Reavivados por Sua Palavra


JOÃO 03 – Comentado por Rosana Barros
8 de julho de 2021, 0:45
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“Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o Seu Filho unigênito, para que todo o que nEle crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (v.16).

Na calada da noite, longe dos olhos de quem pudesse lhe recriminar, um fariseu foi ao encontro de Jesus. Tocado por Suas obras altruístas, por Suas palavras cheias de amor e por Sua autoridade revelada na purificação do templo, Nicodemos precisava falar pessoalmente com Jesus. O que ele não esperava, era que aquele encontro mudaria para sempre a sua vida. Aquele que ele afirmou ser apenas um “Mestre vindo da parte de Deus” (v.2), Se apresentou como “Filho unigênito” (v.16) de Deus, enviado “para que o mundo fosse salvo por Ele” (v.17).

Diante das primeiras palavras dirigidas a Nicodemos, este sentiu um estranho desconforto que o levou a perguntar com ironia: “Como pode um homem nascer, sendo velho? Pode, porventura, voltar ao ventre materno e nascer segunda vez?” (v.4). Estar perante aquele jovem Rabi, quando as cãs da experiência lhe enchiam o coração de orgulho, era um desafio. E entender que Jesus lhe dizia que ele precisava de uma nova vida lhe causou admiração. Afinal, ele era um zeloso observador da Lei e profundo conhecedor das Escrituras, ou, pelo menos, era o que pensava ser, até ser questionado: “Tu és mestre em Israel e não compreendes estas coisas?” (v.10).

Aquele que desceu do Céu expôs um episódio das Escrituras como uma representação de Sua missão terrestre. Quando ainda no deserto, o povo de Israel foi punido por Deus com serpentes venenosas devido à sua “impaciência no caminho” (Nm.21:4) e por terem chamado o maná do Céu de “pão vil” (Nm.21:5). Mas percebendo o grande mal que haviam trazido sobre si, o povo reconheceu o seu pecado e Deus ouviu a intercessão de Moisés. A serpente de bronze foi erguida como um símbolo do objetivo da cruz de Cristo: salvar. A missão de Jesus não consistia em erguer um reino terreno, como rezava a crença dos fariseus e mestres da lei, mas em ser levantado no madeiro “para que todo o que nEle crê tenha a vida eterna” (v.15).

Ao contrário do que havia se tornado a cúpula dos fariseus, em tribunal da inquisição, “Deus enviou o Seu Filho ao mundo, não para que julgasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por Ele” (v.17). Por compreender esta verdade, João Batista foi escolhido por Deus como o precursor de Cristo, reconhecendo que a sua missão nunca poderia falar mais alto do que a missão do Salvador. E em sua fiel devoção e sincera expectativa, declarou: “Convém que Ele cresça e que eu diminua” (v.30).

Nascer do Espírito Santo consiste em viver à luz da verdade. Aquele que foi ter com Jesus “de noite” (v.2), entendeu que permanecer nas trevas “a fim de não serem arguidas as suas obras” (v.20) não muda o fato de que, diante de Deus, estas obras são más. Mas todo aquele que “pratica a verdade aproxima-se da luz, a fim de que as suas obras sejam manifestas, porque feitas em Deus” (v.21). Se andamos na verdade, nossa vida precisa certificar que “Deus é verdadeiro” (v.33), nossas palavras devem ser as dEle, porque “o homem não pode receber coisa alguma se do Céu não lhe for dada” (v.27).

Jesus não veio ao mundo para que Deus pudesse nos amar, mas porque Ele nos amou primeiro, enviou o Seu Filho em nosso favor. E a única coisa que Ele nos pede é que, pela fé, nossa vida reflita esta maravilhosa verdade. Uma nova vida que, cheia do poder do Espírito Santo, testemunhe desse amor aonde moramos “e até aos confins da terra” (At.1:8). A nossa missão não é a de suscitar contendas (v.25), mas a de testificar que “todas as nossas obras” Deus faz “por nós” (Is.26:12). Guardemos, pois, o que nos foi confiado, “evitando os falatórios inúteis e profanos e as contradições do saber, como falsamente lhe chamam, pois alguns, professando-o, se desviaram da fé. A graça seja convosco” (1Tm.6:20-21). Vigiemos e oremos!

Bom dia, testemunhas da verdade!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #João3 #RPSP

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JOÃO 02 – Comentado por Rosana Barros
7 de julho de 2021, 0:45
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“Então, ela falou aos serventes: Fazei tudo o que Ele vos disser” (v.5).

Meu marido e eu temos dezessete anos de casados. Deus tinha um plano muito especial quando uniu as nossas vidas, de forma que podemos perceber que Ele tem transformado a nossa união, a cada ano que passa, em “bom vinho” (v.10). Interessante é que Jesus encerrou a criação do mundo com um casamento, realizou o Seu primeiro milagre num casamento e comparou a Sua segunda vinda com a celebração de um casamento. Certamente, a união entre um homem e uma mulher é de grande importância aos olhos de Deus e o Seu desejo é que seja uma bênção desde o primeiro momento e que se torne ainda melhor conforme o tempo avance.

Compreendendo de forma mais clara a missão de Jesus, Maria não encarou a falta de vinho como um problema sem solução, mas, imediatamente, foi até o Único que poderia solucioná-lo. No livro de Gênesis encontramos outra situação semelhante a esta. Quando os sete anos de fome atingiram o Egito, o povo clamou “a Faraó por pão; e Faraó dizia a todos os egípcios: Ide a José; o que ele vos disser fazei” (Gn.41:55). Semelhante a Faraó, Maria reconheceu que estava fora de seu alcance resolver aquela questão. E a àqueles que serviam, coube desempenhar sua parte consoante ao que Jesus lhes ordenasse fazer. “Eles o fizeram” (v.8), e puderam ser testemunhas do poder de Deus.

No entanto, havia algo de muito errado no lugar que deveria representar o matrimônio entre Cristo e Sua igreja. O pátio do templo era um lugar reservado ao povo, onde deveriam fazer suas orações e ofertas. O que Jesus viu, contudo, foi uma balbúrdia de cambistas que levantavam a voz a fim de vender suas mercadorias, “bois, ovelhas e pombas” (v.14), cujo excremento tornava a casa de Deus em ambiente fétido, enquanto muito dinheiro era arrecadado com fins de lucro desonesto. A casa que era para ser “Casa de Oração para todos os povos” (Is.56:7), tornou-se em “casa de negócio” (v.16). E após fazer uma “limpeza” no templo, Jesus permaneceu em Jerusalém, “durante a Festa da Páscoa” (v.23).

Três ocasiões são mencionadas no capítulo de hoje e em cada uma delas há uma reação em comum, mas que, ao mesmo tempo, se diferem uma da outra. Após o milagre da água transformada em vinho, a Bíblia diz que “os Seus discípulos creram nEle” (v.11). Após Jesus purificar o templo, os discípulos não compreenderam o real sentido de Suas palavras, mas, depois que Ele “ressuscitou dentre os mortos, lembraram-se” do que Ele tinha dito e “creram na Escritura e na palavra de Jesus” (v.22). E, “vendo os sinais que Ele fazia“, em Jerusalém, muitos “creram no Seu nome” (v.23). O nosso entendimento muitas vezes está condicionado a acontecimentos e não às pessoas envolvidas ou ao que elas dizem. Foi após o milagre que acreditaram em Jesus. Só após a ressurreição que acreditaram em Suas palavras. Foi por ver sinais que “creram no Seu nome“.

Mas o próprio Jesus não Se confiava a eles, porque os conhecia a todos” (v.24). Nem todos estavam realmente dispostos a segui-Lo. Sua fé era condicionada aos milagres e sinais e não na fidelidade das Escrituras e das palavras de Cristo. A Bíblia é como um contrato de casamento. Nela estão contidas todas as cláusulas irrevogáveis de um Deus que não muda (Ml.3:6). Assumir um compromisso com o Senhor requer uma confiança que não dependa das circunstâncias, mas que esteja firmada na verdade absoluta de que Ele é fiel e Sua Palavra é verdadeira, independente de nós mesmos ou do que aconteça.

Nós somos como aquelas talhas cheias de água à espera de uma transformação. Jesus promete nos transformar em “bom vinho” (v.10) a fim de manifestar “a Sua glória” (v.11). Está você disposto(a) a aceitar este milagre? Então faça “tudo o que Ele vos disser” (v.5). Continue sendo reavivado(a) por Sua Palavra e sua vida será transformada “de glória em glória, na Sua própria imagem, como pelo Senhor, o Espírito” (2Co.3:18). Estamos quase nas bodas! Que a nossa vida seja um milagre atual de Jesus. Vigiemos e oremos!

Bom dia, milagres atuais!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #João2 #RPSP

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JOÃO 01 – Comentado por Rosana Barros
6 de julho de 2021, 0:45
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“No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus” (v.1).

Esse verso que nós lemos foi o primeiro que eu li na Bíblia. E aos dez anos de idade, eu senti o meu coração arder; senti um desejo imenso de entender o que eu tinha lido e aprender mais sobre a Bíblia. Até que, aos doze anos de idade eu fui a uma Igreja Adventista do Sétimo Dia pela primeira vez, e ali, numa classe de juvenis, eu tive a certeza de que estava na casa do meu Pai. Quando a professora abriu a lição da escola sabatina e começou a explicar tudo conforme estava escrito na Palavra de Deus, era como se o Senhor me dissesse: “Você Me pertence e aqui é o seu lugar”. Eu me senti acolhida e muito amada, e cada sábado era aguardado com muita expectativa. Estudar a Bíblia tornou-se um prazer.

Mas dos quatro evangelhos, o evangelho segundo João é o meu preferido. É o que mais toca o meu coração. De “filho do trovão” a discípulo do amor, a trajetória espiritual de João foi desde reclinar-se ao peito de Cristo até a contemplação de Sua glória nas visões do Apocalipse. João obteve um conhecimento diferenciado de Jesus, de Sua natureza eterna. Ele iniciou o seu evangelho com a criação e encerrou o Apocalipse com a recriação. É em seu evangelho que está contido o princípio ativo do Verbo: “Eu sou o pão da vida” (Jo.6:48); “Eu sou a luz do mundo” (Jo.8:12); “Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida” (Jo.14:6); “Eu sou a ressurreição e a vida” (Jo.11:25); “Eu sou o bom Pastor” (Jo.10:14); “Eu sou a porta” (Jo.10:9); “antes que Abraão existisse, EU SOU” (Jo.8:58); “Eu sou a videira verdadeira” (Jo.15:1).

No livro de João também encontramos, na maioria dos relatos, histórias que não encontramos nos demais evangelhos. Como, por exemplo, as bodas de Caná, o encontro entre Jesus e Nicodemos, entre Jesus e a mulher samaritana, o relato da mulher adúltera, Jesus como o bom Pastor, a ressurreição de Lázaro, a oração sacerdotal de Jesus, dentre outros. Certamente, a experiência de fazer parte do círculo mais íntimo de Cristo deu a João a oportunidade de ver e ouvir coisas que marcaram profundamente a sua jornada cristã. Apesar de Pedro ter confessado verbalmente acreditar ser Cristo o Filho do Deus vivo, João teve uma compreensão ainda maior dAquele que “estava no princípio com Deus” (v.2).

Em Gênesis 1:1, está escrito: “No princípio criou Deus os céus e a terra”. No texto massorético, a expressão “No princípio” também pode ser lida como “Em um princípio”. Quando vamos ao livro de Apocalipse, encontramos a seguinte expressão se referindo a Jesus: “o Princípio da criação de Deus” (Ap.3:14). O apóstolo Paulo também escreveu, falando sobre Jesus: “pois, nEle, foram criadas todas as coisas, nos céus e sobre a terra, as visíveis e as invisíveis […] Tudo foi criado por meio dEle e para Ele” (Cl.1:16). Portanto, o texto de Gênesis poderia ser traduzido da seguinte forma: “Em Jesus criou Deus os céus e a terra”. Você entende porque o meu coração ardeu ao ler o texto de João? Porque eu estava iniciando a minha caminhada com o meu Criador.

O primeiro dia da criação revelou “a verdadeira luz” (v.9), pelo poder do Verbo ao ordenar: “Haja luz” (Gn.1:3). Pois a “luz resplandece nas trevas, e as trevas não prevaleceram contra ela” (v.5). A João Batista foi confiada a missão de testificar “a respeito da luz” (v.7). “Ele não era a luz, mas veio para que testificasse da luz, a saber, a verdadeira luz, que, vinda ao mundo, ilumina a todo homem” (v.8-9). A luz salvífica que emana de Cristo está disponível para todos. Mas como “os Seus não O receberam” (v.11), muitos também têm rejeitado a Sua oferta de amor. Para João Batista, Jesus era “o Deus unigênito” (v.18), a revelação do Pai. Mas ele também entendeu o caráter de sacrifício da primeira vinda de Cristo, ao dizer: “Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo” (v.29).

Como a descida do Espírito Santo sobre Jesus em Seu batismo testificou que “Ele é o Filho de Deus” (v.34), é a atuação do Espírito Santo em nossa vida que nos torna filhos e filhas de Deus. Jesus deseja nos batizar “com o Espírito Santo” (v.33) a cada dia, modelando o nosso caráter até que estejamos prontos para receber de volta o fôlego da vida eterna. Logo veremos “o céu aberto e os anjos de Deus subindo e descendo sobre o Filho do Homem” (v.51). Enquanto aguardamos, que a nossa vida cumpra o propósito para o qual fomos criados. Semelhante a André, levemos nossa família e outras pessoas “a Jesus” (v.42). E que, naquele grande Dia, possamos ouvir Jesus nos dizer: “Eis um(a) verdadeiro(a) [cristão(ã)], em quem não há dolo!” (v.47). Vigiemos e oremos!

Bom dia, filhos e filhas do Criador!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #João1 #RPSP

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LUCAS 24 – Comentado por Rosana Barros
5 de julho de 2021, 0:45
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“E, começando por Moisés, discorrendo por todos os Profetas, expunha-lhes o que a Seu respeito constava em todas as Escrituras” (v.27).

Findo o descanso sabático, aquelas que acompanharam Jesus e O serviram em Seu ministério foram as primeiras a ir ao túmulo, “no primeiro dia da semana, alta madrugada, […] levando os aromas que haviam preparado” (v.1). Mas a pedra estava removida e o corpo de Jesus não estava no sepulcro. Consoladas por anjos que afirmaram ter Jesus ressuscitado como Ele mesmo havia predito, elas “se lembraram das Suas palavras” (v.8) e correram a fim de anunciar as boas-novas aos discípulos. A notícia, porém, soou ao grupo entristecido como um delírio, de forma que “não acreditaram nelas” (v.11). Mas aquele cujo coração sangrava, por três vezes ter negado o seu Senhor, “correu ao sepulcro” (v.12). O túmulo vazio foi para Pedro o símbolo de uma segunda chance, de modo que “retirou-se para casa, maravilhado do que havia acontecido” (v.12).

Jesus, porém, que havia aparecido a Maria Madalena, da qual havia expelido sete demônios, tinha um plano sequencial antes de Sua ascensão. Como Aquele que toma tempo para dar atenção a um pequenino que seja, Seu coração amoroso também foi atraído a dois discípulos anônimos que viajavam de Jerusalém à aldeia de Emaús. Entristecidos com tudo o que havia acontecido, parecia que simplesmente estavam voltando para casa a fim de reassumirem suas antigas ocupações. Como um viajante comum, Jesus Se aproximou deles como quem não soubesse dos últimos acontecimentos. Então, um deles, “chamado Cleopas” (v.18) interrogou aquele estranho que parecia ser o único a desconhecer o que havia acontecido em Jerusalém.

Aqueles homens não tinham ideia de que estavam fazendo a viagem mais privilegiada de suas vidas. Em todo o Seu ministério, Jesus estava acompanhado de pelo menos doze pessoas. E até mesmo o Seu círculo mais íntimo era composto de três discípulos. Cleopas e seu amigo andaram com Jesus por aproximadamente onze quilômetros, o que equivale a quase três horas de caminhada. Mas não uma caminhada qualquer. Imaginem dar um estudo bíblico enquanto caminha. Foi isso o que Jesus fez. O que é mais impressionante é o fato de que os olhos dos discípulos “estavam como que impedidos de O reconhecer” (v.16) e Jesus “começando por Moisés, discorrendo por todos os Profetas, expunha-lhes o que a Seu respeito constava em todas as Escrituras” (v.27).

Percebam que não apenas os olhos deles estavam turvos, como também o seu entendimento acerca de quem era Jesus, já que O apresentaram como “varão profeta” (v.19), e não como o Cristo. A morte ignominiosa de Jesus havia apagado a sua crença de que “fosse Ele quem havia de redimir a Israel” (v.21). E nem o relato das mulheres e a confirmação de que o sepulcro estava vazio (v.22-24) foram provas suficientes de que Jesus era verdadeiramente o Filho de Deus. Uma incredulidade que Jesus tratou de repreender: “Ó néscios e tardos de coração para crer tudo o que os profetas disseram! Porventura, não convinha que o Cristo padecesse e entrasse na Sua glória?” (v.25-26). Jesus simplesmente disse que a Sua vida foi o perfeito cumprimento de toda a Escritura; que “todos os Profetas” (v.27) falam a Seu respeito.

Amados, estamos vivendo nos dias mais perigosos, espiritualmente falando. Se aqueles que viram Jesus face a face e andaram com Ele lado a lado tiveram o seu coração tomado pela incredulidade, quanto mais nós corremos o sério risco de permitir que o desânimo prejudique a nossa visão espiritual e nos impeça de enxergar o que está escrito. Lembrem de Noé. Jesus não se referiu aos dias deste justo apenas com relação à corrupção dos antediluvianos, mas também, e principalmente, à questão da ignorância quanto ao tempo e à verdade presente. Jesus disse “que Noé entrou na arca, e não o perceberam, senão quando veio o dilúvio e os levou a todos” (Mt.24:38, 39). E o Espírito Santo, hoje, está realizando a mesma obra de Jesus no caminho de Emaús com todos os que estão dispostos a ouvi-Lo, a fim de que não sejamos levados “por todo vento de doutrina, pela artimanha dos homens, pela astúcia com que induzem ao erro” (Ef.4:14).

Precisamos, como aqueles dois privilegiados discípulos, sentir o nosso coração arder (v.32) ao estudarmos as Escrituras sob a direção do Espírito Santo. Não podemos separar o Antigo do Novo Testamento. Não podemos amputar tudo aquilo que compõe o que a respeito do nosso Redentor está escrito. O próprio João compreendeu esta verdade e não poderia tê-la resumido tão bem, ao declarar: “Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo!” (Jo.1:29). O Cordeiro sem mácula e sem defeito deu a Sua vida pelo mundo inteiro; uma verdade que Israel não entendeu e nem aceitou, mas que é estendida até nós; a oportunidade de trocar o nosso passado por um presente restaurado e um futuro glorioso. Pelo sacrifício do imaculado Cordeiro de Deus, todo pecador arrependido é revestido pela justiça, santidade e pureza de Cristo. Uma troca que nossas obras jamais poderiam realizar.

Há tanto nas Escrituras que ainda não compreendemos em sua essência! Não que a Bíblia seja misteriosa, e sim porque ela é a Palavra de Deus. E há tanta luz e tanta glória nela, comparada à nossa mente limitada! Em Sua infinita sabedoria e misericórdia, Deus sabe exatamente o momento em que estamos prontos para ter o nosso entendimento aberto para compreender as Escrituras (v.45). Ele não concede toda a luz de uma só vez. Foi assim com os discípulos. Foi assim com os reformadores protestantes. Foi assim com os pioneiros adventistas. E, como a geração que mais luz possui a respeito das Escrituras, qual tem sido a nossa reação? Os discípulos foram “tomados de grande júbilo; e estavam sempre no templo, louvando a Deus” (v.52, 53). A despeito do desprezo e da descrença dos líderes judeus e do povo, eles permaneceram indo à igreja e fortalecendo-se uns aos outros.

Se tudo o que está escrito de Jesus se cumpriu como está “na Lei de Moisés, nos Profetas e nos Salmos” (v.44), é certo que logo veremos o cumprimento da derradeira promessa: “Eis que vem com as nuvens, e todo olho O verá, até quantos O traspassaram. E todas as tribos da Terra se lamentarão sobre Ele. Certamente. Amém!” (Ap.1:7). Logo, todo aquele que rejeitou o convite da graça, com terrível tremor e temor, terá de contemplar o retorno do “Rei dos reis e Senhor dos senhores” (Ap.19:16). Com horror, cairão em si tarde demais, assim como o foi no tempo do dilúvio. Como foi nos dias de Noé, a suposta demora do advento já está a levantar muitos escarnecedores a questionar: “Onde está a promessa da Sua vinda?” (2Pe.3:4). Mas todos nós que conhecemos o tempo, precisamos estar apercebidos de que a nossa salvação está mais próxima “do que quando no princípio cremos” (Rm.13:11).

Alimentemo-nos do “Assim está escrito” (v.46), até que do alto sejamos “revestidos de poder” (v.49), da chuva serôdia que nos habilitará “para o Senhor como um povo preparado” (Lc.1:17). Vigiemos e oremos!

Bom dia, santificados pela Palavra!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Lucas24 #RPSP

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LUCAS 23 – Comentado por Rosana Barros
4 de julho de 2021, 0:45
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“Contudo, Jesus dizia: Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem […]” (v.34).

No final do ano passado e este ano eu passei por duas situações bem difíceis. Primeiro, a dor de perder um bebê devido a uma gravidez ectópica. Segundo, a horrível experiência de ser puxada pelo mar junto com meu filho mais novo. Contudo, em ambos os casos eu pude sentir quase de maneira palpável a mão de Deus estendida para confortar e para salvar. A experiência do Getsêmani certamente foi um dos momentos mais difíceis da vida de Jesus. A Sua agonia foi tamanha que Ele suava “gotas de sangue” (Lc.22:44). Ele estava prestes a beber o cálice o qual sorveria até à última gota, como escreveu o profeta Jeremias: “Porque assim me disse o Senhor, o Deus de Israel: Toma da Minha mão este cálice do vinho do Meu furor e darás a beber dele a todas as nações às quais Eu te enviar” (Jr.25:15).

Jesus experimentou o cálice da ira de Deus que será derramado sobre os perdidos no juízo final. Mas a Sua maior angústia era a de, pela primeira vez, sentir-Se separado do Pai. Jesus bebeu o cálice para que não tenhamos que bebê-lo. Ele sentiu a separação do Pai para que nada possa nos separar do amor de Deus (Rm.8:37-38). O percurso até à cruz também não foi fácil. Interrogatórios, falsas acusações, xingamentos, ódio, uma sessão de açoites, humilhações, compunham a lista maldita dos sofrimentos de Cristo. O nosso Salvador, porém, não morreu pelos excessivos maus-tratos, mas pelo peso letal de pecados que jamais cometeu.

Herodes, “vendo a Jesus, sobremaneira se alegrou, pois havia muito queria vê-Lo, por ter ouvido falar a Seu respeito; esperava também vê-Lo fazer algum sinal” (v.8). Numa tentativa de satisfazer seus caprichos, iniciou um interrogatório sem fim. “Jesus, porém, nada lhe respondia” (v.9). Mais uma vez, Herodes teve a oportunidade de se arrepender e usar de sua autoridade para fazer justiça, mas escolheu o mesmo caminho dos líderes de Judá, tratando a Jesus “com desprezo, e, escarnecendo dEle, fê-Lo vestir-Se de um manto aparatoso, e O devolveu a Pilatos” (v.11). Mandando matar João Batista de uma forma tão brutal depois de um trivial pedido, sua posição com relação a Jesus revelou a covardia de quem não queria se responsabilizar pelo sangue de mais um inocente. Não sabia ele que aquele precioso sangue era a sua única oportunidade de salvação, a qual ele desperdiçou.

Outra vez perante o governador romano, Jesus, ainda mais machucado, revelava um aspecto tão dócil quanto o de uma ovelha ferida, e aquela cena causou uma aflição sobremodo grande no coração de Pilatos. Oprimido pelas circunstâncias, por três vezes declarou a inocência do silente prisioneiro. Entretanto, por três vezes enfrentou a fúria de uma turba incontrolável que clamava: “Crucifica-O! Crucifica-O!” (v.21). De um lado, aquele que perante os homens tinha o poder nas mãos de livrar a Jesus da terrível condenação; de outro, a voz do povo que insistia “com grandes gritos” (v.23). Pressionado pelo clamor popular das massas enfurecidas, “Pilatos decidiu atender-lhes o pedido” (v.24), soltando o malfeitor e entregando Jesus “à vontade deles” (v.25).

Dizer que a voz do povo é a voz de Deus é uma das maiores heresias que existe. Toda a Bíblia tem provado o contrário. Enquanto o mundo antediluviano zombava da pregação de Noé, dava as costas para o último chamado de Deus. Enquanto todos se entregavam à idolatria, Deus tornou Abraão um instrumento de Seu poder. Elias subiu ao monte Carmelo num desafio contra 850 profetas idólatras. E adivinha só quem prevaleceu? Enquanto todos os povos se prostravam diante da imponente estátua de Nabucodonosor, apenas três jovens hebreus se recusavam a fazê-lo. No fim, foram as multidões dos povos ou aqueles três rapazes fiéis que provaram estar com a razão? A Bíblia chama de restante os fiéis dos últimos dias (Ap.12:17). Meus irmãos, a voz do povo não é e nunca será a voz de Deus! A voz de Deus é o claro e sonoro “Assim diz o Senhor”. A voz de Deus é a Sua Palavra, quer a maioria aceite, quer não.

Enquanto o povo escarnecia de Jesus, Suas poucas palavras antes de morrer foram cheias de compaixão. Às carpideiras, Ele advertiu (v.28), aos blasfemadores estendeu o perdão (v.34), ao malfeitor arrependido prometeu a vida eterna (v.43). E é exatamente este o caminho que conduz à vida. Primeiro, Jesus nos adverte, nos redireciona. Depois, Ele nos estende o Seu perdão e, então, ao pecador arrependido, oferece a vida eterna. Todos nós somos convidados a contemplar o sacrifício que foi feito por nós na cruz do Calvário. E não há como não declarar: “Verdadeiramente, este Homem era justo” (v.47). Verdadeiramente, é em Sua justiça que encontramos a salvação.

Hoje, contemplamos como que “de longe estas coisas” (v.49), mas Jesus mesmo afirmou: “Bem-aventurados os que não viram e creram” (Jo.20:29). Nós não fomos testemunhas oculares da morte e sepultamento de Jesus. Não estávamos lá quando “o véu do santuário” (v.45) se rasgou de alto a baixo. Não ouvimos a voz do Senhor ecoar pelo monte do Calvário e atingir cada coração como uma flecha. Mas, pela fé, podemos fazer parte do povo “bom e justo” (v.50) que aguarda “o reino de Deus” (v.51). E, enquanto isso, Jesus nos convida a participarmos de Seu descanso, “segundo o mandamento” (v.56; Êx.20:8-11). Ele mesmo descansou, tornando o memorial da criação também o memorial da redenção.

Que nossa vida não seja regida pela voz da maioria, mas pelo Espírito Santo que deseja nos guiar “a toda a verdade” (Jo.16:13). Vigiemos e oremos!

Feliz semana, salvos pela cruz de Cristo!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Lucas23 #RPSP

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LUCAS 22 – Comentado por Rosana Barros
3 de julho de 2021, 0:45
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“Eu, porém, roguei por ti, para que a tua fé não desfaleça; tu, pois, quando te converteres, fortalece os teus irmãos” (v.32).

Os momentos finais do ministério terrestre de Jesus deveriam fazer parte de nossa meditação diária de forma especial, como aconselha a irmã White: “Far-nos-ia bem passar diariamente uma hora a refletir sobre a vida de Jesus. Deveremos tomá-la ponto por ponto, e deixar que a imaginação se apodere de cada cena, especialmente as finais” (O Desejado de Todas as Nações, CPB, p.83). Se Cristo é o nosso modelo e perfeito exemplo e, como cristãos, desejamos imitá-Lo, precisamos estar todos os dias em íntimo contato com a Palavra que dEle testifica; não como meros estudiosos da Bíblia, mas como aqueles que andam com Deus, sendo transformados um dia de cada vez até que o caráter amoroso do Salvador seja impresso em nós.

A Páscoa foi instituída pelo Senhor na última noite dos hebreus no Egito. O sangue do cordeiro nos umbrais das portas representava o sangue salvífico de Cristo que liberta o Seu povo da morte eterna. Mas, justamente na Páscoa – a festa da libertação – a preocupação dos “principais sacerdotes e [dos] escribas” era “em como tirar a vida de Jesus” (v.2). Aqueles que deveriam ser os primeiros a reconhecer em Jesus o cumprimento das profecias, foram os primeiros a se levantarem contra Ele. Preocupavam-se mais com a reação do povo do que com a reação de Deus. E pela união satânica entre líderes judeus e um de Seus próprios discípulos, Jesus foi entregue à humilhação e, finalmente, à morte. O Senhor também nos deixou luz sobre isso nos últimos dias: “Ao aproximar-se a tempestade, uma classe numerosa que tem professado fé na mensagem do terceiro anjo, mas não tem sido santificada pela obediência à verdade, abandona sua posição, passando para as fileiras do adversário. […] Tornam-se os piores inimigos de seus antigos irmãos” (O Grande Conflito, CPB, p.614).

Chegada a hora” (v.14), Jesus e os apóstolos estavam reunidos à mesa no lugar determinado. O Criador “do fruto da videira” tomou um cálice de seu sumo pela última vez “até que venha o reino de Deus” (v.18). Há uma ceia no Céu preparada para os que hão de herdar a salvação e Cristo se abstém de comê-la aguardando os Seus convidados. O amoroso convite do Cordeiro pascal é para que estejamos preparados para celebrá-la com Ele: “Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir a Minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa e cearei com ele, e ele, Comigo” (Ap.3:20). Em memória de Cristo, participamos dos emblemas sagrados como uma forma de confirmar a entrega de nossa vida a Ele, celebrando a “nova aliança” (v.20), a confirmação da entrega de Cristo por nós. Nossas afeições, portanto, precisam estar centradas na pessoa de Jesus Cristo, no que Ele fez por nós e na confiança em Suas palavras que são “fiéis e verdadeiras” (Ap.22:6). Só assim estaremos salvos do engano (v.22) e do mal de cobiçar posições e privilégios que não nos pertencem (v.26).

Como Jesus rogou por Pedro, para que a sua fé não desfalecesse (v.32), Ele, através de Seu Espírito, realiza a mesma obra por nós, agora, “com gemidos inexprimíveis” (Rm.8:26). Satanás reclama por cada vida como sendo sua pelo salário do pecado. Mas Cristo luta por cada uma delas, pois as comprou pela redenção. O inimigo nos “acusa de dia e de noite, diante do nosso Deus” (Ap.12:10), para nos “peneirar como trigo” (v.31), enquanto Jesus intercede por nós incessantemente a fim de que, até mesmo os nossos erros de percurso se tornem em processos de lapidação do caráter e genuína conversão. Os discípulos enfrentariam tempos muito difíceis e Jesus usou de figuras de linguagem para adverti-los a estarem preparados. A nossa espada não consiste em usar de força e violência, mas, como está escrito: “Não por força nem por poder, mas pelo Meu Espírito, diz o Senhor dos Exércitos” (Zc.4:6). A espada de que necessitamos empunhar com destreza é “a espada do Espírito, que é a Palavra de Deus” (Ef.6:17).

Combinado a um exame constante e sincero da Bíblia, deve haver uma vida de constante intercessão. A oração nos aproxima do Pai do Céu e nos protege contra a tentação (v.40). Quando um filho de Deus se ajoelha para orar na quietude de seu refúgio de oração, “um anjo do Céu” (v.43) é enviado em seu auxílio para confortá-lo. Não podemos esmorecer, “dormindo de tristeza” (v.45) diante das angústias, mas, como Jesus, “estando em agonia, orava mais intensamente” (v.44), é hora de fazermos da oração, como disse a irmã White, a respiração da alma. Jesus pode estar clamando a muitos de nós, hoje: “Por que estais dormindo? Levantai-vos e orai, para que não entreis em tentação” (v.46). As cenas finais do grande conflito revelarão o pior contraste entre a luz e as trevas e, precisamos, agora, escolher a quem servimos, e como Josué, tomar uma firme e resoluta decisão: “Eu e minha casa serviremos ao Senhor” (Js.24:15).

Não fomos chamados a decepar as orelhas dos acusadores, e sim a curá-las com o toque de Cristo na vida (v.51), ainda que não o reconheçam. Logo, chegará a última “hora e o poder das trevas” (v.53) quando o derradeiro povo de Deus sofrerá a mais terrível tribulação (Dn.12:1). Não haverá mais lugar para negativas e espírito de covardia, mas como fiéis sentinelas de Deus, muitos de nós serão levados diante das autoridades a fim de serem interrogados. E com a mesma animosidade dos três jovens hebreus diante da fornalha acesa (Dn.3:17-18) ou de Daniel diante da ameaça da cova dos leões (Dn.6:10), também tentarão nos intimidar com leis arbitrárias que ignoram qualquer liberdade de crença ou direito fundamental. Como Cristo, muitos cristãos serão levados aos tribunais como se dada a oportunidade de se defenderem, quando, na verdade, suas palavras iluminadas pelo Espírito Santo serão tidas como testemunho contra eles mesmos (v.71).

Amados, eu sinto em meu coração que não falta muito para o retorno do nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, e os muitos sinais são uma prova disso. Mas quem sou eu para sentir ou deixar de sentir? Podemos ser facilmente enganados por nossos sentimentos. Existe, porém, algo que não se trata de sentimento, mas de convicção: seja amanhã ou num tempo em que eu já esteja no pó da terra, hoje, agora, é o tempo da minha oportunidade de estar preparada e desejosa de encontrar o meu amado Redentor. Como Jó, a minha alma declara: “Porque eu sei que o meu Redentor vive e por fim Se levantará sobre a Terra. […] Vê-Lo-ei por mim [mesma], os meus olhos O verão, e não outros; de saudade me desfalece o coração” (Jó 19:25, 27). Você está preparado(a) para a extraordinária ceia da eternidade? Não é tempo de temer o que está por vir. É tempo de viver cada dia clamando pela direção do Espírito Santo a cada passo. E, como Paulo, nossa fé será diariamente fortalecida na certeza de que quer “vivamos ou morramos, somos do Senhor” (Rm.14:8). Vigiemos e oremos!

Feliz sábado, última igreja de Cristo!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Lucas22 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



LUCAS 21 – Comentado por Rosana Barros
2 de julho de 2021, 0:45
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“Vigiai, pois, a todo tempo, orando, para que possais escapar de todas estas coisas que têm de suceder e estar em pé na presença do Filho do Homem” (v.36).

Enquanto alguns estavam deslumbrados com a beleza do templo, estava “Jesus a observar” (v.1) as pessoas que iam ao templo. Parece que Ele parou ali com o objetivo definido de desviar os olhos dos discípulos do material para o espiritual. Aquela viúva é um exemplo da abnegação e vida de renúncia que deve reger o discipulado. A questão aqui não é o fato de ser rico ou pobre, mas em como estamos aplicando os recursos na adoração e que lugar eles ocupam em nossa vida. Jesus deixou bem claro que ricas ofertas e um belo templo não representam segurança espiritual, e sim, a vigilância segundo a verdade das Escrituras (v.33) e uma vida de constante oração.

Ao relatar os sinais que antecederiam dois grandes eventos, Cristo introduziu o Seu discurso com a seguinte advertência: “Vede que não sejais enganados” (v.8). O engano foi a causa da primeira queda, pois que Eva foi enganada pela serpente. Abel foi enganado por Caim. Isaque foi enganado por Jacó. Jacó foi enganado por seus filhos. E o engano foi tomando proporções maiores, de modo que o Senhor nos deixou a Sua Palavra escrita, a fim de que não sejam enganados aqueles que O amam. A destruição de Jerusalém no ano 70 d.C. aconteceu precisamente como Jesus predisse. A História nos diz que não somente os sinais preditos se cumpriram como também Deus suscitou um profeta que andou pelas ruas de Jerusalém declarando a destruição vindoura e que o momento da oportunidade foi aproveitado pelos cristãos, que, confiando na ordem de seu Mestre, fugiram “para os montes” (v.21).

À luz deste evento passado, Jesus nos convida a olhar para o evento futuro. A Sua segunda vinda é precedida de sinais e maravilhas no céu, na terra e no mar (v.25). O Criador nos convida a olhar tudo o que está acontecendo não com terrível expectativa (v.26), mas com alegre esperança (v.28). Diante das desgraças e sofrimentos destes últimos dias a aflição se torna inevitável. Milhares estão padecendo os resultados de milênios de pecado. Mas o Salvador também nos convida a olhar para o tempo presente e, como Ele, parar para observar não as riquezas ou o que o mundo entende como digno de admiração, mas à importante obra a ser realizada e revelada em nós a fim de que estejamos “em pé na presença do Filho do Homem” (v.36).

Como o povo que “madrugava para ir ter com” Jesus, “a fim de ouvi-Lo” (v.38), necessitamos desta predisposição diária. Vigiar e orar significa silenciar o coração para ouvir a voz de Deus. Um processo que deve ser diário, constante e crescente. À medida que nos aproximamos de Cristo, entendemos a importância de Suas palavras: “É na vossa perseverança que ganhareis a vossa alma” (v.19). Oh, amados, é tão triste pensar que muitos de nós seremos perseguidos por “pais, irmãos, parentes e amigos” (v.16)! A não ser que nossa fé esteja bem alicerçada num fiel “Está escrito”, mediante um relacionamento pessoal e íntimo com o Senhor, não suportaremos o que está por vir.

O Espírito Santo diz a cada um de nós, hoje: “Não abandoneis, portanto, a vossa confiança; ela tem grande galardão. Com efeito, tendes necessidade de perseverança, para que, havendo feito a vontade de Deus, alcanceis a promessa. Porque, ainda dentro de pouco tempo, Aquele que vem virá e não tardará” (Hb.10:35-37). Vigiemos e oremos!

Bom dia da preparação, perseverantes de Deus!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Lucas21 #RPSP



LUCAS 20 – Comentado por Rosana Barros
1 de julho de 2021, 0:45
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“E que os mortos hão de ressuscitar, Moisés o indicou no trecho referente à sarça, quando chama ao Senhor, o Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó” (v.37).

Ensinar e evangelizar eram as duas principais ocupações de Jesus. Doutrinar um povo cujas raízes estavam firmes em tradições humanas não era tarefa fácil. Jesus era constantemente arguido pelos líderes judeus, “para verem se O apanhavam em alguma palavra” (v.20). Três questões foram levantadas neste capítulo: a origem da autoridade de Cristo, a questão do tributo e a descrença dos saduceus que diziam “não haver ressurreição” (v.27). Os principais grupos religiosos da época se uniram num mesmo objetivo: eliminar Aquele que ameaçava sua religião legalista e fria.

Israel teve a oportunidade de ser neste mundo luz em meio às trevas espirituais; de promover o evangelho da salvação em Cristo, alcançando os quatro cantos deste planeta. Mas, sorrateiramente, deu as costas ao Senhor ao rejeitar os apelos do Espírito Santo, maltratando e ignorando os profetas, um após o outro. Uma religião orgulhosa e ritualística tomou o lugar da “religião pura e sem mácula” (Tg.1:27), tornando a maioria insensível à essência do verdadeiro evangelho do reino, alargando as fileiras para os “que se fingiam de justos” (v.20).

“Saduceus” significa, literalmente, “justos”. Aquela classe religiosa era composta por homens que diziam “não haver ressurreição” (v.27), o que implicaria em um grande entrave na fé de muitos se esta mesma ideia se estendesse para a ressurreição de Cristo. “E se Cristo não ressuscitou,  é vã a vossa fé, e ainda permaneceis nos vossos pecados” (1Co.15:17). Como uma vinha bem plantada, Jerusalém tinha tudo para ser a capital da verdade. Entretanto, seus “lavradores” (v.9) se acharam no direito de agir conforme a vontade de seus obstinados corações. Como iriam dar ouvidos às mensagens proféticas se negavam-se a ouvi-las? Como reconheceriam a Jesus e aceitariam as Suas palavras se mantinham seus olhos cerrados na escuridão de sua dura cerviz? E ao ouvirem do destino final de sua apostasia, simplesmente desdenharam: “Tal não aconteça!” (v.16).

Sabem, amados, a realidade de Israel infelizmente não ficou no passado. Temos hoje uma grande parcela do mundo afirmando ser cristã, enquanto faz de Cristo um “gênio da lâmpada”. Querendo apenas ouvir o que é agradável, fazem da Bíblia um livro de autoajuda e não a Palavra de Deus. E quando é proferida alguma palavra de advertência, esta é considerada dura demais de ser ouvida, cauterizando ainda mais o coração. “No devido tempo” (v.10), Cristo foi enviado à Terra a fim de tomar sobre Si o nosso castigo para que possamos receber a recompensa que Ele conquistou. Já estamos separados do nosso Pai “por prazo considerável” (v.9) e precisamos permanecer firmes em Cristo “como quem vê Aquele que é invisível” (Hb.11:27).

Ser cristão não é ser um “pacote” de tradições, mas uma testemunha da verdade. Se fingir de justo (v.20) pode até enganar os homens, mas jamais poderá enganar Aquele que sonda os corações. Jesus ensinou “o caminho de Deus segundo a verdade” (v.21) e Ele mesmo afirmou: “e conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará” (Jo.8:32). Jesus é a verdade (Jo.14:6). A Sua Palavra é a verdade (Jo.17:17). Porque é a respeito dEle que a Palavra testifica (Jo.5:39). Liberdade, portanto, não é viver conforme a minha própria vontade. Isso é escravidão. Liberdade é experimentar Jesus Cristo, a verdade que liberta! É apreciar a Sua Palavra tal qual ela é e aceitá-la como oráculo de Deus para minha vida.

Um dia, Jesus irá olhar para os lavradores infiéis de todos os tempos e terá de dizer: “Apartai-vos de Mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos” (Mt.25:41). E dizer “Tal não aconteça!”, ou “Deus me livre!”, de nada vai adiantar. Mas, “os que são havidos por dignos de alcançar a era vindoura e a ressurreição dentre os mortos” (v.35), ouvirão o terno convite de Jesus: “Vinde, benditos de Meu Pai! Entrai na posse do reino que vos está preparado desde a fundação do mundo” (Mt.25:34). “Pois não podem mais morrer, porque são iguais aos anjos e são filhos de Deus, sendo filhos da ressurreição” (v.36). “Porquanto o Senhor mesmo, dada a Sua palavra de ordem, ouvida a voz do arcanjo, e ressoada a trombeta de Deus, descerá dos céus, e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro, depois, nós, os vivos, os que ficarmos, seremos arrebatados juntamente com eles, entre nuvens, para o encontro do Senhor nos ares, e, assim, estaremos para sempre com o Senhor” (1Ts.4:16-17).

Logo, “o Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó” (v.37) voltará! “Guardai-vos” (v.46), pois, de exercer justiça própria. Mas que nossa vida seja simplesmente a manifestação de quem foi salvo pela justiça de Cristo. Eis a verdade que liberta! Vigiemos e oremos!

Bom dia, libertos pela verdade!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Lucas20 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



LUCAS 19 – Comentado por Rosana Barros
30 de junho de 2021, 0:45
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“Porque o Filho do Homem veio buscar e salvar o perdido” (v.10).

Os publicanos eram os responsáveis por recolher os impostos e prestar contas ao Império Romano. Sua função, portanto, não era benquista pelos judeus, principalmente pelo fato de muitos deles serem corruptos. Aproveitando-se de seu cargo e do apoio do exército de Roma, cobravam além do que lhes havia sido ordenado receber. Era dentro deste contexto que se encontrava Zaqueu, odiado por seus patrícios e dono de uma riqueza que não lhe era devida. Então, ele ouviu falar de Jesus, o Homem que pregava e curava sem nada cobrar. O único judeu que não se esquivava em sentar para comer com publicanos e pecadores.

A Bíblia diz que Zaqueu “procurava ver quem era Jesus” (v.3). Ansiava por avistar Aquele em quem depositara a sua última esperança de sentir-se verdadeiramente amado ao menos uma única vez. Mas devido à sua baixa estatura e “por causa da multidão” (v.3), seu objetivo estava comprometido. O seu coração, porém, não poderia suportar a ideia de ter chegado tão perto e deixar escapar a oportunidade de sua vida. Deixando a multidão para trás, ele correu e “subiu a um sicômoro” (v.4) para ver Jesus. De forma inconsciente, Zaqueu exerceu uma fé tão grande quanto a da mulher do fluxo de sangue. Aquela mulher lutou contra uma multidão para apenas tocar nas vestes de Cristo. Zaqueu saiu do meio da multidão e subiu em uma árvore “a fim de vê-Lo” (v.4).

O que ele não esperava era que o seu olhar seria correspondido. Pensando ter subido para ver Jesus, na verdade, Jesus já o tinha avistado em meio à multidão assim como, em meio à agitação das massas, parou para olhar para a mulher que O tocara. A mulher desejava apenas Lhe tocar, mas Ele olhou para ela e falou com ela. Zaqueu desejava apenas vê-Lo, mas Ele olhou para ele, falou com ele e comeu com ele em sua casa. Esta é a prova incontestável de que não somos nós que encontramos a Jesus, mas é Ele quem nos busca. Porque Ele “veio buscar e salvar o perdido” (v.10). Seu amor não tem limites e rompe qualquer barreira, provando que “os impossíveis dos homens são possíveis para Deus” (Lc.18:27).

Os judeus não esperavam um Rei que andasse na companhia de prostitutas e cobradores de impostos; que tocasse em leprosos e colocasse crianças no colo; que expulsasse os cambistas do templo e vivesse um estilo de vida simples; que lhes advertisse ao invés de elogiá-los. Eles realmente não esperavam um Messias que lhes revelasse a impureza de seus corações e a necessidade de se tornarem servos bons e fiéis. Imagino Jesus olhando para o alto daquele sicômoro e revelando um largo sorriso que comoveu o coração de Zaqueu a descer daquela árvore como de um salto e recebê-Lo com alegria (v.6). Mas ao avistar a cidade santa e palácio de Deus, Jesus “chorou” (v.41). Enquanto o povo a contemplava como lugar sagrado, Jesus viu a sua ruína por não reconhecerem a oportunidade da sua visitação (v.44).

Quando Jesus olha para nós, qual tem sido a Sua reação? Um dia Ele terá que contemplar “a Sua estranha obra” (Is.28:21). Na Sua presença serão destruídos todos que não O aceitaram como Senhor e Salvador de suas vidas (v.27) e que se deixaram levar pelo murmúrio das multidões (v.7), arrancando profusas lágrimas dos olhos do Eterno. Mas o profeta Isaías também declara que “Ele verá o fruto do penoso trabalho de Sua alma e ficará satisfeito” (Is.53:11). Quando cada um de nós, de forma individual, entender que Jesus não para com o intuito de olhar multidões, e sim o que se encontra perdido, também iremos entender que a “casa de oração” (v.46) deve ser um sicômoro e não um palácio. Então, como um só povo que reconhece a sua miserável condição e dependência do Senhor Jesus Cristo, dentro em breve, contemplaremos o Seu sorriso, enquanto declaramos: “Bendito é o Rei que vem em nome do Senhor! Paz no Céu e glória nas maiores alturas!” (v.38). Vigiemos e oremos!

Bom dia, motivo do sorriso de Jesus!

* Oremos pelo batismo com o Espírito Santo. Oremos uns pelos outros.

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Lucas19 #RPSP

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LUCAS 18 – Comentado por Rosana Barros
29 de junho de 2021, 0:45
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“Não fará Deus justiça aos Seus escolhidos, que a Ele clamam dia e noite, embora pareça demorado em defendê-los?” (v.7).

O “dever de orar sempre e nunca esmorecer” (v.1), é retratado na parábola do juiz iníquo. Sem o temor do Senhor e sem respeito por “homem algum” (v.2), aquele juiz desempenhava a sua função no rigor de suas próprias vontades. Em sua estupidez e parcialidade, não fazia caso da viúva que insistentemente requeria a sua intervenção. Mas apesar de suas constantes negativas, aquela mulher provou que sua perseverança era maior, conseguindo, enfim, o que por tanto tempo pleiteou.

Aquele juiz não pode ser jamais uma representação de Deus, e sim da corrupção humana. Se a insistência pode mover uma autoridade ímpia a atender ao pedido de uma desamparada, quanto mais o Pai não atenderá ao pedido dos Seus filhinhos que a Ele “clamam dia e noite” (v.7)! E embora pareça que demore, “depressa lhes fará justiça” (v.8). A oração, bem como o diligente exame das Escrituras, vivifica a alma e a fortalece na certeza de que o que não se pode ver agora certamente há de se materializar. E a pergunta tão oportuna em nossos dias é: “Contudo, quando vier o Filho do Homem, achará, porventura, fé na Terra?” (v.8).

De acordo com Hebreus 11:1, “a fé é a certeza de coisas que se esperam, a convicção de fatos que se não veem”. Em suma: é crer para ver. É a plena confiança de que “vai cumprir-se tudo quanto está escrito” (v.31). Não podemos, porém, confundir fé com presunção. O contraste entre a oração do fariseu e a oração do publicano revela essa diferença. Confiar em si mesmo, por se considerar justo, desprezando os outros, é uma ofensa aos olhos de Deus e tem sido uma atitude mais comum do que possamos imaginar. Quantas vezes você e eu não olhamos para a miséria humana e pensamos, até de forma inconsciente, estar em mais privilegiada condição? Como o jovem rico, depositamos nossa confiança em uma vida financeira estável ou, à semelhança do fariseu, em obras religiosas, quando podemos estar tão cegos quanto o cego “à beira do caminho” (v.35).

Por vezes, Jesus advertiu Seus discípulos acerca do que iria Lhe suceder. E mais claro do que Ele descreveu em detalhes no capítulo de hoje, só desenhando. “Eles, porém, nada compreenderam […] não percebiam o que Ele dizia” (v.34). A noção que tinham a respeito da salvação era toda baseada no regime das tradições e não na verdade imutável do amor incondicional de Deus. Mas em cada fariseu obstinado e em cada pecador transformado, as escamas dos olhos do grupo apostólico caíam, desvendando-lhes o mais sublime cenário: a vida de Jesus.

Nunca foi tão atual o apelo do apóstolo Paulo: “E digo isto a vós outros que conheceis o tempo: já é hora de vos despertardes do sono; porque a nossa salvação está, agora, mais perto do que quando no princípio cremos” (Rm.13:11). Um “tempo de angústia qual nunca houve” (Dn.12:1) está no limiar de acontecer, e já tem dado os seus primeiros sinais. E só estará pronto aquele que, como Jacó, persistir em lutar em oração. Enquanto lutava com o próprio Senhor, Jacó clamava pelo perdão divino e reclamava a promessa de Deus de que tudo acabaria bem. Relatando este episódio, Ellen White escreveu:

“Jacó prevaleceu porque foi perseverante e resoluto. Sua experiência testifica do poder da oração insistente. É agora que devemos aprender esta lição de oração que prevalece, de uma fé que não cede. As maiores vitórias da igreja de Cristo, ou do cristão em particular, não são as que são ganhas pelo talento ou educação, pela riqueza ou favor dos homens. São as vitórias ganhas na sala de audiência de Deus, quando uma fé cheia de ardor e agonia lança mão do braço forte da oração” (Patriarcas e Profetas, CPB, p.139).

Oremos amados! Oremos como nunca oramos antes! E como Jacó, clamemos: “Não Te deixarei ir, se me não abençoares” (Gn.32:26). Vigiemos e oremos!

Bom dia, homens e mulheres de oração!

* Compartilhe conosco um pedido especial de oração e peça ao Espírito Santo para escolher um pedido aqui dos comentários para orar por ele ao longo do dia. Vamos formar um grande exército de oração!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Lucas18 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100