Reavivados por Sua Palavra


ATOS 16 – VÍDEO COMENTÁRIO PR ADOLFO SUÁREZ by Maria Eduarda
10 de maio de 2018, 0:55
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ATOS 16 – COMENTÁRIO PR. HEBER TOTH ARMÍ by Maria Eduarda
10 de maio de 2018, 0:45
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ATOS 16 – Deus é dono, mentor e regente da missão. A missão não é do homem, o crente cumpre a missão de Deus.

• Deus age e intervêm na missão, os missionários são apenas Seus instrumentos.

Após a unanimidade das decisões do primeiro concílio na cidade de Jerusalém, Paulo integrou Timóteo à equipe em sua segunda viagem missionária. Ao retornar e fortalecer os conversos da primeira viagem e apresentar o resultado do concílio, as igrejas estavam sendo fortalecidas na fé e aumentavam em número. Eram igrejas vivas, não mornas nem mortas (vs. 1-5).

A organização missionária era estabelecida por Deus. Foi Deus que incumbiu Paulo e Silas de pregar o evangelho na Europa. Para isso, Ele mesmo os sustentou. Na cidade de Filipos, Deus, através da dupla missionária, conduziu a Sua missão miraculosamente.

1. Deus direciona a missão, inclusive quanto ao método a ser utilizado, o qual pode até contrariar a razão e a lógica humanas. Mesmo quando consagrados missionários estabelecem seus planos, é o Espírito Santo que os direciona, muitas vezes contrariando a vontade humana. É importante saber que seguir o método de Deus pode resultar em sofrimento ou chegar à conclusão que o fracasso está à vista, mas a lógica divina mostrará o sucesso (vs. 6-10, 20-24).

2. Deus interfere nas adversidades que os missionários enfrentam ao seguir Sua direção e Seus métodos missionários. Paradoxalmente, após pregar a verdade e libertar uma jovem possessa de espírito adivinhador, de status importante na cidade, os missionários foram acusados falsamente e presos em prisão desumana, e ainda açoitados como criminosos e submetidos a tortura alucinante. Contudo, fortalecidos por Deus, oraram e cantaram na prisão; então, sobreveio um terremoto – Deus está no comando (vs. 16-19, 25-26).

3. Deus é o responsável pelos resultados da Sua missão; Seus instrumentos não gerenciam resultados. Através da pregação de Paulo, Deus alcançou Lídia e Sua família (asiáticos da cidade de Tiatira); a jovem escrava (grega); e, na prisão, o carcereiro (que era romano) com toda sua família. Assim, o evangelho teve alcance transcultural. E, além dos missionários serem libertos da prisão, Deus providenciou o carcereiro para limpar os vergões deles. E, ainda receberam pedidos de desculpas dos oficiais de justiça (vs. 27-40).

Com Deus, fracassos se transformam em bênçãos missionárias! Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.



ATOS 16 – Comentado por Rosana Barros by Ivan Barros
10 de maio de 2018, 0:30
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“Crê no Senhor Jesus e serás salvo, tu e tua casa” (v.31).


Um “bom testemunho” (v.2) fala mais do que muitas palavras, e a vida de Timóteo confirmou isso. Apesar de ser filho de mãe judia, seu pai era grego e não havia observado a aliança da circuncisão. Paulo, sempre prudente, procurando afastar de seu ministério todo e qualquer motivo de contenda entre os irmãos, logo tratou de circuncidar o jovem Timóteo. E, levando-o em sua companhia, seguiam de igreja em igreja confirmando “as decisões tomadas pelos apóstolos e presbíteros de Jerusalém” (v.4). “Assim, as igrejas eram fortalecidas na fé e, dia a dia, aumentavam em número” (v.5).

Com zelo maior do que um dia o moveu a perseguir os cristãos, Paulo percorria de região em região pregando a palavra do Senhor. Mas assim como de autoridades humanas recebia cartas que o enviavam a determinados lugares, pela Autoridade divina passou a ser conduzido. “Impedidos pelo Espírito Santo” (v.6), Paulo e seus companheiros perceberam que nem sempre as nossas boas intenções estão em harmonia com os propósitos divinos. A Bíblia não revela de que forma o Espírito Santo os impediu de avançar naqueles lugares, mas deixa bem claro que eles reconheceram e obedeceram a ordem do “Espírito de Jesus” (v.7). E a visão que Paulo teve os colocou de volta na rota estabelecida por Deus.

Foi em Filipos, cidade principal da Macedônia, que aqueles servos do Altíssimo conheceram duas famílias especiais: a família de Lídia e a família do carcereiro. “No sábado” (v.13), procurando  eles um lugar onde pudessem orar e adorar, no leito de um rio lhes “pareceu haver um lugar de oração” (v.13), onde, assentados, começaram a pregar para as mulheres que ali tinham se reunido. Uma mulher em especial, “temente a Deus”, os escutava, de forma que “o Senhor lhe abriu o coração para atender às coisas que Paulo dizia” (v.14). “Depois de ser batizada”, Lídia e toda a sua família rogaram para que eles permanecessem hospedados em sua casa. E os “constrangeu a isso” (v.15).

O que se seguiu, porém, foi uma retaliação de Satanás à obra que estava sendo realizada naquele lugar. Através da cura daquela jovem adivinhadora, Paulo e Silas foram severamente açoitados e encerrados na prisão da pior maneira possível. Eles poderiam ter erguido gritos de dor e desespero e palavras de revolta contra Deus. Mas ao invés de questionar o porquê de tanto sofrimento, a reação daqueles missionários era impressionante, de modo que “oravam e cantavam louvores a Deus, e os demais companheiros de prisão escutavam” (v.25). Todo o cárcere parou para ouvir o som da fé, que os fazia sentir um conforto sobrenatural, quando um forte tremor abriu as portas e soltou as cadeias que os prendiam.

Atordoado pelo ocorrido, o carcereiro estava disposto a tirar a própria vida quando ouviu uma voz de esperança: “Não te faças nenhum mal, que todos aqui estamos!” (v.28). Nenhum prisioneiro fugiu porque descobriram, pelo testemunho de Paulo e Silas, a verdadeira liberdade. Não eram as portas trancadas de uma prisão ou as cadeias nas mãos que os prendiam, mas as correntes do pecado que lhes aprisionava o coração. A situação que o inimigo achara provocar para desonra, Deus transformou em honra ao nome de Jesus. Aquele homem que dantes sustentava uma posição de carrasco, “trêmulo, prostrou-se diante de Paulo e Silas” (v.29) em sinal de arrependimento. E a pergunta que um dia Cristo ouvira do jovem rico, foi replicada por ele: “que devo fazer para que seja salvo?” (v.30).

O desfecho daquele dramático incidente, no entanto, redundou em salvação não apenas ao carcereiro, mas a toda a sua casa. E o resultado de sua conversão logo foi notado em suas ações. Cuidando de Paulo e de Silas, “lavou-lhes os vergões dos açoites” e “levando-os para a sua própria casa, lhes pôs a mesa; e, com todos os seus, manifestava grande alegria, por terem crido em Deus” (v.33-34). A injustiça cometida contra eles, porém, causou em Paulo um sentimento de impunidade. Não permitiria que Satanás manchasse a sua reputação ou denegrisse o nome do Senhor ao qual servia. E com ousadia, recusou-se a ser posto em liberdade até que seus algozes o fizessem. “Então, foram ter com eles e lhes pediram desculpas” (v.39).

Uma vida a serviço de Deus não garante ficarmos livres de problemas e sofrimentos. Cristo mesmo nos advertiu: “No mundo, passais por aflições; mas tende bom ânimo; Eu venci o mundo” (Jo 16:33). E nas batalhas desta vida, quando aceitamos ser conduzidos pelo Espírito Santo, Ele coloca em nosso caminho irmãos que nos confortam (v.40) e que, usados por Deus, nos são como um refrigério em meio à tormenta.

Satanás tem lhe açoitado? Creia que Deus usará Seus instrumentos para cuidar de suas feridas. Tem fome e sede de justiça? Muito em breve Deus te fará farto (Mt 5:6). Sente-se preso pelas amarras do pecado? Em Jesus há liberdade! Que você e eu perseveremos em oração e louvor ao nome do Senhor e o que aparentemente era uma maldição, Deus transformará em bênção!

Bom dia, servos do Senhor!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus
#Atos16
#RPSP



ATOS 16 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS by Jeferson Quimelli
10 de maio de 2018, 0:20
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 1357 palavras

1 um discípuloTimóteo. Na pequena comunidade judaica de Listra, Paulo encontrou este jovem, que em parte era judeu e em parte, grego. Como seu pai, Timóteo havia sido criado como um grego e, assim, não tinha sido circuncidado. Sua mãe era judia. Bíblia de Genebra.

Uma vez que, 15 anos mais tarde, Paulo se dirige a Timóteo como a um jovem (ver 1Tm 4.12), este devia ser adolescente nesta ocasião. Bíblia de Estudo NVI Vida.

3 circuncidou-o. Por uma questão de prudência, a fim de que sua obra entre os judeus fosse mais eficaz. Foi diferente do caso de Tito (v. Gl 2.3), em que a circuncisão foi recusada pelo fato de alguns a exigirem como pré-requisito para a salvação. Bíblia de Estudo NVI Vida.

É provável que o próprio Paulo tenha realizado o rito. A princípio, este ato parece inconsistente com sua conduta em relação a Tito, a quem ele se recusou a circuncidar ( ver com. de Gl. 2:3) e com seu ensino geral sobre a circuncisão (ver com. de 1Co 7:18, 19; Gl 5:2-6). Mas há uma diferença evidente entre os casos de Tito e Timóteo. Tito era um grego, e circuncidá-lo equivaleria a ceder num princípio de que Paulo não desejava abrir mão. A origem mista de Timóteo fazia dele um judeu, pois o código rabínico afirmava que o filho de mãe judia era considerado judeu (Yebamoth, 45.b, ed. Soncino, Talmude, p. 297). Caso tanto seu pai quanto sua mãe fossem judeus fiéis, ele teria sido circuncidado no oitavo dia (Lv 12:3), mas as diferenças religiosas entre o casal impediram isso. … Caso [Timóteo] fosse incircunciso, isso se tornaria uma fonte de dificuldade para os judeus, os quais pensariam que um mau judeu não poderia ser um bom exemplo de cristão. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 6, p. 337, 338.

7 Espírito de Jesus. Assim como “Espírito Santo” era às vezes usado de maneira intercambiável com “Deus” (ver 5.3, 4), assim também aqui  “Espírito Santo” é usado de modo intercambiável com “Espírito de Jesus” [cf. v. 6]. Bíblia de Estudo NVI Vida.

10 procuramos. A primeira das várias passagens usando o pronome plural “nós” começa aqui, indicando que o autor estava com Paulo e Silas. Bíblia de Genebra.

Lucas, o “médico amado” (Cl 4:14), estava a descrever os missionários na terceira pessoa (“ele”, “eles”). Agora ele adota a primeira pessoa, aparentemente indicando que ele havia se juntado à equipe missionária. Bíblia de Estudo NVI Vida.

A conclusão é que Lucas está informando ao leitor o fato de ele ter-se unido ao grupo em Trôade. Bíblia de Estudo NVI Vida.

11 Samotrácia. Ilha no nordeste do mar Egeu. Era um lugar apropriado para os navios ficarem ancorados em vez de arriscarem uma viagem noturna. Bíblia de Estudo NVI Vida.

12 Filipos. Filipe II da Macedônia, o pai de Alexandre Magno, tinha estabelecido uma grande colônia grega aqui, e dado a ela o nome de Filipos. Os romanos a conquistaram em 167 a.C. e a fizeram parte da província da Macedônia. Bíblia de Genebra.

Muitos legionários aposentados do exército romano se estabeleceram ali, mas poucos judeus. Bíblia de Estudo NVI Vida.

13 onde nos pareceu haver um lugar de oração. De acordo com a lei judaica, pelo menos dez homens eram necessário para se formar uma sinagoga. Não havendo um lugar de oração, poderia ser estabelecido ao ar livre, preferivelmente perto de água. Bíblia de Genebra.

mulheres que para ali tinham concorrido. Elas se reuniam para ler e estudar as Escrituras, e acolhiam bem a assistência de algum professor judeu que chegasse a visitá-las. Bíblia de Genebra.

14 Lídia. Seu nome pode estar associado ao seu lugar de origem, o distrito helenístico da Lídia. Bíblia de Estudo NVI Vida.

da cidade de Tiatira. Tiatira era conhecida pela lã e pelo tingimento. Púrpura era um tingimento dispendioso. Bíblia de Genebra.

temente a Deus. Lídia era uma gentia que, assim como Cornélio (ver 10.2), cria no Deus verdadeiro e seguia os ensinamentos morais das Escrituras. Não era, porém, uma convertida plena ao judaísmo. Bíblia de Estudo NVI Vida.

o Senhor lhes abriu o coração. Iluminação e persuasão divinas são necessárias para que o coração cego pelo pecado responda ao evangelho (Jr 13.23; Jo 6.44, 65; Rm 9.16; 1Co 2.14). Bíblia de Genebra.

16 espírito adivinhador. Lit. “um espírito de pitonisa”. O termo provavelmente se refere a uma serpente mística [Píton] que, segundo se acreditava, guardava o templo e o oráculo do deus grego Apolo, em Delfos. Bíblia de Genebra.

O termo “píton” veio a ser aplicado às pessoas pelas quais o espírito de Píton supostamente falava. … Como essas pessoas falavam involuntariamente, o termo “ventríloquo” era empregado em referencia a elas. Bíblia de Estudo NVI Vida.

Um fato considerado comum no primeiro século, que era dominado pela cosmovisão astrológica. Andrews Study Bible.

Fica clara a crença da população local de que a escrava possuía habilidades sobrenaturais. Sem dúvida, seus gritos frenéticos eram considerados oráculos e aceitos como tais. Seus donos se aproveitavam da suposta inspiração da jovem e a faziam dar respostas àqueles que a procuravam. CBASD, vol. 6, p. 345.

adivinhando. Do gr. manteuomai, “adivinhar”, “profetizar”. O termo só é usado aqui no NT. Na LXX, a palavra sempre é usada para se referir às palavras de profetas mentirosos (Dt 18:10; 1Sm 28:8; Ez 13:6; etc.). Neste caso, pode ser interpretada com o mesmo sentido: “fingir predizer o futuro”. CBASD, vol. 6, p. 345.

17 Deus Altíssimo. Um judeu entenderia que este seria Javé. um gentio aplicaria este nome a Zeus. Bíblia de Genebra.

19 agarrando em Paulo e Silas. Porque Paulo e Silas eram ambos judeus e líderes do grupo missionário, eles foram presos. Seus companheiros eram gentios (Lucas, um gentio da Antioquia da Síria, e Timóteo, um meio gentio de Listra) e não foram acusados. Bíblia de Genebra.

21 costumesnão é permitido. Se alguma religião deixasse de receber a aprovação de Roma, era considerada religio ilicita. O judaísmo tinha reconhecimento legal, mas o cristianismo, não. Bíblia de Estudo NVI Vida.

22 fosse açoitados [NVI]. Com varas [NKJV: beaten with rods, “batidos com varas”].  Bíblia de Estudo NVI Vida.

Paulo e Silas eram cidadãos romanos (v. 37) e deveriam ter ficado livres de tal tratamento. Mas, no clima de agitação, isto foi ignorado. Bíblia de Genebra.

24 cárcere interiorno tronco. Não somente para segurança máxima, mas também para tortura. Bíblia de Estudo NVI Vida.

cárcere interior. Era comum que as prisões romanas tivessem uma seção externa e interna. Na primeira, ficava a sala da guarda, onde entravam luz e ar. Depois dela, se localizava o cárcere interior, onde a porta era fechada, deixando fora a luz e o ar. As condições dentro dessa cela eram horrendas, infligindo um castigo terrível sobre o prisioneiro. CBASD, vol. 6, p. 348.

tronco. Era uma estrutura de madeira com buracos nos quais a cabeça, os pés e as mãos do prisioneiro eram colocados, deixando-o numa posição de extremo desconforto. … No caso de Paulo e Silas, somente os pés foram presos e o restante do corpo ficou jogado no chão, uma posição dolorosa para homens tão castigados como os apóstolos. CBASD, vol. 6, p. 348.

27 para se matar. Se um preso fugisse, a vida do guarda era exigida no seu lugar. (v. 12, 19). Tirar a própria vida abreviaria a vergonha e a aflição. Bíblia de Estudo NVI Vida.

30 que devo fazer para ser salvo? O carcereiro tinha ouvido dizer que eram pregadores de um caminho da salvação (v. 17). Agora, com o terremoto e com a morte iminente, queria saber a respeito do caminho. Bíblia de Estudo NVI Vida.

31 creia no Senhor Jesus. Declaração concisa do caminho da salvação (ver 10.43). Bíblia de Estudo NVI Vida.

33 batizado. Note a necessidade da crença (v. 31) antes do batismo. Comparar com 2:38. Andrews Study Bible.

34 alegrou-se muito. Sempre a consequência da conversão, independentemente das circunstâncias. Bíblia de Estudo NVI Vida.

37 romanos. Era ilegal açoitar um cidadão romano (cf. v. 38), ainda mais no caso de não ter havido processo. Bíblia de Estudo NVI Vida.

Cidadãos romanos eram isentos de açoitamento e tortura. Se os cidadãos romanos fossem julgados numa corte romana, eles tinham o direito de apelar sua causa a César (25.11; 26.32). Bíblia de Genebra.

Venham eles mesmos. Paulo e Silas não estavam querendo ser escoltados para fora para apaziguar um orgulho ferido, mas para publicamente demonstrar a sua inocência por amor à igreja de Filipos, pensando no futuro dela. Bíblia de Estudo NVI Vida.



ATOS 16 – VÍDEO COMENTÁRIO PR RONALDO DE OLIVEIRA by Maria Eduarda
10 de maio de 2018, 0:15
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ATOS 15 by Jeferson Quimelli
9 de maio de 2018, 1:00
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Texto bíblico: http://biblia.com.br/novaversaointernacional/atos/atos-capitulo-15/

Comentário devocional:

Atos 15 registra cuidadosamente o início da organização da igreja cristã primitiva.Um problema levou a um conflito na igreja local em Antioquia, e requeria uma solução. Então, esta igreja enviou uma pequena delegação a Jerusalém para que o Conselho Geral resolvesse a questão. Muito bem acolhidos pelos anciãos e apóstolos, eles explicaram o assunto de sua missão que, ao ser debatido gerou muita discussão.

Finalmente Pedro levantou-se e disse: “Por que vocês estão questionando a sinceridade desses novos crentes gentios? Vocês duvidam que Deus os aceitou? Deus promete a salvação ‘pela graça, por meio da fé’ [cf v.11; Ef 2:8] em Jesus” e esses novos crentes são aceitos por Deus, do mesmo modo que os judeus são aceitos” .Após muita oração e discussão que respeitara as convicções de todos os envolvidos, a crise foi evitada. Foram tomados aqui passos significativos na organização da igreja primitiva!

Do mesmo modo, no início da igreja adventista, Tiago White insistiu na necessidade da organização da mesma. Os delegados então se reuniram, e o assunto foi levado à votação. Um nome foi escolhido, um corpo de crentes foi estabelecido e a igreja teve início e cresceu.

Depois de ler o livro de Atos, você não sente também o desejo de se envolver mais em sua igreja local, no bairro onde você mora, na comunidade, cidade, ou em campos missionários distantes, para ajudar a terminar o trabalho de Mateus 24:14?

Alice Voorheis
Professora aposentada
Atualmente trabalhando para o Ministério “Adventist Heritage”

 

Texto original: https://www.revivalandreformation.org/?id=1279
Equipe de tradução: Pr Jobson Santos/Gisele Quimelli/Jeferson Quimelli
Comentário em áudio Pr. Valdeci: http://vod.novotempo.org.br/mp3/ReavivadosA/Reavivados09-05-2018.mp3



ATOS 15 – VÍDEO COMENTÁRIO PR ADOLFO SUÁREZ by Maria Eduarda
9 de maio de 2018, 0:55
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ATOS 15 – COMENTÁRIO PR. HEBER TOTH ARMÍ by Jeferson Quimelli
9 de maio de 2018, 0:45
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ATOS 15 – A igreja deve passar por inúmeras experiências, boas e ruins, a fim de amadurecer. Deus não quer uma igreja débil, sem raízes no lugar certo e sem convicta necessidade da dependência de Seu poder.

O martírio de Tiago e a prisão de Pedro em Atos 12 levaram à Igreja…

· …à maior consagração e dependência do Senhor da existência.

· …ao amadurecimento espiritual.

· …do crescimento qualitativo ao quantitativo.

A primeira viagem missionária de Paulo (Atos 14-15) fez com que a igreja…

· …pensasse e investisse mais na missão.

· …avançasse mais com a pregação para alcançar mais pagãos.

· …tivesse mais experiência de vida, o que é essencial à maturidade.

O crescimento encontra dificuldades. Em Atos 15 alguns problemas exigiram da igreja a organização de um concílio. Mario Veloso oferece-nos os seguintes pontos:

1. Em Antioquia: O problema (15:1-3):

a) Problema na doutrina.

b) Contenda doutrinária.

c) Viagem a Jerusalém: Relatórios em Fenícia e Samaria.

2. Em Jerusalém: A solução (15:4-29):

a) Reunião do concílio e relatório;

b) O Concílio delibera (15:6-21):

· Primeiro, se reúnem.

· Segundo, realiza-se a discussão:

1) Uso de alimentos oferecidos a ídolos;

2) Comer carne de animais estrangulados;

3) Conduta moral dos crentes gentios.

· Os líderes se pronunciam.

c) Pedro: A experiência (15:7-11).

d) Paulo e Barnabé: Os sinais (15:12).

e) Tiago: As Escrituras (15:13-18).

3. Decisão do Concílio (15:19-29): Composta de dois elementos:

a) Nomeação de uma comissão que levaria a carta a Antioquia.

b) Conteúdo da carta:

· Identifica os autores e destinatários.

· Reconhece a existência do problema e sua origem.

· Apresentação dos portadores da carta.

· Conteúdo da decisão.

4. Em Antioquia: Alegria (15:30-35)

a) Entrega da carta: Todos receberam.

b) Alegria de todos.

Após isso, Paulo e Barnabé iniciaram uma nova aventura missionária, mas não sem fortalecer a fé dos conversos da primeira viagem (15:36-41).

Enfim, reuniões administrativas, Concílios e Organização Eclesiástica são importantes, porém, “não importa quão importante a organização possa ser para a proteção da igreja e para garantir a harmonia de ação, ela não deve vir para tomar das mãos do Mestre e disciplina que só a Ele cabe dar” (Tiago White).

Toda decisão administrativa deve, primariamente, “parecer bem ao Espírito Santo”, depois, aos homens consagrados; então, a alegria será resultado da dependência do Senhor da Igreja. Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.



ATOS 15 – Comentado por Rosana Barros by Ivan Barros
9 de maio de 2018, 0:30
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“Pelo que, julgo eu, não devemos perturbar aqueles que, dentre os gentios, se convertem a Deus” (v.19).


Quando Deus estabeleceu uma aliança com Abraão, instituiu um sinal físico que deveria ser seguido de geração em geração: “… todo macho entre vós será circuncidado” (Gn 17:10). Foi uma forma de Deus assinalar o Seu povo com uma marca distintiva. Esta questão foi tratada de forma acalorada na igreja primitiva, dada a multiplicação de novos conversos gentios, isto é, incircuncisos. Tal controvérsia precisava ser logo resolvida a fim de que não se tornasse motivo de divisão entre judeus e gentios.

Enviados a Jerusalém, Paulo e Barnabé relataram acerca da “conversão dos gentios”, causando “grande alegria a todos os irmãos” (v.3). Sendo bem recebidos por todos, uma reunião foi realizada junto com “os apóstolos e os presbíteros para examinar a questão” (v.6). Percebam que surgida a controvérsia, trataram logo de resolvê-la, a fim de chegar em comum acordo. Afinal de contas, era natural aos judeus conversos sustentar algumas de suas tradições dada a importância da aliança e do que ela significava para o seu povo. Jesus mesmo foi circuncidado no oitavo dia após o Seu nascimento (Lc 2:21). O que eles precisavam compreender, no entanto, é que após a morte e ressurreição de Cristo, uma nova aliança foi estabelecida: “Agora, com efeito, obteve Jesus ministério tanto mais excelente, quanto é Ele também Mediador de superior aliança instituída com base em superiores promessas” (Hb 8:6). Uma aliança renovada que inclui todos os povos, tribos, línguas e nações no “Israel de Deus” (Gl 6:16).

O apóstolo Pedro declarou: “E [Deus] não estabeleceu distinção alguma entre nós e eles, purificando-lhes pela fé o coração” (v.9). “Mas cremos que fomos salvos pela graça do Senhor Jesus, como também aqueles o foram” (v.11). Qual foi o resultado de tais palavras? O silêncio de toda a multidão, que parou para ouvir a Paulo e Barnabé sobre os muitos sinais e prodígios que “Deus fizera por meio deles entre os gentios” (v.12). A exposição seguinte de Tiago, utilizando uma aplicação profética do livro de Amós, foi decisiva para que chegassem à seguinte conclusão, parafraseando numa linguagem contemporânea: Não é conveniente impor aos gentios que “se convertem a Deus” (v.19) uma carga que nem os mais antigos conseguem carregar (v.10), mas orientá-los a fim de “que se abstenham” da idolatria, da imoralidade sexual e de alimentos imundos (v.20). No mais, o que eles tiverem de aprender, é ensinado na igreja “todos os sábados” (v.21).

Esta coerente e sábia decisão, orientada pelo Espírito Santo, foi escrita e enviada às igrejas através de Paulo e Barnabé, além de “Judas, chamado Barsabás, e Silas, homens notáveis entre os irmãos” (v.22). Ou seja, a cúpula da igreja enviou homens cuja credibilidade era notável e cujo testemunho confirmava cada palavra daquela epístola. Não que fossem homens sem defeitos, mas que por palavra e por ação, revelavam a obra transformadora do Espírito Santo. Sempre zeloso em obras, Paulo não tolerou a ideia de ter em sua companhia alguém que já o havia deixado na mão. A insistência de Barnabé em dar uma segunda chance a João Marcos não agradou a Paulo, de tal modo “que vieram a separar-se” (v.39). Tal fato, porém, não atrapalhou a obra, mas a expandiu, formando mais uma dupla missionária.

Precisamos, hoje, ter a mesma coerência com a qual agiram os líderes da igreja primitiva. Assuntos conflitantes não devem ser estendidos em contendas e debates que ao invés de somar para Deus, causam divisões desnecessárias. Jesus mesmo afirmou: “quem Comigo não ajunta espalha” (Lc 11:23). Notem que Paulo e Barnabé logo encontraram uma solução para que a obra de Deus continuasse avançando, e não ficaram trocando farpas entre si.

Portanto, “evita discussões insensatas, genealogias, contendas e debates sobre a lei; porque não têm utilidade e são fúteis” (Tt 3:9). Avança no sentido de apresentar a Jesus através de uma vida notoriamente guiada pelo Espírito Santo. “Quem entre vós é sábio e inteligente? Mostre em mansidão de sabedoria, mediante condigno proceder, as suas obras” (Tg 3:13), “para que, pela igreja, a multiforme sabedoria de Deus se torne conhecida, agora” (Ef 3:10). Que a nossas palavras e ações sejam bênçãos aos nossos semelhantes, de forma que se alegrem “pelo conforto recebido” (v.31).

Bom dia, homens e mulheres notáveis!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus
#Atos15
#RPSP



ATOS 15 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS by Jeferson Quimelli
9 de maio de 2018, 0:20
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1762 palavras

1-35 Um grupo vindo da Judéia chega a Antioquia e reivindica que a circuncisão é necessária para a salvação. Para resolver a controvérsia resultante, uma delegação é designada para visitar Jerusalém (vv 1-2). … Esta é uma história crucial. O que deve ser exigido dos gentios para que estes se tornem cristãos? Andrews Study Bible.

1 Circuncidardes. Esta exigência prova algo que não fora dito com clareza em outra passagem bíblica. Paulo e Barnabé não exigiam que os conversos gentios fossem circuncidados. Aqui se inicia o relato da primeira grande controvérsia da igreja cristã. Certamente ela surgiria logo que o cristianismo saísse das fronteiras da Palestina. Os primeiros conversos ao cristianismo eram judeus que preservavam a maior parte das práticas e dos preconceitos da religião na qual haviam sido criados. CBASD Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 6, p. 315.

Não podeis ser salvos. Este era o cerne do problema. A circuncisão não podia ser exigida dos gentios com base na antiguidade do costume nem como condição para se tornar membro da igreja. CBASD, vol. 6, p. 317.

2 Paulo e Barnabé. Os apóstolos estavam no centro da disputa, pois as exigências dos judaizantes representavam uma condenação direta do trabalho que os missionários haviam realizado na Cilicia, Antioquia e em toda a primeira viagem missionária. Mas os dois sabiam que sua obra só poderia ser interpretada como um triunfo da graça de Deus. Eles haviam proclamado a salvação pela fé em Cristo. Então não podiam permanecer em silêncio enquanto os conversos eram levados a crer que a aceitação da graça divina pela fé não era suficiente e que ritos exteriores eram necessários para a salvação. CBASD, vol. 6, p. 317.

Apóstolos e presbíteros. Pedro, João e Tiago, o irmão do Senhor, estavam em Jerusalém (Gl 2:9,1:19). Juntamente com os presbíteros (At 11:30) e talvez outros apóstolos. Eles pareciam ser os líderes da jovem igreja. O fato de se levar a difícil problemática da circuncisão a um concílio de apóstolos e presbíteros, em Jerusalém, é um precedente significativo para a organização da igreja. CBASD, vol. 6, p. 318.

7 Debate. O que fica evidente na maneira como a questão foi tratada é que o Espírito trabalha com seres humanos e, por meio deles, realiza Sua vontade a despeito de fragilidades e desavenças pessoais. CBASD, vol. 6, p. 319.

10 Puderam suportar. Segundo a intenção divina original, os requisitos cerimoniais da lei de Moisés não eram intoleráveis! Os judeus perderam de vista o real significado dessa lei e a transformaram numa série de cerimônias para tentar garantir a salvação. … a verdadeira natureza do cristianismo não se encontra em formas e cerimônias. A essência do cristianismo é a vida espiritual e a adoração a Deus em espírito e em verdade. O cristianismo devia se libertar das formas, dos rituais e das cerimônias típicas, uma vez que Cristo já era uma realidade viva. Se o sentido básico da decisão do concílio de Jerusalém tivesse sido incorporado plenamente à experiência posterior da igreja, grande parte do erro e da apostasia teria sido evitada. CBASD, vol.6, p. 320, 333.

11 Fomos salvos. A salvação é pela graça (ver Rm 3:21-26; 5:1, 2; 11:5, 6; Ef 2:5, 8). As obras são consequência do recebimento da salvação (Rm 8:4; Ef 2:9, 10; Ef 2:12, 13). CBASD, vol. 6, p. 320.

13-21 Claramente o concílio decide que os gentios não precisam se converter ao judaísmo, obedecendo a todos os aspectos da lei cerimonial – incluindo a circuncisão – para se tornarem cristãos. Andrews Study Bible.

19 Julgo eu. Literalmente, “eu decido”. As palavras de Tiago sugerem que ele exercia autoridade. Mas o que vem em seguida não é um decreto, pois, quando finalmente promulgado, sua autoridade se baseou nos apóstolos e presbíteros (ver E f 16:4). CBASD, vol. 6, p. 322.

20 que se abstenham. Obedecer a estas quatro regras ajudaria gentios e judeus a manterem companheirismo. Duas observações são úteis aqui: 1) Estas proibições se baseiam nas leis que se aplicavam tanto a judeus quanto aos “estrangeiros que habitam entre vocês”, em Lv 17-18. O concílio de Jerusalém parece adotar este modelo do AT, argumentando que obedecer a estas regras ajudaria não-judeus a viver e adorar sem ofender a seus vizinhos judeus. 2) Todos estes quatro itens listados estavam associados a templos pagãos. A abstenção destes quatro itens – e se afastar de templos pagãos – tornaria óbvio que os cristãos gentios haviam deixado a idolatria para adorar o único e verdadeiro Deus. Andrews Study Bible.

22 Toda a igreja. Isto mostra a importância da participação dos membros da igreja nas decisões. Eles opinaram na escolha dos representantes enviados com a carta. Nos séculos seguintes, os leigos passariam a ser excluídos dos concílios oficiais. CBASD, vol. 6, p. 325.

Silas. Conhecido como Silvano nas cartas de Paulo, acompanhou Paulo em sua Segunda viagem missionária (15:40 – 18:2) e foi apontado como coautor das cartas a Tessalonica (1Ts 1:1, 2; 2Ts 1:1). Andrews Study Bible.

28 não vos impor maior encargo. A circuncisão, a apresentação de sacrifício, os ritos de purificação e todos os atos formais que faziam parte da religião judaica ou que foram acrescentados a ela não seriam exigidos dos gentios batizados na igreja cristã. CBASD, vol. 6, p. 333.

29 Coisas sacrificadas a ídolos. Estas palavras dão uma definição mais precisa da advertência de Tiago contra as “contaminações dos ídolos”. CBASD, vol. 6, p. 327.

Destas coisas fareis bem se vos guardardes. Pode surgir a dúvida do porquê de o concílio de Jerusalém não ter especificado que todos os dez mandamentos eram obrigatórios. A resposta é que o concílio não tratava acerca do decálogo. A adoração a Deus, a observância do sábado, a honra aos pais, a permissão de que o próximo viva e desfrute a vida, a honestidade e o contentamento eram fatores tão elementares na vida moral básica do cristianismo que nem necessitariam ser mencionados. Estas não eram as questões que motivariam o concílio. Conforme já destacado, as proibições estavam ligadas a coisas relacionadas aos gentios, que, mesmo após a conversão, precisariam ser alvo de atenção, quer para evitar o pecado aberto, quer para se abster de práticas que traziam discórdias à igreja. Comer sangue ou carne cujo sangue não fora drenado implicava envolver-se em idolatria e fornicação, práticas comuns entre os gentios, nas quais se envolviam sem pensar no quanto eram prejudiciais para o corpo e a mente. Portanto, eles precisavam ser advertidos contra elas, a fim de se absterem. CBASD, vol. 6, p. 333, 334.

Ainda não era chegado o tempo para a proclamação do sentido pleno do ensino de Paulo (Gl 2:2). Ele aceitou a decisão do concílio como uma solução satisfatória do assunto debatido e nunca se referiu depois a suas exigências, nem mesmo ao falar sobre um dos pontos da decisão, isto é, o consumo de alimentos oferecidos a ídolos (1Co 8; 10). Na verdade, seu conselho em relação à comida não estava em total harmonia com a decisão do concílio, embora certamente não seja contrário a seu espírito e sua intenção. Paulo argumenta que não era necessariamente errado comer alimentos oferecidos a ídolos, pois os deuses que os ídolos representavam não existiam. Errado seria deixar de considerar a sensibilidade de outro cristão, que não comia tais coisas e se sentiria incomodado com o outro que o fazia. Tal instrução tenderia a evitar atritos desnecessários entre judeus e cristãos gentios em sua convivência social. Quando Paulo abordava a questão da impureza sexual, algo que ele fez diversas vezes, também não fazia referência ao concílio de Jerusalém, mas ao princípio bíblico básico no qual a decisão do concílio se baseou. Em outras palavras, ele lidou com o problema com base no fato de que o cristão pertence a Deus e todo seu ser se torna um templo habitado pelo Espírito Santo. Diante de tal presença divina, não deve existir a impureza. Logo, a importância do concílio não se faria sentir, em primeiro lugar nas conseqüências ligadas a suas proibições específicas. Em vez disso, a decisão foi significativa ao liberar a igreja cristã gentílica de ritos religiosos realizados como um fim em si mesmos. CBASD, vol. 6, p. 334.

33 Em paz. Esta é a tradução da expressão de despedida comum em hebraico. Não significa que os homens receberam permissão para ir embora calados, mas que as orações da igreja para que tivessem paz os acompanhavam (comparar com Mc 5:34). CBASD, vol. 6, p. 328.

37 Queria. Evidências textuais (cf. p. xvi) favorecem a variante “estava determinado”. Sem dúvida, foi a ligação familiar de Barnabé com João Marcos que o fez querer levar o jovem novamente em uma viagem missionária, a fim de lhe dar a oportunidade de se redimir (ver Cl 4:10). Sem dúvida, ele reconhecia, ao contrário de Paulo, que as circunstâncias desculpavam, pelo menos parcialmente, a recuada anterior de João Marcos (ver com. de At 13:13). Paulo, o ávido e corajoso guerreiro de Cristo, entendia que quem agisse assim, nas palavras do próprio Senhor, não estaria “apto para o reino de Deus” (Lc 9:62) e precisaria de disciplina pelo menos por um período, a fim de se preparar melhor. CBASD, vol. 6, p. 328.

38 Não os acompanhando. Estas palavras sugerem que a queixa de Paulo contra Marcos era que, ao voltar para Jerusalém, ele deixara de cumprir sua parcela de responsabilidade na viagem. CBASD, vol. 6, p. 328.

39 Desavença. Do gr. parxusmos, “irritação”, “raiva aguda”. Deste termo vem a palavra portuguesa “paroxismo”, que significa o auge de uma crise ou de um sentimento. A amizade de longa data selada pelo auxílio que Barnabé dera a Paulo num momento crucial (ver com. de At 9:27) e a realização de uma grande obra em conjunto tornaram dolorosa a separação entre os dois. Esta é a última menção que Atos faz a Barnabé e Marcos. Para a igreja, o resultado foi a realização de duas viagens missionárias, em vez de uma só. Embora os apóstolos tenham diferido sobre quem estava apto a participar da obra, não havia divergência quanto ao trabalho a ser feito em prol do evangelho. Paulo cita o nome de Barnabé em suas epístolas (ICo 9:6; Gl 2:1, 9, 13; Cl 4:10). Ao escrever para os coríntios (ICo 9:6), Paulo afirma que o apóstolo Barnabé dava o mesmo exemplo nobre que ele, labutando com as próprias mãos, sem precisar de auxílio financeiro das igrejas. Em Colossenses 4:10, ele revela que voltou a receber João Marcos como companheiro na obra (Fm 24) e reconheceu que o jovem lhe era “útil para o ministério” (2Tm 4:11). Depois de trabalhar com Barnabé em Chipre, parece que Marcos retornou com Pedro e ficou com ele em Roma (IPe 5:13). Pode ter sido durante essa permanência em Roma que Marcos tenha voltado a trabalhar com Paulo. CBASD, vol. 6, p. 328, 329.

40 Paulo, tendo escolhido a Silas. Ver com. do v. 34. Isto revela o interesse de Silas pelo evangelismo entre os gentios. Ele era tão capacitado quanto Barnabé, pois tinha o dom de profecia. Podia então usar o título de apóstolo, no sentido mais amplo de “missionário”, pois foi enviado pela igreja de Antioquia. CBASD, vol. 6, p. 330.

Compilação: Tatiana W / Jeferson Q