Reavivados por Sua Palavra


2Reis 19 – Comentado por Rosana Barros
11 de dezembro de 2022, 0:45
Filed under: Sem categoria

“Inclina, ó Senhor, o ouvido e ouve; abre, Senhor, os olhos e vê; ouve todas as palavras de Senaqueribe, as quais ele enviou para afrontar o Deus vivo” (v.16).

Eu não sei você, mas fico maravilhada todas as vezes que leio: “Assim diz o Senhor” (v.20). A força desta expressão revela o poder de Deus e a segura certeza de que Ele tem o controle de todas as coisas. O que vimos no capítulo de ontem não foi uma afronta de Senaqueribe a Judá ou ao rei Ezequias, mas “contra o Santo de Israel” (v.22). Confiante em sua coleção de vitórias, o rei Assírio estava certo de que triunfaria sobre Judá. Mas os deuses das demais nações que havia destruído eram “obra de mãos de homens, madeira e pedra; por isso, os destruíram” (v.18). Pela primeira vez, Senaqueribe afrontou “o Deus vivo” (v.16), e isto não ficaria sem resposta.

Ezequias humilhou-se diante de Deus e consultou ao profeta Isaías. Seu coração estava angustiado, mas permaneceu confiante de que o Senhor falaria por intermédio de Seu servo. O “Assim diz o Senhor” (v.6) iniciou com as palavras que ele mais precisava ouvir: “Não temas”. E ao ler a carta de Senaqueribe, Ezequias “subiu à Casa do Senhor” (v.14) e ali expôs a carta da afronta perante Deus em oração e súplica. O abrir de um coração a Deus expulsa dele a corrupção da carne para dar lugar à ação do Espírito. A primeira atitude de Ezequias deve ser a nossa, diante de qualquer dificuldade. A oração deve ser sempre a primeira ação do cristão. Ezequias orou e pediu oração ao justo Isaías: “ergue, pois, orações pelos que ainda subsistem” (v.4). E “muito pode, por sua eficácia, a súplica do justo” (Tg.5:16).

Mesmo que os inimigos afrontem os justos do Senhor, um só destes a suplicar move o coração de Deus a por eles guerrear. Como fez Ezequias, Deus nos chama a estendermos perante Ele as “cartas” que nos afligem. O Deus Criador Se inclina e ouve, olha e vê, tudo o que se passa neste mundo, e, principalmente, na vida dos Seus servos. Se tão somente confiarmos no Senhor, orando sempre sem esmorecer (Lc.18:1), Ele nos dirá: “Eu te ouvi” (v.20). Quando alguém afronta ou maltrata um justo de Deus, está a afrontar o próprio Deus. E todas as palavras de maldição ou obras malignas acabam voltando para o mesmo lugar de onde veio: “Pelo caminho por onde vier, por esse voltará […] diz o Senhor” (v.33).

Se você julga impossível livrar-se de algum inimigo, saiba que quem segue a atitude de Ezequias, calando-se diante da afronta e abrindo o coração ao Senhor, sem demora a justiça vem, e o “Anjo do Senhor” (v.35) age em nosso favor. Não conheço teus inimigos e nem as afrontas que eles têm feito. Mas eu conheço e prossigo em conhecer o “Senhor, Deus de Israel, que está entronizado acima dos querubins” (v.15) e que faz o inimigo voltar pelo mesmo caminho por onde veio. Porque “o zelo do Senhor fará isto” (v.31), por amor de Seu próprio nome e por amor de todo aquele que, como Davi, tem buscado ser um servo segundo o coração de Deus.

Portanto, “não temas por causa das palavras que ouviste” (v.6), pois servimos ao Deus “grande em conselho e magnífico em obras; porque os Teus olhos estão abertos sobre todos os caminhos dos filhos dos homens, para dar a cada um segundo o seu proceder, segundo o fruto das suas obras” (Jr.32:19). Vigiemos, oremos, perseveremos e confiemos na justiça de Deus!

Feliz semana, justos do Senhor!

Rosana Garcia Barros

#2Reis19 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/watch?v=TvafekCgblY



2Reis 18 – Comentado por Rosana Barros
10 de dezembro de 2022, 0:45
Filed under: Sem categoria

“Fez ele o que era reto perante o Senhor, segundo tudo o que fizera Davi, seu pai” (v.3).

O rei Ezequias foi o primeiro rei de Judá cuja fidelidade foi comparada à de Davi. O que os seus antecessores não fizeram, fez Ezequias: “Removeu os altos, quebrou as colunas e deitou abaixo o poste-ídolo” (v.4); removendo do meio de Judá tudo aquilo que fosse abominável ao Senhor. Mas a sua fidelidade, destacada nas Escrituras, foi fruto de sua confiança em Deus, de forma que não houve nem antes e nem depois dele, rei semelhante em Judá. Ele “se apegou ao Senhor” seguindo Seus passos e observando os Seus mandamentos (v.6). Então, para onde quer que fosse, Deus o acompanhava e o fazia lograr bom êxito.

Confiança e entrega. Esses dois princípios são fundamentais para uma vida cristã vitoriosa. Ezequias confiou e se apegou a Deus. Geralmente confiamos nas pessoas que sabemos que nos amam. Mas precisamos em nosso dia a dia depositar certo grau de confiança até em pessoas que não conhecemos. E em Deus? Confiamos nEle, de fato? Uma coisa é certa: não existe alguém que nos ame mais do que Ele! E da confiança na operação divina dependem todas as coisas, inclusive, e, principalmente, a salvação. Porém, apegar-se a alguém é diferente. Aquela pessoa torna-se seu confidente, com quem se pode contar em todos os momentos; que sempre estará ao seu lado.

Nas primeiras horas de cada manhã, Deus Se apresenta a cada ser humano e aguarda pacientemente pelo convite de fazer morada no coração e de conduzi-lo pelo caminho da verdade. Quando confiamos, nos apegamos. Portanto, apegar-se é resultado direto da confiança. E a pergunta feita pelo rei da Assíria ao povo de Judá, por intermédio de Rabsaqué, foi desafiadora: “Que confiança é essa em que te estribas?” (v.19). Em outras palavras: Que confiança é essa em que você se apega? A fé de Ezequias e do povo foi provada através de palavras de desânimo e de maldição. E o “assim diz o Senhor” foi desafiado pelo “assim diz o rei” (v.29). “Calou-se, porém, o povo” (v.36), obedecendo às ordens do rei Ezequias.

Todo cristão é desafiado a cada dia com a mesma pergunta: Que confiança é essa em que você se apega? E se essa confiança não gerar o apego ao Senhor, a entrega completa do coração, não se trata de confiança, mas de presunção. Muitos afirmam seguramente confiar em Deus, contudo, nas oportunidades de provar a teoria, a prática falha. E, nem sempre falar é a melhor solução. Bater de frente com quem prova a nossa fé pode ser a resposta da nossa falta de confiança na ação divina. Conforme está escrito, calar-se diante da afronta é sábio: “o homem prudente, este se cala” (Pv.11:12) e também é cristão: “e, como ovelha muda perante os Seus tosquiadores, Ele não abriu a boca” (Is.53:7).

O nosso desafio diário é viver em conformidade com Aquele em quem dizemos confiar. Somos cartas de Cristo para o mundo (2Co.3:2-3) e nossa vida deve ser uma tradução compreensível do que a respeito dEle está escrito. Porque, assim como Rabsaqué usou o idioma local para intimidar o povo, o mal que nos cerca e tenta nos abalar sabe bem qual o idioma do nosso coração. E ele vem para trazer os dejetos do pecado e nos fazer acreditar numa falsa paz; ou até mesmo numa falsa aparência de piedade.

Ao nos questionarem a respeito de nossa confiança, que nossa resposta seja: Eu confio no Senhor dos Exércitos! Ezequias foi um líder que conduzia o Seu povo a seguir-lhe os passos da fé. Que tipo de liderança estamos exercendo sobre nossos semelhantes? Muitos estão como o povo que estava sobre os muros, ouvindo palavras desencorajadoras e sem saber para que lado seguir. A oferta de Senaqueribe era tentadora, assim como é a oferta do pecado. Se Ezequias não tivesse demonstrado com sua vida que valia a pena confiar em Deus e manter um relacionamento íntimo com Ele, o povo não teria escolhido seguir suas ordens. Ezequias permaneceu seguro e firme no poder do Senhor dos Exércitos! Que a sua vida seja uma resposta diária de confiança e de intimidade com Deus. Confie e apegue-se a Deus e Ele fará de você um instrumento singular em Sua obra. Vigiemos e oremos!

Feliz sábado, amigos do Senhor!

Rosana Garcia Barros

#2Reis18 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



2Reis 17 – Comentado por Rosana Barros
9 de dezembro de 2022, 0:45
Filed under: Sem categoria

“Assim, estas nações temiam o Senhor e serviam suas próprias imagens de escultura; como fizeram seus pais, assim fazem também seus filhos e os filhos de seus filhos, até ao dia de hoje” (v.41).

Hábitos, costumes, tradições, raízes culturais fazem parte da história de cada ser humano e são coisas difíceis de serem mudadas, que dirá esquecidas. Mas Israel e Judá esqueceram de suas origens e da aliança feita com o Senhor, Deus de seus pais, Abraão, Isaque e Jacó. Tornaram-se desobedientes e se envolveram com as abominações e com os costumes idólatras das nações vizinhas, ignorando que “o Senhor lhes havia ordenado que não as imitassem” (v.15).

Deus, em todos os tempos, tem um povo para chamar de Seu e que promove a verdadeira adoração. Um sacerdote foi enviado aos pagãos que foram habitar em Samaria, “e lhes ensinava como deviam temer o Senhor” (v.28). Da mesma forma, Deus preserva, hoje, um “sacerdócio real” (1Pe.2:9), que busca ensinar, por preceito e por exemplo, o “assim diz o Senhor”. Mas em meio aos tantos “ismos” deste século, relativismo, sincretismo, feminismo, pluralismo, legalismo, formalismo, o puro evangelho de Cristo acaba sendo deturpado e as ideias humanas colocadas acima da sabedoria divina.

Quando a nação eleita deu as costas ao Senhor, tornou-se escrava não somente das nações inimigas, mas de suas próprias paixões e condescendências. O culto misto foi promovido pela nova população de Samaria e se enraizou de tal forma, que foi transmitido de geração em geração (v.41). Quando transformamos a adoração em tradição, perdemos o foco do que realmente significa temer a Deus, e deixamos de atender ao apelo solene e urgente: “Temei a Deus e dai-Lhe glória, pois é chegada a hora do Seu juízo; e adorai Aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas” (Ap.14:7).

Existe algo de maravilhoso nesta mensagem. O Deus Criador convida a obra-prima de Sua criação a viver na Terra o que nossos primeiros pais viveram originalmente: uma vida de relacionamento com Ele. Através de Sua Palavra, podemos visualizar o incomparável e santo caráter de Deus descrito em linguagem que podemos compreender. “O Senhor advertiu a Israel e a Judá por intermédio de todos os profetas” (v.13). O mesmo Ele tem feito, hoje, em nossa geração. Quando Deus levanta um povo para chamar de Seu, Ele mesmo define a sua identidade, como o foi com a descendência de Jacó: “a quem deu o nome de Israel” (v.34).

A nossa identidade revela quem somos, de onde viemos e para onde estamos indo. Se a perdemos, ou simplesmente ela deixa de ser relevante, nossa história cai no esquecimento porque o nosso padrão deixa de ser santo e torna-se comum. A Bíblia deixa bem claro que a causa do cativeiro assírio dos israelitas não foi uma questão de conquista territorial apenas, mas a consequência inevitável de andar “nos costumes estabelecidos pelos reis de Israel” (v.8), e não nos mandamentos e estatutos do Rei dos reis e Senhor dos senhores. Porque “não deram ouvidos; antes, se tornaram obstinados” e “não creram no Senhor, seu Deus” (v.14).

Eu pergunto: Como pode o povo de Deus fazer diferença no mundo, se o mundo e seus costumes “tomaram posse” (v.24) da igreja de Deus? Percebam que o rei da Assíria “trouxe gente de Babilônia” (v.24) e de outras regiões para habitar em Samaria, enquanto os israelitas foram espalhados pela Assíria. Do mesmo modo, Satanás tem infiltrado seus agentes no meio do povo de Deus e trabalhado para que muitos sejam espalhados, perdendo o vínculo com o que é santo e agradável a Deus. Como a verdadeira adoração no santuário envolvia a música certa, as vestimentas certas, as pessoas escolhidas para o serviço, as cerimônias a serem observadas, precisamos ser bem sinceros e refletir um pouco (e nem precisa refletir muito para chegar a uma conclusão): a minha adoração reflete a imagem de Deus ou a imagem de meus “próprios deuses” (v.29)?

Amados, ou o povo de Deus entende que pesa sobre ele a responsabilidade de educar uma geração de verdadeiros adoradores, ou cairá na maldição de estar prestando um culto misto e abominável e transmitindo esta derrota a “seus filhos e os filhos de seus filhos” (v.41). Então, enquanto prossegue em uma adoração misturada, impura, incorre no perigo de passar pelo que Israel passou, pois o Senhor “o afastou da Sua presença” (v.18); Ele “os expulsou da Sua presença” (v.20); “o Senhor afastou a Israel da Sua presença” (v.23). E isso porque Israel quis andar “nos costumes estabelecidos pelos reis de Israel” (v.8); quis andar conforme as nações pagãs, “das quais o Senhor lhes havia ordenado que não as imitassem” (v.15); “andaram nos costumes que Israel introduziu” (v.19); “procederam segundo o seu antigo costume” (v.40).

Como vimos, costumes podem ser incorporados em nossa vida como maldições muito difíceis de serem eliminadas. Como o Senhor falou a Israel e os advertiu “pelo ministério de todos os Seus servos, os profetas” (v.23), temos hoje em mãos a santa e pura Palavra de Deus e “o espírito da profecia” (Ap.19:10), que estão a preparar um povo para o retorno de Jesus. Não há desculpas para a ignorância diante da luz que recebemos. Tenhamos sempre em mente que a nossa cidadania não é daqui, meus irmãos, mas celestial. E como aquele sacerdote que foi escolhido para ensinar os habitantes de Samaria “como deviam temer o Senhor” (v.28), que, pela graça de Deus, nossa voz, nossa escrita e nossa vida sejam a repercussão de um claro e sonoro “assim diz o Senhor”. Vigiemos e oremos!

Bom dia da preparação, cidadãos da pátria celeste!

Rosana Garcia Barros

#2Reis17 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



2Reis 16 – Comentado por Rosana Barros
8 de dezembro de 2022, 0:45
Filed under: Sem categoria

“Porque andou no caminho dos reis de Israel e até queimou a seu filho como sacrifício, segundo as abominações dos gentios, que o Senhor lançara de diante dos filhos de Israel” (v.3).

A perversidade alcançou o auge em Israel. De nação santa de Deus, estava a um degrau de ganhar em maldade para as nações pagãs. Contrastando com os demais reis de Judá, Acaz não foi apenas um rei, mas um dos piores. Não foi apenas um pai, foi o assassino de seu próprio filho. Não foi apenas um político estrategista, foi um adorador falsário. Ele trocou o socorro do Senhor pela ajuda de homens. E o altar do Senhor foi colocado sem utilidade ao lado de um altar pagão. Deliberadamente, Acaz trocou a bênção pela maldição. Perdeu totalmente a noção do sagrado e se desfez das coisas santas como quem descarta objetos comuns.

O troca-troca de Acaz infelizmente não ficou exclusivo àquela época. Porém, transformou-se em algo tão sutil que já não desperta revolta. Percebam que Acaz não deixou de observar os ritos sagrados, e os fazia como se fossem feitos ao Senhor, oficiados por um sacerdote do Senhor. Entretanto, no lugar e do modo que ele mesmo escolheu para fazer. Hoje, muitos dizem adorar a Deus, mas cada um da forma que mais lhe agrada. Falar de reavivamento e reforma tornou-se um discurso extremista, enquanto a maioria dos cristãos, especialmente os jovens, naufragam no mar de um cristianismo sem profundidade nem tampouco identidade. O capítulo de hoje nos traz uma lição fundamental para a nossa jornada cristã: Deixar de lado o “assim diz o Senhor” para fazer a própria vontade é uma contrafação às preciosas verdades contidas na Palavra de Deus, e quem segue por esse caminho jamais terá êxito.

Liberdade não é viver o que eu acho ser correto. Liberdade é servir a Deus da maneira que Ele prescreveu. “E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará” (Jo.8:32). Existem profissionais preparados para servir à sociedade. Se um médico, por exemplo, prescrever um medicamento, é natural que o providenciemos e iniciemos o tratamento. Se um engenheiro aprova um projeto, é sinal de que podemos dar início às obras. Se o nosso carro vai para a revisão e o mecânico diz que está tudo em ordem, voltamos para casa confiantes de que o carro não nos deixará na mão. Confiamos nestes profissionais simplesmente porque eles são especialistas em sua área de atuação. Então porque é tão difícil para o ser humano confiar nAquele que o criou? E ao invés de corrermos para os braços do nosso Criador, nos atiramos nos braços falhos de outras criaturas. E como Acaz, vamos adiando a nossa entrega a Deus, deixando para uma “deliberação posterior” (v.15).

Assim como não fomos criados de qualquer jeito, a verdadeira adoração ao Criador não pode ser de qualquer maneira! Uma vida consagrada no altar do Senhor tem vínculo com o Céu através do diligente estudo da Palavra, da oração e do testemunho. Através de um relacionamento diário com o Senhor, experimentamos as bênçãos de uma vida com propósitos eternos e, como o salmista, podemos declarar a cada amanhecer: “Faze-me ouvir, pela manhã, da Tua graça, pois em Ti confio; mostra-me o caminho por onde devo andar, porque a Ti elevo a minha alma” (Sl.143:8). Já uma vida sem comunhão é uma vida vazia, que busca preencher o abismo da alma imitando as obras de outras que se encontram na mesma condição. Como a beleza daquele altar pagão, o pecado se mostra atraente e acaba sequestrando todo aquele que por ele é vencido.

Ellen White escreveu: “Quanto mais intimamente vos relacionardes com a Fonte da luz e do poder, tanto mais abundante a luz que sobre vós incidirá, e maior o poder com que haveis de trabalhar para Deus” (O Desejado de Todas as Nações, CPB, p.493-494). Sobre qual altar temos dedicado a nossa vida e como temos feito isso? Que possamos atender ao apelo do Espírito Santo através do apóstolo Paulo, consagrando, diariamente, no altar do Senhor, o nosso “corpo por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o [nosso] culto racional” (Rm.12:1). Vigiemos e oremos!

Bom dia, consagrados no altar do Senhor!

Rosana Garcia Barros

#2Reis16 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



2Reis 15 – Comentado por Rosana Barros
7 de dezembro de 2022, 0:45
Filed under: Sem categoria

“O Senhor feriu ao rei, e este ficou leproso até ao dia da sua morte e habitava numa casa separada […]” (v.5).

Há alguns dias, estudamos a história de Naamã, sobre a sua lepra e de como foi curado. Hoje estudamos sobre o rei Azarias, sobre a sua lepra e de como não houve cura. Naamã havia sido um herói de guerra, conquistador de muitas vitórias. Porém, tudo o que havia conseguido foi porque o Senhor o abençoou, e ele precisava reconhecer isso. No caso de Azarias, a maldita doença consumiu a sua vida até à morte. A cura não lhe foi outorgada. Quando estudarmos o segundo livro de Crônicas, veremos que Azarias acariciou o orgulho e a arrogância em seu coração.

Provavelmente, se Deus não tivesse permitido que aquela doença o ferisse até à morte, o relato de que “fez o que era reto perante o Senhor” (v.3) teria sido bem diferente. Azarias também é chamado na Bíblia pelo nome de Uzias (v.32), mas ambos os nomes significam: “Deus é a minha força” ou “a minha força é Deus”. E Deus teve que deter as forças de Azarias para que ele pudesse compreender o significado e o peso de seu próprio nome.

Enquanto isso, em Israel…

Conspirações, mortes e um reino que não passava de pai para filho, mas de um assassino para outro.

De geração em geração, o pecado tem revelado seus resultados desastrosos. Tudo porque a natureza humana conspira contra a natureza divina. Não estamos livres, nem como cristãos. Vivemos uma batalha constante contra a lei do pecado que habita em nossa carne. E a respeito disso, o próprio Paulo confessou: “Porque não faço o bem que prefiro, mas o mal que não quero, esse faço” (Rm.7:19).

Temos visto que pertencer a Israel ou a Judá não era sinônimo de salvação. Fazer parte de uma nação eleita não garantia aos filhos de Israel uma entrada no Céu, mas fazia deles atalaias do Senhor, mensageiros da verdade. Não era apenas um privilégio, mas uma tremenda responsabilidade.

Hoje, vivemos em um mundo onde a maior pregação tem sido: “Deus só quer o seu coração”! Cuidado, amados! Sim, Deus quer o nosso coração. Pois Ele mesmo diz: “Filho Meu, dá-me o teu coração” (Pv.23:26), e também diz: “Eis que estou à porta e bato […]” (Ap.3:20). Mas quando abrimos a porta de nosso coração e o entregamos a Deus, não há como não haver mudança. Quando Cristo assume o primeiro lugar em uma vida, Ele arruma a bagunça que o pecado deixou.

Todo aquele que aceita a Jesus como Seu Salvador pessoal precisa refletir a Sua imagem. Esse reflexo só pode ser visto quando há uma transformação de dentro para fora. A aparência de santidade aliada a um coração orgulhoso é um dos maiores enganos do inimigo. Quando a Bíblia diz que “o coração alegre aformoseia o rosto” (Pv.15:13), não está a falar de qualquer alegria, mas do fruto do Espírito Santo; e nem tampouco de qualquer formosura, mas da formosura em assemelhar-se a Cristo. O que Israel não entendeu, precisamos buscar viver a cada dia.

A maior preocupação e ocupação em Israel e em Judá era a de engrandecer o reino e torná-lo poderoso sobre os demais. A maior ocupação dos fiéis sentinelas de Cristo deve ser o de anunciar o reino de Deus. A ordem de Cristo foi: “Ide ao mundo e pregai o evangelho […]” (Mt.28:19), e não ide à igreja e se ocupem a ponto de não terem tempo de ir buscar o que está perdido.

Buscar em primeiro lugar o reino de Deus e a Sua justiça não é fazer o que achamos que devemos fazer, mas permitir que o Senhor tome conta do nosso coração e conduza nossos passos na direção daqueles que necessitam conhecê-Lo. Não permitamos que a lepra do pecado nos consuma a vida até à morte. Mas abramos o coração Àquele que por Sua morte nos presenteou com abundância de vida. Vigiemos e oremos!

Bom dia, salvos para salvar!

* Hoje é nosso dia de jejum e oração. Inclinemos nosso coração ante o trono da graça.

Rosana Garcia Barros

#2Reis15 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



2Reis 14 – Comentado por Rosana Barros
6 de dezembro de 2022, 0:45
Filed under: Sem categoria

“Então, Amazias enviou mensageiros a Jeoás, filho de Jeoacaz, filho de Jeú, rei de Israel, dizendo: Vem, meçamos armas” (v.8).

Amazias fez “o que era reto perante o Senhor, ainda que não como Davi, seu pai; fez, porém, segundo tudo o que fizera Joás, seu pai “ (v.3). Ou seja, agiu como Joás, mas não foi um homem segundo o coração de Deus. Já notaram que Deus costuma comparar os atos dos reis de Judá com os de Davi? O nome daquele que se permite ser uma bênção nas mãos de Deus jamais é esquecido. E Davi tornou-se a referência do Senhor para a monarquia de Judá.

Após uma vitória contra os edomitas, Amazias desafiou o rei de Israel para um duelo. Era como se ele dissesse:

— Vem, e eu vou te mostrar quem é o melhor!

A resposta do rei de Israel, numa linguagem de hoje, seria:

— Você está se achando só porque venceu os edomitas! Então fique satisfeito e se aquiete. Por que ficar me provocando sem motivo? Depois não diga que eu não avisei!

Resultado: “Judá foi derrotado diante de Israel, e fugiu cada um para sua casa” (v.12), Amazias foi preso, os muros de Jerusalém rompidos, os tesouros do templo e da casa do rei foram tomados, “como também reféns” (v.14) foram levados para Samaria. Meus amados, em guerra entre irmãos só há perdedores. Ambos os lados saem machucados e com feridas difíceis de cicatrizar. Como seu pai, Amazias morreu pela mão de conspiradores. Ele tinha tudo para construir um reino estável e deixar um legado firme. Mas trocou a retidão perante o Senhor pela exaltação própria.

Jeroboão II, seguindo a mesma linha de seus antecessores, “fez o que era mau perante o Senhor; jamais se apartou de nenhum dos pecados de Jeroboão, filho de Nebate” (v.24). Já notaram que a referência monárquica de Israel é Jeroboão? Se é para comparar com inteireza de coração, Davi é o nome. Se é para comparar com coração corrupto, o nome é Jeroboão. O nosso nome pode falar contra ou a favor de Deus e de nós mesmos. Quando o usamos para medir forças com outros, lançamos por terra qualquer possibilidade de sermos semelhantes a Jesus (Eis o nome que deve ser a nossa referência de vida!).

Quando estudamos os evangelhos, percebemos que enquanto os discípulos disputavam entre si as melhores posições no reino de Deus, perdiam a oportunidade de aprender mais da humildade e da submissão de Cristo. Enquanto eles estavam na sala onde celebrariam a Páscoa e pensavam em quem lavaria os seus pés, Jesus já estava com a bacia e a toalha em mãos, ensinando-lhes uma das mais poderosas lições sobre o verdadeiro serviço cristão. O legado de Cristo é insuperável, e Ele nos oferece a oportunidade e o privilégio de recebermos a impressão do Seu nome em nossa vida.

Os discípulos só compreenderam esta maravilhosa verdade quando “todos estes perseveravam unânimes em oração” (At.1:14). Eles só seriam testemunhas de Jesus quando estivessem prontos para receber o Espírito Santo (At.1:8). Isto é, há um só caminho para sermos portadores do nome de Cristo: seguir o Seu exemplo. Jesus não media forças com aqueles que Lhe testavam, mas orava por eles e usava a única “arma” que tem o poder de “ferir” para curar: “a espada do Espírito, que é a Palavra de Deus” (Ef.6:17).

O fato de sermos usados por Deus para o cumprimento de Seus propósitos, não torna o nosso nome digno de louvor. Jeroboão foi usado pelo Senhor para livrar a Israel, segundo a profecia de Jonas. Contudo, isto não fez com que ele abandonasse os seus pecados. Mas a inscrição do nome de Jesus na vida do cristão o torna Sua fiel testemunha. Não fomos chamados para medir forças com nossos semelhantes; fomos chamados para, cooperando uns com os outros, sermos semelhantes a Cristo! E, quando Ele voltar, chamará o Seu povo de toda tribo, língua e nação: “Direi ao Norte: entrega! E ao Sul: não retenhas! Trazei Meus filhos de longe e minhas filhas, das extremidades da terra, a todos os que são chamados pelo Meu nome, e os que criei para Minha glória, e que formei, e fiz” (Is.43:6-7). Que a nossa identidade aponte para a eternidade! Vigiemos e oremos!

Bom dia, semelhantes a Cristo!

* Amanhã é o nosso dia de jejum e oração. Oremos pelo batismo do Espírito Santo. Oremos uns pelos outros.

Rosana Garcia Barros

#2Reis14 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



2Reis 13 – Comentado por Rosana Barros
5 de dezembro de 2022, 0:45
Filed under: Sem categoria

“Porém o Senhor teve misericórdia de Israel, e se compadeceu dele, e Se tornou para ele, por amor da aliança com Abraão, Isaque e Jacó; e não quis destruir e não o lançou ainda da Sua presença” (v.23).

Por muitas vezes a nação eleita se desviou dos propósitos divinos e trocou a adoração ao Deus único e verdadeiro pela idolatria das nações pagãs. Vez após outra, os filhos de Israel davam as costas ao Senhor, e quando as nações cujos deuses serviam os ameaçavam e oprimiam, clamavam ao Senhor e Ele Se compadecia deles, providenciando-lhes auxílio. Ao contrário do que a maioria pensa, quanto mais eu estudo o Antigo Testamento, mais eu consigo enxergar a imensidão do amor e da misericórdia de Deus e a tragédia e infelicidade em andar longe dos Seus propósitos. Pois o Novo Testamento não anula o Antigo, antes o confirma.

Numa linguagem atual, podemos dizer que Israel não se emendava. Como um pai corrige seu filho, Deus procurava corrigir a nação rebelde na medida de sua necessidade. Quando a Bíblia diz que Deus entregou Israel nas mãos dos reis da Síria, quer dizer que Deus respeitou o livre arbítrio do povo em confiar em seus deuses de paus e pedras. Contudo, diante da tragédia em andar na contramão de Deus, uma súplica foi o bastante, uma oração, para Deus Se compadecer de Seu povo e mandar-lhes “um salvador” (v.5). Se isto não se chama amor, não sei mais do que chamar. O Deus que é amor, está em toda a Escritura. Cristo mesmo afirmou: “Se guardardes os Meus mandamentos, permanecereis no Meu amor; assim como também Eu tenho guardado os mandamentos de Meu Pai e no Seu amor permaneço” (Jo.15:10).

Compreendem, amados? “Deus é amor” (1Jo.4:8)! Ele não tem amor, Ele é o próprio amor! Assim como Ele ouviu a oração de um rei que tinha feito tudo o que era mau diante dEle, Deus ouviu e viu a desgraça humana. “Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o Seu Filho unigênito, para que todo o que nEle crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo.3:16). Mas enquanto estivermos neste mundo de pecado, haveremos de passar por aflições. Servir a Deus não é sinônimo de uma vida sem dificuldades, e sim de uma vida que mesmo em meio às dificuldades, aguarda “novos céus e nova terra, nos quais habita justiça” (2Pe.3:13).

Eliseu foi um grande homem de Deus, mas padeceu de uma “enfermidade de que havia de morrer” (v.14). Deus usa até a morte como instrumento de proteção aos Seus filhos. Pois a morte é apenas um descanso, um sono. E a morte dos justos terá o seu fim na primeira ressurreição (1Ts.4:16). Creio que a grande confusão causada acerca do caráter de Deus Pai é que muitos aceitam e desejam a Jesus como seu Salvador, mas rejeitam submeter-se a Ele como o seu Senhor. O versículo 5 nos deixa bem claro qual é a ordem dos fatores: “O Senhor deu um salvador a Israel”. E o próprio Jesus declarou: “Quem Me vê a Mim, vê o Pai […] o Pai, que permanece em Mim, faz as Suas obras” (Jo.14:9 e 10).

Quando Jeoacaz se humilhou e reconheceu o senhorio de Deus, foi enviado um libertador. Jeoás, seu filho, deveria ter lançado a “flecha da vitória do Senhor” (v.17) na terra quantas vezes fosse preciso, mas “feriu três vezes e cessou” (v.18), não perseverou. Assim como no antigo Israel, nos últimos dias, “por se multiplicar a iniquidade, o amor se esfriará de quase todos” (Mt.24:12). E logo após este verso diz que “Aquele, porém, que perseverar até o fim, esse será salvo” (Mt.24:13). Precisamos avançar, perseverantes, como flechas do Senhor, declarando a Sua vitória mediante o poder do amor. Como Eliseu segurou nas mãos do rei para lançar a flecha, Deus deseja que nos coloquemos em Suas mãos. Então, Ele enviará o Salvador, com poder e grande glória, para a nossa eterna libertação.

Como o foi com Jeoás, por vezes nós mesmos frustramos os desígnios de Deus em nossa falta de fé. Deus deseja fazer de nós flechas que atinjam esta Terra quantas vezes for preciso, pelo poder do Espírito Santo, na proclamação do evangelho eterno. Convido o povo de Deus, onde quer que estiver, para nos ajuntarmos em uma assembleia solene, em jejum e oração, na quarta-feira, dia 07 de dezembro. Clamemos pelo batismo do Espírito Santo, para que o Senhor nos use como usou a Eliseu. Vigiemos e oremos!

Bom dia, flechas da vitória do Senhor!

Rosana Garcia Barros

#2Reis13 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



2Reis 12 – Comentado por Rosana Barros
4 de dezembro de 2022, 0:45
Filed under: Sem categoria

“Também não pediram contas aos homens em cujas mãos entregavam aquele dinheiro, para o dar aos que faziam a obra, porque procediam com fidelidade” (v.15).

A missão de Joás não teve início em seus sete anos de idade, mas nos anos dos quais passou aprendendo aos pés do sacerdote na Casa do Senhor. Joiada foi para ele a figura de um pai e de um amigo fiel. Sua conduta foi pautada nos conselhos do sábio sacerdote. Ao ver o precário estado de conservação do templo, Joás ordenou que o lugar que lhe foi o primeiro lar fosse reformado. A Casa de Deus representava o desejo do Senhor em habitar no meio do Seu povo. Não há paredes que O contenham, mas Ele escolheu o templo como um lugar que representava a Sua presença e como uma escola da verdadeira educação.

Joás aprendeu aos pés de Joiada porque, antes, Joiada aprendeu aos pés do Senhor. A Bíblia afirma que nós somos “casa espiritual” (1Pe.2:5), edificada sobre a Rocha, que é Cristo e Sua Palavra (Mt.7:24). O firme fundamento da igreja não é a sua estrutura, nem tampouco os seus tesouros, pois estas coisas são perecíveis. O fundamento, o alicerce da igreja, é a pessoa de Cristo Jesus! Portanto, se a nossa vida estiver edificada em Jesus, em obediência à Sua Palavra, Ele mesmo reparará os estragos que o pecado tem nos causado e nos conservará como “povo de propriedade exclusiva de Deus” (1Pe.2:9).

Sobre a importância de reavivamento e reforma no meio do povo de Deus, Ellen White escreveu: “Precisa haver um reavivamento e uma reforma, sob a ministração do Espírito Santo. Reavivamento e reforma são duas coisas diversas. Reavivamento significa renovação da vida espiritual, um avivamento das faculdades da mente e do coração, uma ressurreição da morte espiritual. Reforma significa uma reorganização, uma mudança nas ideias e teorias, hábitos e práticas. A reforma não trará o bom fruto da justiça a menos que seja ligada com o reavivamento do Espírito. Reavivamento e reforma devem efetuar a obra que lhes é designada, e no realizá-la, precisam fundir-se”. (Mensagens Escolhidas, vol. 1, pág. 128).

Toda a nossa vida deve estar depositada “ao pé do altar” (v.9) do Senhor e Ele mesmo operará em nós o reavivamento e a reforma tão necessários. E, neste sentido, não podemos deixar de observar a fidelidade dos tesoureiros. Eram tão honestos que nem precisavam prestar contas do dinheiro que recebiam. Os filhos do reino, aqueles que um dia receberão coroas de glória, têm a obrigação de agir como aqueles homens, em total fidelidade. Sabemos que o dinheiro sempre foi o principal motivo da corrupção do coração do homem e as Escrituras dizem que “o amor do dinheiro é a raiz de todos os males” (1Tm.6:10). A ganância e a cobiça têm sido muito difíceis de se conter, principalmente em nossos dias, em meio à crise econômica em que vivemos. Mas já pararam para analisar que quanto mais se tem, menos se é feliz? Que a sociedade em que se predomina o consumismo é também a sociedade das doenças emocionais?

Na matemática de Deus menos é mais. Podemos observar isso nas lições deixadas por Cristo: quando exaltou a oferta da viúva pobre (Lc.21:1-4); quando condenou a avareza (Lc.12:15); quando pediu ao jovem rico que usasse suas riquezas para abençoar aos pobres (Mt.19:21); quando nos advertiu quanto não andarmos ansiosos por coisa alguma (Lc.12:22). Como vimos no início, somos casas espirituais de Deus e, como tais, precisamos confiar a administração de nossa vida a Ele, e Ele suprirá as nossas necessidades. Não é pecado ser rico, amados. Não entendam mal. Pecado é usar as riquezas sem a aprovação de Deus e apenas para propósitos egoístas. Que sejamos moradas do Senhor, valorizando mais as pessoas, e menos as coisas; eis a genuína reforma que repara os estragos de nosso enganoso coração. Vigiemos e oremos!

Feliz semana, templos do Espírito Santo!

Rosana Garcia Barros

#2Reis12 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



2Reis 11 – Comentado por Rosana Barros
3 de dezembro de 2022, 0:45
Filed under: Sem categoria

“Joiada fez aliança entre o Senhor, e o rei, e o povo, para serem eles o povo do Senhor; como também entre o rei e o povo” (v.17).

Após Israel sofrer um período de apostasia nos dias de Jezabel, Judá passou por um tempo de trevas nas mãos de Atalia. Sabem quem era Atalia, amados? Filha de Jezabel com Acabe. Quando foi morto Acazias, Atalia decidiu assumir o trono, para garantir a sua monarquia, mandou matar todos os candidatos à sucessão real. Discípula de Jezabel, Atalia seguia os passos de sua mãe e dirigia o reino com mãos de ferro. Mas, como tudo o que o ser humano tenta fazer com as próprias mãos, sua suposta vitória tinha prazo de validade. Jeoseba, provavelmente enteada de Atalia, resolveu colocar a sua vida em risco em defesa do único herdeiro remanescente.

O pequeno Joás era apenas um bebê quando foi escondido na Casa do Senhor, e lá permaneceu por seis anos. Geralmente, os avós são figuras amáveis, de bochechas vermelhas e de colo aconchegante. Dizem que casa de avó é um dos lugares mais queridos pelos netos. Agora, imaginem uma avó como Atalia! Má, idólatra e assassina. Quanto a Joás, seus primeiros passos foram dados na Casa de Deus. Suas primeiras palavrinhas, foram na Casa de Deus. Seus primeiros anos de vida, foram na Casa de Deus. Joás recebeu instruções diretamente do sacerdote Joiada e com ele aprendeu a ser fiel ao Senhor.

Ao ser ungido rei com apenas sete anos de idade, Deus deu um recado ao Seu povo: “Não importa quem estiver sentado no trono terreno da nação, quer seja uma rainha sem escrúpulos ou uma criança, no fim, Eu estou no controle”. A vida de Joás foi preservada como cumprimento da promessa do Senhor a Davi, e dois objetos lhe foram dados simbolizando a sua missão: a coroa e o Livro do Testemunho. A responsabilidade que repousava sobre um menino de sete anos de idade estava sobre a sua cabeça infantil. Mas o que foi colocado em suas mãos, deveria estar gravado em seu coração: “Estas palavras que, hoje, te ordeno estarão no teu coração” (Dt.6:6).

A aliança feita pelo sacerdote Joiada com Joás e com o povo foi uma renovação da aliança que nunca deixou de existir. Eles não tinham que ser um povo, e sim “o povo” (v.17). Você não foi chamado para ser um cristão, e sim o cristão. Porque não servimos a um Deus, mas servimos O Deus, O Rei dos reis, O Senhor dos Exércitos, O Deus único e verdadeiro. Percebem? Ser mais um na multidão não é ser sal e luz (Mt.6:13-14). Joás fez a diferença não porque nele houvesse mérito algum, mas porque ele foi revestido com os méritos do Senhor.

A alegria e a tranquilidade do povo foram reflexo da vitória do bem quando “Joás sentou no trono dos reis” (v.19), e da derrota do mal, “depois que mataram Atalia à espada” (v.20). Muito em breve veremos a triunfante vitória do povo de Deus e o fim de todo o mal. E o apelo do Senhor é o de que sejamos verdadeiramente “o povo do Senhor” (v.17). Porque os salvos não serão uns restantes, mas “os restantes, os que guardam os mandamentos de Deus e têm o testemunho de Jesus” (Ap.12:17). Então, quando contemplarmos Cristo Jesus em Seu trono, viveremos a alegria e a tranquilidade eterna, sabendo que o Rei dos reis reina soberano, “o Seu domínio é domínio eterno, que não passará, e o Seu reino jamais será destruído” (Dn.7:14). Vigiemos e oremos!

Feliz sábado, remanescente do Senhor!

Rosana Garcia Barros

#2Reis11 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



2Reis 10 – Comentado por Rosana Barros
2 de dezembro de 2022, 0:45
Filed under: Sem categoria

“[…] Examinai e vede bem não esteja aqui entre vós algum dos servos do Senhor, mas somente os adoradores de Baal” (v.23).

O extermínio da casa de Acabe teve o seu cumprimento pelas mãos de Jeú. Usando de astúcia, tramou a morte dos setenta filhos de Acabe e dos adoradores de Baal. Ao ajuntar estes últimos “na casa de Baal” (v.21), vimos que Jeú examinou bem o lugar e certificou-se de que entre eles não houvesse “algum dos servos do Senhor” (v.23). Seus homens já estavam a postos para ferir os servidores do deus pagão. A ordem foi clara: “Entrai, feri-os, que nenhum escape” (v.25).

O cuidado que Jeú teve nesse episódio, Deus tem para com os Seus filhos. Eis o clamor divino que rapidamente se avoluma: “Retirai-vos dela, povo Meu, para não serdes cúmplices em seus pecados e para não participardes dos seus flagelos” (Ap.18:4). Mas retirai-vos de onde? Da “grande Babilônia […] morada de demônios” (Ap.18:2). Interessante é que o que Jeú teve o cuidado de não acontecer aos outros, não evitou que ocorresse com ele mesmo. Ele “exterminou de Israel a Baal” (v.28), contudo, “não teve cuidado de andar de todo o seu coração na lei do Senhor” (v.31). O coração de Jeú estava dividido. Ele dizia amar a Deus, mas a lei de Deus não estava em seu coração. Jesus disse: “Se Me amais, guardareis os Meus mandamentos” (Jo.14:15). Amar a Deus consiste em obediência e fidelidade. Ele não nos criou para guardarmos a Sua Lei. Ele criou a Lei para ser uma bênção para nós. Ela não salva, mas aponta para a nossa necessidade de um Salvador.

A Bíblia apresenta os salvos como possuindo duas características principais: “os que guardam os mandamentos de Deus e têm o testemunho de Jesus” (Ap.12:17). No Salmo um, o salmista faz uma diferença entre os justos e os ímpios. Ele enfatiza no primeiro versículo que os justos não compartilham das ações dos ímpios, e no versículo seguinte diz que o prazer do justo “está na lei do Senhor, e na Sua lei medita de dia e de noite” (Sl.1:2). Meus amados, eu poderia citar inúmeros outros textos a respeito da lei de Deus e o desejo do Senhor de que sejamos fiéis à Sua Palavra para a nossa própria felicidade, mas creio que todos nós já temos percebido isto desde o livro de Gênesis.

Quando Deus estabeleceu a Sua Lei, foi com o objetivo de nos fazer felizes e de nos familiarizar com o Seu caráter. Por isso que o Salmo inaugural diz: “Bem-aventurados”. Um pregador certa vez falou o seguinte: “Na verdade, nós não guardamos os dez mandamentos, os dez mandamentos é que nos guardam”. E isso faz muito sentido. Porque quem segue o caminho indicado pelo Criador é verdadeiramente feliz. Podemos até realizar grandes obras como fez Jeú, mas se não tivermos o cuidado de andar de todo o nosso coração na Lei do Senhor, de nada adianta.

Quando Cristo orou por nós, Ele não pediu que o Pai nos tirasse deste mundo; nem tampouco disse que precisamos nos afastar de todas as pessoas; mas falou: “Não peço que os tires do mundo, e sim que os guardes do mal” (Jo.17:15). Entendem, meus irmãos? Não temos que nos isolar do mundo, mas fugir do mal. A Bíblia deixa bem claro que se não sairmos de Babilônia, do templo moderno de Baal, seremos participantes de seus flagelos. Estamos envolvidos em um grande conflito cósmico e necessitamos “fugir do meio da Babilônia, e cada um salve a sua vida” (Jr.51:6). A salvação é individual. “Examinai e vede bem” (v.23) é um apelo do Espírito Santo a cada um de nós. Que lugares andamos frequentando? Que tipos de amizade estamos cultivando? O que temos visto e ouvido? Que testemunho temos dado?

No meio de tantas mortes e de uma nação que corrompeu os princípios divinos, uma luz apareceu através de Jonadabe. Descendente de Recabe, mostrou-se fiel e foi reconhecido por Jeú como um legítimo adorador de Jeová. Lealdade que seria transmitida de geração em geração e se tornaria em modelo de fidelidade anos mais tarde. Os recabitas tornaram-se um dos maiores e mais fortes exemplos da verdadeira educação, quando um lar é edificado sobre o sólido fundamento das Escrituras (Leia Jr.35:8-10).

Há um abismo de diferença entre justos e ímpios. Se assim não fosse, todos viveriam da maneira que quisessem e não existiria pecado. E se não existisse pecado, para que um Salvador? Percebem que o terrível engano em pensar que a Lei de Deus foi revogada, anula o sacrifício de Cristo? A edificação da vida cristã não depende do que fazemos, mas do que permitimos que o Espírito Santo realize em nós. Que o Senhor nos ajude e nos conduza, para que, quando Ele voltar, estejamos fora de Babilônia, e dentro do aprisco do Bom Pastor. Vigiemos e oremos!

Bom dia da preparação, os que guardam os mandamentos de Deus!

Rosana Garcia Barros

#2Reis10 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100