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“Eis que diante de Deus sou como tu és; também eu sou formado do pó” (v.6).
Segundo as palavras de Eliú, ele não pretendia ser maior do que Jó, nem se colocou em posição de inferioridade, mas proferiu o seu discurso de igual para igual. Alegando sinceridade de coração, ele manifestou interesse em justificar a Jó e fazê-lo refletir que, mesmo em face de sua terrível condição, Deus tinha poder de redimi-lo e mudar a sua sorte; que todo aquele que aceita o resgate divino “verá a face de Deus, e Este lhe restituirá a sua justiça” (v.26); o que se cumpriu com precisão na vida de Jó, conforme o capítulo 42 deste livro.
Podemos notar em algumas expressões a ansiedade de Eliú de proferir as suas razões. Contudo, diferente dos três amigos de Jó, suas palavras, apesar de não conterem o teor rebuscado dos discursos dos mais velhos, não revelam soberba ou motivações egoístas. Parece que ele estava bastante incomodado com tudo o que até então tinha ouvido, pelo modo com que Jó havia sido tratado e como este havia se esforçado por justificar-se a si mesmo. Eliú declarou que a verdadeira intercessão e o resgate vêm de Deus, o que nos remete à obra de Cristo.
Na primeira carta de Paulo a Timóteo, a Bíblia deixa claro que “há um só Deus e um só Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem” (1Tm.2:5). Aquele que veio a esta Terra “para declarar ao homem o que lhe convém” (v.23) é o único “pelo qual importa que sejamos salvos” (At.4:12). Através do ministério de Cristo no santuário celestial, olhando para o Santíssimo, “mediante a fé, temos paz com Deus” (Rm.5:1). “Por isso” (v.7), não devemos temer o homem nem o que possa tentar contra nós. “Quem intentará acusação contra os eleitos de Deus? É Deus quem os justifica. Quem os condenará? É Cristo Jesus quem morreu ou, antes, ressuscitou, O qual está à direita de Deus e também intercede por nós” (Rm.8:33-34).
Temos à nossa disposição um Sumo Sacerdote que no Céu realiza a Sua obra intercessora e que está para selar os Seus últimos eleitos antes do cumprimento da derradeira promessa. Dentro em breve, muitos hão de passar por um momento de terrível angústia, mas, como Jó, serão redimidos e resgatados para receberem a sua recompensa. Porque, pela fé, “aspiram a uma pátria superior, isto é, celestial” (Hb.11:16).
Olhemos para Jesus, amados, e para a nossa futura redenção, quando estaremos “em pé no mar de vidro, tendo harpas de Deus”, entoando “o cântico de Moisés, o servo de Deus, e o cântico do Cordeiro, dizendo: Grandes e admiráveis são as Tuas obras, Senhor Deus, Todo-Poderoso! Justos e verdadeiros são os Teus caminhos, ó Rei das nações!” (Ap.15:3).
Ó Pai de amor, prostramo-nos diante da Tua presença, em submissão à Tua Palavra, reconhecendo a nossa total dependência do Senhor! Tens visto o nosso sofrimento, e a Ti clamamos: Tem misericórdia de nós e envia-nos o Teu anjo para nos livrar, pois o nosso resgate já foi garantido na cruz do Calvário! Muito em breve, cremos que o nosso corpo vai recuperar o vigor da infância e voltaremos aos dias da juventude. Pois o Senhor mesmo, dada a Sua Palavra de ordem, ao som da última trombeta e ouvida a voz do arcanjo Miguel, voltará e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro; depois, nós, os vivos, seremos transformados e arrebatados, junto com eles, para o encontro do Senhor nos ares, e, assim, estaremos eternamente com o Senhor. Aleluia! Louvado seja o Teu nome! Confiamos em Tuas fiéis promessas e Te oramos nos méritos e no nome do nosso Resgatador, Jesus Cristo, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, resgatados por Cristo!
Rosana Garcia Barros
#JÓ33 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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