Reavivados por Sua Palavra


Números 07 – Comentado por Rosana Barros by Ivan Barros
17 de maio de 2022, 0:45
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“Esta é a dádiva feita pelos príncipes de Israel para a consagração do altar, no dia em que foi ungido[…]” (v.84).

Exatamente “no dia em que Moisés acabou de levantar o tabernáculo” (v.1), uma oferta especial foi oferecida pelos “príncipes de Israel, os cabeças da casa de seus pais” (v.2). Instruído pelo Senhor, Moisés logo distribuiu estas ofertas entre os levitas, menos aos filhos de Coate, já que estes não teriam necessidade de carros ou animais, “porquanto a seu cargo estava o santuário, que deviam levar aos ombros” (v.9). Além desta oferta levada ao tabernáculo no primeiro dia, outra oferta sucedeu aquele momento em mais doze dias. Começando pelo príncipe dos filhos de Judá, cada dia, o príncipe de uma tribo se dirigia ao tabernáculo para oferecer a sua dádiva, segundo a ordem das tribos. O detalhe é que as ofertas de todos os príncipes eram iguais.

As Escrituras têm uma característica especial que, para muitos de nós, pode até parecer cansativa: a repetição. O capítulo de hoje relata a oferta de príncipe por príncipe, repetindo as suas ofertas, ainda que sejam todas idênticas. O Senhor, porém, não faz nada que seja sem um propósito definido. A nossa mente pode receber fortes influências negativas ou positivas pelo processo de repetição. Mas quando a Bíblia reforça alguma ideia ou ensinamento, é porque o Senhor deseja que assimilemos algo de muito importante naquela mensagem. Ao lermos sobre as dádivas idênticas dos príncipes de Israel, percebemos que Deus não olha para o valor de nossas ofertas, nem faz acepção de doadores. Aos olhos de Deus, toda oferta apresentada diante do Seu altar como uma expressão de alegria do adorador, é semelhante à oferta da viúva pobre (Lc.21:1-4).

Ao oferecerem seus presentes ao Senhor, não houve tentativa de angariar o reconhecimento humano. Nenhum príncipe levou além ou aquém do que o outro. Toda a atenção deveria estar voltada para a adoração ao Senhor que havia descido para habitar no meio de Seu povo. Não ousaram pôr em destaque nenhuma de suas obras. Mas, no dia determinado, cada príncipe, em atitude de reverência e santo procedimento, sem pompas ou prévio anunciamento, conduzia suas ofertas ao local designado e rogava ao Senhor pelo Seu favor e bênção. E consagrado o altar pelos filhos de Israel, o santuário tornou-se morada de Deus e fonte de comunicação entre Ele e Seu povo através de Moisés, que “ouvia a voz que lhe falava de cima do propiciatório, que está sobre a arca do Testemunho entre os dois querubins; assim [o Senhor] lhe falava” (v.89).

Deus não exige de Seus filhos ofertas mecânicas nem lhes pede além do que as suas posses lhes permitam ofertar. Também não pode abençoar onde há descaso para com a Sua Casa e a Sua obra. Onde há um grupo de crentes reunidos, deve haver a cooperação de todos para o avanço na obra do Senhor. E isto inclui a nossa adoração através dos dízimos e das ofertas. Muitos têm alimentado o sentimento maligno de que apenas os mais afortunados devem se empenhar em devolver e doar. Fossem eles mais fiéis no pouco que possuem, e não teriam necessidade alguma dos recursos dos ricos. A bênção do Senhor não está sobre o que dá mais, e sim sobre “quem dá com alegria” (2Co.9:7). São estes os amados de Deus que saltarão de júbilo quando ouvirem da boca de Jesus: “Muito bem, servo bom e fiel; foste fiel no pouco, sobre o muito te colocarei; entra no gozo do teu [Senhor]” (Mt.25:23).

Mordomia, amados, é adoração. Se queremos crescer como verdadeiros adoradores de Deus, precisamos nos dedicar melhor ao exame da Sua Palavra sem descaso ou desleixo, clamando pela sabedoria do Espírito da verdade. Como foram distribuídos os bens aos levitas de forma diferente, Deus também distribui os bens desta terra conforme Lhe apraz, de acordo com a capacidade de cada um em administrar. Porém, tudo o que ofertamos ao Senhor de coração, sendo pouco ou muito, é computado nos Céus como o montante afortunado daqueles que entenderam que a maior e melhor Oferta já nos foi dada: Jesus Cristo.

Que a alegria que brota do fruto do Espírito Santo nos motive não somente a ofertar os nossos recursos ao Senhor, mas que tudo em nós seja uma resposta de amor ao Deus que nos salvou. Vigiemos e oremos!

Bom dia, príncipes e princesas do Reino dos Céus!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Números7 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100


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