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“[Pois] o Senhor, vosso Deus, é quem vai convosco a pelejar por vós contra os vossos inimigos, para vos salvar” (v.4).
Um período sucessivo de guerras estava à frente de Israel. O Senhor precisava instruir a nação acerca do que teria de enfrentar e como se portar diante da batalha. Até mesmo em estado de guerra, Deus ensinou aos Seus filhos que nem em uma situação tão extrema as questões familiares devem ser ignoradas. O Originador da família admitiu exceções no alistamento militar a fim de preservar a harmonia e preservação do lar de cada filho do Seu povo. Assim, os que haviam edificado casa nova, os recém-casados, e até mesmo os medrosos eram liberados da guerra.
De igual forma, o Senhor também manifestou o Seu desejo pela paz entre as nações ao declarar: “Quando te aproximares de alguma cidade para pelejar contra ela, oferecer-lhe-ás a paz” (v.10). A guerra, portanto, era a última opção. E mesmo a servidão da nação que aceitasse o acordo de paz seria beneficiada pelas leis criadas para o bem-estar dos servos, oportunizando a Israel tratá-los de forma como gostariam de ter sido tratados quando estavam sob cativeiro egípcio.
O primeiro porta-voz de guerra seria o sacerdote, que dirigiria ao povo palavras de ânimo, de incentivo e de bênção. Logo após, falariam ao povo os oficiais da nação, declarando as exceções quanto ao alistamento dos exércitos de Israel e designando “os capitães dos exércitos para a dianteira do povo” (v.9). Contudo, o acordo de paz não teria validade quanto aos povos que habitavam em Canaã, para que não corrompessem Israel com “todas as suas abominações” (v.18).
Infelizmente, como Sodoma e Gomorra, as nações de Canaã rejeitaram os apelos divinos que por tantos anos de graça haviam se estendido. E, semelhante ao tempo de Ló, desde o menor até ao maior haviam sido maculados pelas abominações “que fizeram a seus deuses” (v.18). Ou Israel destruía por completo aqueles povos, ou seria ensinado a imitá-los. A influência maligna da idolatria precisava ser detestada e erradicada pela raiz, a fim de preservar a nação eleita de semelhante punição.
Estamos todos envolvidos em uma grande guerra espiritual. O campo de batalha? A Terra. Os inimigos? Satanás e seus anjos. O exército do Deus vivo? Aqueles que se revestem de Sua armadura. O sacerdote e capitão que está a dianteira do povo de Deus? Jesus Cristo. O Representante de Cristo que guia Seu povo por caminho seguro? O Espírito Santo. E assim como houve “peleja no Céu” (Ap.12:7) e Cristo e Seus anjos venceram a batalha contra o diabo e seus anjos, “o Cordeiro os vencerá, pois é o Senhor dos senhores e o Rei dos reis; vencerão também os chamados, eleitos e fiéis que se acham com Ele” (Ap.17:14).
“Portanto, tomai toda a armadura de Deus, para que possais resistir no dia mau e, depois de terdes vencido tudo, permanecer inabaláveis” (Ef.6:13). Vigiemos e oremos!
Bom dia, exército do Deus vivo!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Deuteronômio20 #RPSP
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“Não o olharás com piedade: vida por vida, olho por olho, dente por dente, mão por mão, pé por pé” (v.21).
Estamos diante de um contexto difícil de se conceber, partindo do princípio de que “Deus é amor” (1Jo.4:8). Um dos maiores questionamentos de muitos tem sido justamente este: Se Deus é amor, como explicar os Seus atos no Antigo Testamento? Como harmonizar este Deus com Jesus e Suas obras? Na verdade, havia uma real necessidade de impor estreitos limites que evitassem a tolerância com o pecado e a prática da injustiça; uma urgência de instruir de forma mais enérgica um povo prestes a cruzar as fronteiras de Canaã.
As cidades de refúgio eram uma irrefutável representação da misericórdia e da justiça de Deus. Não é somente o ato do pecado em si que fere o coração de Deus, mas, principalmente, a intenção ao praticá-lo. O mandamento é claro: “Não matarás” (Êx.20:13), mas se alguém transgredisse tal mandamento “sem o querer” (v.4), teria a oportunidade de encontrar abrigo em uma das cidades de refúgio para que fosse conservada a sua vida. O pecado, no entanto, é tão cruel, que mesmo o cometendo sem intenção, acabamos colhendo as suas ruins consequências, afinal, mesmo que o homicida tivesse para onde ir, teria de deixar para trás o seu lar e aqueles a quem amava.
A famosa lei do “olho por olho, dente por dente” (v.21), apesar de ser considerada severa e hostil, foi uma maneira de impor limites a fim de evitar excessos no ato de punir. Diante de um povo duro de coração, não houvesse o Senhor instruído Moisés a limitar as sanções, e Canaã se tornaria um covil de assassinos. O real desejo de Deus para Israel era que a nação aprendesse a viver em paz uns com os outros e que, por seu exemplo, as demais nações convertessem “as suas espadas em relhas de arados e suas lanças, em podadeiras; [que] uma nação não [levantasse] a espada contra outra nação, nem [aprendesse] mais a guerra” (Is.2:4).
O ministério terrestre de Cristo foi o cumprimento e o supremo exemplo do que Deus deseja seja o Seu povo na Terra, “para que viva” (v.4), “para que te vá bem” (v.13) e receba por herança a “terra que o Senhor, teu Deus, te dá para a possuíres” (v.14). Jesus foi a personificação do Pai, a perfeita manifestação do caráter do grande EU SOU. Ele mesmo afirmou: “Quem me vê a Mim vê o Pai” (Jo.14:9). Ainda há “uma porta aberta no céu” (Ap.4:1). Ainda há uma oportunidade de graça. Deus nos chama para fazermos dEle o nosso refúgio e foi Ele mesmo, por Seu amor tão intenso, que “deu o Seu Filho unigênito, para que todo o que nEle crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo.3:16).
Tão perto como estamos de entrar na Canaã celestial, Deus está preparando o Seu povo peculiar: “Eu repreendo e disciplino a quantos amo. Sê, pois, zeloso e arrepende-te” (Ap.3:19). Ellen White escreveu: “Quereis ir para a glória e desfrutar tudo que Deus tem preparado para os que O amam e estão dispostos a sofrer por Seu amor? Então tereis de morrer para que possais viver. Preparai-vos, preparai-vos, preparai-vos. Precisais ter maior preparo do que até agora […] Sacrificai tudo a Deus. Deponde tudo sobre o Seu altar — o eu, a propriedade e tudo o mais — como um sacrifício vivo. Tudo é reclamado para entrar na glória” (Primeiros Escritos, p.67). Aceitemos, hoje, a divina oferta de graça e, enquanto aguardamos a nossa futura herança, vigiemos e oremos.
Bom dia, alvos da graça de Deus!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Deuteronômio19 #RPSP
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“Perfeito serás para com o Senhor, teu Deus” (v.13).
O zelo dos levitas na rebeldia do povo no monte Sinai lhes consagrou para a obra sagrada do santuário. As famílias desta tribo foram organizadas para cuidar de diferentes partes do tabernáculo e, da descendência de Arão, se perpetuaria a linhagem sacerdotal. Esse tema precisava ficar bem claro na mente dos filhos de Israel para que o povo comum não se aproximasse das coisas sagradas e morresse. Como o Éden foi a escola de nossos primeiros pais, o santuário tornou-se a escola de Israel, ensinando-lhes lições diárias sobre santificação e o plano da redenção.
Era costume entre os povos pagãos consultar quem lhes oferecesse algum tipo de agouro. Através da necromancia, magia e consulta aos “mortos”, eles praticavam rituais e cerimônias abomináveis como, por exemplo, o sacrifício de seus próprios filhos. Deus foi muito enfático com relação a isso: “pois todo aquele que faz tal coisa é abominação ao Senhor” (v.12). Usar de qualquer desses artifícios é abominável e caracteriza um ato de rebelião contra Deus e desprezo por Sua Palavra.
Quão diferente é, no entanto, o papel de um profeta de Deus. Não há predições humanas, nem concepções falíveis ou consulta aos “mortos”, e sim a perfeita vontade de Deus expressa através de um instrumento escolhido para este fim. Moisés foi considerado o grande líder e profeta do Senhor na história de Israel, mas ele mesmo reconheceu que de Israel sairia um grande profeta, maior do que ele. Um profeta que faria tudo o que o Senhor lhe ordenasse.
Apesar de ter sido sobremodo importante, o ministério de Moisés jamais poderia superar o ministério de Cristo. Daquela nação, apesar de inconstante e rebelde, sairia a salvação não apenas de Israel, mas de toda a humanidade. Jesus veio e cumpriu fielmente as palavras de Seu Pai: “Eu nada posso fazer de Mim mesmo”, declarou Ele, “na forma por que ouço, julgo. O Meu juízo é justo, porque não procuro a Minha própria vontade, e sim a dAquele que Me enviou” (Jo.5:30).
Jesus nos foi o perfeito exemplo de dependência e abnegação. Inteiramente entregue à vontade do Pai, não dava um só passo sem que antes não houvesse buscado em oração toda a sabedoria necessária. Cumpre-nos olhar para Cristo e seguir-Lhe as pisaduras. Precisamos atender ao Seu chamado: “aprendei de Mim, porque sou manso e humilde de coração” (Mt.11:29). O vasto e rico conhecimento de Deus está à nossa disposição e, à cada dia, nos é dado o privilégio de adquirirmos a inscrição de Seu caráter por intermédio do Espírito Santo: “E Eu colocarei o Meu Espírito dentro de vós, e vos farei andar nos Meus estatutos, e guardareis os Meus juízos, e os farei” (Ez.36:27).
Na ótica divina, a perfeição é alcançada quando há uma entrega completa do coração, quando permitimos que Ele seja o único Deus e Senhor de nossa vida. Sigamos o exemplo de nosso Salvador e Mestre: Vigiemos e oremos!
Feliz semana, discípulos de Jesus!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Deuteronômio18 #RPSP
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“E o terá consigo e nele lerá todos os dias da sua vida, para que aprenda a temer o Senhor, seu Deus, a fim de guardar todas as palavras desta lei e estes estatutos, para os cumprir” (v.19).
De todos os pecados, certamente a idolatria tem um destaque no Antigo Testamento. Rodeada de nações pagãs, a nação israelita precisava obedecer às instruções do Senhor a fim de se manter protegida deste mal. A condescendência com a idolatria de alguns seria transformada em uma terrível epidemia se tais pessoas continuassem a propagar no meio do povo a transgressão à aliança de Deus. Cada caso, porém, deveria ser julgado de forma justa, mediante o “depoimento de duas ou três testemunhas” (v.6).
Deus estabeleceu os sacerdotes e os juízes para julgar os litígios que surgissem no meio do povo. Algumas questões poderiam ser resolvidas entre os próprios litigantes, questões de pormenores. Porém, em casos que julgassem serem difíceis demais de se resolver, deveriam buscar “a sentença do juízo” (v.9) estabelecida pelos sacerdotes e juízes, tendo o cuidado de fazer segundo tudo o que anunciaram, sem desviar-se “para a direita nem para a esquerda” (v.11). E aquele que agisse “soberbamente” (v.12), ou seja, que não aceitasse dar ouvidos ao sacerdote e ao juiz, deveria ser punido com a morte, pois havia escolhido receber “o salário do pecado” (Rm.6:23).
Além da questão da idolatria e dos litígios entre os filhos de Israel, estes também manifestariam o desejo de serem governados por um monarca terreno como as demais nações. Prevendo o futuro clamor de Israel por um rei, o Senhor deixou mandamentos específicos que deveriam ser observados pelos futuros monarcas de Israel: não multiplicar cavalos, não voltar ao Egito, não multiplicar para si mulheres e nem “prata ou ouro” (v.16-17). Também deveria escrever e conservar consigo as palavras da lei, as Escrituras, e lê-las todos os dias.
Salomão, por exemplo, foi um rei dotado de excelente sabedoria, mas parece que esqueceu das leis concernentes à sua posição, fazendo tudo ao contrário do que o Senhor estabeleceu como mandamentos da monarquia de Israel: “O peso do ouro que se trazia a Salomão cada ano era de seiscentos e sessenta e seis talentos de ouro” (666! Coincidência? Creio que não!) “Os cavalos de Salomão vinham do Egito e da Cilícia” (Do Egito! De onde o Senhor havia dito: “Nunca mais voltarei por este caminho”, v.16); “Tinha setecentas mulheres, princesas e trezentas concubinas; e suas mulheres lhe perverteram o coração” (Exatamente como o Senhor havia dito: “para que o seu coração não se desvie”, v.17) (1Rs.10:14, 28 e 11:3).
A idolatria, a injustiça, a soberba, a ambição dos monarcas dos outros povos transformaram aquelas nações em trevas e maldição na Terra. O povo de Deus foi chamado por Ele para ser luz e bênção. O apóstolo Paulo escreveu: “A mim, o menor de todos os santos, me foi dada esta graça de pregar aos gentios o evangelho das insondáveis riquezas de Cristo” (Ef.3:8). Eis o que deve impulsionar a nossa vida. Eis o que deve ocupar o nosso coração e fazê-lo pulsar na direção de Deus: Iluminarmos a vida de outros, e não permitirmos que outros nos escureçam a vida. Para isso, precisamos ler todos os dias a Palavra de Deus e permitir que, por meio dela, o Espírito Santo molde o nosso caráter e nos liberte de todos os ídolos modernos que nos afastam de Cristo e da solene missão que Ele nos confiou. A serva do Senhor escreveu o seguinte:
“Quando o povo de Deus tirar os olhos das coisas deste mundo e os puser no Céu e em coisas celestiais, será um povo peculiar porque verá a misericórdia, bondade e compaixão que Deus mostrou aos filhos dos homens. Seu amor evocará deles uma resposta, e na vida mostrarão aos que os rodeiam que o Espírito de Deus os dirige, que estão pondo suas afeições nas coisas do alto e não nas da Terra” (Nos Lugares Celestiais, CPB, 27 de dezembro, p.368). Vigiemos e oremos!
Feliz sábado, luz do mundo!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Deuteronômio17 #RPSP
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“Alegrar-te-ás perante o Senhor, teu Deus, tu, e o teu filho, e a tua filha, e o teu servo, e a tua serva, e o levita que está dentro da tua cidade, e o estrangeiro, e o órfão, e a viúva que estão no meio de ti, no lugar que o Senhor, teu Deus, escolher para ali fazer habitar o Seu nome” (v.11).
As três principais festas de Israel, apesar de instituídas pelo Senhor para o Seu povo, eram festas que incluíam a participação de estrangeiros. A Páscoa celebrava a libertação de Israel do cativeiro egípcio. Como servos e estrangeiros que foram, os filhos de Israel deveriam lembrar de como haviam saído do Egito à noite e apressadamente, e acolher o estrangeiro que no meio deles habitasse. Eram cerimônias festivas, mas também solenes e de um valioso significado. São símbolos da trajetória vitoriosa de Cristo e da vitória final do Seu povo de todos os tempos.
Sabemos que Cristo é o Cordeiro pascal, e que a Sua vida, morte e ressurreição nos comprou o direito de participarmos com Ele de Sua vitória: “vencerão também os chamados, eleitos e fiéis que se acham com Ele” (Ap.17:14). Assim como Israel saiu do Egito à noite, na hora mais escura deste mundo, quando as trevas do pecado mostrarem seu lado mais sombrio e maligno, o Senhor virá para libertar de uma vez por todas o Seu povo do cativeiro do inimigo. Hoje podemos estar comendo o pão da aflição, mas, dentro em breve, “no sétimo dia” (v.8) da manhã da redenção, exultaremos em marcha triunfante ao banquete celestial.
De forma figurativa, podemos dizer que “quando a foice começar na seara” (v.9), começará a ser definido o destino eterno de cada ser humano. Como nos dias de Noé, o Espírito Santo “não agirá para sempre no homem” (Gn.6:3). Mas antes que seja retirado do mundo o Consolador, há uma obra final a ser realizada na vida de todo aquele que O tem buscado com a inteireza de coração dos discípulos do primeiro século. Selados para a eternidade, estarão apenas a aguardar o momento de serem recolhidos. A chuva serôdia será para eles o que foi o Pentecostes para a igreja primitiva e o último sinal será cumprido, dando as boas vindas ao Dia do Senhor: “E será pregado este evangelho do reino por todo o mundo, para testemunho a todas as nações. Então, virá o fim” (Mt.24:14).
Finalmente, os santos do Altíssimo, providos do caráter de Cristo, resultado da obra do Espírito Santo, não comparecerão perante a face do Senhor “de mãos vazias” (v.16), mas, cada um, “segundo a bênção que o Senhor, seu Deus” (v.17) lhe concedeu, apresentará as obras de suas mãos “na proporção em que possa dar” (v.17), erguendo cânticos de alegria quando ouvir da boca de seu Senhor: “Muito bem, servo bom e fiel; foste fiel no pouco, sobre o muito te colocarei; entra no gozo do teu [Senhor]” (Mt.25:23). Pela fé, seguiram nas pisaduras de Jesus e com Ele subirão e reinarão pelos séculos eternos!
“A justiça seguirás, somente a justiça, para que vivas e possuas em herança a terra que te dá o Senhor, teu Deus” (v.20). Cristo vem! Ele vem! Aleluia! Que cobertos com o manto de Sua justiça, confiemos em Sua fiel promessa: “E eis que venho sem demora, e Comigo está o galardão que tenho para retribuir a cada um segundo as suas obras” (Ap.22:12). Vigiemos e oremos!
Bom dia, santos do Altíssimo!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Deuteronômio16 #RPSP
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“Pois nunca deixará de haver pobres na terra; por isso, Eu te ordeno: livremente, abrirás a mão para o teu irmão, para o necessitado, para o pobre na tua terra” (v.11).
A observância destas leis consistia em amparar os necessitados e libertar os cativos. A cada sete anos, as dívidas deveriam ser perdoadas e os servos postos em liberdade. Deus também estabeleceu um “projeto” social para atender aos pobres de Israel. Aproximando-se o ano da remissão, contudo, havia quem negasse prestar assistência ao necessitado visto saber que muito provavelmente não receberia de volta o montante emprestado. Uma atitude que o Senhor deixou bem claro reprovar.
Em Israel já haviam as diferenças sociais e econômicas. Mas o plano divino consistia em erradicar a pobreza do meio do Seu povo: “para que entre ti não haja pobre” (v.4), ainda que não deixasse “de haver pobre na terra” (v.11). Questionado acerca do “desperdício” do precioso perfume que Maria derramou a Seus pés, Jesus respondeu usando a citação do versículo onze do capítulo de hoje: “Porque os pobres, sempre os tendes convosco […]” (Jo.12:8).
Vejo na resposta de Cristo o destaque ao caráter pessoal tanto da atitude de Maria quanto daqueles que reprovaram a sua atitude. Da mesma forma que Maria de Betânia ungiu a Jesus com o melhor que possuía, devemos cooperar com Deus na obra de ajudar liberalmente a quem necessita, mas isso não nos autoriza a reprovar aquele que julgamos estar usando mal os seus recursos. A obra de Deus é vasta, o corpo de Cristo composto por diversos membros, há variedade de dons, mas o Espírito é o mesmo (1Co.12:4). Quando permitimos que o Senhor governe os nossos recursos o resultado sempre será um antídoto contra o egoísmo. Ao contrário disso, incorremos na triste realidade apontada pela serva do Senhor:
“Tem-se apoderado da igreja a lepra do egoísmo. O Senhor Jesus Cristo curará a igreja dessa terrível enfermidade, se esta quiser ser curada. O remédio encontra-se no capítulo cinquenta e oito de Isaías” (Conselhos Sobre Mordomia, CPB, p.85).
Como embaixadores de Cristo, somos chamados a viver em união ainda que sejamos diferentes uns dos outros. Creio que quando um servo se recusava a sair da casa de seu senhor, era porque tinha por senhor aquele que também o servia com atitudes de amor, respeito e consideração. O perdão oferecido quanto às dívidas também unia credores e devedores em amor e generosidade. Jesus nos deixou o maior exemplo de serviço abnegado e de remissão de dívidas. Ele foi o cumprimento exato destas leis:
“Pois o próprio Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a Sua vida em resgate por muitos” (Mc.10:45).
Em um mundo repleto de mazelas, corrupção, disparidades sociais, que não endureçamos o nosso coração e nem fechemos a mão ao nosso “irmão pobre” (v.7); mas também não sejamos acusadores dos que julgamos que estejam indiferentes ao sofrimento alheio, pois estes podem ter sido separados pelo Espírito Santo para encher muitos lugares com o perfume do amor. Perseveremos, juntos, “na doutrina dos apóstolos e na comunhão, no partir do pão e nas orações” (At.2:42). Vigiemos e oremos!
Bom dia, igreja do Deus vivo!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Deuteronômio15 #RPSP
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“Porque sois povo santo ao Senhor, vosso Deus, e o Senhor vos escolheu de todos os povos que há sobre a face da terra, para Lhe serdes Seu povo próprio” (v.2).
A expressão “Filhos sois do Senhor” (v.1) revela o grau de relacionamento que Deus deseja manter com o Seu povo. Como um Pai amoroso e justo, Deus ama e zela por Seus filhos ensinando-lhes os princípios inegociáveis de Sua Palavra e como mantê-los em seus corações como regra de fé e prática. Algumas leis dadas a Israel exigiam-lhes abnegação e separação quanto aos costumes pagãos. A mutilação, ou autoflagelo, era comumente praticada pelos moradores de Canaã, principalmente em rituais fúnebres. Como povo santo ao Senhor, a nação eleita deveria se abster de tais costumes.
Outro ponto que era totalmente ignorado pelos cananeus era o da alimentação. O consumo de carnes imundas era comum. Portanto, Israel deveria abster-se de ter uma dieta igual às demais nações, e seguir as orientações deixadas por Deus quanto ao consumo de animais. O Senhor foi muito claro: “Não comereis coisa alguma abominável” (v.3). Como Criador, Ele bem sabe as implicações decorrentes à saúde humana pelo consumo da carne de certos animais e o quanto a dieta está intimamente relacionada à saúde mental e espiritual. Eis um assunto que requer uma reflexão mais séria de nossa parte, tendo em consideração de que somos “raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus” (1Pe.2:9).
Já o dízimo foi incluído pelo Senhor como fazendo parte da adoração. Quando o adorador levava ao tabernáculo a décima parte de suas rendas, reconhecendo a Deus como o seu Senhor e Mantenedor, também estava a aprender a valiosa lição do temor do Senhor e do altruísmo. Temer a Deus, prestar-Lhe reverência e profundo respeito deve ser o jornadear de todo cristão. Quando devolvemos o que é de Deus, através de nossos dízimos e ofertas, visando adorá-Lo e também a fim de ajudar o nosso próximo, declaramos a Quem pertencemos. Não se trata de uma barganha, mas de uma resposta de amor Àquele que deu a própria vida para nos salvar.
Este capítulo é uma explícita declaração de que o povo de Deus é um povo com costumes diferentes, com uma alimentação diferente e com uma visão de dinheiro diferente da visão mundial capitalista e consumista. Não podemos e não devemos nos conformar “com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus” (Rm.12:2). A nossa vida é um dom de Deus e é preciosíssima aos Seus olhos. Portanto, o que fazemos, o que comemos e como adoramos é sim do interesse divino e declara para onde estamos indo.
“Portanto, quer comais, quer bebais ou façais outra coisa qualquer, fazei tudo para a glória de Deus” (1Co.10:31). Como testemunhas de Jesus, filhos do Senhor, que cheios do poder do Espírito Santo possamos escolher, “todos os dias” (v.23), viver aqui “em santo procedimento e piedade, esperando e apressando a vinda do Dia de Deus” (2Pe.3:11 e 12). Para tanto, vigiemos e oremos!
Bom dia, filhos do Senhor!
* Oremos pelo batismo do Espírito Santo. Oremos uns pelos outros.
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Deuteronômio14 #RPSP
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“Andareis após o Senhor, vosso Deus, e a Ele temereis; guardareis os Seus mandamentos, ouvireis a Sua voz, a Ele servireis e a Ele vos achegareis” (v.4)
De forma muito pontual, Moisés buscou orientar Israel a respeito dos perigos da idolatria e dos falsos mestres. Especificamente, o capítulo de hoje relata uma advertência contra os falsos profetas ou sonhadores que surgissem no meio do povo o incitando a seguir outros deuses através de sinais e prodígios previamente revelados por eles. Tais impostores buscariam de todas as formas possíveis persuadir o maior número de pessoas a cometer “rebeldia contra o Senhor” (v.5), afastando-os assim de Deus e da verdadeira adoração.
A advertência prévia, no entanto, visava proteger Israel desta ameaça nacional, inclusive, de lidar com tal assunto de maneira branda ou negligente. O Senhor permitiria que os tais falsos profetas se levantassem no meio da nação a fim de provar a fidelidade dos filhos do Seu povo, se amavam o Senhor, seu Deus, mas não poderia tolerar que os enganadores permanecessem semeando a idolatria e a apostasia. Nem os laços de parentesco poderiam falar mais alto do que a fidelidade ao Senhor: “não concordarás com ele, nem o ouvirás; não olharás com piedade, não o pouparás, nem o esconderás” (v.8).
Em Seu sermão profético, Cristo nos advertiu quanto ao mesmo mal: “Vede que ninguém vos engane”; “levantar-se-ão muitos falsos profetas e enganarão a muitos”; “porque surgirão falsos cristos e falsos profetas operando grandes sinais e prodígios para enganar, se possível, os próprios eleitos”; “Vede que vo-lo tenho predito” (Mt.24:4, 11, 24 e 25). O engano tem sido a base do governo de Satanás na Terra, desde o princípio, quando proferiu a primeira mentira: “É certo que não morrereis” (Gn.3:4). Desde então, esta tem sido a sua estratégia em fazer com que a criatura se rebele contra o Criador. Ao povo de Deus, porém, a parte que nos cabe é a de proclamar a verdade pura e simples da Palavra de Deus por preceito e por exemplo, desmascarando assim o inimigo e seus agentes, principalmente, quando estes estão infiltrados no meio da igreja.
Jesus nos deixou clara e reiterada advertência! E neste contexto bélico entre o bem e o mal não podemos assumir a atitude de Eva de aproximarmo-nos do terreno inimigo, nem tampouco acovardar-nos diante de nossa responsabilidade, pois assim diz o Senhor: “Quando Eu disser ao perverso: Certamente, morrerás, e tu não o avisares e nada disseres para o advertir do seu mau caminho, para lhe salvar a vida, esse perverso morrerá na sua iniquidade, mas o seu sangue da tua mão o requererei” (Ez.3:18). Não podemos subestimar as tentadoras ofertas do maligno. Pois “não é de admirar, porque o próprio Satanás se transforma em anjo de luz” (2Co.11:14).
A sutileza do inimigo de Deus mostrará seu mais hediondo engano quando se cumprir o que Jesus também nos preveniu, quando a nossa fé se tornar uma ameaça à ordem mundial: “E sereis entregues até por vossos pais, irmãos, parentes e amigos” (Lc.21:16). “Contudo”, continuou Jesus, “não se perderá um só fio de cabelo da vossa cabeça. É na vossa perseverança que ganhareis a vossa alma” (Lc.21:18-19).
Passada a grande prova final, que o Senhor nos encontre aprovados pelos méritos do nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, no qual “vivemos, e nos movemos, e existimos” (At.17:28). Vigiemos e oremos!
Bom dia, adoradores do único Deus verdadeiro!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Deuteronômio13 #RPSP
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“Lá, comerás perante o Senhor, vosso Deus, e vos alegrareis em tudo o que fizerdes, vós e as vossas casas, no que vos tiver abençoado o Senhor, vosso Deus” (v.7).
As nações que habitavam em Canaã preservavam o seu sistema de culto pagão “sobre as altas montanhas, sobre os outeiros e debaixo de toda árvore frondosa” (v.2). Através de altares, colunas, postes-ídolos e imagens de escultura, invocavam e adoravam os seus deuses através de rituais abomináveis, inclusive, queimando seus próprios filhos e filhas como sacrifícios a seus deuses (v.31). A destruição completa desses lugares de culto simbolizava a purificação de Canaã para receber o verdadeiro e único lugar do culto verdadeiro.
A fim de entrar em Canaã, o procedimento dos filhos de Israel precisava ser mudado, pois faziam “cada qual tudo o que bem [parecesse] aos seus olhos” (v.8). Como Israel, muitos almejam entrar no descanso do Senhor “cada qual” com suas opiniões formadas, com suas concepções irredutíveis e seus corações intransponíveis. Não entregam verdadeiramente o coração à boa obra do Espírito Santo e prosseguem em viver um forjado “assim diz o Senhor”, moldado segundo a inclinação da própria carne.
Será que não estamos incorrendo neste grave erro? A Palavra de Deus deve ser recebida como a voz de Deus diretamente ao nosso coração, e não como uma seta que apontamos em direção àqueles que julgamos estar errados. Quando o profeta Elias subiu ao monte Carmelo, era apenas um o seu objetivo: revelar a todos que só o Senhor é Deus. Ele não apontou o dedo para os seus irmãos, mas ergueu as mãos aos céus. Ali, ele ofereceu o agradável sacrifício e obteve do Senhor a resposta através do fogo.
Assim como Deus orientou em tudo a Israel, Ele nos deixou todas as orientações necessárias através dos escritos do Espírito de Profecia para que vivamos na Terra, nesses últimos dias, como aqueles que “manifestam estar procurando uma pátria”, os que, “agora, aspiram a uma pátria superior, isto é, celestial” (Hb.11:14 e 16); para que não incorramos na idolatria e nas práticas que corrompem o lugar que Ele elegeu como a habitação do Seu Espírito: “Acaso, não sabeis que o vosso corpo é santuário do Espírito Santo, que está em vós, o qual tendes da parte de Deus, e que não sois de vós mesmos?” (1Co.6:19).
Há um lugar de descanso e de banquete preparado para os que “lavaram suas vestiduras e as alvejaram no sangue do Cordeiro” (Ap.7:14). Perseveremos em buscar ao Senhor de todo o nosso coração, edificando a nossa vida sobre a Rocha que é Cristo, e, de modo algum, erraremos o caminho, como está escrito: “E ali haverá bom caminho, caminho que se chamará o Caminho Santo; o imundo não passará por ele, pois será somente para o Seu povo; quem quer que por ele caminhe não errará, nem mesmo o louco” (Is.35:8). Vigiemos e oremos!
Bom dia, santuários do Espírito Santo!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Deuteronômio12 #RPSP
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“Amarás, pois, o Senhor, teu Deus, e todos os dias guardarás os Seus preceitos, os Seus estatutos, os Seus juízos e os Seus mandamentos” (v.1).
Já naquele tempo, cada recado dado a Israel resultava em uma mensagem aos verdadeiros adoradores até a última geração: “Guardai, pois, todos os mandamentos que hoje vos ordeno, para que sejais fortes, e entreis, e possuais a terra para onde vos dirigis” (v.8). Como peregrinos a caminho do Lar, temos uma escolha individual e diária a fazer: “Se o Senhor é Deus, segui-O; se é Baal, segui-O” (1Rs.18:21). Disse Jesus: “Ninguém pode servir a dois senhores” (Mt.6:24). “Considerai hoje” (v.2) tudo o que o Senhor nos deixou escrito como a Sua carta de amor à humanidade. Uma vida de integridade e de retidão diante de Deus não é feita apenas de experiências do passado e nem pode ser alcançada no ato do batismo, mas mediante a constante entrega de nós mesmos aos cuidados do Espírito Santo a fim de que, por Seu fruto, possamos ouvir e praticar as palavras de Cristo Jesus.
Inúmeros são os benefícios da obediência, e destrutiva a maldição da rebeldia. Ninguém que conhece a Deus e prossegue em conhecê-Lo será abandonado à sua própria sorte. Sem dúvida, colherá as bênçãos provenientes das promessas divinas aqui e no porvir. O Senhor tem prazer em cuidar dos Seus filhinhos. Como um Pai amoroso e bom Pastor, Ele nos toma em Seus braços e nos fala aos ouvidos: “Certamente, venho sem demora!” (Ap.22:20). Essa esperança deve encher o nosso coração de confiança e inspirar-nos a seguir olhando sempre para Jesus, o Autor e Consumador de nossa fé.
Deus aguarda apenas que, como Elias dos últimos dias, a Sua igreja desperte para dar testemunho a todas as nações. E com insistente fé, como um só homem, esteja unida em oração a fim de que desça sobre nós a última chuva; que, com santa ousadia, derribemos os altares da idolatria e reedifiquemos o altar do Senhor em nosso coração e em nossa casa; que o nosso coração e alma sejam regidos pelo “assim diz o Senhor”; que nossos filhos sejam “ensinados do Senhor” (Is.54:13), tornando-se homens e mulheres de fé inabalável. Mas isso só acontecerá mediante o poder e a eficácia do Espírito Santo.
“Eis que, hoje”, o Senhor coloca diante de nós “a bênção e a maldição” (v.26). De que lado estaremos nos momentos finais deste grande conflito? Apegue-se ao Senhor, vosso Deus, “amando o Senhor, vosso Deus” (v.22) em todo o tempo! “Guardai, pois, todos os mandamentos […] para que sejais fortes, e entreis, e possuais a terra para onde vos dirigis” (v.8). Não esmoreçamos agora que falta tão pouco tempo para recebermos o maior e melhor abraço de nossa vida! Clamemos pelo Espírito Santo!
“Não abandoneis, portanto, a vossa confiança; ela tem grande galardão. Com efeito, tendes necessidade de perseverança, para que, havendo feito a vontade de Deus, alcanceis a promessa. Porque, ainda dentro de pouco tempo, Aquele que vem virá e não tardará” (Hb.10:35-37). Vigiemos e oremos!
Feliz semana, perseverantes do Senhor!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Deuteronômio11 #RPSP
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