Reavivados por Sua Palavra


Números 12 – Comentado por Rosana Barros by Ivan Barros
22 de maio de 2022, 0:45
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“Era o varão Moisés mui manso, mais do que todos os homens que havia sobre a terra” (v.3).

De todas as virtudes do Espírito Santo, a mansidão ganhou destaque na vida de Moisés. Uma prova inequívoca da transformação realizada por Deus em sua vida. Aquele que matou um egípcio e o enterrou na areia, e que enxotou sozinho os algozes das filhas de Jetro, mostrou que a influência de uma real comunhão com Deus produz o divino fruto no caráter. Moisés tornou-se, portanto, um padrão de mansidão. Seu tato para com o povo era sempre pacífico e suas palavras, ainda que por vezes de advertência, eram carregadas de uma santa paz. A atmosfera que o cercava promovia um respeitoso temor entre o povo e ninguém ousava duvidar de sua eleição divina. Ninguém, não fosse a inveja e a cobiça de seus próprios irmãos.

Escolhido como chefe espiritual da nação, sumo sacerdote do templo de Deus, Arão era responsável por reger as atividades no santuário. E, juntamente com Miriã, viram em Zípora, mulher de Moisés, a desculpa para alimentar seus amargos sentimentos. A liderança mosaica despertou neles a insatisfação de terem que submeter-se a seu irmão mais novo. É provável que Miriã tenha sido a parte que instigou a dúvida e semeou a intriga no coração de Arão. O castigo que lhe foi aplicado deixa isto evidente.

Além de enfrentar, todos os dias, os ânimos acalorados do povo, Moisés teve de lidar com a sedição de seus próprios irmãos. Instigado por Miriã, Arão poderia ter resistido às suas ruins suspeitas, mas, semelhante à sua fraqueza ao confeccionar o bezerro de ouro, permitiu ser novamente influenciado. Convocados pelo Senhor para um encontro particular, os três irmãos foram à tenda da congregação. Primeiro, Deus separou Moisés de seus irmãos, chamando apenas Arão e Miriã para que se apresentassem diante dEle. O sofrido líder foi ali poupado da conversa que resultou na lepra de sua irmã.

A respeito do protesto dos irmãos, “o Senhor o ouviu” (v.2). Nada há encoberto que o Senhor não tenha conhecimento. Antes mesmo que aquele comentário inicialmente tímido se revertesse em mais um fardo sobre Moisés, e resultados desastrosos sobre os próprios envolvidos, Deus cuidou de cortar o mal pela raiz. Moisés não era somente um profeta, mas um amigo do Senhor. “Boca a boca” (v.8) e face a face conversava com Deus. Arão e Miriã sentiram suas faces empalidecerem diante do questionamento divino: “como, pois, não temestes falar contra o Meu servo, contra Moisés?” (v.8). E, diante da praga instantânea de Miriã, rogando a Moisés que intercedesse a favor dela, Arão só pôde concluir: “loucamente procedemos e pecamos” (v.11).

Sutilmente, o inimigo lança mão de seus agentes humanos para instigar a inveja, a intriga e a fofoca. Diálogos duvidosos, conversas influenciadoras e comentários maldosos dão o start na contenda entre irmãos. Eis um problema que não escolhe classe social, grau de parentesco ou idade. Basta haver duas pessoas unidas na mesma disposição de criticar alguém que rapidamente é submetido a “júri popular”. Este tem sido um dos principais agravantes da queda espiritual na igreja de Deus, uma das estratégias mais eficazes de Satanás. E enquanto ele distrai o professo povo de Deus em conflitos internos, há multidões perecendo famintas da Palavra e do amor de Cristo através daqueles que, qual Moisés, deveriam refletir o caráter divino.

Há um mundo que geme com grandes dores espirituais, físicas e emocionais. Perderemos tempo e colocaremos em risco a nossa salvação e de outros para reclamar posições e direitos que não nos pertencem? Gastaremos os instantes finais que ainda temos alimentando a nossa natureza carnal? Ou, como Moisés, nos submeteremos à influência do Espírito Santo a nos moldar o caráter para a glória de Deus? Oh, amados, a maledicência é uma lepra cujas chagas consomem a alma, condenando-a à ruína eterna!

Ó Deus, rogo-Te” (v.13), que o Senhor cure o Teu povo desta praga maldita e o recolha de volta ao Teu aprisco como povo purificado e “mui manso” (v.3)! Em nome de Cristo Jesus, Amém!

Bem-aventurados os mansos, porque herdarão a terra” (Mt.5:5). Vigiemos e oremos!

Feliz semana, mansos do Senhor!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Números12 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100


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