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“Vigiai e orai para que não entreis em tentação; o espírito, na verdade, está pronto, mas a carne é fraca” (v.38).
Ungido com o mais puro nardo e com o coração pleno de compaixão por aquela mulher cuja gratidão foi maior do que o medo das acusações, Jesus Se preparava para os momentos finais de Sua missão. Indignado com o que julgou ser um “desperdício de bálsamo” (v.4), Judas assinou a sua própria sentença de morte ao trocar Jesus por míseras moedas de prata. O tempo em que andara com Cristo fora suficiente para saber que sua atitude não passaria desapercebida diante do Mestre. Logo sua ação seria exposta à reflexão.
Num espaço restrito apenas aos Seus doze companheiros mais íntimos, Jesus repartiu a ceia da Páscoa. Sua última advertência a Judas proclamava o amor que não possui rival. O traidor, contudo, não aceitando o último chamado, saiu dali para a sua própria condenação. E com a mesma disposição que Judas saiu para trair Jesus, os discípulos afirmavam tê-la para não abandoná-Lo. Disposição que foi frustrada tão logo a ameaça lhes cercou. Pois que “deixando-O, todos fugiram” (v.50).
A última passagem de Jesus pelo jardim do Getsêmani certamente foi o marco da pior batalha espiritual que Ele teve de enfrentar. Levando Consigo apenas três de Seus discípulos, Sua terrível angústia transpareceu-Lhe na face um semblante jamais visto. “Tomado de pavor e de angústia” (v.33), Aquele que há pouco havia entrado em Jerusalém com aclamações de louvor, sabia que estava prestes a beber do cálice que O faria sair de cidade santa carregando uma culpa que não Lhe pertencia. Pois “Ele tomou sobre Si as nossas enfermidades e as nossas dores levou sobre Si; e nós O reputávamos por aflito, ferido de Deus e oprimido” (Is.53:4).
Ao serem despertados pela primeira vez, os três discípulos logo contemplaram Jesus como nunca tinham visto antes. “Triste até à morte” (v.34), Seu rosto profundamente abatido estava regado com lágrimas e com sangue. A Sua advertência dada diretamente a Pedro não foi sem razão. Se ele tivesse vigiado e orado como Jesus ordenou, não teria passado pela experiência de negá-Lo. A exortação à vigilância nos condiciona a uma vida de constante dependência. Deus não nos chamou a fim de termos uma vida livre de problemas, mas prometeu estar conosco em todos os momentos de adversidade e nos fortalecer assim como Jesus foi fortalecido até o fim de Sua missão terrestre.
“Ainda dormis e repousais! Basta! Chegou a hora” (v.41)! Esse é o recado de Cristo a cada um de nós, hoje, amados! O traidor de todos os tempos sabe que “pouco tempo lhe resta” (Ap.12:12) e avança a passos largos tentando destruir o maior número de pessoas que puder. Nunca houve tempo tão oportuno para cair em si e desatar a chorar (v.72) aos pés do Único que pode nos salvar! “Vigiai e orai” (v.38), pois eis que diante de nós já se descortina o “tempo de angústia qual nunca houve” (Dn.12:1). Perto está o dia em que veremos “o Filho do Homem assentado à direita do Todo-Poderoso e vindo com as nuvens do céu” (v.62). Façamos parte de Seu derradeiro exército de oração! Despertai, igreja do Deus vivo! “Levantai-vos, vamos!” (v.42). Vigiemos e oremos!
Bom dia, exército de oração!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Marcos14 #RPSP
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“Estai de sobreaviso, vigiai [e orai], porque não sabeis quando será o tempo” (v.33).
Como mãe, me preocupo com meus filhos e desejo que eles cresçam saudáveis, que sejam prósperos e felizes em cada aspecto da vida e, principalmente, que sejam amigos de Jesus e futuros cidadãos do reino celeste. Mas ainda que o meu amor por eles seja tão forte, jamais poderia superar o amor de Deus por cada um de nós. Com a entrada do pecado no mundo, o Criador teve que ver aqueles que criou para a eternidade morrendo e matando uns aos outros. A fome, o choro, as guerras, as angústias, as doenças, as manifestações da natureza em ebulição, tudo isso machuca o coração do Senhor e se avoluma com o aumento da corrupção apontando para o maior evento de todos os tempos, “que está próximo, às portas” (v.29).
Diante do cenário estonteante do templo cujas pedras de mármore branco refletiam a luz do sol, grande admiração tomou conta do coração dos discípulos. Aquele lugar era o que tinham como referência de sagrado e despertava-lhes profunda reverência. Quando Jesus lhes disse que não ficaria “pedra sobre pedra” no templo “que não fosse derribada” (v.2), eles ficaram sobremodo aflitos. Mas, “Pedro, Tiago, João e André” (v.3) não guardaram a aflição para si. Em momento oportuno, pediram ao Mestre que lhes revelasse qual seria o sinal que precederia o fim dos tempos.
O relato que se segue apresenta não somente um, mas diversos sinais que devem ser observados sabendo que algo maior está para acontecer. E diante de tão solene mensagem, as primeiras palavras de Cristo foram: “Vede que ninguém vos engane” (v.5). Portanto, o primeiro sinal apontado por Ele, como grande evidência de que o fim está próximo, foi o engano. Sucessivamente, outros sinais foram apresentados como “princípio das dores” (v.8). Comparando o cumprimento do tempo profético com uma mulher que está prestes a dar à luz, Jesus revelou quais seriam as primeiras e as derradeiras “contrações” até que Ele viesse segunda vez.
Apesar da aplicação desta profecia ser também referente à destruição de Jerusalém no ano 70 d.C., o seu maior enfoque está na segunda vinda de Jesus à Terra, a Sua gloriosa aparição. E de forma insistente, Ele mostrou aos Seus atentos discípulos a importância da vigilância: “Estai vós de sobreaviso” (v.9 e 23); “vigiai e orai” (v.33); “Vigiai” (v.35); “O que, porém, vos digo, digo a todos: vigiai!” (v.37). Sobre o retorno do Senhor ser certo e repentino, o apóstolo Paulo escreveu: “Quando andarem dizendo: Paz e segurança, eis que lhes sobrevirá repentina destruição, como vêm as dores de parto à que está para dar à luz; e de nenhum modo escaparão” (1Ts.5:3). Portanto, amados, precisamos estar apercebidos, pois “a respeito daquele dia e hora ninguém sabe” (v.32).
O profeta Habacuque, compreendendo a importância de tal atitude, logo a colocou em prática: “Pôr-me-ei na minha torre de vigia, colocar-me-ei sobre a fortaleza e vigiarei para ver o que Deus me dirá e que resposta eu terei à minha queixa” (Hc.2:1). E a sua firme decisão logo resultou em uma resposta positiva: “Porque a visão ainda está para cumprir-se no tempo determinado, mas se apressa para o fim e não falhará; se tardar, espera-o, porque, certamente, virá, não tardará” (Hc.2:3). Nesse tempo de pandemia, quando as coisas andam tão incertas, precisamos nos apegar à promessa divina e clamar pelo Espírito Santo, orando uns pelos outros.
Deus tem um povo que, vigilante, tem aguardado o tempo determinado da vinda de Seu Salvador. Assim como as dores de parto vão aumentando de intensidade, os sinais têm se intensificado apontando para o maior evento de todos os tempos, que está “às portas” (v.29). Todos, crentes e descrentes, “verão o Filho do Homem vir nas nuvens, com grande poder e glória” (v.26). Não sabemos o dia e nem a hora, mas sabemos como devemos estar diante da expectativa do retorno do nosso Senhor: “com toda oração e súplica, orando em todo o tempo no Espírito e para isto vigiando com toda perseverança e súplica por todos os santos” (Ef.6:18).
“Tamanha tribulação como nunca houve desde o princípio do mundo” (v.19) está prestes a acontecer. E, se estivermos vivos até lá, precisamos estar prontos para suportá-la. Vigiar, ou seja, estar atentos aos sinais e alicerçados na verdade, nos livrará dos enganos do maligno. Assim como o profeta Habacuque, aguardemos com perseverança a resposta do Senhor, olhando sempre para Jesus. Pois que, certamente, “a nossa salvação está, agora, mais perto do que quando no princípio cremos” (Rm.13:11). Vigiemos e oremos!
Bom dia, “escolhidos” (v.27) do Senhor!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Marcos13 #RPSP
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“Respondeu-lhes Jesus: Não provém o vosso erro de não conhecerdes as Escrituras, nem o poder de Deus?” (v.24).
De uma parábola a uma situação da vida real, este capítulo reforça o princípio da fidelidade a Deus e aos homens. A fim de restaurar a Sua aliança tantas vezes quebrada por Israel, o Senhor enviou os Seus servos, os profetas, “dos quais espancaram uns e mataram outros” (v.5). Geração após geração Deus levantava os Seus atalaias com mensagens de advertência e de juízo, e seus líderes eram os primeiros a rejeitar a Palavra do Senhor. Desta forma, ao enviar ao mundo “Seu Filho amado” (v.6), pela dureza de seus corações fizeram com Ele pior do que fizeram aos profetas, matando-O e atirando-O “para fora da vinha” (v.8) como um indigente. Na ambição de construir um reino, rejeitaram “a principal pedra, angular” (v.10).
A notoriedade da sabedoria de Jesus e de Seus ensinamentos era constantemente ameaçada por perguntas formuladas com vistas a fazê-Lo tropeçar nas próprias palavras. O ódio nacional contra Roma, pelos encargos que tinham de se submeter, principalmente quanto aos encargos tributários, era o combustível principal dos líderes judeus; ódio que era transmitido ao povo em forma de interpretações das Escrituras conforme suas expectativas quanto ao Messias como um líder militar e político. Ao ouvirem de Jesus: “Dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus” (v.17), “muito se admiraram dEle” (v.18), mas não podiam aceitar que Aquele fosse o Ungido de Deus que os livraria do jugo romano. Com os olhos fixos em um reino terreno, perderam de vista o “reino de Deus” (v.34).
Os saduceus, por outro lado, tinham a ressurreição como seu objeto de debate favorito. Descrentes sobre a ressurreição, apresentaram a Jesus o fundamento arenoso de sua crença: suas próprias conclusões a respeito do que “Moisés nos deixou escrito” (v.19). A Bíblia fala a respeito de duas ressurreições: “Muitos dos que dormem no pó da terra ressuscitarão, uns para a vida eterna, e outros para vergonha e horror eterno” (Dn.12:2). Quando o Senhor voltar em glória, “os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro” (1Ts.4:16). “Os restantes dos mortos não reviveram até que se completassem os mil anos” (Ap.20:5). “Não vos maravilheis disto, porque vem a hora em que todos os que se acham nos túmulos ouvirão a Sua voz e sairão: os que tiverem feito o bem, para a ressurreição da vida; e os que tiverem praticado o mal, para a ressurreição do juízo” (Jo.5:28-29).
O “Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó” (v.26), “não é Deus de mortos, e sim de vivos” (v.27). Esses patriarcas que hoje dormem no pó da terra um dia ouvirão a mesma voz que despertou Lázaro do sono da morte (Jo.11:43). Pois aqueles que morrem em Cristo foram salvos da morte eterna e logo serão despertados para encontrar o “Senhor nos ares, e, assim, estaremos para sempre com o Senhor” (1Ts.4:17). A ressurreição de Jesus e Sua vitória sobre a morte é a nossa garantia de que “nem a morte […] poderá separar-nos do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor” (Rm.8:38, 39). Paulo também escreveu que “se Cristo não ressuscitou, é vã a vossa fé, e ainda permaneceis nos vossos pecados. […] Se a nossa esperança em Cristo se limita apenas a esta vida, somos os mais infelizes de todos os homens” (1Co.15:17, 19).
O nosso amor, serviço e fidelidade, portanto, devem ser dedicados Àquele que não nos prometeu um reino aqui nesta terra de pecado, mas um reino eterno em uma terra renovada e purificada (Ap.21:1). O grande mandamento que deve estar escrito nas tábuas de nosso coração consiste em amar a Deus e ao nosso próximo não pelos critérios humanos, mas acima de “todos os holocaustos e sacrifícios” (v.33), acima de toda tentativa de justificação própria (v.40). Pois a fidelidade não é uma barganha com Deus, e sim uma resposta de gratidão ao Deus que nos salvou e que, por Sua graça e bondade, promove a transformação do nosso caráter um dia de cada vez.
A genuína compreensão das Escrituras resulta na “fé que atua pelo amor” (Gl.5:6). É uma obra divina, e não humana. A nossa parte é a de, como aquele escriba, aceitar e crer: “Muito bem, Mestre, e com verdade disseste” (v.32). Assim fazendo, Jesus nos diz: “Não estás longe do reino de Deus” (v.34). Está na hora do povo que se chama pelo nome de Deus parar de oferecer a Ele do que lhe sobra e colocar tudo o que possui no altar do Senhor. Não entendam mal, amados. Não falo aqui de recursos materiais, mas de uma vida de fidelidade integral. Quando compreendemos que Deus nos enviou o Seu Filho amado como oferta em nosso lugar, os recursos materiais já não são mais motivo de preocupação, e, como a “viúva pobre” (v.42), ofertar se torna um ato voluntário de amor ao Deus que nos salvou.
Logo o nosso Senhor voltará. Quer vivos, quer ressuscitados, que possamos ouvir naquele grande Dia: “Muito bem, servo bom e fiel; foste fiel no pouco, sobre o muito te colocarei; entra no gozo do teu Senhor” (Mt.25:21). Vigiemos e oremos!
Bom dia, servos fiéis de Cristo!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Marcos12 #RPSP
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“E, quando estiverdes orando, se tendes alguma coisa contra alguém, perdoai, para que vosso Pai celestial vos perdoe as vossas ofensas” (v.25).
Eis o que profetizou Zacarias: “… eis aí te vem o teu Rei, justo e salvador, humilde, montado em jumento, num jumentinho, cria de jumenta” (Zc.9:9). A vida de Cristo cumpriu à risca todas as profecias a Seu respeito. Do Seu nascimento à Sua morte, tudo nEle foi o perfeito cumprimento da missão em resgatar a humanidade. Montado num jumentinho, Sua entrada em Jerusalém foi aclamada e ovacionada. Vozes se uniram em louvor Àquele que fez os mudos falarem. Aparentemente, o cenário apontava para um povo que finalmente O havia reconhecido como o Enviado de Deus, o Messias prometido.
A expressão “Hosana”, em hebraico, significa “salva agora” ou “salva-nos, te imploramos”. O povo clamou para que Jesus estabelecesse o Seu Reino naquele momento. Estavam prontos para coroá-Lo Rei, mas tão logo Jesus entrou em Jerusalém, “no templo, tendo observado tudo” (v.11), partiu para Betânia na companhia de Seus discípulos. Acabaram as homenagens, cessaram os gritos de alegria que, uma semana depois, se tornariam em escárnio e humilhação no cruel e injusto coro: “Crucifica-O!” (Mc.15:13).
Quando retornou a Jerusalém, a realidade do templo provocou o profundo zelo do Senhor dos Exércitos. Com autoridade e intrepidez, Jesus expulsou todos aqueles que não estavam ali para adorar, mas para se beneficiar às custas dos adoradores. O lugar que era para ser movido por orações e súplicas, havia sido “transformado em covil de salteadores” (v.17). E como aquela figueira que, de longe, parecia um convite para saciar a fome, mas na verdade não passava de uma árvore sem frutos, o templo havia se tornado apenas em um belo lugar, mas infrutífero espiritualmente.
A vida espiritual da igreja não pode ser medida por seu aparente fervor (v.9-10). Aclamações e manifestações verbais não são provas de uma igreja viva e poderosa. Precisamos lembrar que o poder do Espírito Santo foi derramado sobre os discípulos quando estes estavam reunidos em oração a portas fechadas após dez dias de busca pelo reavivamento prometido. E esta busca incluía a resolução de conflitos e a necessidade de reconciliação uns com os outros. Só então, o Espírito Santo foi derramado e a igreja primitiva passou a produzir os frutos de um relacionamento íntimo com Deus.
Deus tem agido com poder e ousadia a fim de alcançar corações ainda endurecidos. E o que Ele espera de nós, como “a igreja do Deus vivo, coluna e baluarte da verdade” (1Tm.3:15), é que a nossa vida seja frutífera a tempo e fora de tempo. Que ao aproximarem-se de nós aqueles que estão sedentos em conhecer a Deus por meio de Sua Palavra, não sejam decepcionados por se deparar com cristãos de aparência mas que não têm o alimento espiritual para oferecer. Que a nossa vida glorifique a Deus sendo o louvor de “Hosanas” que o mundo precisa ouvir. “Tende fé em Deus” (v.22) e permita que o Espírito Santo expulse de sua vida tudo aquilo que a tem maculado, porque você é “santuário do Espírito Santo” (1Co.6:19). Vigiemos e oremos!
Feliz semana, coluna e baluarte da verdade!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Marcos11 #RPSP
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“Pois o próprio Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a Sua vida em resgate por muitos” (v.45).
Por alguma razão, o evangelho de Marcos é o único que contém todas as predições de Cristo a respeito de Sua morte e ressurreição. E em todas elas Ele falou com bastante clareza. O que impedia os discípulos de não as entender era, provavelmente, a negação em aceitar que seriam separados de seu Mestre. Aquilo era demais para suas mentes ansiosas por grandeza. O percurso de Cristo na Terra, no entanto, tinha um plano sequencial que os discípulos não souberam reconhecer. A vida de Jesus – Seu ministério, morte e ressurreição – pode ser claramente vista no Antigo Testamento.
Mais uma vez podemos vislumbrar Jesus cumprindo as Suas Escrituras, pelo fato de que, assim como Josué liderou Israel na travessia do Jordão para conquistar Jericó, também “Jesus, foi […] para o território da Judeia, além do Jordão” (v.1), e, com Seus discípulos, “foram para Jericó” (v.46). Vocês compreendem a beleza da Palavra de Deus e como a vida de Cristo estava sempre intrinsecamente ligada a ela? Jesus não dava um só passo sem seguir a orientação do Pai. Sua comunicação com o centro de comando do Universo era a oração e Sua bússola, a santa Palavra de Deus. Mas entre o Jordão e Jericó havia obstáculos para Josué (que, por sinal, é o nome hebreu equivalente a Jesus, que significa “Salvador” ou “O Senhor salva”).
Semelhantemente, Jesus teve de lidar com obstáculos: com mais um grupo de fariseus e suas armadilhas verbais, com a insensibilidade dos discípulos em tentar impedir que Ele abençoasse as crianças, com o questionamento de um jovem de coração dividido e com o pedido sem cabimento de Tiago e João. Mas assim como o povo de Israel gritou e “ruíram as muralhas” de Jericó (Js.6:20), o grito insistente de Bartimeu também resultou em um milagre. E sabem o que é mais lindo nisso tudo? É que o nosso Deus Se preocupa com o nosso casamento (v.7-8), com as crianças (v.14), com os jovens (v.21), com os ricos (v.27), com os ambiciosos (v.37) e com os pobres (v.46). Ou seja, Jesus Se preocupa com todos e tem palavras de apreço e de orientação para todos nós.
A uns Jesus responde com outra pergunta reflexiva (v.3). A outros, simplesmente chama para perto de Si tomando-os nos braços (v.16). Outros, Ele olha com amor, mesmo sabendo que será rejeitado (v.21). Outros ainda, Ele gentilmente chama “para perto de Si” (v.42) a fim de protegê-los do que eles próprios buscaram. E aqueles que, mesmo aparentemente ignorados por um tempo, são chamados por Ele (v.49). Sabem, amados, cada relato escrito da vida de Jesus também tem o objetivo de alcançar a minha e a sua vida. No capítulo de hoje Jesus nos diz que Ele deseja fazer parte da nossa história, da nossa vida. Ele nos diz que a nossa travessia está chegando ao fim e logo entraremos na terra prometida.
É só um pouco mais, e não seguiremos “Jesus estrada fora” (v.52) somente, mas “estaremos para sempre com o Senhor” (1Ts.4:17). Eu creio nisso! Você crê? Então, com um só coração e espírito, vigiemos e oremos!
Feliz sábado, aqueles que recebem “o reino de Deus como uma criança” (v.15)!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Marcos10 #RPSP
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“E Ele, assentando-Se, chamou os doze e lhes disse: Se alguém quer ser o primeiro, será o último e servo de todos” (v.35).
Em Cristo, Deus incidiu sobre o mundo a revelação de Seu reino. Através de Sua vida, de Suas palavras e perfeita obediência, Jesus anunciou a chegada do reino de Deus a começar por Sua morte e ressurreição e pela dispensação dos dons do Espírito Santo na vida de Seus escolhidos. E um vislumbre do reino foi manifestado na ocasião da transfiguração. Levando “Consigo a Pedro, Tiago e João” (v.2), Jesus lhes revelou a glória do reino eterno. Aqueles discípulos haviam crescido ouvindo sobre como seria a libertação de Israel pelo Messias. De como o Cristo os libertaria do jugo romano e estabeleceria Seu trono em Jerusalém. Atordoado por tão sublime experiência, Pedro logo cuidou em sugerir edificar ali mesmo o que poderia ser a sede militar de Jesus.
A aparição de Elias certamente os intrigou, como se fosse o cumprimento da antiga profecia: “Eis que vos enviarei o profeta Elias, antes que venha o grande e terrível Dia do Senhor” (Ml.4:5). Jesus, porém, desmistificou a profecia ao afirmar que “Elias já veio” (v.13), referindo-Se a João Batista (Mt.11:14). Aquele momento no alto do monte representava o começo e não o fim. Pedro, Tiago e João foram chamados por Cristo em momentos específicos de Seu ministério e foram ensinados a guardar em silêncio alguns destes momentos até o tempo oportuno (v.9). E o capítulo de hoje apresenta algumas situações que revelam o quanto os discípulos ainda precisavam aprender antes de assumir o posto de embaixadores do país celestial.
É quando a obra de Deus avança, quando subimos ao monte da comunhão para encontrar Jesus, que Satanás aguarda a nossa descida para tentar nos perturbar. Aquele pai estava sobremodo aflito e, frustrado pelo fracasso dos discípulos, foi em busca de seu último recurso. Jesus viu a sinceridade de seu coração e, mesmo em face da sua confissão de incredulidade, a cura do seu filho também simbolizava a cura de sua fé. As forças espirituais do mal precisam ser combatidas “por meio de oração [e jejum]” (v.29). Foi assim que Jesus venceu o inimigo no deserto. E para que sejamos vitoriosos com Ele, necessitamos nos desarmar do orgulho e da cobiça e nos revestir “de toda a armadura de Deus” (Ef.6:11).
A discussão dos discípulos “sobre quem era o maior” (v.34) só reforça o fato de que a jornada cristã é um processo diário de aprendizado e transformação. Jesus precisava desconstruir as ambições insensatas de Seus discípulos para então edificar em seus corações o fundamento do reino dos céus: Suas palavras ouvidas e praticadas com a simplicidade de uma criança. E da discussão sobre uma posição privilegiada no reino celeste, Jesus apontou o singelo ato de oferecer “um copo de água” (v.41) a um filho Seu como algo digno do galardão (v.41). Precisamos subir ao monte da comunhão com Deus e sair de lá com a provisão necessária para atender as necessidades de todos quanto o Espírito Santo colocar em nosso caminho. Pois aquele que não abre mão de tudo o que o faz tropeçar, acabará servindo de tropeço para outros e recebendo o destino fatal “preparado para o diabo e seus anjos” (Mt.25:41).
Amados, precisamos ter sal em nós mesmos “e paz uns com os outros” (v.50) se quisermos entrar no reino dos céus. Oxalá Jesus diga a respeito de nós que de maneira alguma passaremos pela morte até que vejamos “ter chegado com poder o reino de Deus” (v.1). O reino que começou em Cristo ressuscitado se revelará no fim em Cristo glorificado. Jesus revelou aos discípulos a Sua morte e ressurreição (v.31). “E isto Ele expunha claramente” (Mc.8:32). Mas seus corações ainda endurecidos não compreendiam o significado de tal predição. Que possamos, contudo, compreender o que Jesus nos expõe com clareza: “E eis que venho sem demora, e Comigo está o galardão que tenho para retribuir a cada um segundo as suas obras” (Ap.22:12). E, como os discípulos no Pentecostes, que cheios do poder do Espírito Santo, recebamos os últimos pequeninos que Jesus espera salvar. Vigiemos e oremos!
Bom dia, futuros cidadãos do reino celeste!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Marcos9 #RPSP
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“Ao que lhes disse Jesus: Não compreendeis ainda?” (v.21).
Dizem que a maior parte do ministério terrestre de Jesus foi a de curar. E os relatos dos evangelhos testificam isso. Precisamos, porém, compreender o objetivo maior da cura e dos milagres. Diante de uma “grande multidão” (v.1), Jesus expôs o alimento espiritual. Durante três dias aquelas pessoas estiveram com o Mestre divino, sendo confortadas e doutrinadas por Suas palavras, cheias de doçura e verdade. Mas Jesus também reconhecia suas necessidades e limitações físicas. E mesmo em face da letargia de Seus discípulos, realizou a segunda multiplicação de pães e peixes, despedindo aquela multidão com Sua perfeita provisão.
Entre os que se reuniam para ouvi-Lo estavam também os fariseus: um grupo domesticado por suas próprias tradições e inflexível quanto ao que acreditavam como religião. Tentavam constantemente a Cristo com perguntas maliciosas ou pedidos aleatórios. Ao pedirem “um sinal do céu” (v.11), Jesus expressou uma decepção tão profunda que em lugar nenhum do Novo Testamento encontraremos a palavra grega utilizada aqui. Os líderes religiosos de Seu povo, aqueles que deveriam instruir Israel sobre o verdadeiro conhecimento eram os mais ignorantes a respeito do que realmente importava. Não tinham o rico e suficiente alimento para oferecer ao povo. Suas vidas não passavam de um fermento cuja influência levedava a influência de Cristo.
Mas os discípulos não entendiam a metáfora bem empregada por Jesus acerca dos ensinamentos dos líderes de Israel, de modo que tiveram de ouvir as duras indagações: “Ainda não considerastes, nem compreendestes? Tendes o coração endurecido? Tendo olhos, não vedes? Tendo ouvidos, não ouvis?” (v.17, 18). A maior e mais terrível perseguição não viria da parte de Roma ou de outros povos pagãos, mas daqueles que diziam seguir a Deus. Se os discípulos não entendessem que sua fé e sua vida cristã precisava de um toque diário de cura, dariam início apenas a mais uma religião de aparências, com uma visão tão turva e confusa quanto a do cego em Betsaida ao abrir os olhos pela primeira vez (v.24).
Eu vejo Jesus, hoje, tomando o Seu povo pela mão para fora de sua zona de conforto e aplicando-lhe nos olhos o que sai de Sua boca (v.23). À primeira vista, todos nós não enxergávamos senão o vulto da mensagem adventista. Contudo, creio, com convicção, de que a visão clara e perfeita já está à disposição de todos aqueles que têm buscado com genuíno interesse o reavivamento prometido. Reavivamento e reforma consiste em renúncia, em “perder a vida por causa de [Cristo] e do evangelho” (v.35). Apenas confessar que Jesus é o Cristo não é suficiente. Jesus precisa ser o nosso Senhor e Salvador pessoal. Há uma cura disponível a todos nós e esta só dará o fruto do Espírito quando entendermos que precisamos primeiro levá-la “para casa” (v.26).
A maioria esmagadora das famílias está tão destroçada e tão carente do alimento espiritual, amados! E “Não compreendeis ainda” (v.21) que “Não só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que procede da boca de Deus?” (Mt.4:4). O maior milagre não está na cura física, mas em aceitarmos carregar o instrumento de morte: “Se alguém quer vir após Mim, a si mesmo se negue, tome a sua cruz e siga-Me” (v.34). Jesus não disse que temos que carregar a cruz dEle, e sim a nossa. Precisamos morrer para o mundo e viver para Deus! Isso não significa uma vida somente de dores e aflições, mas uma vida que mesmo sofrendo terríveis perseguições e provações, não se envergonha de Jesus e de Suas palavras. Porque, bem alimentada do pão do Céu, e com o coração ardendo pela contemplação de Cristo em Sua Palavra, seus olhos podem distinguir “de modo perfeito” (v.25) a missão que o Senhor lhe confiou, para onde deve ir e o que deve evitar (v.26).
Nunca o mundo clamou tanto por cura como agora em tempos tão difíceis e incertos. Sejamos, pois, a geração de verdadeiros adoradores que repartirá com as multidões a perfeita provisão divina. Certamente aproxima-se o tempo em que haverá “fome sobre a Terra, não de pão, nem sede de água, mas de ouvir as palavras do Senhor. Andarão de mar a mar e do Norte até o Oriente; correrão por toda a parte, procurando a palavra do Senhor, e não a acharão” (Am.8:11-12). Que Jesus nos encontre reavivados por Sua Palavra “quando vier na glória de Seu Pai com os santos anjos” (v.38). Vigiemos e oremos!
Bom dia, reavivados pela Palavra de Deus!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Marcos8 #RPSP
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“E disse-lhes ainda: Jeitosamente rejeitais o preceito de Deus para guardardes a vossa própria tradição” (v.9).
A diferença entre o puro e o imundo e entre o santo e o profano havia sido transformada em um conjunto de regras e tradições que eram manipuladas pelos escribas e fariseus como um meio de expor sua religiosidade. Ao contrário dAquele que buscava a discrição (v.36), os líderes judeus faziam de tudo para serem notados e aclamados como exímios observadores da Lei. Julgando estar fazendo a vontade de Deus, “jeitosamente” (v.9) rejeitavam o “Assim diz o Senhor” para guardar suas próprias tradições.
Jesus não condenou as leis de higiene e nem as leis de saúde, e sim a maneira como elas eram observadas. Na verdade, as regras citadas no capítulo de hoje não fazem parte do corpo de leis dadas por Deus a Moisés, mas faziam parte da “tradição dos anciãos” (v.3). Enquanto lavavam as mãos várias vezes, seus corações estavam cheios de impurezas. E por mais que Jesus os advertisse, a dura cerviz os impedia de entender o que realmente importa aos olhos de Deus. Considerando “puros todos os alimentos” (v.19), Jesus não autorizou a ingestão da carne de animais imundos, pois estes nem como alimento são considerados, mas considerou puro todo o alimento ainda que ingerido sem que fosse observada a tradição de lavar as mãos, porque o Seu objetivo era que o povo entendesse algo muito maior.
“Ouvi-Me, todos, e entendei” (v.14), foi o apelo de Cristo para que toda a multidão compreendesse o real significado de Suas palavras. Pois longe de estar fazendo o mesmo que fizeram os escribas e fariseus para com os discípulos, Jesus não os estava criticando, mas admoestando quanto ao uso do rigor das tradições em detrimento da Lei de Deus. Se observarmos com atenção a lista dos “maus desígnios” (v.21) que procedem do coração humano, perceberemos que todos eles estão relacionados com a quebra dos dez mandamentos. A Lei de Deus, portanto, funciona como um espelho, para que possamos reconhecer a nossa natureza pecaminosa e a nossa necessidade de um Salvador, e não para contemplarmos a nossa própria imagem com o orgulho de um legalista.
Ser um observador da Lei está muito acima de ser um crítico praticante de rituais. Ser um observador da Lei envolve, em primeiro lugar, o que Cristo mesmo elencou como a primeira bem-aventurança: “Bem-aventurados os humildes de espírito, porque deles é o reino dos céus” (Mt.5:3). Felizes os que confessam diante de Deus a sua necessidade de um Salvador. Felizes os que assumem que, diante de sua condição pecaminosa e de seu coração “desesperadamente corrupto” (Jr.17:9), não conseguem fazer nada sem Jesus. Felizes aqueles que, à semelhança da mulher siro-fenícia, perseveram em humilhar-se perante o Senhor do Universo, porque, no final de suas súplicas, vem a vitória. Felizes os que têm um encontro com Jesus “à parte” (v.33), e permitem que Ele os cure de sua surdez espiritual e de sua língua impedida de louvá-Lo.
Não fomos chamados por Deus para sermos juízes de nossos irmãos, e sim para sermos servos uns dos outros. Deus conhece o nosso coração e sabe exatamente o que somos na essência. E todo aquele que O ama e O busca não sentirá orgulho próprio, mas em sua vergonha por sua condição tão dessemelhante de Cristo não encontram posição mais confortável a não ser prostrar-se diante do Único capaz de salvá-lo. A bênção do Senhor e a Sua aprovação não depende do que fazemos ou deixamos de fazer, mas do que permitimos que o Espírito Santo realize em nós. Toda a súplica que ascende aos céus com humildade promove o maior dos milagres, que é a transformação das “obras da carne” (Gl.5:19) em “fruto do Espírito” (Gl.5:22).
“Acheguemo-nos, portanto, confiadamente, junto ao trono da graça, a fim de recebermos misericórdia e acharmos graça para socorro em ocasião oportuna” (Hb.4:16). Vigiemos e oremos!
Bom dia, humildes de espírito!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Marcos7 #RPSP
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“Não é Este o carpinteiro, filho de Maria, irmão de Tiago, José, Judas e Simão? E não vivem aqui entre nós suas irmãs? E escandalizavam-se nEle” (v.3).
Durante trinta anos, Jesus havia convivido com a humanidade, observando suas mazelas e andando com pecadores. Destes trinta anos, pouco mais de vinte viveu em Nazaré. Antes de dar início ao Seu ministério público, o Seu caráter santo e irrepreensível se destacava entre seus irmãos e no meio de Seu povo. Suas palavras eram doces e cheias de fidelidade. Suas atitudes eram revestidas de amor e de compaixão. Mas, de qualquer forma, à vista dos Seus, Ele não passava de um bom homem que havia crescido entre eles. Diante da incredulidade de corações que não aceitaram olhar para Jesus com os olhos da fé, Sua missão foi incompreendida e Sua natureza divina rejeitada.
Ao transmitir as instruções aos doze discípulos, Cristo os advertiu acerca das dificuldades que certamente haveriam de passar. Munidos apenas de um bordão e da roupa do corpo, as primeiras duplas missionárias foram enviadas para sentir na pele as bênçãos e os desafios do trabalho missionário. Com certeza, após este período de árduo serviço e do duro golpe da notícia sobre a morte de João Batista, o coração dos apóstolos foi fortemente atribulado. Tomados pela exaustão, foram surpreendidos pelas consoladoras palavras: “Vinde repousar um pouco, à parte, num lugar deserto” (v.31). Jesus valorizou a necessidade humana do descanso. Em linguagem contemporânea, poderíamos dizer que Jesus nos convida a termos os nossos momentos “off-line” com Ele. Momentos de estar a sós com Cristo para recarregarmos as nossas “baterias”.
Contudo, muito além do cansaço físico e emocional, estava a compaixão por aqueles pelos quais tornou-Se servo. Não tendo “tempo nem para comer” (v.31), Jesus e os doze apóstolos encontravam, em cada parada, uma grande multidão de ovelhas feridas, desgarradas e necessitadas do alimento físico, emocional e espiritual. Mas ao pedir aos discípulos para alimentar as multidões, Cristo não os desafiou a fazer, por seus próprios esforços, que “cinco pães e dois peixes” (v.38) fossem alimento suficiente para todos, e sim que aquela pequena porção fosse entregue em Suas mãos. A parte que coube aos discípulos foi a de distribuir, de repartir. Ali, Jesus ensinou outra importante lição ao Seu grupo apostólico: o pouco do homem que é dedicado a Deus em benefício do próximo, torna-se em montante suficiente para quem o recebe e em lucro para quem o dá. Afinal, todos “comeram e se fartaram; e ainda recolheram doze cestos cheios” (v.42-43).
A descrença no poder de Deus e a falta de conhecimento a Seu respeito redundam em rejeição. Herodes, por exemplo, sabia que João não era uma pessoa comum, mas um “homem justo e santo” (v.20). As palavras do pregador itinerante lhe deixavam perplexo, a ponto de escutá-lo “de boa mente” (v.20). Mas a atitude de Herodes não passou de perplexidade e, permitindo ser governado por seus próprios impulsos, fez um juramento que lhe roubou a paz. Quantos há que, da mesma forma, têm ouvido as verdades da Palavra de Deus com a mesma animosidade, mas que, por não tomarem uma firme decisão, cambaleiam “como ovelhas que não têm pastor” (v.34) para um abismo sem volta. Jesus não pode fazer milagre onde existe resistência. Quantas vezes não tentamos conduzir a nossa vida lutando por conta própria contra os ventos desta vida, enquanto Jesus está bem à nossa frente, a nos dizer: “Tende bom ânimo! Sou Eu. Não temais!” (v.50).
Até mesmo os discípulos estavam vulneráveis a endurecer o coração (v.52). Ninguém está imune, amados. Mas o Maravilhoso Conselheiro nos ensinou a receita contra esta enfermidade cardíaca: servir uns aos outros. Ao enviar os discípulos para ensinar, ao proporcionar-lhes a obra de distribuir o alimento à multidão, ao compelir-lhes “a embarcar” (v.45) e permitir que compartilhassem daqueles momentos de turbulência, Jesus estava lhes ensinando a sábia lição do serviço altruísta. Afinal de contas, Ele mesmo afirmou: “Nisto conhecerão todos que sois Meus discípulos: se tiverdes amor uns aos outros” (Jo.13:35). Que as Escrituras não sejam em nossa vida motivo de perplexidade, mas a Palavra de Deus viva que continue nos conduzindo ao pleno conhecimento do nosso Senhor Jesus Cristo e a uma vida de discipulado com Ele, por meio de Seu Espírito. Vigiemos e oremos!
Bom dia, discípulos de Jesus!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Marcos6 #RPSP
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“Jesus, porém, não lho permitiu, mas ordenou-lhe: Vai para tua casa, para os teus. Anuncia-lhes tudo o que o Senhor te fez e como teve compaixão de ti” (v.19).
Creio que os mais lindos e significativos relatos dos evangelhos são aqueles em que pessoas têm uma experiência pessoal com Jesus. Cada um deles é singular e transmite o caráter amoroso de Deus e Seu desejo em curar e salvar. O que acho mais sublime, porém, é o fato de Jesus Se deslocar de um lugar para outro, deixando as multidões a fim de atender o público de um homem só. O encontro de Jesus com o “homem possesso de espírito imundo” (v.2) explica o porquê a travessia até aquele lugar foi tão turbulenta. O temporal de vento açoitando o barco onde estava Jesus foi uma forma do inimigo impedir o que estava prestes a acontecer. Cristo ouviu o grito da alma daquele sofredor e Ele certamente chegaria “à outra margem do mar” (v.1) para resgatá-lo.
A libertação daquele homem, agora “assentado, vestido, em perfeito juízo” (v.15), tinha um propósito bem maior do que simplesmente livrar os gerasenos de um endemoninhado perigoso. Diante de tal acontecimento e do que aconteceu aos porcos, suplicaram para que Jesus “Se retirasse da terra deles” (v.17). Mas “o que fora endemoninhado” suplicava para “que o deixasse estar com Ele” (v.18). Sua missão, contudo, consistia em testemunhar onde Jesus havia sido rejeitado. Existem muitos lugares onde Jesus e Sua Palavra não são bem-vindos. Julgam a obra do Senhor como sendo um prejuízo enquanto o objetivo de Deus é lançar fora todas as porcarias que domesticam. A começar por sua casa e por seus parentes, aquele homem que antes representava uma ameaça foi o instrumento divino para que Cristo pudesse voltar àquele lugar e ainda libertar a muitos outros prisioneiros de Satanás.
Sabem, amados, Jesus viajou de uma margem à outra, e de novo regressou, porque Ele conhecia exatamente o tempo do milagre acontecer e para quem seria o milagre. A rejeição dos gerasenos não O desanimou, porque Ele sabia que do outro lado da margem estava um pai aflito e uma mulher que precisava tocar nas Suas vestes. E Ele também sabia que o trabalho missionário do ex-endemoninhado O faria retornar a Decápolis no tempo determinado. Cristo espera que a nossa experiência com Ele nos motive a proclamar tudo o que Ele tem feito por nós e como teve compaixão de nós. Que, constrangidos por Seu amor, não nos intimidemos ainda que todos O rejeitem (v.17) ou queiram nos desanimar a crer nEle (v.35). Jesus nos diz, hoje: “Não temas, crê somente” (v.36). Porque quando Ele está prestes a realizar o maior milagre de nossa vida, Ele manda sair de nossa presença todos os incrédulos e zombadores (v.40).
Como nunca antes, estamos vivendo no tempo de correr para dentro de nossas casas e circunvizinhanças anunciando tudo o que o Senhor fez por nós; de exclamar com grande voz as três mensagens angélicas com a poderosa coerência de um testemunho favorável à pregação do evangelho eterno, ou que mesmo sem falar, nossa vida seja uma testemunha ocular do amor e do poder de Deus. Por isso, devemos compreender a nossa missão e vivê-la conforme a ordem do Senhor: “Vai […] Anuncia-lhes […]” (v.19). Nos momentos finais do conflito entre o bem e o mal, quando a tempestade se aproxima, Jesus tem derramado o Seu “Espírito sobre toda a carne” (Jl.2:28), libertando, purificando e concedendo uma nova vida a todos aqueles que, presos pelos “grilhões e cadeias” (v.4) deste mundo tenebroso, estão aceitando o Seu convite de graça.
Você e eu fomos salvos por Cristo para sermos Suas testemunhas. A começar por nossa família, Ele está ansioso por cumprir a Sua Palavra: “Crê no Senhor Jesus e serás salvo, tu e tua casa” (At.16:31). O encontro de Jesus comigo, e com você, já estava registrado nos anais dos Céus. O Senhor do Universo aguarda apenas a nossa permissão: “Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir a Minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa e cearei com ele, e ele, Comigo” (Ap.3:20). Você já permitiu que Ele entre em sua vida e em sua casa? Ele está disposto a cruzar todas as camadas celestes e enfrentar a fúria do inimigo só para te encontrar e te dar uma nova vida. Não permita que o seu coração se feche para tão grande amor. Porque em meio de mais de sete bilhões de pessoas, Ele te vê e deseja te dizer: “Filho(a), a tua fé te salvou; vai-te em paz e fica livre do teu mal” (v.34). Vigiemos e oremos!
Bom dia, salvos para salvar!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Marcos5 #RPSP
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