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“Assim, Davi, com todo o Israel, fez subir a arca do Senhor, com júbilo e ao som de trombetas” (v.15).
O transporte da arca da aliança para Jerusalém foi transformado em uma grande festa. Davi, juntamente com todo o povo, seguiam com danças e toda sorte de instrumentos. Foi aparelhado um carro novo e todas as providências pareciam evidenciar um momento sagrado e aprovado por Deus. Contudo, todas as danças e cânticos foram cessados quando presenciaram a consumação da ira de Deus.
Uzá não era ignorante quanto à instrução acerca do transporte da arca. Ninguém, ao não ser os sacerdotes, era autorizado a tocá-la ou carregá-la. Havia um limite muito claro e ele foi ultrapassado. Por mais que a aparência daquela jornada fosse de um culto feliz e vibrante, aquela não era a forma escolhida por Deus. Os filhos de Israel precisavam aprender a fazer diferença entre o santo e o comum, e o santuário e o que nele continha era-lhes um constante aprendizado nesse sentido.
Obede-Edom e sua família foram ricamente abençoados pela presença da arca em sua casa. Certamente, eles tomaram todo o cuidado para respeitar os limites estabelecidos por Deus, e foram recompensados por isso. Apesar da tragédia inicial, esta notícia encheu novamente de esperança o coração de Davi, que prontamente tornou a trazer a arca, mas, desta vez, respeitando a Palavra do Senhor. Sua devoção e grande alegria foram interpretadas por Mical como uma atitude insana para um rei. Mas a sua resposta à sua esposa insatisfeita deixou bem clara a intenção de Davi: agradar ao Senhor, ainda que tivesse que se humilhar para isso.
Amados, este episódio nos ensina que sensação de euforia e aparência de santidade não são provas de uma verdadeira adoração. Se estava escrito como a arca deveria ser transportada, cumpria a Davi ter obedecido, e a Uzá ter temido fazer o que não lhe era permitido. Que parte do “Certamente morrereis” ainda não compreendemos? O Senhor nos deixou limites justamente para nos livrar do salário do pecado. E Ele jamais teria ferido a Uzá se ainda houvesse uma fagulha sequer de possibilidade de salvá-lo.
A verdadeira adoração consiste em adorarmos o Senhor como Ele deseja que O adoremos, ainda que sejamos desprezados e mal interpretados por isso. Enquanto Davi representa o verdadeiro adorador, que se alegra no Senhor e em fazer a Sua vontade, Mical representa o falso adorador, ocupado apenas em censurar aquele que deseja abençoá-lo. A vitória de Jesus na cruz garantiu a bênção do Senhor a você “e a toda a sua casa” (v.11). Não despreze tamanho privilégio! E lembre-se: adorar não consiste em cerimônias bonitas, mas em humilhar-se de coração perante Aquele “que Se assenta acima dos querubins” (v.2). Vigiemos e oremos!
Bom dia, verdadeiros adoradores!
Rosana Garcia Barros
#2Samuel6 #RPSP
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“Ia Davi crescendo em poder cada vez mais, porque o Senhor, Deus dos Exércitos, era com ele” (v.10).
Tão logo morreu Isbosete, Davi foi proclamado e ungido rei sobre Israel. Era de trinta anos quando começou a reinar. Apesar de jovem, Davi demonstrou grande fé e coragem. Nos pastos a defender suas ovelhas de leões e ursos; no vale de Elá diante do gigante Golias; nos desertos mostrando a Saul que o perigo que o ameaçava era o seu próprio coração; nas frentes de batalha sob a bandeira do Senhor dos Exércitos; Davi mostrou que não andava só, mas o Senhor era com ele.
Foi um rei tão marcante, que nunca houve outro que fosse tão aclamado em Israel. De sua casa sairia a linhagem do Messias. O fato de Davi ter reconhecido que Deus havia confirmado o seu trono, revelava o seu desejo em ser guiado por Ele. Será que este mesmo desejo move o meu e o seu coração? “Davi consultou ao Senhor, e Este lhe respondeu” (v.23). Notem que havia um diálogo. Havia um relacionamento entre Davi e o Senhor. É quando não há esse relacionamento, que passamos a viver na ilusão da autossuficiência, ignorando as palavras de Cristo: “sem Mim nada podeis fazer” (Jo.15:5).
Ao aceitarmos a Deus como o Senhor e Salvador de nossa vida, Ele rompe marcha à frente de nossas batalhas e nos diz: “Sê forte e corajoso, não temas e nem te espantes” (Js.1:9), porque, de agora em diante, as tuas batalhas são Minhas! Jesus disse quem faz parte do povo cujo Deus é o Senhor: “Nem todo aquele que Me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de Meu Pai, que está nos céus” (Mt.7:21).
Amados, estamos tão perto de entrar em Sião, mas não mais para tomá-la à força e nem para estabelecer um reino corruptível, e sim para recebê-la por herança como um reino eternamente estabelecido (Dn.2:44). Não mais a Cidade de Davi, mas a Cidade de Deus, “a santa cidade, Jerusalém” (Ap.21:10). Enquanto aguardamos, cumpre-nos buscarmos viver em conformidade com a vontade de Deus. “Pois esta é a vontade de Deus: a vossa santificação” (1Ts.4:3). “Segui a paz com todos e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor” (Hb.12:14). “Santifica-os na verdade; a Tua palavra é a verdade” (Jo.17:17). Continuemos, portanto, sendo reavivados e santificados pela Palavra, clamando pelo Espírito Santo, e, certamente, como Davi, continuaremos “crescendo em poder cada vez mais, porque o Senhor, Deus dos Exércitos” é conosco. Vigiemos e oremos!
Bom dia, filhos obedientes do Senhor!
* Oremos pelo batismo do Espírito Santo. Oremos uns pelos outros.
Rosana Garcia Barros
#2Samuel5 #RPSP
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“Indo Recabe e Baaná, filhos de Rimom, beerotita, chegaram à casa de Isbosete, no maior calor do dia, estando este a dormir, ao meio-dia” (v.5).
Ao tomar conhecimento da morte de Abner, Isbosete ficou apavorado. E não só ele, como todo o Israel percebeu que após a morte de Abner era só uma questão de tempo para que Davi estabelecesse o seu trono de uma vez por todas. Mas, a serviço de Isbosete, também havia mais dois “capitães de tropas; um se chamava Baaná, o outro, Recabe” (v.2). Mas então, parece que a história é interrompida no verso quatro. Uma pausa para falar sobre Mefibosete, filho de Jônatas, que ficou manco quando era apenas uma criança.
Continuando o capítulo, aqueles dois capitães, como que apenas entrando na casa do filho de Saul para buscar alimento, mataram Isbosete, “estando este a dormir ao meio-dia” (v.5), cortaram sua cabeça e a levaram até Davi, como se fosse um tipo de troféu. Se ele tanto sofreu com a morte de Abner, imagina com a morte de um dos filhos de Saul e irmão de seu amável amigo Jônatas? E assim como fez com o portador de notícias acerca da morte de Saul, o fez também àqueles malignos capitães. A recompensa que receberam por aquele troféu macabro foi a morte.
Diante do perigo que o cercava, dormir “no maior calor do dia” (v.5) era como um atentado contra a própria vida. Isto não exime, de forma alguma, a culpa dos assassinos, mas nos deixa uma advertência que Jesus insistiu em repetir:
“Portanto, vigiai, porque não sabeis em que dia vem o vosso Senhor” (Mt.24:42). Ora, o que faz um vigia? Primeira coisa e mais importante: ele fica acordado. “Ficai também vós apercebidos” (Mt.24:44).
Na parábola das dez virgens, cinco eram néscias e cinco eram prudentes. Percebam que na parábola todas acabam adormecendo. Porém, ao ouvirem que o noivo havia chegado, as prudentes prontamente preparam suas lâmpadas com o azeite adicional e seguem à festa de casamento. Enquanto que as néscias acabam com a lâmpada apagada e ficam de fora das bodas.
A nossa preparação, meus irmãos, é pessoal. Assim como as virgens prudentes não podiam encher de azeite as lâmpadas das néscias, também não podemos ser segurança de salvação para ninguém, e ninguém pode ser a nossa. É por isso que Cristo terminou a parábola com a seguinte advertência: “Vigiai”! (Mt.25:13). Baaná e Recabe foram à presença de Davi crentes de que tinham realizado um grande feito ao tirar a vida de Isbosete, e Davi os condenou à morte. As virgens néscias, mesmo com lâmpadas apagadas vão à presença do Noivo acreditando que Ele as receberá, mas dEle ouvirão: “Em verdade vos digo que não vos conheço” (Mt.25:12).
Se você permanecer em Cristo através da Palavra, examinando as Escrituras e orando em todo tempo no Espírito, com certeza, ainda que esteja enfrentando o pior calor da sua vida, ainda que os problemas estejam lhe queimando como o sol de meio-dia, quando vier o Noivo, e toda a Sua comitiva de anjos aos milhares, a sua lâmpada brilhará e iluminará o seu caminho rumo à festa eternal! “Pelo que diz: Desperta, ó tu que dormes […] e Cristo te iluminará. Portanto, vede prudentemente como andais, não como néscios […] mas procurai compreender qual a vontade do Senhor” (Ef.5:14, 15 e 17). Vigiemos e oremos!
Bom dia, vigilantes do Senhor!
Rosana Garcia Barros
#2Samuel4 #RPSP Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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“Todo o povo notou isso e lhe pareceu bem, assim como lhe pareceu bem tudo quanto o rei fez” (v.36).
Davi estava com seu governo estabelecido em Hebrom e ali nasceram os seus primeiros filhos. A poligamia nunca foi aprovada por Deus. Era, porém, um costume pagão que Israel havia adquirido. E veremos no decorrer de nossos estudos, que a família de Davi não foi nada convencional e nem tampouco estruturada. Enquanto isso, na casa de Saul, Abner se fazia cada vez mais poderoso. Ao acusar Abner de se deitar com uma das concubinas de Saul, Isbosete provocou-lhe a ira e, em retaliação, Abner resolveu fazer aliança com Davi.
Sob a condição de lhe devolver Mical como esposa, Abner conseguiu fazer um acordo de paz com Davi. Quando Joabe chegou com seus homens de uma batalha e soube do ocorrido, ficou furioso, até perceber que seria a oportunidade perfeita de vingar a morte “de seu irmão Asael” (v.27). Quando Davi soube da traição de Joabe ficou muito angustiado e lamentou com grande pesar a morte de Abner, com palavras tão comoventes que “todo o povo chorou muito mais por ele” (v.34).
Abner não era filho de Davi, muito menos um de seus melhores amigos, e sim o capitão da guarda que queria derrotá-lo e acabar com o seu reinado. Então, porque Davi chorou a morte de Abner com tanta intensidade? Primeiro: seu reino estava no início e precisava de reforços, não de mais inimigos. Segundo: ele havia feito aliança com Abner e seu nome estava em jogo. Terceiro: Davi não concordava com rivalidade entre irmãos. O verso 29 demonstra uma solução humana para tentar impedir que outros viessem a cometer o mesmo erro de Joabe. E o final do verso 39 representa um clamor pela justiça divina.
“Se o teu inimigo tiver fome, dá-lhe de comer” (Rm.12:20). Foi o que fez Davi ao oferecer um banquete a Abner e a seus homens. “Se possível, quanto depender de vós, tende paz com todos os homens” (Rm.12:18). “Assim, despediu Davi a Abner, e ele se foi em paz” (v.21). Essas atitudes foram fruto da bondade de Davi? Não, amados. Foram fruto da bondade do Senhor em Davi. Eis o que faz toda a diferença. Pois, “todos se extraviaram e juntamente se corromperam; não há quem faça o bem, não há nem um sequer” (Sl.14:3). Não somos merecedores da graça divina, nem tampouco nossa vida tem algo de bom para oferecer. Há somente Um que é bom e Ele em nós é o segredo para uma vida íntegra.
Permita que Cristo viva em você, e, como foi com Davi, “todo o povo [notará] isso” (v.36). Não aja às escondidas, como Joabe, lançando o veneno do ódio sobre outros. Se Deus “não nos trata segundo os nossos pecados, nem nos retribui consoante as nossas iniquidades” (Sl.103:10), quem somos nós para fazermos vingança com as próprias mãos?
“Bem-aventurados os pacificadores, porque serão chamados filhos de Deus” (Mt.5:9). “O Senhor faz justiça” (Sl.103:6). Confiemos sempre em Sua providência! Vigiemos e oremos!
Bom dia, filhos de Deus!
Rosana Garcia Barros
* Você pode ser um agente da paz ao estender a mão para quem necessita de ajuda. Ore pedindo ao Espírito Santo que lhe conceda oportunidades e que lhe oriente acerca de como ajudar aqueles que precisam. Não como uma obrigação ou para divulgar em suas redes sociais, mas como um exercício do que Jesus nos ensinou em Mateus 6:2-4.
#2Samuel3 #RPSP
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“Da idade de quarenta anos era Isbosete, filho de Saul, quando começou a reinar sobre Israel, e reinou dois anos; somente a casa de Judá seguia a Davi” (v.10).
Ao consultar ao Senhor, Davi foi orientado a ir para Hebrom, e ali foi ungido rei sobre Judá. Tomando conhecimento de que tinham sido os homens de Jabes-Gileade que sepultaram a Saul, os abençoou e os recompensou pelo gesto de humanidade. Mas enquanto ele reinava em Judá, Abner, capitão do exército de Saul, constituiu a Isbosete, filho de Saul, como rei em Israel. Israel estava dividido. E, como em toda situação desse tipo, começaram a surgir os conflitos.
Houve guerra entre Abner e os homens de Saul, e Joabe e os homens de Davi. E a peleja só terminou porque Abner apelou ao coração de Joabe: “Até quando te demorarás em ordenar ao povo que deixe de perseguir a seus irmãos?” (v.26). “Então, Joabe tocou a trombeta, e todo o povo parou, e eles não perseguiram mais a Israel” (v.28). Em meio a um mundo tão cheio de conflitos, como povo de Deus somos chamados a tocar a trombeta do evangelho da paz e anunciar que Cristo em breve voltará.
Podemos definir o capítulo de hoje nas seguintes palavras de Cristo: “Todo reino dividido contra si mesmo ficará deserto, e toda cidade ou casa dividida contra si mesma não subsistirá” (Mt.12:25). A batalha era Israel contra Israel. E o ato de perseguir irmãos é considerado por Deus como uma abominação: “Seis coisas o Senhor aborrece, e a sétima a Sua alma abomina: […] o que semeia contendas entre irmãos” (Pv.6:16 e 19). Esta estratégia do Maligno nunca deixou de existir. Pelo contrário, ela ganha força à medida em que ele sabe “que pouco tempo lhe resta” (Ap.12:12).
Nesse sentido, o capítulo de hoje nos traz preciosas lições:
1. Não busque vingança. “O que segue a justiça e a bondade achará a vida, a justiça e a honra” (Pv.21:21);
2. Saia do encalço do teu irmão, ainda que ele lhe tenha feito mal. “Não diga: Vingar-me-ei do mal; espera pelo Senhor, e Ele te livrará” (Pv.20:22);
3. Espera pela justiça do Senhor, pois ela sempre prevalece! “Se o justo é punido na terra, quanto mais o perverso e o pecador!” (Pv.11:31).
O Reino de Deus será um reino de um só povo. Vivamos, pois, aqui, nos preparando para a vida por vir. Importa que possamos atender ao apelo do apóstolo Paulo: “Rogo-vos, irmãos, que noteis bem aqueles que provocam divisões e escândalos, em desacordo com a doutrina que aprendestes; afastai-vos destes” (Rm.16:17). Não seja um perseguidor, “porque a nossa luta não é contra o sangue e a carne, e sim contra os principados e potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso” (Ef.6:12). Pela graça de Deus, escolha fazer parte do povo que herdará a Terra: “Bem-aventurados os mansos, porque herdarão a Terra” (Mt.5:5). Vigiemos e oremos!
Feliz semana, mansos do Senhor!
Rosana Garcia Barros
#2Samuel2 #RPSP
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“Angustiado estou por ti, meu irmão Jônatas; tu eras amabilíssimo para comigo! Excepcional era o teu amor, ultrapassando o amor de mulheres” (v.26).
Ainda tomado pela adrenalina da guerra, Davi recebeu um homem amalequita que pensava alcançar o favor do futuro rei de Israel. Munido da coroa e do bracelete de Saul, aquele homem nem imaginava que os objetos que usaria para receber algum tipo de recompensa, unidos às suas palavras, testemunhariam contra ele mesmo. Diante daquele relato, Davi rasgou as suas vestes em sinal de terrível angústia, e, junto com seus homens, choraram e jejuaram o dia todo “por Saul, e por Jônatas, seu filho, e pelo povo do Senhor, e pela casa de Israel, porque tinham caído à espada” (v.12).
Foi uma grande perda sofrida por Israel. Muitos homens que já haviam lutado ao lado de Davi perderam a vida naquela batalha. Davi então chamou um de seus moços e ordenou a morte do amalequita. Certamente aquele homem era conhecedor da situação de fuga de Davi e pensou que a morte de Saul lhe seria motivo de alegria e de alívio. Só que ele não esperava que Davi fosse um homem segundo o coração de Deus. E o capítulo continua com uma lamentação de Davi por Saul e por Jônatas. Jônatas tudo bem. Mas, Saul, querido e amável? Foi assim que Davi escolheu guardá-lo na lembrança. Preferiu dar ênfase aos momentos em que Saul “o amou muito” (1Sm.16:21).
Davi sentia-se como um filho que foi rejeitado. E, como filho, sofreu a morte de seu pai Saul. Já com Jônatas, sua angústia foi tremenda: “Angustiado estou por ti, meu irmão Jônatas” (v.26). Davi considerou mais preciosa a sua amizade com Jônatas do que o amor de suas mulheres. A amizade entre Jônatas e Davi é a descrita pelo sábio Salomão: “Em todo tempo ama o amigo, e na angústia se faz o irmão”, e, “há amigo mais chegado do que um irmão” (Pv.17:17; 18:24).
Davi não perdeu um inimigo e um amigo. Ele perdeu um pai e um irmão. Percebem a grandeza do que é ter o amor de Deus no coração? Porque do nosso coração corrupto não podem sair coisas boas. Mas de um coração movido por Deus emanam fontes de amor e vida. Na medida que Saul o odiou, Davi o amou! Na medida que Jônatas o amou, Davi o amou ainda mais! Eis o que o Senhor nos pede: “Dá-me, filho meu, o teu coração” (Pv.23:26). Ao depositarmos o coração nas mãos de Deus, estamos permitindo que Ele promova cura, libertação e salvação. E, mais ainda, estamos permitindo que Ele nos torne abençoadores de nossos semelhantes.
A morte de seu algoz foi para Davi motivo de profunda tristeza porque ele decidiu entregar o seu coração aos cuidados do Amor, pois “Deus é amor” (1Jo.4:8). Você tem um amigo que passou a lhe perseguir? O Senhor promete colocar em seu coração o amor que lhe fará amá-lo. Você tem um amigo mais chegado do que um irmão? O Senhor quem promoveu essa amizade. Que Deus, o Amor, jamais lhe falte, então, jamais lhe faltará motivos para amar e querer o bem até de quem lhe deseja o mal. Não se apegue à maldição do rancor, mas permita que o Espírito Santo derrame em seu coração porções diárias do amor de Deus, que cura, que perdoa, que renova, que transforma, que liberta, que salva! Vigiemos e oremos!
Feliz sábado, movidos pelo Amor!
Rosana Garcia Barros
#2Samuel1 #RPSP
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“Morreu, pois, Saul, e seus três filhos, e o seu escudeiro, e também todos os seus homens foram mortos naquele dia com ele” (v.6).
O último capítulo de 1Samuel, a última batalha de Saul e o seu último suspiro. Que contraste desta guerra com a que vimos ontem! Deus foi misericordioso com Davi e não permitiu que ele fosse com os filisteus e assistisse o seu povo perecer. Sentindo-se acuado, Saul pediu que seu escudeiro o matasse antes que isso acontecesse pelas mãos dos inimigos. Percebendo, porém, o temor de seu escudeiro, “Saul tomou da espada e se lançou sobre ela” (v.4), tirando a própria vida. Sobre este trágico fim, Ellen White escreveu: “Assim pereceu o primeiro rei de Israel, com o crime de suicídio em sua alma. A vida fora-lhe um fracasso, e sucumbira com desonra e em desespero, porque pusera sua vontade própria e perversa contra a vontade de Deus” (Patriarcas e Profetas, CPB, p.682).
Saul e seus filhos tiveram seus corpos pendurados em um muro como troféus dos inimigos. O suicídio do rei de Israel foi comemorado pelos filisteus como “boas-novas” na “casa dos seus ídolos e entre o povo” (v.9). Israel havia começado a provar das consequências de um governo sem a bênção de Deus. Porém, uns “homens valentes se levantaram, e caminharam toda a noite, e tiraram o corpo de Saul e os corpos de seus filhos do muro” (v.12), dando um fim à humilhante divulgação da tragédia israelita.
Que triste fim o do primeiro monarca de Israel! Terminou com suas armas num templo pagão e seu corpo hasteado como uma bandeira ensanguentada. Saul rejeitou o governo de Deus e seu governo o levou à sua destruição e de sua casa. Não havia mais espaço para o Senhor em sua vida. Na verdade, não havia mais espaço para ninguém que não fosse ele mesmo. Sua vida resumiu-se em grandeza terrena e uma sina doentia de matar a Davi.
Saul tinha tudo para ser um grande rei. Ele tinha Deus a seu favor e O rejeitou. A questão é que uma vida assim não se resume a ela mesma. Ela sempre vai afetar a outros, principalmente os de casa. Enquanto todo o povo chorou e lamentou a morte do profeta Samuel, apenas uns poucos homens valentes sepultaram a Saul e a seus filhos. Como aqueles homens tiveram a coragem de dar um fim à vergonha de Israel, Deus precisa, hoje, de homens e mulheres valentes que sejam zelosos pelo nome do Senhor ainda que diante de situações vexatórias. Não fomos chamados para divulgar os pecados uns dos outros, mas para defender a causa de Deus independente dos erros humanos de percurso.
A vida é um dom de Deus. A morte é o salário do pecado. Enquanto a vida é um presente, a morte é um pagamento. Saul recebeu exatamente o salário que lhe era devido, por recusar o presente que não merecia. E nós? Qual é a nossa escolha, hoje? Vida ou morte? Presente ou pagamento? Divulgar a queda do irmão ou ter a coragem de dar um ponto final à vergonha alheia? Há somente dois caminhos e uma só decisão, amados. Vê que o Senhor nos propõe, “hoje, a vida e o bem, a morte e o mal” (Dt.30:15). O desejo de Deus para cada um de nós é este: “Escolhe, pois, a vida, para que vivas, tu e a tua descendência, amando o Senhor, teu Deus, dando ouvidos à Sua voz e apegando-te a Ele; pois, disto depende a tua vida e a tua longevidade” (Dt.30:19-20). Escolha Jesus, escolha a vida! Pois “aquele que tem o Filho tem a vida; aquele que não tem o Filho de Deus não tem a vida” (1Jo.5:12). Vigiemos e oremos!
Bom dia da preparação, valentes do Senhor!
Rosana Garcia Barros
#1Samuel31 #RPSP
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“Então, Davi e o povo que se achava com ele ergueram a voz e choraram, até não terem mais forças para chorar” (v.4).
Sendo excluído da peleja pelos príncipes filisteus, Davi e seus homens retornaram a Ziclague. Contudo, ao retornar, perceberam que além de não haver mais casa, suas famílias e todos os seus pertences haviam sido levados. Não restou uma pessoa sequer. Tudo estava destruído! Mas a destruição maior foi a do coração daqueles homens. Os valentes de Davi não passavam de crianças desconsoladas. Alguma vez na vida você já chorou assim? Chorou até sentir que suas forças acabaram?
Quando meu filho mais novo foi levado para a UTI com apenas 4 dias de vida, eu conheci o pranto. Há dois anos eu também perdi um bebê, o que me fez chorar muito. É um choro que lhe faz perder as forças. É como se o seu corpo todo chorasse. É uma entrega total do ser àquilo que causa a dor. Mas, além de ter perdido tudo, Davi ainda teve que lidar com uma multidão de homens enfurecidos. “Porém Davi se reanimou no Senhor, seu Deus” (v.6) e fez o que nunca deveria ter deixado de fazer: consultar ao Senhor.
Revestido da força e do poder de Deus, mediante a promessa da vitória, Davi e seus homens avançaram em busca de tudo o que haviam perdido. Sendo que duzentos homens ficaram para trás, pois estavam muito cansados para continuar. Orientados por um servo egípcio, Davi e seus homens venceram os inimigos, recuperaram tudo o que haviam perdido e ainda ficaram com os despojos da guerra. Como o Senhor havia dito, “tudo Davi tornou a trazer” (v.19).
Davi estava colhendo o que havia plantado. O engano o levou àquela situação. Mas a misericórdia do Pai alcançou o Seu filho arrependido. E a atitude bondosa de Davi para com o servo estrangeiro e com os soldados que ficaram com a bagagem, revela o seu reconhecimento de que a batalha não foi vencida por ele e pelos quatrocentos homens, mas pelo poder do Senhor dos Exércitos. E ao dividir os despojos com os que ficaram para trás, Davi ilustrou a graça divina.
Você pode hoje pensar que a única coisa que faz é carregar uma bagagem de sofrimento. Que sua vida não é digna de receber coisa alguma. Mas deixa eu lhe contar uma coisa: Ninguém é digno! Só há Um que é digno. Só há um Homem que pisou nesta terra, que verdadeiramente foi justo: Jesus Cristo, o Justo (1Jo.2:1). Aqueles que Deus coloca na linha de frente de Sua batalha, devem ser também muro de defesa para os que se encontram abatidos. O Senhor não faz acepção de pessoas. Ele chamou guerreiros e valentes, mas também chamou cuidadores de bagagens. Neste grande conflito, os soldados só vencem usando a armadura de Deus (Leia Ef.6:10-18) e os carregadores de bagagens só carregam o que podem suportar.
Não importa o que digam ou o que façam os maus, Deus sempre ampara e supre as necessidades de todos os que tomam parte em Seu serviço. Quer na linha de frente ou na retaguarda, todos nós somos amados por Deus com o mesmo amor que O fez esculpir nossos primeiros pais. Ainda que os sofrimentos desta vida nos deixem sem forças, o Senhor deseja nos reanimar e nos recriar, a fim de que possamos todos participar das “partes iguais” (v.24) do reino eterno. Vigiemos e oremos!
Bom dia, alvos do amor Deus!
Rosana Garcia Barros
#1Samuel30 #RPSP
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“Respondeu, porém, Aquis e disse a Davi: Bem o sei; e que, na verdade, aos meus olhos és bom como um anjo de Deus; porém os príncipes dos filisteus disseram: Não suba este conosco à batalha” (v.9).
Aquis podia acreditar em Davi, mas os príncipes filisteus não. Era do conhecimento deles a fama de Davi e a música que embalava as danças de vitória de Israel: “Saul feriu os seus milhares, porém Davi, os seus dez milhares” (v.5). A mesma música que despertou a ira de Saul, despertou a desconfiança dos príncipes filisteus.
Davi deveria estar em tremenda aflição diante do que estava prestes a fazer: marchar contra o seu próprio povo. A batalha que Davi estava travando era consigo mesmo. Seus planos e objetivos começaram a ser traçados sem a aprovação de Deus. Se não tomasse cuidado, cairia no mesmo erro de Saul. O Senhor precisava permitir que as consequências de seus atos começassem a ser colhidas. A dura tribulação que estava por vir despertaria o homem segundo o coração de Deus da letargia de seu próprio coração.
Geralmente, para lembrarmos onde nos machucamos, basta olharmos para as cicatrizes. As marcas nos lembram onde caímos, como nos ferimos e por quê. Quantas vezes sabemos que podemos nos machucar, que podemos machucar outras pessoas, no entanto, assumimos os riscos! Davi foi infeliz em deixar o deserto para ir habitar entre os inimigos. Preferiu armar ciladas a confiar em Deus. “Quem teme ao homem arma ciladas, mas o que confia no Senhor está seguro” (Pr.29:25).
Em meio à perseguição, Davi foi fiel e verdadeiro, dentro da “segurança” dos muros de Ziclague, tornou-se um mentiroso. Davi precisava lembrar onde e como havia caído, para então voltar ao primeiro amor. “Lembra-te, pois, de onde caíste, arrepende-te e volta à prática das primeiras obras” (Ap.2:5). E as marcas certamente o ajudariam neste processo.
Você está precisando voltar ao primeiro amor? Por certo existem cicatrizes que lhe fazem lembrar das quedas. O Senhor lhe convida, hoje, a olhar para as suas marcas sentindo culpa pela última vez. Ele promete transformar as marcas de dor em marcas de vitória. Jesus recebeu as cicatrizes da cruz para carregar pela eternidade as marcas de Seu amor infinito. Escolha trocar as marcas do pecado pelas marcas da justiça de Cristo! Que as cicatrizes desse amor eterno superem as que a vida porventura lhe causou. Vigiemos e oremos!
Bom dia, marcados pelo amor de Jesus Cristo!
* Oremos pelo batismo do Espírito Santo. Oremos uns pelos outros.
Rosana Garcia Barros
#1Samuel29 #RPSP
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“Respondeu-lhe o rei: Não temas; que vês? Então, a mulher respondeu a Saul: Vejo um deus que sobe da terra” (v.13).
O capítulo de hoje traz um assunto que causa muitas discussões entre os estudiosos da Bíblia: o espiritismo. Afinal de contas, Saul falou ou não com o “espírito” de Samuel? Não podemos obter a resposta verdadeira, se não estudarmos a Bíblia da forma correta: “Porque é preceito sobre preceito, preceito e mais preceito; regra sobre regra, regra e mais regra; um pouco aqui, um pouco ali” (Is.28:10). Assim como este assunto, todos os outros precisam ser estudados desta forma, buscando respostas em toda a Palavra, pois “Toda a Escritura é inspirada por Deus” (2Tm.3:16).
Percebam que o verso 3 diz que “Saul havia desterrado os médiuns e os adivinhos”, pois Deus mesmo havia dito: “todo aquele que faz tal coisa é abominação ao Senhor” (Dt.18:12). Ora, se é abominação, já aprendemos que Deus não aprova a prática de se consultar supostos “mortos” nem tampouco a prática da adivinhação. Saul foi à presença da médium disfarçado. Mas ao descobrir que se tratava do rei que havia mandado matar seus colegas de bruxaria, logo ela ficou assustada, e mais ainda diante do sobrenatural tão diferente das consultas fajutas que estava acostumada a fazer.
Ao perceber que ela via algo misterioso, Saul perguntou o que ela via. A resposta da mulher é de arrepiar: “vejo um deus que sobe da terra” (v.13). Aquela mulher viu uma figura que ela identificou como um deus que subia da terra. O sábio Salomão escreveu que “os mortos não sabem coisa nenhuma […] porque a sua memória jaz no esquecimento” (Ec.9:5). Como, pois, explicar essa aparição? Saul concluiu que aquela entidade que ela descreveu só podia ser Samuel, mas se realmente o fosse Deus não teria condenado a sua atitude: “Assim, morreu Saul por causa da sua transgressão cometida contra o Senhor […] e também porque interrogara e consultara uma necromante” (1Cr.10:13).
Outra evidência de que não era o profeta Samuel quem falou com Saul, encontramos no livro de Jó: “Tal como a nuvem se desfaz e passa, aquele que desce à sepultura jamais tornará a subir. Nunca mais tornará à sua casa, nem o lugar onde habita o conhecerá jamais” (Jó 7:9-10). Sem dúvida, aquele ser misterioso não se tratava de Samuel, nem tampouco alguém da parte de Deus. Percebam o que o falso ‘Samuel’ disse a Saul no verso 16: “Por que, pois, a mim me perguntas, visto que o Senhor te desamparou e Se fez teu inimigo?” Quer dizer que Deus desamparou a Saul e Se tornou seu inimigo? Mas que conversa é essa? Sabem que conversa é essa, amados? Daquele que é especialista em distorcer a Palavra de Deus: Satanás.
Das duas uma. Ou aquele ‘Samuel’ era o próprio diabo, ou um de seus demônios personificados. Porque, meus irmãos, “não é de admirar, porque o próprio Satanás se transforma em anjo de luz. Não é muito, pois, que os seus próprios ministros [os anjos caídos] se transformem em ministros de justiça” (2Co.11:14-15). Lembrem do Éden, quando Satanás, usando o corpo de uma serpente, disse a Eva: “É certo que não morrereis” (Gn.3:4). Deus jamais desampara o homem. Saul fez a própria escolha de fechar o seu coração para o Senhor. Por isso não conseguia mais ouvir a Sua voz. Deus não é inimigo de ninguém. Muito pelo contrário, Ele nos convida a sermos Seus amigos (Jo.15:15).
Samuel, como os demais filhos de Deus que já morreram, descansam para serem despertados uma única vez para sempre, na segunda vinda de Cristo (Leia 1Ts.3:16-17). “Muitos dos que dormem no pó da terra ressuscitarão, uns para a vida eterna, e outros para a vergonha e horror eterno” (Dn.12:2). Portanto, “Quando vos disserem: Consultai os necromantes e os adivinhos, que chilreiam e murmuram, acaso, não consultará o povo ao seu Deus? A favor dos vivos se consultarão os mortos? À lei e ao testemunho! Se eles não falarem desta maneira, jamais verão a alva” (Is.8:19).
Cuidado com doutrinas baseadas em textos isolados da Bíblia! Muitos têm usado as Escrituras como fez Satanás no deserto. Satanás tentou a Cristo usando a Palavra de Deus fora de contexto. Mas Cristo venceu porque usou o fiel e verdadeiro “assim diz o Senhor”. Somos criaturas mortais, e só há um que é imortal: “O Rei dos reis e Senhor dos senhores; o único que possui imortalidade” (1Tm.6:15-16). Breve vem o Dia em que “a trombeta soará, os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados. Porque é necessário que este corpo corruptível se revista da incorruptibilidade, e que o corpo mortal se revista da imortalidade” (1Co.15:52-53).
Cristo disse: “Eu sou a ressurreição e a vida” (Jo.11:25). O que devemos saber sobre a morte é o que já vimos hoje: que ela é comparada a um sono, que é passageira e que, muito em breve, vai deixar de existir (Ap.21:4). Não perca tempo com os enganos de Satanás, porque ele já está condenado à morte eterna (Mt.25:41). Apegue-se à promessa dAquele que venceu a morte ao terceiro dia: “porque Eu vivo, vós também vivereis” (Jo.14:19). Vigiemos e oremos!
Bom dia, futuros cidadãos do reino eterno!
Rosana Garcia Barros
#1Samuel28 #RPSP
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