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“Aquis confiava em Davi, dizendo: Fez-se ele, por certo, aborrecível para com o seu povo em Israel; pelo que me será por servo para sempre” (v.12).
Davi conquistou a confiança do rei Aquis, a ponto de este lhe conceder uma cidade e de acreditar em tudo o que Davi dizia e fazia. Contudo, Davi saía a pelejar contra os inimigos de Israel, dando a entender ao rei de Gate que havia pelejado contra o próprio Israel. Para Davi, seu segredo estava guardado no silêncio fúnebre das cidades cemitério. Mas veremos a partir do capítulo 29 os resultados desastrosos de sua trama mentirosa.
Da primeira vez que Davi enganou o rei Aquis, fingindo-se de louco, vimos que a sua intenção era tão somente salvar a sua vida e ir para longe do território inimigo. Desta vez, porém, Davi sustentou uma mentira após outra, enquanto Aquis pensava ter conquistado um guerreiro vassalo. A mentira de Davi o levou a ter um falso conforto de “um ano e quatro meses” (v.7), no entanto, os resultados desastrosos durariam muito mais.
No verso 11 está escrito a respeito de Davi: “Este era o seu proceder por todos os dias que habitou na terra dos filisteus”. Qual tem sido o seu e o meu procedimento? Procedimento vai além de palavras. Procedimento é comportamento, é conduta. Ou seja, uma vida fingida é uma grande mentira. Fingir ser o que na verdade não é foi o que fez Davi naquela situação, por permitir que o medo de Saul falasse mais alto do que a sua confiança em Deus. E ele perceberia isso quando colhesse as consequências de sua insensatez. Na primeira vez havia fingido ser louco, desta vez, cometeu realmente uma loucura.
Deus espera “que os Seus adoradores O adorem em espírito e em verdade” (Jo.4:24). A Bíblia diz que Deus é a verdade (Jr.10:10), o Espírito Santo é a verdade (1Jo.5:6), Jesus é a verdade (Jo.14:6), que a Palavra de Deus é a verdade (Jo.17:17), que a Lei de Deus é a verdade (Sl.119:142 e 151). Ou seja, tudo que é a verdade é eterno. E tudo que está ligado à mentira, está fadado à destruição: Satanás (Ap.20:10) e os mentirosos (Ap.21:27). Dizer uma mentira já causa prejuízos, mas viver uma mentira pode causar prejuízos eternos.
Os olhos do Senhor “estão abertos sobre todos os caminhos dos filhos dos homens, para dar a cada um segundo o seu proceder, segundo o fruto das suas obras” (Jr.32:19). Segundo o proceder de Davi em Gate, ele colheria frutos de grande aflição. Todavia, o Senhor “não aflige e nem entristece de bom grado os filhos dos homens” (Lm.3:33). Mas tem prazer no “pecador que se arrepende” (Lc.15:7).
“Por amor de Cristo o Senhor perdoa aos que O temem. Não vê neles a vileza do pecador. Neles reconhece a semelhança de Seu Filho, em quem eles creem. […] Ele salva os homens, não em pecado, mas do pecado; e os que O amam manifestarão seu amor pela obediência” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, CPB, p.667 e 668). Meus irmãos, todos nós pecamos, mas em Cristo, por Sua obra redentora, somos mais que vencedores (Rm.8:37). Que o nosso proceder, “seja em palavra, seja em ação, fazei-o em nome do Senhor Jesus [que é a verdade], dando por Ele graças a Deus Pai” (Cl.3:17). Vigiemos e oremos!
Bom dia, arautos da verdade!
Rosana Garcia Barros
* Somente por meio da comunhão diária podemos crescer no conhecimento de Deus e com Ele andar. No início deste trimestre, se ainda não o fez, sugiro que adquira a sua lição da escola sabatina. De preferência, que você faça a assinatura anual. Acesse o site http://www.cpb.com.br e adquira já a sua.
#1Samuel27 #RPSP
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“Assim como foi a tua vida, hoje, de muita estima aos meus olhos, assim também seja a minha aos olhos do Senhor, e Ele me livre de toda tribulação” (v.24).
Quando estudamos o capítulo 23, vimos que um povo específico mandou avisar a Saul sobre o paradeiro de Davi: os zifeus. Esse mesmo povo reaparece no capítulo de hoje novamente entregando ao inimigo o esconderijo de Davi. Certamente, a cabeça de Davi era-lhes a garantia de que suas terras não seriam invadidas e nem seus bens saqueados. Então, Saul perseguiu a Davi. Permitiu que a sua obsessão o levasse a ignorar por completo todas as responsabilidades que como monarca possuía, a fim de alcançar o seu objetivo maligno.
Ao chegar perto do lugar onde estava Davi e seus homens, resolveram acampar e descansar. Sabendo disso, enquanto todos dormiam profundamente, Davi foi até onde o rei estava e tomou “a lança e a bilha da água da cabeceira de Saul” (v.12). Ao chegar a uma distância segura, Davi bradou pelo nome do comandante do exército de Saul. Abner deve ter perdido a cor ao perceber que havia deixado o rei vulnerável. Na verdade, se Davi ainda fosse seu escudeiro, Saul estaria bem mais seguro.
Da última vez, o rei Saul parecia haver desistido de perseguir a Davi. Só que tão logo soube de seu paradeiro, não hesitou em largar tudo e correr atrás daquilo que tornou-se para ele a missão de sua vida. Após Davi provar mais uma vez que não pretendia fazer-lhe mal algum, ele mudou de estratégia, mostrando-se arrependido e pedindo para que Davi voltasse para casa. A resposta de Davi foi sábia e firme: “Pague, porém, o Senhor a cada um a sua justiça e a sua lealdade; pois o Senhor te havia entregado, hoje, nas minhas mãos, porém eu não quis estendê-las contra o ungido do Senhor” (v.23).
Não existe decisão mais sensata e sábia do que esperar no Senhor. A respeito desses dois episódios em que os zifeus delataram seu esconderijo a Saul, Davi compôs o Salmo 54: “Eis que Deus é o Meu ajudador, o Senhor é quem me sustenta a vida. Ele retribuirá o mal aos meus opressores […] Pois me livrou de todas as tribulações” (Sl.54:4,5 e 7).
Como também está escrito: “Ao aflito livra por meio da sua aflição e pela opressão lhe abre os ouvidos” (Jó 36:15). Justamente por meio das situações aparentemente ruins ou daquelas que julgamos sem saída, Deus nos mostra o Seu poder. Quando estudamos sobre a vida de Davi, percebemos que foram nesses momentos de maior angústia e provação, que sua fé e comunhão foram intensificadas. Enquanto nos desertos da vida, era um fiel homem de Deus. Mas na segurança das paredes do palácio, tornou-se o conhecido rei adúltero.
Por isso, “meus irmãos, tende por motivo de toda alegria o passardes por várias provações, sabendo que a provação da vossa fé, uma vez confirmada, produz perseverança” (Tg.1:2-3). Portanto, como Davi, confia no Senhor. Davi confiou e foi coroado rei. Se confiarmos, muito em breve, Deus mesmo nos dará a coroa da vida eterna! E perante a face sorridente de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, todos os sofrimentos desta Terra farão parte de um passado remoto. Viva o presente com Jesus, e Ele lhe dará um futuro glorioso e eterno! Vigiemos e oremos!
Feliz semana, herdeiros da coroa da vida!
Rosana Garcia Barros
#1Samuel26 #RPSP
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“Então, disse Davi a Abigail: Bendito o Senhor, Deus de Israel, que, hoje, te enviou ao meu encontro” (v.32).
Houve uma grande comoção em Israel devido à morte do profeta Samuel. Todos os filhos de Israel se reuniram e choraram. Aquele homem de Deus havia sido por tantos anos a voz que lhes transmitira as palavras divinas. Desde quando era apenas uma criança no templo, Samuel já havia conquistado a simpatia de todo o povo por seu caráter íntegro e coração compassivo. Certamente houve um misto de tristeza e de aflição, como se tivessem perdido o chão. Mas o capítulo de hoje ainda fala de uma segunda morte: a morte de Nabal.
Fazendo jus ao seu nome, que significa “insensato, louco”, Nabal era um filho de Belial, “duro e maligno em todo o seu trato” (v.3). No entanto, sua mulher, Abigail, “era sensata e formosa” (v.3). Poucas são as personagens que as Escrituras destacam por sua beleza, e Abigail é uma delas. Realmente tratava-se de uma linda mulher. Mas antes de destacar a sua formosura, ela foi lembrada por sua sensatez. Abigail agiu com prudência e sabedoria, e seria recompensada por isso.
Quando Davi soube da ingratidão de Nabal, irou-se grandemente, e sua ira quase o levou a cometer um ato de vingança pessoal. Mas todas as palavras e atitudes de Abigail tocaram o coração de Davi e o livraram de cometer um ato impensado. Davi louvou a Deus por ter usado Abigail em seu favor, e louvou aquela mulher que mostrou ser o contraste de seu ímpio marido. As palavras dela se cumpriram, pois, dias depois “feriu o Senhor a Nabal, e este morreu” (v.38). E, informado do ocorrido, Davi mandou buscá-la para que se tornasse sua esposa.
Quando os homens de Davi foram buscar Abigail para tornar-se mulher deste, “ela se levantou”, ou seja, saiu do luto para ir ter com o seu futuro marido. Saiu do luto para a festa de casamento. Esta é precisamente a promessa de Deus para os Seus escolhidos. Ele promete converter a tristeza em alegria, o choro em riso, o luto em celebração! Como está escrito: “Converteste o meu pranto em folguedos; tiraste o meu pano de saco e me cingiste de alegria” (Sl.30:11).
Hoje o Senhor nos convida a sermos sensatos como Abigail e humildes como Davi. A sermos Seus instrumentos, mas também a reconhecermos que outros podem ser instrumentos do Senhor para o nosso bem, para nos repreender e nos admoestar. Eis o que Jesus nos diz: “Eu repreendo e disciplino a quantos amo. Sê, pois, zeloso e arrepende-te” (Ap.3:19). Deus nos “chamou das trevas para a Sua maravilhosa luz” (1Pe.2:9). Sejamos, pois, pela graça de Cristo, achados dignos desta eleição de misericórdia! Vigiemos e oremos!
Feliz sábado, eleitos do Senhor!
Rosana Garcia Barros
#1Samuel25 #RPSP
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“Sucedeu, porém, que, depois, sentiu Davi bater-lhe o coração, por ter cortado a orla do manto de Saul” (v.5).
Um tempo de terrível angústia se abateu sobre Davi e seu pequeno exército. Nas profundezas das cavernas encontraram lugar de refúgio da fúria e insistente perseguição de Saul. Foi quando o rei estava sozinho em um desses lugares, que aqueles homens enxergaram a oportunidade de matar o seu algoz e se verem livres daquela doentia perseguição. Ali estava Saul, sozinho e indefeso. Seria a oportunidade perfeita! Davi, porém, os conteve e, cortando furtivamente “a orla do manto de Saul” (v.4), obteve a prova de que não pretendia tirar a vida do “ungido do Senhor” (v.6).
Aquela atitude, no entanto, causou um grande aperto no coração de Davi, que, arrependido, saiu da caverna a chamar Saul. De longe, o rei avistou a sua “caça” fazendo-lhe “reverência, com o rosto em terra” (v.8). “Olha, pois, meu pai” (v.11), foi a forma carinhosa de Davi se expressar àquele que o perseguia sem causa. E comprovado que Davi lhe havia poupado a vida, “chorou Saul em voz alta” (v.16), proferindo palavras de aprovação que devem ter consolado grandemente o coração do aflito fugitivo.
Diante de inimigos e de perseguidores, precisamos confiar, como Davi, na justiça divina: “Seja o Senhor o meu juiz, e julgue entre mim e ti, e veja, e pleiteie a minha causa, e me faça justiça, e me livre da tua mão” (v.15). Notem que mesmo diante das lágrimas e da confissão de Saul, a prudência não permitiu que Davi se aproximasse dele. Davi sabia que a sua luta não era contra Saul, mas contra o espírito maligno que atormentava e dominava o rei de Israel. E manter uma distância segura era o melhor a se fazer.
Tentando provar sua bondade, Davi fez algo que lhe doeu no coração. Por vezes, não sabemos ao certo como lidar com situações adversas, e acabamos tomando atitudes que depois nos abatem o coração. Mas Deus, em Sua infinita misericórdia, pode transformar os nossos impulsos em oportunidades de reconciliação. Portanto, confie na justiça do Senhor e siga o exemplo de Cristo fazendo sempre o bem aos seus inimigos, ainda que não aconteça o retorno desejado. Como Davi diante dos inimigos, seja esta a nossa oração: “Livra-me, Senhor, do homem perverso, guarda-me do homem violento, cujo coração maquina iniquidades e vive forjando contendas” (Sl.140:1-2). Vigiemos e oremos!
Bom dia da preparação, homens e mulheres segundo o coração de Deus!
Rosana Garcia Barros
#1Samuel24 #RPSP
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“Pelo que Saul desistiu de perseguir a Davi e se foi contra os filisteus. Por esta razão, aquele lugar se chamou Pedra de Escape” (v.28).
Antes de tomar qualquer decisão, Davi consultava ao Senhor. Ele permaneceu “no deserto, nos lugares seguros”, e “Saul buscava-o todos os dias, porém Deus não o entregou nas suas mãos” (v.14). Percebam que “os homens de Davi” (v.3) tiveram medo de subir à peleja em Queila. Portanto, aqueles homens, antes de se tornarem os famosos valentes de Davi, tiveram que aprender a exercitar sua confiança em Deus enquanto venciam seus medos.
Entre uma perseguição e outra, Davi teve a chance de rever o amigo que pensou que não mais veria. Jônatas apareceu em um dos esconderijos de Davi e “lhe fortaleceu a confiança em Deus” (v.16), enquanto Saul colocou em risco o seu povo, pois “os filisteus invadiram a terra” (v.27). E aquele lugar em “que Saul desistiu de perseguir a Davi” (v.28), ficou conhecido como “Pedra de Escape” (v.28). Como Jônatas, Deus nos chama para sermos cuidadores de nossos irmãos, fortalecendo-lhes a fé e animando-os a prosseguir ainda que fortemente abatidos pelas circunstâncias.
O Salmo 37 revela bem a confiança que Davi tinha no Senhor: “Entrega o teu caminho ao Senhor, confia nEle, e o mais Ele fará” (Sl.37:5). Deus ajuda e livra todos os que confiam em Sua justiça, “livra-os dos ímpios e os salva, porque nEle buscam refúgio” (Sl.37:40). Antes de buscar refúgio em qualquer lugar da terra, Davi buscava nos braços do Senhor. Percebam que Saul, em sua insanidade, cogitou ser plano divino prender a Davi “numa cidade de portas e ferrolhos” (v.7) a fim de capturá-lo; como se Deus aprovasse seus planos de matar a Davi. Sobre este tipo de atitude, o apóstolo Paulo escreveu: “No tocante a Deus, professam conhecê-lO; entretanto, O negam por suas obras; é por isso que são abomináveis, desobedientes e reprovados para toda boa obra” (Tt.1:16).
Creio que num momento de maior necessidade foi que Deus enviou Jônatas até Davi. Como é maravilhoso ter um amigo em quem se pode confiar! Deus muito se alegra com amizades como esta, de íntima afinidade espiritual. Contudo, ainda que não tenhamos um amigo assim, Jesus nos diz: “mas tenho-vos chamado amigos” (Jo.15:15). Antes de falar com qualquer pessoa, Davi falava com Deus. Como o Senhor almeja que façamos o mesmo! Ele deseja firmar a nossa confiança nEle e estabelecer uma amizade cujos laços sejam fortalecidos à cada experiência diária. “Faze-me ouvir, pela manhã, da Tua graça, pois em Ti confio; mostra-me o caminho por onde devo andar, porque a Ti elevo a minha alma” (Sl.143:8).
Eis o que diz a Palavra Inspirada: “Em vos converterdes e em sossegardes, está a vossa salvação; na tranquilidade e na confiança, a vossa força” (Is.30:15). Por mais que fosse difícil enfrentar a perseguição de Saul, Davi podia vislumbrar o cuidado de Deus em cada livramento. Mesmo que surjam situações em nossa vida que nos coloquem em um beco sem saída, o Senhor está disposto a transformar o intransponível em Pedra de Escape. Todo aquele que aprende a “consultar o Senhor” (v.4) através de uma vida diária de intimidade com Ele, no estudo de Sua Palavra e na oração, jamais será deixado às escuras. Coloque o seu nome na oração do salmista: “Lembra-te, Senhor, a favor de [Rosana], de todas as suas provações” (Sl.132:1). Vigiemos e oremos!
Bom dia, aqueles que confiam no Senhor!
* Oremos pelo batismo do Espírito Santo. Oremos uns pelos outros.
Rosana Garcia Barros
#1Samuel23 #RPSP
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“Fica comigo, não temas, porque quem procura a minha morte procura também a tua; estarás a salvo comigo” (v.23).
Vimos que uniram-se a Davi os rejeitados de Israel. Homens tomados pelo desespero de sua existência fracassada. Homens que, se tivessem redes sociais, não seriam os mais seguidos, nem tampouco os mais curtidos. Só que foram esses que procuraram a Davi tanto para buscar refúgio quanto para oferecer ajuda. Não foram os mais letrados, os mais religiosos e nem os mais caridosos. Em Seu ministério terrestre, Jesus foi questionado porque comia com os publicanos e pecadores, os rejeitados de Israel. “Mas Jesus ouvindo, disse: Os sãos não precisam de médico, e sim os doentes. Ide, porém, e aprendei o que significa: Misericórdia quero e não holocaustos; pois não vim chamar justos, e sim pecadores [ao arrependimento]” (Mt.9:10-13).
Percebem porque a Bíblia diz que Davi era um homem segundo o coração de Deus? Ele não fazia acepção de pessoas, e atraía para si todo aquele que reconhecia que precisava de ajuda. Aqueles 400 homens viram em Davi o mesmo que os publicanos e pecadores viram em Cristo: a chance para mudar. Eles enxergaram em Davi o que faltava em Saul: misericórdia. Davi poderia ter despachado aqueles homens. Afinal, ele já tinha problemas o suficiente. Porém, onde a sociedade enxergava fracasso, Davi enxergou oportunidade de vitória. Os que a sociedade apontava como pecadores, Jesus via como herdeiros do reino dos Céus.
A atrocidade comandada por Saul e Doegue representa a missão do inimigo de Deus: “roubar, matar e destruir”, em completo contraste com a missão de Cristo: “Eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância” (Jo.10:10). O profeta Aimeleque descreveu Davi como o mais fiel e honrado dos servos de Saul. Jesus veio e nos deixou o insuperável modelo de serviço: “Pois o próprio Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos” (Mc.10:45).
Outro ponto interessante é o que Davi disse a Abiatar no verso 22: “Fui a causa da morte de todas as pessoas da casa de teu pai”. Houve uma verdadeira chacina em Nobe, mas não por causa de Davi e sim por causa da malignidade do rei Saul. Quando Cristo nasceu, todos os meninos de Belém de dois anos para baixo foram mortos, não por causa de Jesus e sim pela maldade do rei Herodes. Na verdade, meus irmãos, quem procurava a morte de Davi quanto a de Cristo, procura a sua e a minha também. A Bíblia diz que “a nossa luta não é contra o sangue e a carne, e sim contra os principados e potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso” (Ef.6:12). Quando Satanás foi expulso do Céu, foi precipitada com ele terça parte dos anjos (Ap.12:4 e 7 a 9). Então, este conflito que é cósmico, ao mesmo tempo é uma luta pela nossa mente.
O que Davi disse a Abiatar, Cristo não se cansa de nos dizer todos os dias: “Fica comigo, não temas […] estarás a salvo Comigo!” Por vezes, o inimigo coloca em nossa vida zonas de conforto que nos fazem pensar que estamos no lugar seguro, mas, a todos que estão com o coração aberto à voz de Deus, assim como Davi, Ele diz: “Não fiques neste lugar seguro” (v.5). Foi porque Saul acomodou-se ao seu trono terreno, que permitiu que Deus fosse destronado de seu coração.
Tem um hino do Hinário Adventista, que diz assim no coro: “Somos um pequeno povo mui feliz”. Quando fui ensinar este hino aos meus filhos, o mais novo olhou para mim e disse: “Não, mamãe, somos um pequeno povo GIGANTE feliz!” E esta inocente colocação me ensinou uma profunda lição. Que podemos ser vistos como poucos diante do mundo, mas aos olhos do Senhor somos grandes e preciosos.
Doegue pode ter matado o corpo daqueles homens e mulheres de Deus, mas jamais poderia lhes roubar a vida eterna. Herodes ceifou a vida daquelas crianças inocentes, mas seus lugares estão guardados na eternidade. Os fariseus levaram seus planos malignos até à consumação da morte de Cristo, mas Ele ressuscitou para nos coroar com a coroa do felizes para sempre. Pois nem a morte pode nos separar do amor de Deus que está em Cristo Jesus (Rm.8:38-39). Permaneça em Cristo. Não temas, pois com Ele você estará sempre seguro! Vigiemos e oremos!
Bom dia, pequeno povo GIGANTE feliz!
* Oremos pelo batismo do Espírito Santo. Oremos uns pelos outros.
Rosana Garcia Barros
#1Samuel22 #RPSP
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“Pelo que se contrafez diante deles, em cujas mãos se fingia doido, esgravatava nos postigos das portas e deixava correr saliva pela barba” (v.13).
O sacerdote Aimeleque ficou tomado de medo ao avistar Davi sozinho e perguntou qual era o motivo de sua visita. Davi mentiu, provavelmente com a intenção de proteger o sacerdote caso Saul soubesse que este o havia ajudado. Mas só havia ali os pães da proposição, ou seja, os pães sagrados do santuário. Após certificar-se de que Davi e seus homens não haviam se contaminado com nada impuro, Aimeleque julgou por bem dar-lhes de comer daqueles pães. Ele passou por cima da lei cerimonial para cumprir uma ainda maior.
Ao ser indagado porque Seus discípulos colheram e comeram espigas no sábado, Jesus usou este episódio da vida de Davi como ilustração. As inúmeras regras criadas pelos judeus acerca da guarda do quarto mandamento, haviam tornado o sábado algo longe do propósito que realmente deveria cumprir: um dia especial, deleitoso e de profunda comunhão com o Criador (Is.58:13-14). A expressão “Misericórdia quero e não holocaustos” (Mt.12:7), define bem a sábia decisão do sacerdote em alimentar Davi e seus homens, e a inocente atitude dos discípulos em pegar algumas espigas para se alimentar.
Então, dali de Nebo, fugindo de Saul, Davi partiu para Aquis, rei de Gate. Só que ele não esperava encontrar ali pessoas tão informadas acerca de sua fama de guerreiro vitorioso. Davi percebeu, portanto, que havia fugido de um inimigo para cair nas mãos de outro. E o qual foi a sua atitude? Fingir-se de louco! Isso mesmo. Davi se passou por doido, remexendo nas aberturas das portas e babando como um bebê de colo. Imaginem a cena! E a pergunta do rei de Gate confirma a perfeita atuação de Davi: “Faltam-me a mim doidos, para que trouxésseis este para fazer doidices diante de mim? Há de entrar este na minha casa?” (v.15).
O contexto histórico do Salmo 34 é justamente este em que Davi se finge de louco. E o título do Salmo é: “Provai que o Senhor é bom”. Apesar de nossas atitudes impensadas, a bondade do Senhor vai além. Mesmo que o medo nos leve a agir de forma alienada diante dos homens, Deus ouve o clamor do coração: “Clamou este aflito, e o Senhor o ouviu e o livrou de todas as suas tribulações” (Sl.34:6). Apesar do comportamento louco de Davi, seu coração clamava pelo socorro divino. Diante do rei de Gate, Davi era um louco, porém, diante de Deus, era um aflito de coração clamando por livramento.
Quantas vezes julgamos as ações humanas sem misericórdia alguma. Permitam-me ilustrar isto:
Uma dirigente de um ministério de louvor estava se organizando para ministrar a música em determinada igreja, quando um ancião a abordou sobre o fato de dois músicos estarem de calça jeans, e não de roupa social. Aquela mulher, conhecendo a condição humilde daqueles rapazes, mansa e sabiamente respondeu: “Está vendo aquele jovem, meu irmão? Ele veste numeração 40. E aquele outro, veste 42. Estamos abertos a doações”. Sabem o que isto quer dizer? Que somos muito rápidos para julgar, e desatentos para amar. O sacerdote preferiu alimentar Davi e seus homens com o pão sagrado do que deixá-los à míngua. Jesus preferiu ser acusado de quebrar uma regra humana sem sentido do que deixar Seus discípulos passarem o Dia do Senhor com fome. Davi fingiu-se de doido para salvar a sua vida. Sejamos, pois, misericordiosos, assim como o Senhor tem sido misericordioso conosco a cada dia (Lm.3:22-23).
E ainda que tenhamos razão em alguma circunstância, ao invés de criticar ou ferir o nosso próximo com palavras ofensivas, lembremos do nosso supremo Exemplo. Quando confrontado por Satanás, Jesus “não Se atreveu a proferir juízo infamatório contra ele; pelo contrário, disse: O Senhor te repreenda!” (Jd.9). Vigiemos e oremos!
Bom dia, misericordiosos do Senhor!
Rosana Garcia Barros
#1Samuel21 #RPSP
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“Então, fugiu Davi da casa dos profetas, em Ramá, e veio, e disse a Jônatas: Que fiz eu? Qual é a minha culpa? E qual é meu pecado diante de teu pai, que procura tirar-me a vida?” (v.1).
O questionamento de Davi expressa a sua profunda angústia e, a resposta de Jônatas, a sua inocência quanto à malícia de seu pai. Saul era ardiloso, de forma que nem seu filho havia desconfiado da sua ira contra Davi. Mas Davi foi enfático em abrir os olhos de Jônatas para a realidade de que Saul já havia percebido a íntima amizade entre eles. Jônatas combinou com seu amigo um sinal, e sob forte tensão percebeu a gravidade das intenções de Saul, ficando “muito sentido por causa de Davi, a quem seu pai havia ultrajado” (v.34).
Davi já conhecia os perversos desígnios de Saul, mas a confirmação lhe trouxe profunda tristeza. Suas lágrimas não foram apenas por despedir-se de Jônatas, mas pela ira sem causa do rei a quem tanto amava. Percebam que os seus questionamentos no início do capítulo são também afirmações acerca de sua inocência: “Que fiz eu? Qual é a minha culpa?”. Ou seja, ‘não tenho ideia do que possa ter feito de errado, nem tampouco consigo achar algo que me incrimine’. Davi apenas seguia as ordens do rei, comandava os seus exércitos e tocava a sua harpa para acalmá-lo. Mas Saul enxergou em Davi a bênção que desejava para si, permitindo ser consumido pelo ódio e pela inveja.
Davi não somente perdeu a amizade de Saul, como também ganhou um inimigo mortal. O principal objetivo da vida de Saul era destruir Davi. Isto se tornou sua obsessão. Fez “o seu coração duro como diamante, para que não ouvisse a lei, nem as palavras que o Senhor dos Exércitos enviara pelo Seu Espírito, mediante os profetas” (Zc.7:12). O Senhor tentou advertir Saul por intermédio do profeta Samuel, mas sua dura cerviz o impedia de ouvir. Por duas vezes Saul jurou em falso, e sobre isso está escrito: “nenhum de vós pense mal no seu coração contra o seu próximo, nem ame o juramento falso, porque a todas estas coisas Eu aborreço, diz o Senhor” (Zc.9:17).
Devemos agir com cautela considerando a advertência de Jesus: “Eis que Eu vos envio como ovelhas para o meio de lobos; sede, portanto, prudentes como as serpentes e símplices como as pombas” (Mt.10:16). Ao perceber a raiva homicida de Saul, Davi buscou não apenas livrar-se da morte, mas prudentemente evitar que o rei cometesse tamanho pecado, assassinando o ungido do Senhor. Não se trata de erguer muros nos relacionamentos, e sim de evitar sofrimentos desnecessários. Saul precisava de ajuda, mas definitivamente Davi não era a pessoa mais indicada para ajudá-lo. Ainda que haja o perdão, se não é conveniente ser um amigo íntimo de alguém, sê, pois, um amigo de oração. “Então, andarás seguro no teu caminho, e não tropeçará o teu pé” (Pv.3:23). Vigiemos e oremos!
Bom dia, amigos de oração!
Rosana Garcia Barros
#1Samuel20 #RPSP
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“Procurou Saul encravar a Davi na parede, porém ele se desviou do seu golpe […] então, fugiu Davi e escapou” (v.10).
O capítulo de hoje deixa bem claro que Saul não estava bem espiritual e psicologicamente. O teste feito por Jônatas parecia ter provado que seu pai havia desistido de matar Davi. Mas a sua farsa logo seria descoberta. E Davi se dividia entre fugir e esconder-se, e ficar na presença do rei e ajudá-lo a livrar-se do espírito maligno. Só que o último atentado de Saul contra Davi, fez com que este percebesse o sério apuro em que se encontrava. Finalmente, o rei foi bem claro em suas intenções.
Tomando conhecimento do paradeiro de Davi, Saul enviou mensageiros a Samuel e à casa dos profetas. O Senhor fez com que estes profetizassem e não cumprissem o mandado do rei. E após mais duas tentativas frustradas, o próprio Saul foi no encalço de Davi, “e o mesmo Espírito de Deus veio sobre ele, que, caminhando, profetizava até chegar à casa dos profetas, em Ramá” (v.23). Provavelmente, a profecia fosse sobre o reinado de Davi, assegurando que não importasse o que Saul tentasse fazer, não conseguiria, porque o Senhor havia separado o menor filho de Jessé para um grande propósito.
Sabem o que isto significa, amados? Que não importa se a pessoa mais influente e poderosa esteja a intentar o mal contra um escolhido de Deus, ela não terá sucesso; que quanto mais procura fazer o mal, mais frustrada ficará. O profeta Jeremias já passou por algo parecido, quando disse: “Todos os meus íntimos amigos, que aguardam de mim que eu tropece […]” (Jr.20:10). Davi havia se afeiçoado a Saul em íntima amizade. Ele poderia, sendo o ungido de Deus e percebendo a malícia de Saul, tê-lo ferido assim como o fez com Golias e com tantos filisteus. Mas era sofrido para Davi pensar que o rei o odiava. Apesar do ódio implacável de Saul, Davi o amava.
Infelizmente, os piores inimigos muitas vezes são aqueles disfarçados de amigos. Na presença das pessoas são agradáveis e dóceis. Mas, na intimidade, mostram quem realmente são. E sabem qual foi o diferencial na vida de Davi e do profeta Jeremias? Logo após lamentar a triste perseguição, Jeremias escreveu: “Mas o Senhor está comigo como um poderoso guerreiro” (Jr.20:11). E vejamos o que diz o Salmo de Davi: “Com efeito, não é inimigo que me afronta […] mas tu és homem meu igual, meu companheiro e meu íntimo amigo. Juntos andávamos […] e íamos com a multidão à Casa de Deus […] A sua boca era mais macia que a manteiga, porém no coração havia guerra […] Tu, porém, ó Deus, os precipitará à cova profunda […] eu, todavia, confiarei em Ti” (Sl.55:12-14, 21 e 23).
O Senhor conhece todos os propósitos do coração e vê muito além do que possamos imaginar. Deus sabe que “o perverso espreita ao justo e procura tirar-lhe a vida. Mas o Senhor não o deixará nas suas mãos. […] O Senhor os ajuda e os livra; livra-os dos ímpios e os salva, porque nEle buscam refúgio” (Sl.37:32-33, 40).
Se alguém que você considerava amigo hoje lhe maltrata, confie no Senhor. Davi confiou em Deus e agiu com prudência fugindo na hora certa. Em nenhum momento revidou o mal. Mas chega um momento em que evitar a amargura das pessoas e orar por elas é a melhor decisão a se tomar. Evite o confronto. Fuja de palavras maliciosas e atitudes conflitantes. E, se surgir oportunidade, retribua sempre o mal com o bem. “Se o teu inimigo tiver fome, dá-lhe de comer; se tiver sede, dá-lhe de beber; porque, fazendo isto, amontoarás brasas vivas sobre a sua cabeça. Não te deixes vencer do mal, mas vence o mal com o bem” (Rm.12:20-21). Vigiemos e oremos!
Feliz semana, pacificadores!
Rosana Garcia Barros
#1Samuel19 #RPSP
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“Jônatas e Davi fizeram aliança; porque Jônatas o amava como à sua própria alma” (v.3).
O capítulo de hoje traz dois extremos: a história de uma amizade verdadeira, altruísta e repleta de amor; e, por outro lado, uma amizade que tornou-se em ódio e inveja. A amizade de Jônatas para com Davi demonstra a fiel e verdadeira amizade entre pessoas que compartilham dos mesmos sentimentos. Esta amizade é uma das mais belas descritas nas páginas sagradas e a que expressa maior intensidade: “a alma de Jônatas se ligou com a de Davi” (v.1). Davi e Jônatas “fizeram aliança” (v.3). A aliança de amizade feita por eles indicava um forte vínculo que nem a morte poderia quebrar. Tanto que no capítulo nove de 2Samuel, veremos que Davi honrou sua aliança com Jônatas cuidando de seu filho aleijado.
A atitude de Jônatas em se despir tanto de sua capa, quanto de sua armadura, entregando-as a Davi, é uma provável demonstração de que, apesar de ser o sucessor do trono de Saul, ele reconheceu ser Davi o escolhido de Deus. Aonde quer que fosse, Davi “se conduzia com prudência” e era “benquisto de todo o povo” (v.5). E isto incomodava Jônatas? Muito pelo contrário; isto o alegrava. Porque as conquistas de Davi eram suas conquistas. Sobre esta atitude Paulo escreveu: “Alegrai-vos com os que se alegram” (Rm.12:15). Não havia hipocrisia entre eles, somente amor fraternal e honra. O amor genuíno é assim. Nós nos despimos do que temos para atender a um amigo. Não nos importamos em ver o outro crescer mais. Porque o verdadeiro amor “não se ufana, não se ensoberbece, não se conduz inconvenientemente, não procura os seus próprios interesses, não se exaspera, não se ressente do mal” (1Co.13:4-5).
Na amizade entre Jônatas e Davi não havia espaço para inveja, fofoca, intriga, desconfiança ou medo. Entretanto, foi isso o que aconteceu com a ‘amizade’ de Saul para com Davi. A partir do momento em que o seu tocador de harpa passou a ser reconhecido como guerreiro vitorioso, caiu a máscara de Saul. A amizade transformou-se em contínua inimizade e o amor, em medo e inveja. Davi foi louvado por suas vitórias, então, “daquele dia em diante, Saul não via a Davi com bons olhos” (v.9). E sabem o que acontece com pessoas que escolhem esse tipo de atitude? A Bíblia nos responde: “um espírito maligno, da parte de Deus, se apossou de Saul” (v.10). Permitir que a inveja tome conta de si, resulta na mesma atitude que expulsou Lúcifer do Céu. E isto é muito sério, amados!
Quem você tem sido hoje? Saul ou Davi? O ódio causado pela inveja, faz com que o indivíduo só tenha dardos inflamados para oferecer. E o outro resultado da inveja de Saul foi o medo. “Saul temia a Davi, porque o Senhor era com ele” (v.12). Na verdade, Saul nunca amou a Davi de verdade e nunca foi seu amigo. Pois “no amor não existe medo” (1Jo.4:18). Saul via a mão de Deus sobre Davi e tinha medo, porque, por mais que negasse e assumisse uma postura de ungido do Senhor, em seu coração sabia que não o era mais. Hoje você pode estar sendo perseguidor ou perseguido. Se perseguidor, Deus te chama hoje a uma mudança antes que seja tarde demais. Se perseguido, o Senhor te convida a nEle descansar e meditar na atitude de Davi, pois “todos quantos querem viver piedosamente em Cristo Jesus serão perseguidos” (2Tm.3:12). Vigiemos e oremos!
Feliz sábado, filhos da luz!
Rosana Garcia Barros
#1Samuel18 #RPSP
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