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“O Senhor pelejará por vós, e vós vos calareis” (v.14).
A notícia de que Israel estava em lugar oportuno para a captura chegou aos ouvidos de Faraó, que, reunindo seu exército com “seiscentos carros escolhidos e todos os carros do Egito com capitães sobre todos eles” (v.7), foi ao encontro da multidão encurralada. Vendo que “os egípcios vinham atrás deles”, o medo tomou conta do coração dos israelitas, e “clamaram ao Senhor” (v.10). Mas parece que havia uma turma causando murmuração no meio do povo e declarando que não tinha saído do Egito por vontade própria. A missão de Moisés começava a dar os primeiros sinais das dificuldades que teria de enfrentar.
Porém, ao alcançar o lugar em que estavam acampados os filhos de Israel, os egípcios foram interceptados pelo próprio Senhor, que se interpôs entre eles e o Seu povo numa coluna de nuvem que “era escuridade” para Faraó e seus homens e claridade para os hebreus. Mas surpresa maior aconteceu quando perceberam que o mar não era mais um obstáculo para Israel, mas o caminho de sua liberdade definitiva. Aquele caminho em seco, com as águas “qual muro à sua direita e à sua esquerda” (v.22), foi o palco do livramento dos exércitos do Senhor e da destruição dos exércitos de Faraó. Vendo tudo o que havia acontecido e “os egípcios mortos na praia do mar” (v.30), “o povo temeu ao Senhor e confiou no Senhor e em Moisés, Seu servo” (v.31).
A ira do inimigo tem se manifestado sobre o povo de Deus em todos os tempos. E, em cada geração, Satanás tem estudado os melhores meios de “roubar, matar e destruir” (Jo.10:10) a humanidade, mas, principalmente, os fiéis servos de Cristo. Ele arregimenta seus anjos caídos e formula planos de acordo com o que supõe ser a melhor estratégia para cada caso. Sabemos, contudo, que a ira do inimigo será manifestada com toda a sua força nos últimos dias contra “os que guardam os mandamentos de Deus e têm o testemunho de Jesus” (Ap.12:17). Quando parecer que o povo de Deus está encurralado, sem ter como escapar, com um inimigo e seu exército irados à sua espreita, Deus manifestará o Seu poder e dará livramento aos filhos do Seu povo, pois “o Cordeiro os vencerá, pois é o Senhor dos senhores e o Rei dos reis; vencerão também os chamados, eleitos e fiéis que se acham com Ele” (Ap.17:14).
E o que Satanás julgava ser a oportunidade de destruir os fiéis será, na verdade, o eterno livramento deles. Temeram a Deus, confiaram nEle e nos Seus profetas; portanto, obterão segurança e prosperidade para sempre. Como está escrito: “Crede no Senhor, vosso Deus, e estareis seguros; crede nos Seus profetas e prosperareis” (2Cr.20:20). Eu almejo fazer parte deste grupo seleto que testemunhará em vida o retorno de Jesus! Tomara que a nossa geração desperte sem ter que passar pela quarentena no deserto! Mas sejamos aquela que, muito em breve, dirá: “Eis que este é o nosso Deus, em quem esperávamos, e Ele nos salvará: este é o Senhor, a quem aguardávamos; na Sua salvação exultaremos e nos alegraremos” (Is.25:9).
Pai Santo, qual coluna de nuvem clareia o nosso caminho na noite deste mundo para que a nossa vida esteja escondida com Cristo em Ti. Que o Teu Espírito nos seja qual muro protetor, para que não nos desviemos para a direita nem para a esquerda, mas prossigamos em frente, temendo ao Senhor, confiando em Ti e nos Teus servos, os profetas. Queremos ver Cristo voltar e subir com Ele. Ajuda-nos, Pai! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, remanescente!
Rosana Garcia Barros
#Êxodo14 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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ÊXODO 14 – A perseguição ao fiel povo de Deus pelos infiéis não é característico do tempo do fim. A história dos crentes, no Antigo e Novo Testamento, é caracterizada por perseguição descarada.
Em Êxodo 14 a perseguição ao povo de Deus tornou-se terrível frustração; o mesmo acontecerá aos perseguidores no tempo do fim (Daniel 12:1). O foco do fiel não está na força do mal, mas no poder divino que humilha e frustra até mesmo aos poderes do diabo.
A ambição que derrotou Lúcifer no Céu (Isaías 14:12-14; Ezequiel 28:13-18; Apocalipse 12:7-9) está nas pessoas desde os primórdios (Gênesis 10:8-11). Além de Ninrode, muitos outros ambiciosos lutaram pelo poder (inclusive Faraó, que pensava ser um dos principais deuses egípcios). O Egito teve todas as bênçãos conquistadas por José (Gênesis 57:13-28) devastadas pelo orgulhoso e ambicioso Faraó; o qual, frustrado e enraivecido, saiu a recuperar, ao menos, os escravos “que haviam fugido” (Êxodo 14:5).
A ambição entorpece a razão. O orgulho ferido age irracionalmente. Orgulho e ambição preparam no coração um solo fértil para a autodestruição.
“Como Deus é eterno, onipresente e onipotente, e sustenta todas as coisas pela palavra de Seu poder, e em Quem todas as coisas existem, a relação da criatura com Deus somente poderia ser uma relação de ininterrupta, absoluta e universal dependência. Tão certo como Deus, pelo Seu poder, criou-nos uma vez, assim também, pelo mesmo poder, Deus nos sustenta a cada momento”, argumenta Andrew Murray. Tais verdades, os egípcios deveriam ter aprendido; era isso que Deus queria ensinar aos israelitas; e, a mesma verdade quer que Seu remanescente aprenda antes da libertação final liderada por Jesus, o qual luta por Seu povo (Êxodo 14:14).
Faraó não pensou na consequência de lutar contra Deus. Possuindo o maior exército mundial, saiu para resgatar os escravos das mãos divinas. A ganância promove ignorância. Mal sabia ele que sua teimosia ambiciosa colaboraria para que os egípcios aprendessem de fato que Deus é o Soberano do Universo.
Pela ganância, o melhor exército do mundo afogou-se nas águas do Mar Vermelho; e, os frágeis escravos experimentaram graciosa libertação divina, atravessando a seco o mesmo mar!
Não tem nada pior que afrontar Deus; e, não há nada melhor que submeter-se a Ele aguardando livramento! Portanto, reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: ÊXODO 13 – Primeiro leia a Bíblia
ÊXODO 13 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
Acesse os comentários em vídeo em nosso canal no Youtube (pastores Adolfo, Valdeci, Weverton e Michelson)
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Texto bíblico: https://pesquisa.biblia.com.br/pt-BR/NVI/ex/13
A nuvem misteriosa (Êx. 13:21) significando a presença de Deus continua a aparecer por toda a Escritura. Em Levítico vemos que essa nuvem permanece não só sobre o tabernáculo recém-construído, mas também dentro dele (Lv 16:2). Em Números 9:15 essa nuvem que permaneceu “desde o entardecer até o amanhecer … por cima do tabernáculo” (NVI) está também associada com as nuvens com as quais aquEle “semelhante a um filho do homem” (NVI), se aproxima do Ancião de Daniel 7:9, 13.
Em Marcos 14:62, Jesus de Nazaré está diante do sumo sacerdote, Caifás, e lhe diz: “vereis o Filho do Homem assentado à direita do Poderoso vindo sobre as nuvens do céu” (NVI). Caifás sabia exatamente o que Jesus estava dizendo: Ele estava se igualando com Yahweh [YHWH], que conduziu Israel através do deserto através da “coluna de nuvem” (v. 21). Neste momento, Caifás fez algo que o sumo sacerdote nunca deveria fazer (veja Lv. 21:10): rasgou as suas roupas. Ao fazer isso, ele anulou efetivamente o sacerdócio, dando lugar ao novo Sumo Sacerdote que estava diante dele.
Este mesmo Sumo Sacerdote voltará um dia à terra: “Eis que Ele vem com as nuvens, e todo olho O verá, até mesmo aqueles que O traspassaram…” (Ap 1:7 NVI).
Andy Nash
Escola de Jornalismo e Comunicação
Southern Adventist University
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/exo/13
Tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli/Luís Uehara
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1748 palavras
2 consagra-Me. A hora em que Deus tinha Se revelado por um milagre supremo, era justamente a oportunidade para ensinar o povo sobre os deveres religiosos. Assim, também, Jesus usou a ocasião em que produziu, por milagre, pão para os famintos, para ensinar que Ele é o Pão da Vida (Jo 6.51). Bíblia Shedd.
todo primogênito. A palavra hebraica usada nesta passagem limita a ordem aos primogênitos machos, pois foram salvos da décima praga. A explicação adicional “todo que abre a madre” mostra que se referia apenas ao primogênito que, ao mesmo tempo, fosse o primeiro filho a nascer de sua mãe. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 1, p. 595.
Jesus, primogênito de Maria (v. Lc 2.7), foi apresentado ao Senhor em conformidade com essa lei (v Lc 2.22, 23). Bíblia de Estudo NVI Vida.
separem para o Senhor o primeiro nascido de todo ventre (v. 12, NVI).
3 Fixa a celebração da Festa dos Pães Asmos [modelo de Jesus] na consciência comum. Andrews Study Bible.
Lembrai-vos. Esta forma da palavra é encontrada somente duas vezes em Êxodo, aqui e no mandamento do sábado (20:8), e em ambos os casos marca um evento chave para a humanidade (criação) e Israel (êxodo). Andrews Study Bible.
4 hoje, mês de abibe. Pela primeira vez menciona-se o nome do mês. CBASD, vol. 1, p. 596.
8 contarás a teu filho. A explicação da Palavra de Deus no lar sempre foi a base da vida religiosa do povo de Deus no passado e sempre deverá ser o fundamento da sociedade cristã de hoje. Os chefes dos lares devem ser sacerdotes e profetas, de certo modo. Bíblia Shedd.
9 será como um sinal na tua mão e e por memorial entre teus olhos. Os judeus interpretaram este versículo, juntamente com v. 16 e Dt 6.8, 11.13-21, como uma ordem de atar pequenas caixas de couro aos braços e à fronte, contendo pergaminhos com trechos inteiros da Bíblia, contendo tais ordens. Mas será melhor guardar estes ensinamento no pensar (entre os olhos), no agir (na tua mão) e no falar (na tua boca). É isto que, na sua linguagem pitoresca, a Bíblia quer dizer. Bíblia Shedd.
Eram os thephilim ou filactérios [designação grega phylakterion (Mt 23:5) cf CBASD]… do judaísmo posterior, aos quais o Senhor Jesus se referiu ao criticar as exibições ostensivas de piedade dos fariseus (Mt 23.5). Bíblia de Genebra.
A prática parece ter origem no período posterior ao exílio na Babilônia. Bíblia de Estudo NVI Vida.
Os filactérios eram usados por judeus piedosos durante as orações matutinas diárias, mas por alguns, o dia todo. Para parecerem mais piedosos, com frequência, eles aumentavam seus filactérios, alargando suas faixas, prática severamente criticada por Cristo (Mt 23:5). Ainda na atualidade, judeus conservadores usam filactérios. Sabe-se que os egípcios com frequência usavam amuletos presos ao corpo, na forma de rolos de papiro em miniatura, nos quais estavam escritas palavras mágicas. … Deus, porém, não tinha intenção de que os judeus fizessem uma aplicação literal da ordem, atando certas porções da lei no braço e na fronte (DTN, 612, 613). Ele se referiu à aceitação dos princípios na mente e no coração, no intelecto e nas emoções, bem como à aplicação desses princípios na vida. CBASD, vol. 1, p. 596.
13 jumenta. Era o único animal dos que os israelitas normalmente possuíam, que era ritualmente imundo, não sendo aceitável nem para sacrifício, nem para comida. Bíblia Shedd.
todo primogênito do homem. Os primogênitos de Israel também deviam ser dedicados ao Senhor. Isso não deveria ser feito à maneira dos pagãos, matando e queimando crianças sobre um altar, mas apresentando-as a Deus como sacrifício vivo, consagrando todas as suas faculdades corporais e mentais ao serviço divino. Mais tarde, Deus separou a tribo de Levi para Seu serviço como uma substituição dos primogênitos das outras tribos (ver Êx 32:26-28; Nm 3:12, 13). Ao mesmo tempo, todo primogênito israelita devia ser “redimido” ou comprado de volta do Senhor, pelo pagamento de cinco ciclos de prata como prescrito em Números 3:46, 47 e 18:16. Em vários países, tanto antigos como modernos, é costume dedicar o primogênito para propósitos religiosos. CBASD, vol. 1, p. 597.
15 Israel não estava isento da sentença de morte contra os primogênitos do Egito. Os filhos primogênitos foram poupados somente através do sangue do cordeiro pascal. Bíblia de Genebra.
17 pelo caminho da rota da terra dos filisteus. Embora fosse a rota mais direta de Gósen a Canaã, [esta rota] estava pesadamente protegida por uma fileira de fortalezas egípcias. Bíblia de Estudo NVI Vida.
Deus (não Moisés) não levou Israel pelo caminho direto da estrada da costa do Egito a Canaã, provavelmente devido aos fortes movimentos militares ao longo dessa rota. A rota através do ermo é muito mais longa mas menos usada. Andrews Study Bible.
Antes que estivessem prontos para tomar posse da terra de Canaã eles deveriam primeiramente estar unificados como nação e aprender a confiar em Deus, a quem ainda pouco conheciam. Como escravos, estavam desarmados e não tinham o costume de guerrear (PP, 282). Uma transformação espiritual, intelectual e política deveria ocorrer antes que estivessem preparados a cooperar com Deus na conquista de Canaã. CBASD, vol. 1, p. 597
guerra. Haveria um exército de egípcios guardando as fronteiras. Bíblia Shedd.
e torne ao Egito. A atitude de Israel em ocasiões posteriores mostra quão real era o perigo de os israelitas retornarem ao Egito, diante da menor derrota ou desânimo, e se submeterem novamente à escravidão (ver Nm 14:4). Se soubessem o que estava pela frente, jamais estariam dispostos a deixar o Egito. É muito provável que esperassem estar em Canaã destro de algumas semanas. CBASD, vol. 1, p. 597.
18 pelo caminho do deserto, perto do mar Vermelho. Ou seja, o deserto entre o Egito e o Mar Vermelho …, não o deserto da península do Sinai. … O propósito de Deus ao escolher o caminho do Mar Vermelho era duplo: (1) Os israelitas estavam desarmados e não tinham o costume de guerrear, portanto, estavam despreparados para enfrentar os aguerridos filisteus … Os israelitas podiam entender isso; e essa foi a razão que Deus lhes deu (v. 17). (2) Como Deus já havia instruído Moisés (Êx 3:12), Ele tinha o propósito de Se encontrar com o povo no monte Horebe. Lá completariam sua organização formal como nação, Deus faria uma aliança com eles, comunicaria Sua santa lei, e os serviços do santuário seriam instituídos. Os filhos de Israel não estavam preparados para entender a necessidade de tudo isso e, por esse motivo, Deus não as mencionou nessa ocasião. O relativo isolamento da parte meridional da península do Sinai se adaptava maravilhosamente ao cumprimento do propósito pelo qual Deus conduziu Seu povo às proximidades do monte Horebe. … O povo não só receberia as instruções que Deus desejava lhe comunicar, mas privações de sua longa e cansativa jornada pelo deserto montanhoso proveria situações nas quais teriam de aprender a confiar Ele. Este era precisamente o treinamento que precisavam no preparo para a difícil tarefa de conquistar Canaã. CBASD, vol. 1, p. 598.
mar Vermelho. O hebraico realmente quer dizer “Mar de Juncos”. Na região entre o Egito e o Sinai havia uma cadeia de lagos amargos. Andrews Study Bible.
O termo hebraico (yam suf) é usado para designar o golfo de Ácaba (23.31), o golfo de Suez (10.19; Nm 33.10) e também o corpo de água cruzado por ocasião do êxodo. … O “mar Vermelho” do êxodo é, provavelmente, um dos lagos Amargos ao norte do golfo de Suez. Bíblia de Genebra.
19 os ossos de José. Embora aqui e na narrativa do enterro dos ossos de José, em Siquém (Js 24:32), não haja menção dos outros filhos de Jacó, a declaração de Estêvão diante do Sinédrio parece indicar que todos os pais “foram transportados para Siquém” (At 7:15, 16). CBASD, vol. 1, p. 598.
20-22 A presença de Deus é visivelmente ilustrada pela coluna de nuvens de dia e pela coluna de fogo à noite. Esse é um importante tema teológico …, ligado intimamente à história do tabernáculo. Andrews Study Bible.
20 acamparam-se em Etã. Israel acampou-se à beira do deserto, perto daquilo que pode ter sido uma fortaleza egípcia, em Etã. Bíblia de Genebra.
Registros egípcios falam da existência de uma linha de fortificações fronteiriças do mar mediterrâneo ao golfo de Suez …, construídas com o claro propósito de impedir que as tribos do deserto oriental entrassem no Egito; e, ao mesmo tempo, eram designadas para controlar a circulação de pessoas entre o Egito e a Ásia. … no caso de Moisés [quando fugitivo], essas fortalezas não impediram um fugitivo solitário de escapar com êxito para o deserto …, mas é óbvio que as hostes de Israel não poderiam ter passado por elas sem o consentimento dos guardas. Aparentemente, o faraó nunca teve a intenção de permitir que os hebreus fossem mais além do que entrar no deserto oriental e adorar a Deus ali. Talvez os guardas da fronteira tenham informado ao faraó que os israelitas prosseguiam sua viagem em direção ao Mar Vermelho, e foi então que o monarca iniciou a perseguição (Êx 14:3; PP, 283). CBASD, vol. 1, p. 599.
21 numa coluna de nuvem. Nessa coluna de nuvem, o próprio Senhor estava presente com Seu povo, e dela Ele falava com Moisés. Nela, a glória do Senhor, conhecida mais tarde como shekinah, era manifestada (Êx 16:10; 40:34). CBASD, vol. 1, p. 599.
a fim de que caminhassem de dia e de noite. Não se deve concluir desta declaração que Deus queria que os israelitas viajassem à noite, bem como durante o dia. Em vez disso, eles viajavam tanto dia como de noite até a hora em que chegavam ao destino pretendido. CBASD, vol. 1, p. 599.
22 Nunca se apartou. A última menção na nuvem está em Números 16:42, embora seja possível que Números 20:6 se refira a ela. … Como não há menção dela no livro de Josué, pode ter desaparecido exatamente antes da travessia do Jordão, no final dos 40 anos. O fato de a coluna de nuvem ter permanecido com Israel em sua longa jornada, mesmo quando o povo era infiel, assegura que Deus não abandona Seus filhos na peregrinação. A promessa de Jesus aos discípulos: “Eis que estou convosco todos os dias até a consumação do século” (Mt 28:20), nunca faltou a ninguém disposto a ir aonde Ele ordena. Não existe circunstância na vida em que Deus se retire. Ele está presente nas noites mais escuras de miséria e descontentamento, bem como nos dias mais iluminados de felicidade e sucesso. De fato, precisamos dEle à noite, quando estamos cientes de nossas necessidades, mas talvez mais ainda durante o dia, quando somos propensos a confiar em nós mesmos. A coluna visível não pode ser mais vista, mas a presença de Deus pode ser sentida na experiência dos indivíduos, da igreja e das nações. Bendito é o homem cujos olhos não estão demasiados escurecidos para discernir a direção do Senhor. CBASD, vol. 1, p. 599, 600.
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“O Senhor ia adiante deles, durante o dia, numa coluna de nuvem, para os guiar pelo caminho; durante a noite, numa coluna de fogo, para os alumiar, a fim de que caminhassem de dia e de noite” (v.21).
A saída do Egito foi impactante e emocionante. Acredito que os filhos de Israel ainda não entendiam completamente que estavam livres. Após tantos anos de servidão e de tantas negativas de Faraó, parecia impossível obterem a liberdade. Mas o Senhor havia prometido livrá-los desta vez, e assim o fez. E, “com mão forte o Senhor [os] tirou de lá” (v.3). A lembrança daquele dia deveria perpetuar-se através da celebração da Páscoa anual. Seriam sete dias em que todo o Israel comeria “pães asmos” (v.6) e contaria às futuras gerações tudo o que o Senhor havia operado para tirar o Seu povo do Egito.
Não seria apenas a comemoração pelo livramento da escravidão egípcia, mas também haveria os sacrifícios dos primogênitos dos animais e o resgate dos primogênitos dos filhos de Israel. Uma lembrança constante do livramento daquela noite fatídica e da redenção dos primogênitos hebreus. Tudo isso deveria permanecer “como sinal […] e por memorial” (v.9), para que o povo de Deus não se apartasse da Sua lei. Era imprescindível que os pais fossem testemunhas a seus filhos da fidelidade do Senhor e da importância de uma vida de fé e obediência. E ao perguntarem os filhos: “Que é isso?” (v.14), os pais precisavam ter a Palavra do Senhor nos lábios e no coração, através de uma vida coerente com o que era transmitido.
A sabedoria e a misericórdia de Deus também se manifestaram no caminho escolhido para guiar o Seu povo. Ele “fez o povo rodear pelo caminho do deserto perto do Mar Vermelho” (v.18) para livrá-los da peleja que certamente haveria, se passassem pela “terra dos filisteus” (v.17). Foi um caminho mais longo, porém, mais seguro. E, caminhando “de dia e de noite” (v.21), o Senhor mesmo os guiava através das colunas de nuvem e de fogo. Era uma manifestação visível de que Deus estava com eles em todos os momentos.
É maravilhoso perceber como o conhecimento das Escrituras é inesgotável. Já li este capítulo algumas vezes, mas nenhuma leitura foi igual à outra. Sempre temos algo novo a aprender, algo precioso para extrair do Tesouro da Verdade. Deus estabeleceu no meio do Seu povo um princípio fundamental que deve reger todo lar cristão. A transmissão de Sua Palavra deve ser realizada através de nossas ações – “na mão” (v.9) – e estas, guiadas pela mente – “entre os teus olhos” (v.16). Se as ações dos pais refletem uma mente guiada pelo “assim diz o Senhor”, isso iluminará o lar e despertará nos filhos o sincero desejo de repercutir o conhecimento de Deus.
E em nossa jornada rumo ao Lar, temos o privilégio e a alegria de ter o próprio Senhor como nosso guia. Ele está sempre adiante de nós, ainda que nem sempre isso nos seja visível. Às vezes não compreendemos por que Ele nos conduz por caminhos que parecem mais difíceis e demorados, mas, certamente, Ele está nos livrando de caminhos curtos que seriam verdadeiros campos minados. O Senhor nunca Se aparta de nós em nossa caminhada, seja de dia, seja de noite. Ele nos protege do calor das provações e nos ilumina na escuridão de nossas noites de luta.
Apegue-se, hoje, à certeza do constante cuidado divino. Confie no Senhor e nos planos que Ele tem para você e através de você. Ele nunca te colocará num caminho que você não possa suportar, mas te guiará “com mão forte” (v.16) “pelo caminho eterno” (Sl.139:24).
Pai nosso que habita nos Céus, mas que também habita com o de coração contrito e abatido de espírito. Louvado seja o Senhor por tamanha graça! Em nossa caminhada, guia os nossos passos segundo a Tua vontade, ó Deus. Conduz a mente dos pais e dos filhos do Teu povo com a luz da Tua Lâmpada Sagrada. E que o sacrifício perfeito do verdadeiro Cordeiro pascal nos seja uma lembrança constante de nossa eterna redenção. Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, remidos pelo sangue de Cristo!
Rosana Garcia Barros
#Êxodo13 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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ÊXODO 13 – A páscoa foi símbolo de redenção ao povo de Deus e de juízo aos ímpios. O juízo no tempo do fim salvará fieis oprimidos e condenará opressores (Daniel 7:9-14, 12, 21-22, 26-27). Obviamente, “Deus está mais disposto a perdoar do que a punir”. Sua “misericórdia se multiplica mais nEle do que pecado em nós” declara Thomas Watson. O Deus que avisou sobre a morte dos primogênitos, almejava a salvação deles. Todos receberam oportunidade de salvar-se. Passar o sangue na porta era opcional, mas a morte dos primogênitos não.
Deus estava cumprindo cabalmente a profecia de Gênesis 15:13-16. No capítulo em análise, o êxodo do Egito aconteceu. O povo sentia não apenas o cheiro de liberdade, mas a experiência da liberdade. O impossível tornou-se possível. Nitidamente, o mundo pagão percebeu que existe um Deus verdadeiro – todos os outros são falsos, inferiores, criados pelo homem. Também ficou evidente que Deus tem um povo e luta por ele.
Aprofunde-se na teologia objetivando conhecer melhor a Deus, “porque, quanto mais conhecê-lO, mais vai amá-lO”, destacou George Whitefield. Para isso, considere estes tópicos:
Os primogênitos preservados pelo sangue deveriam ser consagrados a Deus. Os rituais são didáticas divinas para ensinar preciosas verdades celestiais da salvação aos seres humanos neste planeta corrompido pelo pecado (Êxodo 13:1-10).
Os ensinamentos aprendidos com Deus devem ser transmitidos às novas gerações. O bastão doutrinário deve ser passado adiante (Êxodo 13:11-16).
Deus tem interesse na intimidade com Seu povo. Ele não quer uma religião formal, mas relacional, construída com tempo. Evangelizar não é vomitar conhecimento doutrinário, é ensinar dependência dEle. É preocupar-se com os medos e limitações dos interessados, como Deus faz (Êxodo 13:17).
O propósito de Deus é que descansemos nEle na vida e na morte, como fez José. Devemos confiar em Seu plano e em Seu tempo (Êxodo 13:18-19; Gênesis 50:24-26).
A intenção de Deus é guiar e cuidar de Seu povo; apresentar o caminho da vida e da verdadeira felicidade. Seu cuidado paternal revela Seu amor incondicional (Êxodo 13:20-21).
Quem aceita a graça das orientações de Deus experimenta Suas diferentes provisões na jornada rumo ao auge das Suas promessas! A nuvem e fogo sobrenatural indicam o cuidado de Deus em tempo integral, rumo à herança celestial (1 Pedro 1:3-9).
Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: ÊXODO 12 – Primeiro leia a Bíblia
ÊXODO 12 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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Texto bíblico: https://pesquisa.biblia.com.br/pt-BR/NVI/ex/12
Por que Deus desencoraja sobras no Antigo Testamento, mas parece apreciá-las no Novo Testamento? Êxodo 12:10 (NVI) diz: “Não deixem sobrar nada [do cordeiro da Páscoa] para a manhã seguinte; caso isso aconteça, queimem o que restar. “Mas depois da alimentação dos 5.000, Jesus diz a seus discípulos: “Ajuntem os pedaços que sobraram. Que nada seja desperdiçado”. João 6:12 (NVI). Por que Deus deu instruções diferentes? Qual a razão para a ordem ter sido diferente?
A Páscoa era um serviço especial instituído por Deus para traçar uma linha entre os que eram fiéis e os que não acreditavam. O cordeiro morto simbolizava a morte de Cristo em favor dos pecadores e como esses participantes seriam poupados [passed over] pela ira do julgamento de Deus. A opção estava disponível para todos, mas somente apenas até a ira cair. As sobras não teriam mais nenhum proveito para a salvação e equivaleria tentar crucificar novamente a Cristo.
Por outro lado, Jesus alimentando os 5.000 simbolizava a divulgação do evangelho. A verdade pode ser compartilhada inúmeras vezes e nunca irá se esgotar. A fé realmente se fortalece com o compartilhamento. Jesus respondeu: “Está escrito: ‘Nem só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que procede da boca de Deus’” Mateus 4:4 (NVI). Quanto mais a palavra de Deus é compartilhada, mais vida ela traz.
Karen Lifshay
Coralista da IASD Hermiston
Stanfield, Oregon, EUA
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/exo/12
Tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli/Luís Uehara
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2277 palavras
1 Disse o Senhor. Neste capítulo estão registrados os regulamentos acerca da primeira das instituições conhecidas como mosaicas. Deve-se observar que nem Moisés nem Arão implantaram legislação alguma por conta própria, nesta ocasião nem mais tarde. Todo o sistema religioso e civil anunciado por Moisés, antes do êxodo, foi revelado a ele. Não foi ele quem deu origem às leis que levam seu nome no Pentateuco; ele foi apenas o instrumento usado por Deus para tornar conhecida Sua vontade ao povo. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do 7º Dia, vol. 1, p. 584, 585.
2 Este mês. Introdução do calendário religioso em Israel. Bíblia de Estudo NVI Vida.
O verdadeiro aniversário do povo de Deus. … O cordeiro da Páscoa era o sacrifício aceitável, que Deus mesmo tinha instituído. Jesus é nossa Páscoa (1 Co 5.7), é o Cordeiro de Deus (Jo 1.29). O cordeiro tinha de ser sem defeito (5) e Cristo cumpriu esta exigência. Bíblia Shedd.
Como ocorre aqui, às vezes este mês é designado como o primeiro mês do ano (Êx 40.2, 17; Lv 23:5; etc.), chamado também de abibe (Êx 13:4; 23:15; 34:18; Dt 16:1). Abibe, que geralmente corresponde ao mês de abril do nosso calendário, significa “mês das espigas”, pois os cereais estavam na espiga nesse período. Após o cativeiro, nomes do calendário babilônico foram adotados e abibe se tornou nisã (ver Ne 2:1; Et 3:7). CBASD, vol. 1, p. 585.
3 um cordeiro. A palavra hebraica se aplica tanto a cordeiros como cabritos, sem limitação de idade. Porém, a idade foi fixada por estatuto (ver Êx 12:5) em um ano, e se podia escolher um cordeiro ou um cabrito (v. 5). É interessante observar que em geral os hebreus preferiam cordeiro a cabrito. CBASD, vol. 1, p. 585.
4 se a família for pequena. Posteriormente, a tradição judaica fixou como 10 o número de pessoas para quem um cordeiro deveria ser repartido. CBASD, vol. 1, p. 585.
5 O cordeiro será sem defeito. A ausência de defeitos e danos … era símbolo da integridade moral do Cordeiro de Deus representado pelo sacrifício. … Mais adiante, a lei proibiu o uso de animais imperfeitos para sacrifícios obrigatórios, embora pudessem ser apresentados como oferta voluntária (Lv 22:20-25). CBASD, vol. 1, p. 585.
macho. Esta exigência era feita porque o cordeiro assumia o lugar do primeiro filho homem da família. CBASD, vol. 1, p. 585.
6 todo o ajuntamento da congregação. O chefe de cada família deveria oferecer o sacrifício por si mesmo e por sua família. Assim, ninguém que não fosse da família interviria entre ela e Deus. Isso era feito em reconhecimento de de que Israel era uma nação de sacerdotes, como os cristãos (Ap 1:6; 1Pe 2:5, 9). CBASD, vol. 1, p. 586.
no crepúsculo. Os cordeiros da Páscoa eram mortos … aproximadamente à hora quando o verdadeiro “Cordeiro de Deus” morreu pelos pecadores na cruz (1Co 5:7; Mt 27:45-50). A preparação da refeição pascal requer tempo e deveria estar pronta antes da meia-noite. … Segundo Josefo, era costume em sua época oferecer o cordeiro por volta das três horas da tarde (Antiguidades, xiv.4.3). CBASD, vol. 1, p. 586.
7 Tomarão do sangue e porão em ambas as ombreiras e na verga da porta. O sangue simboliza a vida de uma vítima (Lv 17.11). Bíblia de Genebra.
Simboliza um sacrifício oferecido em substituição, uma vida entregue em troca de outra de outra. Bíblia de Estudo NVI Vida.
Espargir o sangue deveria ser considerado um ato de purificação, pois o molho de hissopo era usado para esse fim (Êx 12:22). CBASD, vol. 1, p. 586.
8 assada no fogo. As razões podem ser que assar fosse mais fácil que cozinhar e que seria difícil “cozinhar” o “cordeiro” sem cortá-lo em pedaços, o que também parece ter sido proibido (ver Êx 12:46; Nm 9:12; Jo 19:36). CBASD, vol. 1, p. 587.
pães asmos. O cordeiro assado devia ser comido com pães asmos, pois o fermento produz fermentação, símbolo natural de impureza e corrupção. CBASD, vol. 1, p. 587.
ervas amargas. Embora não se saiba que tipo de “ervas” eram usadas no Egito, mais tarde, judeus da Palestina usaram duas variedades de alface, um tipo de cardo e agrião. A alface e a escarola são nativas do Egito e da Palestina. … Quaisquer que tenham sido as ervas usadas, é óbvio que eram designadas para lembrar aos participantes de seu cativeiro e do amargo sofrimento na terra do Egito. CBASD, vol. 1, p. 587.
9 Não comereis do animal nada cru. Esta ordem era necessária, tendo em vista o fato de os povos pagãos com frequência comerem carne crua em suas refeições de sacrifícios. CBASD, vol. 1, p. 587.
10 Nada deixareis dele. Toda a carne devia ser consumida na refeição, para que não se decompusesse. Visto que o corpo de Cristo não veria a corrupção (At 2:27, 31; 13:35-37), o cordeiro simbólico também não. CBASD, vol. 1, p. 587.
11 lombos cingidos. Para o trabalho ou para uma viagem em que se tenha que carregar algo, a parte da frente [das longas e soltas vestes semitas] é dobrada e amarrada na cintura. CBASD, vol. 1, p. 587.
sandálias nos pés. Não era costume usar sapatos dentro de casa ou às refeições. CBASD, vol. 1, p. 587.
comê-lo-eis à pressa. Como não sabiam o momento quando partiriam, e pelo fato de terem que queimar os ossos do cordeiro antes de ir, deviam terminar a refeição o mais rápido possível. CBASD, vol. 1, p. 587.
é a Páscoa do Senhor. O povo devia perceber que aquela não era uma refeição comum. A vida de seus primogênitos dependia do cumprimento das instruções. CBASD, vol. 1, p. 588.
12 ferirei na terra do Egito todos os primogênitos … até os animais. Quase todos os deuses do Egito eram semelhantes a algum animal, com feições humanas. A morte do primogênito de cada tipo de animal mostrará a falibilidade e a impotência das “divindades” que haviam de protegê-los. Bíblia Shedd.
13 passareis por vós. Ao passar pela [em inglês, passover] terra do Egito para ferir todos os primogênitos de homens e de animais, o Senhor “passaria por alto”, pasah, os israelitas. Esta palavra foi transliterada para o grego como pascha, de onde vem a palavra portuguesa “Páscoa”. CBASD, vol. 1, p. 588.
14 memorial. A observância deveria ser comemorada de ano em ano. CBASD, vol. 1, p. 588.
perpétuo. De ‘olam, cuja tradução literal seria “perpetuamente”. … Como um tipo [modelo], deveria continuar vigente até a vinda do antítipo [realização do modelo], Jesus Cristo, que liberta do pecado. A duração de “perpétuo”, ‘olam, está condicionada à natureza daquilo a que se aplica. Pode se referir a algo que não tem começo nem fim, como, por exemplo, o próprio Deus, ou a um tempo que tem um início, mas não tem fim, como a vida eterna dos remidos, ou pode significar um período mais curto de tempo que tem tanto início como fim. Aqui, tem o último sentido. Instituída no êxodo, a Páscoa permaneceu vigente até a crucificação. CBASD, vol. 1, p. 588.
15 qualquer que comer coisa levedada … será eliminada. A punição é grave; mas, na Bíblia, o fermento frequentemente simboliza o pecado, a podridão (Lc 12.1), e é claro que nenhuma cerimônia religiosa tem valor se vier acompanhada do pecado humano (1 Co 10.1-5, 11.28-19). Bíblia Shedd.
Antes de celebrar a Páscoa, o judeu praticante faz uma busca sistemática (muitas vezes simbólica) em casa para eliminar toda migalha de pão levedado que porventura haja ali (cf. v. 19). Bíblia de Estudo NVI Vida.
eliminada. O que de fato aconteceu nesses casos [os 36 registrados de negligência passível de “eliminação” no AT] não se sabe, pois não há registro de tal ocorrência, nem de instruções dadas quanto à forma como essa ameaça deveria ser levada a cabo. Alguns imaginam que isso signifique uma morte violenta, mesmo prematura, ou eterna. Mas, provavelmente, significa a perda dos direitos e privilégios de pertencer ao povo de Israel. Após ser “eliminado”, o indivíduo era considerado forasteiro e não tinha parte em nenhuma das bênçãos da aliança. CBASD, vol. 1, p. 588.
16 Santa assembleia. Assembleia convocada por ordem expressa de Deus para santificação. CBASD, vol. 1, p. 589.
19 será eliminado … o peregrino. Este era o cidadão não israelita que vivia de forma temporária ou permanente entre o povo hebreu, mas que não aceitava suas crenças e práticas religiosas. CBASD, vol. 1, p. 589.
o natural da terra. O israelita. O termo … era [também] aplicado aos que nasciam como israelitas. CBASD, vol. 1, p. 589.
22 hissopo. Uma planta usada para aspergir. Bíblia Shedd.
A maioria dos pesquisadores bíblicos concorda que esse hissopo era um tipo de manjerona cinza-esverdeado, origanum maru, conhecido na Palestina como za’tar. Os samaritanos ainda usam um maço de za’tar nas cerimônias da Páscoa, para colocar o sangue do cordeiro pascal sobre os umbrais das portas das casas. CBASD, vol. 1, p. 589.
nenhum de vós saia. Naquela noite de juízo, nenhum lugar estaria seguro, a não ser atrás da porta manchada de sangue. Assim … também … não há salvação à parte do sangue de Cristo, o verdadeiro “Cordeiro de Deus” (Jo 1:36; At 4:12). CBASD, vol. 1, p. 590.
26 Que rito é este? Hoje, ao ser [a Páscoa] observada, a criança mais jovem presente faz perguntas semelhantes. Bíblia de Estudo NVI Vida.
Cada culto, cada rito, cada sacramento tem a finalidade de ensinar a palavra de Deus, instruir os participantes nas coisas que Deus tem feito, ordenado e prometido. Bíblia Shedd.
28 fizeram isso. Descreve de maneira muito abreviada a total aceitação dos israelitas da divina instrução. Andrews Study Bible.
Uma vez que a ordem foi dada antes do dia 10 de abibe (Êx 12:3), e o cordeiro pascal não foi morto antes do dia 14, o v. 28 fala de vários dias de preparação. CBASD, vol. 1, p. 590.
29 à meia noite. Literalmente “na metade da noite”. Embora os israelitas soubessem o dia, este não havia sido anunciado ao rei, e essa incerteza deve ter-lhe causado mais ansiedade. Quando Moisés saiu da presença do obstinado rei, todos os cortesãos, sem dúvida, temeram perder seu primogênito. Contudo, passados vários dias sem que a ameaça se cumprisse, muitas pessoas, talvez o próprio rei, devem ter pensado que nada aconteceria. Porém o temor de que a palavra de Moisés se cumprisse deve ter estado sempre presente. CBASD, vol. 1, p. 590.
o primogênito de Faraó. Se Amenhotep II foi o faraó do êxodo …, seu filho mais velho foi morto durante a noite de horror. Não existem registros fora da Bíblia sobre esse acontecimento. Na realidade, era costume dos antigos egípcios não declarar qualquer experiência humilhante. Entretanto, Tutmés IV, irmão do primogênito do faraó, deixou uma evidência da qual se infere a morte inesperada de seu irmão e sua própria ascensão à condição de príncipe herdeiro. CBASD, vol. 1, p. 590.
30 grande clamor. Os egípcios não tinham mais dúvida de que todos morreriam se os israelitas permanecessem no país. CBASD, vol. 1, p. 591.
32 abençoai-me. Faraó … foi forçado a reconhecer que lhe faltava alguma coisa. Só que não quis pagar o sacrifício do próprio “eu”, com um arrependimento real. Bíblia Shedd.
34 tomou a sua massa. Isto reflete a urgência dos egípcios. Os israelitas provavelmente preparariam pães para a viagem. Embora Moisés lhes tivesse advertido muitos dias antes, o povo parecia não esperar uma partida tão apressada e ainda não estava pronto. … a necessidade os obrigou a se contentar com pães asmos, ou o chamado “pão da aflição” (Dt 16:3). CBASD, vol. 1, p. 591.
35 pediram aos egípcios. Uma indenização a pagar aos escravos libertados, uma fração daquilo que lhes era devido. Bíblia Shedd.
36 despojaram. Não pelo roubo, mas pelo favor. Bíblia Shedd.
37 cerca de seiscentos mil homens. Cifra redonda que representa 603 550 [cf. 38.26]. Bíblia de Estudo NVI Vida.
A referência de Ellen G White a “mais de dois milhões de almas” e “milhões” que saíram do Egito e morreram no deserto (PP, 344, 410) está em harmonia com a tradução de 600 mil. CBASD, vol. 1, p. 593.
38 um misto de gente. Foram feitas muitas tentativas para se identificar este “misto de gente”. … Embora não saibamos a identidade desses não israelitas que se uniram aos triunfantes hebreus nessa oportunidade, eles aparecem novamente mais tarde na narrativa. Foram sempre os primeiros a lamentar a saída do Egito e desejar suas iguarias (Nm 11:4, 5). CBASD, vol. 1, p. 593.
39 e cozeram. Os israelitas fizeram uma parada breve em Sucote para os preparativos finais da longa jornada no deserto. A duração de sua estada não é mencionada, mas foi tempo suficiente para assar os pães que necessitariam. CBASD, vol. 1, p. 593.
40 quatrocentos e trinta anos. A declaração de Paulo em Gálatas 3:17, assim como outras evidências, deixa claro que esses 430 anos incluem o período desde o chamado de Abraão para deixar Harã até a descida de Jacó ao Egito, 215 anos mais tarde. Visto que na época de Moisés a Palestina era considerada parte do império egípcio, não é de se estranhar que um autor desse período incluísse Canaã no termo “Egito”. … A profecia de que a quarta geração daqueles que haviam entrado no Egito sairia dali (Gn 15:16) e o registro de seu cumprimento (Êx 6:16-20) tornam irrelevante qualquer outra explicação do período de 430 anos. CBASD, vol. 1, p. 593.
43 nenhum estrangeiro. Isto é, alguém de outra etnia que desejasse permanecer com sua condição de estrangeiro e não ser circuncidado. Uma vez que a Páscoa era uma festa que comemorava o nascimento de Israel como nação, seria naturalmente impróprio que um estrangeiro participasse dela. CBASD, vol. 1, p. 593.
44 depois de o teres circuncidado. Não foi de forma natural, mas por meio de um chamado divino, que Israel se tornou o povo do Senhor. Por essa razão, e como estava destinado a ser uma bênção a todas as nações, Israel não deveria assumir atitude exclusivista em relação aos estrangeiros. Eles deveriam receber bem os que desejassem se unir a eles em adoração e serviço a Deus. CBASD, vol. 1, p. 593.
45 O estrangeiro e o assalariado. Residentes temporários e assalariados não deviam participar da Páscoa, pois sua participação com Israel poderia ser dissolvida a qualquer momento. CBASD, vol. 1, p. 593.
46 nem lhe quebrareis osso nenhum. Esta norma mostra claramente que o cordeiro pascal era um tipo de Cristo. João 19:33 e 36 evidencia que isso era compreendido na igreja cristã primitiva. CBASD, vol. 1, p. 594.
Tal como acontecia ao cordeiro pascal, e contra o costume dos romanos, nenhum osso de Jesus foi quebrado por ocasião de sua crucificação (Jo 19.36; cf 1Co 5.7). Bíblia de Genebra.