Reavivados por Sua Palavra


1Coríntios 13 – Comentado por Rosana Barros by Ivan Barros
21 de setembro de 2021, 0:45
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“Ainda que eu fale as línguas dos homens e dos anjos, se não tiver amor, serei como o bronze que soa ou como o címbalo que retine” (v.1).

Ele é a essência do caráter de Deus: “Deus é amor” (1Jo.4:8). Ele é o cumprimento da lei: “O amor não pratica o mal contra o próximo; de sorte que o cumprimento da lei é o amor” (Rm.12:10). Ele é o fundamento de todos os dons: “Se não tiver amor, nada serei” (1Co.13:2). Ele abrange o mundo: “Porque Deus amou ao mundo de tal maneira, que deu o Seu Filho unigênito para que todo o que nEle crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo.3:16). Ele é a primazia do fruto do Espírito: “Mas o fruto do Espírito é: amor […]” (Gl.5:22). Ele definirá o caráter do remanescente: “[…] os que guardam os mandamentos de Deus e têm o testemunho de Jesus” (Ap.12:17). “Se Me amais, guardareis os Meus mandamentos” (Jo.14:15). Ele é eterno: “Com amor eterno Eu te amei” (Jr.31:3).

O capítulo treze desta epístola nos apresenta treze versículos de uma perfeita explanação acerca do maior dos dons. Paulo exprimiu em palavras humanas a essência divina. Há sangue e lágrimas nas entrelinhas deste texto. Por mais que seja importante e necessária a variedade dos dons, o dom supremo deve ser o regente de todos os demais. O apóstolo enumerou alguns dons que, provavelmente, se destacavam entre os irmãos coríntios: o dom de línguas, de profecia, da sabedoria, do conhecimento, da fé, da assistência e até mesmo a entrega da própria vida. Portanto, ele não estava falando a uma igreja ociosa, mas extremamente ocupada em vários ministérios.

Sem amor, podemos falar diversos idiomas, mas nossas palavras serão como um badalo irritante e sem tradução. Sem amor, a profecia não passará de um conjunto de símbolos e imagens sem sentido algum. Sem amor, a sabedoria e o conhecimento não passarão de coisas difíceis demais de se entender. Sem amor, a fé torna-se apenas um show de milagres e prodígios. Sem amor, o socorro e a caridade se resumirão a campanhas de marketing pessoal. Sem amor, a entrega da própria vida é nula e sem proveito algum. Unicamente o amor é capaz de gerar resultados benéficos na prática dos dons, e não somente benéficos, mas eternos.

Após traçar uma demarcação precisa acerca do que seja a prática dos dons sem o amor, Paulo estabeleceu uma espécie de dicionário do amor. Se pudéssemos perguntar para Paulo o que é o amor, a sua resposta seria o que está escrito nos versos quatro ao oito. Esta definição, no entanto, não supera, mas é um acréscimo à definição dada por João de que o amor é divino, pois “Deus é amor” (1Jo.4:8). Aquele que fala “as línguas dos homens e dos anjos” (v.1) as transformou em uma linguagem universal. Aquele que conhece o fim desde o princípio, foi o cumprimento da mais perfeita profecia. Aquele que é Onisciente, Se tornou em estatura humana. O Doador da fé expôs uma fé prática por meio de realizações transbordantes de amor. O Dono do ouro e da prata abriu mão de Sua majestade para estender a mão a imerecedores. Aquele que é a própria vida, Se entregou à morte e transformou a cruz no símbolo do perfeito amor. Aquele que é a ressurreição, ressurgiu para atestar que “o amor jamais acaba” (v.8).

O amor deve ser o fundamento inconfundível de cada dom espiritual. A vida de Cristo manifestada no homem é o poder mais que eficiente de se pregar o evangelho. Amar é ter o indescritível privilégio de tornar-se participante da natureza divina na Terra. É experimentar a atmosfera do Céu antes mesmo de chegar lá. É a garantia de que meu enganoso e corrupto coração ainda tem jeito. É a única forma de conhecermos a Deus e alcançarmos a vida eterna. Uma vida religiosa, amados, nunca será capaz de superar os resultados do amor prático. Porém, mesmo esse amor, não passa de uma visão obscura diante da eterna manifestação de amor que tanto aguardamos. Porque, quando “vier o que é perfeito” (v.10), “então, veremos face a face” (v.12) o próprio Amor.

Até lá, devemos permanecer em fé, esperança e amor. “Ora, a esperança não confunde, porque o amor de Deus é derramado em nosso coração pelo Espírito Santo, que nos foi outorgado” (Rm.5:5). Consideremos pessoas mais importantes do que coisas ou cerimônias; sejamos mais sensíveis ao bem-estar do outro do que às nossas próprias necessidades; sejam as nossas atitudes desprovidas de desejo por aplausos; sejam nossas intenções guiadas pelo Espírito Santo a fim de alcançar propósitos altruístas, então, de fato, brilharemos a luz de Cristo nos quatro cantos desta Terra. Sabem quando não fará o menor sentido permanecermos neste mundo? Quando aprendermos a amar como Jesus nos amou. O amor foi o “carrasco” da cruz e a “chave” da sepultura. E em breve será para nós o cumprimento das palavras de Paulo: “O amor jamais acaba” (v.8). Perseveremos no amor, até o fim, então, seremos salvos (Mt.24:12-13). Vigiemos e oremos!

Bom dia, reflexos do amor de Deus!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #1Coríntios13 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100


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