voltaria para me buscar”.

É tão simples, não é mesmo? Que tal experimentarmos esta maneira infantil, mas tão sábia, de aguardarmos o Pai vir nos buscar? Não se trata apenas de obediência, mas de um relacionamento de amor e confiança com Deus. Pode ser que você não tenha que deixar para trás grandes riquezas ou vícios secretos, mas “casas, ou irmãos, ou irmãs, ou pai, ou mãe [ou mulher], ou filhos, ou campos”, por causa do nome de Jesus, mas, se assim você tiver de fazer, saiba que “receberá muitas vezes mais e herdará a vida eterna” (v.29). Todo aquele que conhece e prossegue em conhecer Jesus a cada dia não sonha com ruas de ouro ou palácios de cristal, mas com o dia em que “Jesus, fitando neles o olhar” (v.26), lhes dirá: “Vinde, benditos de Meu Pai” (Mt.25:34). Chegou a hora de abandonarmos tudo aquilo que nos impede de nos entregarmos por completo a Cristo. Ele nos diz hoje: “anda na Minha presença e sê perfeito” (Gn.17:1). Vigiemos e oremos!

Bom dia, perfeitos pela graça!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Mateus19 #RPSP

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MATEUS 18 – Comentado por Rosana Barros
16 de maio de 2021, 0:45
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“Em verdade vos digo que, se não vos converterdes e não vos tornardes como crianças, de modo algum entrareis no reino dos céus” (v.3).

A pergunta que não calava no coração dos discípulos era esta: “Quem é, porventura, o maior no reino dos céus?” (v.1). O desejo por assumir um lugar de destaque no reino de Cristo, certamente inquietava-os e foi o principal motivo de discussão entre eles durante os três anos e meio em que andaram com Jesus, mesmo diante da resposta que deveria ter sido suficiente para encerrar este assunto. “Chamando uma criança” (v.2), Jesus declarou, em outras palavras, a Sua primeira fala no sermão da montanha: “Bem-aventurados os humildes de espírito, porque deles é o reino dos céus” (Mt.5:3). Jesus não se referiu à imaturidade de uma criança, mas a humildade em reconhecer que necessita de ajuda, que não consegue andar sozinha.

Cristo foi além, e despertou Seus discípulos à responsabilidade de jamais servirem de pedra de tropeço aos Seus pequeninos. Como crianças de Jesus, Ele espera que vivamos em conformidade com os Seus ensinos e busquemos a comunhão do Espírito. Como pecadores, não estamos livres de falhar, contudo, Ele nos deixou escrito o caminho por onde devemos andar e espera que estejamos sempre dispostos a dEle aprender, com humildade e inteireza de coração. Aquele que nos chamou “das trevas para a Sua maravilhosa luz” (1Pe.2:9), espera que vivamos de forma digna ao nosso chamado.

Os anjos que assistem à presença de Deus face a face, são os que têm cuidado e guardado os pequeninos de Deus para a salvação, como está escrito: “Não são todos eles espíritos ministradores, enviados para serviço a favor dos que hão de herdar a salvação?” (Hb.1:14). Deus não deseja perder um pequenino sequer de Seu redil e vai em busca daquele que porventura tenha se extraviado. Mas Ele também nos chamou à responsabilidade de cuidarmos uns dos outros e de como agir em situações de conflito. Vejamos a ordem estabelecida por Jesus para tentar sanar um conflito entre irmãos:

1. “Vai argui-lo entre ti e ele só” (v.15). Ou seja, não divulgue o pecado do seu irmão, mas vai falar com ele em particular;
2. Se caso ele “não te ouvir, toma ainda contigo uma ou duas pessoas” (v.16) para que fique provado o seu desejo pela paz;
3. “Se ele não os atender, dize-o à igreja” (v.17).

Quando eu era criança, lembro-me do costume que havia em estar “de bem” ou “de mal” de algum coleguinha. Mas também me lembro de como era curto o intervalo entre um “tô de mal” e uma nova brincadeira. As crianças são rápidas para perdoar e resolvem seus atritos com facilidade, enquanto nós adultos, “maduros”, estabelecemos uma linha divisória entre nós e aqueles que não perdoamos. O nosso maior problema não é ter que conviver com eles, mas com os maus sentimentos que permitimos tomar conta de nosso coração. Observem que o verso que todos usamos para afirmar que Jesus está no meio de nós, está dentro do contexto do perdão: “Porque, onde estiverem dois ou três reunidos em Meu nome, ali estou no meio deles” (v.20).

Muitos há que pensam estar reunidos em nome de Jesus, enquanto conservam um coração governado pelo orgulho e pela soberba. A pergunta de Pedro e sua tentativa de parecer mais misericordioso do que os outros com a “perfeita” quantidade de perdões, foi subjugada pelo Matemático do amor com “setenta vezes sete” (v.22). Não há como ser levado a sério como cristão se o amor e o perdão não fizerem parte de nossa vida. Ambos são dons de Deus que precisamos pedir todos os dias. “Se do íntimo” (v.35), não vivermos o perdão, estamos nós mesmos amarrando ao nosso pescoço “uma grande pedra de moinho” (v.6).

Amados, todos temos uma conta que, por nossos próprios esforços, seria impagável. Mas Jesus assumiu a nossa dívida e decidiu nos perdoar. Qual será, pois, a nossa reação diante de tão grande sacrifício e amor? Sufocar aqueles que nos fizeram mal pelo ódio, ou lançar-lhes um lindo sorriso da criança que permitimos que Jesus nos transformasse? Raiva ou compaixão? Ódio ou amor? A sua reação é o que define para onde você está indo. Lembre-se: aquele que não se tornar como criança, jamais entrará no reino dos céus (v.3). Vigiemos e oremos!

Feliz semana, crianças de Jesus!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Mateus18 #RPSP

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MATEUS 17 – Comentado por Rosana Barros
15 de maio de 2021, 0:45
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“Então, Jesus respondeu: De fato, Elias virá e restaurará todas as coisas” (v.11).

A menção de que alguns dos discípulos veriam Jesus no Seu reino antes de passar pela morte (Mt.16:28) se concretizou “[seis] dias depois” (v.1), quando Jesus “foi transfigurado diante deles” (v.2). O “Seu rosto resplandecia como o sol, e as Suas vestes tornaram-se brancas como a luz” (v.2). Pedro, Tiago e João tiveram um vislumbre do reino dos céus na pessoa de Cristo glorificado, e de Moisés e Elias, que representam, respectivamente, os mortos justos que serão ressuscitados e os fiéis que estarão vivos na ocasião do retorno de Jesus. Extasiado com o que via, Pedro propôs montarem ali mesmo um acampamento, o que reforça o fato de que Moisés e Elias foram levados ao Céu de forma corpórea, assim como acontecerá com os salvos no grande Dia do Senhor (1Co.15:51-54).

Que momento solene e sagrado aqueles três discípulos puderam testemunhar! Envolvidos por “uma nuvem luminosa” (v.5), “caíram de bruços, tomados de grande medo” (v.6). Daquela nuvem, o Pai declarou as mesmas palavras ditas no batismo de Jesus (v.5). Diante da presença de Deus toda a conjuntura humana perde as forças. Isaías, Daniel, João são exemplos de pessoas que foram tomadas de grande temor diante das visões divinas. Mas assim como o anjo do Senhor os tocou restaurando-lhes a força, Jesus tocou em Seus discípulos, “dizendo: Erguei-vos e não temais” (v.7). Por mais emocionante e marcante que fosse aquela experiência, ela só poderia ser compartilhada após a ressurreição de Cristo. O relato do que ali aconteceu seria bem mais impactante e eficaz após a vitória de Jesus sobre a morte, confirmando a bendita recompensa já desfrutada por “Moisés e Elias” (v.3).

A profecia acerca de Elias e a forma como os escribas acreditavam que aconteceria também explica a atitude de Pedro em se oferecer para armar tendas. É bem provável que ele tivesse ligado aquele momento à profecia pensando que Elias havia chegado. Jesus desvendou, então, o verdadeiro sentido profético, de que a vinda de Elias não se tratava do próprio Elias vindo à Terra, mas da representação de dois ministérios: um que antecederia a primeira vinda de Cristo, que foi o de João Batista (v.13), e outro que antecede o segundo advento de Cristo. Por isso que Jesus usou uma aplicação no passado: “Eu, porém, vos declaro que Elias já veio” (v.12), e outra no futuro: “De fato, Elias virá” (v.11). Como João Batista, Deus separou um povo peculiar nos últimos dias a fim de “habilitar para o Senhor um povo preparado”; um povo que vai “adiante do Senhor no espírito e poder de Elias(Lc.1:17).

Enquanto Jesus estava no monte na presença do Pai, Satanás se manifestava na vida de um menino, o qual não pôde ser curado pelos discípulos. Estamos lidando constantemente com um inimigo de forças superiores. Seria impossível vencê-lo não fosse a intervenção de Cristo. Mas para que isso aconteça, é preciso ter fé. É necessário habitar “no esconderijo do Altíssimo” (Sl.91:1), “por meio de oração e jejum” (v.21). Quem assim o faz, torna-se parte do último Elias, que irá restaurar “o altar do Senhor, que estava em ruínas” (1Rs.18:30) e que através de uma vida de oração, receberá o fogo do Espírito e a chuva serôdia. Até lá, continuaremos, como foi com Pedro, tendo que lidar com as questões corriqueiras deste mundo, mas o Senhor até nesses assuntos promete cuidar de Seus filhos até que Ele volte.

Amados, a Bíblia diz que “os discípulos se entristeceram grandemente” com a notícia da morte de Cristo (v.23). Nós, porém, temos uma notícia tão maravilhosa para dar ao mundo, que o apóstolo Paulo escreveu: “Alegrai-vos sempre no Senhor; outra vez digo: alegrai-vos” (Fp.4:4). Precisamos sair no espírito e poder de Elias para anunciar a bendita esperança de que muito em breve não apenas três discípulos verão Jesus em toda a Sua glória, mas “todo olho O verá” (Ap.1:7). Sua morte não foi o fim e Sua ressurreição não foi exclusivista. Em Seu plano consumado e perfeito, “Cristo morreu pelos nossos pecados, segundo as Escrituras […] e foi ressuscitado ao terceiro dia, segundo as Escrituras” (1Co.15:3, 4), “para que, nEle, fôssemos feitos justiça de Deus” (2Co.5:21). “Erguei-vos” Elias do Senhor “e não temais” (v.7), pois, muito em breve, “levantando os olhos, a ninguém [veremos], senão Jesus” (v.8). Vigiemos e oremos!

Feliz sábado, último Elias!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Mateus17 #RPSP

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MATEUS 16 – Comentado por Rosana Barros
14 de maio de 2021, 0:45
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“Então, disse Jesus a Seus discípulos: Se alguém quer vir após Mim, a si mesmo se negue, tome a sua cruz e siga-Me” (v.24).

Os líderes judeus estavam constantemente incomodados com a atração do povo por Jesus. A oratória impecável daqueles homens nunca havia reunido tão grandes multidões quanto as que disputavam um lugar mais favorável próximo a Cristo. Era ali, em meio a todos, que eles tentavam arruinar o ministério de Jesus com perguntas maliciosas ou pedidos extravagantes. Suas intenções, no entanto, eram cada vez mais conhecidas do povo através da sabedoria de Cristo, cujas respostas tornavam evidente o objetivo comum dos mestres da Lei. Aqueles que julgavam conhecer as Escrituras não sabiam “discernir os sinais dos tempos” (v.3). Sabiam a letra da Lei e as profecias relativas ao Messias, mas não souberam reconhecê-Lo quando Ele enfim chegou.

O mais incrível de tudo isso é que sinais e milagres nunca foram suficientes para manter a fé de Israel. Desde os prodígios no Egito até os grandes sinais no deserto e a forma sobrenatural com que tantas vezes o Senhor agiu em defesa de Seu povo, não garantiram a perpetuação de gerações de uma “gente sábia e inteligente” (Dt.4:6). Pelo contrário, a fidelidade do povo durava o tempo de vida de um líder fiel, então, tornavam a misturar-se com práticas pagãs e davam as costas ao Senhor. Deus não chamou um povo apenas para se dizer a nação escolhida, mas para que revelasse o Deus que o escolheu. Como as palavras de Pedro: “Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo” (v.16), não foram ditas por motivação própria, mas divina (v.17), assim deve a igreja de Deus na Terra confessar a Jesus pela revelação do alto, sendo um instrumento edificado sobre este firme fundamento: “E a pedra era Cristo” (1Co.10:4).

Pedro, do grego “petros” significa “pedra pequena”, enquanto a pedra a que Jesus se referiu sobre a qual edificaria a Sua igreja é a palavra grega “petra”, que quer dizer “uma pedra maciça”. Portanto, Cristo não edificaria Sua igreja sobre o fundamento arenoso de um ser humano, mas dEle mesmo, a quem o próprio Pedro se referiu como sendo “a pedra angular” (At.4:11; 1Pe.2:7). Mas da mesma forma com que Pedro foi usado por Deus, sua frágil natureza carnal foi exposta a serviço do inimigo: “Arreda, Satanás! Tu és para Mim pedra de tropeço, porque não cogitas das coisas de Deus, e sim das dos homens” (v.23). Eis o “fermento dos fariseus e dos saduceus” (v.6) sobre o qual Jesus advertiu os Seus discípulos a não tomar parte; doutrinas enganadoras aparentemente inocentes e revestidas de boas intenções, mas que são contrárias à vontade de Deus com vistas a agradar a vaidade humana.

A religião que muitos têm apresentado como um cristianismo facilitado não condiz com o evangelho de Cristo, que diz: “tome a sua cruz e siga-Me” (v.24). Esconder-se atrás de uma capa de santidade ou se expor como um cristão descolado são extremos que em nada se alinham à Palavra de Deus. Jesus não foi perseguido por transgredir as Escrituras, mas por não compactuar com as leis e tradições humanas que dificultavam a nação de ter seus olhos abertos para o verdadeiro evangelho. Há um conflito virtual acontecendo enquanto milhares têm descido à sepultura para a morte eterna. Chega, meus irmãos! É hora de despertar! Como Jesus, necessitamos da sabedoria do Espírito Santo para não nos determos em “discussões insensatas, genealogias, contendas e debates sobre a Lei; porque não têm utilidade e são fúteis” (Tt.3:9). Se tivermos de falar, falemos o que for necessário, mas, como Cristo, sem perder tempo: “E, deixando-os, retirou-Se” (v.4).

É tempo de olhar para Jesus e entender qual será o povo a quem Ele virá buscar: “Porque tive fome, e Me destes de comer; tive sede, e Me destes de beber; era forasteiro, e Me hospedastes; estava nu, e Me vestistes; enfermo, e Me visitastes; preso, e fostes ver-Me” (Mt.25:35-36). Obras que não foram realizadas por aplausos ou reconhecimento, nem tampouco para mérito próprio, mas aquelas que estão tão ligadas à vontade de Deus que a vida nesta Terra já não representa mais viver para si mesmo. Oremos uns pelos outros, amados, “e para isto vigiando com toda perseverança e súplica por todos os santos” (Ef.6:18). “Porque o Filho do Homem há de vir na glória de Seu Pai, com os Seus anjos, e, então, retribuirá a cada um conforme as suas obras” (v.27). Vigiemos e oremos!

Bom dia, igreja de Cristo!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Mateus16 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



MATEUS 15 – Comentado por Rosana Barros
13 de maio de 2021, 0:45
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“Este povo honra-Me com os lábios, mas o seu coração está longe de Mim” (v.8).

Os escribas e fariseus eram mestres em subverter a Palavra de Deus a fim de seguir suas próprias tradições, e isso, sob a capa de uma religião piedosa e rígida. Eram rápidos em acusar Jesus e Seus discípulos em transgredir a Lei, enquanto invalidavam as Escrituras “ensinando doutrinas que são preceitos de homens” (v.9). O evangelho segundo Mateus corrobora a verdade absoluta de que “Toda a Escritura é inspirada por Deus” (2Tm.3:16), contendo cerca de 60 citações do Antigo Testamento. Apontando para o quinto mandamento do Decálogo, Jesus exemplificou o perigo em oferecer a Deus uma adoração vã baseada em ensinamentos que em nada confirmam o que Está Escrito. Com ávido empenho, os fariseus erguiam o estandarte de suas tradições enquanto “pisavam” os Pergaminhos que diziam tutelar.

Seus lábios estavam sempre aguçados para erguer a voz em acusações enquanto mantinham-se afastados daqueles que consideravam impuros e indignos. Orgulhavam-se de sua condição “sagrada”, mas eram “cegos, guias de cegos” (v.14), e seu coração, um compartimento lacrado para o Mestre divino. Muitos ainda hoje insistem em repetir o mesmo erro, fazendo da Palavra de Deus ou um artifício para o fanatismo, ou mesmo apenas um livro de consulta aleatória para o relativismo. Fazem de Jesus o argumento principal de suas teorias, quando, na verdade, não estão dispostos a imitar-Lhe na senda da humildade. A atitude da “mulher cananeia” (v.22) ilustra a fé humilde daqueles que entendem que seguir a Jesus nem sempre significa ter a Sua atenção imediata, mas que a provação da fé, “uma vez confirmada, produz perseverança” (Tg.1:3). Afinal, ao proeminente apóstolo Pedro foi dito: “Homem de pequena fé” (14:31), mas àquela mulher estrangeira, “disse Jesus: Ó mulher, grande é a tua fé” (v.28).

Tem sido assustadora a maneira com que muitos professos cristãos, até mesmo adventistas, têm profanado a Palavra de Deus com discursos muito bem elaborados a fim de tentar validar pecados que o Senhor condena e abomina. Mais assustador ainda é pensar na quantidade de pessoas, principalmente adolescentes e jovens, que estão sendo doutrinados por essas ideias tão intimamente ligadas com a cobiça que há no mundo. Jesus não aboliu uma das leis de saúde instituídas por Deus antes mesmo do dilúvio (Gn.7:2), mas confirmou o que já havia dito por intermédio de Isaías e de tantos outros profetas: que se a Sua Lei não estiver gravada em nosso coração, nossas ações e palavras jamais serão validadas pelo Céu. E Deus está levantando homens e mulheres de coragem a fim de falar a verdade com o poder do Espírito Santo; servos de Deus que não estão preocupados como os discípulos se hão de escandalizar os de coração endurecido (v.12), mas que se preocupam sim em levar os enfermos espirituais “junto aos pés de Jesus” (v.30) a fim de obterem a cura.

Amados, eu me uno ao clamor do Espírito para que vocês perseverem em estudar a Bíblia todos os dias! Se alimentem da Palavra antes de buscar o alimento mastigado por outros. Mas não examinem a Bíblia para se justificar, mas para ser revestidos da justiça de Cristo. Percebam que o primeiro milagre da multiplicação dos pães e dos peixes não foi suficiente para que os discípulos reconhecessem em Jesus o Pão da vida (v.33). Assim também não podemos nos apegar à experiência espiritual de ontem negligenciando o alimento diário de que tanto necessitamos. Eu gosto de pensar que assim como os doze cestos que sobraram da primeira multiplicação representam os doze apóstolos, estes sete cestos da segunda multiplicação (v.37) representam os sete primeiros diáconos instituídos na igreja primitiva, “homens de boa reputação, cheios do Espírito e de sabedoria” (At.6:3). Isso significa que nós só podemos oferecer se antes tivermos de onde tirar.

Precisamos, hoje, ser homens e mulheres cheios do Espírito Santo! “Pois haverá tempo”, e ouso afirmar que já chegou, “em que não suportarão a sã doutrina; pelo contrário, cercar-se-ão de mestres segundo as suas próprias cobiças, como que sentindo coceira nos ouvidos; e se recusarão a dar ouvidos à verdade, entregando-se às fábulas. Tu, porém, sê sóbrio em todas as coisas, suporta as aflições, faze o trabalho de um evangelista, cumpre cabalmente o teu ministério” (2Tm.4:3-5). Vigiemos e oremos!

Bom dia, cheios do Espírito Santo!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Mateus15 #RPSP

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MATEUS 14 – Comentado por Rosana Barros
12 de maio de 2021, 0:45
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“E, despedidas as multidões, subiu ao monte, a fim de orar sozinho. Em caindo a tarde, lá estava Ele, só” (v.23).

Após enfrentar a rejeição de Seu povo em Nazaré, Jesus teve de enfrentar outro duro golpe: a notícia da morte de João Batista. Atendendo a um capricho de sua enteada, Herodes “deu ordens e decapitou a João no cárcere” (v.10). João foi odiado por chamar o pecado pelo nome, advertindo o tetrarca sobre seu relacionamento pecaminoso. O ódio instalado no coração de Herodias só aguardava a oportunidade perfeita para consumá-lo na morte do profeta. Ao ouvir o que tinha acontecido, Jesus procurou sair dali “para um lugar deserto, à parte” (v.13). Seu coração deveria estar despedaçado e necessitado do conforto do Pai. Contudo, ao desembarcar, “viu Jesus uma grande multidão, compadeceu-Se dela e curou os seus enfermos” (v.14).

O primeiro instrumento do Pai para confortar Seu Filho amado foi cercando-O de pessoas que necessitavam de Seu auxílio. Ao curar e alimentar milagrosamente aquelas pessoas em um lugar deserto, Suas obras testificaram do testemunho de João Batista e fortaleceram a fé daqueles que O seguiam, sobrando exatamente “doze cestos cheios” (v.20) de alimento, uma bonita representação do ministério dos apóstolos. Ainda assim, Jesus precisava de um momento sozinho, o que conseguiu ao findar do dia. Esses momentos preciosos eram de muito valor para o nosso Salvador, que os empregava em orações e súplicas a fim de ser fortalecido em favor da humanidade caída. Jesus não somente sofria um desgaste físico, mas principalmente emocional ao ter que lidar com tantas mazelas e sofrimentos. Que contraste das multidões de enfermos com os milhares de anjos que O adoravam no reino celeste!

Contudo, a Sua necessidade de ficar sozinho não era maior do que a necessidade daqueles que precisavam dEle. E como escreveu o salmista: “Pelo mar foi o Teu caminho; as Tuas veredas, pelas grandes águas” (Sl.77:19), Jesus foi Se encontrar com os discípulos “andando por sobre o mar” (v.25). Mas o desespero deles de ver o barco sendo “açoitado pelas ondas” (v.24) não foi maior do que o de ver o vulto de alguém andando sobre as águas. A revelação de Jesus e a incomum caminhada de Pedro nos revelam importantes lições: ainda que pareça estar tudo dando errado, Jesus está sempre por perto para nos confortar; mesmo que tenhamos que enfrentar a fúria das tempestades da vida, se clamarmos pelo auxílio de Deus, Ele “prontamente” (v.31) estende a Sua mão para nos socorrer, entra no barco da nossa vida e faz cessar a tormenta.

Como os habitantes de Genesaré, precisamos exercitar a fé em Cristo de simplesmente “tocar na orla de Sua veste” (v.36) até aquela de quem aguarda ser “vestido de vestiduras brancas” (Ap.3:5). A morte e o luto têm batido à porta de inúmeras casas todos os dias. E como Jesus Se entristeceu com a morte de João e desejou estar sozinho, muitos têm passado pela mesma angústia. Mas o encontro dEle com as multidões enfermas e famintas e Sua subida ao monte para falar a sós com o Pai nos ensinam o método divino de suportar o luto: tendo compaixão de quem necessita e uma vida de comunhão com Deus. Ou seja, seguindo o exemplo de Cristo Jesus.

Jesus sempre conservava em Seu rosto um sorriso de aceitação e olhar de simpatia. Mesmo nos momentos mais difíceis de Seu ministério, servia com amor sem manifestar qualquer tipo de preferência ou rejeição. Não buscava reconhecimento no que fazia, mas, “erguendo os olhos ao céu” (v.19), sempre buscava fazer a vontade do Pai que está nos Céus. Se o Filho de Deus assim agia, quanto mais nós devemos nos ocupar tão-somente em manter nossos olhos fixos no alto para que nossa visão horizontal seja santificada. Ajudar uns aos outros e orar uns pelos outros, como bem disse Jesus no sermão do monte, não devem ser obras meritórias, e sim o resultado de uma vida escondida em Deus. Como a lâmpada não acende por vontade própria, nossa luz nunca brilhará se não estivermos conectados à Fonte.

João Batista, o maior profeta que já pisou sobre a Terra, foi preso injustamente e morto de forma cruel. O ministério de Jesus consistia em dias inteiros lidando com enfermos e endemoniados, pouco descanso e a desgastante perseguição dos líderes religiosos. O que nos faz pensar que uma vida cristã cômoda é sinal de bênção? Logo as fogueiras da perseguição serão reacendidas. Estamos prontos para enfrentar os machados dos verdugos ou para percorrer a Terra em busca dos restantes que necessitam do alimento espiritual? O tempo que se aproxima se assemelha à tempestade de vento que açoitava o barco. Como foi com Pedro, nossa fé será provada e não poucas vezes parecerá submergir. Mas se estivermos dispostos a clamar: “Senhor, salva-me!” (v.30), certamente e “prontamente” (v.31), seremos elevados pela destra do nosso Redentor. Pare de reparar “na força do vento” (v.30) e olhe para Jesus! Então, venha o que vier, estaremos ocupados adorando Aquele que faz cessar o vento. Vigiemos e oremos!

Bom dia, homens e mulheres de fé!

* Oremos pela chuva serôdia em nossa vida. Oremos uns pelos outros.

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Mateus14 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



MATEUS 13 – Comentado por Rosana Barros
11 de maio de 2021, 0:45
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“Bem-aventurados, porém, os vossos olhos, porque veem; e os vossos ouvidos, porque ouvem” (v.16).

De diversas formas Deus tem transmitido à humanidade os oráculos do Céu em linguagem que possamos compreender. A fim de anunciar o dilúvio, Ele ordenou a Noé que construísse uma arca. Aquela gigante embarcação tão bem trabalhada e nunca vista antes era o recado de Deus para o mundo de que o dilúvio viria, quer acreditassem quer não. O santuário no deserto era uma maquete ilustrativa do plano da redenção. A serpente levantada no deserto, uma figura do sacrifício salvífico de Cristo. O casamento do profeta Oseias, uma ilustração da infidelidade de Israel. Em todas as épocas, Deus tem suscitado diferentes formas de transmitir a Seu povo mensagens de advertência e salvação.

Apontando para o tempo messiânico, o salmista escreveu: “Abrirei os lábios em parábolas e publicarei enigmas dos tempos antigos” (Sl.78:2). O ensino de Jesus por parábolas foi justificado por Ele como o cumprimento do que também escreveu o profeta Isaías: “Ouvi, ouvi e não entendais; vede, vede, mas não percebais. Torna insensível o coração deste povo, endurece-lhe os ouvidos e fecha-lhes os olhos, para que não venha ele a ver com os olhos, a ouvir com os ouvidos e a entender com o coração, e se converta, e seja salvo” (Is.6:9-10). Parece ser algo tão contraditório se comparado ao ministério de Jesus como um todo. Não é mesmo? As parábolas estavam envoltas em mistério para as multidões, sendo reveladas apenas aos discípulos. O que nos deixa uma lição de fundamental importância: estar com a maioria nem sempre significa estar com a razão.

As multidões que afluíam a fim de ouvir o Mestre estavam tão prontas para aclamá-Lo rei como para arremeter contra a Sua vida. Sua reação dependia do que Jesus realizava. Se multiplicava pães e peixes ou fazia muitos milagres, Jesus era ovacionado. Mas se declarava ser Aquele de quem os profetas escreveram, estavam prontas para precipitá-Lo despenhadeiro abaixo (Lc.4:29). Aquelas multidões representam as sementes lançadas à beira do caminho, em solo rochoso e entre os espinhos. São aqueles que não compreendem a Palavra, os que a recebem com alegria, mas não têm raiz e os que amam mais o mundo do que ao Senhor. Estas três classes fazem parte do mesmo grupo descrito por Isaías: “Porque o coração deste povo está endurecido” (v.15).

A semente do evangelho tem sido lançada em todos os lugares. Em Sua justiça, Deus não deixará que uma pessoa sequer tome por defesa o nunca ter sido alcançada pela oportunidade de conhecê-Lo. Através do bom solo de corações dispostos a amar e servir ao Senhor com alegria, Deus tem espalhado as boas-novas da salvação pela fé em Cristo Jesus “a cem, a sessenta e a trinta por um” (v.23). Os verdadeiros discípulos de Jesus são bem-aventurados porque permitiram ter seus olhos e ouvidos bem abertos à compreensão da verdade que liberta, que santifica e que salva.

Mas a igreja de Cristo ainda é composta de joio e trigo, de peixes bons e de peixes ruins. Nossa missão, no entanto, consiste apenas em plantar e pescar. A colheita e a separação dos peixes pertencem aos anjos subordinados ao Senhor. E isso está bem claro: “Mandará o Filho do Homem os Seus anjos, que ajuntarão do Seu reino todos os escândalos e os que praticam a iniquidade e os lançarão na fornalha acesa; ali haverá choro e ranger de dentes” (v.41-42). “Assim será na consumação do século: sairão os anjos, e separarão os maus dentre os justos, e os lançarão na fornalha acesa; ali haverá choro e ranger de dentes” (v.49-50). Amados, se o reino dos céus não for em nossa vida semelhante a um tesouro escondido ou a “uma pérola de grande valor” (v.46); se nosso coração estiver endurecido pelas vaidades deste mundo e maus sentimentos, nunca poderemos entender “todas estas coisas” (v.51), os preciosos mistérios do reino dos céus, porque “os perversos procederão perversamente, e nenhum deles entenderá, mas os sábios entenderão” (Dn.12:10).

Aqueles que desejam ardentemente o reino dos céus e habitar para sempre com Jesus, orem comigo neste momento:

Pai de amor, a Ti suplicamos pelo Espírito Santo em nossa vida para que, iluminados por Tua sabedoria, pela fé, possamos Te ver, ouvir a Tua voz e entender todas estas coisas. Em nome de Jesus Te pedimos e Te agradecemos. Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia, sábios de Cristo!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Mateus13 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100