Reavivados por Sua Palavra


Apocalipse 14 – Comentado por Rosana Barros by Ivan Barros
5 de janeiro de 2022, 0:45
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“Aqui está a perseverança dos santos, os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus” (v.12).

O livro de Apocalipse está repleto de citações do Antigo Testamento. Textos dos livros históricos, dos Salmos e dos profetas compõem este livro como um grande quebra-cabeças, cujas peças revelam o seu perfeito encaixe àqueles que servem a Deus (Ap.1:1). Só neste capítulo, existem referências dos livros dos profetas Ezequiel (Ez.9:4), Sofonias (Sf.3:13), Isaías (Is.21:9; 51:17; 34:10; 63:3), Daniel (Dn.7:13) e Joel (Jl.3:13), além da referência ao livro de Gênesis (Gn.19:24). Certamente, este é um recado seguro de que “toda a Escritura é inspirada por Deus” (2Tm.3:16) e que, de Gênesis a Apocalipse, é a grande carta de Deus para a humanidade. Com base nisso, compreenderemos melhor o sentido da expressão “evangelho eterno” (v.6) contida na mensagem do primeiro anjo.

Na sequência da visão das duas bestas, João viu a vitória do Cordeiro e dos 144 mil, todos os que serão achados imaculados, que não se contaminaram “com mulheres” (v.4), ou seja, que não se uniram aos falsos adoradores. Mesmo que Satanás aja por meio das suas instrumentalidades humanas, seguramente haverá livramento para o derradeiro remanescente de Deus e cumprir-se-á a profecia do salmista: “Caiam mil ao teu lado, e dez mil, à tua direita; tu não serás atingido. Somente com os teus olhos contemplarás e verás o castigo dos ímpios. Pois disseste: O Senhor é o meu refúgio. Fizeste do Altíssimo a tua morada” (Sl.91:7-9). Nem toda a cólera do inimigo será capaz de destruir aqueles “que foram redimidos dentre os homens, primícias para Deus e para o Cordeiro” (v.4). Aquele que faz de Deus a sua morada, “o Maligno não lhe toca” (1Jo.5:18).

Resta, portanto, um povo que, semelhante aos patriarcas, são mordomos de uma verdade presente para o tempo do fim: as três mensagens angélicas. A mensagem do primeiro anjo possui três características intrínsecas: urgência, abrangência e autoridade. O fato de ser “um evangelho eterno” (v.6), como vimos, nos diz que se trata do mesmo evangelho de graça transmitido a Adão, Noé, Abraão, Jacó, Davi e a toda a raça humana através do plano da salvação em Cristo, antes mesmo da fundação do mundo (Ap.13:8), para fins eternos após a recriação da Terra (Ap.21:1). Analisemos a primeira voz:

1. “Temei a Deus”: Tanto Jó quanto Salomão chegaram à seguinte conclusão: Temer a Deus = sabedoria (Jó 28:28; Pv.9:10). Tem a ver com o aspecto mental do ser humano, com dedicar a Deus um “culto racional” (Rm.12:1);
2. “dai-Lhe glória”: Jesus disse que nós somos “a luz do mundo” (Mt.5:14). Mas com que propósito? Ele mesmo declarou: “Assim brilhe também a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai que está nos céus” (Mt.5:16). Fé e obras andam juntas na vida do cristão que entende que nada do que faça ou deixe de fazer é resultado dele mesmo, mas é obra do Espírito Santo, a fim de que sua vida seja tão somente um farol que aponta para a glória de Deus. A expressão “pois é chegada a hora do Seu juízo” (v.7) também nos lembra de que seremos julgados segundo as nossas obras e que as nossas escolhas de agora definirão o nosso destino eterno (Ap.22:11-12). Trata-se, portanto, do aspecto físico, do que as obras de nossas mãos revelam ao mundo (1Co.10:31);
3; “adorai”: É o aspecto espiritual através da junção dos três aspectos. Como seres holísticos, não podemos separar o espiritual do intelecto e nem do nosso corpo, que, por sinal, “é santuário do Espírito Santo” (1Co.6:19). Faz parte da adoração o tudo de nós em resposta ao tudo de Deus. E a referência a Deus como Criador aponta para o relato de Gênesis e para o mandamento esquecido (Êx.20:8-11).

O recado do segundo anjo, podemos dizer de uma forma popular, foi curto e grosso: “Caiu, caiu a grande Babilônia que tem dado a beber a todas as nações do vinho da fúria da sua prostituição” (v.8). A queda da Babilônia espiritual é previamente decretada pela justiça divina e é inevitável. Assim como o antigo império ostentava um orgulho indestrutível e foi destruído num só dia, o falso sistema de adoração dos últimos dias, “mãe das meretrizes e das abominações da terra” (Ap.17:5), ostentará uma posição inabalável. Mas quão terrível será a sua queda! O convite do Senhor aos Seus filhos que ainda se encontram enredados pelas apostasias da Babilônia espiritual é urgente: “Retirai-vos dela, povo Meu, para não serdes cúmplices em seus pecados e para não participardes dos seus flagelos” (Ap.18:4).

A mensagem do terceiro anjo é, sem dúvida, a mais relevante para os nossos dias. É um recado de juízo sobre “os adoradores da besta e da sua imagem e quem quer que receba a marca do seu nome” (v.11). Apesar de estar escrito como uma sentença, não deixa de ser também uma advertência a fim de que os fiéis servos de Deus saiam das fileiras do inimigo e avancem com perseverança no caminho estreito. E “aqui está a perseverança dos santos, os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus” (v.12). Vimos que o papado, aliado aos Estados Unidos, estabelecerá uma marca sobre os seus seguidores. Vimos também que tal marca tem a ver com uma falsa adoração. Leis serão estabelecidas a fim de instituir o domingo como o dia de guarda (sob o manto de causas legítimas) e todos os que se recusarem a aderi-las, serão perseguidos e considerados inimigos do bem comum. A guarda dos mandamentos, incluindo o sábado do sétimo dia, o mandamento de Deus em forma de selo (Ez.20:12 e 20), caracterizará os santos dos últimos dias como uma marca distintiva da verdadeira adoração.

Meus irmãos, estamos às vésperas da última ceifa. Dentro em breve, será decretada a ordem: “Toma a Tua foice e ceifa, pois chegou a hora de ceifar, visto que a seara da terra já amadureceu” (v.15). Teríamos muito mais a falar a respeito das três mensagens e como elas apontam para o breve cumprimento da derradeira promessa. Cumpre-nos, portanto, investigarmos por nós mesmos, com humildade e espírito de oração, estas verdades tão cruciais para o nosso tempo. Do “santuário, que se encontra no Céu” (v.17), Jesus virá com todos os Seus anjos para buscar aqueles que têm “na fronte o Seu nome e o nome de Seu Pai” (v.1). Que, pela graça e misericórdia de Deus, façamos parte daquele inumerável coral que entoará um cântico novo! E ainda que venhamos a descansar antes do cumprimento da promessa, “Bem-aventurados os mortos que, desde agora, morrem no Senhor” (v.13). Confiemos, amados, pois Quem fez a promessa é fiel: “Aquele, porém, que perseverar até o fim, esse será salvo” (Mt.24:13). Vigiemos e oremos!

Bom dia, santos perseverantes!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Apocalipse14 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100


2 Comentários so far
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Excelente comentário!
Bom dia!

Comentário por Silvio Fernandes

Parabéns pelo trabalho! Glórias! Aleluia!

Comentário por Christian




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