Reavivados por Sua Palavra


MATEUS 12 – Comentado por Rosana Barros
10 de maio de 2021, 0:45
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“Porque qualquer que fizer a vontade de Meu Pai celeste, esse é Meu irmão, irmã e mãe” (v.50).

Como um sinal distintivo da Igreja Adventista do Sétimo Dia, a observância do quarto mandamento tem sido alvo de muitas discussões entre as demais denominações cristãs, que defendem a guarda do domingo ignorando o fato de ser esta uma doutrina de origem pagã e que em nenhum lugar na Bíblia encontramos qualquer texto que autorize a mudança do dia de guarda. Desde o Éden, antes mesmo da queda do homem, o Senhor já havia estabelecido o sétimo dia como um memorial da criação, um dia de especial comunhão entre a criatura e o Criador. Um dia de descanso, de santificação e de bênção (Gn.2:1-3). Um dia de caminhar pela natureza e desfrutar dos frutos da terra, de ir à igreja e de fazer o bem a quem precisa, assim como Jesus nos deixou o exemplo, e com plena autoridade aplicou a Si o título de “Senhor do sábado” (v.8), como diz o mandamento: “Mas o sétimo dia é o sábado do Senhor, teu Deus” (Êx.20:10).

O sábado havia se tornado um fardo, onde os líderes religiosos sacrificavam seus próprios irmãos no altar da condenação. Estavam sempre atentos a fim de manter o rígido cumprimento de suas normas sabáticas, esquecendo-se que o quarto mandamento “foi estabelecido por causa do homem, e não o homem por causa do sábado” (Mc.2:27). “Misericórdia quero e não holocaustos” (v.7) deve ser o princípio norteador de toda a obediência. Quando isto não é praticado, corremos o sério risco de viver uma tradição legalista e farisaica, perdendo de vista o principal objetivo do sábado: a comunhão com o Criador e uns com os outros. A cura do homem da mão ressequida e todas as demais curas realizadas “em dia de sábado” (v.1) ilustram o desejo de Jesus de desfrutarmos de Seu dia especial de restauração e alegria. E isto “é lícito” (v.12), ou seja, está em conformidade com a Lei do Senhor do sábado.

Além de ter exemplificado a verdadeira observância do sétimo dia, Jesus também revelou o espírito humilde que deve reger a vida de todo servo de Deus. Ao pedir “que O não expusessem à publicidade” (v.16), Jesus não estava apenas preservando o Seu ministério de maiores perseguições, mas também de se igualar àqueles que O perseguiam. Os escribas e fariseus muito se orgulhavam de seus eloquentes discursos e suas longas orações em lugares públicos. E o sábado havia se tornado o dia oficial para tais apresentações, de modo que o povo comum, principalmente os estrangeiros que habitavam entre eles, sentiam-se constrangidos e impelidos a permanecer em suas casas a fim de não incorrer na transgressão de alguma das inúmeras regras judaicas impostas para o sábado. Definitivamente, o sábado não era um dia alegre, mas havia se tornado uma penosa tradição.

O Senhor do sábado, Aquele que “fez o céu, e a terra, e o mar e tudo o que neles há” (Êx.20:11), também tem o poder de expulsar da vida humana os demônios que a afligem. Mas assim como foi acusado de transgredir a Lei que Ele mesmo estabeleceu na criação e entregou a Moisés no Sinai, também foi acusado de expulsar demônios “pelo poder de Belzebu” (v.24). Com a mesma autoridade e poder com que expulsou o dragão e seus anjos do Céu (Ap.12:9), Jesus libertava os cativos de Satanás “pelo Espírito de Deus” (v.28). Seu ministério consistia em libertar e salvar. O dos escribas e fariseus o de acusar e condenar. É nesse ponto que necessitamos de todo o cuidado e exame pessoal a fim de não incorrermos no pecado da “blasfêmia contra o Espírito” e nem em “falar contra o Espírito Santo” (v.31, 32).

O pecado contra o Espírito Santo consiste em ter o coração endurecido de tal maneira a apontar as obras de Deus como se fossem obras do Maligno e a tomar uma distância tão grande do Senhor a ponto de não mais ouvir a voz do Espírito. E se não conseguimos ouvir “o que o Espírito diz às igrejas” (Ap.3:22), como, pois, haverá arrependimento e necessidade de um Salvador que redime? Em um mundo materialista onde coisas valem mais do que pessoas, estamos sendo sacudidos por um vírus mortal que tem despertado muitos a rever os seus conceitos. E são estes que estão caindo em si, que, olhando para Jesus encontram nEle a verdadeira liberdade e o prazer que há na obediência motivada pelo amor. Desta forma, o sábado torna-se um dia de alegria e de esperança, e as obras do Espírito são reconhecidas e aceitas.

Jesus nos convida a experimentarmos tal comunhão diária com Ele de modo que nossa boca manifeste que nosso coração está cheio do Seu Espírito. E Ele nos deixou um sinal semanal de Sua bondade e amor: “Também lhes dei os Meus sábados, para servirem de sinal entre Mim e eles, para que soubessem que Eu sou o Senhor que os santifica” (Ez.20:12). Que seja feita a vontade do Pai celeste em nossa vida (v.50), e faremos parte da família de Jesus, que muito em breve estará para sempre adorando o Senhor “de um sábado a outro” (Is.66:23). Vigiemos e oremos!

Bom dia, família de Jesus!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Mateus12 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



MATEUS 11 – Comentado por Rosana Barros
9 de maio de 2021, 0:45
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“Vinde a Mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e Eu vos aliviarei” (v.28).

Após instruir Seus discípulos, Jesus “partiu dali a ensinar e a pregar nas cidades deles” (v.1). O sucesso da formação teológica e do discipulado daqueles homens consistia em uma matéria principal: contemplação. Ao contemplar o seu Mestre, o que Ele falava, como agia e reagia, lhes ensinaria na prática de que “o reino dos céus é tomado por esforço” (v.12) e que “a sabedoria é justificada por Suas obras” (v.19). As obras de Cristo, tudo o que Ele fazia, apontava para a Sua íntima comunhão com o Pai e fiel cumprimento do que a Seu respeito está escrito. Foi ouvindo “falar das obras de Cristo” (v.2), que João Batista enviou seus discípulos a fim de acabar com a sua angústia: Era Ele mesmo, o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo? A resposta iria até João novamente em forma de obras, segundo o que foi predito pelo profeta Isaías: “os cegos veem, os coxos andam, os leprosos são purificados, os surdos ouvem, os mortos são ressuscitados, e aos pobres está sendo pregado o evangelho” (v.5).

O ministério de João Batista consistiu em preparar o caminho para a chegada do Messias. Como porta-voz do reino dos céus, sua vida foi dedicada ao serviço do Senhor em condições bem difíceis. Seu púlpito? O deserto. Seus ouvintes? “Uma geração má e adúltera” (Mt.16:4). Sua moradia? Precária. Sua comida? Limitada. Pode-se dizer que João foi considerado por muitos como um lunático no deserto. Mas o que importava a opinião da maioria comparada a opinião do próprio Jesus? “Em verdade vos digo: entre os nascidos de mulher, ninguém apareceu maior do que João Batista” (v.11). Pelo poder de Deus, o deserto da Judeia se tornou em manancial, pois que, de João, jorrava uma fonte “para a vida eterna” (Jo.4:14). E, dentre os que creram em Jesus e O seguiram, estavam muitos que aceitaram beber desta fonte e inundar a vida de outros com as boas-novas do evangelho.

As obras de Cristo, porém, nem sempre obtinham o resultado esperado. Jesus citou, por exemplo, algumas “cidades nas quais Ele operara numerosos milagres” (v.20), mas que não se arrependeram de seus pecados. Ou seja, não houve transformação, não houve mudança. Isto significa que o que Jesus opera na vida de alguém requer uma resposta, um resultado. Arrependimento, confissão e conversão são elementos inseparáveis. Muitos são impactados e ficam maravilhados com o que Cristo realiza em suas vidas, mas não passa disso, uma emoção motivada pela necessidade de bênçãos materiais que, quando alcançadas, ao invés de levá-los para mais perto do Senhor, se tornam verdadeiras pedras de tropeço afastando-os cada vez mais da fonte de toda vida. A verdade é que “menos rigor haverá, no Dia do Juízo” (v.24) para com as antigas cidades impenitentes do que para com aqueles que agem desta forma.

O que João pregou no deserto e que Jesus confirmou em Seu ministério (Mt.4:17), é uma mensagem tão clara e simples que “aos pequeninos” foi revelada, ao passo que “aos sábios e instruídos” (v.25) foi ocultada pela dureza de seus corações. Se conhecer o Pai implica em primeiro conhecer o Filho (v.27), ir até Jesus e permanecer contemplando-O é tudo de que precisamos. O convite de Cristo não consiste em somente ir até Ele, mas em ir a Ele e aprender dEle: “Vinde a Mim […] e aprendei de Mim” (v.28, 29). E nem todos estão dispostos a aceitar e aprender as lições da escola cristã através de: renúncias, angústias, sofrimentos e perseguições. Como as multidões na multiplicação dos pães e dos peixes, querem ser alimentadas, e como os convidados nas bodas de Caná, desejam o melhor vinho, mas rejeitam ter de passar pelo deserto da tentação ou ter que carregar a sua cruz.

Quando vamos até Cristo descobrimos que o caminho estreito é difícil, mas que nEle tudo se torna mais suave e mais leve (v.30). Através do Espírito Santo, Jesus nos ensina dia a dia que na mansidão e na humildade de coração entramos em um íntimo relacionamento com Deus, refletido no caráter e nas obras. “Desde os dias de João Batista até agora, o reino dos céus é tomado por esforço” (v.12); não aquele em que o homem é o próprio autor da vida, mas aquele que, escondido em Cristo, permanece ali até à morte ou até que Ele volte. Semelhante a João e a Jesus, que nossas obras testifiquem da operosidade do Espírito Santo em nós. Então, muito em breve ouviremos o convite definitivo: “Vinde, benditos de Meu Pai!” (Mt.25:34). Vigiemos e oremos!

Feliz semana, pequeninos na escola de Cristo!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Mateus11 #RPSP

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MATEUS 10 – Comentado por Rosana Barros
8 de maio de 2021, 0:45
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“Sereis odiados de todos por causa do Meu nome; aquele, porém, que perseverar até ao fim, esse será salvo” (v.22).

O discurso de Jesus neste capítulo é um verdadeiro choque de realidade para Seus discípulos. Formado o Seu pequeno grupo especial, Cristo tomou o cuidado de adverti-los quanto à sua missão e as dificuldades que envolveriam a mesma. O público alvo do discipulado seria “as ovelhas perdidas da casa de Israel” (v.6), o que não era uma tarefa fácil, dada a incredulidade do povo quanto ao ministério messiânico de seu Mestre. Jesus expôs algumas características que devem compor a vida de Seus seguidores. São elas:

1. Devem manter o foco (v.5-6);
2. Pregar “que está próximo o reino dos céus” (v.7);
3. Viver o amor prático (v.8);
4. Depender de Deus mediante uma vida altruísta: “de graça recebestes, de graça dai” (v.8);
5. Ter uma vida simples (v.9), mas com dignidade (v.9);
6. Ser corteses (v.12);
7. Ser prudentes (v.14 e 16);
8. Ser cuidadosos (v.17);
9. Confiar na ação e na provisão divina (v.19);
10. Estar disposto a abrir mão da própria vida por amor a Cristo (v.39).

Diante de um mundo secularizado e individualista, provavelmente vivemos em uma das piores épocas de se praticar o discipulado. Apesar do direito fundamental quanto à liberdade de crença ainda poder ser proclamado e defendido, parece que quanto mais liberdade temos, mais nos acomodamos em nossas confortáveis igrejas, pregando um evangelho que na realidade não vivemos. O evangelho prático conforme os métodos e instruções de Cristo requer renúncia. E perante à sociedade, inclusive a religiosa, uma vida de abnegação não combina com o estereótipo da prosperidade criado por tradições humanas. Cristo não disse que os Seus seguidores viverão de esmolas, e sim que “digno é o trabalhador do seu alimento” (v.10). Mas Ele também não prometeu riquezas ou prestígio, pelo contrário, nos advertiu acerca das dificuldades e perseguições. Ele prometeu sim, recompensas eternas, “tesouros no Céu, onde traça nem ferrugem corrói, e onde ladrões não escavam, nem roubam” (Mt.6:20).

A nossa missão é estar constantemente aprendendo na escola de Cristo e, mediante a ação do Espírito Santo, falaremos e viveremos conforme a Sua guia. Não temos o que temer diante dos que desejam o nosso mal, pois eles podem até resumir a nossa jornada nesta terra, mas não podem nos tirar a vida eterna em Cristo Jesus. A nossa família deve sempre ser o nosso primeiro público alvo na pregação do evangelho, porém, Jesus também nos advertiu que nem sempre seremos amados ou bem-vindos, inclusive pelos da nossa “própria casa” (v.36).

Uma coisa é certa: Jesus lançou por terra a teologia barata de que a vida de Seus seguidores são só flores. Contudo, também deixou bem claro de que Ele tem cuidado de nós (v.31). Aquele que amou até à morte uma humanidade ingrata e imerecedora, espera que, de igual forma, possamos viver o maior dos dons: o amor. Amor a Deus e amor ao próximo é o que deve reger a nossa vida e nos impulsionar a almejar seguir os passos de Jesus (1Pe.2:21). Em um tempo profético onde o amor de quase todos está esfriando (Mt.24:12), perseverança é o segredo da vitória final. Onde o ódio impera, aquele que perseverar no amor certamente manifestará “plena luz” (v.27) e “será salvo” (v.22).

Aqui está a perseverança dos santos, os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus” (Ap.14:12). Assim como um filho que ama a seus pais tem prazer em obedecê-los, aquele que ama a Deus Lhe obedece e busca viver o amor. Um verdadeiro discípulo de Cristo não é aquele que se esforça por mostrar que suas obras O testificam, mas aquele cuja vida escondida em Cristo manifesta o Seu caráter. Que o Espírito Santo derrame em nosso coração o amor de Deus (Rm.5:5) e faça de nós verdadeiros discípulos:

Nisto conhecerão todos que sois Meus discípulos: se tiverdes amor uns aos outros” (Jo.13:35). Vigiemos e oremos!

Feliz sábado, discípulos de Jesus!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Mateus10 #RPSP

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MATEUS 09 – Comentado por Rosana Barros
7 de maio de 2021, 0:45
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“Vendo Ele as multidões, compadeceu-Se delas, porque estavam aflitas e exaustas como ovelhas que não têm pastor” (v.36).

O ministério de Cristo consistia em três ações: ensinar, pregar e curar. Ele estava sempre rodeado de multidões que O seguiam por toda a parte em busca de ouvir e ver o Mestre que não Se importava em comer “com publicanos e pecadores” (v.11). Todos eram igualmente importantes para Jesus, e esse tratamento uniforme foi demasiadamente ofensivo para os “piedosos” escribas e fariseus. Não podiam tolerar a verdade de que “para com Deus não há acepção de pessoas” (v. 11). A cura do paralítico em Cafarnaum foi o limiar de uma acirrada perseguição contra Jesus. O pensamento de que a enfermidade era um castigo divino atribuído ao pecador foi um pesado fardo retirado do coração do paralítico ao ouvir as ternas palavras de libertação: “Tem bom ânimo, filho; estão perdoados os teus pecados” (v.2).

A triste realidade das curas relatadas neste capítulo é que haviam poucos para ajudar e muitos para atrapalhar. Mas a grande e feliz notícia é que nenhuma multidão pode impedir aqueles que creem no Filho de Deus, a Quem as limitações físicas não podem resistir e as diferenças sociais e culturais não podem limitar. Quando um pecador se encontra com Cristo só podem haver dois resultados: conversão ou rejeição. O breve relato do chamado do evangelista Mateus revela a grandeza de caráter que o Senhor viu naquele coletor de impostos. De tudo o que Mateus escreveu, este foi o único registro de seu discipulado, ocupando-se tão-somente em deixar escritas as obras de seu soberano Mestre.

De fato, Jesus anunciou o reino dos céus mediante um ministério para todos. Contudo, em nenhum momento o Salvador foi conivente com o pecado. Muito pelo contrário. Sua obra consistia em chamar os “pecadores [ao arrependimento]” (v. 13), mostrando-lhes assim “um caminho sobremodo excelente”, do amor e da misericórdia. (1Co.12:31). O pedido do chefe de uma sinagoga e o esforço de uma mulher cerimonialmente impura foram semelhantemente considerados por Jesus como dignos de Sua preciosa atenção. Esses milagres ilustram, respectivamente, a nossa necessidade de uma vida purificada e renascida em Cristo. Oh, como anseia Cristo nos dizer: “Tem bom ânimo […], a tua fé te salvou” (v.22)! E quanto deseja o nosso Salvador nos tomar pela mão e nos levantar como novas criaturas para Ele (v.25)!

Muitos ainda estão como os dois cegos e como o mudo endemoninhado, com uma visão espiritual deficiente e uma audição impedida pelo diabo. Quando, porém, se deparam com Jesus ou são levados até Ele, e seus olhos são abertos e seus ouvidos desobstruídos, fica difícil guardar para si o que dá vontade de contar para toda a Terra (v.31). Jesus chegou em um momento em que o mundo padecia de terrível sofrimento e angústia. E, dirigindo-Se aos Seus discípulos, Ele deixou bem definida a nossa missão: cuidar de Sua seara mediante o Seu exemplo: ensinando, pregando e curando (v.35). Nos momentos finais desta Terra, quando o pecado atingir o limite da maldade, Jesus Se manifestará segunda vez para buscar o que plantamos e regamos, mas que Ele fez crescer. Portanto, plantemos e reguemos, pois a colheita só pertence a Cristo. Vigiemos e oremos!

Bom dia, trabalhadores na seara do Senhor!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Mateus9 #RPSP

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MATEUS 08 – Comentado por Rosana Barros
6 de maio de 2021, 0:45
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“Ouvindo isto, admirou-Se Jesus e disse aos que O seguiam: Em verdade vos afirmo que nem mesmo em Israel achei fé como esta” (v.10).

Quando Jesus desceu do monte, “grandes multidões O seguiram” (v.1). Imagino que houve um tumulto e agitação quando notaram “um leproso” (v.2) se aproximando. Com sua carne consumida pelas chagas, aquele homem rompeu todos os protocolos sanitários da época a fim de se consultar com o único Médico que poderia curá-lo. Por outro lado, Jesus quebrou o protocolo religioso, pois tocou em alguém cerimonialmente impuro. Ao curar aquele leproso, Jesus não queria amortecer o impacto de Suas palavras no sermão do monte e nem atrair as multidões simplesmente pelas curas. Por isso ordenou que o homem não contasse nada a ninguém, mas que se mostrasse ao sacerdote e fizesse a devida oferta, “para servir de testemunho ao povo” (v.4). Ou seja, em obedecer a Jesus e às Escrituras, o seu testemunho seria bem mais eficaz e poderoso.

O relato do evangelho segundo Marcos, contudo, revela que aquele leproso não fez conforme Jesus lhe ordenou, mas saiu “a propalar muitas coisas e a divulgar a notícia, a ponto de não mais poder Jesus entrar publicamente em qualquer cidade, mas permanecia fora, em lugares ermos” (Mc.1:45). Jesus passou por uma espécie de quarentena até que pudesse novamente entrar nas cidades. E, depois de alguns dias, ao entrar em Cafarnaum, foi abordado por um centurião que intercedia em favor de seu criado que sofria de paralisia. A atitude daquele gentio foi bem diferente do leproso judeu. O registro da fé do centurião romano foi usado por Cristo como uma ilustração acerca da salvação para todos os povos. Enquanto Israel desprezava o seu Resgatador, aquele estrangeiro reconheceu o poder que há no Verbo da Vida (v.8). Uma só palavra, uma única ordem de cura, e, “naquela mesma hora, o servo foi curado” (v.13).

Chegando à casa de Pedro, Jesus se deparou com outra enfermidade. Desta vez, era a sogra de Pedro que estava “acamada e ardendo em febre” (v.14). “Mas Jesus tomou-a pela mão, e a febre a deixou” (v.15). A sequência de curas relatadas neste capítulo não foi ao acaso. Um leproso, um estrangeiro e uma mulher. Os grupos de pessoas mais rejeitados por Israel. Mas Jesus tocou no leproso, exaltou a fé de um estrangeiro e Se compadeceu de uma mulher tomando-a pela mão. Eis o Deus da Bíblia! Eis Aquele que mostrou a verdadeira face do Pai (Jo.14:9-10) e que cumpriu fielmente a profecia: “Ele mesmo tomou as nossas enfermidades e carregou com as nossas doenças” (v.17).

Seguir a Jesus quando tudo se revela em bênçãos é fácil, difícil é continuar O seguindo quando surgem as dificuldades e as tempestades da vida. São nesses momentos que nos é dada a oportunidade de clamar: “Senhor, salva-nos! Perecemos!” (v.25). O fato de Jesus estar dormindo em um momento de tanta turbulência para os discípulos não mudava o fato de que Ele estava no barco. Há uma frase que aprecio muito. Ela diz: “Quando o aluno está fazendo prova, o professor fica em silêncio”. As provas não surgem para nos destruir, mas são permitidas a fim de nos fortalecer. E quando clamamos ainda que com “pequena fé” (v.26), em Sua bondade e misericórdia Jesus repreende os ventos e o mar da vida, e faz-se “grande bonança” (v.26).

De um mar em fúria, Jesus e Seus discípulos se deparam com endemoninhados furiosos (v.28). Ele poderia tê-los ignorado, afinal não tinha quem apelasse por eles. Mas Aquele que lê corações assistiu a angústia de alma daquelas vítimas do inimigo. Reconhecendo que diante deles estava o Filho de Deus, os demônios rogaram para que Jesus os enviasse a uma manada de porcos. Assim foi feito e a manada precipitou-se “despenhadeiro abaixo” (v.32). A notícia alarmou a todos na cidade que, indo ao encontro de Jesus, não se maravilharam ao ver os que antes eram furiosos algozes transformados em homens serenos, mas rogaram para que Jesus fosse embora dali.

Hoje vimos exemplos de pessoas que foram ao encontro de Jesus e de Jesus indo ao encontro de pessoas. No toque, na palavra, Ele oferecia muito mais do que a cura, mas um amor que promovia a verdadeira alegria. Infelizmente, muitos têm ido ao encontro de Jesus simplesmente para dizer que Ele vá embora. Enxergam suas frustrações e dificuldades como sendo Sua culpa, perdendo o sublime privilégio de Sua companhia. Jesus, “meramente com a palavra” (v.16), deseja realizar em nossa vida a perfeita cura do coração.

Vá ao Seu encontro, agora, assim como você está e, certamente, você não sairá do mesmo modo. Vigiemos e oremos!

Bom dia, curados por Cristo Jesus!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Mateus8 #RPSP



MATEUS 07 – Comentado por Rosana Barros
5 de maio de 2021, 0:45
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“Todo aquele que ouve estas Minhas palavras e as pratica será comparado a um homem prudente que edificou a sua casa sobre a rocha” (v.24).

Desde o seu surgimento, a arqueologia tem contribuído como uma forte aliada da História a fim de confirmar diversos registros escritos. A arqueologia bíblica, um ramo que se dedica a reforçar a veracidade das Escrituras, também tem sido de fundamental importância. Desde o achado dos escritos do Mar Morto, de objetos e até de ruínas de antigas cidades citadas na Bíblia, muitos céticos têm despertado para a Palavra de Deus como o Livro mais sério e confiável que existe. Este ano, especificamente no dia 16 de março, foi divulgado o mais recente achado arqueológico no deserto da Judeia, que incluía porções dos pergaminhos dos profetas Zacarias e Naum, exatamente como está escrito na Bíblia atualmente.

No capítulo de hoje, Jesus fez referência a duas atitudes que não podem e não devem compor a conduta cristã; Ele também reforçou a importância da oração insistente, da porta e do “caminho que conduz para a vida” (v.14), nos advertiu acerca dos falsos profetas e do verdadeiro preparo para a vida eterna, que inclui ouvir e praticar as Suas palavras. A começar pelo julgamento precipitado, Jesus advogou contra o que havia se tornado um hábito em Israel. Samaritanos e judeus, fariseus e saduceus, religiosos e publicanos; Israel havia se transformado em um verdadeiro campo de conflitos civis. Todos, porém, necessitavam entender o que está escrito em Zacarias 8:16-17, o texto encontrado no pergaminho antigo este ano: “Eis as coisas que deveis fazer: Falai a verdade cada um com o seu próximo, executai juízo nas vossas portas, segundo a verdade, em favor da paz; nenhum de vós pense mal no seu coração contra o seu próximo, nem ame o juramento falso, porque a todas estas coisas Eu aborreço, diz o Senhor”.

O procedimento cristão não é revelado pelo que fazemos em nome de Jesus, e sim pelo que Ele faz em nós quando assim pedimos e permitimos (v.21-22). Percebam que Jesus repreendeu com veemência o julgarmos uns aos outros, e logo em seguida, nos advertiu a não darmos “aos cães o que é santo” (v.6) e nem nossas pérolas aos porcos; uma metáfora bem pesada considerando que não somos juízes de nossos semelhantes. Todo aquele, porém, que tem sua vida “edificada sobre a rocha” (v.24), que busca primeiro tirar a trave de seu próprio olho, recebe do Espírito Santo a clara visão espiritual a fim de “tirar o argueiro do olho” do outro (v.5). E isso não com acusações e críticas infundadas, motivadas por maus sentimentos, mas canalizada a ira para o pecado e o amor para o pecador; tendo sempre a guia do Espírito a fim de não ter a fé prejudicada pelos que se recusam a abandonar o pecado.

Nosso chamado, portanto, não inclui separar ou definir quem seja bom ou ruim, mas em ajudarmos uns aos outros respeitando o limite do livre arbítrio. O texto de Zacarias encontrado na Judeia reclama um povo que pratique tudo o que Jesus declarou de uma forma tão clara e detalhada no sermão do monte. Pelo conhecimento e prática da verdade, nossa vida se torna uma edificação inabalável, capaz de suportar o “dia mau” (Ef.6:13). Aquele, porém, “que ouve estas Minhas palavras e não as pratica”, disse Jesus, “é comparado a um homem insensato que edificou a sua casa sobre a areia” (v.26). Esta diferença será claramente percebida no juízo final. E é este cenário profético, encontrado pelos arqueólogos, que aparece em Naum 1:5-6: “Os montes tremem perante Ele, e os outeiros se derretem; e a Terra se levanta diante dEle, sim, o mundo e todos os que nele habitam. Quem pode suportar a Sua indignação? E quem subsistirá diante do furor da Sua ira? A Sua cólera se derrama como fogo, e as rochas são por Ele demolidas”.

Quando Jesus acabou de proferir estas palavras, estavam as multidões maravilhadas da Sua doutrina” (28). Suas palavras tiveram um grande impacto na visão espiritual das pessoas, “porque Ele as ensinava como quem tem autoridade e não como os escribas” (v.29). Seu discurso ecoava a perfeita combinação das palavras com as atitudes, de forma que Jesus foi logo diferenciado dos mestres da Lei em Israel. O que mais falta para o povo de Deus hoje perceber que é tempo de vivermos Zacarias 8:16-17 a fim de não temermos Naum 1:5-6? Eu vejo essa descoberta arqueológica como mais um atalaia da misericórdia divina a fim de “habilitar para o Senhor um povo preparado” (Lc.1:17). Ter a boca cheia do nome do Senhor enquanto ignora a Sua vontade revelada em Sua Palavra é como construir uma bela “casa sobre a areia” (v.26). Aparentemente é igual à casa sobre a rocha, mas os momentos finais revelarão a fragilidade de seu alicerce.

Seja a nossa vida, pela graça de Jesus e pelo poder do Espírito Santo, o achado raro que reflete o brilho que emana “de toda palavra que procede da boca de Deus” (Mt.4:4). Entremos “pela porta estreita” (v.13). Vigiemos e oremos!

Bom dia, prudentes do Senhor!

* Oremos por uma vida cristã prudente, guiada pelo Espírito Santo. Oremos uns pelos outros.

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Mateus7 #RPSP

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MATEUS 06 – Comentado por Rosana Barros
4 de maio de 2021, 0:45
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“Guardai-vos de exercer a vossa justiça diante dos homens, com o fim de serdes vistos por eles; doutra sorte, não tereis galardão junto de vosso Pai celeste” (v.1).

Lá no Céu, Lúcifer promoveu os seus enganos de forma que fez cair terça parte dos anjos com ele. Ele não desejava ser semelhante ao Altíssimo em Seu amor e mansidão, mas em Seu poder e majestade. Com a entrada do pecado no mundo, a humanidade passou a desenvolver um perigoso senso de justiça própria. Desde Caim, que ofereceu a Deus o que ele achava justo a seus próprios olhos, o homem tem sido movido pelo desejo de ser aceito em suas próprias convicções e pela cobiça de ser melhor do que os demais. Por inveja, Caim matou Abel. Por inveja, os irmãos de José o venderam como escravo. Por inveja, os governantes de Babilônia atentaram contra a vida do fiel Daniel. Por inveja, os líderes judeus incitaram os romanos a condenar Jesus à morte.

Quando Jesus veio à Terra, Ele encontrou uma religião maculada pela cobiça e pela inveja. Havia uma constante necessidade de tornar pública a prática de suas obras. Suas esmolas, orações e jejuns eram seguidas de reconhecimentos e elogios que alimentava-lhes o ego; um verdadeiro desserviço à obra de Cristo. Motivados pela publicidade de sua piedade, os líderes espirituais da nação eram os primeiros a fazer o que julgavam ser digno da aprovação de Deus. Jesus, porém, veio para desconstruir esse conceito maligno e nos ensinar que a verdadeira prática da justiça consiste em ter apenas o Senhor como Testemunha: “e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará” (v.4, 6 e 18) e se trata de um relacionamento pessoal entre o adorador e Deus: “Tu, porém” (v.3, 6 e 17).

Aquelas palavras foram um verdadeiro alento aos humildes que se sentiam indignos diante das inúmeras apresentações religiosas. Muitos os observavam tentando imitar-lhes as obras. Ao ouvirem as palavras de Jesus: “Não vos assemelheis, pois, a eles” (v.8), é bem provável que tenham sentido como se um fardo lhes fosse retirado das costas. Não eram os costumes religiosos e nem as riquezas que os tornavam favorecidos diante de Deus, mas um coração cheio dos tesouros do Céu: “amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio” (Gl.5:22-23). Pela contemplação não das obras humanas, mas das obras de Cristo, todo o nosso “corpo será luminoso” (v.22), na certeza de que o nosso Pai do Céu cuidará de cada uma de nossas necessidades (v.33).

Na oração modelo que Cristo nos ensinou estão contidos os princípios do reino dos céus. Não são palavras que devam ser proferidas como “vãs repetições” (v.7), mas com o coração. Nela estão implícitos os sagrados mandamentos: “Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento”, e “Amarás o teu próximo como a ti mesmo” (Mt.22:37, 39). O exercício do amor e do perdão para com os nossos semelhantes é o que nos prepara para vivermos eternamente com Aquele que Se deu em sacrifício por nós pecadores. Então, quando aceitamos a Sua graça imerecida, somos habilitados por Seu Espírito a compartilhá-la de forma leve, e não forçada ou velada.

São os olhos a lâmpada do corpo” (v.22). Esta é uma verdade que precisa ser bem compreendida pelo remanescente do Senhor. Somos transformados pelo que contemplamos. E muitos têm se desviado e sido enredados na mesma trama diabólica que deixou o Céu terça parte vazio. Não se contentam com a provisão divina, fazendo do comer, beber e vestir verdadeiras fontes da idolatria. Existem aqueles que têm usado suas redes sociais como mais um meio de pregar o evangelho, e isso é maravilhoso. Mas, infelizmente, a realidade da maioria converge para a exposição da própria vida e investigação da vida alheia. Jesus nos disse para investigarmos as Escrituras, pois elas dão testemunho dEle. Eis com o que devemos ocupar nossos olhos, nossos ouvidos e nossa mente: a vida de Jesus. Só assim, pelo poder do Espírito Santo, seremos Suas testemunhas (At.1:8).

Amados, precisamos entrar em nossos quartos, fechar a porta e clamar ao Senhor que arranque de nosso coração a necessidade de tornar pública a nossa vida. Que pela graça de Jesus, o amor do Pai e a comunhão do Espírito, a nossa vida seja simplesmente o que o Senhor deseja que ela seja para a glória dEle. Pois “quem a si mesmo se exaltar será humilhado; e quem a si mesmo se humilhar será exaltado” (Mt.23:12). Vigiemos e oremos!

Bom dia, verdadeiros adoradores!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Mateus6 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



MATEUS 05 – Comentado por Rosana Barros
3 de maio de 2021, 0:45
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“Portanto, sede vós perfeitos como perfeito é o vosso Pai celeste” (v.48).

Jesus iniciou o Seu ministério público aos trinta anos, a idade inaugural do ministério sacerdotal. Foi batizado nas águas, peregrinou no deserto por quarenta dias e, de lá, “subiu ao monte” (v.1). A vida do nosso Salvador representou passo a passo a libertação de Israel, que passou pelas águas do Mar Vermelho, peregrinou no deserto por quarenta anos e do monte Sinai, recebeu as leis do Senhor. O sermão do monte é o manual de Cristo para uma vida cristã vitoriosa. E em Suas primeiras palavras, encontramos o princípio que precede todos os demais: “Bem-aventurados os humildes de espírito, porque deles é o reino dos céus” (v.3). Todo aquele que reconhece a sua indignidade e confessa: “Eu não consigo”, pode encontrar em Jesus a força para vencer, pois Ele mesmo disse: “sem Mim, nada podeis fazer” (Jo.15:5).

As bem-aventuranças nos dizem que nem sempre as aparências revelam o que de fato acontece. Na verdade, elas contradizem por completo a ideia humana de uma vida feliz e bem sucedida. Chorar, ser manso e ser perseguido, são exemplos de situações que contrariam o modo de vida da sociedade como um todo. São considerados, respectivamente, sintomas de fraqueza, ingenuidade e de algo que deve ser evitado a todo custo. Ainda assim, Jesus afirmou que é mediante essas características que somos verdadeiramente felizes e nos tornamos um testemunho que ilumina o mundo com a glória do “Pai que está nos céus” (v.16). Dessa forma, o cumprimento da Lei de Deus já não é um fardo, e sim a mais íntima expressão de uma vida submissa a Ele.

Mediante a forte acusação que enfrentaria, que colocaria em dúvida a Sua obediência aos mandamentos de Deus, Jesus tratou logo de deixar claro o objetivo de Sua missão, que, certamente, não incluía “revogar a Lei ou os Profetas” (v.17), mas cumprir toda a Lei, engrandecê-la “e fazê-la gloriosa” (Is.42:21). O discurso de que Jesus apresentou um evangelho brando não combinam em nada com o fato de que “Não matarás” (v.21) também significa “Não odiarás” e que “Não adulterarás” (v.27) vai muito além do contato físico e nos diz: “Não terás pensamentos lascivos”. Aquele que ousam afirmar que revogou a Lei que é a revelação de Seu caráter e que Ele mesmo esculpiu em pedras (Êx.31:18), na verdade a ampliou até alcançar o que o Senhor vê em nós: as nossas intenções. “ATÉ QUE O CÉU E A TERRA PASSEM, nem um i ou um til jamais passará da Lei” (v.18, destaque meu) deveria ser o suficiente para entendermos que Jesus não veio “para revogar”, mas “para cumprir” (v.17) a Lei que tantos insistem em ignorar.

Jesus revolucionou o entendimento do povo sobre os Seus mandamentos e mostrou um estilo de vida completamente diferente daquele que ensinavam os doutores da Lei. Não se tratava apenas de uma estrita obediência à letra da Lei, mas em que ela estivesse nos corações (Dt.6:6), efetuando uma mudança que só é genuína se realizada de dentro para fora. Por isso que “se a [nossa] justiça não exceder em muito a dos escribas e fariseus, jamais [entraremos] no reino dos céus” (v.20). Se a observância dos dez mandamentos não é precedida do amor, de nada adianta, pois “o cumprimento da Lei é o amor” (Rm.13:10). Portanto, para que nos tornemos filhos do nosso Pai celeste (v.45), a prática dos mandamentos devem ser o resultado de amarmos uns aos outros como Deus nos amou “pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores” (Rm.5:8).

Eu, porém, vos digo: amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem” (v.44). Ora, parece que Jesus nos deixou não um evangelho brando, mas um evangelho praticamente impossível de ser vivido. Fica mais fácil agora compreender porque Ele começou o Seu sermão dizendo: “Bem-aventurados os humildes de espírito” e concluiu a Sua primeira ideia com um pedido humanamente impossível: “sede vós perfeitos como perfeito é o vosso Pai celeste” (v.48). Se tivermos o Filho em nossa vida, se Jesus habitar em nosso coração, as nossas “boas obras” (v.16) serão tão-somente o resultado do que Ele realiza em nós. A perfeição que Ele requer de nós não significa nunca errar, mas, ainda que falhemos, perseveremos em permanecer em Sua presença e sermos inundados pelo amor que redime e que nos salva de nós mesmos. A perfeição que Ele nos pede, portanto, é que olhemos para o nosso semelhante com a perspectiva do Céu; que amemos uns aos outros tendo sempre em conta a graça, a misericórdia e o perdão que recebemos a cada dia.

Você deseja ser perfeito como o Senhor é perfeito? Então, antes de olhar para o erro do teu irmão, olhe para a cruz de Cristo. Vigiemos e oremos!

Bom dia, bem-aventurados!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Mateus5 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



MATEUS 04 – Comentado por Rosana Barros
2 de maio de 2021, 0:45
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“Daí por diante, passou Jesus a pregar e a dizer: Arrependei-vos, porque está próximo o reino dos céus” (v.17).

Após o Seu batismo, “foi Jesus levado pelo Espírito ao deserto, para ser tentado pelo diabo” (v.1). Ao sair das águas, as palavras do Pai e a presença do Espírito Santo O fortaleceram para o que estava por vir. Era necessário que o Filho do Homem fosse provado e vencesse exatamente onde o primeiro homem havia falhado. Ninguém na Terra acompanhou tão de perto a vida e o crescimento do Salvador do que Satanás. Ao perceber que chegada era a hora de Sua revelação, as primeiras palavras do inimigo a Jesus visavam lançar dúvida sobre Sua origem divina: “Se és Filho de Deus” (v.3). O período de “quarenta dias e quarenta noites” (v.2) sem comer parecia ser uma vantagem, de forma que não somente o apetite foi posto à prova, como também a tentativa de fazer com que Jesus usasse o Seu poder para benefício próprio.

Em Sua humanidade, Cristo havia aprendido a ser completamente dependente do Pai. Desde a infância, Seus pais terrenos O ensinaram a manter essa comunhão pessoal diária e constante. O sol nunca encontrava o nosso Salvador dormindo, mas a entreter com Deus um relacionamento que se fortalecia a cada dia. As Escrituras tinham sido sempre o primeiro alimento da manhã em Seus trinta anos de anonimato, de forma que Sua privação de alimento material não pôde superar a Sua nutrição espiritual: “Está escrito: Não só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que procede da boca de Deus” (v.4). A aparição de Satanás não foi manifestada em sua ira e indignação, mas como nos advertiu o apóstolo Paulo: “E não é de admirar, porque o próprio Satanás se transforma em anjo de luz” (2Co.11:14).

A sutileza do maligno foi seguida por outro engano que há tantos tem seduzido: a mistura da verdade com a mentira. Conhecedor exímio das Escrituras, Satanás ousou usar o Texto Sagrado para enganar Aquele que era a própria encarnação da Palavra: “E o Verbo Se fez carne e habitou entre nós” (Jo.1:14). A vitória de Cristo neste sentido torna-se a vitória de todo sincero e fiel estudante das Escrituras. Muitos, porém, têm se contentado apenas com a simples citação de porções bíblicas aplicadas de forma a aplacar a consciência culpada. Buscam um evangelho fácil que se amolde aos seus gostos pessoais e são vencidos exatamente onde Cristo lhes deu o poder para vencer. Precisamos estudar a Bíblia pedindo ao Espírito Santo que a possamos compreender em sua verdadeira luz. Somente assim, podemos obter o verdadeiro conhecimento, aquele que transforma e enobrece o caráter.

Tudo isto te darei se, prostrado, me adorares” (v.9), revela a origem da idolatria. As glórias deste mundo, suas riquezas, o desejo por fama e poder, as diversões insanas e projetos que visam engrandecer a criatura no lugar do Criador, são os artifícios de Satanás para aprisionar a muitos como seus súditos e adoradores, ainda que estes não façam ideia disso. Na verdade, a maior estratégia do inimigo é fazer com que o mundo acredite que ele não existe, que não passa de uma lenda e invenção da mente humana. Assim, ele tem o caminho mais livre para destruir vidas enquanto estas estiverem alheias ao conflito espiritual em que todos estamos envolvidos. Mas através do trio espiritual — oração, jejum e conhecimento das Escrituras — pela vitória de Cristo, somos também habilitados a vencer e com a autoridade dada pelo Céu declarar: “Retira-te, Satanás, porque está escrito: Ao Senhor, teu Deus, adorarás, e só a Ele darás culto” (v.10).

Como foi com Jesus, todo aquele que resiste ao diabo recebe do Céu o auxílio dos anjos, que são “enviados para serviço a favor dos que hão de herdar a salvação” (Hb.1:14); tornando-se verdadeiras testemunhas dAquele que os “chamou das trevas para a Sua maravilhosa luz” (1Pe.2:9). Em Cristo, irrompeu grande luz na Galileia, “e aos que viviam na região e sombra da morte resplandeceu-lhes a luz” (v.16). “Daí por diante, passou Jesus a pregar e a dizer: Arrependei-vos, porque está próximo o reino dos céus” (v.17). O arrependimento é o primeiro passo do homem em direção à vitória. É pelo reconhecimento de nossa degradante condição que nos achegamos Àquele que “é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça” (1Jo.1:9).

Amados, como Jesus chamou os discípulos e, “no mesmo instante” (v.22), eles O seguiram, Ele nos faz o mesmo convite agora: “Vinde após Mim” (v.19). Foi ensinando, pregando e curando, que nosso Mestre, Pastor e Médico nos deixou o perfeito legado da obra redentora. É olhando para Ele, observando a Sua vida e Sua íntima comunhão com o Pai que “somos transformados, de glória em glória, na Sua própria imagem, como pelo Senhor, o Espírito” (2Co.3:18). Perseveremos em contemplar as obras do nosso Redentor e meditar em Suas palavras até que sejamos “dia perfeito” (Pv.4:18). Se nos sujeitarmos a esta santa modelagem, certamente o diabo fugirá de nós (Tg.4:7). Vigiemos e oremos!

Feliz semana, transformados à imagem de Cristo!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Mateus4 #RPSP



MATEUS 03 – Comentado por Rosana Barros
1 de maio de 2021, 0:45
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“Naqueles dias, apareceu João Batista pregando no deserto da Judeia e dizia: Arrependei-vos, porque está próximo o reino dos céus” (v.1).

Após a visita dos magos em Jerusalém e a morte dos inocentes em Belém, era difícil ignorar o fato de que algo novo estava acontecendo. Apesar da indiferença dos sacerdotes e escribas e da ignorância do povo, entre muitos houve um despertamento, uma necessidade de algo maior e mais profundo; uma fome e sede daquilo que ainda não conheciam, mas que no íntimo sabiam que precisavam. Surge, então, João Batista. Um pregador “no deserto da Judeia” (v.1). Um homem diferente no que falava (v.1), no que vestia e no que comia (v.4). Sua pregação era consistente e corajosa. Havia a mais firme convicção em suas palavras, de forma que “saíam a ter com ele Jerusalém, toda a Judeia e toda a circunvizinhança do Jordão; e eram por ele batizados no rio Jordão, confessando os seus pecados” (v.5-6).

O ministério de João consistia em preparar os corações para o ministério de Cristo. Sua obra antecedeu a revelação pública do Messias. E ainda que não revelasse isso de forma clara, sua vida era uma constante declaração de que algo grandioso estava para acontecer, mas só estariam preparados aqueles que, arrependidos, confessassem seus pecados sendo lavados pelo batismo, passando a produzir “frutos dignos de arrependimento” (v.8). Por isso que ao avistar os fariseus e saduceus, homens orgulhosos por sua posição e aparência de santidade, João não os poupou da necessária repreensão. João havia se tornado para eles uma nota dissonante em Israel e uma ameaça à autoridade que impunham sobre os leigos. A trama tecida em seus corações endurecidos não era outra senão calar aquela incômoda voz.

Mas o Batista sabia que ninguém poderia interferir em sua obra até que ela fosse completada. E ninguém mais do que ele desejava ver cumprido o objetivo final de sua vida na Terra. Não foram suas vestes e sua alimentação diferente que atraíram as multidões. Mas a combinação de suas palavras com sua vida. Havia fervor e amor no que dizia. Ele olhava para o alto sempre com grande expectativa. Ele esperava Alguém divino, mas que sabia se tratar também de Alguém que calçaria as “sandálias” (v.11) da humanidade. Ao avistar Jesus, ao deparar-Se com Sua perfeita dignidade, João sentiu o peso de sua própria indignidade: “Eu é que preciso ser batizado por Ti, e Tu vens a mim?” (v.14). E as primeiras palavras de Jesus nas Escrituras revelam a base sólida do governo de Deus: “assim nos convém cumprir toda a justiça” (v.15).

O batismo de Jesus e registro do que ali aconteceu revela o objetivo deste símbolo: a salvação mediante a justiça de Cristo, o amor de Deus e a descida do Espírito Santo na vida. O “Espírito Santo descendo como pomba” (v.16) aponta para a Sua obra que purifica como a prata e prova como o ouro, como escreveu o salmista: “As asas da pomba são cobertas de prata, cujas penas maiores têm o brilho flavo do ouro” (Sl.68:13). No batismo, Jesus confirmou a Sua nova aliança como sinal da presença “do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo” (Mt.28:20), com todo aquele que aceita ser Seu discípulo. E Ele está reunindo um povo, hoje, diferente não somente pelo que veste e pelo que come, mas por viver o evangelho em sua essência. Pessoas que, qual Filipe, são guiadas pelo Espírito Santo (At.8:29) e, qual o eunuco etíope, entendem que não podem adiar a sua entrega a Cristo: “Eis aqui água; que impede que seja eu batizado?” (At.8:36).

Amados, andar com Jesus não significa apenas pregar o evangelho e mostrar piedade. João se considerou indigno de levar as sandálias de Cristo (v.11), mas descobriria mais a frente que não apenas as levaria, mas as experimentaria. Muitos têm indagado acerca da validade e importância do batismo por imersão. Não há nada de especial nas águas do batismo. Não há uma mudança instantânea do caráter daquele que é batizado. Mas uma coisa é certa: Jesus, que não tinha pecado, foi batizado e ordenou que sejamos batizados também. Essa já deveria ser razão mais do que suficiente para todo Aquele que O ama e deseja segui-Lo.

Olhemos para as multidões no Jordão, para o eunuco etíope, para os milhares batizados no Pentecostes, para Cornélio, que foi tido por “piedoso e temente a Deus” mesmo antes de ser batizado (At.10:2). O batismo, portanto, não é um atestado de piedade, mas deve ser a confirmação de nosso compromisso com Jesus porque Ele assim nos ordenou; bem como a circuncisão na antiga aliança não era garantia de salvação, mas um símbolo de pertencimento e identidade. O batismo é a nossa certidão de nascimento no reino de Deus, que devemos conservar a cada dia mediante “o lavar regenerador e renovador do Espírito Santo, que Ele derramou sobre nós ricamente, por meio de Jesus Cristo, nosso Salvador” (Tt.3:5). Todo aquele que se batiza, “confessando os seus pecados” (v.6), por meio da justiça de Jesus Deus lhe confere a sagrada filiação: “Este [esta] é Meu [Minha] filho [filha] amado [amada], em quem Me alegro” (v.17). Vigiemos e oremos!

Feliz sábado, filhos amados do Pai!

* Oremos pelo batismo com o Espírito Santo.

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Mateus3 #RPSP

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