Reavivados por Sua Palavra


LUCAS 17 – Comentado por Rosana Barros
28 de junho de 2021, 0:45
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“Assim como foi nos dias de Noé, será também nos dias do Filho do Homem” (v.26).

É impressionante a mente de Cristo, como Ele aproveitava cada ocasião para ensinar e admoestar. Ele sempre estava no lugar certo com o fim de alcançar as pessoas certas. Sendo completamente guiado pelo Espírito Santo, não lançava um único olhar não fosse com o objetivo de salvar. Contudo, Seu ministério também consistia em dissipar as injustiças, repreender e apontar para a necessidade humana de colocar em prática os Seus ensinamentos.

Repreender significa “advertir, censurar ou aconselhar com intensidade”. Pode não ser, portanto, a forma verbal mais agradável, mas, em determinados momentos, torna-se a mais eficaz. Pois a repreensão franca e cristã nos coloca na posição de instrutores da justiça, ainda que não consiga atingir o resultado almejado. A Bíblia diz que Noé foi um “pregador da justiça” (v.5) e mesmo diante da rejeição absoluta do mundo antediluviano, prosseguiu em fazer de sua voz um clamor tão alto quanto as batidas da construção da arca.

Eu já ouvi alguns críticos defendendo a ideia de que Noé foi o pior evangelista de todos os tempos. Pelo repúdio de sua pregação, julgam seu ministério um exemplo de fracasso evangelístico. Quais foram os métodos específicos que ele usou para difundir a mensagem, não sabemos, mas a Bíblia revela o princípio que norteou a sua missão: “Assim fez Noé, consoante a tudo o que Deus lhe ordenara” (Gn.6:22).

A princípio, a mensagem dada a Noé não foi de todo rejeitada. A gigantesca construção chamou a atenção de todos e, de alguma forma, atraía tanto ouvintes quanto críticos. O mundo ficou dividido entre simpatizantes e acusadores, até que chegou o momento da decisão e os adeptos apenas a uma simpática cortesia acabaram por finalmente se unir à turba acusadora. Isto, porém, não significou uma derrota para o idoso pregador. Ao compreender a sagrada obra que Deus lhe confiou, também entendeu onde ela deveria começar e triunfar: “Contigo, porém, estabelecerei a Minha aliança; entrarás na arca, tu e teus filhos, e tua mulher, e as mulheres de teus filhos” (Gn.6:18).

O relato da cura dos dez leprosos também nos serve de exemplo de que o desejo de Jesus é o de salvar a todos, mas nem todos estão dispostos a voltar “para dar glória a Deus” (v.18). Aquele samaritano foi o único a permitir que “o reino de Deus” (v.21) tomasse conta de seu coração. Os fariseus e os demais líderes judeus não reconheceram o cumprimento da profecia em Cristo simplesmente porque seus corações estavam endurecidos demais para admiti-lo. Somos chamados para começar a viver aqui um prelúdio do que será o Céu. E isso deve ter início em nosso coração e, então, em nosso lar.

Tudo o que nos cabe como membros de uma família está descrito na Bíblia. Se cada um cooperar em desempenhar a sua parte confiante de que Deus completará a obra, a família será a mais poderosa mensagem do amor divino ao mundo, onde “todos quantos os virem os reconhecerão como família bendita do Senhor” (Is.61:9). Diante de um mundo secularizado e cético quanto ao papel fundamental da família na sociedade, uma família guiada pelo “Assim diz o Senhor” torna-se um troféu nas mãos de Deus; uma prova inequívoca de que o plano original é o ideal e o único que pode oferecer um pedacinho do Céu na Terra.

Entretanto, enquanto Noé foi um exemplo de sacerdote do lar, procurando manter sua família longe das influências corruptoras, Ló julgou ser capaz de conduzir a sua levando-a ao “olho do furacão”. Tendo a oportunidade de fazer diferente, decidiu desviar-se da rota de Deus. A consequência disso? Sua família destruída e, sua mulher, um exemplo do que não se deve fazer (v.32). Em uma família onde o amor de Deus é o ingrediente predominante, certamente o perdão será o resultado prático das portas para dentro que transbordará das portas para fora, não como algo forçado, mas como a ação natural da racional obediência.

Se “nós, porém, temos a mente de Cristo” (1Co.2:16), precisamos estar em sintonia com Ele. De uma coisa eu tenho certeza, Noé não foi escolhido por Deus simplesmente pelo fato de não participar dos costumes mundanos da época, e sim porque ele conhecia a Deus. E, por conhecer a Deus e reconhecer-Lhe a voz, exerceu uma influência transformadora sobre sua família. O fato de abdicar da corrupção antediluviana não foi a causa da salvação de sua casa, mas o resultado da salvação. Noé entendeu que a sua missão principal não era o serviço da arca do Senhor, mas servir ao Senhor da arca.

Está chegando o glorioso Dia do Senhor! Que estejamos prontos para dar “glória a Deus em alta voz” (v.15), “agradecendo-Lhe” (v.16), e dizendo: “Eis-me aqui, e os filhos que o Senhor me deu” (Is.8:18). Vigiemos e oremos!

Bom dia, famílias de Deus!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Lucas17 #RPSP

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LUCAS 16 – Comentado por Rosana Barros
27 de junho de 2021, 0:45
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“E é mais fácil passar o céu e a terra do que cair um til sequer da Lei” (v.17).

Após proferir parábolas tão ricas em amor e compaixão, Jesus prosseguiu com parábolas que exemplificam o resultado da impiedade. A infidelidade do administrador não pôde ser encoberta. Ao ser denunciado, porém, sua reação foi elogiada pelo “homem rico” (v.1), que não pôde deixar de reconhecer a sua astúcia. Sua atitude frente ao pedido da prestação de contas de sua administração (v.2) acabou por ser ainda mais habilidosa do que a sua fraude. Contudo, esta ilustração não tem o objetivo de exaltar tal procedimento, mas de reprovar a má administração das bênçãos de Deus, roubando para si a glória que é devida ao Doador das bênçãos.

A fidelidade é um dos princípios basilares contidos nas Escrituras e faz parte do fruto do Espírito (Gl.5:22). O que nos leva à conclusão de que não é algo inerente ao ser humano, mas um dom de Deus que é concedido pelo Espírito Santo aos que nEle vivem e andam (Gl.5:25). Torna-se algo tão real na vida que está sendo santificada, que tanto faz ser fiel no pouco ou no muito (v.10), porque a sua “verdadeira riqueza” (v.11) não está nas coisas deste mundo, mas “nos tabernáculos eternos” (v.9). Aos ouvidos dos avarentos fariseus tudo aquilo soou como um discurso ridículo (v.14). Enquanto justificavam diante dos homens sua infidelidade com obras vazias, suas reais intenções estavam à mostra do Deus Onisciente.

Até aquele tempo, ou seja, até à pregação de João Batista, que anunciava “o evangelho do reino de Deus”, “a Lei e os Profetas” (v.16), isto é, o Antigo Testamento, era a única Bíblia de Israel. Cristo não revogou esta parte das Escrituras (Mt.5:17-18), mas inaugurou a nova parte que logo iria completar o Livro Sagrado. E reforçando essa verdade, declarou: “E é mais fácil passar o céu e a terra do que cair um til sequer da Lei” (v.17); além de prosseguir com dois fortes argumentos: acerca do adultério (v.18; Êx.20:14) e da importância dos ensinos do Antigo Testamento (v.31).

Precisamos ter muito cuidado com doutrinas baseadas em textos isolados da Bíblia. E a parábola do rico e do mendigo tem sido muito usada como base para interpretações equivocadas. Primeiro tem que ficar bem claro que se trata de uma parábola contextualizada conforme uma crença popular que havia se instalado no meio do povo. Confusos com relação ao estado do homem após a morte, acreditavam em crendices e superstições. Tanto é que até os discípulos, ao avistarem Jesus andando por sobre as águas, antes que Ele Se identificasse, gritaram apavorados: “É um fantasma!” (Mt.14:26). Jesus, portanto, aproveitou tal crença para ilustrar a situação do povo: com a verdade nas mãos, mas desprezando-a (v.31).

Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça” (2Tm.3:16). Toda a Bíblia deve ser para nós a fonte da qual devemos sempre beber. Aceitar uma parte e excluir outra é como querer servir-se apenas de duas moléculas de hidrogênio e recusar o oxigênio, ou seja, é loucura e resulta em morte. Como Seus administradores na Terra, de todos os bens que nos confiou, o mais valioso foi assim descrito por Paulo: “é a igreja do Deus vivo, coluna e baluarte da verdade” (1Tm.3:15). Israel defraudou tamanho privilégio, tornando-se uma nação avarenta, adúltera e insubmissa ao Assim diz o Senhor. O que temos, pois, feito da missão que o Senhor nos deu?

No final, muitos que se julgavam ricos das bênçãos de Deus descobrirão, tarde demais, que “ninguém pode servir a dois senhores” (v.13). Que o Espírito Santo frutifique em nossa vida a fidelidade e, certamente, continuaremos estudando toda a Bíblia com a honestidade e sinceridade de quem deseja a mesma recompensa que será dada a Abraão: a vida eterna. Vigiemos e oremos!

Feliz semana, fiéis servos de Deus!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Lucas16 #RPSP

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LUCAS 15 – Comentado por Rosana Barros
26 de junho de 2021, 0:45
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“Entretanto, era preciso que nos regozijássemos e nos alegrássemos, porque esse teu irmão estava morto e reviveu, estava perdido e foi achado” (v.32).

Certamente, as mais lindas e encantadoras ilustrações acerca do amor de Jesus pela humanidade estão contidas neste capítulo. Uma parábola (v.3), três formas de contá-la, mas apenas um protagonista: “um pecador que se arrepende” (v.7, 10). Jesus enfatizou o zelo de Deus em salvar uma única alma que seja. Mas das três alegorias, tenho um apreço especial pela segunda.

Multidões têm vivido sob o manto da falsa religiosidade e caridade. Pensam estar no caminho certo, quando, na verdade, estão bem longe da verdadeira piedade. A ovelha perdida não sabia como voltar para junto do seu pastor, mas sabia que precisava de ajuda. O filho pródigo caiu em si e tomou o caminho de volta para a casa do pai. Mas o que dizer da dracma? Jesus usou um objeto inanimado para ilustrar a situação de tantos que nem fazem ideia de seu fracasso espiritual.

A dracma perdida, à semelhança dos fariseus e dos escribas, representa uma classe de professos cristãos que não se dá conta de sua terrível condição. São pessoas que estão dentro de casa pensando ser o bastante para estar em segurança. Este tem sido um dos piores enganos de Satanás. Como no tempo do profeta Jeremias, dizem confiantes: “Templo do Senhor, templo do Senhor, templo do Senhor é este” (Jr.7:4). Precisamos, porém, manter comunhão com o Senhor da casa, para que então Ele nos oriente acerca do nosso papel em Sua obra.

Mas a feliz notícia é que Jesus não desiste de procurar as Suas dracmas, porque Lhe são muito valiosas. Eu andei muitos anos perdida dentro de casa, como a dracma que nem fazia ideia de sua triste situação. Tinha valor, mas estava entre os escombros de uma religião morna. Dentre as muitas atividades religiosas e seculares, não percebia que, paulatinamente, estava me afastando dos propósitos de Deus para minha vida. Não sabia o que era assumir um compromisso de amor com Deus, mas uma relação de negócios: eu fazia a Sua obra e Ele me retribuía com a vida eterna. Então, quando paro e penso por quanto tempo estive enganada, mais aumenta a minha gratidão por Aquele que não desistiu de me procurar.

Amados, o Senhor tem uma forma singular de falar com cada um de nós. Porque Ele nos fez diferentes uns dos outros, mas nos ama com o mesmo amor. Só Ele conhece o nosso coração, e só Ele sabe como alcançá-lo. Assim como Ele me alcançou, através de Sua Palavra, também deseja alcançar a todos os que desejam receber o Seu alívio e descanso. Eis o Seu convite: “Vinde a Mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e Eu vos aliviarei” (Mt.11:28). O pecado nos deixa debaixo de duras cargas, mas o amor de Jesus nos liberta de todas elas. Porque o fardo pesado Ele já carregou por você e por mim.

Deixe que Jesus te encontre, corra até você e te abrace com a salvação! Busque conhecê-Lo mais a cada dia através das Escrituras, pois Ele mesmo afirmou: “E a vida eterna é esta: que Te conheçam a Ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a Quem enviaste” (Jo.17:3). Hoje é dia de celebração, pois o Espírito do Senhor está convertendo corações e “há júbilo diante dos anjos de Deus por um pecador que se arrepende” (v.10). Vigiemos e oremos!

Feliz sábado, alvos do amor de Jesus!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Lucas15 #RPSP

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LUCAS 14 – Comentado por Rosana Barros
25 de junho de 2021, 0:45
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“Se alguém vem a Mim e não aborrece a seu pai, e mãe, e mulher, e filhos, e irmãos, e irmãs e ainda a sua própria vida, não pode ser Meu discípulo” (v.26).

Ao criar o homem e a mulher e dar-lhes ordem de que se multiplicassem e enchessem a Terra, o Criador revelou o Seu amor pela família. E o primeiro dia em que nossos primeiros pais desfrutaram da companhia um do outro e das bênçãos da Terra recém-criada foi o sábado, o sétimo dia. Nesse  dia em especial, eles desfrutaram da companhia do Senhor a lhes revelar pessoalmente as maravilhas contidas na natureza perfeita. Na exuberante paisagem do Éden, a voz de Seu Criador soava a cada instante como um sopro de vida e saúde e, a partir daquele primeiro sábado, Adão e sua mulher perceberam que o sétimo dia é uma lembrança semanal do amor do Pai e de Seu desejo de estar sempre com eles os santificando.

A entrada do pecado no mundo rompeu esse elo presencial da criatura com o Criador e, como a nossa realidade de pandemia hoje, passamos a ter uma comunicação à distância com Deus. A construção do santuário terrestre, porém, revelava o desejo de Deus de morar com o Seu povo: “E Me farão um santuário, para que Eu possa habitar no meio deles” (Êx.25:8). Ainda que a Sua glória fosse velada para que os homens não fossem consumidos, a manifestação de Sua presença era sempre uma segurança para os verdadeiros adoradores. Mas o santuário era apenas uma sombra da realidade que surgiria na plenitude dos tempos. Pois “o Verbo Se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a Sua glória, glória como do unigênito do Pai” (Jo.1:14). Jesus, a Palavra viva, veio como o sopro de vida e saúde à humanidade, revelando a glória de Deus, ou seja, revelando o caráter divino.

Jesus veio para fazer exatamente o que Ele prefigurou após a queda do homem. Veio procurar quem estava perdido, revelar a Sua cura e vestir-nos com as Suas vestes de justiça (Leia Gn.3:8-21). E Ele não poderia fazer diferente do que fez no Éden, revelando ao homem o cheiro de vida para a vida que há no sétimo dia; a oportunidade de fazer ecoar no templo do tempo o mesmo sopro vital de que Adão e Eva haviam experimentado. Suas curas sabáticas eram envoltas de especial significado e lições oportunas a fim de que os princípios do reino de Deus fossem plenamente compreendidos e praticados. A hidropisia daquele homem, que é o acúmulo de líquido em um tecido ou em alguma cavidade do corpo, não era pior do que o acúmulo de preconceitos no coração dos líderes judeus. O maior milagre não estava na cura física, mas em que esta fosse uma porta de entrada para que as Escrituras fossem bem compreendidas e sabiamente aplicadas na vida de muitos.

E nem sempre somos aceitos ou compreendidos na prática de nossa fé. Notem que não foi a cura, mas o que Jesus ensinou através da cura que deixou os fariseus sem palavras (v.6). Enquanto procuravam conservar criteriosamente suas próprias tradições, buscando “os primeiros lugares” (v.7) como uma justa recompensa por suas boas obras, e se orgulhavam de serem os convidados mais ilustres nos principais banquetes e ajuntamentos de Judá, Jesus exaltou a humildade e condenou a presunção. Servir a Deus não é simplesmente se parecer com um cristão, mas assumir um estilo de vida em harmonia com a vontade de Deus ainda que não estejamos em evidência ou até sejamos rejeitados e perseguidos por aqueles que mais amamos.

Jesus foi até a cruz por causa daqueles que Deus mais ama: “Porque Deus amou ao mundo de tal maneira, que deu o Seu Filho unigênito para que todo aquele que nEle crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo.3:16). A cruz é a lição mais eficaz quando o assunto é abnegação. A nossa cruz representa, portanto, as coisas deste mundo que precisamos abrir mão a fim de seguir a Cristo. Mas não qualquer coisa. Cada um possui a sua cruz. Cada um de nós temos que abrir mão todos os dias de algo específico. Mas ao olhar para Jesus diariamente e para o sacrifício de amor que Ele fez por nós, a nossa cruz torna-se não mais um fardo pesado demais para carregar, mas uma “leve e momentânea tribulação” que “produz para nós eterno peso de glória, acima de toda comparação” (2Co.4:17).

A jornada está difícil? Existe um acúmulo de aflições turbando o seu coração? “Não se turbe o vosso coração”, disse o Senhor (Jo.14:1). O nosso Criador e Mestre divino deseja nos curar com o sopro da saúde e nos salvar com a palavra de vida que sai de Sua boca. Portanto, amados, coloquemos a nossa cruz sobre os ombros porque ela não é sinônimo de derrota, mas é símbolo de vitória. E ainda que incompreendidos pelos que mais amamos, lembremos que “ainda há lugar” (v.22) no reino de Deus; oremos por nossos familiares para que eles façam parte daqueles que terminarão de encher a casa de Deus (v.23). Até lá, seja uma bênção principalmente para os que não podem te recompensar e a sua recompensa será eterna, desfrutando da companhia de Deus na Nova Terra “de um sábado a outro” (Is.66:23). Vigiemos e oremos!

Bom dia, discípulos de Cristo Jesus!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Lucas14 #RPSP



LUCAS 13 – Comentado por Rosana Barros
24 de junho de 2021, 0:45
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“Quando o dono da casa Se tiver levantado e fechado a porta, e vós, do lado de fora, começardes a bater, dizendo: Senhor, abre-nos a porta, Ele vos responderá: Não sei donde sois” (v.25).

Há uma tendência da nossa natureza humana em tentar justificar-se mediante a perspectiva do pecado alheio. Do lado de fora da janela estão aqueles cujas iniquidades nos fazem parecer mais santos. E se, como cristãos, essa tem sido a nossa visão, precisamos urgentemente dar ouvidos à advertência de Cristo: “se, porém, não vos arrependerdes, todos igualmente perecereis” (v.3). A doutrina de que os problemas e as tragédias só acontecem na vida dos infiéis não é bíblica e, portanto, não deve ser considerada. A queda da torre de Siloé representa as fatalidades da vida que podem vir sobre maus ou bons. O que nos diferencia uns dos outros é a singularidade com que fomos criados, mas o que nos iguala é que todos somos pecadores e destituídos estamos “da glória de Deus” (Rm.3:23).

Existe uma barreira entre nós e Deus causada pelo pecado. Cristo Jesus veio à Terra para derrubar essa barreira e nos reconciliar com o Pai. Por Seu sangue expiatório, todos podemos desfrutar do perdão divino e de uma contínua vida de santificação. Isso não significa que neste processo jamais iremos falhar novamente, mas que, ainda que pequemos, “temos Advogado junto ao Pai, Jesus Cristo, o Justo” (1Jo.2:1). Quando aceitamos a Jesus como nosso Senhor e Salvador, é necessário que o tempo revele os frutos de uma vida transformada que está crescendo um dia de cada vez. E faz parte deste crescimento o amor e a compaixão uns pelos outros. Notem que a parábola da figueira apresenta um período de esterilidade e outro como uma última tentativa de fazer a árvore frutificar. O Espírito Santo tem uma obra a fazer em cada coração e tem a técnica necessária para cada tipo de “planta”. E a única forma eficaz de verificar os resultados de Seus esforços é se o Seu fruto pode ser percebido na vida (Leia Gl.5:22-23).

Como figueiras estéreis, os líderes judeus se inclinavam ao ministério da acusação quando deveriam ser os primeiros a buscar endireitar os que andavam encurvados pelas enfermidades espirituais. Percebam que Jesus tinha uma compaixão especial por aqueles que sofriam há muitos anos como escravos de Satanás. A mulher que sofria há 12 anos com hemorragia, o homem do tanque de Betesda que há 38 anos padecia de paralisia, a “mulher possessa de um espírito de enfermidade, havia já dezoito anos” (v.11), são exemplos de que o tempo não é capaz de subjugar o amor de Deus em Cristo Jesus; que nunca é tarde para ser liberto do cativeiro do maligno; que as mãos de Cristo ainda estão estendidas para aqueles que estão sob o jugo do inimigo, “sem de modo algum poder endireitar-se” (v.11).

O evangelho do reino de Deus precisa crescer em nosso coração de forma que nossa vida seja uma árvore frondosa e frutífera de apoio e alívio para o nosso próximo, e não um espinheiro de fardos e críticas. Como fermento escondido em Cristo, que os nossos dons, concedidos e guiados pelo Espírito, sejam para o crescimento e edificação da igreja de Deus. O Senhor está chamando os Seus filhos dos quatro cantos da Terra e a nossa missão é guiá-los a Cristo, o nosso único exemplo e suficiente Salvador. A porta franca que aberta está logo será fechada pelo justo Juiz que Se levantará para cumprir a Sua promessa: “Eis que venho sem demora” (Ap.22:7). “Muitos virão do Oriente e do Ocidente, do Norte e do Sul e tomarão lugares à mesa no reino de Deus” (v.29). Alegremo-nos, hoje, com a chegada dos trabalhadores da hora undécima! “Esforçai-vos por entrar pela porta estreita” (v.24)! E, logo, nos alegraremos e nos uniremos em louvor com todos os salvos: “Bendito o que vem em nome do Senhor” (v.35)! Vigiemos e oremos!

Bom dia, salvos pela graça de Cristo!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Lucas13 #RPSP

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LUCAS 12 – Comentado por Rosana Barros
23 de junho de 2021, 0:45
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“Ficai também vós apercebidos, porque, à hora em que não cuidais, o Filho do Homem virá” (v.40).

Antes de atender e acalmar as multidões que “se aglomeraram, a ponto de uns aos outros se atropelarem” (v.1), Jesus proferiu algumas advertências extremamente importantes aos Seus discípulos. Na primeira delas, Jesus Se referiu ao perigo de uma vida de hipocrisia. Na segunda, Ele reprovou a avareza. Na terceira, os advertiu contra o ansioso interesse pela vida. Na quarta advertência, os exortou à vigilância. E, por último, esclareceu perante os Seus deslumbrados seguidores que o Seu ministério terrestre não resultaria em paz, mas em divisão (v.51). Aos Seus amigos (v.4) Jesus deu a conhecer as mais ricas lições acerca do que deve ou não ocupar o coração dos que hão de herdar a salvação.

A hipocrisia sem dúvida alguma é um dos piores estados de apostasia espiritual. O hipócrita não reconhece a sua necessidade de mudança. Para ele está tudo muito bom, “tendo forma de santidade, negando-lhe, entretanto, o poder” (2Tm.3:5). Posso afirmar, com propriedade, que a hipocrisia é um veneno que mata aos poucos e que pode levar à morte espiritual. Mas, assim como Jesus amava aqueles escribas e fariseus hipócritas, um dia esse mesmo amor me alcançou. Fui alcançada por um Deus que me despertou para a minha necessidade de desintoxicar a minha alma. Estava morrendo sem nem mesmo me dar conta disso. Não fui eu que O procurei, Ele me achou. A minha parte foi apenas a de reconhecer a minha condição e me render diante do único e verdadeiro Deus capaz de me salvar de mim mesma. O desejo do Senhor não é o de revelar os nossos pecados no dia do juízo, mas de fazê-lo agora, enquanto ainda podemos desfrutar deste “tempo da oportunidade” (2Co.6:2).

A avareza, dentre tantas coisas, também tem sido um dos piores pecados capitais. Na verdade, é a avareza fruto do egoísmo e, por sua vez, o egoísmo é o estopim ou o ponto de largada para todos os demais pecados. Não foi sem razão que Paulo destacou o egoísmo como primeira consequência, quando afirmou que “nos últimos dias, sobrevirão tempos difíceis, pois os homens serão egoístas” (2Tm.3:1 e 2). E depois do egoísmo, lá se vai uma lista terrível do estado do homem sem Deus. Jesus não afirmou que é pecado possuir riquezas, e sim fazer uso delas apenas para benefício próprio. Isso é tão sério, que o apóstolo Paulo declarou que “o amor do dinheiro é raiz de todos os males” (1Tm.6:10).

O ansioso interesse pelas coisas desta vida, portanto, não deixa de ser um mal proveniente do amor ao dinheiro. E em uma época onde o consumismo tem sido o slogan do século, a advertência de Cristo sobre a preocupação quanto às necessidades básicas da vida é extremamente oportuna. O mundo segue em um ritmo frenético, criando um sentimento de obrigação na mente humana, tornando a vida um fardo pesado demais para carregar. E o resultado disto tem sido uma sociedade sobrecarregada de doenças emocionais das mais diversas. A pergunta de Jesus a cada um de nós continua sendo a mesma: “Qual de vós, por ansioso que esteja, pode acrescentar um côvado ao curso da sua vida?” (v.25). Você quer experimentar a verdadeira paz? Então siga este conselho: “Não andeis ansiosos de coisa alguma; em tudo, porém, sejam conhecidas, diante de Deus, as vossas petições, pela oração e pela súplica, com ações de graças” (Fp.4:6). Jesus não desmereceu o trabalho, mas o colocou no seu devido lugar. Ele deve ser para enobrecimento e sustento e não para esgotamento e ansiedade.

Como filhos do Reino, Jesus nos chama a assumir a postura de servos vigilantes. Como vimos, a nossa maior vigilância diz respeito a nós mesmos. Ellen White escreveu: “A fim de preparar um povo para estar em pé no dia de Deus, deveria realizar-se uma grande obra de reforma. Deus viu que muitos dentre Seu povo professo não estavam edificando para a eternidade, e em Sua misericórdia estava prestes a enviar uma mensagem de advertência a fim de despertá-los de seu torpor e levá-los a preparar-se para a vinda de Jesus” (O Grande Conflito, CPB, p.310).

O recado do profeta Jeremias nunca foi tão oportuno como para a nossa geração: “Fugi do meio da Babilônia, e cada um salve a sua vida; não pereçais na sua maldade; porque é tempo da vingança do Senhor: Ele lhe dará a sua paga” (Jr.51:6). Alinhada à voz do quarto anjo (Ap.18:4), esta mensagem é individual e é urgente. Logo, o Dia do Senhor arderá como fornalha e nada haverá “oculto que não venha a ser conhecido” (v.2). Cada um prestará contas da própria vida e “bem-aventurados aqueles servos a quem o Senhor, quando vier, os encontre vigilantes… Quer Ele venha na segunda vigília, quer na terceira, bem-aventurados serão eles, se assim os achar” (v.37 e 38). Entesouremos, pois, “tesouro inextinguível nos céus” (v.33) e muito em breve Jesus nos “confiará todos os Seus bens” (v.44). Vigiemos e oremos!

Bom dia, mordomos fiéis e prudentes (v.42)!

* Oremos pelo Espírito Santo em nossa vida. Oremos uns pelos outros.

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Lucas12 #RPSP

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LUCAS 11 – Comentado por Rosana Barros
22 de junho de 2021, 0:45
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“Se, portanto, todo o teu corpo for luminoso, sem ter qualquer parte em trevas, será todo resplandecente como a candeia quando te ilumina em plena luz” (v.36).

Existem dois grandes e poderosos elos que nos ligam a Deus: a oração e o estudo das Escrituras. Durante três anos e meio, os discípulos foram testemunhas oculares da vida de oração de seu Mestre. Seu fervor e reverência eram admiráveis e, quando observado em Seus momentos de comunhão, era perceptível e quase visível que o Céu estava atento a cada prece que Lhe saía dos lábios. Foi num momento desses, em que “estava Jesus orando” (v.1), que seus corações foram enternecidos e compelidos a pedir: “Senhor, ensina-nos a orar” (v.1). A oração do Pai Nosso contém os princípios que devem reger as nossas orações:

1. Glorificar a Deus;
2. Submeter-nos à vontade divina;
3. Reconhecer que Deus, como nosso Provedor, nos dá a provisão diária necessária;
4. Arrepender-nos de nossos pecados, confessando-os, e perdoando os nossos semelhantes;
5. Reconhecer que precisamos do auxílio divino na luta contra o mal.

Através de uma vida de oração, encontramos sempre o forte braço do Senhor estendido para nos confortar e nos dar a certeza de que as nossas preces não são importunas, e sim o aroma agradável que sobe “à presença de Deus” (Ap.8:4). O relacionamento pessoal e íntimo de Jesus com o Pai era celebrado e confirmado a cada dia quando Jesus Se retirava para Seu lugar particular de oração. Era dali que Ele saía fortalecido e habilitado para cumprir a vontade do Pai. Nossas fragilidades e fracassos devem ser constantemente depostos no altar da oração. Quando oramos como Jesus nos ensinou, o Espírito Santo nos é dado como o maestro de nossas palavras compondo diante do santíssimo a oração que Lhe é aceitável. A simplicidade da oração do Pai Nosso nos ensina que a oração que nos eleva não é aquela de admirável oratória, mas de doce simplicidade e humilde sabedoria.

De Seus refúgios solitários, contudo, Jesus saía para encontrar as multidões que queriam ouvi-Lo e ser beneficiadas com Sua cura. Dentre elas, estavam os fariseus e intérpretes da Lei sempre ávidos pela queda do Rabi de Nazaré. Quando as Escrituras deixaram de ser a voz de Deus para ser tão-somente um conjunto de normas e regras como uma espada sempre apontada na direção dos pecadores, os líderes judeus deixaram de ser adoradores para serem juízes do povo. Usaram a “espada do Espírito” (Ef.6:17) de forma errada. Perderam a essência e supervalorizaram o que é periférico. Muitos questionam porque Deus não Se manifesta dos céus com algum sinal a fim de que o mundo creia nEle. Como os antigos fariseus, pedem um sinal, enquanto milagres atuais têm acontecido diante de seus olhos. A transformação de uma vida, o poder de Cristo libertando o pecador “das trevas para a Sua maravilhosa luz” (1Pe.2:9), é suficiente evidência de que o “dedo de Deus” (v.20) ainda está em atuação habilitando um povo que esteja preparado para a vinda do Senhor.

Cristo não censurou os escribas e fariseus a fim de ofendê-los. Ele falava com cada pessoa e com cada classe da forma que lhes fosse mais impactante. Sua abordagem para com aqueles que se diziam mestres da Lei foi a que mais eficácia teria a fim de perceberem sua cegueira e sua nudez. Enquanto publicavam suas boas obras como troféus de honra ao mérito, desprezavam “a justiça e o amor de Deus” (v.42). Jesus não condenou ou revogou a devolução dos dízimos, mas nos ensinou que devemos “fazer estas coisas, sem omitir aquelas” (v.42). Nossa fidelidade e obediência devem figurar como resultado da justiça e do amor de Deus em nossa vida. Como discípulos de Cristo, precisamos conhecê-Lo primeiro antes de apresentar a Sua mensagem ao mundo. Não temos como compartilhar aquilo que não temos. As verdades da Palavra de Deus devem ser apresentadas sempre sob a perspectiva da cruz de Cristo, de que Deus tanto nos amou que deu o Seu único Filho para que nEle tivéssemos vida eterna (Jo.3:16).

Não havia misericórdia ou compaixão nos ensinos dos rabinos judeus. Em meio aos rituais sagrados e sacrifícios diários, perderam de compreender que o sangue derramado representava a maior prova do amor de Deus pela humanidade. Tudo não passava de um frio rigor religioso. Desta forma, o povo também não compreendia o mistério da piedade ilustrado diariamente no santuário e Israel prosseguia na ruína de uma casa dividida contra si mesma (v.17). Daquela geração foi dito: “Esta é geração perversa!” (v.29). É importante salientar que Ele não estava Se referindo a um povo pagão, mas à nação judaica. O que Jesus diria, hoje, dessa geração de crentes? Ele diria: “Bem-aventurados!” (v.28), porque ouvimos e obedecemos à Sua Palavra? Ou diria: “Insensatos!” (v.40), porque o nosso piedoso exterior esconde um interior que está “em trevas” (v.34)? Não precisamos viver a realidade de Laodiceia, amados (Ap.3:17)! Mas, pelo poder do Espírito, podemos fazer parte do restante que não compactua com a mornidão espiritual da maioria.

Nossas orações, nossas palavras e nossas atitudes devem estar envolvidas com o amor do Calvário e da sepultura vazia. Não precisamos de sinais e prodígios. Necessitamos do Espírito Santo operando o milagre da transformação diária do nosso caráter, até que brilhemos a luz de Cristo, “sem ter qualquer parte em trevas” (v.36). Cada um de nós temos enfrentado o nosso próprio deserto, mas precisamos lembrar que isso também é obra do Espírito Santo (Mt.4:1) e que, “provados, purificados e embranquecidos” (Dn.11:35), estaremos prontos para habitar no reino eterno, pela graça de Deus e pelos méritos de Cristo. Dentro em breve, “contas serão pedidas a esta geração” (v.51). Que, vestidos da justiça de Cristo, possamos a cada dia nos apresentar diante de Deus aprovados, “como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a Palavra da verdade” (2Tm.2:15). “Orai sem cessar” (1Ts.5:17). Vigiemos e oremos!

Bom dia, povo que ora e que maneja bem a Palavra de Deus!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Lucas11 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



LUCAS 10 – Comentado por Rosana Barros
21 de junho de 2021, 0:45
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“Naquela hora, exultou Jesus no Espírito Santo e exclamou: Graças Te dou, ó Pai, Senhor do céu e da terra, porque ocultaste estas coisas aos sábios e instruídos e as revelaste aos pequeninos. Sim, ó Pai, porque assim foi do Teu agrado” (v.21).

Além de Seu pequeno grupo composto por doze discípulos, Jesus também “designou outros setenta; e os enviou de dois em dois” (v.1), como uma espécie de embaixadores que precederiam a Sua entrada em cada cidade. Antes de partirem, as primeiras duplas missionárias receberam as devidas instruções. Sendo treinadas pelo próprio Jesus, a primeira lição, em tom de advertência, foi a de que setenta era pouco à vista da grande obra que tinham pela frente. “Rogai” (v.2), ou seja, peçam, insistam, perseverem em oração a fim de que Deus “mande trabalhadores para a Sua seara” (v.2).

A lição seguinte não tem nada de motivacional: “Ide! Eis que vos envio como cordeiros para o meio de lobos” (v.3). Ora, lobos matam ovelhas para devorá-las sem piedade, logo, mais uma vez Jesus afirmou que segui-Lo requer completa dependência e confiança de que, como nosso bom Pastor, Ele jamais irá nos faltar. Em cada casa que entrassem, em cada cidade que colocassem os pés, a paz de Cristo deveria ser o seu cartão de visitas, a cura, uma cortesia e a pregação do evangelho, o aval de que ali Cristo seria bem-vindo.

Infelizmente, não foi assim em todas as cidades. A rejeição à mensagem do evangelho foi destacada por Jesus em três cidades específicas: Corazim, Betsaida e Cafarnaum. Esses lugares, como todos os demais, foram abençoados com a paz de Cristo e com a realização de muitos milagres, mas, ao ouvirem a pregação do evangelho, seus habitantes revelaram que seus próprios interesses estavam acima do reino de Deus. Aceitaram os milagres, mas rejeitaram o Senhor dos milagres. O que temos visto muito nesses últimos dias. As pessoas dizem servir a Deus, mas na verdade só querem um Deus que as sirva.

Apesar da aceitação do evangelho não ter sido unânime, aqueles setenta retornaram a Jesus “possuídos de alegria” (v.17). O poder que haviam recebido foi capaz de subjugar “os próprios demônios” (v.17). Cristo, porém, procurou mudar o foco daquela alegria, destacando a queda de Satanás que, expulso do Céu, jamais tornará para lá. Ao passo que os seguidores de Jesus possuem seus nomes arrolados nos céus. O nosso maior motivo de alegria não deve estar nas realizações – que, por sinal, não vêm de nós mesmos – mas na certeza de que servimos a um Deus que, por meio de Jesus Cristo, escreveu o nosso nome no Livro da Vida.

O conhecimento de Deus não é condicionado à capacidade humana de recebê-lo, mas ao reconhecimento de nossa incapacidade. Os orgulhosos e soberbos jamais conhecerão a Deus se antes não Lhe entregarem o coração a uma real mudança. Como donos de um coração enganoso e “desesperadamente corrupto” (Jr.17:9), precisamos estar em atitude de constante vigilância a fim de que jamais caiamos na armadilha de pensar que somos capazes de dominá-lo.

Os intérpretes da Lei pensavam ter sempre a razão. De fato, eram eles estudiosos da Palavra, mas a ausência da prática os tornava apenas conhecedores. De que serve, por exemplo, um médico que conhece toda a teoria da medicina, mas que nunca a colocou em prática? O conhecimento da verdade não pode ficar limitado ao seu possuidor, ele deve ser manifestado através do amor altruísta. A compaixão não é ver, sentir pena do sofrimento alheio e passar “de largo” (v.32), mas ver, aproximar-se e ser um instrumento de Deus para aliviar a dor do outro.

Hoje, Jesus nos convida a sermos Seus imitadores, cuidando das feridas do corpo e da alma de nossos semelhantes. A sermos hospedeiros daqueles que Ele tem colocado em nosso caminho. E a única coisa que Ele nos pede é: “Cuida deste homem”, cuida desta mulher, cuida desta criança, cuida deste jovem e, “Eu to indenizarei quando voltar” (v.35). Que o amor de Deus derramado em nosso coração pelo Espírito Santo (Rm.5:5) nos conduza à prática do evangelho, mas que a nossa maior alegria não esteja no que fazemos aqui, e sim no privilégio imerecido de estarmos entre os que são chamados para as bodas do Cordeiro. Jesus nos chama, hoje, para sermos Seus cooperadores nesta missão, proclamando ao mundo de que “está próximo o reino de Deus” (v.9). Como o bom samaritano, “Vai e procede tu de igual forma” (v.37). Vigiemos e oremos!

Bom dia, salvos pela graça maravilhosa de Cristo!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Lucas10 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



LUCAS 09 – Comentado por Rosana Barros
20 de junho de 2021, 0:45
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“Mas não O receberam, porque o aspecto dEle era de quem, decisivamente, ia para Jerusalém” (v.53).

A capacitação dos discípulos para a missão que abalou o mundo não foi um privilégio dado apenas a eles, mas eles foram as primícias da nova igreja de Deus, “anunciando o evangelho e efetuando curas por toda parte” (v.6). A fama de Jesus e de Seus feitos era o principal assunto que, a uns alegrava e a outros despertava o temor. Enquanto Herodes “se esforçava por vê-Lo” (v.9), o Salvador estava sempre acessível a todos que iam até Ele a fim de O ouvirem ou de serem por Ele curados. Ele alimentava as multidões famintas do pão do Céu e do pão físico, não fazendo diferença entre as pessoas.

Entretanto, Cristo deixou bem claro que o discipulado não é para todos. Todos são chamados, mas nem todos estão dispostos a renunciar a própria vida por amor a Cristo. A renúncia do eu requer a fé operante tanto de subir ao monte com Jesus “com o propósito de orar” (v.28), quanto de com Ele descer e enfrentar a fúria do inimigo. De todas as prerrogativas de um discípulo de Jesus, creio que a submissão seja a mais importante no sentido de cumprir a missão segundo a vontade de Deus. Como uma criança obediente a seu pai, Deus espera que, como Seus filhos, experimentemos “qual seja a boa, agradável e perfeita vontade” dEle (Rm.12:2).

E, ao contrário do pensamento exclusivista dos discípulos, devemos ter em mente de que Deus também possui Seus instrumentos externos. Podem não ter o pleno conhecimento da verdade, mas estão usando a luz que possuem com a finalidade de libertar pessoas das cadeias do inimigo. A esses, no devido tempo, a luz de toda a verdade lhes será revelada pelo Espírito Santo e terão um papel fundamental no cumprimento profético dos últimos dias. Obra esta que já está sendo realizada. Suas vidas, unidas àquelas que já anunciavam toda a verdade, serão para o mundo um testemunho “de quem, decisivamente” (v.53), está indo para a Nova Jerusalém.

Seguir a Jesus significa negar a si mesmo e, a cada dia, tomar a sua cruz. Muitos têm declarado: “Seguir-te-ei para onde quer que fores” (v.57). Mas diante da primeira provação, declinam da missão. Outros, ainda que cientes de seu chamado, colocam outras prioridades à frente de ir e pregar “o reino de Deus” (v.60). E ainda outros até aceitam o chamado de Deus, desde que antes possam despedir-se de sua antiga vida. Certamente, Jesus deixou bem claro que segui-Lo é uma questão de escolha e que envolve vida ou morte, não apenas de quem é chamado, mas de todos os que podem ser alcançados em sua esfera de influência.

Enquanto muitos quando O viam corriam para perto dEle, muitos também rejeitavam a Jesus. Mas uma coisa era igual para ambos os grupos de pessoas: “o aspecto dEle” (v.53). Todos sabiam para onde Ele estava indo. Quando as pessoas olham para nós, elas sabem para onde estamos indo? A resposta negativa à nossa pregação não significa que falhamos no cumprimento da missão, mas que nem todos estão dispostos a seguir pelo mesmo caminho. Um verdadeiro discípulo de Jesus não é aquele que fala melhor, mas aquele que sabe para onde vai. Que pelo poder do Espírito Santo, sejamos verdadeiros discípulos de Cristo e que se cumpra em nossa vida a letra da canção: “E se alguém vier atrás de mim por onde vou, vai ver que Cristo e eu deixamos uma pegada só” (Hinário Adventista do Sétimo Dia, n° 481). Vigiemos e oremos!

Feliz semana, seguidores de Jesus!

Assista a este testemunho. O que significa, na prática, Lucas 9:23: https://youtu.be/2Ygcyi4iSiU

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Lucas9 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



LUCAS 08 – Comentado por Rosana Barros
19 de junho de 2021, 0:45
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“Ele, porém, lhes respondeu: Minha mãe e Meus irmãos são aqueles que ouvem a palavra de Deus e a praticam” (v.21).

Acompanhado de Seus discípulos, Jesus andava “de cidade em cidade e de aldeia em aldeia, pregando e anunciando o evangelho do reino de Deus” (v.1). Sua jornada também era acompanhada de “algumas mulheres” (v.2) que, movidas por profunda gratidão, “Lhe prestavam assistência com os seus bens” (v.3). Mas “de todas as cidades” (v.4) milhares de pessoas iam ter com Jesus a fim de ouvirem Sua sabedoria e de serem por Ele curadas. Quando falava por meio de parábolas, a ênfase era dada ao reino de Deus quanto à forma de perdê-lo ou de alcançá-lo.

A todo discípulo Seu, Jesus lhe dá a “conhecer os mistérios do reino de Deus” (v.10) e o que era difícil de se compreender, Ele o revela. Pois “os que, tendo ouvido de bom e reto coração, retêm a palavra; estes frutificam com perseverança” (v.15). É interessante notar que o verbo ouvir é constantemente usado por Jesus. Na explicação da parábola do semeador, percebam que todos ouviram a palavra, mas apenas os que a ouviram “de bom e reto coração” (v.15) foram os que deram frutos. Também na parábola da candeia, Jesus encerra dizendo: “Vede, pois, como ouvis” (v.18). Isto é, preste atenção na forma como você está ouvindo!

No episódio que se segue, Jesus não rejeitou a Sua família terrestre, mas a ampliou: “Minha mãe e Meus irmãos são aqueles que ouvem a palavra de Deus e a praticam” (v.21). A primeira ação, portanto, será sempre ouvir. Entretanto, é a reação ao que se ouve que define a que família pertencemos. Jesus foi bem claro ao afirmar que pertence à Sua família não os que apenas ouvem, mas os que ouvem e praticam o “assim diz o Senhor”. E isto não significa salvação por obras, amados, e sim, os frutos provenientes de uma vida cheia do Espírito Santo. Se nossas obras tivessem algum tipo de participação na salvação, certamente Jesus teria escolhido os mestres da Lei como Seus discípulos e não um grupo tão instável.

Mas Ele provou o Seu amor para com a raça caída pisando no solo enegrecido pelo pecado e escolhendo para ter perto de si homens e mulheres que, aos olhos humanos, seriam totalmente indignos de segui-Lo. Pois Aquele que lê os corações vê na mais atribulada alma a oportunidade de transformá-la no mais lindo testemunho. Por isso que a Sua ordem ao ex-endemoniado foi: “Volta para casa e conta aos teus tudo o que Deus fez por ti” (v.39). E por ter ouvido a palavra de Jesus “de bom e reto coração” (v.15) foi que, prontamente, a obedeceu, indo “ele anunciando por toda a cidade todas as coisas que Jesus lhe tinha feito” (v.39).

O que temos feito da Palavra de Deus, amados? Qual tem sido a nossa reação diante de tudo o que, até hoje, temos ouvido? Fazemos parte de uma geração tão absorvida pelos barulhos deste mundo que parar para ouvir a voz de Deus tornou-se algo monótono e praticamente impossível. Mas Jesus nos convida a ouvir a Sua voz e da mesma forma que Ele falou e a filha de Jairo ouviu e obedeceu, Ele deseja realizar um milagre em nossa vida. E neste exato momento, Ele nos diz: “Levanta-te!” (v.54). E todo aquele que ouve a Sua voz “de bom e reto coração” imediatamente se levanta e torna-se um inquestionável testemunho do Seu poder. Pois todos os que são restaurados por Jesus, “não [podem] ocultar-se” (v.47).

Ainda que a tempestade nos açoite, confiemos nAquele cuja voz tem o poder de transformá-la em “bonança” (v.24). Que seja a nossa oração: “Ensina-me, Senhor, o Teu caminho, e andarei na Tua verdade” (Sl.86:11). Vigiemos e oremos!

Feliz sábado, família de Deus!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Lucas8 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100