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Texto bíblico: SALMO 2 – Primeiro leia a Bíblia
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COM. TEXTO ROSANA GARCIA BARROS
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Texto bíblico: SALMO 2
Homens de coração corrupto planejam maldade, como se não houvesse Providência dominante para contrariar seus desígnios, mas aquele que está sentado nos céus rirá, o Senhor os terá em escárnio. Veja Sl 2:4.
Ao longo das Escrituras, Babilônia se aconselhou e traçou planos para tentar erradicar os ungidos de Deus. Vemos isso pela primeira vez na história de Caim e Abel. Caim era perverso e ficou com raiva de seu irmão e o matou. Vemos isso na história de José, onde seus irmãos pensaram em matá-lo, mas em vez disso o venderam como escravo aos midianitas.
Vemos isso nos últimos dias da vida de Jesus, quando Ele foi cruelmente assassinado nas mãos de homens perversos. Veremos isso novamente em breve, quando aqueles que honram a lei de Deus experimentarão um decreto de morte para sua destruição final. O Deus de Israel intervirá para a libertação de Seus escolhidos. O Deus a quem servimos é um grande Libertador e quem nos toca, toca na menina dos Seus olhos.
A todos aqueles que lideram, servem e ministram vem o apelo do versículo 10 – para entender e agir com prudência, para viver, trabalhar e servir ao Senhor com temor e reverência moral.
Tess Watson
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/psa/2
Tradução: Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli/Luis Uehara
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627 palavras
O Salmo 2 é um salmo messiânico, ou seja, destaca a supremacia do Ungido, o Mashiah, sobre os poderes que se opõem a Ele.
Este salmo não tem título, mas o Novo Testamento o atribui a Davi (At 4.25). Bíblia de Genebra.
Vários salmos são chamados de messiânicos por causa de suas descrições proféticas de Jesus, o Messias (Cristo) – Sua vida, morte, ressurreição e futuro reino. Davi, o autor deste salmo era um pastor, soldado e rei. Podemos ver que ele era também um profeta (At 2:29, 30) porque este salmo descreve a rebelião das nações e a vinda de Cristo para estabelecer Seu reino eterno. Life Application Study Bible Kingsway.
1-3 Uma descrição do ódio e da rebelião que a humanidade lança contra Deus e contra Seu Filho. “Romper os laços” é rejeitar totalmente a autoridade do Messias, Jesus Cristo, Filho de Deus. Bíblia Shedd.
1 Por que se enfurecem os gentios…? A palavra “gentio” significa “nações”; era aplicada às nações idólatras vizinhas a Israel. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol 3, p. 713.
Ungido. Do heb mashiah, de que deriva a palavra “Messias”. Significa, literalmente, “Um ungido”. […] De acordo com o costume antigo, derramava-se óleo sobre a cabeça dos sacerdotes e reis quando estes eram consagrados ao seu ofício (ver êx 28:41; 1Sm 10:1). CBASD, vol 3, p. 713.
3 rompamos os laços. Uma metáfora que indica uma atitude de rebelião. Bíblia de Genebra.
Muitos pensam que serão livres se eles se afastarem de Deus. Entretanto, nós todos inevitavelmente servimos alguém ou a algo, seja ele/ela um rei humano, uma organização, ou mesmo aos nossos desejos egoístas. Assim como um peixe não é livre quando sai da água e uma árvore não é livre quando sai do solo, nós não somos livres quando nos afastamos do Senhor. Nós podemos encontrar a única rota segura ao servirmos de todo o coração a Deus, o Criador. Deus pode fazer você livre para que você seja a pessoa que Ele criou para você ser. Life Application Study Bible Kingsway.
4 Ri-se. Em contraste com a figura tumultuosa das nações, Yahweh é descrito como sentado, calmo e sereno, nos Céus. CBASD, vol 3, p. 713.
Ri-se e zomba são as maneiras de expressar que a onipotência divina nada tem a temer ante as maiores forças que os seres humanos podem criar, inclusive bombas atômicas e foguetes interplanetários. Bíblia Shedd.
5 Ira e furor representam a reação da justiça [divina] em confronto com a justiça dos homens, da pureza divina ante a impureza humana. É coisa terrível provocar os castigos que vêm dos Senhor (Hb 10:30-31). Bíblia Shedd.
6 o Meu santo monte Sião. Sião, o nome do monte ao sul da cidade de Jerusalém, tornou-se o nome poético da cidade. CBASD, vol 3, p. 714.
7 Eu, hoje, Te gerei. Não se deve compreender essa declaração como indício de que originalmente o Filho foi gerado. […] Quando comenta este texto, o apóstolo inspirado o interpreta como uma profecia da ressurreição de Jesus (At 13:30-33). CBASD, vol 3, p. 714.
10-12 A exortação solene: sede prudentes, servi, alegrai–vos, beijai, refugiam. Cristo deve ser recebido agora como Salvador, para que O sirvamos eternamente como Senhor. Bíblia Shedd.
12 Beijai o Filho. “Beijar o Filho” significa reverenciar ao Messias e se refere ao costume oriental de prestar respeito a pessoas de nível superior. (Jackie O. Smith, em http://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/psa/2, pesquisa em 04/02/2020. Texto disponível em https://reavivadosporsuapalavra.org/2020/02/04/).
Ao invés de “beijai”, algumas versões apresentam “homenageai”. CBASD, vol 3, p. 714.
Bem-aventurados todos. O salmo se encerra com uma bem-aventurança pronunciada sobre todos os que confiam no Rei de Yahweh, Todos os seres humanos, de qualquer idade, clima e nação, pecaram e precisam de um Salvador. Bem-aventurados são os que reconhecem essa necessidade e confiam no Messias. É dever do cristão apelar às pessoas para que se arrependam e se submetam ao governo de Cristo, o Filho Ungido de Deus. CBASD, vol 3, p. 715.
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“Servi ao Senhor com temor e alegrai-vos nEle com tremor” (v.11).
O livro de Salmos não é apenas um livro poético, mas também profético. O Salmo de hoje, por exemplo, se refere ao reinado de Cristo, dando enfoque tanto na Sua primeira vinda, quando foi gerado pelo Espírito Santo (v.7; Mt.1:18), quanto na Sua segunda vinda, quando virá com poder e grande glória para exercer o Seu juízo (v.9; Ap.19:15). O apóstolo Paulo também apontou para esta profecia, ao declarar: “Nós vos anunciamos o evangelho da promessa feita a nossos pais, como Deus a cumpriu plenamente a nós, Seus filhos, ressuscitando a Jesus, como também está escrito no Salmo segundo: Tu és Meu Filho, Eu, hoje, Te gerei” (At.13:32-33).
Veremos muitas profecias messiânicas nos Salmos, e o fato de uma delas estar logo no começo, já indica a importância da vinda do Senhor e de Seu segundo advento. Interessante é lembrarmos que os Salmos eram as canções de Israel e que, portanto, isto fazia deles conhecedores das profecias sobre o Messias. A música tem o poder de gravar em nossa mente coisas que de outra forma não aprenderíamos. E, ainda assim, eles entoavam palavras de advertência que se cumpririam primariamente entre os líderes de Israel: “Os reis da terra se levantam, e os príncipes conspiram contra o Senhor e contra o Seu Ungido” (v.2).
Os líderes de Israel, unidos à turba enfurecida e aos governantes locais e gentios, levantaram-se contra o Ungido de Deus e O crucificaram. Foi por esta razão que Cristo proferiu a seguinte advertência: “Este povo honra-Me com os lábios, mas o seu coração está longe de Mim” (Mt.15:8). Tornaram-se tão cegos em suas tradições que se contentavam apenas com o exterior. Suas sinagogas eram impecáveis, o templo de Jerusalém era o orgulho da nação, suas tradições eram seguidas à risca, suas vestes eram impecavelmente arranjadas, mas o coração — bem — este estava bem longe de Deus.
Negligenciaram “a justiça, a misericórdia e a fé”. Não deram ouvidos à sabedoria do Salvador: “devíeis, porém, fazer estas coisas, sem omitir aquelas!” (Mt.23:23). De que valeu, pois, todo o orgulho nacional? Eles rejeitaram o Rei da glória! O que Jesus disse a respeito da classe dos saduceus bem se aplica àquela geração: “Errais, não conhecendo as Escrituras nem o poder de Deus” (Mt.22:29). Porque o verdadeiro conhecimento das Escrituras não é teórico, amados, é relacional: “mas o que se gloriar, glorie-se nisto: em Me conhecer e saber que Eu sou o Senhor e faço misericórdia, juízo e justiça na Terra; porque destas coisas Me agrado, diz o Senhor” (Jr.9:24).
Se não formos prudentes (v.10), se não servirmos ao Senhor com temor, e não nos alegrarmos nEle com tremor, acabaremos agindo como o antigo Israel: cheios de conhecimento, mas vazios do amor de Deus. Conhecimento teológico e aparência exterior não têm poder de nos transformar, se não forem resultado de uma entrega genuína do coração. “Dá-Me, filho Meu, o teu coração” (Pv.23:26). Isso é tudo o que o Senhor nos pede para que o Espírito Santo realize a Sua boa obra em nós.
Se Jesus for o nosso refúgio (v.12), certamente estaremos atentos à Sua segunda vinda assim como os pastores no campo e os magos do Oriente, quando Ele veio pela primeira vez. “Porque dentro em pouco” (v.12), Cristo virá, não mais como um indefeso bebê numa manjedoura, mas nas nuvens do céu como “REI DOS REIS E SENHOR DOS SENHORES” (Ap.19:16). Importa, hoje, que busquemos o conhecimento que salva: “E a vida eterna é esta:”, disse Jesus, “que Te conheçam a Ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo a Quem enviaste” (Jo.17:3).
Nosso Deus e Senhor, não permitas darmos as costas às Tuas profecias, ou ignorá-las. Não queremos simplesmente ter o conhecimento delas, mas conhecer o Senhor, e crescer em um relacionamento profundo Contigo. Que sejamos como os pastores no campo e como os sábios do Oriente, atentos e preparados para Te encontrar. Em nome de Jesus, o Teu Ungido, nós Te oramos, Amém!
Vigiemos e oremos!
Feliz semana, povo do advento!
Rosana Garcia Barros
#SALMO2 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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SALMO 2 – Independente de você crer ou não, de ser cristão ou ateu, considere esse texto escrito há milhares de anos e foi sempre relevante para todas as gerações, válido até hoje.
Este Salmo contém poderosa mensagem de esperança e transformação. Seu conteúdo inspirado convida-nos a olhar para além de nossas dificuldades e acreditar no Deus que é maior que qualquer problema.
A mensagem deste Salmo contém um aspecto profético. Parte de sua profecia se cumpriu na primeira vinda de Cristo; contudo, ainda há muito para cumprir no futuro. A parte cumprida garante aquela que ainda precisa cumprir. Mesmo que se pretenda negar a crença em Deus, não se pode negar a relevância histórica do Salmo 2 e a profecia contida nele: Deus escolheu um Ungido para governar as nações e trazer justiça para o mundo.
Isso quer dizer que a injustiça, a corrupção, a opressão e a violência que nos rodeiam não são o destino final da humanidade. É certo que existe esperança de um futuro melhor, governado por um Rei justo e compassivo (Apocalipse 11:15, 17-18; 12:5; 19:15-16).
Como isso tornou-se possível? O Jesus que veio como um bebê e dividiu a história mundial conquistou o direito de retornar como Rei dos reis e Senhor dos senhores para estabelecer Seu reino de justiça e paz na Terra (Daniel 2:1-49).
O Salmo 2 apresenta a soberania de Cristo sobre todas as soberanias do mundo, e revela o juízo final que virá sobre os rebeldes que se opõem à verdade, à justiça, aos princípios de Seus reino e O rejeitam como Rei. Analise cada parte do Salmo:
• A conspiração das nações contra Deus e Seu Ungido: representada por Herodes quando intentou a destruição de Cristo ao nascer (Salmo 2:1-3; Apocalipse 12:4).
• A intervenção divina para frustrar os planos de rebelião das nações: Deus é o Soberano e nenhum poder humano pode frustrar Seus planos (Salmo 2:4-6; Daniel 7:1-27; 9:1-10:21).
• O plano de Deus para salvar a humanidade na pessoa de Seu Filho: Jesus foi batizado e Deus o Ungiu para ser o Redentor da humanidade (Salmo 2:7-9; Mateus 3:17-18).
• Advertência do juízo final: diante de um julgamento mundial, é preciso submeter-Se Àquele que Se submeteu para nos salvar (Salmo 2:10-12; João 3:16, 36).
Diante disso, reavivemo-nos! – Heber Toth Armí
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O Livro dos Salmos é o livro mais lido da Bíblia. Salmos são poemas com música que eram cantados durante o culto no templo ou nas festividades religiosas de Israel.
Os Salmos lidam com as emoções humanas, por isso são tão apreciados. Os outros livros da Bíblia focalizam as ações, os Salmos focalizam com os sentimentos, algo que envolve a todos nós. Os seus 150 capítulos expressam praticamente todas as emoções humanas.
Emoções de amor, alegria, tristeza, desespero, angústia, depressão, raiva, vingança, desespero, humildade e vitória, só para citar algumas, são abordadas no Livro de Salmos. Os compositores das letras e das músicas fizeram no passado exatamente o que os compositores de hoje fazem, transmitir a emoção por meio da letra, dos instrumentos e do canto.
Expressões verbais de louvor e ação de graças a Deus são encontrados em quase todos os Salmos. O louvor é algo eminentemente emocional.
A escrita do livro de Salmos se estendeu por aproximadamente 1.000 anos. Davi escreveu a maioria dos Salmos, mas ele não foi o único autor. Outros compositores foram Asafe, Hemã, Salomão, Moisés e Etã. Doze Salmos foram escrito pelos filhos de Coré. Os filhos de Coré eram os cantores do templo. 61 dos Salmos são anônimos.
O Livro dos Salmos é dividido em cinco hinários, mantendo assim uma correlação com a Torá, os cinco primeiros livros da Bíblia. Veja a seguir a distribuição dos Salmos por estes hinários:
- Livro I – Salmos 1-41 [Gênesis]
- Livro II – Salmos 42-72 [Êxodo]
- Livro III – Salmos 73-89 [Levítico]
- Livro IV – Salmos 90-106 [Números]
- Livro V – Salmos 107-150 [Deuteronômio]
A maioria dos Salmos possui um título ou cabeçalho, o qual indica aos leitores um pouco acerca da pessoa que compôs aquele Salmo em particular, em que ocasião deveria ser cantado e por quem.
Uma palavra que ocorre várias vezes ao longo do livro de Salmos é a palavra “Selah”. Esta palavra indica duas coisas: para os que estavam cantando o Salmo, indica que deveriam fazer uma pausa na música. E para o leitor indica a hora de parar e pensar com calma sobre as palavras e o que elas significam.
Como Cristãos somos encorajados a utilizar os Salmos:
“Deixem-se encher pelo Espírito, falando entre si com salmos, hinos e cânticos espirituais, cantando e louvando de coração ao Senhor” (Efésios 5:18-19, NVI).
Georgia Lund
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Texto bíblico: SALMO 1 – Primeiro leia a Bíblia
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COM. TEXTO ROSANA GARCIA BARROS
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Texto bíblico: SALMO 1
O homem que permanece em mim não andará segundo o conselho dos ímpios. Somos tão dependentes de Deus para viver uma vida santa quanto o ramo do caule para crescer e frutificar.
É permanecendo em Jesus que floresceremos como cristãos. Ao extrair vida dEle todos os dias, não morreremos espiritualmente ou nos tornaremos infrutíferos.
A busca pela felicidade é o objetivo de vida de muitos. Alguns de nós passamos a vida inteira em busca da felicidade, mas aqui o segredo é claramente mapeado por Davi. Ele afirma que a felicidade é encontrada por aqueles que se deleitam na lei de Deus e nela meditam dia e noite.
Outro objetivo de vida de muitos é a buscar sucesso / prosperidade. Mas outro segredo é encontrado no versículo 3. Aqueles que buscam a Deus e a Sua vontade serão prósperos como uma árvore plantada junto às águas, colhendo sempre uma boa colheita.
Essas duas buscas são encontradas apenas com os justos. O ímpio persegue, mas nunca encontra até que decida andar de acordo com os conselhos de Deus.
Que lições incríveis e poderosas da experiência de um rei que caiu e foi restaurado!
Tess Watson
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/psa/1
Tradução: Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli/Luis Uehara
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915 palavras
Título. O título em hebraico dessa coleção de hinos e orações é t∂hillîm (“louvores”, o tema teológico central do livro. […] O título “Salmos” é derivado do grego psalmoi, usado na Septuaginta para traduzir a palavra hebraica mizmor (“salmo”; cf. Sl 3:1; 4:1; 5:1). Comentário Bíblico Andrews – Jó a Malaquias, p. 142.
O Salmo 1 é um dos [salmos] didáticos, ou de sabedoria […] Constitui (junto com o Salmo 2) uma introdução a todo o livro dos Salmos, e sobretudo ao livro Um do Saltério. Como tal, tem sido chamado de “Salmo da Soleira”. […] Pelo conteúdo, é apropriado que receba o título: “Os Dois Caminhos”. CBASD – Comentário Bíblico Devocional, vol 3, p. 710.
Embora o Salmo 1 não seja uma oração típica ou um cântico de louvor, o poema introduz os Salmos com uma referência à importância da lei. A tôrāh (“lei”) não deve ser entendida como uma antítese da graça, o que é uma concepção errônea sem fundamento nas Escrituras. A tôrāh é a história das ações de Deus na esfera humana comunicada por meio da história e da instrução. Assim, o início dos Salmos aponta para o início do AT, a instrução de Moisés, e sua divisão em cinco partes ecoa a do Pentateuco. Comentário Bíblico Andrews – Jó a Malaquias, p. 148.
1.1-3 A descrição do homem verdadeiramente feliz. Bíblia Shedd.
1.1 A descrição negativa daquilo que não faz. Nota-se o caminho do pecado, sempre piorando: anda, detém-se, assenta-se. Bíblia Shedd.
As três palavras retratam em ordem de intensidade crescente os passos sucessivos da vida do ímpio: (1) anda na direção dos que estão alheios a Deus, conformando-se com os costumes pagãos (ver T4, 597); (2) se detém para associar-se com os rebeldes sob a maldição do pecado e brinca com a tentação; (3) une-se em definitivo ao grupo de pecadores, desconsiderando a luz. CBASD, vol 3, p. 710.
O primeiro salmo começa com uma descrição do caminho do justo em forte contraste com o caminho dos “ímpios” […]. A primeira palavra, ‘ašrê (“abençoado”, “feliz” ou “bem-aventurado”), é justaposta com a destruição dos ímpios expressa na última palavra do salmo, tō’bēd, (“será destruído” ou “perecerá”). Essas palavras começam com a primeira e a última letra do alfabeto hebraico, respectivamente. O contraste é acentuado por uma descrição tripla da vida que se opõe à lei de Deus e que se afasta cada vez mais do caminho divino: primeiro andar, depois ficar em pé [“deter-se”] e, finalmente, sentar-se. Isso sugere um envolvimento progressivo e a identificação com o pecado, a qual se intensifica de três maneiras. Comentário Bíblico Andrews – Jó a Malaquias, p. 148.
A expressão “bem-aventurado”, usada nas bem-aventuranças do Sermão do Monte (Mt 5:3-11), é uma tradução da mesma palavra [gr. Makarios] usada na LXX para traduzir o “bem-aventurado” do Salmo 1. CBASD, vol 3, p. 710.
Ímpios. Sugere violação premeditada e persistente dos mandamentos de Deus. CBASD, vol 3, p. 710.
2 A descrição positiva daquilo que é. Seu deleite não está nos prazeres deste mundo, mas na Palavra de Deus. Bíblia Shedd.
Instrução e deleite não costumam andar juntos, pelo menos não no pensamento moderno, mas na cosmovisão bíblica a instrução de Deus é tão agradável como o relacionamento entre homem e mulher. Comentário Bíblico Andrews – Jó a Malaquias, p. 148.
O seu prazer. Seu estudo da palavra de Deus é habitual e regular; não é tedioso. CBASD, vol 3, p. 710.
Lei. Do heb. Torah, significando basicamente “instrução” ou “preceito”; portanto, “mandamento” ou “lei”, no sentido comum da palavra. Em geral, torah se refere à revelação escrita da vontade de Deus. CBASD, vol 3, p. 711.
Medita. Não há nada melhor para preencher as horas de uma noite sem sono do que meditar na Palavra de Deus (ver Sl 17:3; Sl 42:8; 119:55; etc.). CBASD, vol 3, p. 711.
3 O resultado deste tipo de vida: a vitalidade, como a de uma árvore; a estabilidade, sendo firmemente plantado; a produtividade, simbolizada pelo fruto da árvore; a prosperidade, em todos os seus atos. Bíblia Shedd.
3 plantado. Literalmente, “transplantado”. Descreve uma experiência presente, mas também um termo técnico para um translado/ressurreição à vida imortal do tempo do fim, como em outros lugares nos Salmos e em outras fontes antigas (e.g., Sl 92:13 e literatura ugarítica). Andrews Study Bible.
rios. Literalmente, “canais de água artificiais”. Deus toma a iniciativa de prover o ambiente para o ótimo crescimento. Andrews Study Bible.
4-6 A descrição do homem ímpio, que está longe de Deus. Bíblia Shedd.
4 Contrasta-se fortemente com o homem feliz. Os ímpios são todos aqueles que estão fora de Cristo. São como a moinha [palha] que não tem vida nem conteúdo nem valor, e que facilmente é levada pelo vento. Bíblia Shedd.
Em contraste com a árvore, a palha não tem raiz, não tem lugar fixo. Morta, seca e inútil, está à mercê de outros. Os ímpios estão fixados no nada; falta-lhes estabilidade e não podem permanecer. CBASD, vol 3, p. 711.
5 O resultado da vida do ímpio: a punição eterna (cf Ap 20.11-15). Bíblia Shedd.
6 Existem apenas dois caminhos, com dois destinos diferentes; é nossa atitude para com Cristo que determina nossa sorte eterna (cf 1 Jo 5.10-12; Jo 3.18). Bíblia Shedd.
Pois o Senhor conhece. Essa frase final ressalta que a eventual separação dos dois caminhos depende do julgamento de Deus com base em seu conhecimento do caminho dos justos. Esse […] conhecimento contínuo […] designa muito mais do que uma consciência mental. Ele se refere a um relacionamento vivo e íntimo e íntimo sustentado pelo amor – um conhecimento salvífico que leva à vida abundante e à prosperidade. […] Ambos os destinos estão ligados a seus respectivos caminhos, que representam o movimento da pessoa em direção a Deus ou para longe Dele. Comentário Bíblico Andrews – Jó a Malaquias, p. 149.
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“Antes, o seu prazer está na lei do Senhor, e na Sua lei medita de dia e de noite” (v.2).
É muito provável que você já tenha visto uma Bíblia em alguma casa ou estabelecimento comercial aberta no livro de Salmos. Creio que todos nós já vimos e já tivemos a curiosidade de saber o porquê da escolha deste livro. Na verdade, tal costume tornou-se uma espécie de amuleto. Apesar de ser o livro mais vendido no mundo, a Bíblia tem sido também o menos lido. A partir de hoje, vamos descobrir que o livro de Salmos tem muito mais a nos oferecer do que simplesmente sorte, como imaginam alguns.
Ao contrário do que muitos pensam, os Salmos não foram escritos apenas por Davi, mas há também outros autores, inclusive autores desconhecidos, como é o caso do Salmo de hoje. O salmista inicia falando de uma bem-aventurança. Parafraseando: “Verdadeiramente feliz é todo aquele que não dá ouvidos a maus conselhos, que, quando percebe que está diante do perverso, se afasta, e que não se demora no meio daqueles que escarnecem do que seja puro e santo” (v.1). Então, o salmista descreve o prazer deste bem-aventurado e sobre o que ele pensa e pondera durante todo o dia: a lei do Senhor é a alegria e a fonte de conselho dos justos. E, “no devido tempo”, surgem os frutos de justiça “e tudo quanto ele faz será bem-sucedido” (v.3).
Mas, então, no verso quatro, o salmista também descreve o lado contrário: “Os ímpios não são assim”. O meditar do nosso coração diz muito sobre quem somos e para onde estamos indo. E nós, amados, qual tem sido o meditar do nosso coração? O livro mais lido e admirado da Bíblia inicia deixando bem claro que há sim diferença entre o justo e o ímpio, entre o obediente e o desobediente, entre o “conselho dos ímpios” (v.1) e a “lei do Senhor” (v.2). Esta foi uma das primeiras passagens bíblicas que ensinei meus filhos a memorizar e a guardar no coração. Porque se eles entenderem a verdade ali contida, igualmente saberão qual é o caminho em que devem andar: “o caminho dos justos” (v.6). E o caminho dos justos é Cristo (Jo.14:6).
Amados, percebam que o Salmo chama de ímpio e de perverso todos os que não têm prazer na Palavra do Senhor. Não é preciso cometer atrocidades para ser considerado um perverso diante de Deus: basta ignorar a Sua Lei e fazer pouco caso da Sua Palavra. Forte, não é mesmo? Mas é a verdade. Como está escrito: “Então, vereis outra vez a diferença entre o justo e o perverso, entre o que serve a Deus e o que não O serve” (Ml.3:18). E o Senhor ainda diz que tomará “vingança contra os que não conhecem a Deus e contra os que não obedecem ao evangelho de nosso Senhor Jesus” (2Ts.1:8).
Ou seja, o justo procura andar na “cartilha” de Deus e o ímpio não se sujeita à vontade divina. Considere, por exemplo, as leis de um país. A desobediência a essas leis implica sanções previstas na própria legislação. Como aqueles que “aspiram a uma pátria superior, isto é, celestial” (Hb.11:16), que a nossa vida aqui testemunhe que somos cidadãos da pátria superior: “os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus” (Ap.14:12).
Mas temos que ter muito cuidado com as falácias em forma de piedade que têm se alastrado nas igrejas pelo mundo afora (Leia 2Tm.4:3-4)! A graça do nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo não nos autoriza a viver de qualquer jeito. Muito pelo contrário. Ela nos confere poder para sermos transformados, até que o nosso caráter alcance a aprovação do Céu (Leia Tt.2:11-12). Não é sem razão que o livro de Salmos é inaugurado apontando para uma clara distinção entre justos e ímpios. O pecado por si só já fez um tremendo estrago nos separando do nosso Criador (Is.59:2). Não permita que esta separação seja eterna (v.5)! Mas que a nossa vida seja uma árvore frondosa que dê muito fruto (Leia Gl.5:22-23), sendo constantemente regada pela sabedoria e poder da Palavra de Cristo, e Ele mesmo nos justificará, nos santificará e, muito em breve, nos glorificará. Você crê?
Oração: Santo Deus, estamos em um tempo em que chamam o mal de bem e o bem de mal, o doce de amargo e o amargo de doce, as trevas de luz e a luz de trevas. O mundo prega que a verdade é relativa e que o pecado não existe. Ó, Senhor, preserva a nossa integridade, por Tua graça e misericórdia, porque está sendo difícil até mesmo no meio do professo povo do Senhor! Necessitamos do poder do Espírito Santo, mas ele não virá até que estejamos unidos num só pensamento e num só coração. Desperta-nos, ó Deus! Desperta-nos! Em nome de Cristo Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Feliz sábado, justos pela graça de Deus!
Rosana Garcia Barros
#SALMO1 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100