Reavivados por Sua Palavra


Gênesis 28 – Comentado por Rosana Barros
10 de fevereiro de 2022, 0:45
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“Perto dele estava o Senhor […]” (v.13).

Após seu feito corrupto, Jacó fugiu para longe da ira de Esaú, seguindo para casa de seu tio Labão, como havia ordenado Isaque, a fim de lá encontrar esposa. Em contrapartida, Esaú, percebendo a fuga de seu irmão e a forma como prontamente obedeceu, em sua rebeldia foi até à casa de Ismael e dali tomou mais uma esposa. Estando Jacó no caminho, ao anoitecer, parou para descansar e ali teve um sonho: “Eis posta na terra uma escada cujo topo atingia o céu; e os anjos de Deus subiam e desciam por ela” (v.12). O Senhor apareceu para Jacó e lhe revelou as bênçãos que estavam reservadas não somente a ele e seus descendentes, mas a todos os crentes em Cristo, como está escrito: “E disse-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos asseguro que vereis o céu aberto e os anjos de Deus subindo e descendo sobre o Filho do homem” (Jo.1:51). Ao despertar, ainda deslumbrado pelo que viu e ouviu, Jacó declarou ser aquele lugar a “Casa de Deus, a porta dos céus” (v.17).

A atitude de rebelião de Esaú em contraste com a obediência de Jacó atesta todas as evidências bíblicas de que na obediência há a bênção divina. O Senhor nos deixou a Sua vontade expressa em Sua Palavra. Jesus disse que ainda que estejamos neste mundo, nós não somos daqui (Jo.17:14). Paulo nos admoestou a não nos acostumarmos com “este século”, mas a sermos transformados através de uma mente renovada, a fim de que experimentemos “qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus” (Rm.12:2). Jacó precisava ter sua mente renovada e os anos que passaria sob trabalho que lhe exigiria grande esforço, abnegação e renúncia, o prepararia para retornar à terra que o Senhor lhe prometeu como um homem transformado.

Deus ainda fala conosco hoje, amados, e Ele tem prazer nisso. Quando abrimos o nosso coração para recebê-Lo e ouvi-Lo, onde quer que estivermos estaremos diante da porta dos céus. Jacó ainda tinha muito o que aprender e nunca imaginou que passaria tantos anos na casa de Labão até que pudesse retornar. Deus não fala conosco para nos prometer uma vida de facilidades, e sim a Sua companhia constante em todos os momentos: “Eis que Eu estou contigo” (v.15). Todos olharam para Jacó e viram nele um mentiroso. Deus olhou para ele e enxergou um príncipe que daria nome à Sua nação eleita. Hoje, o Senhor sonda o nosso coração à procura dos que aceitam ser Seus príncipes e princesas. Ele nos está preparando para voltarmos para Casa! Tão somente confiemos que, onde quer que estivermos, o Senhor ali está (v.16).

O Deus Todo-Poderoso te abençoe” (v.3) e guie cada passo de sua jornada! Vigiemos e oremos!

Bom dia, príncipes e princesas do Senhor!

10 DIAS DE ORAÇÃO – 1º DIA: Oremos pelo poder e eficácia do Espírito Santo em nossa vida. Oremos uns pelos outros.

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Gênesis28 #RPSP

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Gênesis 27 – Comentado por Rosana Barros
9 de fevereiro de 2022, 0:45
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“Passou Esaú a odiar a Jacó por causa da bênção, com que seu pai o tinha abençoado; e disse consigo: Vêm próximos os dias de luto por meu pai; então, matarei a Jacó, meu irmão” (v.41).

A rebelião de Esaú ficou evidente a partir do momento em que contraiu matrimônio em jugo desigual. Judite e Basemate “se tornaram amargura de espírito para Isaque e para Rebeca” (Gn.26:35). Mesmo tendo conhecimento da profecia quanto a Jacó, a predileção de Isaque por Esaú o fez temer subjugar seu primogênito a menor do que seu irmão. Resolveu então simplesmente seguir a orientação da tradição, abençoando o mais velho como chefe da família e principal na continuação de sua descendência. Rebeca, porém, arquitetou um plano que mudaria o curso de suas vidas e levaria Jacó a fugir do destino de Abel (Gn.4:8).

Enganado pelos sentidos, e com a visão comprometida, o velho pai não reconheceu o farsante. Jacó conseguiu disfarçar a pele, o cheiro da roupa, e até mesmo o gosto do cozinhado, mas a voz foi a única coisa que deixou Isaque confuso: “A voz é de Jacó, porém as mãos de Esaú” (v.22). Mesmo sentindo-se inclinado a não anuir aos planos de sua mãe, viu ali a oportunidade de conseguir o que desde o ventre reclamava. Diante de seu pai percebeu que já tinha ido longe demais e, com um engano após outro, consumou o intento. Quão grande foi a amargura e quão terríveis os sentimentos que tomaram o coração de Esaú ao deparar-se com a bênção perdida! Rebeca sofreria a consequência de sua atitude, pois a fuga de Jacó lhe privaria de ver-lhe o rosto novamente.

Amados, o Senhor promete abençoar a todo aquele que nEle confia e se refugia. Não precisamos utilizar de subterfúgios para conseguir o que o Senhor já nos prometeu. Tão certo quanto Ele vive, cada uma de Suas promessas são dignas de confiança. Não era propósito de Deus que Jacó saísse dali deixando para trás um irmão amargurado. Nem tampouco que Rebeca morresse sem nunca mais ver o seu filho. No entanto, apesar das consequências danosas de nossas más escolhas, a misericórdia de Deus sempre nos alcança quando há arrependimento e confissão de pecados. Jacó teria de percorrer uma senda sobremodo difícil a partir dali, mas sua voz encontraria o coração de um Pai que não pode ser enganado.

Muitos há que, à semelhança de Esaú, têm esbanjado a vida com as coisas deste mundo, enquanto professam piedade. E quando se veem na iminência de ter de enfrentar os resultados da desobediência, lançam ódio sobre aqueles que percebem ter sido abençoados. Caim e Abel, Esaú e Jacó, simbolizam o grande conflito entre o bem e o mal. Apesar de irmãos, não fazem parte do mesmo povo. A família de Deus não é constituída de nacionalidade, credo ou posição, mas daqueles que têm seus nomes inscritos no Livro da Vida do Cordeiro. Estamos na iminência de ver o nosso Senhor cumprindo a Sua derradeira promessa. E de que lado nos encontramos neste conflito?

Não haja, pois, entre nós, meus irmãos, “algum impuro ou profano, como foi Esaú, o qual, por um repasto, vendeu o seu direito de primogenitura. Pois sabeis também que, posteriormente, querendo herdar a bênção, foi rejeitado, pois não achou lugar de arrependimento, embora, com lágrimas, o tivesse buscado” (Hb.12:16-17). O Senhor estava disposto a perdoar a iniquidade de Esaú, tão somente ele aceitasse ser liberto: “quando, porém, te libertares, sacudirás o seu jugo da tua cerviz” (v.40). Que nossos sentidos estejam aguçados para sabermos fazer a diferença entre o santo e o profano e que, familiarizados com a voz de Deus, jamais sejamos confundidos pelo engano. Vigiemos e oremos!

Bom dia, libertos em Cristo!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Gênesis27 #RPSP

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Gênesis 26 – Comentado por Rosana Barros
8 de fevereiro de 2022, 0:45
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“Na mesma noite, lhe apareceu o Senhor e disse: Eu sou o Deus de Abraão, teu pai. Não temas, porque Eu sou contigo; abençoar-te-ei e multiplicarei a tua descendência por amor de Abraão, Meu servo” (v.24).

Isaque estava prestes a passar por experiência semelhante a que seu pai havia passado. Em dias de fome, teve de buscar auxílio na terra dos filisteus. As terras do Egito, porém, certamente lhe eram uma possibilidade posterior. Mas o Senhor lhe apareceu, dando-lhe uma ordem expressa: “Não desças ao Egito. Fica na terra que Eu te disser” (v.2). A obediência de Abraão pôde ser vista em seu filho e, igualmente, a reprodução de suas ações precipitadas. Assim como Abraão mentiu a respeito de Sara, Isaque mentiu sobre o parentesco com Rebeca, “porque era formosa de aparência” (v.7).

Seu amor por sua amada esposa, contudo, não poderia ficar em secreto por muito tempo. “Abimeleque, rei dos filisteus, olhando da janela, viu que Isaque acariciava a Rebeca, sua mulher” (v.8). Mais uma vez, a mentira foi descoberta e a misericórdia de Deus sobrepujou a falível natureza humana. Isaque “prosperou, ficou riquíssimo […] de maneira que os filisteus lhe tinham inveja” (v.13, 14). E cada poço “que os servos de seu pai haviam cavado” (v.15), os filisteus enchiam de terra. Até que a prosperidade de Isaque se tornou a causa de sua expulsão daquele lugar.

Prontamente, “Isaque saiu dali e se acampou no vale de Gerar, onde habitou” (v.17). E sem conflitos ou intenção de provocá-los, ele tornou a abrir “os poços que se cavaram nos dias de Abraão, seu pai” (v.18), e passou a abrir novos poços. Mas estes também foram motivo de contenda para “os pastores de Gerar” (v.20), que lhe tomavam o direito àquela água. E assim se sucedeu duas vezes, até que, na terceira, não houve contenda. Isto foi um bálsamo ao coração do pacífico Isaque, e, à sua paciência, o Senhor respondeu com bênção: “Não temas, porque Eu sou contigo; abençoar-te-ei e multiplicarei a tua descendência por amor de Abraão, Meu servo” (v.24). Seguindo o exemplo de seu pai, Isaque “levantou ali um altar” e invocou o nome do Senhor (v.25).

A vida do herdeiro da promessa era um testemunho vivo de que a bênção do Senhor o acompanhava, de forma que isso era claramente visto, inclusive por seus inimigos (v.28). Aquele acordo de paz representa a fidelidade do que está escrito: “Sendo o caminho dos homens agradável ao Senhor, Este reconcilia com eles os seus inimigos” (Pv.16:7). O fato de que “eles se foram em paz” (v.31) também estabelece um limite de convivência. Viver em paz uns com os outros nem sempre significa intimidade ou estar perto. Por vezes, a distância é a melhor alternativa ao se estabelecer uma aliança de paz. Que o Senhor nos conceda sabedoria em nossos relacionamentos e que, como Isaque, sejamos cavadores de poços de paz, e não entulhadores de poços de contendas. Seja dito a nosso respeito: “Tu és agora o abençoado [a abençoada] do Senhor” (v.29). Vigiemos e oremos!

Bom dia, abençoados do Senhor!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Gênesis26 #RPSP

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Gênesis 25 – Comentado por Rosana Barros
7 de fevereiro de 2022, 0:45
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“Cresceram os meninos. Esaú saiu perito caçador, homem do campo; Jacó, porém, homem pacato, habitava em tendas” (v.27).

A vida dos grandes homens e mulheres de Deus do passado nos deixaram um legado de fé, fidelidade e temor a Deus. Voluntariamente permitiam que o Senhor lhes indicasse o caminho a ser seguido e buscavam servi-Lo. Não obstante, também eram homens como nós, sujeitos “aos mesmos sentimentos” (Tg.5:17) e, com muita frequência, podemos comprovar isso nas Páginas Sagradas. Não sabemos exatamente em que período Abraão tomou para si “outra mulher” (v.1), mas, certamente, o Senhor deixou bem claro que sobre o Seu propósito original estava a Sua bênção: “Depois da morte de Abraão, Deus abençoou a Isaque, seu filho” (v.11).

Mesmo habitando em tendas, afastado dos costumes e tradições pagãs das cidades circunvizinhas, a natureza humana mostrava a sua real condição pecaminosa. Abraão não só maculou os laços sagrados de seu matrimônio, como também abriu brechas para inculcar na mente de seus demais filhos a predileção divina referente a Isaque. Isaque não era o preferido de Deus, mas o cumprimento da promessa feita por Ele a Abraão. Por vinte anos Isaque “orou ao Senhor por sua mulher, porque ela era estéril; e o Senhor lhe ouviu as orações, e Rebeca, sua mulher, concebeu” (v.21). Percebam que “Isaque tinha sessenta anos quando Rebeca deu à luz” (v.26). Foram vinte anos orando por um filho. Uma tremenda lição de fé e perseverança para a nossa geração imediatista. E, já no ventre de Rebeca, a luta era sentida e o primeiro lugar disputado, pois “que havia gêmeos no seu ventre” (v.24).

Infelizmente, os sentimentos de Abraão e as lições aprendidas de sua especial eleição, motivaram Isaque a apegar-se mais a um filho do que ao outro. Esaú mostrava-se um homem forte e decidido. Aos olhos de seu pai, não poderia haver outro mais capaz para assumir a liderança da família e dar continuidade à descendência de Abraão. Jacó, por sua vez, era homem pacífico, sossegado. Enquanto Esaú empreendia planos e era ávido por grandes aquisições, Jacó apreciava a vida pacata e a simplicidade de suas habitações. Em tudo eram diferentes e em tudo divergiam. Fossem, porém, ensinados a unir suas diferenças para um bem comum, muitos sofrimentos poderiam ter sido evitados.

Como primogênito e herdeiro por herança, Esaú não cogitava a possibilidade de perder o seu direito adquirido. Mas Jacó, influenciado por sua mãe, aproveitou-se de uma situação casual para conquistar para si o que Deus já havia dito que seria seu. E, como no Éden, Esaú foi vencido pelo apetite, rebaixando sua primogenitura à estatura de um “cozinhado de lentilhas” (v.34). Da mesma forma, nós não estamos livres de sofrer pelas consequências de nossas próprias escolhas. “Porque Deus amou ao mundo” (Jo.3:16) já é um recado bem claro de que “para com Deus não há acepção de pessoas” (Rm.2:11). Contudo, Ele que conhece o fim desde o princípio, também conhece o coração humano e suas intenções. Nossos erros ou acertos não servem de termômetro de santidade. Deus conhece os Seus e os identifica desta forma ainda que tudo conspire de modo contrário. Não despreze o seu direito como filho ou filha do Rei do Universo! Não permita que nada neste mundo substitua a herança que Cristo conquistou para você! Vigiemos e oremos!

Bom dia, herdeiros da vida eterna!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Gênesis25 #RPSP

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Gênesis 24 – Comentado por Rosana Barros
6 de fevereiro de 2022, 0:45
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“Isaque conduziu-a até à tenda de Sara, mãe dele, e tomou a Rebeca, e esta lhe foi por mulher. Ele a amou; assim, foi Isaque consolado depois da morte de sua mãe” (v.67).

Dos patriarcas, aquele cuja história é mais resumida e que uniu-se apenas a uma mulher, foi Isaque. Após a grande prova a que foi submetido no monte Moriá e à morte de sua mãe, o próximo relato da vida de Isaque está descrito no capítulo de hoje. “Era Isaque de quarenta anos, quando tomou por esposa a Rebeca, filha de Betuel” (Gn.25:20). Sob a disciplina e orientação de seus pais, o tão esperado filho mostrava em sua vida um caráter digno de um servo de Deus. Não requereu tomar para si mulher que lhe fosse do próprio agrado, mas tão submisso quanto o foi no Moriá, confiou a Deus a escolha de sua futura esposa.

A ordem de Abraão refletia o seu conhecimento acerca dos propósitos do Senhor e do perigo em desviar-se deles. Lembrando-se de Ló e da ruína que unir-se aos ímpios havia provocado à sua casa, temeu e tremeu diante da possibilidade de seu filho unir-se a alguém que lhe maculasse o caráter. “Cautela!” (v.6), ponderou o sábio ancião, a fim de preservar-lhe a integridade. Grande peso foi posto sobre o fiel servo de Abraão, que seguiu viagem consciente da missão desafiadora que havia recebido. Mas ele conhecia o Deus de seu senhor Abraão e presenciou por anos o quanto a Sua fidelidade era constante na vida do patriarca. Tinha certeza de que Deus não deixaria Abraão sem resposta.

Creio que lhe pesou no coração o fato de ter que, pela primeira vez, assumir a frente como procurador daquele a quem toda vida serviu e admirou. Será que Deus lhe seria favorável como sempre o foi a seu senhor? E, com humildade de coração, orou clamando pelo favor divino: “Ó Senhor, Deus de meu senhor Abraão, rogo-te que me acudas hoje e uses de bondade para com o meu senhor Abraão!” (v.12). Certamente, isto prova que aprendeu aos pés de Abraão as mais sublimes lições acerca da verdadeira educação, habilitando-o para a suprema finalidade: servir a Deus e ao próximo. E foi sob esta mesma perspectiva que aquele servo ponderou ser a melhor forma de identificar a moça escolhida: aquela que prontamente lhe servisse.

Qual não foi a surpresa do servo, quando o Senhor colocou em seu caminho a jovem Rebeca, neta de Naor, irmão de Abraão. Além de atender às expectativas de sua oração, a moça ainda “era mui formosa de aparência, virgem, a quem nenhum homem havia possuído” (v.16) e da linhagem de Abraão. Isaque confiou na provisão de Deus, e Deus lhe concedeu a mais bela bênção. A união entre Isaque e Rebeca retrata uma das mais lindas histórias de amor da Bíblia Sagrada. Quão grato ficou o servo de Abraão diante do agir de Deus! E quão ansioso estava por apresentar-se diante de seu senhor terreno com a mui formosa vitória! E a comitiva que antes havia conduzido com pesado fardo, voltava com o gozo e a celebração de uma marcha nupcial.

Sob a relva do campo, em um lindo pôr do sol, Deus celebrou aquele casamento com uma alegria tão grande quanto como casou nossos primeiros pais. Quando o véu lhe cobriu a face, Rebeca aprontou-se para receber o seu amado (Percebam que Rebeca não viu Isaque e desceu o decote ou subiu a saia, mas ela viu Isaque E SE COBRIU. Que diferença para os nossos dias, não é verdade? Só um importante parênteses). E após conduzi-la para a câmara nupcial, as Escrituras dizem que “ele a amou” (v.67). Foi amor à primeira vista! Ao retirar o véu, seu coração palpitou de emoção ao perceber a mui formosa provisão divina, e ao notar nos olhos de Rebeca a alegria em recebê-lo como marido. Esta união é prova suficiente de que todo aquele que confia sua vida nas mãos do Senhor e O busca, através de uma vida de comunhão com Ele, Deus envia ao seu encontro as mais formosas bênçãos. E a maior de todas elas, Ele prometeu exatamente a “todo aquele que nEle crê” (Jo.3:16).

Um dia, o cortejo não será da noiva, mas do Noivo, em busca de Sua amada igreja. Que Ele nos encontre cobertos com o véu da pureza e justiça de Cristo e, certamente, seremos levados para as bodas que celebrarão o início da nossa união eterna com Ele! Vigiemos e oremos!

Feliz semana, esposa do Cordeiro!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Gênesis24 #RPSP

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Gênesis 23 – Comentado por Rosana Barros
5 de fevereiro de 2022, 0:45
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“Então, se levantou Abraão e se inclinou diante do povo da terra, diante dos filhos de Hete” (v.7).

A longa espera por um filho foi recompensada com trinta e sete anos de maternidade. Sara desfrutou de sua alegre bênção com a dedicação de quem entendia que Isaque representava o cumprimento da promessa divina não somente a Abraão, mas como aquele através do qual todas as nações da Terra seriam abençoadas. A Bíblia não apresenta detalhes dos últimos momentos da vida de Sara, mas acredito que ela descansou na certeza de que, na ressurreição, verá os lindos frutos de sua fé. Pois “pela fé, também, a própria Sara recebeu poder para ser mãe, não obstante o avançado de sua idade, pois teve por fiel Aquele que lhe havia feito a promessa” (Hb.11:11).

Após ter chorado e lamentado a morte de sua amada esposa, Abraão levantou-se e foi ter com o povo de Canaã. Ele pediu aos filhos de Hete que lhe concedessem o direito de comprar o campo de Macpela para sepultar a sua mulher. Deveria ser um belo lugar, que lembrava a beleza singular de Sara. Um local que se tornou o sepulcro oficial dos principais da descendência de Abraão. É interessante o diálogo entre aquele povo e o patriarca enlutado. Eles o chamaram de “príncipe de Deus” (v.6), tamanho o respeito que Abraão havia conquistado naquele lugar e o testemunho que ali deixou. E não apenas o receberam bem, como também ofereceram de graça o seu pedido. Contudo, Abraão ofereceu pagamento por uma porção da terra que Deus já havia prometido que seria de sua descendência.

Meus irmãos, a atitude de Abraão nos ensina algo muito importante. Ele não se autodenominou príncipe, mas foi chamado e considerado assim. E, como um verdadeiro líder e príncipe de Deus, portou-se como tal, colocando-se na condição de servo diante daquele povo. Que lindo tipo de Cristo foi Abraão naquele lugar! Não usou sua eleição divina como um meio de angariar privilégios, mas se despiu de si mesmo a fim de ser uma bênção por onde quer que andasse. E erguendo um altar em cada acampamento, Abraão deixava para trás o áureo testemunho dAquele que “não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos” (Mc.10:45).

Hoje, temos o privilégio de sermos chamados como testemunhas de Jesus (At.1:8). Que, pelo poder do Espírito Santo, a nossa vida revele o genuíno serviço de quem está contemplando o genuíno Modelo. Eis a atitude de um verdadeiro príncipe de Deus. Eis a atitude de uma verdadeira testemunha de Jesus. Vigiemos e oremos!

Feliz sábado, príncipes e princesas do Senhor!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Gênesis23 #RPSP

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Gênesis 22 – Comentado por Rosana Barros
4 de fevereiro de 2022, 0:45
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“Então, lhe disse: Não estendas a mão sobre o rapaz e nada lhe faças; pois agora sei que temes a Deus, porquanto não Me negaste o filho, o teu único filho” (v.12).

De todos os homens que foram tipos de Cristo no Antigo Testamento, certamente o capítulo de hoje aponta Isaque como o protagonista do relato que mais se aproxima da história da cruz. Abraão foi severamente provado, mas como aquele que conhecia a voz do seu Deus, em nenhum momento duvidou da ordem divina, e, como um tipo do Pai Celeste, deveria tomar o filho da promessa, a quem tanto amava, e oferecê-lo em holocausto sobre um monte (v.2). Ainda de madrugada, o fiel ancião se levantou e seguiu na mais angustiante viagem de sua vida. “Erguendo Abraão os olhos” (v.4), viu o lugar do sacrifício.

A partir dali, era somente ele e Isaque. Seus servos não poderiam ter parte alguma naquele holocausto. Mas ele fez uma promessa: “voltaremos para junto de vós” (v.5). Pois “Abraão considerou que Deus era poderoso até para ressuscitar Isaque dentre os mortos” (Hb.11:19). Sobre Isaque foi colocado o peso da lenha, enquanto Abraão tinha nas mãos os instrumentos de morte. “Assim, caminhavam ambos juntos. […] seguiam ambos juntos” (v.6 e 8). Ao perceber o que estava para acontecer, Isaque não mostrou qualquer resistência e o velho pai teve certeza da nobreza de caráter de seu precioso filho. O cutelo foi erguido, mas do Céu, ouviu a voz do seu Senhor a impedi-lo de prosseguir com o intento. Novamente, Abraão ergueu os olhos, mas, desta vez, ele viu a provisão de Deus.

Porque Abraão obedeceu à voz de Deus, na sua descendência seriam benditas todas as famílias da Terra (v.18). Da descendência de Abraão, nasceu o Filho que iluminou o mundo com a glória do Pai. Enquanto Isaque caminhou para a morte sem saber, Jesus sabia que logo teria de enfrentar a morte mais cruel e ignominiosa. Sua vida de santa consagração e perfeita obediência O estava preparando para a prova final e através da vitória da cruz, cumpriu-se a profecia: “Na sua descendência serão benditas todas as nações da Terra” (v.18).

Amados, um dia, Deus tomou Seu Filho, Seu único Filho, a Quem tanto ama, e O levou para um sacrifício. Jesus levou sobre Si não apenas o peso do madeiro, mas de pecados que jamais cometeu. No monte do Calvário não houve substituto que O favorecesse, mas Ele mesmo Se fez substituto por nós. Enquanto cruzava a via dolorosa, Ele e o Pai “seguiam ambos juntos” (v.8). Era uma obra exclusivamente divina. Aos Seus servos, Ele já havia dito: “Não se turbe o vosso coração […] voltarei e vos receberei para Mim mesmo” (Jo.14:1-3).

Naquele dia de densas trevas não houve uma voz do Céu para impedir aquele ato e nem um carneiro que tomasse o seu lugar, mas o verdadeiro Cordeiro de Deus foi morto, e, “no monte do Senhor” (v.14), foi provido o preço de nosso resgate. “Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o Seu Filho unigênito, para que todo o que nEle crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo.3:16). Creia nesta preciosa e fiel promessa e, assim como “voltou Abraão aos Seus servos, e, juntos, foram para Berseba, onde fixou residência” (v.18), Cristo voltará para buscar os Seus servos e os levará para fixar residência na Cidade de Deus! Vigiemos e oremos!

Bom dia, homens e mulheres de fé!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Gênesis22 #RPSP

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Gênesis 21 – Comentado por Rosana Barros
3 de fevereiro de 2022, 0:45
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“E disse Sara: Deus me deu motivo de riso; e todo aquele que ouvir isso vai rir-se juntamente comigo” (v.6).

Finalmente havia chegado o “tempo determinado” (v.3). Abraão seguraria nos braços o tão almejado filho da promessa. Após longa espera e momentos de expectativa, aquele casal de idosos contemplou o milagre em forma de um recém-nascido. Quando o Senhor disse a Abraão que de Sara lhe daria um filho, ele “se riu” (Gn.17:17). Da mesma forma, quando ouviu o prenúncio de sua gravidez, “riu-se, pois, Sara no seu íntimo” (Gn.18:12). Deus transformou o que julgamos ter sido uma atitude de incredulidade, em verdadeiro motivo de riso e contentamento. Nada mais poderia ter causado tantos sorrisos e tanta alegria àquele longevo casal do que aquele filho. Isaque era a prova visível da fidelidade do Deus a quem serviam.

Havia, contudo, o filho da serva, que, sob a influência de sua mãe, tornou-se uma ameaça à segurança de Isaque. Nutrido o sentimento de inveja pelo título dado a Isaque de herdeiro da promessa, Ismael crescia sentindo-se injustiçado em seu direito de primogenitura. Por certo, o desmame de Isaque ter sido elevado à ocasião de grande celebração, foi a gota d’água para ele. Em seus olhos, Sara pôde ver o ódio homicida de quem poderia cometer o mesmo erro de Caim. Não foi por capricho que ela disse a Abraão que mandasse embora Agar e Ismael, nem tampouco pelo orgulho da maternidade, mas foi temendo pela vida de seu tão esperado filho.

Aquele pedido, contudo, “pareceu mui penoso aos olhos de Abraão” (v.11). Como despediria um filho com sua mãe sem terem para onde ir? Como dizer adeus àquele que por tantos anos lhe foi o consolo na velhice? A ordem de Deus pode soar para nós como severa, mas Ele jamais falha em Suas palavras e ações. Seguir a orientação de Sara era o melhor a se fazer naquele momento. É certo que o patriarca teve que pagar o preço esmagador de mandar embora um filho. Mas Ismael cresceria sempre vendo e ouvindo que de Isaque Deus suscitaria um povo escolhido, verdade esta que o seu coração não estava disposto a conviver e nem a aceitar. O Senhor proveu grande livramento, para ambos os lados, quando anuiu com a despedida de Agar e Ismael.

Os olhos de Deus, contudo, repousavam sobre a criança gerada de Abraão e Agar. Quando “ela saiu, andando errante pelo deserto” (v.14), Ele já estava lá para socorrê-la. Mas existe um momento nos desertos desta vida em que não conseguimos mais enxergar a possibilidade de continuar. Agar só conseguia ver a sede do menino. Fixando os olhos no que achava não ter mais solução, “levantou a voz e chorou” (v.16). Notem que a Bíblia não diz que Deus ouviu o lamento de Agar, e sim “a voz do menino” (v.17). A voz de uma criança moveu o coração de Deus, enquanto sua mãe foi interrogada: “Que tens, Agar?” (v.17). Ela sabia que por trás daquela pergunta havia a inquestionável verdade de que ela mesma havia provocado o seu próprio infortúnio. A inveja e a discórdia de Ismael não foi herança de nascimento, mas da influência direta de sua mãe que construiu o seu caráter, “tijolo” por “tijolo”, na ganância de possuir o que não lhe pertencia.

Pela segunda vez, Agar foi alcançada pela misericórdia divina e “abrindo-lhe Deus os olhos” (v.19), percebeu que a solução de seu problema estava a poucos passos de distância. E, apesar da decisão precipitada de Abraão e Sara em gerar um filho da escrava, apesar da rebeldia de Agar ou de seu filho não ser o filho da promessa, “Deus estava com o rapaz” (v.20). “Por esse tempo” (v.22), o rei Abimeleque, reconhecendo que Abraão servia ao Deus Todo-Poderoso, fê-lo jurar que não mais usasse de mentiras para com ele e nem com os seus descendentes. Pelo que Abraão jurou e defendeu um direito que era seu sobre um “poço de água” (v.25).

Percebam, amados, que este poço era o mesmo “poço de água” (v.19) em que Agar foi dar de beber a seu filho, no deserto de Berseba (v.14 e 31). Ou seja, antes que Agar e Ismael chegassem àquele deserto, Deus já havia movido Abraão a ali cavar o poço que lhes salvaria a vida. E Abraão já havia plantado “tamargueiras em Berseba” (v.33), uma espécie de arbusto. E onde foi que Agar refugiou Ismael do calor do deserto? “Colocou ela o menino debaixo de um dos arbustos” (v.15). Deus já providenciou a solução para cada um de nossos problemas. Precisamos apenas pedir como uma criança e Ele abrirá os nossos olhos para enxergarmos as Suas bênçãos. Vá até Jesus com a humildade e a dependência infantil e Ele lhe dará da água que jamais esgota: “Aquele que tem sede venha, e quem quiser receba de graça a água da vida” (Ap.22:17). Vigiemos e oremos!

Bom dia, saciados pela água da vida!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Gênesis21 #RPSP

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Gênesis 20 – Comentado por Rosana Barros
2 de fevereiro de 2022, 0:45
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“Disse Abraão de Sara, sua mulher: Ela é minha irmã…” (v.2).

Não bastasse a experiência vivida no Egito e a reprovação do Senhor quanto à sua mentira, Abraão novamente provou que não passava de um homem frágil e completamente dependente da graça divina. Temos a tendência de colocar seres humanos em pedestais, quando, na verdade, eles nunca teriam alcançado suas conquistas não fosse a boa mão do Senhor sobre eles. A saída da casa de seu pai, suas peregrinações, a demora em ter um filho, tudo isso serviu como propósito de Deus para forjar-lhe o caráter. Certamente Abraão foi um homem diferenciado, mas não deixava de ser um homem sujeito a fraquezas e imperfeições.

A beleza de Sara é revelada pela Bíblia como incomum. De feições raras, sua formosura era tão encantadora que já no início de suas peregrinações Abraão a fez prometer que em todo lugar onde entrassem, ela diria a respeito dele: “Ele é meu irmão” (v.13). Agora imaginem esta situação ocorrendo com uma mulher de noventa anos! Sara gozava de uma espécie de “jovial velhice”. Deus havia conservado seu corpo a fim de logo cumprir Sua promessa. Mas o favor divino encontrou o temor humano. Ao entregar sua esposa a Abimeleque, Abraão não só a expôs ao perigo, mas também abriu brechas à possibilidade de frustrar o cumprimento da promessa: “Abençoá-la-ei e dela te darei um filho; sim, Eu a abençoarei, e ela se tornará nações; reis de povos procederão dela” (Gn.17:15).

Quantas vezes o Senhor tem provado o Seu amor para conosco e nós simplesmente respondemos com incredulidade, agindo pelos impulsos de nossas emoções. Foi assim quando Abraão resolveu dar ouvidos ao conselho de Sara casando-se com Agar. Foi assim, quando ele mentiu ao rei do Egito. E foi assim quando, pela segunda vez, declarou o que ele defendeu como uma “meia verdade” (v.12). Mas as perguntas que não querem calar saíram da boca de Abimeleque como se ditas por Deus: “Que é isso que nos fizestes?” (v.9); “Que estavas pensando para fazeres tal coisa?” (v.10).

Este episódio, bem como os demais que revelam as fraquezas de Abraão, não contradizem a fé do profeta de Deus, eles só reforçam a verdade sobre a salvação: ela provém da maravilhosa graça de Deus, através de Jesus Cristo. Como bem confessou Abraão, “eu que sou pó e cinza” (Gn.18:27), quando confessamos ser esta a nossa condição perante o Senhor, estamos reconhecendo a nossa total dependência dEle. Um alto preço foi pago por nosso resgate “antes da fundação do mundo” (1Pe.1:20). Um plano perfeito foi estabelecido para salvar a raça caída. Mas o ser humano fez do sacrifício de Cristo algo comum, como se não passasse de um símbolo religioso e nada mais. Se a beleza de uma mulher de idade avançada não podia atravessar reinos sem ser notada, porque a beleza da salvação em Cristo tem sido passada por alto como se fosse uma mensagem ultrapassada?

O fato é, meus irmãos, que não há desculpas para o pecado. É certo que Abimeleque foi enganado, mas Deus o avisou sobre tal engano e lhe deu a oportunidade de fazer o que era correto. Abraão, por sua vez, também teve a oportunidade de se desculpar, mas usou de desculpas para não admitir o seu erro. Só que, independentemente de nós mesmos e de nossas imperfeições, Deus é fiel. Abraão ainda tinha muito a crescer e aprender debaixo da paciência e da misericórdia do Senhor. Não é diferente conosco, amados. Fomos escolhidos por Deus para a salvação em Cristo Jesus e ai daquele que se coloca em nosso caminho como pedra de tropeço:

“Coisa perigosa é ocasionar dano a um filho do Rei do Céu. O salmista se refere a este capítulo da vida de Abraão, quando diz, falando do povo escolhido, que Deus ‘por amor deles repreendeu reis, dizendo: Não toqueis nos Meus ungidos, e não maltrateis os Meus profetas’” (Sl.105:14,15; Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p.85).

Abraão aprenderia da forma mais dolorosa a confiar plenamente no Senhor e em Sua Palavra. Não encaremos os momentos difíceis como sendo para o nosso prejuízo, mas sejamos confortados com a certeza de que há um Deus no Céu que não desampara os Seus filhos, que das nossas fraquezas suscita forças (2Co.12:10) e que nos está preparando para entrarmos na Canaã Celestial. Vigiemos e oremos!

Bom dia, salvos pela graça maravilhosa de Deus em Cristo Jesus!

* Oremos pelo batismo do Espírito Santo. Oremos uns pelos outros.

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Gênesis20 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



Gênesis 19 – Comentado por Rosana Barros
1 de fevereiro de 2022, 0:45
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“Ao amanhecer, apertaram os anjos com Ló, dizendo: Levanta-te, toma tua mulher e tuas duas filhas, que aqui se encontram, para que não pereças no castigo da cidade” (v.15).

Os mesmos anjos que estavam com o Senhor e com Abraão, seguiram em direção às cidades de Sodoma e Gomorra. Abraão ainda podia avistá-los, enquanto intercedia pelos homens perante o Senhor. Até que, finalmente, percebeu que o veredito divino já havia sido estabelecido. Em seu coração, uma tremenda angústia o fazia estremecer ao pensar em seu sobrinho Ló. Porém, “lembrou-se Deus de Abraão e tirou a Ló” (v.29) do lugar da destruição. Aqueles anjos não foram enviados para juízo somente, mas também por misericórdia (v.16). Quando Ló se separou de seu tio, a Bíblia relata que ele “ia armando as suas tendas até Sodoma” (Gn.13:12). O fato dos anjos o terem encontrado à porta da cidade demonstra que ele já possuía uma posição de destaque ali e, portanto, já não mais habitava em tendas, mas havia fixado residência na cidade iníqua.

Percebam que a reação de Ló ao avistar os anjos foi a mesma de Abraão quando antes os recebera. Ele levantou-se, foi ao encontro deles, prostrou-se com o rosto em terra, insistiu para que fossem à sua casa e lhes ofereceu uma refeição. Não demorou, contudo, para que a maldade daquele lugar fosse revelada. Logo, “os homens daquela cidade cercaram a casa” de Ló, “tanto os moços como os velhos, sim, todo o povo de todos os lados” (v.4), exigindo que Ló fizesse sair os anjos para que pudessem abusar deles (v.5). Ló, por sua vez, fez uma proposta odiosa àqueles homens: “tenho duas filhas, virgens, eu vo-las trarei; tratai-as como vos parecer” (v.8). Certamente, isto prova o quanto a moral de Ló foi corrompida e que o seu resgate era fruto da misericórdia de Deus e da intercessão de Abraão.

A recusa de Ló em atender aos reclamos dos ímpios causou-lhes um ódio sem limites, de forma que “arremessaram-se […] contra Ló” (v.9). Os anjos, porém, “estendendo a mão, fizeram entrar Ló e fecharam a porta” (v.10). Feridos de cegueira, aqueles homens ficaram ali até que “se cansaram à procura da porta” (v.11). Avisado da iminente destruição, Ló foi incumbido de transmitir esta mensagem aos seus genros, mas a reação destes revela a omissão do patriarca quanto a ensinar à sua família o temor do Senhor: “Acharam, porém, que ele gracejava com eles” (v.14). Na verdade, o próprio Ló ainda não havia compreendido, de fato, a urgência daquela mensagem, de forma que os anjos tiveram de despertá-lo ao amanhecer e, percebendo ainda a sua demora, “pegaram-no os homens pela mão, a ele, a sua mulher e as duas filhas, sendo-lhe o Senhor misericordioso, e o puseram fora da cidade” (v.16). A mensagem final foi muito clara: “Livra-te, salva a tua vida; não olhes para trás, nem pares […] foge para o monte […] para que não pereças” (v.17).

Mesmo diante de tudo aquilo, Ló ainda insistiu em não seguir a primeira ordem dos anjos, mas pediu autorização para fugir para outra cidade. A sua falta de confiança na vontade de Deus e a sua demora em responder aos apelos divinos, porém, lhe custou a vida de sua esposa. Bastava ter confiado na boa mão do Senhor e assumido com responsabilidade o seu papel como sacerdote do lar, e o coração de sua mulher não teria ficado em Sodoma. Não foi simplesmente o olhar para trás que a converteu em uma estátua de sal. Quando ela olhou para Sodoma em chamas, seu coração reclamou para si a mesma destruição. Em sua mente, caráter e conduta estava a inscrição: “Eu sou de Sodoma”. E a atitude promíscua de suas filhas só confirmou o quanto a negligência de Ló como chefe espiritual de sua casa e sua insensatez em fixar residência na roda dos escarnecedores foi a causa da ruína de sua família.

Amados, estamos vivendo em tempos muito difíceis, onde os valores da família têm sido lançados por terra como nunca antes. Sem o temor do Senhor, os pais vivem numa corrida desenfreada em busca do sustento e os filhos, por consequência, entregues aos próprios desejos. As escolas são obrigadas a assumir um papel que não lhes compete e a aceitar comportamentos que refletem a desordem de cada lar. E assim, a “deseducação” torna-se uma influência inevitável. Conforme estudamos nos livros de Daniel e Apocalipse, estamos vivendo nos últimos dias desta terra de pecado. Chegará o momento em que o Senhor fechará a porta da graça e o mundo cairá em irreversível cegueira espiritual. A mensagem final para nós, hoje, é a mesma: “Livra-te, salva a tua vida; não olhes para trás” (v.17). Jesus mesmo disse: “Lembrai-vos da mulher de Ló” (Lc.17:32).

Não há gracejos nesta mensagem. É uma questão de vida eterna ou morte eterna! Infelizmente, à semelhança do dilúvio e da destruição de Sodoma e Gomorra, assim se dará no Grande Dia do Senhor. Poucos estarão apercebidos e multidões perecerão por terem dado as costas ao último chamado de Deus. Em Sua misericórdia, o Senhor nos deixou instruções proféticas sobre a verdadeira educação e nos indicou a melhor maneira e lugar para colocá-la em prática, blindando nossos filhos contra a corrupção da “Sodoma” atual. Como derradeiro povo do Senhor, temos cumprido com fidelidade a obra que Ele nos confiou? Saibam que esta obra possui uma ordem que precisa ser obedecida: do meu coração para a minha casa, da minha casa para a igreja e da igreja para o mundo. Sigamos o exemplo do pai da fé que, “de madrugada”, ia à presença do Senhor em oração (v.27). Salva-te e salva a tua família! Não te demores! Eis que o Senhor ainda está à porta e bate (Ap.3:20)! Vigiemos e oremos!

Bom dia, alvos da misericórdia de Deus!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Gênesis19 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100